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Sábado, Julho 11, 2026
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ONG apresenta queixa contra Portugal, Espanha e França por não controlarem frotas de pesca

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A organização francesa Bloom, de preservação do ambiente marinho e espécies, apresentou quinta-feira na Comissão Europeia uma queixa contra Portugal, Espanha e França, por não controlarem a suas frotas de pesca.

A queixa tem a ver com pesca ilegal em áreas protegidas e refere-se a mais de 400 casos de suspeitas de fraude, de acordo com uma investigação de mais de um ano conduzida pelas organizações “Deep Sea Conservation Coalition” (DSCC) e “Marine Conservation Institute” e publicada na revista científica “Science Advances”.

Segundo a investigação, também divulgada na quinta-feira pela organização não-governamental portuguesa de defesa do meio marinho, a Sciaena, navios portugueses, espanhóis e franceses continuam a pescar em zonas que estão proibidas devido à extrema fragilidade dos ecossistemas.

Existem duas regulamentações europeias sobre a proteção dos fundos oceânicos, um regulamento de pesca de profundidade, adotado em dezembro de 2016, que proíbe a pesca de arrasto de fundo além dos 800 metros de profundidade nas águas do Atlântico Nordeste, e o encerramento, em novembro de 2022, de 87 zonas situadas entre os 400 e os 800 metros de profundidade, para proteger ecossistemas marinhos particularmente vulneráveis e ricos em biodiversidade.

Nos dois casos a investigação fala de fraude maciça nas zonas de proibição de pesca. Nas zonas protegidas e sensíveis, interditas, foram contabilizadas 3.500 horas de pesca com artes de fundo quando o número de horas devia ser zero. Dessas, 500 horas foram atribuídas a barcos portugueses. E foram ainda contabilizadas 19.200 horas de pesca de arrasto de fundo além dos 800 metros, entre novembro de 2021 e outubro de 2023.

Trata-se, diz a Bloom, de “violações claras e deliberadas da lei” que significam “destruição silenciosa” dos ecossistemas marinhos mais frágeis, que abrigam corais com milhares de anos e espécies também com muitos anos e vulneráveis, como tubarões de profundidade, esponjas delicadas e polvos orelhudos.

As 87 zonas interditas à pesca, pela Comissão Europeia em 2022, representa apenas 16.000 quilómetros quadrados, pontos minúsculos num mapa que mesmo assim não são respeitados, diz a organização, recordando que a investigação identificou 306 navios a pescar em zonas interditas para proteção dos ecossistemas marinhos vulneráveis (VME) e 152 arrastões de fundo a pescar além de uma profundidade de 800 metros. E só foram tidos em conta navios além de 15 metros, com instrumentos e geolocalização obrigatórios.

A análise indica que apenas 33 arrastões de fundo foram responsáveis por 95% das horas de pesca em águas de profundidade superior a 800 metros. E mais de metade desta pesca ilegal foi feita por três arrastões de fundo semi-industriais portugueses, o Carabineiro (24,5 metros), o Cristaceo (23,6 metros) e o Avo Nico (18,8 metros).

Em relação às zonas VME 32 navios representaram metade das horas de pesca em zonas fechadas à pesca. E destes apenas três arrastões de fundo semi-industriais portugueses foram responsáveis por quase 20% da pesca ilegal, os navios Praia Lusitana (17,7 metros), Florimax (24,8 metros) e Avo Nico (18,8 metros).

Os dados em horas não refletem o impacto ambiental das embarcações, muito diferentes se for um navio de 15 metros que lança armadilhas ou um arrastão industrial de 80 metros. O Lodairo, arrastão de fundo de 86 metros, espanhol, esteve mais de 30 horas em ecossistemas vulneráveis e mais de 470 horas além dos 800 metros de profundidade.

A investigação denuncia ainda a atividade de outros navios, como o francês Claude Coulon II (arrastão de 46 metros), que pertence ao grupo do Intermarché, ou outras empresas de pesca, da Bretanha ou do País Basco.

Afirmando que os navios industriais cometem fraudes impunemente, sabendo que estão a prevaricar, “graças à cumplicidade das autoridades públicas”, lembrando que Espanha e França foram os grandes opositores às duas restrições de pesca, a Bloom diz que Portugal, Espanha e França “fecharam os olhos” às ações das frotas de pesca.

A investigação surge quando se está a preparar a Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, em Nice, França, em junho. Natasha Mallet, investigadora da Bloom e coautora do estudo pede que a Comissão Europeia encerre mais zonas à pesca e que os Estados reforcem a vigilância e adotem sanções, em vez de transigir com os pescadores industriais.

A redução de 81% do esforço de pesca nas 87 zonas que contêm VME demonstra o potencial da nova regulamentação, dizem os responsáveis da Bloom, que lamentam a proatividade de três países na destruição das VME, a Espanha, a que mais pescou nas 87 zonas, a França e Portugal.

Aeroporto: Governo com dúvidas sobre argumentos da ANA para alargar concessão por mais 30 anos

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O Governo manifestou “dúvidas substanciais” sobre os pressupostos apresentados pela ANA Aeroportos para justificar a necessidade de alargar a concessão por mais 30 anos, de acordo com a resposta ao relatório inicial para o novo aeroporto, recentemente publicada.

“Não podemos deixar de notar a existência de dúvidas substanciais sobre, nomeadamente: […] os pressupostos subjacentes à necessidade de extensão da duração da Concessão por mais 30 anos”, lê-se na resposta assinada pelos ministros das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, enviada à ANA e publicada na página do Governo.

A ANA entregou, em 17 de dezembro, o relatório com as condições da concessionária para a construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete.

Com base neste documento, o Governo informou hoje a ANA que pretende que a concessionária apresente uma candidatura ao novo aeroporto, mas sublinhou que esta decisão “não constitui, nem pode ser interpretada como constituindo, uma aceitação do conteúdo, termos, condições e/ou pressupostos do Relatório Inicial, ou uma vinculação do concedente aos mesmos”, até porque este relatório “inclui propostas, pressupostos, condições, resultados e conclusões, que, sem o trabalho a desenvolver nas fases subsequentes, […] não podem, em boa consciência, ser considerados como devidamente fundamentados, ou passíveis de aceitação”.

Nas observações ao relatório apresentado, o Governo apontou ainda que “o relatório inicial é omisso quanto a certos elementos, comprometendo a possibilidade de analisar adequadamente os pressupostos e fundamentação das propostas apresentadas (por exemplo, no que diz respeito aos pressupostos financeiros usados para a elaboração da proposta de financiamento da construção, mas também nos pressupostos do investimento e das previsões de tráfego)”.

Quanto à estimativa de custos, calendarização e necessidades de investimento ao longo do período de concessão, o Governo considerou que “a informação apresentada pela Concessionária é manifestamente insuficiente para permitir uma análise detalhada e obter conclusões informadas sobre a validade da referida estimativa”, apontando também “a total ausência de informação financeira detalhada, que lhe permita aferir sobre a razoabilidade dos pressupostos, bem como dos resultados daí resultantes”.

Entre as matérias que deixaram o executivo com “dúvidas substanciais” estão também as projeções de tráfego e de possível aumento das receitas não reguladas, bem como o modelo de alteração das Taxas Aeroportuárias, o impacto que possam ter na competitividade do ‘hub’ e na economia portuguesa e o seu aumento progressivo a partir de 2026.

“Nesta fase, não é possível realizar, sequer, uma avaliação suficientemente informada sobre as propostas supra. Nesse sentido, o concedente irá aguardar por fases subsequentes para considerar os termos destas propostas”, vincou o Governo, salientando a sua intenção de “minimizar o aumento de taxas e a extensão do prazo da concessão (sem, contudo, prejudicar a viabilidade económica da Concessão e uma remuneração equilibrada e adequada da Concessionária)”.

Já quanto ao risco e incertezas do projeto, o Governo considerou que a proposta de alocação dos riscos apresentada é “desequilibrada a favor da concessionária, não sendo clara a diferença entre risco e incerteza”.

“Será crucial que o modelo de alocação do risco seja equilibrado, prevendo mecanismos de partilha equitativa dos riscos e dos benefícios”, frisou, em particular, no que diz respeito aos riscos ambientais e potencial necessidade de implementação de medidas mitigadoras.

O Governo sublinhou que “não está disponível para discutir alterações da matriz de risco global do projeto, em detrimento do concedente”, embora considere que possa haver margem para discutir possíveis mecanismos de mitigação de alguns dos riscos do projeto, tendo em vista assegurar melhores condições de financiamento.

Chuva e vento forte nos próximos dias devido a depressão Garoe

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Chuva e vento forte devido à depressão Garoe são esperados em Portugal continental e no arquipélago da Madeira a partir desta segunda-feira, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

São esperados em Portugal continental e na Madeira períodos de chuva “por vezes forte, a partir do final da manhã do dia 20 [segunda-feira]”, situação que se deverá manter até dia 22 [quarta-feira]”, de acordo com o IPMA.

No continente, “prevê-se ainda um aumento da intensidade do vento, que soprará do quadrante sul, no litoral e nas terras altas, com rajadas que poderão atingir valores da ordem de 75 km/h” na terça-feira, lê-se num comunicado.

O instituto alerta para um “aumento gradual” da agitação marítima, com ondas de sudoeste “que podem atingir 5 metros de altura” na terça e quarta-feira.

No arquipélago da Madeira, o IPMA espera vento forte “de sudoeste”, com rajadas que podem alcançar “valores da ordem de 75 km/h, sendo de 95 km/h nas terras altas”.

Aqui também é esperado ainda um “aumento gradual da agitação marítima na ilha da Madeira e em Porto Santo, com ondas de noroeste” que podem chegar aos “6 metros de altura significativa na costa norte e ondas de sudoeste até 5 metros na costa sul nos dias 21 e 22 [terça e quarta-feira]”.

Devido à formação da Garoe, o IPMA colocou na sexta-feira os grupos Ocidental e Central dos Açores sob aviso laranja e emitiu avisos amarelos para todo o arquipélago.

A influência da depressão deverá começar a sentir-se a partir do início da noite de hoje, indica uma nota enviada à agência Lusa.

“Prevê-se que a depressão Garoe provoque precipitação em todo o arquipélago, que poderá ser por vezes forte. Prevê-se o aumento da intensidade do vento, a soprar de sudoeste rodando gradualmente para norte, com rajadas até 110 km/h [quilómetros/hora] no grupo Ocidental e 100 km/h nos grupos Central e Oriental”, adiantou.

Em relação à agitação marítima, “são esperadas ondas de oeste passando a norte, que poderão atingir os 7 a 9 metros de altura significativa no grupo Ocidental, os 7 a 8 metros de altura significativa no grupo Central, e os 5 a 7 metros de altura significativa no grupo Oriental”.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe situação meteorológica de risco moderado a elevado.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Incêndios: Casas bem protegidas podem ser locais seguros face a fogos florestais

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imagem ilustrativa: DR

Casas bem protegidas e mantidas, com intervenções ao nível do edificado e nos terrenos adjacentes, podem ser locais seguros para a população face a incêndios florestais, concluiu um projeto dinamizado por investigadores da Universidade de Coimbra (UC).

Em declarações à agência Lusa, Miguel Almeida, investigador principal do projeto House Refuge, afirmou que as habitações tradicionais, quando bem concebidas e mantidas, podem servir como locais seguros em caso de incêndio, desde que rodeadas por áreas de gestão de combustíveis adequadas.

O investigador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI (Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial), criada há mais de 30 anos no departamento de Engenharia Mecânica da UC, notou, nesse âmbito, que uma das componentes do projeto passou por estudar a gestão dos combustíveis na envolvente às construções.

“O que a legislação obriga é que haja [em redor das habitações] uma faixa de gestão de combustíveis. Não é uma faixa sem combustíveis ou de corte de combustíveis”, notou Miguel Almeida.

O investigador explicou que estas áreas devem, assim, possuir espécies vegetais – cumprindo as normas que preveem uma distância de cinco metros entre cada copa de árvore, que duplica para dez metros no caso de pinheiros ou eucaliptos – para que as casas não estejam em campo aberto face a uma zona florestal envolvente, o que, a acontecer, é prejudicial, pois aumenta o risco de virem a ser atingidas pelos incêndios, pela projeção de fagulhas.

Lembrou, a esse propósito, que, nos incêndios de 2017, num estudo elaborado pela ADAI, verificou-se que cerca de 61% das habitações atingidas não o foram porque as chamas tivessem chegado a essas casas, mas antes pelas projeções de partículas incandescentes, que acabaram por destruir edifícios impreparados para resistir a incêndios, muitas vezes entrando pelos telhados.

“Essas fagulhas são transportadas porque há turbulência na vizinhança das construções”, notou Miguel Almeida, reafirmando que a existência de árvores, conforme as normas, em redor do edificado, permite reduzir essa turbulência e diminuir o risco de as fagulhas serem transportadas e caírem nas partes mais vulneráveis das casas.

Os investigadores analisaram ainda que tipo de árvores deve estar na envolvente do edificado, levando, segundo o especialista da ADAI, a que o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas tivesse alterado uma determinação que excluía árvores de jardins ou vegetação agrícola das normas de espaçamento entre copas.

“Temos vegetação que é mais ou menos inflamável e vegetação que tem um potencial maior ou menor de libertação de partículas incandescentes”, disse Miguel Almeida.

Revelou que a investigação compilou uma lista de mais de duas dezenas de árvores e arbustos que, na sua opinião, deviam ser banidas de jardins de habitações localizadas em área de perigosidade acrescida de incêndios florestais, por possuírem “perigosidade associada muito superior a um pinheiro ou eucalipto”.

O projeto propôs ainda “abordagens mais flexíveis” e eventuais alterações à legislação que visa a criação de faixas circulares de gestão de combustíveis – raio de 50 metros em redor de casas isoladas e 100 metros à volta de aldeias – notando que a eficiência dessas medidas depende, também, da topografia do terreno e da perigosidade do local.

“Uma casa que fica numa encosta está mais vulnerável a um fogo que venha de baixo para cima, do que um que progrida em sentido contrário”, argumentou Miguel Almeida, alegando que, nesse caso, uma configuração em elipse da faixa de proteção poderá oferecer uma proteção mais eficaz do que uma circular.

A defesa das populações face aos incêndios rurais passa, também, pela necessidade de existirem sistemas de energia autónomos, intervenções no edificado e novas práticas construtivas, com utilização de aspersores de água nos telhados e em redor das casas, o uso de telas ignífugas em pavimentos, bem como a instalação de uma rede de retenção de fagulhas por debaixo das telhas, em casas que não possuem placa de betão, esta uma medida que mesmo que não permita anular totalmente o risco das partículas entrarem, reduz consideravelmente esse perigo, observou o investigador da ADAI.

O House Refuge também abordou o mercado dos seguros de cobertura do risco de incêndio, evidenciando a necessidade de reformas no setor e o projeto, que já terminou, resultou ainda na compilação de diversos documentos e livros técnicos e científicos, também com instruções sobre as medidas de autoproteção das populações, disponíveis gratuitamente na internet em https://houserefuge.adai.pt/resultados/.

Papa critica países que investem na indústria do armamento

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foto: Vatican Media

O Papa Francisco criticou os países que investem na indústria armamentista, considerando a situação uma “loucura”, porque, advertiu, “não beneficia as pessoas”.

“Não esqueçamos que o dinheiro rende mais quando é investido em benefício dos outros. Isto é importante”, disse o pontífice ao receber os membros da Fundação Católica de Verona, no Palácio Apostólico.

Segundo o Papa, “atualmente, há uma situação muito desagradável no que respeita aos investimentos. Nalguns países, os investimentos mais rentáveis são as fábricas de armas. Investir na matança é uma loucura!”.

O pontífice argentino, sempre muito crítico em relação a esta indústria, advertiu que “isto não beneficia o povo”.

“O dinheiro envelhece e sobrecarrega o coração, endurecendo-o e torna-o surdo à voz dos pobres. A primeira coisa a ser descartada pelo egoísmo são os pobres”, lamentou.

Francisco defendeu, ainda, que, quando “a riqueza é colocada ao serviço da dignidade humana”, ao promover o bem comum, melhora “os laços da sociedade com todos os seus membros”.

Greve dos guardas prisionais do Linhó por questões de segurança com adesão de 100%

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O primeiro dia de greve dos guardas da prisão do Linhó, Cascais, por mais condições de segurança teve este sábado uma adesão de 100% em todos os turnos, disse à Lusa o presidente do sindicato que convocou o protesto.

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Frederico Morais, adiantou que nos três turnos a adesão foi total, cumprindo os serviços mínimos decretados, possibilitando que os reclusos tivessem duas horas de pátio e visitas de familiares, só que nestas não foi permitida a entrada de sacos com comida e roupa.

Esta greve, que hoje teve início, poderá prolongar-se até 28 de fevereiro, como consta do pré-aviso, caso as reivindicações do sindicato não sejam cumpridas.

Relativamente aos serviços mínimos, Filipe Morais disse que o sindicato “vai apresentar uma queixa-crime contra a diretora” do Estabelecimento Prisional do Linhó, uma vez que a mesma terá tentado alterar na sexta-feira à noite o regime estabelecido pelo colégio arbitral, inclusive com alegadas ameaças de processos disciplinares aos guardas que não cumprissem o que determinou.

Contactada pela agência Lusa sobre os números apresentados pelo sindicato, fonte da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) respondeu que “não comentam informações dos sindicatos sobre os níveis de adesão às greves”.

Na origem da greve, convocada pelo SNCGP, está a “contínua falta de condições de segurança no Estabelecimento Prisional do Linhó, como as agressões a elementos do Corpo da Guarda Prisional comprovam” e a “não resolução de problemas elencados na última reunião” entre os responsáveis do SNCGP, da Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) e da prisão.

A paralisação sucede a outra que decorreu entre 06 de dezembro de 2024 e 10 de janeiro e que, segundo a Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), implicou que os presos permanecessem fechados diariamente nas celas durante 23 horas, sem possibilidade de ter aulas ou de trabalhar.

Em comunicado, a APAR adianta estar a preparar uma queixa formal no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

À Lusa, o presidente do SNCGP, Frederico Morais, revelou que foi agendada para segunda-feira uma nova reunião na DGRSP para “se tentar chegar a um consenso” e “desconvocar a greve”, de modo a que a situação na prisão do Linhó volte “à normalidade”.

No início de janeiro, o dirigente sindical admitira que a paralisação poderia continuar além de 28 de fevereiro, caso a situação no estabelecimento prisional não se alterasse.

Manifestação nacional “Todos juntos pela Paz!” junta milhares de pessoas em Lisboa

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A manifestação nacional “Todos juntos pela Paz! É urgente por fim à guerra!” juntou milhares de pessoas no Largo do Rossio, segundo a organização, num pedido conjunto pelo fim da guerra na Palestina e do genocídio do povo palestiniano.

Tiago Marques, 39 anos, veio “porque é urgente mostrar solidariedade para com a Palestina, que está neste momento a sofrer um autentico genocídio”.

“Não sou eu que o digo, são as Nações Unidas, a Amnistia Internacional, os Médicos Sem Fronteiras, e é vergonhosa a posição que o Estado português tem tido com esta situação, e é fundamental que a população manifeste o seu desagrado”, defendeu.

Lurdes Aguiar contou que esta será provavelmente a quarta manifestação a que vem em prol da Palestina e questiona o que mais há a dizer depois de mais de 50 mil mortos na Faixa de Gaza.

Entende que o futuro cessar-fogo “está condicionado por muitos interesses e com muita gente ansiosa para que dure pouco”, mas, enquanto cidadã, e apesar de admitir que se sente totalmente impotente, é a única forma de mostrar que tem voz.

“Se só pudermos fazer isto, pelo menos que o façamos. Alguma coisa temos de fazer”, defendeu.

Mateus Pablo, 69 anos, veio também para defender a paz no mundo, num cenário em que várias potências trabalham pelo aumento da venda de armamento, e para defender os direitos do povo palestiniano.

Já Sérgio Pereira, 62 anos, por seu lado, contou que veio igualmente em solidariedade com o povo ucraniano, defendendo que “é urgente acabar com todas as guerras”.

A manifestação, que chegou ao Largo do Rossio por volta das 16h30, fez caminho a partir do Cais do Sodré, e é “das maiores” que a representante do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Ilda Figueiredo, afirma ter vivido, garantindo que juntou “milhares e milhares de pessoas”.

“Cortem nas armas, subam nos salários”, “Paz no Médio Oriente, Palestina Independente” ou “Israel é culpado por um povo massacrado” foram algumas das palavras de ordem ouvidas, enquanto os manifestantes caminhavam pelas ruas de Lisboa.

Quase no final do percurso, na Rua do Ouro, o secretário-geral do Partido Comunista, Paulo Raimundo, saudou os manifestantes e falou aos jornalistas para defender que é preciso o fim da guerra de Israel contra a Palestina, uma política de paz e que Portugal reconheça o Estado palestiniano.

Neste momento, os manifestantes permanecem no Largo do Rossio para ouvir as intervenções de alguns dos representantes dos movimentos que organizaram a iniciativa, estando a falar Ilda Figueiredo, que deixou a garantia de que irão “continuar juntos pela paz”.

Atropelamento ferroviário no Barreiro causa um morto e obriga a corte da linha do Alentejo

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma pessoa morreu este sábado na sequência de um atropelamento ferroviário no Barreiro, distrito de Setúbal, tendo sido interrompida a circulação na linha do Alentejo, entre Barreiro A e Barreiro Mar, durante cerca três horas e meia, disse fonte da Proteção Civil.

Fonte do Comando Sub-regional da Península de Setúbal indicou à agência Lusa que o alerta foi dado pelas 19:28, cujo atropelamento aconteceu junto à estação Barreiro A.

Nas operações de socorro estiveram envolvidos 18 operacionais, entre bombeiros, elementos da PSP e uma equipa de psicólogos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), auxiliados por seis veículos, entre os quais a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Barreiro.

TikTok anuncia enceramento quase certo nos Estados Unidos este domingo

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A TikTok disse que vai ser obrigada a encerrar nos Estados Unidos no domingo a menos que o Governo norte-americano garanta a não aplicação da lei que proíbe a plataforma no país.

“Infelizmente, a TikTok será forçada a encerrar a 19 de janeiro”, a menos que “a administração de Joe Biden garanta a não aplicação da lei” que proíbe a popular aplicação nos Estados Unidos, escreveu a empresa na rede social X, na sexta-feira à noite.

A TikTok luta há meses contra esta lei, aprovada pelo Congresso norte-americano em março, em nome da segurança nacional. Mas o Supremo Tribunal dos Estados Unidos recusou-se, na sexta-feira, a suspendê-la, selando o destino da rede social no país, a menos que haja uma intervenção de última hora.

O novo governo dos Estados Unidos, que toma posse no dia 20 de janeiro, “vai pôr em prática medidas para evitar que a TikTok fique indisponível” no país, disse na sexta-feira o conselheiro de segurança nacional escolhido pelo presidente dos Estados Unidos eleito, Donald Trump, numa entrevista.

No programa Fox & Friends, da Fox News, o deputado da Florida Mike Waltz recordou que a lei federal que pode proibir a rede social até domingo “permite prorrogação, desde que esteja em cima da mesa um acordo viável”.

Um dia antes, também na Fox News, Mike Waltz disse que o presidente eleito estava a explorar opções para “preservar o TikTok” depois de ter sido questionado sobre uma notícia do The Washington Post que dizia que Trump estava a considerar uma ordem executiva para suspender a execução de uma lei federal.

“Se o Supremo Tribunal decidir a favor da lei, o Presidente Trump foi muito claro: em primeiro lugar, o TikTok é uma grande plataforma que muitos [norte-]americanos utilizam e tem sido ótima para a sua campanha e para divulgar a sua mensagem. Em segundo, vai proteger os seus dados”, disse Waltz.

“É um negociador. Não me quero adiantar às nossas ordens executivas, mas vamos criar este espaço para pôr em prática este acordo”, acrescentou.

Entretanto, Pam Bondi, a escolha de Trump para procuradora-geral, evitou uma pergunta numa audição no Senado sobre se manteria a proibição do TikTok.

Trump mudou de posição sobre a aplicação, tendo tentado proibi-la durante o seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, devido a preocupações com a segurança nacional.

Entrou no TikTok durante a campanha presidencial de 2024 e a sua equipa usou-o para se ligar aos eleitores mais jovens, especialmente aos do sexo masculino, divulgando conteúdo machista.

O republicano prometeu “salvar o TikTok” durante a campanha e deu crédito à plataforma por o ajudar a ganhar mais votos dos jovens.

Sporting bate Rio Ave em Vila do Conde e segura liderança da I Liga

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foto ilustrativa: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Sporting segurou este sábado a liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer por 3-0 no reduto do Rio Ave, que ainda não tinha perdido em casa, em encontro da 18.ª jornada, a primeira da segunda volta.

Aderllan Santos, aos três minutos, na própria baliza, Morten Hjulmand, aos 23, de penálti, e Viktor Gyökeres, aos 88, para o seu 22.º golo na prova, selaram o primeiro triunfo fora dos ‘leões’ no pós Ruben Amorim, após uma derrota e dois empates.

Na classificação, o ‘onze’ de Rui Borges passou a somar 44 pontos, contra 41 do Benfica (4-0 ao Famalicão, na sexta-feira), e 40 do FC Porto, que joga no domingo em Barcelos, enquanto o Rio Ave manteve-se com 20 e caiu, para já, no 11.º lugar.

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