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Sábado, Junho 27, 2026
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Ucrânia: Kiev garante ter repelido ataque noturno de ‘drones’ russos

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A Ucrânia garantiu hoje que repeliu um ataque noturno de ‘drones’ explosivos lançado pela Rússia, menos de 24 horas depois de as infraestruturas de energia do país terem sido alvo de novos bombardeamentos, privando milhões de ucranianos de eletricidade.

A Rússia tem adotado, desde outubro, a tática de atingir centrais de produção de eletricidade com mísseis e drones, mergulhando a população da Ucrânia no frio e na escuridão do inverno.

Um ataque com mísseis russos, realizado na quinta-feira, foi seguido por uma série noturna de ‘drones’ explosivos ‘Shahed’, referiu a força aérea ucraniana, que afirmou, hoje de manhã, ter derrubado 16 destes aparelhos de fabrico iraniano.

Sete dos ‘drones’ tinham como alvo Kiev, de acordo com o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, que adiantou que dois foram abatidos “na aproximação” à cidade e cinco acima dela.

Não houve vítimas, mas os destroços que caíram danificaram as janelas de dois prédios de um distrito do sudoeste de Kiev, acrescentou.

A presidência ucraniana acrescentou ainda que outros ‘drones’ foram abatidos nas regiões de Cherkassy e Dnipro, no centro do país.

Em mensagem publicada nas redes sociais, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sublinhou que a guerra continua “dura”, mas disse estar “convencido (…) de que a agressão russa vai fracassar”.

Dos 70 mísseis de cruzeiro disparados pela Rússia na quinta-feira, 58 foram abatidos, mas quatro civis foram mortos e outros oito ficaram feridos, segundo as autoridades ucranianas.

Os cortes de energia continuam hoje a ser numerosos, apesar de a energia já ser fortemente racionada em todo o país desde há semanas.

Os milhões de ucranianos que não têm geradores estão a preparar-se para celebrar o Ano Novo sem eletricidade, e muitos deles também sem água ou aquecimento e sob recolher obrigatório.

Segundo a empresa de energia Ukrenergo, as “consequências dos estragos no funcionamento da rede são menores do que o aquilo que o inimigo esperava (…) mas a situação no sul e leste do país continua difícil”.

A ofensiva militar russa na Ucrânia foi lançada em 24 de fevereiro pela “necessidade de ‘desnazificar’ e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia”, como justificou o Presidente russo, Vladimir Putin.

A guerra, que já dura há mais de 10 meses, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

De acordo com a ONU, a invasão e consequente guerra já causaram a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, dos quais mais de metade para outros países europeus, sendo que há quase 18 milhões de ucranianos a precisar de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de apoio para comer e ter alojamento.

Blocos de parto das Caldas da Rainha, Loures, Barreiro, Beja e Portimão fechados no Ano Novo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os blocos de parto dos hospitais de Caldas da Rainha, Loures, Barreiro e Beja encerram às 08:00 de hoje e reabrem segunda-feira de manhã, no âmbito do plano da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O plano inclui também o bloco de partos do Hospital de Portimão, que, segundo informação divulgada pelo Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), já está encerrado desde terça-feira às 21:00, devido à ausência de pediatras, e irá reabrir também no dia 02 de janeiro de 2023.

O encerramento destes blocos de parto consta do plano “Nascer em segurança no SNS” da direção executiva para o funcionamento das maternidades em Portugal continental na quadra festiva do Ano Novo.

A funcionarem sem interrupção estarão 33 maternidades – 13 no Norte, sete no Centro, 10 em Lisboa e Vale do Tejo, duas no Alentejo e uma no Algarve.

Nestas condições, na região Norte, serão as maternidades de Bragança, Vila Real, Viana Castelo, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Póvoa de Varzim, Matosinhos, Penafiel, Porto (hospitais São João e Santo António), Vila Nova de Gaia e Santa Maria da Feira.

Na região Centro estarão abertas sem condicionamentos as maternidades de Aveiro, Coimbra, Viseu, Leiria, Guarda, Castelo Branco e Covilhã.

Nos mesmos termos, em Lisboa e Vale do Tejo, constam as maternidades de Abrantes, Santarém, Vila Franca de Xira, Lisboa (hospitais de Santa Maria e São Francisco Xavier e Maternidade Alfredo da Costa), Amadora-Sintra, Cascais, Almada e Setúbal.

Sem constrangimentos estarão também as maternidades de Évora e Portalegre, na região do Alentejo, e de Faro, no Algarve.

Segundo uma nota da direção executiva divulgada na segunda-feira, vão ainda estar abertos 221 centros de saúde no sábado e 180 no domingo, dia de Ano Novo como já tinha acontecido no fim de semana do Natal.

Os horários de funcionamento dos centros de saúde podem ser consultados no portal do SNS, refere a entidade, apelando ao utentes para procurarem a resposta mais próxima nos cuidados de saúde primários e não irem diretamente às urgências.

Relativamente ao plano “Nascer em segurança no SNS”, a direção executiva do SNS refere que na primeira fase do plano, que decorreu no período do Natal, estiveram a funcionar ininterruptamente 29 blocos de parto, “tendo a rede do SNS assegurado uma resposta articulada a todas as utentes que recorreram aos serviços de saúde”.

Neste período, não se verificaram irregularidades e nasceram 366 bebés no Serviço Nacional de Saúde, salienta.

A direção executiva adianta que irá avaliar os resultados da organização da rede de obstetrícia feita para o Natal e Ano Novo para efeitos de “decisões seguintes”, nomeadamente “o funcionamento desta rede de referenciação no primeiro trimestre de 2023”.

Óbito/Pelé: Cristiano Ronaldo despede-se do “Rei” e diz que foi “inspiração para milhões”

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O futebolista português Cristiano Ronaldo despediu-se do “eterno Rei Pelé”, que morreu hoje aos 82 anos, considerando que foi uma “inspiração para milhões” e uma referência de sempre do futebol.

“Os meus profundos sentimentos a todo o Brasil, e em particular à família do senhor Edson Arantes do Nascimento. Um mero ‘adeus’ ao eterno Rei Pelé nunca será suficiente para expressar a dor que abraça neste momento todo o mundo do futebol”, referiu o internacional luso numa mensagem divulgada nas redes sociais.

Cristiano Ronaldo lembrou o carinho recíproco entre ambos e afirmou que Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, nunca será esquecido.

“Uma inspiração para tantos milhões, uma referência do ontem, de hoje, de sempre. O carinho que sempre demonstrou por mim foi recíproco em todos os momentos que partilhámos, mesmo à distância. Jamais será esquecido e a sua memória perdurará para sempre em cada um de nós, amantes de futebol”, frisou, terminando a mensagem com um “Descansa em paz, Rei Pelé”.

A lenda do futebol brasileiro e mundial, único jogador tricampeão do Mundo, ficou internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em 29 de novembro, quando se submeteu a uma reavaliação do tratamento ao cancro detetado em setembro de 2021, e ao tratamento de uma infeção respiratória, agravada pela covid-19, com antibióticos.

Desde que foi operado ao cancro, Pelé passou por um ciclo de sessões de quimioterapia que o obrigou a ir várias vezes ao hospital para acompanhar a sua evolução.

A saúde de Pelé piorou nos últimos anos também por outras causas, como problemas na coluna, na anca e nos joelhos, que reduziram a sua mobilidade e o obrigaram a ser operado, além de ter sofrido uma crise renal, o que reduziu drasticamente as suas aparições públicas, embora tenha continuado ativo nas redes sociais.

Pelé, o único futebolista três vezes campeão do mundo, em 1958, 1962 e 1970, assinou 77 golos nas 92 internacionalizações pela seleção brasileira, tendo vestido as camisolas do Santos e dos norte-americanos do New York Cosmos.

Foi ainda ministro do Desporto no governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1998.

Ucrânia: Ataques russos provocam mais “danos significativos” na rede elétrica

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Os ataques russos com mísseis na Ucrânia causaram hoje “danos significativos” na rede elétrica nacional, já em grande parte danificada na sequência de múltiplos ataques desde outubro, anunciou a empresa que opera o sistema energético ucraniano.

“Infelizmente, devido a danos extensos na rede, é-nos difícil fornecer eletricidade às regiões de Kharkiv, Kiev, Odessa, Mykolaiv, Kherson e Lviv”, disse um responsável da Ukrenergo, empresa nacional responsável pelo sistema de abastecimento de energia.

Ainda assim, afirmou, “o inimigo não alcançou o seu objetivo: o sistema funciona” e “parte dele já foi restaurado”.

Mais de 120 mísseis russos foram disparados na manhã de hoje pelas forças russas contra várias cidades do país, incluindo Kiev, de acordo com as forças armadas e a presidência ucraniana, ataques que provocaram pelo menos três feridos.

“O inimigo está a atacar a Ucrânia em várias frentes, com mísseis de cruzeiro disparados de aviões e navios”, anunciou a Força Aérea ucraniana nas redes sociais.

“Mais de 120 mísseis foram lançados para destruir a infraestrutura civil essencial e matar civis em massa”, declarou o assessor presidencial ucraniano Mikhailo Podoliak na rede social Twitter, sem dar um número de possíveis baixas.

O ataque generalizado foi o mais recente de uma série de ataques russos contra infraestruturas vitais em toda a Ucrânia. Moscovo lança estes ataques semanalmente desde outubro, causando ‘blackouts’ de energia generalizados e cortes no abastecimento de água.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Morreu o antigo futebolista Pelé

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© O Vilaverdense

O antigo futebolista brasileiro Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, morreu hoje, aos 82 anos, informou o seu agente, Joe Fraga.

A lenda do futebol brasileiro e mundial, único jogador tricampeão do Mundo, ficou internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em 29 de novembro, quando se submeteu a uma reavaliação do tratamento ao cancro detetado em setembro de 2021, e ao tratamento de uma infeção respiratória, agravada pela covid-19, com antibióticos.

Desde que foi operado ao cancro, Pelé passou por um ciclo de sessões de quimioterapia que o obrigou a ir várias vezes ao hospital para acompanhar a sua evolução.

A saúde de Pelé piorou nos últimos anos também por outras causas, como problemas na coluna, na anca e nos joelhos, que reduziram a sua mobilidade e o obrigaram a ser operado, além de ter sofrido uma crise renal, o que reduziu drasticamente as suas aparições públicas, embora tenha continuado ativo nas redes sociais.

Pelé, o único futebolista três vezes campeão do mundo, em 1958, 1962 e 1970, assinou 77 golos nas 92 internacionalizações pela seleção brasileira, tendo vestido as camisolas de Santos e New York Cosmos.

Foi ainda ministro do Desporto no governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 1998.

Torres Vedras compra imóvel por 700 mil euros para futuro centro de saúde

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© Município de Torres Vedras

A Câmara de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, comprou por 700 mil euros um imóvel para alojar o futuro centro de saúde de A-dos-Cunhados e Maceira, foi hoje anunciado.

A autarquia adquiriu um imóvel que albergou um antigo ginásio naquela freguesia e que se encontrava “devoluto e sem qualquer tipo de manutenção há quase uma década”, foi divulgado em comunicado.

A escritura foi celebrada esta semana pelo valor de 700 mil euros.

“A decisão em torno da aquisição deste imóvel teve em conta a limitação física das atuais unidades de saúde de A-dos-Cunhados e Maceira, as diversas dificuldades de acessibilidade aos edifícios e a necessidade de uma nova unidade de saúde que proporcione uma resposta de qualidade na prestação de cuidados de saúde primários, médicos e de enfermagem, mas também no atendimento e no acolhimento aos utentes”, explicou a autarquia.

Para instalar o centro de saúde, o município precisa de efetuar obras no edifício, composto por dois pisos e uma área bruta superior a 2.500 metros quadrados, sem ter adiantado o montante do investimento das obras.

Pensada para servir os 14 mil utentes, adiantou o município, a futura unidade de saúde vai dispor de novas valências, como a medicina física e de reabilitação ou a saúde oral e mental e terá “maior capacidade resolutiva dos cuidados primários, disponibilizando meios complementares de diagnóstico e terapêutica de baixa complexidade”.

A intervenção poderá vir a ser financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

A autarquia alertou que 38 mil utentes estão sem médico de família no concelho e que a falta de médicos “impossibilita a obtenção de um nível adequado de qualidade assistencial da rede pública, aumentando as disparidades territoriais em matéria de acesso à saúde”, motivo pelo qual continua a sensibilizar o Ministério da Saúde para a resolução do problema.

Direção de Cultura do Centro lança concurso para digitalização de património

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC) lançou concurso público internacional, com um valor base global de 600 mil euros, para virtualizar e digitalizar património móvel da região, foi hoje anunciado.

O concurso público para aquisição de serviços de virtualização e digitalização, aberto até 18 de janeiro de 2023, está dividido em dois lotes, um no valor de cerca de 0,5 milhões de euros e outro de 100 mil euros, afirmou hoje a DRCC, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O projeto pretende assegurar a digitalização em 2D e 3D do património móvel da região Centro, num total de cerca de 5.000 peças abrangidas, incluindo oito tesouros nacionais, acrescentou.

O investimento está integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo em vista a digitalização de acervos de museus sob a gestão da DRCC.

“Após o concurso público para a realização da empreitada de requalificação do Museu José Malhoa, cuja obra iniciou no dia 10 de outubro de 2022 com o prazo de execução de dez meses, a Direção Regional de Cultura do Centro lança agora segundo concurso público no âmbito das intervenções do PRR”, realçou.

Segundo a DRCC, até ao final do primeiro semestre de 2023 “está prevista a abertura do concurso público para produção de quatro visitas virtuais a equipamentos museológicos sob tutela” daquela entidade.

Esse procedimento pretende assegurar visitas virtuais no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra), Museu José Malhoa e Museu da Cerâmica (Caldas da Rainha) e Museu Dr. Joaquim Manso (Nazaré).

Município de Vila Real recolheu mais de 616.000 embalagens em projeto-piloto

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O Município de Vila Real recolheu até hoje, no projeto-piloto “Para Cá do Marão, Embalagens Não!” que termina no sábado, mais de 616.000 embalagens.

“A poucos dias de encerrar esta fase do projeto, é com enorme satisfação que felicitamos os vila-realenses pelos resultados alcançados em apenas seis meses de funcionamento das máquinas de depósito de embalagens onde, até ao dia de hoje, foram recolhidas mais de 616.000 embalagens”, referiu a câmara, em comunicado.

A recolha de embalagens, através de máquinas de `Reverse Vending´, será suspensa temporariamente até à publicação da legislação que regulamentará este tipo de incentivos a nível nacional, sublinhou.

O projeto “Para cá do Marão, Embalagens não!” é financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega, através dos EEA Grants, e pela secretaria-geral do Ambiente.

TAP: PSD exige a Costa “explicação cabal” e fala em “epidemia de crises políticas”

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© PSD

O PSD exigiu hoje que António Costa “dê uma explicação cabal” na Assembleia da Republica “já na próxima semana”, considerando que há uma “epidemia de crises políticas” no Governo socialista com 11 demissões em sete a nove meses.

Na sequência da demissão do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, em conferência de imprensa, no Porto, o vice-presidente do PSD, Paulo Rangel, disse que “o primeiro-ministro não se pode esconder” e “tem de dar explicações ao país” no parlamento, na próxima semana, numa debate requerido pelos sociais-democratas.

“Doutor António Costa, o tempo não é de se esconder. O tempo é de responder (…). Nunca nos habituaremos a esta navegação à vista sem rumo. Nunca nos habituaremos a esta política de empobrecimento”, disse Paulo Rangel.

O social-democrata considerou que o Governo “deixou de governar” e está dedicado “à resolução de crises internas”.

“Esta é uma crise grave, muito grave. António Costa e o PS obtiveram maioria absoluta para criar um governo estável. Mas neste momento a maioria absoluta é um fator de instabilidade. Assistimos a uma epidemia de crises políticas com 11 demissões em sete/oito/nove meses”, disse o vice-presidente do PSD.

Paulo Rangel disse que este é um “recorde lamentável” e falou em “degradação política”.

A demissão de Pedro Nuno Santos foi conhecida na quarta-feira à noite, na sequência do caso da indemnização de meio milhão de euros recebida pela secretária de Estado Alexandra Reis quando saiu da TAP.

A saída do ministro das Infraestruturas do Governo aconteceu 24 horas depois de o ministro das Finanças, Fernando Medina, ter demitido a secretária de Estado do Tesouro, menos de um mês depois de Alexandra Reis ter tomado posse e após quatro dias de polémica com a indemnização de 500 mil euros paga pela TAP, tutelada por Pedro Nuno Santos.

“Face à perceção pública e ao sentimento coletivo gerados em torno” do caso da TAP, Pedro Nuno Santos decidiu “assumir a responsabilidade política e apresentar a sua demissão”, já aceite pelo primeiro-ministro António Costa, refere num comunicado divulgado na quarta-feira à noite pelo Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

Óbito/Linda de Suza: PR francês evoca “ícone dos destinos cruzados”

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© Union Europeenne

O Presidente Emmanuel Macron considera que a cantora portuguesa Linda de Suza foi “uma rainha dos anos 80” em França e, pelo modo como cantou a história da imigração lusa, tornou-se num “ícone dos destinos cruzados” entre franceses e portugueses.

Num longo comunicado emitido na noite de quarta-feira pelo Palácio do Eliseu, Emmanuel Macron e a sua mulher, Brigitte Macron, exprimiram as condolências à família, amigos e admiradores de Linda de Suza, lembrando que a cantora portuguesa que vendeu milhões de discos em França e exultou as ligações entre França e Portugal.

“No cruzamento de duas culturas, de duas línguas, traduzindo em português os seus maiores sucessos em francês, ela afirmou-se como um ícone dos destinos cruzados dos nossos dois povos”, pode ler-se no comunicado enviado pelo chefe de Estado francês.

Emmanuel Macron lembrou o percurso desta portuguesa, dando ênfase à sua partida de Portugal durante a ditadura com “uma família que a asfixiava” devido ao estatuto de mãe solteira, declarando que a sua coragem em partir para França teve “uma recompensa inesperada” quando foi descoberta pelo compositor e produtor Claude Carrère no restaurante onde trabalhava, nos arredores de Paris.

O chefe de Estado francês assinala ainda o “tom de veludo” da voz de Linda de Suza, lembrando que a cantora apoiou publicamente a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia em 1986 e valoriza.

A sua ligação profunda com o público, explicou Macron, era tão forte que “nunca cessou” verdadeiramente, mesmo com a sua retirada de cena.

Linda de Suza, intérprete de êxitos como “Um Português”, morreu na quarta-feira, aos 74 anos, vítima de covid-19. Linda de Suza é o nome artístico de Teolinda Joaquina de Sousa, nascida há 74 anos em Beringel, no concelho de Beja, que emigrou em 1970 para França, onde fez carreira na área da música.

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