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Domingo, Julho 5, 2026
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Cristina Branco relatou ao Tribunal memória “penosa” de acidente que vitimou Sara Carreira

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A cantora Cristina Branco relatou hoje ao Juiz de Instrução Criminal de Santarém as circunstâncias em que ocorreu o acidente na autoestrada 1 que vitimou a cantora Sara Carreira, confessando ser, ainda, “bastante penoso” recordar o que se passou.

Cristina Branco foi a única dos quatro arguidos envolvidos no acidente, que ocorreu ao final da tarde do dia 05 de dezembro de 2020, na autoestrada do Norte (A1), junto a Santarém, que quis prestar declarações no início da instrução do processo.

A cantora relatou como embateu no veículo de Paulo Neves, que circulava a cerca de 30 quilómetros/hora (abaixo do mínimo permitido por lei), tendo a sua viatura ficado virada em sentido contrário na faixa central, e as circunstâncias em que saiu do carro levando a filha, então com 11 anos, para o separador central, julgando que se deslocava para a berma da estrada.

Cristina Branco, que é acusada pelo Ministério Púbico (MP), juntamente com o ator Ivo Lucas (então namorado de Sara Carreira), de homicídio negligente, procurou demonstrar que tomou as medidas que lhe foram possíveis para sinalizar devidamente a viatura, justificando com o “instinto de proteção” da filha, e a confusão em que se encontrava, o facto de não ter colocado o triângulo.

Nas alegações, o procurador do Ministério Público admitiu que, nas circunstâncias em que se encontrava Cristina Branco, não era exigível que colocasse o triângulo, mas invocou o facto de a cantora, mesmo conduzindo dentro da velocidade permitida por lei, não ter sido capaz de imobilizar ou desviar a viatura, evitando o embate no veículo que seguia a velocidade reduzida.

Para o procurador, os factos imputados aos arguidos na acusação devem ser mantidos, não dando razão aos pais de Sara Carreira, Tony Carreira e Fernanda Antunes, que se constituíram assistentes e pediram que o crime de homicídio negligente de forma grosseira, que querem que seja imputado a Ivo Lucas e Cristina Branco, vise igualmente Paulo Neves.

O advogado dos assistentes, André Almeida, salientou que os pais de Sara Carreira acompanham a acusação do Ministério Público, à exceção da qualificação do crime de homicídio negligente, que considera assumir aqui a forma qualificada de negligência grosseira, pedindo, ainda, que esse crime seja igualmente imputado a Paulo Neves.

Além da velocidade a que circulava este arguido e de ter sido detetada presença de álcool no sangue quatro horas depois do acidente, André Almeida apontou o facto de Paulo Neves não ter sinalizado nem marcha de perigo nem, após o acidente, ter colocado o triângulo, contribuindo para os acidentes que se seguiram.

Para o advogado, se Paulo Neves e Cristina Branco tivessem colocado os triângulos teria existido uma “sinalização dupla” que poderia ter evitado os embates seguintes.

O advogado de Ivo Lucas defendeu que, tal como pedido por Cristina Branco, também o ator não deveria ser pronunciado por homicídio negligente, declarando ter “sérias dúvidas de que se possa simplesmente por de parte” a acusação a Paulo Neves.

O MP acusa Paulo Neves da prática de um crime de condução perigosa e três contraordenações ao Código da Estrada (uma leve, uma grave e uma muito grave), Cristina Branco do crime de homicídio negligente e duas contraordenações graves, Ivo Lucas, namorado de Sara Carreira, por homicídio negligente e duas contraordenações (uma leve e uma grave) e Tiago Pacheco por condução perigosa de veículo e duas contraordenações (uma leve e uma grave).

Nas alegações de hoje, o procurador considerou, ainda, que não deve ser atendido o pedido feito por Tiago Alves para extração de certidão e instauração de um procedimento autónomo de contraordenação.

Segundo a descrição do acidente, que ocorreu ao final da tarde do dia 05 de dezembro de 2020, já “noite escura” e com períodos de chuva fraca, a viatura de Cristina Branco embateu, cerca das 18:30, no veículo de Paulo Neves, o qual circulava na faixa da direita a entre 28,04 e 32,28 quilómetros/hora, velocidade inferior à mínima permitida por lei (50 Km/h), e depois de ter ingerido bebidas alcoólicas (apresentava uma taxa de alcoolemia de 1,18g/l quatro horas depois do acidente).

A viatura de Cristina Branco embateu, de seguida, na guarda lateral direita, rodando e imobilizando-se na faixa central da A1. Apesar de ter ligado as luzes indicadoras de perigo, a fadista, que abandonou a viatura, é acusada de não ter feito a pré-sinalização de perigo.

O relato do acidente constante da acusação refere que, cerca das 18:49, Ivo Lucas circulava pela faixa central a entre 131,18 e 139,01 Km/h, velocidade superior à máxima permitida por lei (120 Km/h), não tendo conseguido desviar-se do carro da fadista, no qual embateu com o lado esquerdo, seguindo desgovernado para o separador central e capotando por várias vezes até se imobilizar na faixa da esquerda, quase na perpendicular, com parte a ocupar a faixa central.

Pelas 18:51, Tiago Pacheco seguia pela via central a entre 146,35 e 155,08 Km/h, referindo-se na acusação que não reduziu a velocidade, mesmo apercebendo-se que passava pelo local do acidente, não conseguindo desviar-se da viatura de Ivo Lucas (que ocupava parcialmente aquela faixa), onde este ainda se encontrava, bem como Sara Antunes.

O juiz de instrução, Bruno Lopes, marcou a leitura da decisão instrutória para o próximo dia 27.

Governo aprova propostas de lei de programação e de infraestruturas militares

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O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros a proposta de Lei de Programação Militar para o período entre 2023 e 2034, diploma que estabelece o investimento público na manutenção, equipamento e armamento das Forças Armadas.

“Este diploma surge num contexto marcado pelo regresso da guerra à Europa, no qual os países membros da NATO e da UE enfrentam ameaças e desafios na sua dimensão de defesa que reforçam a necessidade de modernizar e valorizar as Forças Armadas, permitindo cumprir as missões previstas e os compromissos assumidos, quer no âmbito das relações multilaterais, quer no âmbito dos apoios bilaterais solicitados a Portugal”, lê-se, no comunicado divulgado no final da reunião.

O Governo aprovou também a proposta de Lei de Infraestruturas Militares, que estabelece a programação do investimento na conservação e manutenção dos edifícios e outros imóveis das Forças Armadas para os próximos 12 anos. No comunicado, o Governo antecipa que este instrumento vai permitir “continuar a prossecução de outras políticas públicas como a cedência de imóveis para arrendamento acessível”.

As duas propostas de lei vão ser entregues na Assembleia da República e, para serem viabilizadas, carecem da aprovação por maioria absoluta dos deputados, 116.

Sobre a proposta de Lei de Programação Militar, o Governo destaca ainda que o diploma estabelecerá o investimento na investigação e desenvolvimento com “impacto direto na edificação das capacidades militares”.

Aprovada medida que obriga bancos a ter taxa fixa no crédito à habitação

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O Conselho de Ministros aprovou hoje uma medida que vai obrigar os bancos a disponibilizarem taxa fixa nos créditos à habitação, disse hoje o primeiro-ministro, António Costa.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro na conferência de imprensa após a reunião do primeiro-ministro onde foram aprovadas algumas medidas do pacote da habitação.

Segundo António Costa, ficou determinado, como previsto, “que todos os bancos que oferecem crédito à habitação tenham também de ter uma oferta comercial a taxa fixa para quem desejar contrair empréstimos o possa fazer a taxa fixa ou quem tenha feito a taxa variável possa mudar para taxa fixa”.

A medida já tinha sido anunciada em 16 de fevereiro pelo Governo no Conselho de Ministros dedicado à habitação.

A consulta pública da parte do Mais habitação que prevê a criação de apoios aos inquilinos e às pessoas com crédito à habitação terminou no dia 13.

Em 24 de março termina a consulta pública do restante programa (que contempla medidas que terão de ser remetidas pelo Governo ao parlamento), que vai a Conselho de Ministros no dia 30 deste mês, seguindo depois para o parlamento.

Em causa estão diplomas que dizem respeito ao alojamento local, vistos ‘gold’ ou arrendamento forçado de casas devolutas, entre outros temas.

O pacote global de medidas foi aprovado em Conselho de Ministros dia 16 de fevereiro e colocado em consulta pública no dia 20 de fevereiro.

As medidas do Programa Mais Habitação vão custar cerca de 900 milhões de euros, que serão mobilizados através das verbas do Orçamento do Estado, segundo o Governo.

Greve na CP suprimiu 57 comboios de 253 comboios programados

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A CP suprimiu 57 comboios dos 253 programados entre as 00:00 e as 08:00 de hoje devido à greve dos maquinistas da transportadora, tendo-se efetuado 196, segundo dados enviados pela empresa à Lusa.

A CP – Comboios de Portugal indica que dos 66 comboios regionais previstos não se fizeram 24 ligações e nos urbanos de Lisboa estavam programados 115 e foram suprimidos 23.

Nos urbanos do Porto, estavam previstos para aquele período 53, tendo sido suprimidos seis.

No que diz respeito aos comboios de longo curso, realizaram-se todas as ligações (11) previstas até às 08:00.

Os trabalhadores iniciaram a greve à prestação de todo e qualquer trabalho das categorias representadas pelo SMAQ, desde as últimas horas de quinta-feira e até às primeiras horas de sábado.

Desde as 00:00 de sábado e até às 23:59 de sexta-feira (dia 17), os trabalhadores cumprem uma “greve à prestação de trabalho a todos os períodos normais de trabalho diários que tenham a duração prevista superior a sete horas e 30 minutos, para as categorias Maquinista ou Maquinista Técnico”.

Desde as 00:00 de sábado e até às 23:59 de sexta-feira, fazem “greve à prestação de trabalho a todos os períodos normais de trabalho diário que impliquem entradas e/ou saídas na sede entre as 00:00 e as 06:00, para as de Maquinista ou Maquinista Técnico”, e, entre as 00:00 de terça-feira e as 23:59 de sexta-feira, “greve a todos os períodos normais de trabalho que tenham a duração prevista superior a seis horas, para as categorias Inspetor de Tração ou Inspetor Chefe de Tração”.

O tribunal arbitral decretou serviços mínimos de cerca de 30% a nível nacional, bem como no que seja necessário à segurança e manutenção do equipamento e instalações e de serviços de emergência e comboios de socorro.

Em fevereiro, as greves convocadas por vários sindicatos da CP levaram à supressão de centenas de comboios por dia.

Tribunal dá cinco dias a Bolsonaro para entregar joias sauditas

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JOIAS MICHELLE - Segunda remessa de joias enviado por sauditas a Bolsonaro em 2021 inclui relógio, caneta, abotoaduras | Foto: Twitter/Reprodução

O Tribunal de Contas da União brasileiro ordenou hoje que o ex-presidente Jair Bolsonaro entregue no prazo de cinco dias um conjunto de joias que lhe foram dadas pelo Governo da Arábia Saudita em 2021.

A instituição brasileira que exerce a fiscalização do Estado brasileiro também obrigou o ex-presidente do Brasil a devolver uma espingarda e uma pistola que recebeu em 2019 das autoridades dos Emirados Árabes Unidos.

Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 30 de dezembro, dois dias antes do final do seu mandato (2019-2022), e disse recentemente que tenciona regressar ao Brasil antes do final de março.

De acordo com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), todos estes presentes devem ser enviados ao atual Secretariado Geral da Presidência da República, que os deve manter sob custódia até que as investigações estejam concluídas.

O tribunal decidiu também realizar uma auditoria a todas os presentes recebidos por Bolsonaro durante os seus quatro anos como presidente do Brasil (2019-2022).

A defesa do ex-presidente, que considera estas prendas como sendo de natureza “muito pessoal” e, portanto, podem fazer parte da sua coleção privada, já tinha pedido ao tribunal para que as guardasse até à análise do caso.

O tribunal, contudo, não tem poderes para se encarregar dos presentes, pelo que ordenou que fossem entregues ao atual Governo.

O escândalo da joalharia saudita veio à tona depois de uma reportagem no jornal ‘O Estado de São Paulo’ revelar que o Governo de Bolsonaro tentou trazer ilegalmente para o país joias no valor de tês milhões de euros que as autoridades sauditas tinham dado à então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em outubro de 2021.

As autoridades fiscais apreenderam-nas no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, depois de as terem encontrado na mochila de um assessor na comitiva do ministro das Minas e Energia de Bolsonaro, Bento Albuquerque, e observando que não tinham sido devidamente declaradas.

Bolsonaro tentou várias vezes, através de emissários, libertar os presentes da luxuosa marca suíça Chopard antes do fim do seu mandato a 01 de janeiro de 2023, mas não foi bem sucedido.

Dias depois, a imprensa brasileira relatou que um segundo pacote de joias, composto por um relógio, uma caneta e botões de punho, também de Chopard, conseguiu passar os controlos alfandegários e chegar a Bolsonaro.

Esse segundo pacote de joias é o que Bolsonaro terá agora de entregar ao atual Governo, que é presidido por Luiz Inácio Lula da Silva.

Autarquias debatem encerramento da urgência pediátrica do Centro Hospitalar de Setúbal em 23 de março

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O Fórum Intermunicipal de Saúde de Setúbal, anunciado segunda-feira depois ter sido confirmado o encerramento das urgências pediátricas do Hospital de São Bernardo em fins de semana alternados, está marcado para dia 23 de março.

Segundo revelou hoje o presidente da Câmara de Setúbal, André Martins (CDU), na sua página oficial na rede social Facebook, no Fórum da Saúde, que terá lugar às 19:30 de quinta-feira da próxima semana no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Setúbal, deverão ser discutidas as medidas decretadas para o Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O Fórum Intermunicipal de Saúde de Setúbal, em que participam diversas entidades locais e regionais, é um movimento criado por iniciativa do presidente da Câmara de Setúbal, ao qual se associaram os municípios de Palmela e Sesimbra, para exigir respostas para os problemas na área da saúde, particularmente para os problemas do Hospital de São Bernardo, principal unidade de saúde do CHS.

Na segunda-feira, o presidente da Câmara de Sesimbra, Francisco Jesus (CDU), disse estar “surpreendido” com a decisão do Governo, assegurando que o encerramento da urgência pediátrica do Hospital de São Bernardo em fins de semana alternados, não tinha sido abordado nas conversas do ministro da Saúde com os três autarcas, de Sesimbra, Palmela e Setúbal.

Já o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, também eleito pela CDU, disse estar “desiludido” com a decisão que “obriga as famílias a conhecer muito bem um calendário, que parece um carrossel, para perceberem, em caso de urgência, onde se devem dirigir”.

O autarca de Palmela disse também estar preocupado com o panorama que se poderá viver nos próximos meses, “sabendo-se de antemão que a falta de recursos humanos se agrava no período estival”.

A Direção Executiva do SNS anunciou na segunda-feira que o Hospital de São Bernardo passa a encerrar quinzenalmente a urgência de pediatria, entre as 21:00 de sexta-feira e as 09:00 de segunda-feira, adiantando que os horários deste plano vigoram de 01 de abril a 30 de junho.

De acordo com a estratégia de reorganização dos serviços de urgência de pediatria na Área Metropolitana de Lisboa, também os serviços de urgência pediátrica dos hospitais de São Francisco Xavier (Lisboa) e do Centro Hospitalar do Oeste (Torres Vedras) vão encerrar à noite a partir de 01 de abril.

As restantes urgências pediátricas mantêm-se permanentemente abertas, nomeadamente nos hospitais Santa Maria, D. Estefânia, ambos em Lisboa, Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), Vila Franca de Xira, Cascais, Hospital Garcia de Orta, em Almada, Santarém e centros hospitalares Barreiro-Montijo, Médio Tejo (Torres Novas) e Oeste (Caldas da Rainha).

Número de angolanos em Portugal aumentou mais de 50% em 10 anos

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foto ilustrativa: © João Polónia / Notícias Em Direto

O número de cidadãos angolanos residentes em Portugal aumentou mais de 50% nos últimos 10 anos, passando de 20.366 em 2012 para 31.435 em 2022, segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) compilados pela Lusa.

Angola fazia parte das cinco primeiras nacionalidades mais representativas em Portugal a 31 de dezembro de 2012, depois do Brasil, Ucrânia, Cabo Verde e Roménia, com um total de 20.366 cidadãos residentes.

Dez anos depois, mais 11.069 angolanos escolheram Portugal para residir, totalizando 31.435, dos quais mais de metade preferiu Lisboa (17.440), seguindo-se Setúbal (5.821) e Porto (2.285).

As cidades de Braga (905), Santarém (893) e Coimbra, com 712 cidadãos, têm menos de mil angolanos a viver.

Madeira (40), Açores (41), Porto Alegre (57) e Guarda (59) são as localidades que registam menor número de cidadãos angolanos residentes.

Os dados referentes ao último ano, disponibilizados à Lusa pelo SEF, apontam que a maior parte dos angolanos residentes em Portugal é jovem na faixa etária entre os 20 e os 39 anos, totalizando 12.158 cidadãos.

Angolanos entre os 40 e 64 anos (10.150 cidadãos) era o segundo maior grupo etário residente em Portugal, em 2022.

Pelo menos 7.071 angolanos até aos 19 anos residiam em Portugal no último ano, contando-se também com 308 angolanos de 80 anos e mais.

De acordo ainda com o SEF, 54 angolanos fizerem pedidos de proteção internacional, em 2022, mas não obtiveram acolhimento pelas autoridades migratórias lusas, por serem “infundamentados”.

Cresce em Luanda a pretensão de cidadãos angolanos, sobretudo jovens, de emigrarem para Portugal, que consideram “porta de entrada para Europa”, em busca de melhores condições de vida, desde estudos e emprego, por “falta de esperança” no país africano.

A “falta de esperança” em Angola motivou um grupo de jovens a criar o denominado “Movimento Cívico Vamos Sair de Angola”, centrado na troca de informações sobre emigração, com o Canadá, Turquia, Portugal e Brasil entre os destinos pretendidos.

O movimento criado há um mês, por mais de 20 jovens estudantes e trabalhadores, que também desejam emigrar, serve como um canal de informação sobre os procedimentos internos e externos para emigrar, desde o tratamento do passaporte ao visto para o país de destino, como noticiou anteriormente a Lusa.

Dezenas de angolanos, sobretudo jovens, lotam em filas intermináveis as instalações no novo centro de vistos para Portugal, em Luanda, em busca de informações, passaportes e/ou solicitam de vistos para Portugal.

A socióloga angolana Luzia Moniz considerou, na passada semana, que o “êxodo” de jovens angolanos “qualificados” e suas famílias para Portugal e outras paragens da Europa resulta da atual “desgovernação” política e económica do país, temendo por uma “recolonização” em Angola.

Segundo Luzia Moniz, a atual emigração de jovens angolanos, com “esperança frustrada” pelas eleições gerais de 2022, é diferente daquela registada na segunda metade dos anos 1980, onde estes, a maioria menos qualificada, emigravam para escapar do alinhamento à guerra.

“Por isso mesmo eram os quadros menos qualificados e daí eles terem quase todos ou grande parte ido parar a trabalhos, como obras públicas e privadas, exatamente por essa sua falta de qualificação”, disse à Lusa.

Hoje o fenómeno “é diferente, as pessoas não estão a fugir de uma eventualidade de ir para o campo de batalha, mas estão a fugir da falta de condições sociais, económicas e políticas no país”, apontou.

“A desgovernação, esse modelo errado que o país adotou em termos político e económico, é que leva muita juventude agora a fugir”, salientou a também jornalista radicada em Portugal.

Centro Hospitalar de Leiria com 22.260 pedidos de consulta em lista de espera

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O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) tinha em lista de espera 22.260 pedidos de consulta à data de 13 de fevereiro, sendo que 12.480 ultrapassaram o tempo máximo de resposta garantido, segundo o Governo.

“No dia 13 de fevereiro, o CHL tinha em lista de espera 22.260 pedidos de consulta, sendo que, destes, 12.480 ultrapassaram o tempo máximo de resposta garantido”, refere uma resposta do gabinete do ministro da Saúde na sequência de uma pergunta do PSD sobre os “elevados tempos e listas de espera para consultas de especialidade no hospital de Leiria”.

A Distrital de Leiria do PSD e parlamentares eleitos por este círculo promoveram em janeiro um roteiro dedicado à saúde, tendo os deputados apresentado na Assembleia da República quatro projetos de resolução e 10 perguntas.

Numa conferência de imprensa, em 30 de janeiro, de balanço deste roteiro, o PSD considerou que a situação nos cuidados de saúde primários e hospitalares em Leiria está um caos e alertou que o distrito precisa de uma “atenção diferente” nesta área.

Entre as perguntas ao ministro da Saúde, Manuel Pizarro, o PSD queria saber por que razão “17 mil utentes já ultrapassaram o tempo máximo de resposta garantido” para consultas da especialidade e que medidas vai o Governo tomar para reduzir estes tempos de espera no hospital de Leiria, assim como sobre a possibilidade e quando da ampliação desta unidade de saúde

Numa das respostas hoje conhecida lê-se que o CHL, que integra também os hospitais de Alcobaça e de Pombal, “está consciente das limitações na resposta à elevada procura de primeiras consultas em algumas especialidades médicas”, problema que tem “como causa principal a dificuldade de contratação de especialistas”, assinalando, contudo, que “os esforços realizados têm permitido melhorar a situação”.

Segundo a tutela, registou-se “uma redução de cerca de 20% dos utentes em espera e de cerca de 26% dos utentes em espera fora” do tempo máximo de resposta garantido “em menos de três meses”.

“A maioria destes doentes estão triados com prioridade normal, sendo que o CHL garante que os doentes prioritários são acompanhados dentro dos tempos definidos”, acrescenta.

O CHL concretizou 88.467 primeiras consultas no ano passado, das quais 32.257 com proveniência dos cuidados de saúde primários, adianta.

De acordo com a resposta aos deputados social-democratas, para prosseguir a redução do número de utentes em lista de espera o CHL continua a desenvolver esforços, incluindo a “otimização dos agendamentos, de forma a aumentar o número de vagas associadas às subespecialidades que apresentem maior tempo de espera para primeira consulta”, ou “a realização de atividade em produção adicional interna, ao abrigo do regime de incentivos à realização de atividade assistencial”.

“Foi ainda solicitado à Administração Regional de Saúde do Centro a indicação de hospitais que, na região, possam dar uma resposta adequada aos doentes do CHL nas especialidades em que se verifica maior volume de pedidos e tempo de espera”, explica a resposta.

Quanto à eventual ampliação do Hospital de Santo André, em Leiria, o Ministério da Saúde fez saber que a taxa de ocupação do CHL “foi, em 2022, de 72,9%”.

“Neste contexto, não faz parte da estratégia deste Centro Hospitalar a abertura de mais camas hospitalares, mas, sim, o incentivo à ambulatorização de cuidados e a uma maior polivalência na ocupação das camas”.

Ainda assim, está prevista, este ano, a abertura de 15 camas no hospital de Pombal (unidade de convalescença), 12 camas de cuidados intermédios cirúrgicos e cinco na unidade de hospitalização domiciliária.

Segundo o seu sítio na Internet, o CHL tem como “área de influência a correspondente aos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Porto de Mós, Nazaré, Pombal, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Ourém e parte dos concelhos de Alcobaça e Soure, servindo uma população de cerca de 400.000 habitantes”.

Cerca de 40 mil pessoas já visitaram o Festival de Chocolate de Óbidos

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Evento mais doce do País abriu portas dia 10 de Março | CM Óbidos

“O Festival Internacional de Chocolate é o festival mais antigo do País, a funcionar ininterruptamente há 21 anos em Óbidos”. Foi com estas palavras que o vice-presidente da Câmara Municipal de Óbidos, José Pereira, iniciou o seu discurso na abertura oficial do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, no dia 10, e que se prolonga até 26 de Março, aberto de sexta a domingo. Nos primeiros três dias de evento, passaram por Óbidos cerca de 40 mil pessoas, o que revela a importância deste festival.

Uma das grandes novidades deste ano é a forte aposta na componente formativa, onde, para alem de diversas escolas, conta com a presença da melhor escola mundial nesta área, a francesa “École Ducasse”. Também as escolas do Turismo de Portugal estão presentes por forma a “mostrar a excelência do trabalho produzido no País”, declara Francisco Siopa, o chef curador do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos.

Por seu lado, o presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal Óbidos Criativa, revela que serão utilizadas “cerca de 25 toneladas de chocolate por mais de 50 chefs”, que apresentarão as mais diversas formas em que se pode aplicar e apresentar o chocolate. Ricardo Duque afirma ainda que serão realizados cinco concursos para “alunos, profissionais e amantes do chocolate, que darão corpo a este festival, que mais do que ser palco e montra para todos aqueles que podem apresentar os seus produtos, pretende também valorizar um setor que está a passar enormes dificuldades”.

No dia da inauguração, a 10 de Março, a comitiva visitou a Grand Place du Chocolate, que recebeu a banda Cruzeiro do Sul com o tema oficial do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, intitulado “Quero Chocolate”, e seguiu para o Salão de Chocolate, na Cerca do Castelo, onde os chefs e escolas formativas tiveram oportunidade de mostrar o que se pode fazer e provar neste Festival de Chocolate em Óbidos.

“Estamos, portanto, a trabalhar para os próximos dois fins-de-semana sejam dias de muita animação, boas experiências em família e que todos aproveitem para fazer uma visita demorada a Óbidos, já que, com esta disposição, para além de se comer chocolate, podemos conhecer de perto as ruas mais bonitas da nossa vila medieval”, conclui Ricardo Duque.

Autarquia scalabitana assinala o 876º aniversário da Tomada de Santarém

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Autarquia scalabitana assinala o 876º aniversário da Tomada de Santarém | CM Santarém

No dia em que se comemora os 876 anos da Tomada de Santarém aos Mouros, dia 15 de março, o Município de Santarém assinalou a data junto à Estatua de D. Afonso Henriques, no Jardim Portas do Sol.

Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém (CMS), relembrou, nesta cerimónia de evocação, “o nosso Rei Fundador” e como “a conquista de Santarém foi de vital importância para a estratégia do Reino e consequentemente para a História de Portugal”.

Nesta iniciativa que se insere no programa das Festas de São José, Ricardo Gonçalves, João Teixeira Leite, Vice-Presidente da CMS, Nuno Russo, Diogo Gomes e Nuno Domingos hastearam as Bandeiras de Portugal e da Cidade de Santarém acompanhado por Diamantino Duarte, Presidente da União de Freguesias da Cidade de Santarém e Raúl Violante, Presidente da Junta de Freguesia de Pernes.

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