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Câmara de Sobral de Monte Agraço diz que serviços mínimos não se aplicam aos não docentes do concelho

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A Câmara de Sobral de Monte Agraço defendeu hoje que os serviços mínimos decretados para a greve não se aplicam aos trabalhadores dos estabelecimentos de ensino do concelho, sob tutela do município no âmbito da transferência de competências.

“Não há lugar ao cumprimento de serviços mínimos, para além dos que resultam do aviso prévio de greve emitido pelas associações sindicais”, informou a câmara em comunicado.

Para a autarquia, “todas as decisões administrativas e arbitrais relativas à greve [convocada pelo Sindicato de Todos Os Profissionais da Educação (STOP)] não se aplicam aos trabalhadores dos estabelecimentos de educação que transitaram para esta edilidade”.

No documento, a autarquia, liderada pela CDU, recorda que, com a transferência de competências na área da Educação, “o pessoal não docente transitou plenamente para o mapa de pessoal dos municípios”, os quais “assumem a qualidade, plena, de empregadores públicos” destes trabalhadores.

Assim, no quadro do princípio da autonomia das autarquias locais, é à autarquia “que compete conformar a relação laboral e exercer o poder de direção dos trabalhadores ao seu serviço”, pode ler-se no comunicado, no qual a câmara considera não ser possível que, “em caso de greve, a definição de serviços mínimos seja conformada por vontade manifestada por órgão da Administração Central”.

Tanto mais que o município de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, “não foi convocado para reunião de conciliação de serviços mínimos nem foi notificado para a sua fixação por via de Tribunal Arbitral”, pelo que o entendimento do executivo, presidido por José Alberto Quintino, é de que “todas as decisões administrativas e arbitrais acerca desse assunto não se aplicam aos trabalhadores dos estabelecimentos de educação que transitaram para esta edilidade”.

A mesma posição tinha já sido expressa, na quinta-feira, pela Câmara de Setúbal, alegando que os serviços mínimos decretados para a greve convocada pelo STOP não se aplicam aos assistentes operacionais que são funcionários do município sadino desde abril.

O Ministério da Educação considera, no entanto, ter legitimidade para pedir que sejam fixados serviços mínimos para as greves nas escolas, incluindo para o trabalho dos não docentes, cujo serviço e fixação do horário de trabalho é distribuído pelos diretores escolares.

“Daí resulta a legitimidade do Ministério da Educação para solicitar a fixação de serviços mínimos, atendendo à necessidade de assegurar o funcionamento das escolas e a tutela dos direitos dos alunos e agregados familiares”,refere a tutela em resposta escrita enviada à Lusa.

Desde o início de fevereiro que as escolas têm de assegurar serviços mínimos, por decisão do tribunal arbitral, na sequência de um pedido do Ministério da Educação para a greve por tempo indeterminado do STOP, que já se prolonga desde dezembro.

Covid-19: Francisco George pede aprovação da nova lei de emergência de saúde pública

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O presidente da Sociedade Portuguesa de Saúde Pública defendeu hoje ser preciso criar condições de “absoluta legalidade” para os especialistas poderem controlar futuras epidemias, alertando para a importância de aprovar a nova lei de emergência de saúde pública.

Faz três anos no sábado que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou o primeiro estado de emergência em Portugal, 16 dias depois do anúncio dos dois primeiros casos de covid-19 no país, que contemplava o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública, a não ser que fossem justificados, para prevenir a doença, conter a pandemia, salvar vidas.

O estado de emergência, um regime previsto na Constituição que permite suspender o exercício de alguns direitos, liberdades e garantias em situações de catástrofe, entre outras, vigorou até 02 de maio de 2020, iniciando-se depois um plano de desconfinamento em três fases, possibilitando uma gradual reabertura de vários setores de atividade.

Analisando este período, o presidente da Sociedade Portuguesa de Saúde Pública, Francisco George, afirmou que o confinamento foi “uma medida absolutamente essencial” para controlar e prevenir a propagação da doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2.

“No entanto, em termos de direitos constitucionais, é preciso ter em atenção a necessidade de respeitar a Constituição”, salientou o antigo diretor-geral da Saúde, lembrando que, para o confinamento ser decretado, é necessária a aprovação dos três principais órgãos de soberania – Presidente da República, Assembleia da República e Governo – por serem suspensos direitos fundamentais.

Para poder suspender alguns direitos, nomeadamente o de circulação, é preciso decretar o estado de emergência, adiantou, defendendo que agora é necessário ter em conta o que se passou para uma nova lei que possa reger os assuntos da saúde pública no que se refere à suspensão desses direitos.

“Para poder ser prevenida e controlada uma situação de natureza pandémica como aquela que aconteceu, temos de ter uma nova lei que foi há largos meses anunciada pelo Governo, mas que ainda não foi conhecida em termos finais”, assinalou o especialista em saúde pública.

O Governo anunciou em 09 de novembro de 2022 que tinha enviado para o parlamento novos contributos da comissão técnica sobre a lei de proteção em emergência de saúde pública, tendo em conta uma possível revisão da Constituição, depois de em junho de 2021 ter constituído uma comissão técnica para o estudo e elaboração de anteprojetos de revisão do quadro jurídico vigente em função da experiência vivida durante a pandemia da covid-19 e de ter tornado público em 11 de maio do ano passado o anteprojeto de lei.

Francisco George alertou para a necessidade de terminar esses trabalhos “e criar condições de absoluta legalidade para os especialistas em saúde pública poderem controlar futuras epidemias que venham a acontecer”.

“Portanto, há necessidade de chamar a atenção e há necessidade de convocar os deputados da Assembleia da República para prepararem o articulado da Constituição na perspetiva da aprovação de uma nova lei da emergência em saúde pública”, vincou.

Relativamente à adesão dos portugueses às medidas impostas, Francisco George disse que foi “um exemplo de cidadania” e “um exemplo de cooperação da população com as autoridades de saúde”.

“Foi uma perfeita comunhão no sentido de todos fazerem o melhor para evitar a propagação da infeção”, considerou, comentando que “a saúde pública é isso mesmo”, a participação de cada um e da comunidade nos assuntos de saúde, porque, frisou, “só as pessoas compreendendo e aceitando as medidas propostas fazem com que essas medidas tenham eficácia”.

Desde 02 de março de 2020, quando foram notificados os primeiros casos, e até dia 13 de março deste ano, Portugal registou mais de 5,5 milhões de casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, tendo havido 26.302 mortes, de acordo com os dados da Direção-Geral de Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória infecciosa causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, um tipo de vírus detetado há três anos na China e que se disseminou rapidamente pelo mundo, tendo assumido várias variantes e subvariantes, umas mais contagiosas do que outras.

A doença é uma emergência de saúde pública internacional desde 30 de janeiro de 2020 e uma pandemia desde 11 de março de 2020.

InCentea cresce mais de 10% e atinge volume de negócios de 21 ME

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A inCentea, empresa de tecnologia de gestão, de Leiria, registou um volume de negócios consolidado de 21 milhões de euros, em 2022, verificando-se um crescimento superior a 10%, disse à agência Lusa o presidente do conselho de administração.

António Poças justificou os resultados com o “bom trabalho” da equipa. “O nosso novo plano estratégico aponta vários caminhos: clientes ‘corporate’, equipas mais focadas e especializadas e gerir melhor os projetos. Foi um pouco de tudo isso que permitiu estes resultados”, precisou o responsável pela inCentea.

Segundo explicou à Lusa, a maior área de negócios da empresa é a unidade Primavera/Cegid, em número de clientes, em faturação e em colaboradores.

“A área que mais está a crescer é a área de negócio Sage, em parte porque é onde estamos a crescer a nível internacional. Os mercados internacionais representam 22% da faturação. Vendemos em 20 países diferentes, mas com expressão para Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, Espanha e Brasil”, explicou.

Das cinco áreas de negócio principais, a de tecnologia de gestão é a que tem maior peso no volume de negócios total. As outras quatro áreas são sistemas, comunicações e segurança, marketing e inovação, consultoria de negócio e engenharia de produto.

A inCentea está presente em Espanha, com soluções Sage e Microsoft, e em França, só com Sage.

“Acreditamos que no próximo ano possamos estar em Espanha com o Ekon, solução espanhola adquirida pelo Grupo Primavera (hoje Cegid). Nos restantes países só com outras soluções Cegid que, de momento, não comercializamos, mas é um desafio que não nos assusta”, salientou António Poças.

O empresário acrescentou que “as soluções baseadas na ‘cloud’ podem ajudar à internacionalização e têm inúmeras vantagens do ponto de vista da gestão”.

No entanto, sendo uma empresa de serviços, “logo de pessoas”, essas soluções “não são o fator determinante”.

Na base da estratégia definida para o triénio 2022-2024, a inCentea tem “sempre a valorização das pessoas”, importantes para a caminhada da empresa.

“Para o negócio, o plano estratégico aponta para o mercado ‘corporate’ a especialização das equipas, melhorar a gestão de projetos e o foco na rentabilidade. Para 2023, o plano aponta um crescimento de 10%”, informou o presidente do conselho de administração.

A filosofia da inCentea, que possui cerca de 350 trabalhadores, é a de que as pessoas felizes são mais produtivas, mas António Poças rejeitou que sejam o maior ativo da organização, pois considera ser “redutor tratar as pessoas como coisas e que são da empresa”.

“O objetivo é conseguir criar um ambiente em que todos se sintam bem e onde possam potenciar o seu talento. Ajuda sermos uma organização descentralizada e ‘achatada’, favorecendo a participação de todos. Depois, claro, temos inúmeros projetos para potenciar este posicionamento”, revelou.

António Poças exemplificou com a hipótese que estão a estudar sobre “como será o escritório que as pessoas quererão no futuro”. “Estamos a montar uma academia, porque a formação é fundamental na nossa área, e temos um grupo de trabalho, constituído por ‘pessoal mais jovem’ a pensar a inCentea do amanhã, entre muitos outros projetos”, destacou o empresário.

As tecnologias de inteligência artificial (IA) têm revolucionado as Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE).

António Poças reconheceu que a IA está “nas ferramentas de monitorização de segurança” utilizadas pela empresa que gere, “na análise de dados ou mesmo em alguns domínios dos ERP [enterprise resource planning/planeamento dos recursos da empresa]”.

“Todos sabemos que este processo está no início e o impacto no futuro será gigantesco: na automação de processos, na capacidade de análise e decisão, na substituição de mão-de-obra em muitas tarefas de análise e, seguramente, em muitos domínios que hoje ainda nem sonhamos”, rematou.

Porto de Mós celebra Semana Santa com recriações, flores, música e gastronomia

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Porto de Mós celebra Semana Santa com recriações, flores, música e gastronomia

A Semana Santa é celebrada em Porto de Mós, no distrito de Leiria, combinando comemorações religiosas com iniciativas como recriações, música, gastronomia ou um tapete de flores, entre 01 e 09 de abril.

A programação foi apresentada hoje pelo município, que encara a Semana Santa como um momento de encontro da comunidade e de atração de visitantes de fora, explicou à Lusa o presidente da Câmara.

Para Jorge Vala, se outras iniciativas do género no país “têm apenas o caráter cénico e teatral”, em Porto de Mós é a carga espiritual que mais pesa.

“A nossa [iniciativa] tem o caráter religioso ao qual nos associamos para lhe dar esta qualidade e, dessa forma, marcar a presença no todo da região”, explicou o autarca.

Os oito dias de celebração pretendem contribuir para a mobilização de “toda a comunidade”: a religiosa, mas também as IPSS (instituições particulares de solidariedade social), movimento associativo e grupos de teatro.

“Todos estão envolvidos, todos fazem parte e o nosso grande objetivo é que esta seja uma iniciativa de coesão do nosso concelho”.

Um dos principais pontos altos será o Tapete de Flores, que se prolonga por dezenas de metros. Será construído no dia 01 de abril para exibir no domingo de Ramos.

“É um acontecimento que não existe noutros sítios e as pessoas rumam a Porto de Mós para ver a maravilha que é a ponte toda florida”.

Outra atração é a Via Sacra, no dia 07, que atravessa toda a zona histórica da vila, terminando no morro do Castelo.

Em paralelo ao programa religioso e artístico, a restauração do concelho promove o Festival do Cabrito e do Borrego, com animais criados “em produção de ar livre e daqui da nossa Serra de Aire e Candeeiros”. As instituições particulares de solidariedade social organizam o Festival do Folar e da Amêndoa Artesanal.

As duas iniciativas dão “outro sabor à festa e, segundo Jorge Vala, nomeadamente o Festival do Cabrito e do Borrego, “tem dimensão já nacional”, atraindo pessoas “de norte a sul do país”.

“Em anos anteriores, a resposta que temos dos restaurantes é que esgota praticamente antes de começar”, sublinhou.

Para o presidente do município, Páscoa de Porto de Mós ajuda “a dar dimensão ao nosso concelho, reputação e reconhecimento fora de portas”.

A Semana Santa de Porto de Mós começa a 01 de abril com a construção do tapete florido entre a Ponte Nova e Igreja de São Pedro.

No dia 02 de abril, domingo de Ramos, há “Recriação bíblica” pelas ruas da vila.

O programa integra três momentos musicais na Igreja de São Pedro, com “Concerto de Semana Santa” pelo Coro José Joaquim dos Santos, no dia 03 de abril, “Concerto de Páscoa”, pela Camerata e Coro de Câmara do Orfeão de Leiria, no dia 04, e “Tocatta da Ressurreição”, pelo DiAma Duo, no dia 05.

A recriação da “Última Ceia – Lava-pés” acontece no dia 06, na Igreja de São Pedro, encenando-se a Via Sacra no dia 07, com orientação do Leirena Teatro, pelas ruas da vila, até ao Castelo.

A celebração encerra com as cerimónias religiosas da vigília pascal, que inclui encenação da ressurreição de Cristo, no dia 08, e eucaristia no domingo de Páscoa, no dia 09.

Leiria: Rancho da Região de Leiria promove gala

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Rancho da Região de Leiria promove gala | RRL

O Rancho da Região de Leiria assinala o seu 60.º aniversário com uma gala, no sábado, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria.

O espetáculo começa às 21:30.

O Rancho da Região de Leiria nasceu em 1963 e, desde então, tem mantido a sua atividade ininterruptamente, divulgou o Município de Leiria.

“Foi criado pela Comissão de Turismo Rota do Sol com o intuito de recolher, preservar e divulgar a cultura do povo leiriense”, adiantou.

Segundo a autarquia, para a comemoração do aniversário, o rancho vai “partilhar o palco com diversos agentes culturais, em várias formas de artes, como a dança, teatro, canto e música”.

China luta novamente contra peste suína que matou milhões de porcos

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Várias zonas da China estão a enfrentar surtos de peste suína africana, que pode atingir até 100% de mortalidade entre os porcos e que, entre 2018 e 2019, devastou a produção de carne do país.

Segundo o portal de notícias local Sohu, 18 das 31 regiões administrativas do país registaram recentemente novos casos desta doença, com particular incidência em Liaoning (nordeste), Shandong (leste), Hebei (norte) e Shanxi (norte).

Segundo a Organização Mundial da Saúde Animal, não existe atualmente vacina eficaz contra a doença. O Sohu revelou que a China está a desenvolver uma inoculação, mas que não estará disponível antes do final do ano.

A peste suína africana é uma doença hemorrágica altamente contagiosa que pode matar porcos e javalis nos primeiros dez dias após contraírem a infeção.

Diferentes estimativas indicam que o país perdeu mais de 130 milhões de porcos na primeira vaga da doença.

Isto teve efeitos inflacionários a nível global, já que a China é o país que mais carne de porco consome. As interrupções nas cadeias de fornecimento doméstico implicam assim uma reorganização dos mercados de proteínas globais e um aumento dos preços.

Durante a vaga de 2018–2019, as autoridades chinesas autorizaram os matadouros portugueses Maporal, ICM Pork e Montalva a exportar para o país. O acesso ao maior mercado do mundo foi visto pelos produtores portugueses como o “mais importante” acontecimento para a suinicultura nacional “nos últimos 40 anos”.

Estimativas da Bloomberg sugerem que a China perdeu quase metade dos seus porcos durante o último surto em larga escala da doença, que é inofensiva para humanos e outros animais. Analistas citados pela agência preveem que o atual surto pode fazer com que o país asiático perca entre 8% e 15% da sua produção de carne suína.

Leiria: Pediatria do CHL assinala Dia Mundial do Sono

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O Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) assinala, na sexta-feira, o Dia Mundial do Sono, com atividades lúdicas e pedagógicas sobre a higiene do sono, dirigidas às crianças utentes e pais.

A iniciativa tem lugar na sala de espera da Consulta Externa de Pediatria, situada no piso 1 da torre poente do Hospital de Santo André, em Leiria.

Este evento tem início às 09:30 com algumas apresentações sobre o tema do sono, seguindo-se uma atividade intitulada “A Roda do Sono”.

Pelas 10:30, atua a Sociedade Artística Musical dos Pousos e a iniciativa termina com a leitura de histórias, dinamizada pela Biblioteca Municipal de Leiria.

Câmara de Torres Novas confirma detenção de arquiteta e de fiscal de obra

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A Câmara de Torres Novas confirmou hoje a detenção, terça-feira, de uma arquiteta e de um fiscal de obras, indiciados pelos crimes de corrupção passiva e recebimento indevido de vantagem, relacionados com processos urbanísticos.

Em comunicado, o presidente da Câmara Municipal de Torres Novas (Santarém), Pedro Ferreira (PS), confirma as buscas nos serviços de Urbanismo e as detenções anunciadas quarta-feira pela Polícia Judiciária, e afirma que, “durante a operação, o município colaborou de forma permanente na disponibilização de todos os dados solicitados”.

“O município de Torres Novas pauta-se pelos valores da transparência, da equidade e da procura da prestação do melhor serviço público possível aos seus munícipes, não se revendo, de forma alguma, nos comportamentos e nas ações alegadamente praticados pelos visados”, afirma o autarca no comunicado.

Reiterando o compromisso do município “com a exigência e rigor colocados no trabalho diário efetuado”, Pedro Ferreira afirma que “o Plano de Prevenção de Riscos de Gestão, incluindo os de Corrupção e Infrações Conexas, existente é aferido com frequência, pelo que as irregularidades eventualmente detetadas foram já merecedoras de reflexão política e técnica, de forma a evitar situações similares”.

Quarta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de uma mulher e dois homens “fortemente indiciados pelos crimes de corrupção, ativa e passiva, e recebimento indevido de vantagem”, na sequência das buscas realizadas terça-feira nos serviços de Urbanismo da Câmara de Torres Novas.

Os três detidos, de 68, 63 e 62 anos, começaram hoje à tarde a ser ouvidos no Juízo de Instrução Criminal de Santarém, não sendo ainda conhecidas as medidas de coação de que serão alvo.

Segundo a PJ, a operação, a que foi dado o nome “Constrói Primeiro”, foi desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria, tendo sido cumpridos cinco mandados de busca domiciliária, dois mandados de busca não domiciliária e três mandados de detenção, emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal do Ministério Público de Tomar.

A investigação iniciou-se no verão de 2021, na sequência de uma denúncia anónima, estando em causa licenciamentos para construção nova e requalificação de imóveis, com “manipulação das ações prévias de conformidade dos processos, no decurso das fiscalizações previstas”, lia-se no comunicado da PJ.

Grupo de traficantes detido em Albufeira pertence a rede “bastante poderosa”

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

Os seis detidos por tráfico de cocaína em Albufeira pertencem a uma rede “bastante poderosa” e com um poder financeiro “muito grande”, acredita a Polícia Judiciária (PJ), que suspeita que o grupo tinha uma base logística no Algarve.

“Estamos perante, de facto, de uma rede bastante poderosa, quer a nível logístico e de controlo do próprio produto estupefaciente, até chegar aos mercados finais e, sobretudo, de uma rede que tem um poder financeiro muito, muito grande para poder ter acesso a estas quantidades” de droga, adiantou o responsável pela diretoria do Sul da PJ, Fernando Jordão.

A PJ apreendeu na quarta-feira, em Albufeira, 1,2 toneladas de cocaína que estavam no interior de um camião prestes a sair para a estrada e deteve em flagrante delito seis homens, oriundos de diferentes países, nomeadamente, do Brasil, Croácia, Itália e Portugal.

“Temos aqui um grupo constituído por pessoas de várias nacionalidades, o que demonstra bem a dimensão desta rede e sobretudo, demonstra também a organização e todo o apoio logístico que está por detrás deste tipo de tráfico, atendendo a que este produto estupefaciente tem origem noutras latitudes”, referiu o responsável em conferência de imprensa.

Segundo disse aos jornalistas Fernando Jordão, a droga apreendida “não seria certamente para o mercado consumidor português”, mas sim para distribuição na Europa, já que Portugal é, normalmente, a “porta de entrada” para que a droga seja depois expedida para outros países.

“É isso que temos de investigar com a ajuda e cooperação, quer policial, quer judicial, para percebermos o destino final”, acrescentou o dirigente, admitindo que possa haver mais elementos envolvidos no grupo de traficantes, que estava a ser monitorizado há alguns dias.

A cocaína foi intercetada dentro de uma viatura pesada que, possivelmente, estaria prestes a sair de Portugal, e a maior parte dos detidos foram apanhados em flagrante no momento em que se preparavam para fazer o transporte da droga, não tendo oferecido resistência, observou.

“No tráfico de cocaína, as coisas são, de facto, diferentes. Como disse, é preciso um apoio logístico muito maior”, sublinhou, não confirmando se a droga, cujo valor de mercado foi calculado em mais de 30 milhões de euros, chegou por via marítima.

“É uma hipótese que temos de trabalhar”, afirmou.

Alguns dos detidos estavam em hotéis e apartamentos no Algarve, o que leva a PJ a suspeitar que os traficantes teriam uma base logística na região.

“Estamos a falar em montantes muito elevados e, portanto, têm de estar perto de onde se passam as coisas, como é natural”, explicou o responsável da PJ no Algarve e Baixo Alentejo.

De acordo com Fernando Jordão, está também a ser investigado se esta rede tem conexões a outras a operar no país, eventualmente, com os grupos que têm vindo a aumentar o tráfico de haxixe ao largo do Algarve.

Prazo para início da exploração do Convento dos Capuchos em Leiria foi prorrogado

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Prazo para início da exploração do Convento dos Capuchos em Leiria foi prorrogado

O prazo para início da exploração do Convento de Santo António dos Capuchos, em Leiria, no âmbito do programa Revive, foi prorrogado para janeiro de 2025, revelou à agência Lusa o Ministério da Economia.

“Foi feito um aditamento ao contrato, em janeiro de 2022, a pedido do concessionário e em face da instabilidade ainda sentida após pandemia da doença covid-19 e da crise global na energia e dos efeitos resultantes da guerra na Ucrânia que resultou em aumentos abruptos dos preços das matérias-primas, dos materiais e da mão de obra, com especial relevo no setor da construção”, explicou o ministério liderado por António Costa e Silva.

A tutela esclareceu que o “aditamento ao contrato prorrogou o prazo de início da exploração por mais três anos, ou seja, o prazo passou a ser” 10 de janeiro de 2025.

Segundo o sítio na Internet revive.turismodeportugal.pt, o Revive, uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, da Cultura, das Finanças e da Defesa, pretende promover e agilizar os processos de reabilitação e valorização de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística.

O concurso público para a concessão de exploração do Convento de Santo António dos Capuchos, para a realização de obras de recuperação do edificado, incluindo de infraestruturas, e posterior exploração para fins turísticos como estabelecimento hoteleiro, alojamento local ou outro projeto de vocação turística, foi lançado em 26 de setembro de 2018.

A duração da concessão é de 50 anos, a renda mínima anual de 34.150 euros e a área total de construção é de 3.668,47 metros quadrados.

No ‘site’, lê-se ainda que o projeto deverá incluir a instalação e exploração de um estabelecimento hoteleiro de qualidade superior e o investimento total para a recuperação do edificado está estimado em três milhões de euros.

Em 06 de fevereiro de 2019, na assinatura do contrato de concessão, em Leiria, foi anunciado que um grupo de três empresários iria investir 4,5 milhões de euros na transformação do convento num hotel de quatro estrelas, com 50 quartos, piscina e restaurante.

Entretanto, foi constituída uma nova empresa, com quatro sócios, a 1652 Investimentos Hoteleiros, Lda., que tem a concessão.

Fonte da empresa remeteu hoje esclarecimentos, como o início das obras, para data posterior, esclarecendo que ainda decorrem estudos.

O Convento de Santo António dos Capuchos tem origem em 1657, com elementos arquitetónicos típicos dos conventos capuchinhos.

Em 1770, foi alvo de obras de ampliação, altura em que foram acrescentados os corpos laterais e os portais barrocos. No século XIX foi alvo de novas obras de ampliação, que lhe conferiram a disposição atual, com o edificado em volta do claustro e do pátio, segundo uma nota conjunta das secretarias de Estado do Turismo e da Defesa Nacional por ocasião da assinatura do contrato.

Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento ficou na posse do Estado, que o transformou em hospital militar em 1864. Foi restaurado em 1904 e encontra-se devoluto há vários anos.

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