32.5 C
Caldas da Rainha
Sexta-feira, Julho 3, 2026
Início Site Página 78

Júri popular declara culpado português que atropelou mortalmente 4 pessoas em Madrid

0

Um cidadão português foi hoje considerado, por decisão unânime de um júri popular espanhol, culpado do homicídio de quatro pessoas num atropelamento múltiplo em 06 de novembro de 2022 nos arredores de Madrid.

O júri considerou que M. da S. M., conhecido como O Português, é culpado do homicídio de quatro pessoas num atropelamento múltiplo durante um casamento realizado no restaurante El Rancho, em Torrejón de Ardoz (Madrid).

Os membros do júri concluíram que o arguido é culpado de quatro crimes de homicídio com dolo eventual – duas mulheres, um homem e um menor de 16 anos – e de nove crimes de tentativa de homicídio, uma vez que houve vários feridos que sofreram lesões de diferentes graus, das quais alguns ainda não recuperaram.

O júri também rejeitou por unanimidade que o acusado tenha sofrido um estado de necessidade ou medo insuperável devido a uma suposta briga antes do atropelamento, bem como que havia armas brancas e de fogo na refrega, ao contrário do que a defesa argumentou, disseram fontes jurídicas à EFE.

À saída da Audiência de Madrid, onde foi anunciado o veredito, os advogados da acusação saudaram o resultado, que classificaram como “devastador” por ter aprovado por unanimidade todas as suas teses: “O veredito anula tudo o que a defesa tinha apresentado”, sublinharam os advogados Juan Manuel Medina e Jaime Sanz de Bremond.

Apesar de garantirem que a decisão do júri foi justa, sublinharam que não podiam estar totalmente satisfeitos devido à dor das famílias.

No entanto, argumentaram que o veredito estabelece claramente o que aconteceu no casamento: que o arguido atropelou a multidão “assumindo que podia matar” as pessoas ali reunidas.

Após a leitura do veredito, o Ministério Público manteve o pedido de prisão permanente para o arguido, a maior pena prevista no sistema jurídico atual, assim como quatro das cinco acusações feitas pelas vítimas do atropelamento fatal.

Por sua vez, a advogada de M. da S. M. pediu a pena mínima para cada crime de homicídio, embora tenha dito à EFE que recorrerá da futura sentença.

No julgamento, que terminou na sexta-feira passada após três semanas de sessões, o homem reiterou a sua inocência, afirmando que não era sua intenção matar os convidados do casamento e que foi o seu próprio corpo que acelerou a viatura, numa tentativa de salvar a vida dos seus filhos, que alegou terem sido agredidos anteriormente por algumas pessoas.

No arranque do julgamento, o Ministério Público tinha pedido 226 anos de prisão, mas, nas alegações finais a procuradora do caso defendeu uma pena mais grave: prisão permanente reavaliada periodicamente.

Trata-se de uma condenação prevista no Código Penal espanhol que pode traduzir-se, na prática, numa prisão perpétua se nunca for alterada pelos juízes nas sucessivas reavaliações.

O Ministério Público juntou-se assim às acusações particulares – que representam as famílias das vítimas mortais -, que também pediam prisão permanente para o acusado.

A defesa de M. da S. M. argumentou, durante o julgamento e nas alegações finais, que o português fugia de uma perseguição e agressão de convidados do casamento e pediu a absolvição, considerando-a justificada pelo “medo insuperável” e pelo “estado de necessidade” do acusado naquele momento.

A leitura da sentença ainda não tem data.

Roland Garros: Lorenzo Musetti é o primeiro semifinalista masculino

0

O tenista italiano Lorenzo Musetti qualificou-se hoje pela segunda vez na carreira para as meias-finais de um Grand Slam, ao derrotar o norte-americano Frances Tiafoe em quatro sets, nos ‘quartos’ de Roland Garros.

O italiano de 23 anos, que nunca tinha ido além dos oitavos de final na terra batida parisiense, bateu o 16.º jogador mundial com os parciais de 6-2, 4-6, 7-5 e 6-2, em duas horas e 47 minutos.

Pela segunda vez nas ‘meias’ de um Grand Slam – alcançou as semifinais de Wimbledon no ano passado -, o número sete mundial irá defrontar o vencedor do encontro entre o espanhol Carlos Alcaraz, campeão em título e vice-líder do ranking ATP, e o norte-americano Tommy Paul (12.º).

Aguiar-Branco prevê uma das legislaturas mais exigentes da democracia

0
foto: Arlindo Homem

José Pedro Aguiar-Branco, hoje reeleito presidente da Assembleia da República, prometeu equidistância no exercício das suas funções, respeitando as liberdades de expressão e de circulação no parlamento, numa legislatura que antevê das mais exigentes da democracia.

Estas posições foram assumidas pelo antigo ministro social-democrata logo no início do seu discurso, após ter sido reeleito para o cargo de presidente da Assembleia da República com 202 votos favoráveis, 25 brancos e três nulos. Uma das maiores votações de sempre.

Perante os deputados, no seu primeiro discurso na XVII Legislatura, começou por fazer uma alusão à atual conjuntura externa, avisando que a instabilidade internacional, da economia à defesa, “coloca em risco valores” que se davam por adquiridos.

Em risco, na sua perspetiva, estão valores como “a democracia, a paz e a liberdade”.

“Os vários tipos de liberdade, da livre circulação à liberdade de expressão – princípios que devem ser preservados especialmente aqui, no parlamento”, frisou.

O reeleito presidente da Assembleia da República referiu-se depois à nova configuração da Assembleia da República resultante das eleições legislativas de 18 de maio, dizendo que, em termos de representação, o hemiciclo tem agora “o maior número de partidos de sempre: sete grupos parlamentares [PSD, Chega, PS, IL, Livre, PCP e CDS] e três deputados únicos [JPP, PAN e BE]”.

“Temos muitos deputados estreantes e um conjunto de geometrias variáveis e de novos temas, que desafiam tudo o que julgávamos saber sobre o funcionamento das nossas instituições. Por causa disto, e muito mais, temos pela frente uma legislatura exigente. Uma das legislaturas mais exigentes da nossa democracia – exigente para quem dirige os trabalhos, exigente para cada um dos senhores deputados”, sustentou.

Neste contexto, e em nome da mesa da Assembleia da República, o cabeça de lista da AD – coligação PSD/CDS pelo círculo de Viana do Castelo nas últimas eleições prometeu equidistância entre todas as forças políticas representadas no parlamento.

“Só assim respeitamos a vontade popular. Vontade expressa em eleições livres, diretas e universais que, em 51 anos de democracia, nunca foram postas em causa. Um bom exemplo que nos vai distinguido do que acontece noutras geografias políticas”, concluiu.

PJ fez buscas na Câmara do Montijo por suspeitas de corrupção

0
foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal efetuou hoje buscas na Câmara Municipal do Montijo e numa empresa, por suspeitas de corrupção na adjudicação de obras públicas sem o cumprimento das regras de contratação pública, anunciou aquela força policial.

Segundo um comunicado da PJ, estão em causa “factos suscetíveis de consubstanciar os crimes de corrupção, participação económica em negócio e abuso de poder, relacionados com a substituição do pavimento de um parque infantil no parque municipal do Montijo, cujo valor ronda os 250 mil euros”.

“O município, de forma a contornar as obrigações decorrentes da contratação pública, ao invés de ter realizado um único procedimento através de concurso público, realizou dois procedimentos distintos através de consulta prévia, tendo os contratos sido adjudicados à mesma empresa”, lê-se no comunicado.

A PJ adianta que na operação policial, em que participaram 20 inspetores, oito peritos da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática e dois magistrados do Ministério Público, foi dado cumprimento a várias mandados de busca e apreendido relevante material probatório que será objeto de análise.

A operação da PJ na Câmara Municipal do Montijo, no distrito de Setúbal, foi desencadeada no âmbito de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Montijo,

A Câmara Municipal do Montijo é liderada por Maria Clara Silva (PS), que tem no executivo mais dois vereadores socialistas, dois vereadores eleitos pela coligação PSD/CDS-PP/A e outros dois vereadores eleitos pela CDU (PCP/PEV).

Cristóvão Carvalho confirma candidatura à presidência do Benfica

0
DR

O advogado Cristóvão Carvalho confirmou hoje a candidatura à presidência do Benfica, prometendo devolver ao clube o orgulho e a glória que os adeptos desejam.

“Caros benfiquistas, venho apresentar-me junto de vós pela primeira vez como candidato a presidente do Sport Lisboa e Benfica. Tenho um projeto que vos irei apresentar, que irá levar o Benfica novamente ao orgulho e à glória que todos desejamos”, anunciou numa publicação nas redes sociais.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa, o advogado de 52 anos promete novidades sobre a sua candidatura para breve.

Cristóvão Carvalho é o terceiro candidato a apresentar-se ao escrutínio que deverá decorrer em outubro, juntando-se a João Diogo Manteigas e João Noronha Lopes.

Além destes três nomes, Marco Galinha admitiu em janeiro a possibilidade de avançar para uma candidatura, ainda que, até ao momento, não a tenha oficializado.

Martim Mayer é outro nome que tem sido avançado como potencial concorrente ao próximo ato eleitoral.

O atual presidente do Benfica, Rui Costa, foi eleito para o cargo em 10 de outubro de 2021, quando derrotou Francisco Benítez nas urnas, para suceder a Luís Filipe Vieira, que liderava o clube lisboeta desde 2003, mas que acabou por renunciar ao cargo face ao envolvimento no processo ‘Cartão Vermelho’, sendo substituído interinamente pelo ex-futebolista e então vice-presidente.

No escrutínio de há quatro anos, Rui Costa foi eleito presidente do Benfica com 84,48% dos votos, contra os 12,24% de Francisco Benítez, no ato eleitoral mais concorrido da história do clube benfiquista, com 40.085 votantes.

Primeira sessão plenária da XVII legislatura durou seis minutos presidida por Aguiar-Branco

0
foto: Município de Santarém

A primeira sessão plenária da XVII legislatura durou hoje cerca de seis minutos e foi conduzida pelo presidente do parlamento cessante e recandidato ao cargo, José Pedro Aguiar-Branco, começando com algum atraso e muitas mudanças nos lugares.

A sessão começou pelas 10:11 – estava prevista para as 10:00 – e com o líder parlamentar do PSD, o partido mais votado, a tomar a palavra.

“Queria, em nome do grupo parlamentar do PSD, aproveitar para desejar a todos um excelente mandato”, afirmou Hugo Soares, dizendo que a todos os 230 deputados eleitos em 18 de maio une o objetivo de “olhar para as pessoas e melhorar as suas condições de vida no dia a dia”.

Em seguida, e seguindo a tradição parlamentar, convidou o presidente do parlamento cessante – e que é também recandidato ao cargo – José Pedro Aguiar-Branco a conduzir os trabalhos.

Aguiar-Branco convidou para o coadjuvar na condução dos trabalhos os deputados Germana Rocha (PSD) e Gabriel Mithá Ribeiro (Chega), que exerceram funções de secretários da Mesa na última legislatura.

“Esta sessão tem em vista a votação da comissão eventual de verificação de poderes dos deputados eleitos e depois será interrompida e recomeçará pelas 15:00 para a leitura do relatório e votações para a eleição do presidente da Assembleia da República, dos vice-presidentes, secretários e vice-secretários e do conselho de administração da Assembleia da República”, explicou.

A deputada Germana Rocha leu, depois, o projeto de resolução, com a composição desta comissão: sete membros do PSD (Emídio Guerreiro, Hugo Carneiro, Hugo Oliveira, Marco Claudino, Sandra Pereira, Joaquim Barbosa e Nuno Gonçalves), cinco do Chega (Bruno Nunes, Bernardo Pessanha, Patrícia Almeida, João Aleixo, Sónia Monteiro) e cinco do PS (Filipe Neto Brandão, Pedro Delgado Alves, Marina Gonçalves, Isabel Moreira e Pedro Vaz).

Os outros grupos parlamentares indicaram um deputado cada: Joana Cordeiro, pela IL, Paulo Muacho, pelo Livre, Paula Santos, pelo PCP, e João Almeida, pelo CDS-PP.

O projeto foi aprovado por unanimidade e a sessão declarada interrompida pelas 10:17, retomando às 15:00.

Caneta com IA pode detetar doença de Parkinson a partir da escrita à mão

0
DR

A partir da escrita à mão, uma caneta com inteligência artificial e carregada com tinta magnética pode vir a ajudar a detetar precocemente o início da doença de Parkinson, sugere um estudo publicado na revista Nature Chemical Engineering.

A partir de amostras de caligrafia recolhidas com uma caneta personalizada carregada com tinta magnética, a equipa do investigador Jun Chen da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, desenvolveu uma abordagem para o diagnóstico da doença de Parkinson.

Diferenças na caligrafia de pessoas com e sem a doença foram identificadas na análise de dados assistida por rede neural no dispositivo, defendendo os autores que se trata de uma ferramenta que vai permitir diagnósticos mais precoces.

Convertendo os movimentos da tinta magnética em sinais elétricos da escrita numa superfície e no ar, os investigadores demonstraram que, com o auxílio de uma rede neural — um método em inteligência artificial que utiliza uma rede de nós interligados para aprender e distinguir entre padrões complexos — a caneta distingue a caligrafia de pacientes com doença de Parkinson da daqueles sem a doença.

Esta caneta diagnóstica representa uma tecnologia de baixo custo, precisa e amplamente distribuível, com potencial para melhorar o diagnóstico da doença de Parkinson, especialmente em áreas com recursos limitados, argumentam no estudo.

Os investigadores pedem ainda trabalhos futuros que expandam esta ferramenta para amostras maiores de pacientes, e que explorem o potencial para rastrear a progressão dos estágios da doença de Parkinson.

A doença de Parkinson afeta quase 10 milhões de pessoas em todo o mundo e é a segunda doença neurodegenerativa mais comum e que mais cresce no mundo.

Os sintomas da doença incluem tremores, baseando-se geralmente o diagnóstico na observação das habilidades motoras do paciente, método que os investigadores dizem carecer de padrões objetivos e depender do viés do clínico.

Queda de árvore em Veneza causa uma dúzia de feridos

0
DR

Turistas estrangeiros estão entre a dúzia de feridos causados pela queda de uma árvore cinquentenária, um carvalho, nas proximidades de uma paragem de autocarro na cidade de Veneza, informaram as autoridades locais.

O carvalho caiu sobre um grupo de pessoas que estavam numa zona de sombra na Piazzale Roma, a última paragem de autocarros e táxis que transportam pessoas de e para a cidade lagunar, a partir da terra firme.

Não foram avançadas causas da queda.

A pessoa cujo estado inspira mais cuidados é uma italiana com cerca de 30 anos, que estava sentada na paragem com os dois filhos. Está em estado crítico, com lesões abdominais, mas as crianças não, encontrando-se a receber cuidados psicológicos.

Uma outra mulher italiana, na casa dos 50 anos, está em estado crítico devido a lesões torácicas.

“Aparentemente, a árvore estava bem”, disse a principal responsável de trabalhos públicos da cidade, Francesca Zaccariotto, à agência noticiosa ANSA. Acrescentou que a árvore era monitorizada, tal como outras na cidade, e que não havia sinais que indicassem um possível colapso.

Duas turistas norte-americanas, de cerca de 60 e de 70 anos, sofreram ferimentos e estão sob observação, assim como dois turistas da Europa de Leste. Quatro outros italianos sofreram ferimentos ligeiros.

Três prémios Nobel alertam que Trump pode provocar retrocesso de 20 anos na ciência

0

Três vencedores do Nobel norte-americanos alertaram na segunda-feira que as políticas implementadas pela administração de Donald Trump em relação à economia e ao apoio à investigação “podem provocar um retrocesso e uma transição de 20 anos”.

O alerta foi deixado por Guido Imbens (Economia 2021), Douglas Diamond (Economia 2022) e Charles Rice (Medicina 2020) em conferência de imprensa em Valência, ao lado de Duncan Haldane (Física 2016).

Diamond considerou a falta de apoio governamental às universidades um “enorme problema”, Imbens expressou a sua “deceção” com a forma como o sistema de ensino superior está a ser tratado e Rice afirmou que o ataque à “independência” de Harvard como um “ícone de investigação e bolsas de estudo” também afeta outros institutos nacionais de saúde.

Os três concordaram com a necessidade de a situação ser resolvida “o mais rapidamente possível”.

Estes quatro especialistas, que integram o júri do Prémio Rei Jaume I pela primeira vez, concordaram com a necessidade de educar as crianças desde cedo sobre a importância da ciência, referindo que o declínio da confiança na ciência tem vindo a ocorrer há 20 anos.

Em relação à falta de apoio de Trump às universidades, Diamond salientou que os efeitos gerais na ciência e na investigação de tratar as universidades como algo que não deve ser apoiado pela administração pública são um “enorme problema”, e o caso Harvard “é uma manifestação clara desse problema”.

Na sua opinião, em relação a Harvard não está a ser seguido “o princípio da legalidade e da revisão das políticas governamentais, conforme apropriado”, acreditando que o poder judicial dos Estados Unidos “terá de garantir que o Estado de direito é respeitado”.

Para Diamond, a redução do apoio do governo norte-americano à investigação e à ciência irá afetar particularmente a investigação básica, grande parte da qual será assumida por empresas privadas, “e é difícil de imaginar, porque esta investigação não é rentável num futuro próximo”.

“Se o governo norte-americano fizer estes cortes, a investigação migrará para a Europa e para a Ásia, mas numa escala diferente, e o custo de suspender as experiências e a investigação e transferi-las para outros locais pode causar-nos 20 anos de atraso e transição”, alertou.

Diamond acredita que a ciência é agora “muito menos respeitada”, por não ser vista como a verdade, mas “como uma opinião sobre algo”, enquanto Rice enfatizou a importância do debate sobre como restaurar a esperança na ciência.

Considerou que as redes sociais fazem com que as pessoas “se disponham a acreditar no que os seus pares dizem, ao contrário do que dizem os especialistas”.

“A incapacidade do sistema educativo para chegar a todos e educar as pessoas sobre a importância da ciência desde cedo pode ser um fracasso total”, vincou.

Imbens observou, por sua vez, que o declínio da confiança na ciência é um fenómeno recente nos Estados Unidos.

“As redes sociais desempenham o seu papel, mas as universidades não fizeram a sua parte. Precisam de fazer um trabalho muito melhor e explicar o que estão a fazer e porque é que isso é importante para a sociedade”, apontou.

Já o virologista norte-americano Charles Rice, cuja investigação contribuiu para o desenvolvimento de duas vacinas contra os vírus da febre amarela e da hepatite C, manifestou a sua preocupação e profunda desilusão com o movimento antivacinas.

Bill Gates anuncia doação de 175 mil milhões de euros a África durante 20 anos

0
DR

Bill Gates anunciou hoje, na Etiópia, que a maior parte dos 175 mil milhões de euros que doou à sua fundação serão investidos em África nos próximos 20 anos para ajudar o continente “enfrentar os seus desafios”.

Num discurso proferido hoje na sede da União Africana, em Adis Abeba, o presidente da Fundação Gates, Bill Gates, exortou os líderes africanos a aproveitarem “o momento para acelerar o progresso na saúde e no desenvolvimento por meio da inovação e da parceria, apesar dos desafios atuais”, segundo um comunicado de imprensa da fundação.

De acordo com a nota de imprensa, Gates anunciou que a maior parte dos 200 mil milhões de dólares (cerca de 175 mil milhões de euros) “que a fundação gastará nos próximos 20 anos irá para a África, com foco em parcerias com governos que priorizam a saúde e o bem-estar dos seus povos”.

Gates contextualizou que assumiu o compromisso de doar a sua fortuna dos próximos 20 anos e que pretende que esse valor seja para ajudar “África a enfrentar os seus desafios”.

Para Gates, o papel da liderança e criatividade africanas são fundamentais na promoção da saúde e do futuro económico do continente.

“Ao libertar o potencial humano através da saúde e da educação, todos os países africanos deverão estar no caminho da prosperidade — e é emocionante fazer parte desse caminho”, afirmou o cofundador da Microsoft.

Após o seu discurso, Gates juntou-se a Paulin Basinga, diretor da fundação para África, numa conversa informal para discutir a agenda de desenvolvimento de África e os investimentos e parcerias necessários para impulsionar o progresso futuro.

Para Gates, países como Moçambique, Etiópia, Ruanda, Zimbabué, Nigéria e Zâmbia “estão a mostrar o que é possível [acontecer] quando uma liderança ousada aproveita a inovação”.

Ao refletir sobre o seu envolvimento de mais de duas décadas no continente, declarou que sempre se inspirou pelo trabalho árduo dos africanos, mesmo nos locais com os recursos mais limitados.

Para si, a inteligência artificial (IA) poderá ter um potencial transformador relevante no futuro do continente.

Por outro lado, Gates elogiou os “jovens inovadores africanos”, que diz ver “os jovens em África a abraçar essa realidade e a pensar em como isso se aplica aos problemas que querem resolver”.

Citou o exemplo do Ruanda, que usa IA “para melhorar a prestação de serviços”.

Este anúncio da ajuda de Gates ao continente surge num contexto de corte da ajuda internacional a África, nomeadamente desde a tomada de posse da administração do Presidente norte-americano Donald Trump.

Enquanto esteve na Etiópia, Gates reuniu-se com o primeiro-ministro Abiy Ahmed e de seguida viajará para a Nigéria, onde se reunirá com o Presidente Bola Ahmed Tinubu e se reunirá com líderes federais e estaduais para discutir as reformas dos cuidados de saúde primários do país.

Gates também participará num evento da Goalkeepers Nigéria focado no futuro da inovação em África e reunirá com cientistas e parceiros locais que estão a moldar a estratégia nacional de IA da Nigéria e a ampliar as soluções de saúde.

Segundo o comunicado da fundação, nos próximos 20 anos a entidade “trabalhará em conjunto com os seus parceiros para alcançar o máximo progresso possível em direção a três objetivos principais: acabar com as mortes evitáveis de mães e bebés; garantir que a próxima geração cresça sem ter que sofrer com doenças infecciosas mortais; e tirar milhões de pessoas da pobreza, colocando-as no caminho da prosperidade”

Após esse período de 20 anos, a “fundação encerrará as suas operações”, concluiu.

A Fundação Gates foi criada em 2000 por Bill e Melinda Gates e tem sede em Washington, nos Estados Unidos da América.

Optimized by Optimole