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Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Autárquicas: Manuel Pizarro classifica apoio de José Luís Carneiro como sinal de união no PS

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O candidato do PS à Câmara do Porto, Manuel Pizarro, considerou hoje a presença do candidato único à liderança do PS, José Luís Carneiro, na apresentação da sua candidatura, um sinal de união do partido.

“Acho que hoje demos um grande sinal de total união da família socialista e demos outros sinais, que reputo de igualmente ou mais relevantes, da capacidade de trazer aqui uma parte do melhor que o Porto tem nos diferentes domínios”, afirmou o candidato em declarações no final da cerimónia que de decorreu no Palácio da Bolsa.

Enfatizando querer fazer uma campanha eleitoral pela “positiva”, Manuel Pizarro, quando questionado sobre as críticas do adversário Pedro Duarte, candidato pelo PSD ao Porto, à implementação do metrobus, preferiu levar o tema da mobilidade para outro assunto.

“Sendo o meu adversário membro do Governo [ministro dos Assuntos Parlamentares], coisa que podia resolver mesmo, aparentemente uma coisa simples, era acabar com as portagens dos pesados na CREP [Cintura Regional Externa do Porto] para libertar a Via de Cintura Interna dos pesados”, respondeu o antigo ministro da Saúde do PS.

Concordando que “a fragmentação de um qualquer espaço político ajuda outro espaço político”, referindo-se ao facto de haver muitos candidatos da direita a concorrer à Câmara do Porto, Manuel Pizarro afirmou, contudo, não ser nisso que está empenhado.

“Eu estou confiante na profunda relação que tenho com as pessoas do Porto e no facto de apresentar estas eleições as melhores propostas e as melhores equipas. Esta, aliás, será uma candidatura que não se dirige contra ninguém. É mesmo uma candidatura pela positiva a favor do Porto”, disse.

E prosseguiu: “A minha relação com o Porto é tão íntima e tão profunda que nessa matéria não muda nada. Eu candidato-me ao Porto, colocando sempre o Porto em primeiro lugar. Não há nenhum momento da minha vida, enquanto cidadão e enquanto político, que eu não tenha colocado o Porto no primeiro lugar”.

Quase 34 mil estrangeiros com pedidos de legalização rejeitados

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Mais de 33 mil estrangeiros viram os seus pedidos de legalização indeferidos pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), podendo receber ordem para abandonar o país voluntariamente, anunciou hoje o Governo.

“Nós tínhamos 18 mil indeferimentos, agora são quase 34 mil. Desses, estamos na ordem de um milhar em que já foram emitidas as notificações [de abandono voluntário]”, disse hoje o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na sede do Governo, em Lisboa.

Numa conferência de imprensa sobre a resolução de pendências da AIMA e do primeiro ano do Plano de Ação para as Migrações, de cerca de uma hora e meia, o ministro afirmou que o processo “começou a acelerar” na semana passada, porque está “em processo de emissão semiautomática”.

“[O processo] acelera e todos estes [mais de] 33 mil – a não ser que haja uma razão (…) – terão a tal notificação de abandono voluntário”, adiantou Leitão Amaro, acrescentando que a AIMA está “numa fase de emissão de cerca de 2.000 notificações por dia”.

No início de maio, a AIMA começou por notificar 18.000 cidadãos estrangeiros, número que agora quase duplicou.

“Esta notificação, no regime português, permite o abandono voluntário e só leva ao abandono coercivo depois de um novo procedimento”, afirmou o ministro.

Em causa estão 33.983 indeferimentos, a maior parte relativos a cidadãos indianos (13.466).

Do total de 184.059 processos decididos, assinalam-se também os 5.386 indeferimentos a cidadãos brasileiros, 3.750 do Bangladesh, 3.279 nepaleses, 3.005 paquistaneses, 236 colombianos, 1.054 argelinos, 234 venezuelanos, 180 argentinos, 603 marroquinos e 2.790 de outras nacionalidades.

De acordo com o Governo, trata-se de uma taxa de rejeição de 18,5%, tendo sido 150.076 processos deferidos.

Pedro Nuno Santos assume “para já” mandato de deputado no parlamento

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foto: Arlindo Homem

O ex-secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos vai assumir “para já” o mandato de deputado na Assembleia da República, confirmou hoje o próprio à agência Lusa.

Pedro Nuno Santos demitiu-se da liderança do PS na sequência da derrota eleitoral das legislativas, logo na noite das eleições, tendo então afirmando estar a avaliar se iria continuar como deputado.

Hoje, à agência Lusa, Pedro Nuno Santos confirmou que “para já” vai assumir o mandato de deputado na nova legislatura.

Na Comissão Política do PS de 24 de maio, na qual deixou a liderança do partido, o antigo secretário-geral do PS afirmou que a sua “vida política partidária” terminara, assegurando não estar arrependido do chumbo da moção de confiança ao Governo por considerar que “numa democracia avançada” Luís Montenegro não seria primeiro-ministro.

“Já não sou secretário-geral. Termino aqui um percurso de muitos anos de dedicação ao PS e ao país”, disse aos jornalistas à saída da Comissão Nacional do PS, considerando que tentou “fazer o melhor que sabia pelo povo português”.

O ex-secretário-geral do PS disse que agora “a vida política partidária termina” e que ainda não tinha tomado uma decisão sobre o seu lugar de deputado.

Viticultores do Douro marcam manifestação para 02 de julho na Régua

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Viticultores do Douro vão manifestar-se a 02 de julho, no Peso da Régua, para alertaram para a crise que afeta a região, exigirem soluções e a venda de uvas a preços justos, foi no domingo decidido em plenário.

Reunidos na Régua, distrito de Vila Real, os produtores aprovaram uma moção com ações de luta e medidas para mitigar a crise que o Douro enfrenta e que vai ser enviada para o Presidente da República, Governo, Assembleia da República e autarquias.

“É necessariamente uma posição de força, mas aquilo que pretendemos é resolver uma questão estrutural que está colocada na Região Demarcada do Douro e que está, em primeiro lugar, relacionada com um grande desequilíbrio de poder no mercado que existe entre as grandes casas comercializadores e os pequenos e médios produtores”, afirmou Vítor Rodrigues, dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), promotora do plenário.

Os durienses temem uma terceira vindima consecutiva com dificuldades em escoar as uvas ou a sua venda a preços baixos, com alguns a já terem recebido cartas a cancelar encomendas de uvas para este ano.

“A cartas postas a circular visam semear o medo e alguma comoção para fazer baixar o preço das uvas e um novo corte no benefício”, afirmou Vitor Rodrigues. O benefício é a quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Porto.

O dirigente classificou os baixos preços que estão a ser praticados como a “raiz da injustiça” que se vive no Douro e defendeu um “preço justo” que “pague os custos de produção” cada vez mais caros.

Entre as medidas exigidas estão o aumento do benefício para a vindima de 2025, que a aguardente a utilizar no vinho do Porto seja “prioritariamente regional”, de modo a permitir escoar os excedentes de vinho da região, que o Estado fixe preços mínimos para as uvas e que estabeleça a proibição de compra de uvas abaixo dos custos de produção.

É ainda reclamado que a Casa do Douro possa ter “um papel efetivo na estabilização de ‘stocks’ e a compra, pelo Estado, de ‘stocks’ excedentários das adegas para refrescar os vinhos armazenados na Casa do Douro.

O presidente da Casa do Douro, Rui Paredes, aproveitou para referir que se está a trabalhar em soluções com impacto nesta vindima e no futuro, as quais devem ser enviadas ainda esta semana ao Governo.

“A proposta que for é diretamente para o viticultores e nunca para os grandes produtores”, garantiu.

Ao alertar para a “situação difícil” na região, Vitor Herdeiro, presidente da Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense (Avadouriense), destacou também os “preços de vergonha” que estão a ser praticados na região.

Considerou que “isto pode ser o princípio do fim do Douro, que o que está em causa é a liberalização total do benefício” e que, a cada ano que passa, os produtores “descem um patamar no limiar da pobreza”.

Manuel Fernandes, presidente da Junta de Ervedosa do Douro, São João da Pesqueira, disse que na sua freguesia “já há pessoas a passar fome”. “Temos que mostrar a nossa força para sermos ouvidos. Já estamos no fundo, já não há mais nenhum patamar”, sublinhou.

Manuel Covas, produtor também de Ervedosa, referiu que os “políticos não passam cartão nenhum” à região e defendeu a introdução de uma “taxa de sustentabilidade” a cobrar aos turistas e que reverta para os viticultores.

Também Júlio Seixas, viticultor de Alijó, disse que se “devem taxar os barcos que conduzem” os turistas para ajudar “os jardineiros do Douro”.

De Trevões, São João da Pesqueira, Paulo Tomé, defendeu a “obrigatoriedade de todo o vinho do Porto” ser feito com aguardente regional, a proibição integral de entrada de vinhos de outras regiões e a destituição da direção do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).

Já o conselheiro do Conselho Regional de Viticultores da Casa do Douro, Rui Tadeu, apontou o “enorme abaixo-assinado” que está a ser preparado.

Última noite das Marchas Populares de Lisboa 2025 na Meo Arena

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O Notícias Em Direto está presente nas Marchas Populares / Festas de Lisboa ‘25 através da objetiva do repórter fotográfico Gonçalo Gomes

A MEO Arena foi palco da celebração da tradição lisboeta. Reuniu milhares de pessoas, destacando-se pela energia vibrante e pela representação das cores e da cultura dos bairros da cidade. 

A arena, completamente cheia, refletiu a paixão e o orgulho dos lisboetas por esta manifestação cultural única. 

A festa continua agora com arraiais e bailes que invadem as ruas da cidade, mantendo viva a tradição das Festas de Lisboa e aguardando o tão desejado dia 12 de junho, no desfile na Avenida da Liberdade.

PJ detém alegado homicida de cidadão estrangeiro em Lagos

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Um homem de 47 anos foi detido no sábado em Lagos, no Algarve, por “fortes indícios” de ser o autor do homicídio de um cidadão estrangeiro com 61 anos, revelou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

Segundo um comunicado da PJ, o crime, que está a ser investigado pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão, ocorreu na via pública, nas imediações de um estabelecimento de diversão noturna, em Lagos.

De acordo com a nota, o homicídio teve lugar “na sequência de uma alegada importunação por parte da vítima a clientes no interior do referido estabelecimento”.

O suspeito irá agora ser presente a um primeiro interrogatório num tribunal para lhe ser aplicado as medidas de coação.

Papa evoca casamento como a união entre homem e mulher

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foto: Vatican Media

O Papa Leão XIV recebeu hoje milhares de famílias na Praça de São Pedro, defendeu o matrimónio como a união entre homem e mulher, “não como um ideal”, e criticou os que invocam a “liberdade de tirar a vida”.

“Com o coração cheio de gratidão e esperança, digo-vos, esposos, o matrimónio não é um ideal, mas o modelo do verdadeiro amor entre o homem e a mulher: amor total, fiel e fecundo”, disse na homilia, citando a encíclica ‘Humanae Vitae’, de 1968.

O novo Papa presidiu ao seu primeiro grande evento jubilar desde a sua eleição, em 08 de maio, com uma missa dedicada às famílias, que encheram a Praça do Vaticano, apesar do calor intenso.

Na homilia, o pontífice defendeu os “casamentos santos” entre homens e mulheres para vencer “as forças que destroem as relações e as sociedades”.

O Papa sublinhou que “todos nós vivemos graças a uma relação, ou seja, a um vínculo livre e libertador de humanidade e de cuidado mútuo”.

“Irmãos, se nos amarmos assim, sobre o fundamento de Cristo (…), seremos um sinal de paz para todos, na sociedade e no mundo. Não devemos esquecer: é do coração das famílias que nasce o futuro dos povos”, advogou.

Leão XIV lamentou que “por vezes esta humanidade é traída” quando a vida não é protegida.

“É verdade que, por vezes, esta humanidade é traída. Por exemplo, quando a liberdade é invocada não para dar a vida, mas para a tirar; não para proteger, mas para ferir. No entanto, mesmo diante do mal que divide e mata, Jesus continua a rezar ao Pai por nós”, argumentou.

Para defender a família, citou alguns casais e famílias que subiram juntos aos altares nas últimas décadas, como os pais de Santa Teresa do Menino Jesus, Luís e Célia Martin, beatificados em 2008, ou a família polaca Ulma, morta por proteger judeus na Segunda Guerra Mundial.

“Ao propor casais santos como testemunhas exemplares, a Igreja diz-nos que o mundo de hoje precisa da aliança conjugal para conhecer e aceitar o amor de Deus e para vencer, com o seu poder de unir e reconciliar, as forças que destroem as relações e as sociedades”, afirmou.

A missa reuniu milhares de famílias de 131 países, de todo o mundo, para participar neste evento que lhes é dedicado no Ano Santo e que encheram a Praça de São Pedro, no Vaticano, com faixas e cartazes nos quais se podiam ler ‘slogans’ como “Papa Leão, protege a família”.

Antes da Eucaristia, o pontífice percorreu a praça no seu papamóvel, abençoando dezenas de crianças que os seus ajudantes aproximaram do seu veículo descapotável e que chegaram a gritar “Papa Leão, protege a família”.

Rui Rocha demite-se da liderança da Iniciativa Liberal

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

Rui Rocha demitiu-se no sábado com efeitos imediatos, da presidência da Iniciativa Libera (IL), após dois anos e meio de liderança.

O líder da IL reconheceu que o partido não atingiu “a preponderância que todos desejavam” nas legislativas de 18 de maio, no final de uma reunião da comissão executiva, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, numa conferência de imprensa, Rui Rocha anunciou que irá ocupar o lugar como deputado na Assembleia da República, e explicou que sai por não estar agarrado ao cargo e perante um ciclo político novo.

Explicou que a decisão surge da avaliação feita por si de dois anos e meio de liderança do partido e dos recentes resultados das eleições legislativas, nas quais a Iniciativa Liberal alcançou o melhor resultados em legislativas, crescendo no número de votos e em deputados eleitos.

Nas legislativas de 18 de maio, a IL consegiu eleger nove deputados, mais um do que nas eleições anteriores, em 2024.

Presidenciais: Rui Rio é o mandatário nacional da candidatura de Gouveia e Melo

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O antigo presidente da Câmara do Porto e do PSD Rui Rio é o mandatário nacional da candidatura de Henrique Gouveia e Melo à Presidência da República, foi anunciado.

O anúncio foi feito num jantar que decorreu este sábado no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, tendo o nome de Rui Rio sido anunciado pelo próprio Henrique Gouveia e Melo e o ex-líder do PSD entrado na sala de seguida, sob aplausos.

No seu discurso, em que referiu que era sua intenção “não voltar aos palcos principais da política nacional”, Rui Rio apontou “a instável conjuntura externa” a “complexa situação económica e social” do país e a “degradação acentuada que a própria qualidade da democracia tem sofrido” como motivos para regressar à vida pública.

Trump diz que só quer nos EUA “os melhores estudantes, não os agitadores”

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos querem “os melhores estudantes, não os agitadores”, após a decisão de vetar matrículas de alunos estrangeiros em Harvard e a suspensão temporária da emissão de vistos de estudante.

“Queremos ter excelentes estudantes aqui. Simplesmente não queremos estudantes que causem problemas”, disse, numa conferência de imprensa na Casa Branca, na despedida oficial de Elon Musk do cargo que ocupava até agora à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE).

A administração republicana suspendeu temporariamente a emissão de vistos de estudante enquanto se prepara para implementar uma nova política que prevê uma maior revisão das redes sociais dos requerentes, segundo adiantou esta semana o portal Politico.

Por sua vez, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na quarta-feira que o executivo começará a revogar os “vistos de estudantes chineses, incluindo aqueles com ligações ao Partido Comunista Chinês ou que estudam em áreas-chave”.

Em destaque na ofensiva do governo contra as instituições culturais e de ensino está a Universidade de Harvard.

A administração congelou subsídios a essa prestigiada instituição e apresentou as suas ações como uma luta pelos direitos civis, acusando o corpo docente de ter um viés progressista, de continuar a aplicar considerações raciais nas suas políticas de admissão e de tolerar comportamentos antissemitas no campus.

“Não acho que Harvard se tenha comportado muito bem”, resumiu Trump, cuja ordem para revogar a capacidade dessa instituição de matricular estudantes internacionais, no entanto, foi temporariamente bloqueada por uma juíza federal.

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