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Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Ucrânia: Putin acusa Kiev de terrorismo e questiona condições para dialogar

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou na quarta-feira a Ucrânia de organizar “ataques terroristas” contra o seu país e questionou se há condições para dialogar “com aqueles que se apoiam no terror”.

“Entre pesadas perdas, recuando em todos os setores da frente, numa tentativa de intimidar a Rússia, a liderança em Kiev passou a organizar ataques terroristas”, declarou Putin durante uma reunião com o Governo transmitida em direto pela televisão.

O líder do Kremlin (presidência russa), que se referiu a recentes ataques ucranianos nas regiões fronteiriças de Bryansk e Kursk e à ponte da Crimeia, colocou de seguida em causa a exigência por parte de um cessar-fogo de 30 dias antes de negociações de paz, bem como de um encontro tripartido de alto nível, que incluiria o Presidente norte-americano, Donald Trump.

“Pedem a cessação das ações militares durante 30 ou mesmo 60 dias. Pedem uma reunião ao mais alto nível. Mas como é que uma reunião como esta pode ser realizada nestas condições? Para discutir o quê? Quem conversa com aqueles que se apoiam no terror, com os terroristas?”, questionou.

Vladimir Putin acrescentou que uma trégua serviria apenas para “encher o regime [de Kiev] com armas ocidentais, continuar a mobilização forçada e preparar outros atos terroristas semelhantes aos cometidos nas regiões de Bryansk e Kursk”, onde as autoridades russas indicaram sete mortes e dezenas de feridos em resultado de explosões no passado fim de semana em duas pontes ferroviárias.

O Presidente russo concordou, por outro lado, com o seu chefe da diplomacia, Serguei Lavrov, que afirmou que Moscovo deve usar todos os meios ao seu dispor, incluindo as negociações, para atingir os objetivos estabelecidos ao lançar a sua campanha militar na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Numa fase em que a Rússia coloca pressão máxima nas frentes leste e norte da Ucrânia e prossegue os seus bombardeamentos em várias cidades do país, as forças de Kiev lançaram no domingo uma operação especial bem-sucedida denominada “Teia de Aranha”, que consistiu num ataque de ‘drones’ a partir de camiões pesados contra cinco aeródromos militares russos, dois dos quais na Sibéria.

O Presidente norte-americano revelou ontem que manteve uma conversa com Vladimir Putin, que lhe transmitiu “com muita veemência” que pretende responder aos recentes ataques ucranianos, e admitiu que este telefonema não vai levar “à paz imediata”.

Especialistas russos e ocidentais esperam que Moscovo responda ao ataque ucraniano, realizado na véspera da segunda ronda de negociações entre as partes, na segunda-feira em Istambul.

Do encontro na cidade turca, resultou um acordo para a troca de todos os prisioneiros até aos 25 anos, bem como de todos os doentes e gravemente feridos, além dos corpos de soldados em posse das partes.

A Rússia divulgou entretanto a sua proposta de paz, que inclui as suas exigências maximalistas de reconhecimento internacional sobre as quatro províncias que ocupa parcialmente na Ucrânia (Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia), além da Península da Crimeia, e a retirada das tropas ucranianas destes territórios antes de assinar um cessar-fogo.

Moscovo pretende também a rejeição dos planos de Kiev de adesão à NATO e dos seus projetos de militarização.

A Ucrânia, por seu lado, recusa ceder a soberania sobre aqueles territórios e exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de avançar nas conversações.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, referiu-se hoje a “um ultimato” de Moscovo, e reiterou a proposta para um encontro tripartido de alto nível com Putin e Trump, porque o atual formato negocial já “não tem sentido”.

Portugal vence Alemanha de virada e está na final da Liga das Nações

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foto: Arlindo Homem

Portugal apurou-se hoje pela segunda vez para a final da Liga das Nações de futebol, ao vencer de virada a Alemanha por 2-1, em jogo das meias-finais disputado em Munique.

Depois de uma igualdade sem golos na primeira metade, os alemães adiantaram-se no marcador logo no arranque da segunda, por Florian Wirtz, aos 48 minutos, mas a equipa lusa, vencedora em 2019 da edição inaugural, reagiu e, no espaço de cinco minutos, virou o resultado a seu favor, com golos de Francisco Conceição, aos 63, e de Cristiano Ronaldo, aos 68.

Na final, agendada para as 20:00 portuguesas de domingo, Portugal vai defrontar, em Munique, o vencedor da outra meia-final, a disputar pelas 20:00 de quinta-feira entre a Espanha, detentora do título, e a França, vencedora da edição de 2020/21, enquanto os germânicos vão discutir o terceiro lugar com o perdedor, em jogo agendado para as 14:00 do mesmo dia, em Estugarda.

Governo: Presidente da República conta receber hoje Montenegro e prevê posse na quinta-feira

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conta receber hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para lhe apresentar a composição do XXV Governo Constitucional, ao qual prevê dar posse na quinta-feira.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas depois da inauguração da 95.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, referiu que na quinta-feira poderá dar posse apenas ao primeiro-ministro e aos ministros, ficando a posse dos secretários de Estado para outro dia, provavelmente sexta-feira.

“Agora vou dar uma volta na feira, almoço aqui na feira e depois vou para Belém para receber o senhor primeiro-ministro”, declarou.

Quanto às datas de posse dos membros do Governo, o chefe de Estado ressalvou: “Só posso confirmar depois de estar com o senhor primeiro-ministro”.

Entrevista: Ucrânia: Presidente da Cáritas diz que medo pela segurança renasceu

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A presidente da Cáritas Ucrânia, Tatiana Stawnychy, considerou que a intensificação dos ataques russos nos últimos meses fez renascer os medos tidos do início da guerra e sublinhou que o país ainda precisa de compaixão e solidariedade.

“Há enxames de drones a atacar os civis quase todas as noites”, descreveu a responsável, em entrevista à Lusa, referindo que a Rússia costumava enviar 300 ou 400 drones por mês e passou a atacar com mais de 4.000.

“Ironicamente, diria que o maior medo e preocupação que tive no início da invasão em grande escala, que era com a segurança da nossa equipa e de toda a Cáritas local, é uma das minhas maiores preocupações hoje”, admitiu Tatiana Stawnychy.

Por isso, apesar de entender que as negociações que decorreram no dia 16 e na segunda-feira, em Istambul, entre representantes de Moscovo e de Kiev tenham passado a ser o foco das atenções internacionais, a presidente da Cáritas lembrou que a Ucrânia ainda precisa de muita solidariedade.

“Há um apelo da Ucrânia em curso para que continuem a caminhar connosco, para que vejam o que está a acontecer, não só politicamente, nas discussões, mas também no terreno na Ucrânia, para que estejam conscientes disso, para que ofereçam orações pelos ucranianos que sofrem diariamente e, sempre que possível, para que se solidarizem connosco”, pediu.

A rede Cáritas faz “um apelo de emergência para as atividades de resposta humanitária mais difíceis, e é possível dar um contributo através da Cáritas Portugal”, acrescentou.

O trabalho mais difícil da organização decorre sobretudo na zona leste do país, mais próxima da frente com a Rússia, onde tenta ajudar principalmente “as pessoas muito vulneráveis, as crianças e as jovens mães”.

No leste, é preciso primeiro ajudar as pessoas a saírem da zona e, depois, “ajudar os recém-desalojados a reinstalarem-se em algum lugar”, adiantou a presidente da organização.

Um objetivo que é especialmente difícil quando se trata dos mais idosos.

“São os últimos, os que ficaram mais tempo [na zona leste], porque são muito apegados às suas casas, especialmente nas zonas rurais”, explicou.

Noutras partes do país, a assistência humanitária passa pelos centros de crise: “tentamos que pessoas se adaptem à nova comunidade de acolhimento, ajudando com apoio psicológico, com a documentação, a ter acesso a cuidados de saúde, a instalar os filhos nas escolas”.

E também “a encontrar uma solução, pelo menos a médio prazo, para um abrigo, uma casa onde possam viver”, passando ainda a reintegração dos deslocados por tentar que voltem a trabalhar.

“A ideia é envolver as pessoas e ajudá-las a reerguerem-se e a sair da crise”, sublinhou Tatiana Stawnychy, referindo que a Cáritas criou um programa chamado ‘Programação de Meios de Subsistência’ para que todos consigam encontrar empregos na comunidade local, começando pelo trabalho comunitário.

“Isto geralmente é temporário”, mas depois permite que as pessoas consigam empregos em empresas locais”, disse, adiantando que a taxa de retenção nas empresas destes deslocados é grande.

Por outro lado, a organização também incentiva o desenvolvimento de pequenos negócios.

“Trabalhamos com micro e pequenas empresas, com pessoas que talvez tivessem um negócio na zona leste do país, de onde tiveram de fugir e perderam tudo. Fazemos uma pequena formação de reciclagem e temos subsídios que podemos oferecer às pessoas”, explicou.

Subsídios que também abrangem a agricultura para permitir que as pessoas deslocadas tenham segurança alimentar, prosseguiu.

Com três anos de guerra decorridos, uma das partes mais importantes da ajuda aos ucranianos é, sem dúvida, a psicológica, reconheceu a responsável, com as questões de saúde mental no topo das preocupações da sociedade civil e do Governo.

“A primeira-dama iniciou um programa em que falamos uns com os outros para perguntar como estamos realmente e acho que este programa se vai desenvolver muito”, disse.

“Há muitas pessoas com ansiedade e trauma generalizados por causa da guerra”, referiu, admitindo que nas zonas da linha da frente, o problema é “mais extremo”, mas “todas as regiões da Ucrânia são afetadas”.

Embora o apoio tenha um foco especial nos idosos, nas pessoas com necessidades especiais e nas crianças de famílias vulneráveis, Tatiana Stawnychy assegurou que o problema é abrangente e a crescer.

“Eu diria que o país inteiro está a lidar com um trauma coletivo”, declarou, confirmando que questões como o alcoolismo e o uso de drogas estão a aumentar.

“Temos um centro de reabilitação e tratamento de toxicodependência, que está muito ativo neste momento, e penso que isso vai acontecer mais daqui para a frente, com os veteranos a regressarem a casa”, indicou, esclarecendo tratarem-se de mecanismos para enfrentar os traumas.

Por isso, a Ucrânia está a apostar fortemente em formar psicólogos, anunciou.

Na Cáritas, existem 150 psicólogos na rede, “com os quais trabalhamos constantemente para aumentar a capacidade e qualificação, para que possamos dar resposta às necessidades presentes em cada uma das comunidades”, referiu.

Por outro lado, a organização tenta também “reerguer as crianças”, que vivem, desde muito cedo – ou desde sempre -, desestabilizadas por uma guerra.

Uma das formas de ajuda é através de “um programa chamado ‘Espaços Amigos dos Bebés’, onde se tenta estabilizar crianças e pais nas comunidades locais.

“É como um centro comunitário onde fazemos diferentes tipos de arte-terapia e ensinamos as tradições locais”, descreveu. Aqui, também se tenta fomentar a interação entre crianças e jovens locais “para que socializem, já que muitos só têm aulas ‘online’ desde o início da covid-19”.

“Há uma grande necessidade de espaços onde as crianças se possam encontrar e socializar, e também trabalhar na sua educação” porque “a educação ‘online’ não é tão forte como a presencial”, indicou, acrescentando ainda que a organização aposta muito no reforço de competências de diálogo.

“Quando se está sob ataque, isso destrói a compreensão das relações e a capacidade de diálogo, por isso, é muito importante trabalhar no desenvolvimento de competências de diálogo para nos compreendermos, para sermos capazes de nos ouvirmos e compreendermos as experiências uns dos outros”, concluiu.

Comissão Europeia dá ‘luz verde’ a que Portugal gaste mais em defesa sem afetar défice

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Comissão Europeia autorizou hoje Portugal a investir mais em defesa sem correr o risco de ter procedimento por défice excessivo, dando aval à ativação da cláusula de escape nacional ao abrigo das regras orçamentais da União Europeia.

“Durante o período de 2025 a 2028, Portugal está autorizado a divergir e a exceder as taxas máximas de crescimento da despesa líquida […], na medida em que a despesa líquida que exceda essas taxas máximas de crescimento não seja superior ao aumento da despesa com a defesa em percentagem do PIB desde 2021 e desde que o desvio em excesso das taxas máximas de crescimento da despesa líquida não ultrapasse 1,5% do PIB”, indica o executivo comunitário numa recomendação ao Conselho, hoje publicada.

A informação é publicada no dia em que a Comissão Europeia divulga o pacote de primavera do Semestre Europeu, o quadro anual da União Europeia (UE) para coordenar a política económica, orçamental, social e de emprego.

E surge depois de, no final de abril, Portugal ter pedido formalmente à Comissão Europeia a ativação da cláusula que permite que parte do investimento em defesa fique isento do cumprimento das regras orçamentais, no âmbito da estratégia comunitária para fortalecer as capacidades militares da UE.

No relatório sobre Portugal, agora divulgado, a instituição recomenda que o país “reforce a despesa global com defesa e a prontidão militar”, devendo para tal “respeitar os limites máximos de crescimento da despesa líquida” e “fazendo uso da margem prevista na cláusula de escape nacional para um aumento da despesa com defesa”.

Outra recomendação diz respeito à adoção de “medidas para garantir a sustentabilidade orçamental do sistema de pensões a médio prazo”.

A Comissão Europeia já avisou que vai monitorizar o desvio do país pelo necessário investimento em defesa, pedindo equilíbrio orçamental.

Em termos gerais na UE, a Comissão Europeia estima que o aumento do nível das despesas com a defesa até 1,5% faça crescer o PIB em cerca de 0,5% até 2028.

“O período em que a cláusula de escape nacional está ativada – 2025-2028 – permite a Portugal reorientar a despesa pública ou aumentar a receita do Estado, de modo a que um aumento duradouro da despesa com defesa não comprometa a sustentabilidade orçamental a médio prazo”, adianta a Comissão Europeia.

Morreu Eduardo Gageiro, fotojornalista da realidade do país e do 25 de Abril, aos 90 anos

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DR

O fotojornalista Eduardo Gageiro, conhecido por imagens históricas captadas na Revolução do 25 de Abril, morreu durante a madrugada de hoje, em Lisboa, aos 90 anos, disse à agência Lusa fonte da família.

Eduardo Gageiro morreu esta madrugada, nos Hospital dos Capuchos, em Lisboa, “em paz, rodeado pela família, com todo o carinho e conforto”, disse à Lusa Afonso Gageiro, neto do fotojornalista.

Nascido em Sacavém, em 1935, Gageiro, que completou 90 anos em fevereiro, deixa um vasto arquivo de uma obra de décadas que ilustra realidades políticas, sociais e culturais do país, modos de vida e personalidades diversas, num registo histórico desde a década de 1950 até à atualidade.

Eduardo Gageiro foi um dos primeiros fotojornalistas a chegar aos cenários do 25 de Abril, fixando as imagens do encontro dos militares no Terreiro do Paço, o assalto à sede da PIDE, a polícia política da ditadura, e o momento em que o capitão Salgueiro Maia percebeu que a queda da ditadura era inevitável e a revolução triunfara.

AVS empata com o Vizela e garante manutenção na I Liga de futebol

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O AVS garantiu no domingo a permanência na I Liga de futebol, ao empatar 2-2 com o Vizela, na segunda mão do play-off de acesso à próxima edição, para a qual partiu com uma vantagem de 3-0.

Um autogolo de Fernando Fonseca, aos 14 minutos, colocou o Vizela, terceiro classificado da II Liga na época 2024/25, em vantagem, mas Tunde, aos 38, restabeleceu a igualdade.

No segundo tempo, Gustavo Assunção colocou o AVS, em vantagem, tendo Morschel, aos 77, estabelecido o resultado final, na conversão de uma grande penalidade.

O AVS, que subiu à I Liga pela primeira vez na época passada, fechou o play-off com um agregado de 5-2.

O conjunto avense foi recuperar o técnico José Mota para as últimas duas rondas da I Liga, tendo estado envolvido até ao derradeiro jogo na luta pela manutenção com Farense, Boavista, que desceram de forma direta, e Estrela da Amadora, que assegurou a permanência.

Já o Vizela lutou também até ao último jogo pela subida na II Liga, juntamente com Tondela e Alverca, mas viu beirões e ribatejanos garantirem os dois primeiros lugares.

Mais de 57 mil acidentes e 157 mortos nas estradas este ano – Segurança Rodoviária

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Mais de 57 mil acidentes rodoviários ocorreram nas estradas portuguesas nos primeiros cinco meses do ano, dos quais resultaram 157 mortos, menos 26 comparativamente ao mesmo período de 2024, revelou a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

De acordo com o relatório diário de sinistralidade da ANSR, foram registados em todo o país, entre 01 de janeiro e 31 de maio, 57.132 acidentes, que provocaram 157 mortos, 960 feridos graves e 16.502 feridos ligeiros.

Comparando com o mesmo período de 2024, verificaram-se menos 16 acidentes, menos 26 vítimas mortais, menos 960 feridos graves e menos 16.502 feridos ligeiros.

Segundo os dados, o maior número de acidentes ocorreu no distrito de Lisboa (10.359), seguido do Porto (9.585), Aveiro (4.450) e Braga (4.285).

No que respeita a vítimas mortais, os distritos de Lisboa e do Porto registaram o maior número, com 19 mortos cada, seguidos de Santarém (18), de Braga (15), Aveiro e Setúbal (13 cada).

O número de mortos diz respeito às vitimas cujo óbito foi declarado no local do acidente ou a caminho do hospital.

Os dados da ANSR indicam ainda que a maioria dos feridos graves foi registada nos distritos de Lisboa (150), Santarém (84), Setúbal (80), Braga (71) e Porto (70).

Já no que se refere aos feridos ligeiros, o maior número ocorreu no distrito de Lisboa (3.621), seguido do Porto (2.703), de Braga (2.123) e Aveiro (1.282).

Presidenciais: Toy, António Sala e Carla Castro na comissão de honra de Marques Mendes

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SIC

O cantor Toy, o apresentador António Sala e a antiga militante da IL Carla Castro são três das mais de 100 figuras que integram a comissão de honra da candidatura presidencial de Luís Marques Mendes, presidida por Leonor Beleza.

A lista foi esta terça-feira divulgada esta noite na apresentação da comissão de honra de Luís Marques Mendes na candidatura à Presidência da República, que está a decorrer no edifício da UACS – União de Associações do Comércio e Serviços, em Lisboa.

Entre os nomes que constam nesta lista liderada por Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud e conselheira de Estado, estão diversas figuras do desporto como Tony, ex-jogador e antigo treinador de futebol, os ex-árbitros Duarte Gomes e Artur Soares, Carlos Lisboa, ex-basquetebolista e a canoísta Teresa Portela.

Na área da cultura, constam os nomes do cantor Toy – que em eleições anteriores anunciou o seu apoio à CDU -, as atrizes Rita Salema, Sílvia Rizzo e Sofia Grilo, o apresentador de rádio António Sala, o ator Carlos Cunha e as escritoras Alice Vieira e Margarida Rebelo Pinto.

Também diversas figuras da defesa manifestam o seu apoio a Marques Mendes, como os antigos Chefes do Estado-Maior da Força Aérea, o general José Taveira Martins e o general Manuel Rolo, e o ex-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Artur Pina Monteiro.

Da política nacional, figuram os nomes de José Gomes Mendes, antigo secretário de Estado do Governo socialista de António Costa, Carla Castro, antiga membro e candidata à liderança da IL, os ex-ministros Luís Mira Amaral, Paula Teixeira da Cruz e José Silva Peneda

No total são 108 nomes, onde constam também figuras como o reitor da UTAD, Emídio Gomes, o presidente da Confagri, Idalino Leão, a eurodeputada Lídia Pereira, Nuno Amado, ‘chairman’ do BCP, a professora universitária Raquel Vaz Pinto ou o advogado Agostinho Pereira Miranda.

Júri popular declara culpado português que atropelou mortalmente 4 pessoas em Madrid

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Um cidadão português foi hoje considerado, por decisão unânime de um júri popular espanhol, culpado do homicídio de quatro pessoas num atropelamento múltiplo em 06 de novembro de 2022 nos arredores de Madrid.

O júri considerou que M. da S. M., conhecido como O Português, é culpado do homicídio de quatro pessoas num atropelamento múltiplo durante um casamento realizado no restaurante El Rancho, em Torrejón de Ardoz (Madrid).

Os membros do júri concluíram que o arguido é culpado de quatro crimes de homicídio com dolo eventual – duas mulheres, um homem e um menor de 16 anos – e de nove crimes de tentativa de homicídio, uma vez que houve vários feridos que sofreram lesões de diferentes graus, das quais alguns ainda não recuperaram.

O júri também rejeitou por unanimidade que o acusado tenha sofrido um estado de necessidade ou medo insuperável devido a uma suposta briga antes do atropelamento, bem como que havia armas brancas e de fogo na refrega, ao contrário do que a defesa argumentou, disseram fontes jurídicas à EFE.

À saída da Audiência de Madrid, onde foi anunciado o veredito, os advogados da acusação saudaram o resultado, que classificaram como “devastador” por ter aprovado por unanimidade todas as suas teses: “O veredito anula tudo o que a defesa tinha apresentado”, sublinharam os advogados Juan Manuel Medina e Jaime Sanz de Bremond.

Apesar de garantirem que a decisão do júri foi justa, sublinharam que não podiam estar totalmente satisfeitos devido à dor das famílias.

No entanto, argumentaram que o veredito estabelece claramente o que aconteceu no casamento: que o arguido atropelou a multidão “assumindo que podia matar” as pessoas ali reunidas.

Após a leitura do veredito, o Ministério Público manteve o pedido de prisão permanente para o arguido, a maior pena prevista no sistema jurídico atual, assim como quatro das cinco acusações feitas pelas vítimas do atropelamento fatal.

Por sua vez, a advogada de M. da S. M. pediu a pena mínima para cada crime de homicídio, embora tenha dito à EFE que recorrerá da futura sentença.

No julgamento, que terminou na sexta-feira passada após três semanas de sessões, o homem reiterou a sua inocência, afirmando que não era sua intenção matar os convidados do casamento e que foi o seu próprio corpo que acelerou a viatura, numa tentativa de salvar a vida dos seus filhos, que alegou terem sido agredidos anteriormente por algumas pessoas.

No arranque do julgamento, o Ministério Público tinha pedido 226 anos de prisão, mas, nas alegações finais a procuradora do caso defendeu uma pena mais grave: prisão permanente reavaliada periodicamente.

Trata-se de uma condenação prevista no Código Penal espanhol que pode traduzir-se, na prática, numa prisão perpétua se nunca for alterada pelos juízes nas sucessivas reavaliações.

O Ministério Público juntou-se assim às acusações particulares – que representam as famílias das vítimas mortais -, que também pediam prisão permanente para o acusado.

A defesa de M. da S. M. argumentou, durante o julgamento e nas alegações finais, que o português fugia de uma perseguição e agressão de convidados do casamento e pediu a absolvição, considerando-a justificada pelo “medo insuperável” e pelo “estado de necessidade” do acusado naquele momento.

A leitura da sentença ainda não tem data.

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