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Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Espanha bate França por 5-4 e defronta Portugal na final da Liga das Nações

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A detentora do título Espanha qualificou-se esta quinta-feira para a final da quarta edição da Liga das Nações em futebol, marcando encontro para domingo com Portugal, ao vencer a França por 5-4, na segunda meia-final, em Estugarda, Alemanha.

Nico Williams (22 minutos), Mikel Merino (25), Lamine Yamal (54, de penálti, e 67) e Pedri (55) marcaram os tentos da ‘roja’, finalista vencida em 2021 e vencedora em 2023, enquanto Kylian Mbappé (59, de penálti), Rayan Cherki (79), Daniel Vivian (84, na própria baliza) e Kolo Muani (90+3) faturaram para os gauleses.

Na final, marcada para domingo, em Munique, na Alemanha, a Espanha defronta Portugal, que na quarta-feira bateu a seleção anfitriã por 2-1, com tentos de Francisco Conceição (63 minutos) e Cristiano Ronaldo (68), em resposta ao de Florian Wirtz (48).

A formação das ‘quinas’ foi a vencedora da edição inaugural da competição, em 2019, ao bater na final os Países Baixos por 1-0, com um golo de Gonçalo Guedes, num embate disputado no Estádio do Dragão, no Porto.

Noronha Lopes afirma que mudança “está a chegar” e apela a eleições antecipadas

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DR

O empresário João Noronha Lopes afirmou esta quinta-feira que a hora da mudança no Benfica “está a chegar” e passa pela sua candidatura à presidência, apelando ao atual líder Rui Costa que antecipe as eleições do clube.

“Eu tenho esperança de ver em Rui Costa, antes que termine o seu mandato, um movimento de grandeza semelhante ao que nos mostrou em campo, convocando eleições antecipadas, que permitam à nova direção preparar com tempo a época. A hora da mudança está a chegar e passa por aqui. Não sou, nem serei, candidato de protesto. Sou um candidato de futuro que se apresenta com orgulho, ambição e muita alegria”, expressou João Noronha Lopes, durante o seu discurso de apresentação.

Num pavilhão sobrelotado, com cerca de 2.000 benfiquistas e várias centenas de fora, por razões de segurança, João Noronha Lopes explicou os motivos que levam a esta recandidatura, depois das eleições perdidas em 2020 para Luís Filipe Vieira.

“Neste mandato de Rui Costa, ganhámos menos do que os rivais, gastando mais e pior. Perdemos troféus, identidade e referências. Não podemos estar tranquilos quando aumentam os riscos económico-financeiros, quando vivemos acima das nossas possibilidades e, perante os perigos daí resultantes, nós verificamos que a única estratégia da direção é tentar esconder a ausência de estratégia. Falhámos desportivamente, financeiramente e institucionalmente”, sublinhou o empresário.

João Noronha Lopes apontou que Rui Costa desperdiçou a oportunidade atribuída pelos benfiquistas, gerando-se uma “cultura de derrota” e uma gestão desportiva “errática e desastrosa”, e criticou o “atual regime instalado no futebol português”.

“Não podemos tolerar que, com o apoio inaceitável do Benfica, se tenha instalado um regime no futebol português em que o Benfica é o alvo a abater. Não podemos compreender que, em vez de centralizar no Benfica a liderança do futebol no país, a direção prefira uma centralização dos direitos televisivos potencialmente lesiva dos nossos interesses”, salientou o empresário, sócio 5.001 do clube ‘encarnado’.

João Noronha Lopes ressalvou que “as circunstâncias do Benfica de Rui Costa em 2025 não são as circunstâncias do Benfica de Luís Filipe Vieira em 2020”, embora “também este Benfica de Rui Costa não serve” para o que o candidato ambiciona, destacando uma necessidade das ‘águias’ assente em liderança e transparência.

“Precisamos de uma liderança independente, que defenda o clube com coragem e firmeza, que não tenha um projeto que muda de seis em seis meses, sóbria, que lidere pelo exemplo e inspire segurança, mais preocupada em defender o Benfica do que a si própria, que nunca esqueça que as vitórias no futebol são o motor do clube, que o dinheiro que gerimos é dos sócios, que a melhor formação do mundo foi feita para vencer e não para vender”, começou por afirmar João Noronha Lopes.

E prosseguiu: “Uma liderança que não esqueça que o ecletismo faz parte da nossa identidade e que não podemos ter equipas para competir, mas sim para vencer, experiente, que defina um rumo, corajosa, com voz ativa e respeitada no futebol português, sem receber lições de ninguém, firme, coesa, com experiência a lidar com potenciais parceiros e investidores, que não encare o escrutínio como uma ameaça e que não tenha receio de auditar o passado para se construir um futuro”.

João Noronha Lopes foi parte integrante da direção eleita em 2000, liderada pelo antigo presidente Manuel Vilarinho, presente na apresentação da candidatura, tal como os ex-futebolistas Nuno Gomes e Vítor Paneira, que apoiam a candidatura.

O empresário, de 58 anos, perdeu a corrida à presidência para Luís Filipe Vieira, em 2020, recebendo 34,71% dos votos, contra 62,59% do antigo líder benfiquista. Rui Gomes da Silva, também candidato, obteve somente 1,64% nesse escrutínio.

Governo: Presidente aceita lista de 43 secretários de Estado proposta por Montenegro

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou esta quinta-feira lista de 43 secretários de Estado proposta pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para o XXV Governo Constitucional.

De acordo com uma nota publicada hoje à noite no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu do primeiro-ministro a proposta do conjunto de secretários de Estado, que aceitou.

O Presidente da República deu hoje posse ao primeiro-ministro e aos 16 ministros do XXV Governo Constitucional, o segundo executivo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro.

A posse dos secretários de Estado está marcada para sexta-feira, às 12:00, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.

Governo: “A estabilidade política é uma tarefa de todos”

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro defendeu hoje que “a estabilidade política é uma tarefa de todos”, agradeceu ao Presidente da República a cooperação impecável e prometeu diálogo e convergências com a oposição.

“É com enorme honra, acrescido sentido de responsabilidade e renovado empenho que assumo o compromisso de continuar a servir Portugal exercendo as funções de primeiro-ministro”, afirmou Luís Montenegro, no discurso de tomada de posse, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

Após o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro reiterou perante o Presidente da República, a “firme e leal cooperação institucional e colaboração produtiva”.

“Quero expressar-lhe o nosso reconhecimento pela forma impecável com que temos vindo a cooperar na defesa do interesse nacional, do prestígio das instituições e da coesão social do nosso país”, disse.

Sobre as eleições antecipadas de 18 de maio, Montenegro considerou que, “com a sua particular e profunda sabedoria, o povo falou e decidiu reforçar a confiança no projeto político” que lidera.

“Fê-lo atribuindo-nos uma maioria maior, com expressão significativa de representatividade face às segunda e terceira forças políticas. E fê-lo ao consagrar a coligação que lidero como a força político-partidária que mais aumentou a representação parlamentar”, vincou.

Montenegro disse receber essa confiança com “sentido de responsabilidade”, mas também disse ter ouvido e entendido “com humildade” a responsabilidade que os eleitores deram às oposições.

“E é com humildade que ouvimos e entendemos a confiança que foi endossada às oposições, que respeitaremos e escutaremos, procurando as convergências que as pessoas reclamam”, disse.

Para o primeiro-ministro, “a estabilidade política é uma tarefa de todos”.

“Todos assumiram salvaguardá-la para cumprir a vontade democrática e para responder aos anseios dos portugueses. A todos se exige lealdade, diálogo, maturidade e espírito construtivo. O país precisa de quem quer construir e não de quem só pensa em destruir”, avisou.

Citando Agustina Bessa-Luís, Montenegro frisou que “o país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo”.

Concentração de pólen no ar elevada em todo o continente e baixa na Madeira e Açores

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A concentração de pólen na atmosfera vai manter-se elevada no continente durante a próxima semana e com um valor baixo nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, segundo o Boletim Polínico hoje divulgado.

De acordo com previsões da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), a partir de sexta-feira e até 12 de julho, a concentração de pólen no ar será elevada em todos os distritos de Portugal continental, sobretudo para as árvores oliveira, pinheiro, bétula, sobreiro e carvalho e as ervas gramíneas, tanchagem, azeda, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

No distrito de Lisboa, as maiores concentrações de pólen são na capital e no concelho de Setúbal, para as mesmas árvores e ervas.

Em Évora (região do Alentejo), a concentração de pólen na atmosfera será igualmente elevada, mas para as árvores oliveira, pinheiro e sobreiro, mas mantendo-se as ervas gramíneas, azeda, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

Na Região Autónoma da Madeira, as previsões apontam para concentrações baixas de pólen na atmosfera, com destaque para as árvores cipreste, pinheiro, eucalipto e também das ervas gramíneas, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

Na Região Autónoma dos Açores, sobretudo em Ponta Delgada, a concentração de pólen na atmosfera será também e baixa, mas com destaque para as árvores cipreste (e/ou criptoméria) e pinheiro e das ervas gramíneas, tanchagem, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

Satisfação de médicos e enfermeiros aumenta quando são chefes e trabalham em exclusividade

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A satisfação dos médicos e enfermeiros dos setores público e privado aumenta quando ocupam cargos de chefia, são mais velhos, têm horários fixos e trabalham em exclusividade, revela um estudo nacional.

Trata-se do primeiro estudo nacional sobre a satisfação dos profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e no setor privado em Portugal e a retenção dos profissionais SNS, com dados relativos a 2024.

O estudo foi realizado pelo Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas (Planapp) em parceria com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa.

“De um modo geral, os resultados do estudo indicam que a satisfação global dos profissionais de saúde – médicos e enfermeiros – com a sua profissão é razoável a elevada, e talvez até superior ao que seria de esperar”, salienta o Planapp.

Os valores médios apurados, numa escala de 0 a 5, mostram que os médicos revelam maior satisfação no setor privado (3,69) do que no SNS (3,26), enquanto os enfermeiros apresentam níveis de satisfação ligeiramente superiores no SNS (3,29) comparativamente ao privado (3,19).

Os autores do estudo ressalvam, contudo, que não deve ser feita uma comparação direta entre os resultados dos dois setores, porque as amostras são diferentes: no SNS é representativa e no setor privado é de conveniência.

No SNS, o estudo revela que os médicos e os enfermeiros apresentam níveis moderados de satisfação global, mas com “sinais claros de insatisfação, sobretudo, mas não exclusivamente, em relação ao vencimento”.

Segundo o trabalho, que contou com o apoio do Plano De Recuperação e Resiliência (PRR), “fatores como condições de trabalho, relacionamento dos profissionais com equipas e acesso a recursos tecnológicos afetam significativamente a satisfação” dos profissionais.

“Tendencialmente, a satisfação aumenta à medida que os profissionais desempenham funções de chefia, são mais velhos, têm horários fixos e trabalham em exclusividade no SNS”, uma situação também verificada no setor privado.

Aponta também que os profissionais que trabalham em hospitais estão mais insatisfeitos comparativamente aos que trabalham nos cuidados de saúde primários.

Por região, a insatisfação é mais notória nas regiões do Algarve e de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto a maior satisfação regista-se na região do Alentejo.

Para os enfermeiros, há motivos específicos de satisfação e insatisfação que variam no território, embora a região Norte seja aquela em que a insatisfação é maior, refere o trabalho, apontando uma “associação evidente entre insatisfação e exaustão extrema (‘burnout’)” como também acontece no setor privado.

Nos dois setores, o ‘burnout’ é mais prevalente entre profissionais mais novos, com vários empregos, com turnos rotativos e com elevadas responsabilidades familiares.

“Existem motivos comuns a médicos/as e enfermeiros/as para justificar a intenção de permanecerem no atual local de trabalho (exemplo do salário, mas não se esgotando nele)”, sublinha.

Segundo o estudo, no setor privado, os perfis de satisfação dos profissionais de saúde “são mais homogéneos do que se detetou no SNS”.

Sobre a retenção dos profissionais, os dados revelam que, em termos gerais, os profissionais de saúde no SNS tendem a querer manter-se no atual local de trabalho.

No caso dos médicos, essa intenção é menor entre os internos (2,80) comparativamente aos especialistas (3,59).

Já nos enfermeiros, essa intenção é menor entre os profissionais com especialidade, mas que não exercem funções de especialista (3,23), e maior entre enfermeiros gestores (4,02).

Os médicos no setor privado manifestam com clareza a intenção de querer manter-se no local de trabalho (4,09) e os enfermeiros tendem a querer manter-se no local de trabalho (3,13).

Vitória histórica! Portugal está na final da Liga das Nações 2025

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foto: Arlindo Homem

A Seleção Nacional de Futebol conquistou, esta quarta-feira, 4 de junho, uma vitória épica sobre a Alemanha, por 2-1, na Allianz Arena, em Munique, garantindo o apuramento para a final da Liga das Nações 2025. Este triunfo marca o fim de uma longa espera de 40 anos sem vitórias em solo alemão.

A partida começou com um golo de Florian Wirtz para a Alemanha, validado pelo VAR. No entanto, a entrada de Vitinha no segundo tempo mudou o rumo do jogo. Em conjunto com Bernardo Silva e Francisco Conceição, revitalizou a equipa portuguesa. 

Conceição empatou com um impressionante remate de longa distância, e Cristiano Ronaldo selou a vitória com um golo de ponta de lança, após assistência de Nuno Mendes, numa jogada iniciada por Vitinha.

Portugal aguarda agora o vencedor da outra meia-final entre Espanha e França, marcada para amanhã, 5 de junho. 

A final da Liga das Nações 2025 será disputada no próximo domingo, 8 de junho, também na Allianz Arena, em Munique. 

Com este desempenho, a Seleção Nacional reforça a sua candidatura ao título, após já ter conquistado a competição em 2019.

INEM prepara cenários alternativos caso não entre em vigor em julho contrato de helicópteros

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foto: Luís André Diogo

O INEM garantiu na quinta-feira que tem cenários alternativos para a eventual impossibilidade de o contrato para os quatro helicópteros de emergência médica entrar em vigor em 01 de julho, por falta de visto do Tribunal de Contas.

“Estes cenários podem passar pelo recurso ao atual operador ou a outros que reúnam as condições exigidas pelo INEM”, explica o Instituto Nacional de Emergência Médica numa resposta à agência Lusa, na sequência do alerta do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) de que os helicópteros não estarem operacionais em julho.

O INEM recordou que o concurso público internacional para contratação do serviço de helicópteros de emergência médica do INEM foi adjudicado à empresa Gulf Med Aviation Services Limited no passado dia 26 de março de 2025, após procedimento conduzido pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

“O processo encontra-se em fase de fiscalização prévia pelo Tribunal de Contas, com vista à obtenção de visto, sem o qual o contrato não pode entrar em execução”, sublinha o INEM.

Em relação a eventuais penalidades, o INEM esclarece que “as mesmas serão aplicadas quando previstas contratualmente”.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) alertou hoje para o risco real dos quatro helicópteros do INEM não estarem operacionais a 01 de julho e exigiu “garantias imediatas” sobre aeronaves, pilotos e plano de transição.

“A menos de um mês do início do novo contrato de concessão do serviço de helicópteros de emergência médica, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil vem alertar publicamente para o risco real de o sistema não estar operacional a partir de 01 de julho de 2025”, salienta em comunicado.

Segundo o contrato celebrado entre o Estado, através do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), e a empresa GulfMed Aviation, deverão estar operacionais quatro helicópteros H145 D3 com tripulações certificadas, incluindo pilotos fluentes em português.

Porém, o SPAC diz ter “conhecimento de múltiplas falhas no cumprimento destes requisitos”.

“Queremos genuinamente estar enganados, mas os sinais indicam que nem os helicópteros foram entregues, nem os pilotos estão certificados para iniciar funções. A transição entre operadores está mal preparada — e quem corre risco é o cidadão que pode precisar de socorro”, alerta o presidente do SPAC, Hélder Santinhos, citado no comunicado.

O concurso público internacional para contratação do serviço de helicópteros de emergência médica do INEM foi adjudicado à empresa Gulf Med Aviation Services Limited, com sede em Malta, por cerca de 77,4 milhões de euros.

A empresa vai operar quatro helicópteros em regime de 24 horas, assegurando a emergência médica por via aérea até 2030.

A empresa vencedora tem até 01 de julho para colocar os helicópteros ao serviço do INEM.

Governo: Treze atuais ministros passam para novo executivo, que encolhe de 17 para 16 Ministérios

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro, vai manter no próximo Governo treze dos 17 ministros do executivo cessante, e o XXV Governo Constitucional terá 16 Ministérios, menos um do que o anterior.

Em relação ao executivo anterior, ficam de fora Pedro Duarte, até agora ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Reis, ministro da Economia, Margarida Blasco, ministra da Administração Interna, e Dalila Rodrigues, ministra da Cultura.

Montenegro aproveitou para fazer algumas alterações orgânicas, criando um novo Ministério, o da Reforma do Estado, mas cortando a Economia e a Cultura como pastas autónomas. A Economia passa estar associada à pasta da Coesão Territorial, enquanto a Cultura fica no mesmo Ministério que a Juventude e Desporto.

Mantêm-se os dois ministros de Estado: o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e o Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

Permanecem igualmente no executivo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, assim como Manuel Castro Almeida, agora ministro da Economia e da Coesão Territorial, o ministro da Defesa, Nuno Melo, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, o ministro da Educação, Ciência e Ensino Superior, Fernando Alexandre, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e Margarida Balseiro Lopes, agora como ministra da Cultura, Juventude e Desporto.

Gonçalo Matias é o novo ministro ajunto e da Reforma do Estado, Carlos Abreu Amorim sobe de secretário de Estado para ministro dos Assuntos Parlamentares, e Maria Lúcia Amaral é a nova ministra da Administração Interna.

Ucrânia: Putin diz ao Papa que quer solução diplomática e acusa Kiev de escalar conflito

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foto: Vatican Media

O Presidente russo, Vladimir Putin, transmitiu esta quarta-feira ao Papa Leão XIV querer alcançar a paz por meios “diplomáticos”, enquanto acusou a Ucrânia de procurar escalar as hostilidades.

“Vladimir Putin chamou a atenção para o facto de o regime de Kiev apostar na escalada do conflito e levar a cabo ações de sabotagem contra infraestruturas civis em território russo”, indicou o Kremlin (presidência russa) num comunicado, a propósito da conversa telefónica entre o líder russo e o chefe da Igreja Católica.

O Presidente russo “reafirmou o interesse em alcançar a paz por meios políticos e diplomáticos, salientando que, para chegar a uma resolução definitiva, justa e global da crise, era necessário eliminar as suas causas profundas”, acrescentou o Kremlin.

Após dois ciclos de negociações diretas entre russos e ucranianos em Istambul (Turquia), Moscovo continua a apresentar exigências maximalistas para pôr fim à sua ofensiva, incluindo a retirada das forças de Kiev de quatro regiões cuja anexação o Kremlin reivindica e a renúncia da Ucrânia em aderir à NATO.

Kiev, por seu lado, insiste num cessar-fogo incondicional que a Rússia recusa, considerando que permitiria às tropas ucranianas rearmarem-se com a ajuda ocidental.

A Ucrânia realizou nos últimos dias vários ataques em território russo, incluindo uma operação complexa com ‘drones’ que danificou ou destruiu vários aviões militares russos, incluindo bombardeamentos estratégicos.

Moscovo também acusa a Ucrânia de estar por trás das explosões que provocaram no fim de semana passado o colapso de duas pontes e o descarrilamento de três comboios, causando sete mortos e mais de uma centena de feridos, incluindo crianças.

A Ucrânia também reivindicou na terça-feira um ataque com explosivos contra a ponte da Crimeia, uma gigantesca obra rodoviária e ferroviária que liga a península anexada à Rússia.

Durante a sua conversa com o Papa Leão XIV, considerada “construtiva” pelo Kremlin, Putin criticou ainda a proibição, em 2024, pelas autoridades ucranianas, da Igreja Ortodoxa subordinada ao Patriarcado de Moscovo, que outrora contava com o maior número de fiéis na Ucrânia.

Apelou ao Vaticano para que “se empenhe mais ativamente em favor da liberdade de culto na Ucrânia”.

Nas últimas semanas, o Vaticano foi considerado um dos locais possíveis para negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, e Putin expressou hoje “gratidão” ao Papa “pela sua vontade de contribuir para a resolução” do conflito.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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