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Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Liga Nações: Marcelo realça vitória “saborosa” e diz que vai receber seleção em Belém

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Presidente da República considerou no domingo que a vitória de Portugal sobre Espanha foi “saborosa” e disse que vai receber nos próximos dias a seleção nacional no Palácio de Belém, após a conquista da Liga das Nações de futebol.

Em declarações à RTP3 em Munique, onde assistiu no estádio, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, à final da Liga das Nações, entre Portugal e Espanha, Marcelo Rebelo de Sousa confessou que “sofreu imenso” com o jogo e considerou que a vitória foi “muito saborosa”.

“Foi muito, muito dificil, muito emocionante e muito saboroso”, afirmou.

Antes de se dirigir ao balneário com Luís Montenegro para cumprimentarem os jogadores, Marcelo Rebelo de Sousa disse que lhes ia agradecer “em nome de Portugal”, considerando que a conquista da Liga das Nações é uma “grande alegria” para o país.

“É uma grande alegria para Portugal o espírito de equipa, a coragem, a determinação, a maturidade, a experiência, a resistência perante uma equipa muito jovem, rápida, difícil, teimosa… Foi muito saboroso. Nós vencemos tudo isso e somos, de facto, os melhores do mundo”, disse.

Questionado se tenciona receber a seleção nacional no Palácio de Belém nos próximos dias, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que “logo que seja possível”, mas frisou que não poderá ser na segunda ou na terça-feira, uma vez que estará em Lagos para participar nas comemorações do 10 de Junho.

“Mas logo que seja possível irei receber a equipa, e irei receber também os sub-17”, que conquistaram o Campeonato Europeu de Futebol, frisou.

A seleção portuguesa conquistou hoje pela segunda vez a Liga das Nações de futebol, ao bater na final a Espanha por 5-3 no desempate por grandes penalidades, após 2-2 no final do tempo regulamentar e prolongamento.

Na decisão por grandes penalidades, Gonçalo Ramos, Vitinha, Bruno Fernandes, Nuno Mendes e Rúben Neves converteram os pontapés que dispuseram, enquanto do lado espanhol Morata permitiu a defesa a Diogo Costa.

Durante os 90 minutos, a Espanha chegou ao intervalo a vencer já por 2-1, adiantando-se aos 21 minutos, por Zubimendi, e voltando para a frente do marcador com um golo de Oyarzabal, aos 45, a responder ao tento do empate de Nuno Mendes, aos 26.

Cristiano Ronaldo, aos 61 minutos, voltou a igualar a contenda, num golo que ditou o empate no tempo regulamentar e a decisão desta quarta edição da Liga das Nações no tempo extra e grandes penalidades, acabando favorável a Portugal, que repetiu o feito em 2019, quando venceu a primeira edição da prova.

Roland Garros: Carlos Alcaraz vence pelo segundo ano seguido em Paris

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O tenista espanhol Carlos Alcaraz conquistou este domingo pela segunda vez consecutiva Roland Garros, depois de derrotar o italiano Jannik Sinner, líder do ranking mundial, na final do torneio parisiense do Grand Slam.

Numa final entre os dois primeiros da hierarquia ATP, Alcaraz, segundo do mundo, superiorizou-se a Sinner, que tinha vencido os dois últimos ‘majors’ – Estados Unidos e Austrália –, por 4-6, 6-7 (4-7), 6-4, 7-6 (7-3) e 7-6 (10-2), em cinco horas e 29 minutos, na mais longa final de Roland Garros na Era Open.

Alcaraz, de 22 anos, conquistou o quinto ‘major’ da carreira, depois das vitórias em Roland Garros em 2024, em Wimbledon em 2023 e 2024 e no Open dos Estados Unidos em 2022.

Nações Unidas criam instrumento financeiro para desbloquear verbas para os oceanos

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Um conjunto de agências das Nações Unidas e vários parceiros apelou este domingo a novos investimentos nos oceanos, através do recém-criado One Ocean Finance, para desbloquear verbas destinadas à economia azul.

“Este processo de colaboração reunirá governos, instituições financeiras, indústrias do oceano, as Nações Unidas e a sociedade civil para moldar coletivamente um novo futuro financeiro para o oceano”, afirmou a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, no final do Fórum Financeiro da Economia Azul, que se realizou no Mónaco nas vésperas da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Oceano.

Segundo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovados pela ONU, deveriam ter sido investidos 175 mil milhões de dólares (153,5 mil milhões de euros) na sustentabilidade dos oceanos entre 2015 e 2019, mas o volume total foi de apenas 10 mil milhões (8,8 mil milhões de euros).

“Através do desenvolvimento do One Ocean Finance, o nosso objetivo é abordar décadas de subinvestimento crónico, consolidar esforços fragmentados e conceber um sistema que seja equitativo, ágil e que responda às necessidades das comunidades costeiras e dos ecossistemas marinhos”, referiu Inger Andersen, citada numa nota hoje divulgada.

A One Ocean Finance “procura mobilizar novas e diversas fontes de capital, especialmente de setores ligados ao oceano, e implementá-las através de instrumentos financeiros combinados que podem reduzir o risco de inovação e desbloquear o investimento privado”, refere a ONU, salientando que existirão garantias para projetos privados de sustentabilidade.

O projeto está também focado em investimentos na “resiliência costeira, especialmente para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e os países menos desenvolvidos”.

Segundo o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Achim Steiner, o oceano define o “clima, alimenta milhares de milhões de pessoas e impulsiona o comércio global, mas é subvalorizado, subfinanciado e sobre-explorado”.

Por isso, referiu, é necessário “redesenhar o financiamento dos oceanos – baseado na equidade, orientado pela ciência e impulsionado pelo potencial das indústrias dependentes dos oceanos”.

Quando estiver operacional, o mecanismo “irá obter a maior parte do seu capital das indústrias dependentes dos oceanos – como a navegação, o turismo, os portos, os cabos marítimos e os seguros – através de mecanismos como taxas de utilização, taxas de solidariedade, pagamentos de serviços ecossistémicos e modelos de preços dinâmicos”.

“As indústrias dependentes do oceano devem fazer parte da solução”, salientou Sanda Ojiambo, responsável do Pacto Global das Nações Unidas.

“O One Ocean Finance apresenta uma oportunidade de construir parcerias público-privadas mais fortes que aceleram as transições sustentáveis, dissociam o crescimento da degradação, alinham as práticas de negócios com a administração do oceano e desbloqueiam investimentos triplamente vencedores, para indústrias resilientes, comunidades costeiras prósperas e um oceano saudável”, concluiu o responsável.

O Fórum Financeiro da Economia Azul ocorreu entre sábado e hoje. A Conferência da ONU sobre o Oceano arranca na segunda-feira.

PM diz que aumento de investimento em Defesa não exige retificativo nem será à custa de serviços sociais

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse no domingo, na Alemanha, que o anunciado aumento de investimento em Defesa, para atingir a fasquia dos 2% do PIB, não implica um orçamento retificativo e não será feito à custa de serviços sociais.

“Não implica nenhum orçamento retificativo, deixo isso hoje muito claro. Nós vamos fazê-lo de acordo com as disponibilidades que estão no Ministério das Finanças e tencionamos, no próximo ano, aprovar um Orçamento do Estado que contemple também esse caminho”, declarou.

Montenegro falava à imprensa à margem de um encontro com a comunidade portuguesa em Estugarda, onde se deslocou hoje acompanhando o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para uma cerimónia de comemoração do Dia de Portugal, na véspera de ambos assistirem, em Munique, à final da Liga das Nações em futebol, que oporá as seleções portuguesa e espanhola.

Luís Montenegro, que, na quinta-feira, no seu discurso de tomada de posse, anunciou que Portugal vai antecipar o objetivo de atingir o investimento de 2% do PIB em Defesa “se possível já este ano”, reiterou hoje que o seu Governo não vai “retirar o esforço do lado da despesa com os serviços sociais”, nem “colocar em causa o equilíbrio das contas públicas”.

“Vamos gerir do ponto de vista financeiro o país de maneira a conciliar todos estes interesses”, declarou.

Sobre os alertas do Banco de Portugal, que, na sexta-feira, reviu em forte baixa a estimativa do crescimento da economia portuguesa este ano, de 2,3% para 1,6%, o chefe de Governo insistiu que “a situação económica de Portugal é boa, a situação financeira de Portugal é equilibrada”, embora admitindo que “os desafios são grandes”.

“Nós temos uma Europa com vários constrangimentos, nomeadamente porque o seu principal motor económico, que é precisamente a Alemanha, está hoje com a sua economia contraída. Mas nós temos a esperança de que a Alemanha vá dar a volta por cima e de que possamos, na Europa, construir um ciclo de crescimento económico duradouro, sólido, que possa depois fazer-se repercutir em todos os Estados-membros”, disse.

O primeiro-ministro reiterou que a Portugal cabe fazer o que lhe “compete” e “aproveitar todas as oportunidades”, observando que, “criando mais riqueza, é possível contrariar essas previsões que veem alguns sinais menos positivos”.

“Não é a primeira vez. Já no ano passado, o Banco de Portugal foi mais pessimista que o Governo e nós chegámos ao fim do ano e a meta da economia superou as expectativas de todos incluindo a nossa, do Governo, a meta do saldo orçamental superou todas as expectativas de todas as instituições, incluindo do próprio Governo, e nós fomos, no âmbito da OCDE, o país que teve o maior aumento de rendimento líquido nos trabalhadores”, afirmou.

“Quer isto dizer que nós somos imunes àquilo que são hoje as incertezas na Europa e no mundo? Claro que não somos. Quer isto dizer que não há muito trabalho a fazer? Claro que há muito trabalho a fazer. Somos otimistas, somos realistas, temos os pés bem assentes no chão”, concluiu.

A seu lado, Marcelo Rebelo de Sousa destacou o “condicionalismo externo, que mudou não só a política, mas mudou a economia”, referindo-se designadamente à entrada em funções da nova administração norte-americana liderada por Donald Trump e a ‘guerra comercial’ que iniciou com a imposição de tarifas.

“Mas aquilo que mais perturba a economia mundial nem é o nível das tarifas, é a imprevisibilidade. Esta indecisão criada que se passou nos últimos cinco meses a nível de posição americana tem atingido países europeus”, disse, reforçando que há coisas que é impossível controlar.

“Ninguém sabe qual é a próxima ideia do Presidente Trump em relação à Europa, nem sabe quando é que é e como é que é. E enquanto isso durar, isso obriga a um esforço duplo dos governos europeus”, apontou.

Politécnico de Leiria aposta no bem-estar dos profissionais com sessões de biodanza

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© IPLeiria

O Politécnico de Leiria está a disponibilizar sessões de biodanza para os seus trabalhadores, inseridas na política de bem-estar da instituição, de modo a contribuir para uma melhor colaboração e integração entre colegas e para redução de ‘stress’.

“Desde o final de 2022, procurámos desenvolver uma política de bem-estar e de saúde junto dos nossos colaboradores e da nossa comunidade e temos tido vários projetos, uns dirigidos mais aos estudantes e outros dirigidos aos colaboradores”, explicou à agência Lusa a pró-presidente Carolina Henriques.

Em fevereiro, o Politécnico de Leiria apostou no projeto “Biodanza na Academia” para os seus profissionais: “É um sistema de integração e de desenvolvimento humano, que procura que as pessoas se sintam bem através da música, que se encontrem, que se relacionem uns com os outros”.

As sessões realizam-se dentro do horário laboral e a participação é voluntária. As 20 vagas ficaram preenchidas com trabalhadores das cinco escolas do Politécnico de Leiria.

Carolina Henriques considerou que este projeto permite uma interação entre colegas, que poderia não acontecer no dia a dia.

“Temos mais de 1.500 colaboradores e, muitas vezes, não nos conhecemos. Através destes projetos, é uma forma de nos conhecermos melhor e de estarmos melhor local de trabalho”.

Os resultados começam a surgir meses depois da prática. A pró-presidente exemplificou com trabalhadores que “melhoram a sua mobilidade, sentem-se melhor e estão mais felizes”.

“As pessoas saem das sessões com uma energia muito diferente e temos os seus testemunhos que refletem isso. Dizem que a semana corre de maneira diferente”.

Lina Rosário, funcionária que aderiu à biodanza, adiantou à Lusa que o “Politécnico de Leiria tem uma constante preocupação com o bem-estar físico e mental dos seus colaboradores”.

“A biodanza foi uma surpresa, porque não é só uma prática de bem-estar, mas também uma proposta muito educativa no seu todo, que reconhece o ser humano na sua totalidade”, destacou.

A trabalhadora enumerou que esta prática trabalha a “emoção, o pensamento, a relação e a interação com os diversos colegas de outras escolas”.

“Há um bem-estar comum. Naquele momento, esquecemo-nos do nosso trabalho e deixamos os problemas de lado”, constatou Lina Rosário, ao referir que esta é uma mais-valia, num dia a dia de loucura.

“A biodanza desempenha um papel até, de certa forma, transformador”, assumiu, reconhecendo que o momento de partilha com o outro também reduz o ‘stress’ e a ansiedade.

“Acaba por nos deixar muito mais relaxados e aumenta um pouco o nosso sentimento de pertença e de uma certa autorregulação emocional. Hoje, privilegia-se muito a questão do ‘online’ e aqui temos o contacto com outro”, destacou.

As facilitadoras da Escola de Biodanza SRT do Algarve, Alexandra Lopes e Patrícia Anzini, confessam que as “sessões promovem momentos de partilha, expressão e conexão, convidando para um maior bem-estar, harmonia interna e consciência da sua relação consigo, com o outro e com o todo”.

Segundo explicaram à Lusa, estas aulas inserem-se num projeto de investigação que envolvem outras universidades, sendo apoiado pela Escola de Biodanza SRT do Algarve.

“Os ‘outputs’ recolhidos ao longo destas sessões por parte dos participantes e do Politécnico de Leiria serão materiais para a elaboração de um estudo para avaliação dos efeitos e benefícios da prática de biodanza em contexto universitário”.

Alexandra Lopes e Patrícia Anzini garantem que os efeitos da prática de biodanza “podem ser observados ao nível da redução do stress e aumento da energia vital e da motivação”.

Promove também o desenvolvimento da “criatividade, de competências intrapessoais (autoconhecimento, gestão emocional, autonomia) e interpessoais (escuta, cooperação, flexibilidade, empatia), fortalecendo vínculos e relacionamentos mais afetivos”.

Portugal vence Espanha nos penáltis e conquista Liga das Nações

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foto: Arlindo Homem

A seleção portuguesa conquistou hoje pela segunda vez a Liga das Nações de futebol, ao bater na final a Espanha por 5-3 no desempate por grandes penalidades, após 2-2 no final do tempo regulamentar e prolongamento.

Na decisão por grandes penalidades, Gonçalo Ramos, Vitinha, Bruno Fernandes, Nuno Mendes e Rúben Neves converteram os pontapés que dispuseram, enquanto do lado espanhol Morata permitiu a defesa a Diogo Costa.

Durante os 90 minutos, a Espanha chegou ao intervalo a vencer já por 2-1, adiantando-se aos 21 minutos, por Zubimendi, e voltando para a frente do marcador com um golo de Oyarzabal, aos 45, a responder ao tento do empate de Nuno Mendes, aos 26.

Cristiano Ronaldo, aos 61 minutos, voltou a igualar a contenda, num golo que ditou o empate no tempo regulamentar e a decisão desta quarta edição da Liga das Nações no tempo extra e grandes penalidades, acabando favorável a Portugal, que repetiu o feito em 2019, quando venceu a primeira edição da prova.

Entrevista: É preciso ter muito cuidado com a informação partilhada nos sistemas de IA

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O inspetor-chefe da Polícia Judiciária Luís Afonso aconselha a que se tenha muito cuidado com a informação partilhada nos sistemas de inteligência artificial (IA), adiantando que a polícia está a fazer um forte investimento nesta área.

“Eu daria como conselho muito cuidado com as informações” que se colocam nos sistemas de IA, “principalmente as informações pessoais”, disse em entrevista à Lusa o inspetor-chefe da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T).

Segundo Luís Afonso, “pessoas põem lá os seus extratos de conta bancária para fazer médias, para fazer análises” ou até os seus registos médicos “para ver se a inteligência artificial tem lá uma outra opinião diferente da do médico”.

“Tenham cuidado com isso, pelo menos saibam, pelo menos tenham consciência que uma vez colocado lá, para todo o sempre, estará lá”, adverte Luís Afonso, referindo que se desconhece o que vai ser feito com essa informação.

Existe o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), “mas é para os dados normais, para aquilo que até hoje estávamos habituados”, prossegue.

“Depois de pormos um dado num assistente de inteligência artificial, não sabemos o que é que fazem com eles, e a verdade é mesmo essa”, refere.

E no caso de modelos de IA onde as regras não são as mesmas da Europa ou dos Estados Unidos? “Se estivermos a pôr num país que talvez possa no futuro ser potencialmente hostil a nós, acho que ainda é mais arriscado, enquanto aqui na Europa, especialmente com os assistentes dos EUA, temos alguma confiança”, embora “claro que vão ser utilizados os dados”, diz.

“Agora quando estamos a dar exatamente a assistentes sediados na China, nós não fazemos a mínima ideia” de como é que esses dados vão ser utilizados, “mas vão ser utilizados, certamente”.

Até porque “é um manancial de informação enorme. Aliás, os próprios assistentes, a própria IA aprende com tudo o que nós colocamos lá, estão sempre a aprender”, reforça.

Contudo, estas ferramentas de IA estão “disponíveis para os dois lados”.

Por isso, Luís Afonso considera que se vai assistir a uma “corrida pela originalidade dos criminosos em arranjar novos ‘modus operandi'” e a PJ a “tentar seguir e descobrir”.

Com a IA, “uma das coisas que nós podemos tentar fazer é tentar prever o comportamento dos criminosos da mesma maneira que os criminosos poderão tentar prever a nossa reação”, sublinha.

“Vamos ter aqui uma corrida no futuro, isto parece que é daqui a muitos anos e quase ficção científica, mas não, o desenvolvimento da inteligência artificial está a uma velocidade enormíssima”, acrescenta o inspetor-chefe da UNC3T.

A velocidade é “brutal” e “vai estar nas nossas vidas muito rapidamente e nas vidas do mundo do crime de certeza absoluta”.

Quando à capacidade da PJ, garante que estão a ser formadas equipas, sem adiantar números, uma responsabilidade da Direção Nacional.

“Posso dizer que há um fortíssimo investimento”, salienta, afirmando-se surpreendido pela positiva e apontando que a hierarquia está sempre aberta a ouvir aqueles que estão no terreno e as suas sugestões, tal como o próprio ministério.

“Estamos a preparar, mas já está mesmo decidido, um fortíssimo investimento, já foram feitos alguns passos e um fortíssimo investimento nesta área. Vamos ter que formar mais pessoas, claro, como toda a sociedade, vai ter que haver um maior investimento pessoal e material”, salienta Luís Afonso.

“Temos expectativas que corra tudo bem […], acho que desta vez não vamos ficar atrás dos criminosos”, sublinha, referindo ter “a firme convicção” que esta “será uma das áreas de ponta dentro da polícia”.

Quanto às ‘deepfakes’, o inspetor-chefe salienta que hoje em dia é possível fazer filmes com IA com “qualidade extraordinária” e existem “ferramentas para detetar se aquela imagem é verdadeira ou não”.

Nesse sentido, vai haver “uma corrida de sistemas adversativos, enquanto um tenta fazer uma imagem mais perfeita, um filme mais perfeito e o outro tenta detetar o que é que está mal ali”.

Segundo o responsável, a IA “traz adesafios grandes na investigação da pornografia infantil porque existem métodos que, utilizados, poderão tornar muito mais difícil o rastreamento da pornografia infantil”.

Ao longo do tempo, “as autoridades a nível mundial desenvolveram métodos” que resultam em mais de 90% [dos casos] e a IA, “com ferramentas simples de utilizar, livremente disponíveis, consegue vir dar-nos muito mais trabalho e desfazer” alguma desta metodologia que já está desenvolvida há algum tempo e que tem dado “bons resultados”, remata.

Sismo de magnitude 6,5 abala centro da Colômbia

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DR

Um sismo de magnitude 6,5 atingiu hoje a Colômbia, segundo informação do Serviço Geológico Colombiano (SGC), não havendo até ao momento relato de vítimas ou danos materiais.

O abalo foi registado cerca das 08:08 horas locais (14:08 em Lisboa) e teve como epicentro uma área entre as zonas de Cundinamarca e Meta, no centro do país. Registou-se um novo abalo cerca de 10 minutos depois, de acordo com a informação disponível no site do SGC.

Inicialmente aquele serviço reportou que o primeiro abalo tinha tudo uma magnitude de 6,4, mas num segundo boletim especificou que foi de 6,5 e que ocorreu a pouca profundidade (menos de 30 quilómetros).

O sismo foi sentido com intensidade em grande parte da Colômbia, sobretudo na zona central, onde os edifícios tremeram durante vários segundos.

A hora a que ocorreu apanhou muitas pessoas ainda a dormir, com muitos colombianos a saírem para a rua em pijama e descalços, ao som das sirenes a alertar para a emergência.

Doze minutos após este primeiro abalo, às 08:20 locais (14:20 em Lisboa), registou-se uma réplica de magnitude 4,0, igualmente a uma profundidade inferior a 30 quilómetros.

Até ao momento não há informações sobre a existência de vítimas e danos, tendo a Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres informado que está a recolher informações junto dos departamentos municipais para apurar as consequências do sismo.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

Calema fazem história com concerto inesquecível no Estádio da Luz

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No dia 7 de junho de 2025, o Estádio da Luz, em Lisboa, foi palco de um momento histórico na música lusófona: os Calema tornaram-se os primeiros artistas de expressão portuguesa a esgotar este emblemático recinto em nome próprio .

Celebrando 15 anos de carreira, os irmãos António e Fradique Mendes Ferreira proporcionaram um espetáculo memorável, repleto de emoção, surpresas e convidados especiais .

A noite contou com atuações conjuntas com artistas de renome, como Anselmo Ralph, Dino D’Santiago, João Pedro Pais, Sara Correia, Dilsinho e Tayc, que se juntaram aos Calema para celebrar esta ocasião única .

O concerto marcou o encerramento da digressão “Tour 15 Anos”, que percorreu várias cidades em Portugal e no estrangeiro, consolidando a posição dos Calema como uma das duplas mais influentes da música lusófona .

Com uma mistura única de ritmos africanos e pop contemporâneo, os Calema emocionaram uma plateia de milhares de fãs, que cantaram em uníssono sucessos como “A Nossa Vez”, “Te Amo” e “Vai”.

Este concerto no Estádio da Luz ficará para sempre na memória de todos os presentes como uma celebração da música, da cultura e da união que os Calema representam.

Milhares de pessoas marcham em Lisboa pelos direitos LGBTI+ e contra o ódio

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Milhares de pessoas juntaram-se este sábado, em Lisboa, para marchar pelos direitos LGBTI+, nomeadamente viver em dignidade, afirmando ser um sinal de resistência face aos discursos de ódio que tentam normalizar-se.

Sob o mote “Nem mais um passo atrás!”, a 26.ª Marcha do Orgulho LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e outras identidades), em Lisboa, começou no Marquês de Pombal pouco depois das 17:00.

Os manifestantes marcharam ao som de tambores, enquanto se ouviam palavras de ordem, nomeadamente: “Aqui se vê a força LGBT”.

Vários membros da comunidade empunhavam cartazes, onde se podiam ler frases como: “Isto é amor em forma de protesto” ou “Ser quem sou não deveria ser um ato de coragem”.

“Quando se celebram 26 anos da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa e 50 das primeiras eleições livres em Portugal, não podemos ignorar que liberdades e democracias estão a ser atacadas […]. Uma parte significativa das pessoas (sobre)vive do seu trabalho, mas não tem o justo reconhecimento, nem qualquer garantia de uma vida digna”, lê-se no manifesto da marcha, com o título “Resistir e não só existir!”.

No documento, são criticadas as “iniciativas reacionárias” dos governos devido à “influência crescente da extrema-direita”, bem como o que dizem ser a ofensiva do governo da AD (Aliança Democrática) sobre a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, sublinhando que a educação sexual faz parte da formação mais básica e que a diversidade humana não pode ser negada.

O manifesto também aborda o conflito no Médio Oriente, classificando o que está a acontecer em Gaza como um genocídio “servido em direto” e como o “holocausto dos nossos dias”.

Por outro lado, fala de uma guerra em curso contra refugiados, migrantes e deslocados, da manutenção do racismo e do Mediterrâneo, onde referem estar sepultados os valores do humanismo europeu.

“Marchamos hoje por todos os direitos humanos, fazendo frente com todas as pessoas e comunidades visadas pela extrema-direita e pelas suas políticas. Marchamos hoje pela liberdade que estamos dispostes [palavra utilizada no documento para respeitar o género neutro] a defender na Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa e em todos os dias neste mundo”, acrescentou.

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