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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Jovens estudantes ciganos querem mais apoios e apostam em mudar mentalidades

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Estudantes de etnia cigana, reunidos na Figueira da Foz, defenderam a existência de mais apoios ao nível escolar e apostam em mudar mentalidades dentro da sua comunidade, para que mais jovens possam prosseguir os estudos académicos.

O III Encontro de Jovens Ciganos Estudantes e Famílias de Portugal, que hoje terminou naquela cidade litoral do distrito de Coimbra, incluiu três grupos de trabalho, ligados aos temas do sucesso escolar, identidade cigana e família e educação, cujas conclusões foram partilhadas no final da sessão.

Três jovens mulheres subiram ao palco do auditório municipal, para comunicarem com a assistência as reflexões do seu grupo, intitulado “Identidade Cigana – Orgulho e Representatividade”, ao nível dos problemas identificados e das soluções preconizadas.

Mariana Gil, aluna do 2.º ano de Comunicação Estratégica da Universidade Lusófona do Porto, defendeu, entre outras medidas, que a imprensa escrita portuguesa possa abrir espaço à opinião de pessoas de etnia cigana e propôs uma presença da comunidade nos meios digitais, através de estratégias de comunicação direta e regular com os mais novos.

A existência de bolsas de estudo na área das ciências sociais, o reconhecimento da história e cultura cigana nos programas escolares, um projeto editorial periódico “feito de e para ciganos”, ou a criação de uma associação de jovens estudantes ciganos em Portugal, embora admitindo que ser ativista “possa não interessar a toda a gente”, foram outras ideias avançadas.

Já o grupo que trabalhou estratégias relacionadas com o abandono escolar lembrou os desafios financeiros que pendem sobre muitas famílias, que “querem, mas não conseguem que os seus filhos estudem”, mas também a apelidada “desigualdade de género” entre homens e mulheres na comunidade cigana.

“As pessoas pensam que as raparigas têm de casar cedo e que estudar é uma perda de tempo”, disse uma das intervenientes, alegando que na comunidade cigana, genericamente, o estudo não é visto como um investimento no futuro das jovens.

Por outro lado, aludiram ao que chamaram “o efeito de contágio do bairro social” ou da família mais alargada na manutenção destas crenças que limitam a vida dos mais jovens, nomeadamente “o preconceito” de que “é feio uma menina estudar fora de um ambiente não cigano”.

Como soluções para mudar mentalidades, o grupo de trabalho enalteceu o envolvimento de alguns pais nessa tentativa e a assunção de uma estratégia que vise um maior apoio às associações ciganas, com a existência de mais mediadores comunitários e de mais mediadoras mulheres, também para se poderem identificar precocemente casos de eventual abandono escolar.

Já o grupo “Família e Educação – Construção de Pontes”, constituído maioritariamente por pais ciganos, lançou o mote: “Não pode haver escola sem família, nem família sem escola”.

Nos desafios, os pais dos jovens ciganos argumentaram que não existe uma pluralidade na educação nas escolas nacionais, já que os programas são dados “sem a participação da história cigana e de outras etnias” residentes em Portugal.

Aludiram ainda à literacia digital “muito deficitária” nas faixas etárias mais velhas e apelaram a que se acabe com a ‘guetização’ urbana das escolas, – isto é, que os alunos de famílias ciganas se possam espalhar por diversas escolas de uma dada malha urbana, não ficando concentrados num único estabelecimento de ensino da zona onde residem – para promover o pensamento crítico dos mais novos.

Os pais apontam como soluções para os problemas identificados a contínua aposta na mediação cultural dentro das escolas – que classificaram de importantíssima – e uma aposta na descodificação da linguagem burocrática do Estado, dando lugar a guiões para que as famílias possam entender melhor o que lhes é transmitido.

No final da sessão, Bruno Gonçalves, vice-presidente da Letras Nómadas – Associação de Investigação e Dinamização das Comunidades Ciganas, promotora do encontro financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, com o apoio do município da Figueira da Foz, enalteceu a coragem das jovens que foram a palco e destacou “o salto muito grande” entre as conclusões desta reunião e da primeira, realizada em 2014.

“Aqui foi referido, sem medos, que ainda há um longo caminho para fazer. Há comunidades e comunidades, as comunidades ciganas não são todas iguais, mas percebemos que isto é um retrato de que, em alguns territórios, as coisas estão a acontecer”, disse à agência Lusa o dirigente associativo.

Manifestando-se bastante feliz pelos jovens estudantes que já conseguiram vingar no ensino superior – 40 licenciados, 10 mestrados e a eventualidade de um primeiro estudante de doutoramento, até final do ano – vincou ser um sinal “de que em 10 anos houve uma grande mudança”.

Sporting vence na visita ao Benfica e empata final da Liga de futsal

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O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva do repórter fotográfico Davide Puglisi

O tetracampeão Sporting venceu hoje por 3-1 na visita ao Benfica, no segundo jogo da final dos play-offs da Liga portuguesa de futsal, e empatou a decisão, depois de os ‘encarnados’ terem ganho a primeira partida.

No Pavilhão Fidelidade, no Estádio da Luz, em Lisboa, o Benfica, campeão pela última vez em 2018/19 e que tinha vencido fora no primeiro encontro da final no desempate por penáltis, adiantou-se no marcador com um golo de Jacaré, logo aos três minutos, mas o Sporting deu a volta a com tentos de Rocha (07 minutos), Tomás Paçó (12) e Diogo Santos (33).

A final, disputada à melhor de cinco encontros, prossegue no domingo, pelas 19:00, no Pavilhão João Rocha, casa dos ‘leões’, e o quarto duelo será no pavilhão dos ‘encarnados’ na quarta-feira, pelas 20:00. Se necessário, o quinto jogo será disputado no recinto do Sporting, no dia 29 de junho (19:00).

Quatro dos seis detidos ligados a grupo neonazi ficam em prisão preventiva

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Quatro dos seis detidos por atividades terroristas e incitamento ao ódio, e que pertencem a grupo neonazi, ficaram na quarta-feira em prisão preventiva e aos outros dois foi aplicada a medida de coação de apresentações periódicas.

Um dos detidos que vai continuar em prisão preventiva, adiantou à Lusa fonte próxima do processo, é o polícia da PSP que estava em comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa e que foi identificado como sendo um dos membros do Movimento Armilar Lusitano (MAL), tal como os restantes cinco detidos na terça-feira.

Os seis detidos na terça-feira foram hoje presentes a juiz de instrução para primeiro interrogatório e para aplicação das respetivas medidas de coação. Em causa estão crimes e infrações relacionados com grupos e atividades terroristas, discriminação e incitamento ao ódio e à violência e posse de arma proibida.

No âmbito da operação “Desarme 3D”, adiantou a Polícia Judiciária (PJ) em comunicado, foi apreendido material explosivo de vários tipos, várias armas de fogo, algumas das quais produzidas através de impressão 3D, várias impressoras 3D, várias dezenas de munições, várias armas brancas e material informático, entre outros elementos de prova.

“A investigação resultou da deteção ‘online’ de indicadores de manifestações extremistas por parte de apologistas de ideologias nacionalistas e de extrema-direita radical e violenta, seguidores de um ideário antissistema e conspirativo, que incentivava à discriminação, ao ódio e à violência contra imigrantes e refugiados”, referiu a PJ.

De acordo com a PJ, o Movimento Armilar Lusitano pretendia constituir-se como um movimento político apoiado numa milícia armada.

Força Aérea envia F-16 para acompanhar avião civil com “potencial ameaça de bomba”

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A Força Aérea Portuguesa (FAP) ativou hoje de manhã dois aviões F-16 para acompanhar um avião civil que alertou para “potencial ameaça de bomba” a bordo quando voava sobre Portugal.

Em comunicado, a FAP avança que a parelha de alerta de F-16M foi ativada às 09:00 depois de um avião civil ter declarado “potencial ameaça de bomba a bordo quando cruzava espaço aéreo nacional” e pretender ser desviado para o Aeroporto de Faro.

A FAP indica que, para a missão, descolaram da Base Aérea N.º 5, em Monte Real, dois F-16M em alerta permanente.

“Já com os F-16M a realizarem o acompanhamento por forma a garantir a segurança e boa gestão do espaço aéreo nacional, a tripulação do avião civil decidiu continuar o voo até ao aeroporto de destino, fora de território nacional”, refere a Força Aérea, indicando que quando o avião civil abandonou a região de informação de voo nacional a responsabilidade transitou para Espanha e os F-16M entregaram missão e regressaram a Monte Real.

Fonte do setor disse à Lusa que o avião seguia para Lanzarote e já aterrou no aeroporto de destino.

A Força Aérea refere ainda que “garante um alerta permanente de F-16M para a defesa aérea nacional, respondendo a todas as situações de garantia da soberania nacional e da boa gestão e segurança do tráfego aéreo, em estrito cumprimento com as recomendações nacionais e internacionais”.

Ucrânia: Número de mortos nos ataques russos a Kiev sobe para 28

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foto ilustrativa: DR

O número de mortos no ataque russo a Kiev na noite de segunda-feira subiu para 28, anunciaram as autoridades ucranianas, o que o transforma num dos mais mortíferos, num só dia, na capital, desde o início da invasão russa.

“A esta hora, 28 residentes de Kiev foram confirmados como mortos”, escreveu nas redes sociais o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, acrescentando que as buscas ainda estavam a decorrer.

De acordo com os serviços de emergência ucranianos, 23 das 28 pessoas morreram no mesmo edifício de nove andares.

Mais de 130 pessoas ficaram feridas na capital.

Os jornalistas da agência de notícias francesa AFP viram socorristas com capacete a transportar vítimas em sacos para cadáveres. No local, escavadoras recolhiam os escombros.

Hoje de manhã, as autoridades ucranianas tinham informado que 21 pessoas tinham morrido em Kiev na sequência do ataque com centenas de mísseis e drones.

Na terça-feira, num encontro com o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, no âmbito da cimeira do G7, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou o ataque como “um dos piores” da Rússia contra a capital desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.

“É uma grande tragédia”, afirmou Zelensky, que também reiterou que a Ucrânia “está pronta para negociações de paz e um cessar-fogo sem condições”.

As estimativas provisórias de terça-feira apontavam para um número mínimo de 14 mortos.

Mais de 440 drones e 32 mísseis foram disparados durante o ataque, de acordo com o chefe de Estado.

Vinte e sete locais na capital foram visados, segundo o ministro do Interior ucraniano, Igor Klymenko.

Num ataque à cidade portuária de Odessa, no sul do país, duas pessoas morreram, 17 ficaram feridas e, nas regiões de Soumy (leste) e Kherson (sul), outras duas morreram, segundo as autoridades ucranianas.

As cidades ucranianas são alvo de ataques russos todas as noites, numa altura em que as negociações de cessar-fogo se encontram num impasse.

Por seu lado, o exército russo, que informou que cerca de 200 drones ucranianos tinham sido intercetados durante a noite, alegou, como faz após cada ataque em grande escala, que só tinha atingido infraestruturas militares na região de Kiev e em Zaporijjia (centro-leste da Ucrânia).

Tiroteio em bairro da Amadora faz seis feridos ligeiros

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Seis pessoas ficaram feridas, entre elas uma jovem de 15 anos, e um homem foi detido na sequência de um tiroteio ocorrido num bairro do concelho da Amadora, disse à agência Lusa fonte da PSP.

Em declarações à Lusa, o subintendente da Polícia de Segurança Pública (PSP) Sérgio Soares referiu que o tiroteio teve lugar no bairro Casal do Silva, pelas 15:00, tendo envolvido cerca de 40 pessoas.

“Quando chegámos ao bairro, verificámos que havia vários feridos, nomeadamente seis feridos ligeiros, alguns derivados de chumbos de caçadeira”, relatou.

Sérgio Soares explicou que dos seis feridos apenas dois, uma mulher de 40 anos e uma jovem de 15 anos, aceitaram receber assistência hospitalar.

A mulher de 40 anos ficou com escoriações no pescoço e a menor com ferimentos no braço direito, pernas, costas e cabeça.

No seguimento deste incidente, as autoridades identificaram e detiveram um homem, de 42 anos, que, segundo Sérgio Soares estava na posse de uma caçadeira, ainda carregada.

“Pensamos que pelo menos esta caçadeira que foi apreendida esteve envolvida nestes desacatos. Os factos foram, entretanto, comunicados ao Ministério Público e irá apurar-se se haverá mais armas envolvidas”, apontou.

O responsável da PSP ressalvou ainda que o ambiente no bairro ficou calmo após a intervenção policial.

Administração Trump elimina serviço de linha de socorro destinado a jovens LGBTQ+

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A linha nacional de vida, suicídio e crise dos Estados Unidos deixará de oferecer opções de apoio personalizadas a jovens e jovens adultos LGBT+ a 17 de julho, de acordo com anúncio da agência federal responsável pelo serviço.

A decisão antecipa a proposta de orçamento da administração Trump para 2026 de cortar o financiamento dos serviços para jovens e jovens adultos LGBT+ da linha de apoio, que nos Estados Unidos é 988, e está a fazer soar o alarme entre os defensores da causa LGBT+, durante o mês em que se celebra o orgulho LGBT+.

Dados federais mostram que o programa para jovens LGBT+ atendeu quase 1,3 milhão de chamadas desde que começou em setembro de 2022. Os serviços estavam acessíveis na opção “Pressione 3” no telefone ou respondendo “PRIDE” via texto.

A decisão foi tomada para “não isolar mais” os serviços e “focar no atendimento a todos os que buscam ajuda, incluindo aqueles anteriormente atendidos por meio da opção Press 3”, disse a Administração de Serviços de Abuso de Substâncias e Saúde Mental (SAMHSA, na sigla inglesa) do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, num comunicado datado de terça-feira no seu ‘site’ oficial.

A notícia do encerramento do serviço LGBT+ surge no momento em que o Supremo Tribunal dos EUA confirmou a proibição do Estado do Tennessee de prestar cuidados de afirmação do género a menores transexuais, na quarta-feira.

O Projeto Trevor disse ter recebido na terça-feira uma notificação oficial de que o programa estava a terminar. A organização sem fins lucrativos é um dos sete centros que prestam 988 serviços de apoio em situações de crise para pessoas LGBT+ e serve quase metade das pessoas que contactam a linha de apoio.

” A prevenção do suicídio tem a ver com as pessoas, não com a política”, afirmou Jaymes Black, Diretor Executivo do Projeto Trevor, numa declaração na quarta-feira. “A decisão da administração de remover um serviço bipartidário e baseado em provas que tem apoiado eficazmente um grupo de jovens de alto risco nos seus momentos mais negros é incompreensível”.

Na sua declaração sobre a decisão da linha de apoio 988, a SAMHSA referiu-se aos “serviços para jovens LGB+”.

Black considerou “insensível” a omissão do “T” que representa as pessoas transgénero.

“As pessoas transgénero nunca podem ser, e nunca serão, apagadas”, afirmou.

O Projeto Trevor continuará a prestar os seus serviços de apoio à saúde mental 24 horas por dia, 7 dias por semana, tal como outras organizações, e os líderes do 988 afirmam que a linha direta servirá qualquer pessoa que telefone com compaixão.

Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA disseram que houve 49.300 suicídios em 2023 – aproximadamente o nível mais alto da história do país, com base em dados preliminares.

Estudos têm demonstrado que os jovens LGBT+ correm maior risco de suicídio, incluindo uma análise de 2024 do CDC que concluiu que 26% dos estudantes transgénero e com questões de género tentaram o suicídio no ano passado. Este valor é comparado com 5% dos estudantes cisgénero do sexo masculino e 11% dos estudantes cisgénero do sexo feminino.

Os jovens transexuais inundaram as linhas diretas de crise com chamadas após a reeleição do Presidente Donald Trump.

Trump colocou os temas anti-transgénero no centro da sua campanha e, desde então, tem feito retroceder muitas proteções dos direitos civis e o acesso a cuidados de saúde que afirmam o género.

O subprograma específico da linha 988 para jovens LGBT+ custou 33 milhões de dólares (cerca de 28,7 milhões de euros) no ano fiscal de 2024, de acordo com SAMHSA, e em junho de 2025, mais de 33 milhões foram investidos nos serviços.

A proposta de orçamento de 2026 da administração Trump pedia para manter o orçamento total da linha 988 em 520 milhões de dólares, mesmo eliminando os serviços LGBT+, mantendo o mesmo valor orçamental, enquanto elimina os serviços LGBT+.

Detido suspeito de agressões físicas e psicológicas contra companheira em Bragança

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

Um homem, de 65 anos, foi detido pela GNR e ficou com pulseira eletrónica, por suspeitas de exercer violência psicológica e física contra a companheira, no concelho de Bragança, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o Comando Territorial de Bragança descreve que deteve, na segunda-feira, um homem de 65 anos por violência doméstica.

A investigação, levada a cabo pelo Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), permitiu perceber que o homem “exercia violência física e psicológica contra a vítima”, a companheira de 65 anos.

Dado cumprimento a um mandado de busca domiciliária, além de detido o suspeito foram apreendidas três armas de fogo e 138 munições.

Presente no Tribunal Judicial de Bragança, o suspeito ficou proibido de contactar a vítima, por qualquer meio ou através de interpostas pessoas, bem como de se aproximar da vítima, num raio de 300 metros, através de controlo por pulseira eletrónica.

Também está proibido de adquirir, deter, usar ou transportar qualquer tipo de arma.

A GNR recorda que a violência doméstica é um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva.

Ucrânia: Putin disponível para encontro com Zelensky no “final” de negociações de paz

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O Presidente russo, Vladimir Putin, manifestou esta quarta-feira disponibilidade para se reunir com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, mas apenas na fase final de conversações de paz bilaterais, atualmente paralisadas.

“Queremos também terminar [o conflito com a Ucrânia] o mais rapidamente possível”, disse Putin numa mesa redonda com editores de agências internacionais, no âmbito do Fórum Internacional de São Petersburgo.

Uma reunião com Zelensky é possível, mas apenas na “fase final” das negociações, sublinhou.

As cidades ucranianas têm sido alvo de ataques russos todas as noites, numa altura em que as negociações de cessar-fogo se encontram num impasse.

Na terça-feira, no âmbito da cimeira do G7, Volodymyr Zelensky denunciou o ataque como “um dos piores” da Rússia contra a capital desde o início da invasão, em 2022.

“É uma grande tragédia”, afirmou Zelensky, que também reiterou que a Ucrânia “está pronta para negociações de paz e um cessar-fogo sem condições”.

Sobre o rearmamento da NATO, desencadeado como resposta ao aumento da atividade militar russa, Putin afirmou que não representa uma “ameaça” para a Rússia, que tem as “capacidades de defesa” necessárias para a enfrentar.

“Não consideramos qualquer rearmamento da NATO uma ameaça para a Federação Russa, porque somos autossuficientes em questões de segurança”, disse Putin.

“Estamos constantemente a melhorar as nossas forças armadas e as nossas capacidades de defesa”, acrescentou.

“Se os países da NATO quiserem aumentar ainda mais o seu orçamento, isso é um problema deles, mas isso não beneficiará ninguém”, afirmou o líder do Kremlin, alertando para a criação de “riscos adicionais”.

Em relação a alegados planos do Kremlin para atacar um país membro da NATO, o Presidente russo disse serem “absurdos”.

“Todos nós compreendemos que isto é um disparate (…) O orçamento militar da NATO é de 1,3 biliões de dólares, mais do que o de todo o mundo combinado, incluindo a Rússia”, disse Putin.

O Presidente russo referiu-se ainda ao esperado fornecimento pela Alemanha de mísseis de longo alcance Taurus à Ucrânia, alertando que tal deterioraria completamente as relações entre Moscovo e Berlim.

“É sabido que isto não irá alterar a situação nas linhas da frente, mas irá certamente deteriorar as nossas relações” com a Alemanha, afirmou Putin.

O Presidente russo manifestou a sua disponibilidade para dialogar com o novo chanceler alemão, Friedrich Merz.

Se Merz “quiser ligar e falar, estamos sempre abertos a isso”, afirmou.

“Há um ano e meio ou dois, eram mantidas conversações regulares com o chanceler [Olaf] Scholz e outros líderes europeus. Mas, a dada altura, quando os nossos parceiros europeus decidiram infligir-nos uma derrota estratégica no campo de batalha, eles próprios decidiram interromper as comunicações”, disse.

“Estamos abertos a eles, já o disse muitas vezes”, adiantou.

Sobre a possibilidade de a Alemanha servir como um melhor mediador entre a Rússia e a Ucrânia do que os Estados Unidos, Putin disse “duvidar”, afirmando que “os mediadores devem ser neutros”.

“Quando vemos tanques Leopard alemães no campo de batalha, e agora ouvimos e vemos o debate sobre o fornecimento de Taurus alemães para atacar território russo, (…) isso levanta grandes dúvidas”, afirmou.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Forte estrondo e incêndio alertou passageiros para saírem do comboio acidentado no Fundão

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foto: Vigilantes da Estrada

Os passageiros que seguiam no comboio Intercidades que abalroou esta quarta-feira um camião na Linha da Beira Baixa, no Fundão, relataram à Lusa que sentiram um forte estrondo, antes de se aperceberem de um incêndio e abandonarem as carruagens.

Pouco depois de entrar no Fundão, Teresa Mira, de 65 anos, estava “nem há cinco minutos” no comboio quando ouviu “um estrondo e fumo grande”.

“O jovem que ia ao meu lado disse temos que sair, temos que sair, temos que sair”, contou à agência Lusa a passageira do Intercidades que a devia levar a Vila Franca de Xira (Lisboa).

O comboio, que partiu da Guarda com destino a Lisboa, circulava com 125 pessoas, entre passageiros e funcionários, quando colidiu pelas 20:00 desta quarta-feira com um veículo pesado na passagem de nível de Alpedrinha, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco.

Depois do embate, a viatura incendiou-se e o fogo alastrou-se a uma duas carruagens do comboio, de acordo com os relatos de passageiros e das autoridades no local, num incidente que causou quatro feridos ligeiros.

Teresa Mira contou ainda o susto enorme que apanhou com o incidente, acrescentando que a sua mala terá ardido, pois “seguia na primeira carruagem que ardeu”.

Também Rodrigo Bento, de 22 anos, estava numa das carruagens afetada pelo incêndio que mobilizou para o local quase duas centenas de operacionais na noite de hoje, tendo relatado um “tremer por todo o lado” e repetidos gritos de alerta para fogo.

“A reação foi ir para a porta e sair, inicialmente estavam trancadas, fizemos alguma força para as abrir. Uma das carruagens parecia estar toda sob fogo”, realçou o estudante de Ciências do Desporto na Universidade da Beira Interior, que seguia da Covilhã para o Entroncamento (Santarém).

Apesar de ter vivido a “viagem mais atribulada em quatro anos”, o estudante frisou ainda que voltou ao comboio para retirar todos os seus pertences.

Com o embate, começou na viatura um incêndio que se alastrou à quarta e quinta carruagens.

O comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, José Sousa, sublinhou que, devido aos poucos danos nas carruagens, foi possível aos passageiros abandonar o comboio e evitar uma tragédia.

“Partimos algumas janelas e através do exterior foi possível dominar o incêndio, mesmo contra as condições de segurança, que não existiam, por a catenária estar ainda em carga, só passado uma hora e 50 minutos, é que tivemos autorização para intervir em segurança”, contou ainda, sobre o combate ao fogo.

José Sousa destacou também que apesar de alguma ansiedade nos passageiros foi possível realizar a resposta adequada, elogiando a “articulação e mobilização” de meios de socorro e policiais de toda a região.

Também o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, destacou que, apesar do “aparato e grande violência” do acidente, evitou-se uma “tragédia maior”.

“A questão central foi não ter havido o descarrilamento do comboio, que podia resultar num grande numero de sinistrados. (…) Se tivesse ficado alguém preso também estaríamos a lamentar com outro nível de gravidade”, referiu.

De acordo com o mais recente balanço das autoridades no local, o acidente provocou quatro feridos ligeiros, transportados ao Hospital da Covilhã, e algumas pessoas foram assistidos no local, incluindo um bombeiro que combateu as chamas.

Paulo Fernandes destacou que a triagem foi realizada um a um entre os passageiros, e após recontagens descartou-se a existência de desaparecidos.

A vila de Alpedrinha registou hoje uma noite de muita agitação, com dezenas de veículos de socorro a circularem entre o centro da localidade e o local da colisão. Além disso, os passageiros faziam fila, uns com as suas bagagens, mas muitos sem elas, para entrarem em autocarros e seguirem as suas viagens após o susto.

A autarquia do Fundão disponibilizou autocarros para os passageiros que pretendiam regressar ao local de partida, enquanto a CP colocou à disposição autocarros para transportar pessoas para a Lardosa (Castelo Branco), onde podem apanhar um Intercidades e seguir o trajeto em direção a Lisboa.

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