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Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Pelo menos quatro feridos após abalroamento de camião por comboio no Fundão

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Pelo menos quatro pessoas sofreram hoje ferimentos ligeiros e seis foram assistidas após o abalroamento de um comboio Intercidades a um camião, na Linha da Beira Baixa, na Alpedrinha, concelho do Fundão, adiantaram fontes das forças de socorro.

Fonte do Comando Sub-regional das Beiras e Serra da Estrela indicou à Lusa, pelas 21:20, que até ao momento havia indicação de quatro feridos ligeiros, estando a ser efetuada ainda a triagem no local, onde se encontram mais de 160 operacionais.

O comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, José Sousa, referiu à Lusa que os quatro feridos ligeiros foram transportados para o hospital da Covilhã.

Foram também assistidas no local seis pessoas. No comboio estavam 84 passageiros, acrescentou.

O acidente, com alerta pelas 20:00, ocorreu na Alpedrinha, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco e levou ao corte da Linha da Beira Baixa.

O Comando Sub-regional das Beiras e Serra da Estrela, José Sousa, tinha referido antes que o acidente resultou do abalroamento de um comboio Intercidades a um camião de transporte de mercadorias e provocou um incêndio no veículo e em pelo menos duas composições do comboio.

José Sousa indicou ainda que o incêndio no local está controlado e a ser combatido pelos meios.

Pelas 21:30, estavam no local 167 operacionais, apoiados por 57 viaturas, de acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Municípios disponíveis para discutir revisão da lei eleitoral para as autarquias

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Luísa Salgueiro, garantiu que os municípios estão disponíveis para discutir a revisão da lei eleitoral para as autarquias, aguardando por uma proposta concreta do Governo.

“Este é um tema que já foi abordado sucessivas vezes pela Associação Nacional dos Municípios, que está, mais uma vez, na total disponibilidade e total interesse em voltar a discutir o assunto. Aguardamos que seja materializado”, destacou.

No final de uma reunião do conselho diretivo, que decorreu durante a manhã em Cantanhede, no distrito de Coimbra, Luísa Salgueiro indicou que o programa do Governo, entregue na Assembleia da República no sábado, tem “apenas duas linhas” sobre a pretensão da revisão da lei que regula a eleição dos titulares dos órgãos das autarquias locais.

“O programa do Governo tem duas linhas sobre isto, que são muito genéricas. Portanto, é preciso que seja apresentada uma proposta, que só será eficaz no próximo mandato. Já não é para estas eleições, mas para as próximas”, acrescentou.

À agência Lusa, a também presidente da Câmara Municipal de Matosinhos apontou ainda que a ANMP irá ouvir os seus membros a este propósito no próximo congresso, que deverá acontecer no final do ano.

“Ouvirá os seus membros para ter uma opinião mais formada. Portanto, aguardamos que seja apresentada, materializada, e, tal como já fizemos em ocasiões anteriores, em que esse assunto foi trazido para a agenda política, a Associação dará o seu parecer escudado na opinião dos seus membros, que ouvirá oportunamente”, concluiu.

Agente da PSP acusado do homicídio de Odair Moniz começa a ser julgado a 15 de outubro

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O julgamento do agente da PSP suspeito do homicídio de Odair Moniz, na Cova da Moura, em outubro do ano passado, vai começar no dia 15 de outubro, no tribunal de Sintra.

De acordo com o despacho a que a Lusa teve acesso, serão ouvidas cinco testemunhas logo na primeira sessão e estão agendadas outras 15 testemunhas para a segunda sessão, marcada para o dia 22 de outubro.

O agente da PSP, que começou a carreira em 2022, está acusado do crime de homicídio e encontra-se, neste momento, suspenso de funções, por determinação da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

Odair Moniz morreu na Cova da Moura, vítima de dois tiros disparados pelo agente da PSP a 21 de outubro de 2024. Segundo a acusação, o cabo-verdiano de 43 anos residente no Bairro do Zambujal tentou fugir da PSP e resistir à detenção, mas não se verificou qualquer ameaça com recurso a arma branca, contrariando o comunicado oficial divulgado pela Direção Nacional da PSP, segundo o qual o homem teria “resistido à detenção” e tentado agredir os agentes “com recurso a arma branca”.

Em relação aos tiros, o primeiro terá sido disparado a uma distância entre os 20 e os 50 centímetros e atingiu a zona do tórax. Nessa altura, Odair ainda “permaneceu em pé”, mas o agente da PSP disparou uma segunda vez, já a uma distância entre os 75 centímetros e um metro, atingindo a zona da virilha.

Para o Ministério Público, o agente acusado de homicídio “sabia que a conduta de disparar, por duas vezes, a curta distância do corpo de Odair era apta a atingir o corpo deste”. “Apesar de tal conhecimento, o arguido, com o propósito de afastar Odair Moniz de si e poder imobilizá-lo, quis atingir com dois projéteis o corpo deste”, acrescentou a procuradora responsável pelo inquérito Patrícia Agostinho.

Apagão: Renováveis congratulam-se com conclusões de investigação e pedem investimentos

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As empresas de energia renovável de Portugal, Espanha e outros países congratularam-se na terça-feira com as conclusões da investigação espanhola às causas do apagão de abril na Península Ibérica e apelaram a mais investimentos nas redes elétricas e baterias.

“Sejamos claros: a energia solar fotovoltaica não foi a causa do apagão”, lê-se num comunicado conjunto de diversas associações, nomeadamente, a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), a União Espanhola Fotovoltaica (UNEF), a SolarPower Europe, a Global Solar Council e a Global Renewables Alliance.

O comunicado surge depois de o Governo de Espanha ter apresentado hoje as conclusões da comissão de investigação que constituiu para apurar as causas do apagão de 28 de abril, que afetou toda a Península Ibérica.

Segundo o Governo espanhol, o apagão deveu-se a uma “combinação de fatores” que causaram elevada sobrecarga de tensão na rede elétrica espanhola que o sistema foi incapaz de controlar ou absorver, apesar de haver infraestrutura suficiente de resposta.

O executivo atribuiu responsabilidades a uma “má planificação” por parte da operadora da rede espanhola (a empresa Red Eléctrica – REE) e a falhas na resposta a que estavam obrigadas empresas produtoras de energia em Espanha, com suspeitas de incumprimento dos protocolos previstos para situações de sobrecarga de tensão.

“A investigação confirma que a gestão de um sistema elétrico é uma tarefa complexa e multifacetada” e “o apagão ibérico deve ser um momento de aprendizagem”, lê-se no comunicado divulgado hoje pelas associações do setor das energias renováveis, que realçam que “a energia solar fotovoltaica já tem a capacidade de controlar a tensão, mas a regulamentação não permitiu a sua aplicação” neste caso.

Para estas entidades, o apagão e as conclusões do relatório hoje conhecidas são assim “um apelo para um investimento acelerado na resiliência da rede e na flexibilidade do sistema”, em especial na tecnologia “grid-forming” e em baterias de armazenamento.

“Estas tecnologias já estão disponíveis e são fundamentais para suportar níveis de tensão estáveis, gerir a variabilidade e garantir a segurança energética com base em energias renováveis”, lê-se no mesmo comunicado.

As associações realçam ainda que “a energia solar é a tecnologia energética que regista o crescimento mais rápido de sempre” e “é a fonte de energia mais barata na maior parte do mundo e oferece uma tábua de salvação à indústria europeia e mundial que enfrenta custos de energia estruturalmente elevados”, além de garantir “segurança energética”, por não ser “um gasoduto que se pode fechar”.

As conclusões da investigação à causa do apagão de 28 de abril foram apresentadas hoje pela ministra da Transição Ecológica de Espanha, Sara Aagesen, numa conferência de imprensa em Madrid.

Governo: Castro Almeida assume compromisso de crescer “acima da média europeia” apesar das dificuldades

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou que o “compromisso inequívoco” do Governo é crescer “de forma sustentada acima da média europeia”, admitindo dificuldades perante as incertezas globais.

“A economia é feita de ciclos e o ciclo que estamos a viver não é particularmente esperançoso à escala global. Portugal não ficará imune às consequências das guerras nem aos sobressaltos do regime tarifário americano”, admitiu Manuel Castro Almeida, no debate do programa do XXV Governo Constitucional.

No entanto, o ministro, que ganhou a pasta da Economia em relação ao anterior executivo, defendeu que as dificuldades não podem ser “desculpa para a inação” ou “ficar paralisado perante a incerteza”.

“Temos de fazer a nossa obrigação, com os meios à nossa disposição, para apoiar as empresas. Quanto maiores forem as dificuldades, maior tem de ser a nossa determinação em as ultrapassar. O nosso compromisso é inequívoco: crescer de forma sustentada acima da média europeia, a caminho da convergência”, assegurou.

Câmara dos Comuns britânica aprova despenalização do aborto em Inglaterra e Gales

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A Câmara dos Comuns britânica aprovou uma emenda legislativa que despenaliza o aborto na Inglaterra e País de Gales, e que impedirá processos judiciais contra mulheres por interrupção da gravidez, quando aprovada na câmara alta parlamentar.

A emenda aprovada pela câmara de representantes eleitos do parlamento britânico, que seguirá agora para a Câmara dos Lodres, enquadra-se num projeto de lei criminal mais amplo que impede a punição criminal de mulheres por suspeita de abortos ilegais.

Ao abrigo da legislação atual no Reino Unido, os médicos podem realizar abortos legalmente em Inglaterra, Escócia e País de Gales até às 24 semanas, e também em circunstâncias especiais, como quando a vida da mãe está em perigo.

As alterações à lei implementadas durante a pandemia de Covid-19 permitem que as mulheres recebam pílulas abortivas pelo correio e interrompam as suas próprias gravidezes em casa nas primeiras 10 semanas.

Isto levou a uma série de casos amplamente divulgados em que as mulheres foram processadas por obterem pílulas abortivas ilegalmente e por as utilizarem para interromper gravidezes após 24 semanas ou mais.

A deputada trabalhista Tonia Antoniazzi, que apresentou uma das emendas, disse que a mudança era necessária porque nos últimos cinco anos a polícia investigou mais de 100 mulheres por suspeitas de abortos ilegais, incluindo algumas que sofreram abortos espontâneos e nados-mortos.

“Esta legislação só vai tirar as mulheres do sistema de justiça criminal porque são vulneráveis e precisam da nossa ajuda”, disse a deputada trabalhista.

“A que interesse público serve isto? Isto não é justiça, é crueldade e tem de acabar”, adiantou Tonia Antoniazzi.

A emenda foi aprovada por 379 votos a favor (137 contra).

A Câmara dos Comuns tem agora de aprovar o projeto de lei criminal, o que é esperado.

A aprovação na Câmara dos Lordes poderá ser adiada, mas não bloqueada.

Os grupos antiaborto opuseram-se às medidas, argumentando que abririam as portas ao aborto a pedido em qualquer fase da gravidez.

“Os bebés em gestação perderão toda a proteção restante, e as mulheres ficarão à mercê dos agressores”, disse Alithea Williams, gestora de políticas públicas da Sociedade para a Proteção das Crianças em Nascimento, maior grupo de campanha pró-vida do Reino Unido.

O aborto na Irlanda do Norte foi despenalizado em 2019.

Portugal cai no ‘ranking’ da competitividade mas fica à frente de Espanha e Itália

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Portugal caiu uma posição para o 37.º lugar no ‘ranking’ de competitividade mundial do IMD 2025, à frente de países como Espanha ou Itália, destacando-se pelas suas infraestruturas e eficiência governativa, mas com desafios, foi anunciado.

“Portugal, 37.º do ‘ranking’ mundial, destaca-se nas infraestruturas e eficiência governativa, apesar dos desafios empresariais e económicos”, indicou, em comunicado, a Porto Business School (PBS).

De acordo com os dados hoje divulgados pelo IMD – Institute for Management Development, em parceria com a PBS, Portugal caiu uma posição neste ‘ranking’ (avaliação), permanecendo à frente de países como Espanha (39.º) ou Itália (43.º).

O ‘ranking’, que avalia 69 economias, é liderado pela Suíça, seguida por Singapura e Hong Kong.

Só no que diz respeito às infraestruturas, Portugal ocupa o 25.º lugar, o melhor desempenho do país entre os fatores que foram analisados nesta avaliação.

Para isto, contribuiu a manutenção dos resultados na educação (21.º), beneficiando da “otimização nas infraestruturas básicas e científicas”.

No sentido oposto, Portugal está em 61.º lugar no que diz respeito ao desperdício alimentar e 56.º no rácio de dependência.

Em termos de eficiência governativa, Portugal subiu seis posições, fixando-se agora no 35.º lugar, com progressos em fatores como finanças públicas, política fiscal, quadro institucional e legislação empresarial.

“O país destaca-se pela confiança dos investidores estrangeiros e por ter um governo livremente eleito (ambos 1.º lugar do ranking). Como fragilidades, persistem a carga elevada de impostos reais sobre as pessoas (66.º) e o sistema de justiça (59.º)”, acrescentou.

No que se refere à eficiência empresarial e também ao desempenho económico, Portugal baixou da 39.ª para a 42.ª posição.

Esta avaliação também apontou os principais fatores que tornam Portugal atrativo para o investimento, onde se inclui a disponibilidade de mão-de-obra qualificada, a fiabilidade das infraestruturas, os custos competitivos e o elevado nível educacional da população, enquanto a política fiscal aparece como o fator menos atrativo.

O IMD e a PBS identificaram igualmente desafios estratégicos para Portugal, como a necessidade de diversificar a economia, reduzindo a dependência do turismo, o reforço da educação em áreas como tecnologias digitais, gestão e transição verde, a reforma dos serviços públicos e a revisão das leis de falência e reestruturação empresarial.

Governo: Executivo quer estratégia nacional para combater divulgação de conteúdos violentos no espaço digital

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O Governo quer adotar uma estratégia nacional para combater a divulgação de conteúdos violentos no espaço digital e recuperar o programa de vigilantes nas escolas, especialmente onde se verifiquem maiores índices de violência.

No programa do Governo esta segunda-feira entregue na Assembleia da República, o executivo liderado por Luís Montenegro tem como prioridade a “redução da delinquência juvenil e grupal”, pretendendo para tal rever a estratégia de prevenção da criminalidade juvenil, grupal e no âmbito do desporto e reforçar o programa Escola Segura.

No âmbito da Escola Segura, o Governo compromete-se com um “maior envolvimento de interlocutores locais e em parceria com as autarquias locais” e com uma “maior especialização” dos polícias deste programa” em áreas da delinquência e criminalidade juvenil e grupal, consumo de droga em idade juvenil, criminalidade as¬sociada às redes sociais e ao ciberespaço, violência no namoro e bullying.

De acordo com o programa, o Governo quer também “reforçar os meios humanos e materiais do programa Escola Segura da PSP e GNR, bem como recuperar o programa de vigilantes nas escolas, especialmente naquelas onde se verifiquem maiores índices de violência”.

Outras das medidas do programa do Governo são a “dinamização da comissão de análise integrada da delinquência juvenil e da criminalidade violenta” e a “adoção de uma estratégia nacional para o combate à disseminação de conteúdos violentos no espaço digital”.

O executivo pretende ainda “promover o programa de voluntariado cívico ‘Jovens pela Segurança’ acompanhado pelas forças de segurança por forma a prevenir a delin-quência juvenil”.

O Programa do XXV Governo Constitucional, saído das legislativas de 18 de maio ganhas pela coligação AD (PSD/CDS), foi entregue hoje na Assembleia da República, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.

O documento foi aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira e será discutido na Assembleia da República na terça e quarta-feira.

Vagas de emprego recuam na zona euro e UE no 1.º trimestre

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A taxa de vagas de emprego recuou, no primeiro trimestre, para os 2,4% na zona euro e os 2,2% na União Europeia (UE), segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

Na área do euro, de acordo com os dados do serviço estatístico europeu, a taxa de vagas de emprego diminuiu, para os 2,4%, quer face aos 2,5% dos primeiros três meses de 2024, quer aos 2,9% do quarto trimestre de 2024.

Na UE, a taxa de vagas de emprego abrandou quer na comparação com os 2,6% no período homólogo, quer na comparação com os 2,3% no trimestre anterior.

De acordo com o serviço de estatísticas europeu, as taxas de vagas de emprego mais elevadas no primeiro trimestre de 2025 foram registadas nos Países Baixos (4,2%) e na Bélgica (4,1%), seguidos da Áustria (3,6%).

As taxas mais baixas foram observadas na Roménia (0,6%) e na Polónia (0,8%), seguidas da Bulgária e da Espanha (0,9% cada).

Na variação homóloga, o indicador aumentou em cinco Estados-membros, manteve-se estável em dois e diminuiu em 20.

Os maiores aumentos foram registados na Lituânia (0,2 pontos percentuais – p.p.), seguida da Bulgária, Dinamarca, Irlanda e Portugal (0,1 p.p, cada).

As maiores descidas foram registadas na Grécia e na Áustria (ambas -0,9 p.p.), seguidas da Alemanha e da Suécia (ambas -0,8 p.p.).

Temperaturas elevadas em Portugal a partir de segunda-feira e DGS deixa alertas

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O território nacional vai ser afetado, a partir de segunda-feira, por temperaturas a ultrapassar, em algumas regiões, os 40 graus, com a Direção-Geral da Saúde a deixar uma série e recomendações à população.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou uma grande parte do país, na segunda-feira, sob aviso amarelo, devido à “persistência de valores elevados da temperatura máxima”, alargando-o, na terça-feira, ao território nacional continental.

Na segunda-feira, vão estar sob aviso amarelo os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Faro, Vila Real, Setúbal, Santarém, Lisboa, Beja, Castelo Branco e Portalegre. Em Beja, as temperaturas chegam aos 40 graus.

Na terça-feira, juntam-se a estes distritos Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga. Neste dia, a temperatura máxima, em Santarém, vai ser de 43 graus.

As mínimas vão rondar os 20 graus na maioria do território.

Numa nota, a Direção-Geral da Saúde (DGS) deu conta da situação e deixou várias recomendações para lidar com o calor, aconselhando a “beber água, mesmo quando não tem sede, evitando o consumo de bebidas alcoólicas” e a tentar permanecer “em ambientes frescos ou climatizados, com sombras e circulação de ar, pelo menos duas a três horas por dia”.

A DGS apelou ainda para que seja evitada “a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas” e que seja usado protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renovada a aplicação de duas em duas horas e após banhos na praia ou piscina.

De acordo com a DGS, devem ser utilizadas “roupas de cor clara, leves e largas, que cubram a maior parte do corpo, chapéu e óculos de sol com proteção ultravioleta” e evitadas “atividades no exterior que exijam grandes esforços físicos”, como desportivas e de lazer.

A DGS disse ainda que deviam ser escolhidas “as horas de menor calor para viajar de carro” e evitar permanecer em viaturas estacionadas e expostas ao sol.

Por outro lado, indicou, deve ser dada “atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, tais como crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas, trabalhadores com atividade no exterior” e ser assegurado que “as crianças bebem água frequentemente e permanecem em ambientes frescos e arejados”.

Segundo a DGS, “as crianças com menos de 6 meses não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta”.

A entidade pediu ainda que se contactem e acompanhem “os idosos e outras pessoas que vivam isoladas, assegurando a sua correta hidratação e permanência em ambientes frescos e arejados” e apelou para que a população se mantenha informada “relativamente às condições climatéricas, para poder adotar os cuidados necessários”.

“Em caso de emergência, e se apresentar sinais de alerta (tais como suores intensos, febre, vómitos/náuseas ou pulsação acelerada/fraca), contactar o SNS 24 através do número 808 24 24 24, ou ligar para número europeu de emergência 112”, rematou.

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