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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Circulação na linha da Beira Baixa deve ser retomada na manhã de sexta-feira

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A Linha da Beira Baixa, no Fundão, encerrada desde quarta-feira devido a um acidente, deverá reabrir na manhã desta sexta-feira, disse fonte da Infraestruturas de Portugal (IP).

A linha está interrompida desde a noite de quarta-feira na sequência de um abalroamento de um comboio Intercidades a um camião, na passagem de nível de Alpedrinha, concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco.

Segundo a fonte da IP, os trabalhos de reparação da linha, junto ao apeadeiro de Alpedrinha, continuam a decorrer.

A reparação da via e ao nível da sinalização está praticamente concluída mas, segundo a fonte, “face à grande extensão dos danos verificados”, as intervenções na catenária vão ainda decorrer nas próximas horas.

“Estimamos que, no decorrer desta noite, seja possível a sua conclusão, procurando assegurar a reposição das condições de circulação neste troço ao início da manhã”, precisou.

Pelo menos quatro pessoas sofreram ferimentos ligeiros e seis foram assistidas após o abalroamento. O acidente ocorreu pelas 20:00 de quarta-feira.

O Intercidades, que partiu da Guarda com destino a Lisboa, circulava com 118 passageiros, referiu a CP – Comboios de Portugal em comunicado.

De acordo com a CP, o comboio colidiu com um veículo pesado na passagem de nível de Alpedrinha e, depois do embate, a viatura incendiou-se, tendo o fogo alastrado a uma das carruagens.

Fonte do Comando Sub-regional das Beiras e Serra da Estrela destacou, pelas 22:00, que o fogo estava já controlado.

Novos Tempos: Os pobres não podem esperar

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

No dia 13 de junho de 2025, o Papa Leão XIV publicou a sua mensagem para o 9.º Dia Mundial dos Pobres que se vai realizar a 16 de novembro. O Santo Padre refere que «os pobres não são um passatempo para a Igreja, mas sim os irmãos e irmãs mais amados, porque cada um deles, com a sua existência e também com as palavras e a sabedoria que trazem consigo, levam-nos a tocar com as mãos a verdade do Evangelho.» Recorda a todas as comunidades cristãs que «os pobres estão no centro de toda a ação pastoral.»

Muitos poderão escudar-se nas palavras do próprio Jesus Cristo, no evangelho segundo São João: «De facto, os pobres sempre os tendes convosco…» (Jo 12, 8a), justificando a fatalidade da pobreza e que nunca a conseguiremos eliminar. Mas tal não é verdade! Temos de reduzir a pobreza e os seus números alarmantes o máximo que conseguirmos, seja pela justa distribuição da riqueza, através de salários justos e apoios estatais; seja pela promoção social e pela educação, quebrando os seus ciclos de transmissão geracional.

Em Portugal, temos números chocantes de pobreza, para um país europeu. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, em 2024, 19,7% da população portuguesa vivia em risco de pobreza ou de exclusão social. Ou seja, quase dois milhões de portugueses não têm o suficiente para viver com dignidade. Não podemos ficar indiferentes e calados.

Há que voltar a reinflamar os corações com as palavras do Padre Américo, fundador da Obra da Rua. Ele escrevia nas páginas do seu livro Pão dos Pobres: «o grande remédio é escolher dos mais pobres entre os Pobres; dos mais enxovalhados entre os sujos; dos mais desprezíveis entre os desprezados. É levar de entre doentes os de maior gravidade, de entre famintos os que passam mais fome e os de mais vícios entre os viciados. Aplicar o remédio conforme o doente e na medida das feridas de cada um; cuidar de todos eles com intenção muito recta e muito silenciosa.» Mas não ficou só pelas palavras. Criou o Património dos Pobres, em que cada comunidade construía casas para os mais desfavorecidos; o Calvário para os doentes terminais ou desamparados e o Gaiato para as crianças órfãs ou abandonadas.

Recordo a minha catequista da primeira comunhão que me falava dos tempos em que o Padre Américo ia de capa negra traçada, pregar ao púlpito da Igreja do Bonfim, apelando à generosidade dos fiéis. Ele levava sempre dois rapazes da sua obra com ele. A minha catequista dizia-me que tal era o fervor daquele padre que as pessoas esvaziavam as carteiras na saca das esmolas dos gaiatos e as senhoras tiravam as suas joias e davam-nas para ajudar os mais pobres.

Temos de repetir as palavras de D. António Francisco dos Santos, que na sua primeira homilia como Bispo do Porto, em abril de 2014, dizia: “Sejamos ousados, criativos e decididos. Sobretudo onde estiverem em causa os frágeis, os pobres e os que sofrem. Os pobres não podem esperar.”

Quem vive na pobreza não pode esperar. Os pobres existem e são pessoas que merecem toda a nossa atenção e cuidado. Se cada comunidade, bairro ou freguesia estiver atenta àqueles que passam privações e reagir, prestando auxílio e resolvendo as situações mais urgentes, o mundo começa a mudar a partir de nós e da nossa proximidade.

Não podemos esperar que o Estado faça tudo. Temos é de exigir aos órgãos estatais, desde as autarquias ao governo, que apoiem quem está no terreno e conhece a realidade. Como se podem fazer festas, festivais e procissões monumentais quando há irmãos nas nossas terras que contam os cêntimos para viver e têm de escolher entre comer ou tomar medicação, entre alimentar-se ou passar frio ou calor extremos. Temos de pedir às comunidades cristãs mais ação e menos palavras.

Sérgio Carvalho

Mundial clubes: FC Porto perde com Inter Miami e complica ‘oitavos’

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foto de Notícias em Direto captada pela objetiva do fotógrafo/colaborador Tiago Miguel de Araújo Vieira

O FC Porto complicou esta quinta-feira o apuramento para os ‘oitavos’ do Mundial de clubes de futebol, ao perder por 2-1 com os norte-americanos do Inter Miami, na segunda jornada do Grupo A, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Os ‘dragões’ marcaram primeiro, pelo espanhol Samu, aos oito minutos, de penálti, mas, no início da segunda parte, o Inter Miami deu a volta, com um tento do venezuelano Telasco Segovia, aos 47, e um livre direto do argentino Lionel Messi, aos 54.

A formação portista, que se tinha estreado com um ‘nulo’ face ao Palmeiras, segue no terceiro lugar do agrupamento, com um ponto, como o Al Ahly, derrotado por 2-0 pelos brasileiros, líderes, com os mesmos quatro pontos dos norte-americanos.

Supertaça Cândido Oliveira marcada para 31 de julho no Estádio Algarve

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A Supertaça Cândido Oliveira entre o Sporting, campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal, e o Benfica, finalista, disputa-se em 31 de julho, no Estádio Algarve, anunciou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Em jogo agendado para as 20:45, Sporting e Benfica voltam a medir forças para a Supertaça seis anos depois, quando se defrontaram em 2019, igualmente no Estádio Algarve, na altura com triufo dos ‘encarnados’ por 5-0.

Na edição passada, o FC Porto conquistou o título, derrotando o Sporting por 4-3, após prolongamento, depois de um empate 3-3 no tempo regulamentar.

O FC Porto é a equipa com mais títulos (24), enquanto o vencedor da edição deste ano vai destacar-se no segundo lugar, uma vez que ‘leões’ e águias’ estão igualados com nove troféus cada.

PSP do grupo neonazi seria responsável pelas entrevistas presenciais de recrutamento

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O agente da PSP que pertence ao Movimento Armilar Lusitano (MAL) e que ficou em prisão preventiva na quarta-feira, seria o responsável pelas entrevistas presenciais de recrutamento para entrar no grupo neonazi.

De acordo com o despacho de indiciação a que a Lusa teve acesso, o agente da PSP, que antes de ser detido na terça-feira estava na Polícia Municipal de Lisboa, é um dos três fundadores do grupo neonazi, criado em 2018. Os outros dois fundadores são um motorista de pesados, que também foi detido na terça-feira, e uma segurança da área privada.

A Polícia Judiciária deteve na terça-feira seis suspeitos de pertencerem ao MAL, tendo quatro ficado em prisão preventiva, depois de presentes a juiz de instrução para aplicação das medidas de coação.

Quatro dos arguidos estão agora indiciados pelos crimes de infrações relacionadas com grupo terrorista, cuja pena de prisão vai dos 8 aos 15 anos, e por infração terrorista. Todos os seis arguidos estão indiciados por detenção de arma proibida.

No despacho, o Ministério Público adianta que este grupo apresenta semelhanças com grupos internacionais já conhecidos pelas autoridades, alguns também com membros detidos e que usavam armas 3D, e descreve o MAL como um movimento nacionalista extremista que se dedica à propaganda anti-imigração e anti-sistema de incitamento ao ódio e violência contra imigrantes e refugiados.

Com a pandemia, este grupo começou a defender teorias negacionistas e, mais tarde, em 2022, com o início da guerra na Ucrânia, acrescentou a narrativa das consequências económicas provocadas pelos governos de esquerda na Europa.

Três anos depois da fundação do MAL, este grupo neonazi decidiu, em meados de 2021, começar a recrutar novos membros, tendo o polícia da PSP e o motorista de pesados – dois dos fundadores – recorrido a canais como o ‘Telegram’ e o ‘Signal’ para criar conversas e espalhar a mensagem.

Terão sido, segundo o MP, selecionados centenas de candidatos que se inscreviam através do preenchimento de boletins que continham dados como a constituição física, profissão, aptidão militar. Nesta seleção, eram privilegiados candidatos com conhecimentos em manuseamento de armas.

O motorista de pesados teria a função de avaliar as fichas dos candidatos e o agente da PSP teria a pasta das entrevistas presenciais. A preferência seria sempre para militares, agentes das forças de segurança e ramo da segurança privada. Caso a avaliação fosse positiva, acrescenta o MP, os candidatos eram adicionados em canais privados.

Com estas ações, estes dois arguidos terão conseguido criar células autónomas em vários pontos do país, de norte a sul, e passaram a comprar materiais e equipamentos para conseguirem fabricar armas em 3D.

Esta organização incentivava, lê-se ainda no documento, à aquisição de armas e ao treino tático de tiro. O objetivo era o de, acredita o MP, difundir a rejeição pelas instituições estatais, através a eventual eliminação do estado de direito democrático.

Parlamento analisa mudanças nas regras de acesso, circulação e permanência de pessoas

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

A Assembleia da República (AR) está a analisar mudanças nas regras de acesso, circulação e permanência de pessoas no parlamento, disse hoje à Lusa a secretária-geral da AR.

“Encontra-se atualmente em curso a análise de uma proposta de alteração ao regulamento de acesso, circulação e permanência, elaborada por um grupo de trabalho” constituído por elementos da PSP e GNR, avançou Anabela Cabral Ferreira, numa nota enviada à agência Lusa, precisando que esta proposta vai ser apresentada ao conselho de administração e discutida em conferência de líderes.

Segundo o comunicado, o regulamento em vigor da AR é discutido em conferência de líderes, sendo “atualizado sempre que é identificado um nível de ameaça ou uma fragilidade que o justifique”.

A nota, que a secretária-geral da AR justifica com notícias publicadas sobre a segurança e as regras de circulação na Assembleia da República, sublinha que o edifício do parlamento tem “uma natureza distinta de qualquer outro órgão de soberania, sendo visitado diariamente por um número elevado de estudantes e de cidadãos que pretendem conhecer de perto o funcionamento da instituição”, além de receber a visita de convidados dos grupos parlamentares, que nesse caso se responsabilizam pela sua entrada e circulação no palácio.

“A Assembleia da República conta com um regulamento de acesso, circulação e permanência nas suas instalações, no qual se estabeleceu um serviço de segurança a quem compete a prevenção, controlo, vigilância, proteção e defesa da instituição na vertente das instalações e pessoas que nela exercem funções. Este serviço, dirigido por um oficial de segurança, conta com a participação e empenho da GNR, da PSP e de assistentes parlamentares”, explica a secretária-geral da AR.

A notícia de que o parlamento está a analisar mudança nas regras de acesso, circulação e permanência foi avançada pela Rádio Renascença e pelo Expresso, depois de terem sido detidos pela PJ, na terça-feira, seis membros que alegadamente pertenciam a um movimento violento de extrema-direita.

Os seis detidos, entre eles um chefe da PSP em comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa, pertenciam ao denominado Movimento Armilar Lusitano (MAL) e, segundo alguns órgãos de comunicação social, planeavam invadir a AR e discutiam a possibilidade de ocupar a residência oficial do Presidente da República.

Dos seis detidos por atividades terroristas e incitamento ao ódio, quatro ficaram na quarta-feira em prisão preventiva e aos outros dois foi aplicada a medida de coação de apresentações periódicas.

No âmbito da operação, a PJ apreendeu material explosivo de vários tipos, várias armas de fogo, algumas das quais produzidas através de impressão 3D, várias impressoras 3D, várias dezenas de munições, várias armas brancas e material informático, entre outros elementos de prova.

“A investigação resultou da deteção ‘online’ de indicadores de manifestações extremistas por parte de apologistas de ideologias nacionalistas e de extrema-direita radical e violenta, seguidores de um ideário antissistema e conspirativo, que incentivava à discriminação, ao ódio e à violência contra imigrantes e refugiados”, disse a PJ.

De acordo com a PJ, o Movimento Armilar Lusitano pretendia constituir-se como um movimento político apoiado numa milícia armada.

Concentração de pólen no ar moderada a elevada em todo o continente e baixa na Madeira e Açores

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DR

A concentração de pólen na atmosfera estará em níveis de moderado a elevado em todo o continente, mantendo-se baixa nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, segundo o Boletim Polínico divulgado.

De acordo com previsões da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), a partir de hoje, quinta-feira e até 26 de julho, a concentração de pólen no ar será moderada a elevada em todos os distritos de Portugal continental, sobretudo para as árvores oliveira, castanheiro, sobreiro e carvalho e as ervas gramíneas, tanchagem,quenopódio, bredo, azeda, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

No distrito de Lisboa, as maiores concentrações de pólen são na capital e no concelho de Setúbal, sobretudo para as árvores oliveira, sobreiro e carvalho e para as mesmas ervas.

Em Évora (região do Alentejo), a concentração de pólen na atmosfera será igualmente elevada, mas para as árvores oliveira, castanheiro, eucalipto e sobreiro, mas mantendo-se as ervas gramíneas, azeda, tanchagem, quenopódio, bredo, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

Na Região Autónoma da Madeira, as previsões apontam para concentrações baixas de pólen na atmosfera, com destaque para as árvores cipreste e eucalipto e também das ervas gramíneas,urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

Na Região Autónoma dos Açores, sobretudo em Ponta Delgada, a concentração de pólen na atmosfera será baixa a moderada, mas com destaque para as árvores cipreste (e/ou criptoméria) e pinheiro, eucalipto e castanheiro e das ervas gramíneas, tanchagem, urtiga e urticáceas (inclui a parietária).

Incêndios: Disponíveis para combate 67 meios aéreos, menos nove do que o previsto

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O combate aos incêndios rurais conta atualmente com 67 meios aéreos, menos nove do que as aeronaves previstas para esta fase do dispositivo, indicou à Lusa a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANPEC).

“À data, o dispositivo aéreo da ANEPC conta com 69 aeronaves, das quais duas estão inoperativas por motivos de manutenção”, refere a Proteção Civil, numa resposta enviada à Lusa, após os autarcas de Grândola, Ourique e Moura se terem queixado da falta de meios aéreos para combate aos incêndios rurais nestes concelhos e apelado a uma solução urgente para dar resposta às populações.

A Diretiva Operacional Nacional (DON) que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) prevê para o período de 01 a 30 de junho, denominado ‘nível Charlie’, 76 meios aéreos.

No entanto, apenas estão operacionais para o combate aos fogos 67.

Segundo a ANEPC, os helicópteros ligeiros inoperacionais para manutenção estão sediados nos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Arcos de Valdez (Viana do Castelo) e Santa Comba Dão (Viseu). Em Arcos de Valdevez existe um outro helicóptero que está operacional.

Na resposta enviada à Lusa pela Proteção Civil apenas são mencionados os locais onde existem meios aéreos, faltando referir quais as aeronaves em falta.

A Lusa questionou a Força Aérea Portuguesa, entidade responsável pela contratação dos meios aéreos de combate a incêndios rurais, sobre os motivos para a falta de aeronaves, mas até ao momento não obteve resposta.

No início do mês de junho, quando entrou em vigou o ‘nível Charlie’, fonte do setor afirmou à Lusa que a falta de meios aéreos estava relacionada com a documentação para poderem operar e falta de candidatos nos concursos.

A ANEPC indicou que tem atualmente ao dispor 36 helicópteros ligeiros sediados nos CMA de Arcos de Valdevez , Famalicão, Fafe, Chaves (2), Ribeira de Pena, Bragança, Alfandega da Fé, Baltar, Vale de Cambra, Vila Real, Armamar, Águeda, Viseu, Aguiar da Beira, Mêda, Guarda, Seia, Covilhã, Cernache, Lousã, Pampilhosa da Serra, Pombal, Figueiró dos Vinhos, Alcaria, Castelo branco, Proença-a-Nova, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Santarém, Lourinhã, Montijo, Évora, Monchique, Cachopo e Loulé.

Estão também operacionais cinco helicópteros pesados localizados nos CMA de Macedo de Cavaleiros, Braga, Pombal, Ferreira do Zêzere e São Brás de Alportel e quatro helicópteros de reconhecimento, avaliação e coordenação em Vila Real, Lousã, Ponte de Sor e Beja.

Existem também 18 aviões médios anfíbios em Mirandela (2), Vila Real (2), Viseu (2), Cernache (2), Castelo Branco (2), Proença-a-Nova (2), Ponte de Sor (2), Beja (2) e Portimão (2).

Segundo a Proteção Civil, estão ainda ativos dois aviões anfíbios pesados em Castelo Branco e dois aviões de reconhecimento, avaliação e coordenação sediados nos CMA de Viseu e Ponte de Sor.

O DECIR vai ser reforçado a 01 de julho e para essa altura estão previstos 79 meios aéreos.

INEM alerta bombeiros para possíveis atrasos no pagamento do subsídio mensal

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O INEM alertou, numa carta enviada às corporações de bombeiros com ambulâncias de emergência médica, para a possibilidade de atrasos no pagamento mensal dos subsídios devido ao “aumento significativo dos montantes” resultantes do novo acordo de financiamento.

Em fevereiro, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e o Instituto Nacional de Emergência Médica assinaram um acordo que determinava os novos subsídios a atribuir pelo INEM às corporações de bombeiros com ambulâncias de emergência médica, que passaram a receber, com efeitos retroativos a janeiro deste ano, 8.760 euros mensais, traduzindo-se num aumento de 2.000 euros.

Esta semana, o Instituto enviou uma carta às associações humanitárias com ambulâncias do INEM, alertando-as para “a possibilidade de eventuais atrasos no pagamento mensal dos referidos subsídios”.

Na missiva a que a Lusa teve acesso, o INEM explica que as suas receitas são provenientes da taxa aplicada sobre os prémios dos seguros, um modelo de financiamento que tem como objetivo “garantir a sustentabilidade do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM)” e permitir “a manutenção dos meios operacionais, a qualificação dos recursos humanos e uma resposta atempada às necessidades da população”.

“Contudo, importa referir que a cobrança desta receita não depende apenas do INEM, o que faz com que nem sempre seja possível assegurar a tesouraria necessária para o pagamento atempado dos subsídios devidos aos parceiros do SIEM”, refere a carta assinada pela coordenadora do Gabinete de Planeamento e Controlo de Gestão do INEM.

Segundo o instituto, “este constrangimento tem sido agravado pelo aumento significativo dos montantes dos subsídios, decorrente do novo memorando de entendimento em vigor”.

O INEM assegura que está empenhado em desenvolver “todos os esforços para garantir os pagamentos dentro dos prazos estabelecidos”, mas “face às limitações” poderá, “em determinados momentos não ser possível cumprir rigorosamente esse objetivo”.

Contactado pela Lusa, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses confirmou o atraso no pagamento, precisando que os bombeiros receberam hoje o subsídio que já devia ter sido pago a 10 de abril.

António Nunes criticou o INEM por ter enviado esta carta às corporações de bombeiros sem conhecimento da LBP, uma vez que as duas entidades são parceiras e na próxima segunda-feira haverá a reunião mensal do grupo de acompanhamento permanente do acordo assinado em fevereiro.

O responsável acrescentou que o INEM apenas comunicou à Liga que ia enviar às associações humanitárias a carta sobre o atraso no pagamento dos subsídios.

“De uma forma traiçoeira, o INEM anda a tentar justificar situações que deviam ser feitas no grupo de acompanhamento”, disse, frisando que existe um acordo homologado pela ministra da Saúde que não está a ser cumprido.

António Nunes sustentou que o INEM tem que dizer ao Ministério Saúde que precisa de reforço orçamental para cumprir com o acordo, que “não é clandestino”.

Montenegro diz que Europa dará “mau exemplo” se não implementar acordo com Mercosul

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, defendeu o acordo comercial da União Europeia (UE) com o Mercosul, considerando que a Europa dará “um mau exemplo” se não conseguir implementar um acordo negociado durante 25 anos.

O acordo, sustentou, “abre um espaço comercial com mais de 700 milhões de consumidores” e dá à Europa “a vantagem de poder exigir reciprocidade nas regras aplicáveis às empresas de um lado e do outro do Atlântico”.

“Damos um mau exemplo se não conseguirmos implementar um acordo que nós próprios negociámos”, defendeu Montenegro no parlamento, durante o debate preparatório do Conselho Europeu, que decorre nos próximos dias 26 e 27 em Bruxelas.

“Enfraquece a nossa economia e a nossa posição como bloco se não formos consequentes com o que nós próprios defendemos”, referiu.

Respondendo ao Chega, que criticou os “efeitos nefastos” para Portugal deste acordo, Luís Montenegro considerou que os deputados daquela bancada “não estão a ver bem o alcance deste acordo”.

O acordo, sublinhou, “garante e salvaguarda” uma “igualdade de tratamento, reciprocidade de regime para os produtores, nomeadamente agrícolas, sobre regras ambientais, sobre regras de procedimento, sobre regras comerciais”.

“Se não tivermos a coragem de o implementar, vamos expor o nosso mercado à situação de hoje, de prateleiras invadidas por produtos daquela região e que não têm o controlo que os nossos produtores têm”, destacou.

O primeiro-ministro defendeu ainda que a Europa deve “fazer essa reflexão com profundidade”, nomeadamente os países que têm mostrado maiores resistências, como Itália e sobretudo França.

“Tive ocasião de dizer ao Presidente francês [Emmanuel Macron] que também estão a ver mal o ângulo”, disse.

“Nenhum acordo é perfeito, não será 100% satisfatório, mas no essencial, ele visa proteger, dentro deste mercado livre, a igualdade de tratamento e de oportunidades”, reiterou.

O acordo UE-Mercosul abrange os 27 Estados-membros da UE mais Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, o equivalente a 25% da economia global e a 780 milhões de pessoas, quase 10% da população mundial.

Durante o debate na Assembleia da República, e numa resposta ao deputado do Livre Rui Tavares, Montenegro insistiu na posição portuguesa sobre a necessidade de aumentar a contribuição de cada Estado-membro, atualmente em 1% do Produto Interno Bruto (PIB), para o orçamento comunitário.

“É uma questão que deve estar em cima da mesa, não é uma discussão fácil”, reconheceu.

“Não podemos estar a acumular a perspetiva de endividamento coletivo como a única fonte de financiamento para a União Europeia”, defendeu, sugerindo outras iniciativas como a participação do mercado obrigacionista, a concretização da União do Mercado de Capitais e de Poupanças ou a rentabilização das poupanças dos aforradores europeus.

Outro tema que Montenegro antecipou como uma “negociação difícil” é a que diz respeito ao novo quadro financeiro plurianual.

“Os desafios são mais que muitos. Acumulamos 40 anos de apoio em fundos de coesão”, disse.

Numa altura em que se perspetivam novos alargamentos da UE, os Estados-membros terão de se confrontar “com a necessidade de estímulos à economia de forma direta e à economia de Defesa”.

Neste capítulo, o primeiro-ministro ouviu críticas da deputada comunista Paula Santos ao “desvio das verbas da coesão para a guerra” e à “mobilização de recursos que são do povo para a corrida ao armamento”, para o Governo “se apresentar como um bom aluno” na cimeira da NATO que decorre em Haia nos próximos dias 24 e 25, em que Portugal deverá assumir o compromisso de elevar a 2% do PIB a despesa em Defesa este ano.

“O PCP repete argumentos falaciosos e vê tudo ao contrário”, reagiu Montenegro.

“Apoiamos uma política de segurança e defesa. O nosso objetivo não é a guerra nem as armas”, mas esta política é “a base de segurança e defesa para a Europa ter estabilidade e crescimento económico”, sustentou.

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