27 C
Caldas da Rainha
Quinta-feira, Julho 2, 2026
Início Site Página 62

Casa Branca nega ordem para deportar crianças do sistema de acolhimento familiar

0
DR

A administração norte-americana liderada por Donald Trump negou na quinta-feira ter ordenado aos agentes de imigração que deportassem crianças do sistema de acolhimento familiar na Florida, após notícias de vários ‘medias’, organizações da sociedade civil e até congressistas republicanos.

“É chocante acusar este Governo de tentar atingir as crianças em lares de acolhimento. Não é isso que está a acontecer no Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês)”, destacou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em conferência de imprensa.

A porta-voz manifestou-se horrorizada com o título de um artigo do jornal Miami Herald, que afirma que “a administração Trump está a visar crianças e jovens migrantes vulneráveis na Florida para deportação”.

O artigo refere que a administração Trump “ordenou aos agentes de imigração que se concentrem nos menores não acompanhados, tomou medidas para reduzir os contratos que financiam a sua representação legal e enviou agentes da Segurança Interna às casas onde os menores não acompanhados são libertados para realizar verificações de bem-estar social”.

Leavitt corroborou as declarações do DHS, que, na sua conta na rede social X, classificou esta informação como falsa, e acusou o anterior Governo, liderado pelo democrata Joe Biden (2021-2025), de “perder quase 300 mil crianças não acompanhadas, muitas delas inocentes, que foram traficadas e exploradas”.

“Queremos proteger as crianças, não como o governo anterior, que permitiu que crianças fossem traficadas, violadas e, em alguns casos, mortas por causa das suas políticas de fronteiras abertas. Infelizmente, o Miami Herald degradou-se completamente com esta reportagem”, vincou a porta-voz da Casa Branca.

Os congressistas da Florida, no extremo sudeste dos EUA, também denunciaram estes atos do Governo Trump, incluindo republicanos como Ileana García, co-fundadora da organização Latinas for Trump, que em 09 de Junho culpou Stephen Miller, um dos principais conselheiros do Presidente e arquiteto das suas políticas anti-imigrantes, por estas medidas.

“Miller colocou menores indocumentados no sistema de acolhimento familiar, muitos deles vítimas de tráfico humano, nos seus esforços desesperados para cumprir uma quota semanal de deportação. Estes indivíduos estão a ser retirados das casas dos seus pais adotivos. Isto é inaceitável, independentemente da sua cidadania”, apontou a republicana no X.

Há duas semanas, o Centro Jovem pelos Direitos das Crianças Imigrantes acusou os funcionários do Departamento de Crianças e Famílias da Florida de violarem uma regra com 30 anos que os proíbe de entregar menores indocumentados às autoridades de imigração.

Isto aconteceu depois de os ‘media’ locais terem noticiado que o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) levou um jovem hondurenho de 17 anos algemado de uma família adotiva em Pensacola porque as autoridades da Florida ligaram para as autoridades de imigração para o deportar.

Incêndios: Retirada de helicóptero deixa Alto Minho refém da sorte e meteorologia

0
DR

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil do Distrito de Viana do Castelo disse hoje que a deslocalização de um helicóptero do heliporto de Arcos de Valdevez para Portalegre deixa a região “refém da sorte e da meteorologia”.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da decisão do Governo de atenuar a ausência de cinco meios aéreos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2025, Vítor Paulo Pereira disse que é uma decisão “muito nefasta” para o Alto Minho caracterizado por “um relevo muito montanhoso que só os meios aéreos permitem um combate mais eficaz”.

Segundo o socialista Vítor Paulo Pereira, o distrito “vai ficar numa situação de maior fragilidade por ser um dos que no país tem menos bombeiros disponíveis”.

“Isto nem é uma questão de estar a fazer política. É uma questão de salvaguardar a população e de evitar todas as consequências negativas de grandes incêndios que são uma ameaça latente todos os verões. Com menos um helicóptero a situação torna-se mais difícil”, sustentou.

Na quarta-feira, o secretário de Estado da Proteção Civil disse que para mitigar a ausência de cinco meios aéreos no DECIR 2025 vai ser deslocado um dos dois meios aéreos, que ainda está em manutenção, do heliporto de Arcos de Valdevez, para Portalegre.

“Temos tido dificuldades que decorrem de situações que nos ultrapassam, designadamente o concurso da Força Aérea que ficou deserto e nos impossibilita de, no curto prazo, ter todos os meios disponíveis que gostaríamos de ter”, disse Rui Rocha aos jornalistas durante visita à Base de Apoio Logístico de Castelo Branco.

Vítor Paulo Pereira acrescentou que além do relevo muito acidentado e da falta de bombeiros, “as condições climatéricas, este ano, contribuíram muito para o aumento da carga combustível”.

“Tudo isto nos deixa muito preocupados. O Governo disse que ia fazer tudo para que o meio aéreo regresse, mas como também sabemos das dificuldades da contratação pública, temo que a reposição do helicóptero já não seja feita a tempo”, realçou.

O DECIR 2025 previa 79 aeronaves, mas, neste momento, a poucos dias da entrada em vigor da fase Delta, considerada a mais crítica (a partir de terça-feira e até 30 de setembro), falta garantir cinco meios aéreos.

A partir de terça-feira, Portugal pode também contar com uma parelha de aviões médios anfíbios Fire Boss, no âmbito do programa rescEU, para atuar sempre que as capacidades de resposta nacionais sejam insuficientes perante situações extremas.

Estes meios envolvem um investimento de cerca de 2,6 milhões de euros, financiados a 75% pela Comissão Europeia, e permitem um reforço das capacidades no combate aéreo a incêndios rurais.

O programa resceu foi criado no âmbito do mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para assegurar uma resposta rápida, eficaz e coordenada a emergências de grande escala.

Investigadores vão lançar mapa interativo que traça evolução da democracia participativa em Portugal

0
imagem ilustrativa

Investigadores da Universidade de Lisboa vão lançar uma base de dados e um mapa interativo com a evolução das práticas de democracia participativa em Portugal desde o 25 de Abril, tais como orçamentos participativos ou assembleias de jovens.

Esta base de dados e mapa interativo vão ser lançados em fevereiro de 2026 no âmbito do projeto “Inovações Democráticas em Portugal”, um estudo que está a ser realizado por uma equipa de investigadores do Instituto de Ciências Sociais (ICS), da Universidade de Lisboa, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Numa conferência de apresentação dos resultados preliminares deste estudo, em Lisboa, o investigador do ICS Roberto Falanga destacou que essa base de dados e mapa interativo têm o intuito de ser um “serviço para o público” e estarão disponíveis no ‘site’ inovacoes-democraticas.pt, que foi hoje lançado.

A base de dados irá agregar todas as práticas de democracia participativa, como orçamentos participativos, assembleias de jovens ou fóruns sobre ordenamento territorial, que existiram em Portugal nos primeiros 50 anos de democracia, entre 25 de Abril de 1974 e 2024.

Já o mapa interativo irá mostrar a evolução dessas práticas no território português ao longo do tempo, podendo verificar-se, por exemplo, quais foram os instrumentos de democracia participativa que foram utilizados numa determinada cidade ou localidade.

Para agregar os dados relativos a estas práticas, a equipa de investigadores está a fazer uma pesquisa que só irá terminar em fevereiro de 2026 – motivo pelo qual só nessa altura é que a base de dados e o mapa interativo serão disponibilizados – e que consiste em inquéritos a municípios, análise de artigos da imprensa regional e da Agência Lusa e, após as eleições autárquicas do outono, investigação nos arquivos municipais de Lisboa, Porto e Évora.

De acordo com os dados preliminares deste estudo, baseado numa pesquisa de três meses, verifica-se que, nos últimos dez anos, as práticas de democracia participativa têm conhecido uma dispersão geográfico em todo o país, apesar de serem mais recorrentes nos municípios do litoral e com maior densidade populacional, como Lisboa, Cascais ou Loures.

Essas práticas têm sido sobretudo promovidas para “resolver problemas” da população, não sendo utilizadas para avaliar políticas públicas ou definir uma “agenda futura coletiva”, segundo disse à agência Lusa Roberto Falanga.

As áreas de políticas públicas onde essas práticas têm sido mais recorrentes são, segundo os resultados preliminares do estudo, a cidadania e a democracia, as finanças e a economia, com os orçamentos participativos, e a educação, através da organização de assembleias municipais com jovens e crianças.

Na abertura desta conferência, a investigadora principal do ICS Marina Costa Lobo destacou a importância deste projeto numa altura em que se vive um “tempo de crise das democracias” e se assiste a um “refluxo democrático” tanto em democracias consolidadas como em países que saíram recentemente de ditaduras.

Nesse contexto, Marina Costa Lobo salientou que a qualidade da democracia é um tema central para o ICS e o instituto tenciona partilhar a sua investigação e conhecimento sobre esse tema com a sociedade.

“Gostaríamos de continuar, enquanto ICS, a contribuir para a qualidade da democracia não só nos estudos que fazemos, mas também na forma como conseguimos transferir conhecimento para a sociedade que possa também contribuir, de alguma forma, modestamente, para essa qualidade da democracia em Portugal”, referiu.

Prisão preventiva para tripulantes de veleiro com 1,6 toneladas de cocaína

0

Os três tripulantes de um veleiro intercetado pela Polícia Judiciária (PJ) ao largo dos Açores com 1,6 toneladas de cocaína ficaram a aguardar o desenrolar da investigação em prisão preventiva, anunciou recentemente o Ministério Público.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral Regional de Évora (PRGE) precisa que os três detidos, “com antecedentes ligados ao tráfico de droga”, estão indiciados por tráfico internacional de estupefacientes agravado e associação criminosa.

A aplicação da medida de coação mais gravosa foi justificada pelo juiz de instrução criminal do Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, com o perigo de os arguidos fugirem, perturbarem o inquérito e continuarem a atividade criminosa.

Os suspeitos são dois dinamarqueses e um inglês, com idades compreendidas entre os 43 e os 51 anos.

A Polícia Judiciária anunciou, em 20 de junho, que tinha intercetado ao largo do grupo ocidental dos Açores, com o apoio da Marinha Portuguesa, um veleiro “com cerca de 11 metros” que transportava “cerca de 1.660 quilogramas de cocaína” provenientes da América Latina e destinados à Europa.

A operação “Vikings” decorreu ao fim de dois anos de uma “complexa investigação” liderada atualmente pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, com a coadjuvação do Departamento de Investigação Criminal de Portimão da PJ e a colaboração de autoridades de outros países.

Segundo a PGRE, a embarcação foi intercetada em 14 de junho e a cocaína apreendida, com “um elevado grau de pureza”, está avaliada em cerca de 60 milhões de euros.

A investigação incide sobre “um grupo criminoso que se dedica ao transporte de grandes quantidades de cocaína desde a América do Sul/América Caribenha por via marítima para introdução na Europa, com entrada através de Portugal”.

A interceção do veleiro foi coordenada com a detenção pelas autoridades espanholas do alegado líder da organização, numa operação da Polícia Nacional de Espanha.

Acidente na A1 faz um morto, um ferido grave e três ligeiros em Santarém

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um acidente na Autoestrada do Norte (A1), na zona de Santarém, fez na terça-feira um morto, um ferido grave – uma criança – e três feridos ligeiros, disse fonte da Proteção Civil à agência Lusa.

De acordo com a mesma fonte, o alerta para o acidente, que ocorreu ao quilómetro 79 da A1, na ligação com a A23, no sentido Santarém/Torres Novas, foi dado às 12:22.

O acidente obrigou ao corte de trânsito nas duas vias da autoestrada para permitir a intervenção dos meios de socorro, incluindo a aterragem de um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que transportou a criança ferida com gravidade para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

No local estiveram 33 operacionais, apoiados por viaturas dos Bombeiros Voluntários de Santarém, Pernes e Almeirim, bem como os Sapadores de Santarém, uma ambulância de Alcanena, o INEM, elementos da GNR e da concessionária Brisa.

A causa do despiste ainda não foi apurada, encontrando-se a investigação a cargo da GNR.

Chega desafia Governo a descer impostos sobre combustíveis

0
DR

O presidente do Chega desafiou recentemente o Governo a comprometer-se com uma descida dos impostos sobre os combustíveis, pedindo ao executivo que dê essa garantia ainda antes da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano.

“O Chega decidiu questionar o Governo, formalmente, sobre se vai ou não, antes do Orçamento do Estado, reduzir ou eliminar os impostos que estão neste momento a carregar os combustíveis”, afirmou André Ventura, em declarações aos jornalistas antes de visitar um arraial em Lisboa.

O líder do Chega instou o ministro das Finanças a dar “uma garantia antes do Orçamento que o vai fazer”, ou seja, que se comprometa com “uma descida ou uma eliminação do adicional ou uma descida sustentada do IVA sobre os combustíveis”.

“Sabendo que só pode entrar em vigor no próximo ano, eu desafiava o Governo para evitar isto e para dar já uma garantia, que ainda não foi dada pelo ministro das Finanças, de que o fará neste Orçamento do Estado”, referiu.

André Ventura considerou que o contexto internacional vai levar a uma subida dos preços dos combustíveis e assinalou que “em Portugal, o preço dos combustíveis não aumenta só por causa do preço do crude, aumenta porque mais de metade do preço do gasóleo e da gasolina é impostos, nomeadamente o IVA e o ISP”.

Referindo que o Chega já tinha feito esta proposta e foi rejeitada, o presidente do partido salientou que “este é um novo contexto em que a escalada de violência no Médio Oriente vai levar a mais dificuldades neste mercado”.

“A gasolina e o gasóleo já subiram esta semana, vão continuar ou podem continuar a subir, e era importante que o Governo desse um sinal político de que está disposto a descer o nível de impostos indiretos sobre os combustíveis, para que a população consiga aceder mais e aceder de forma mais fácil aos combustíveis”, defendeu.

André Ventura admitiu também o agendamento de um debate no parlamento sobre este tema, e apresentar uma “proposta legislativa para rever a tributação sobre os combustíveis”, se “o Governo não der sinais nesse sentido”.

Autárquicas: Pedro Duarte admite taxa turística nos 5 euros para pagar transportes grátis

0
DR

O candidato à Câmara do Porto, Pedro Duarte, revelou a intenção de passar a taxa turística no Porto de três para cinco euros para, dessa forma financiar os transportes públicos para os residentes na cidade.

Em declarações perante cerca de 400 pessoas num jardim anexo à Torre dos Clérigos, o candidato da coligação “O Porto Somos Nós”, que reúne PSD, IL, CDS-PP e independentes, explicou algumas das medidas anunciadas.

Sobre o projeto de tornar grátis todos os transportes públicos da cidade para os residentes, o candidato da coligação explicou que numa primeira fase “irão aumentar em mais um euro, a taxa turística, quer passará para quatro euros, equiparando ao que acontece em Lisboa”.

O projeto tem um custo anual estimado de 25 milhões de euros que o candidato, para além da taxa turística quer financiar com recurso a programas europeus e ao aumento do custo de estacionamento para os não residentes.

“Não ponho de parte a hipótese de, nos anos subsequentes, se virmos que há necessidade de filtrar aquilo que é o turismo na cidade e, por outro lado, se precisarmos de mais receita para financiar esta medida dos transportes gratuitos, de podermos aumentar até mais um euro, portanto até aos cinco euros”, acrescentou.

Pedro Duarte justificou a medida hoje anunciada por considerar importante criar respostas “que atenuem a entrada massiva” de carros vindos de fora da cidade, um projeto, ainda assim, que quer levar aos concelhos vizinhos, para estimular os outros autarcas a seguirem esta ideia.

Ainda sobre o tema da mobilidade, o candidato admitiu o recurso ao controlo de algumas zonas da cidade, através da tecnologia que permite, por exemplo, ser de acesso apenas para residentes”, precisando, contudo, que ainda não está a pensar nessa fase, mas sim em cativar os colegas dos municípios vizinhos a adotar também o controlo hoje anunciado

“É ambiciosa, é difícil, mas eu gosto de desafios difíceis”, disse o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares.

Questionado sobre a plantação de 15 mil árvores na cidade, Pedro Duarte respondeu com outros números, reportando-se a “um plano de arborização na cidade que mostra que há cerca de 216 quilómetros de ruas que são arborizáveis”.

“Isto é exequível, havendo vontade política e há vontade política, para também aqui o Porto marcar a diferença. Portanto, ser uma cidade mais verde do que as outras, nomeadamente com árvores, que nós sabemos que têm um efeito excelente para todos nós em muitos aspetos, designadamente para combater o problema das alterações climáticas, que tem estado um bocadinho esquecido da agenda internacional, pelas piores razões (…) mas a verdade é que não desapareceu e nós continuamos a precisar de ter uma política de sustentabilidade também ao nível das cidades”, sublinhou.

Sobre a sua candidatura, insistiu que “não discrimina nenhum portuense” e sobre o facto de havendo tantas candidaturas poder enfrentar, uma vez eleito, uma câmara ingovernável, Pedro Duarte manifestou otimismo no seu projeto e no “sentido de responsabilidade por parte de todos” para que isso não seja um entrave.

Questionado sobre, se pudesse, se revertia o projeto Metrobus na Avenida da Boavista, o candidato respondeu afirmativamente embora admita que já esteja “num momento em que isso não é exequível”.

Novos Tempos: Voluntariado: fermento de um mundo novo

0
Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Chegados ao fim do ano letivo e passadas as épocas de provas e exames nacionais, milhares de adolescentes e jovens entram nas férias de Verão. Contudo, muitos deles queixam-se, ao fim de alguns dias de descanso, de tédio e de estarem cansados de nada terem para fazer. Uma grande parte refugia-se em jogos e mundos virtuais, outros vão a banhos, esturricando ao sol, e alguns iniciam a «peregrinação» dos festivais de música que ocorrem uns atrás dos outros.

No fim de tudo isto, pouco ou nada fica além de noites mal dormidas, excessos em bebidas e outras substâncias, isolamento social e infelicidade.

Penso que o período de férias estivais, dada a sua extensão de quase três meses, poderia ser um tempo extremamente útil para o crescimento pessoal, social e espiritual.

Quanto bem poderia ser feito se fossem organizados campos de férias, se houvesse uma verdadeira formação de animadores e um real programa de voluntariado. Penso que há tempo para tudo e tudo tem o seu tempo. Há tempo para acampar, ir para a praia, participar em festivais e concertos, mas também deve haver tempo para os outros e para construir um mundo mais fraterno e deixar um planeta mais sustentável.

Nos meus tempos de estudante, fiz o curso de animadores juvenis dos Salesianos e depois da Escola de Emaús da Comunidade Emanuel. Tive muitas experiências de voluntariado, como por exemplo, acolhedor no Serviço de Peregrinos e de Informações do Santuário de Fátima, por uma quinzena. Essa experiência foi tão gratificante, que em vez de quinze dias fiquei dois meses consecutivos, ajudando nas visitas guiadas, prestando auxílio no Posto de Socorros e nos Serviços Litúrgicos. Anos mais tarde, integrei mesmo a equipa organizadora do Programa de Voluntariado do Santuário de Fátima, nas férias de Verão, nos tempos idos do Jubileu do Ano 2000, acolhendo dezenas de jovens de todo o mundo que vinham fazer voluntariado para Fátima.

Foram tempos maravilhosos, pois cada grupo era composto por jovens de todas as regiões de Portugal e de outros países e continentes. Até hoje tenho um vasto grupo de amigos e conhecidos em vários pontos do mundo graças a esta experiência.

Os diversos organismos eclesiais e civis deviam propor e promover ações de voluntariado de curta ou média duração (semanas ou quinzenas) em que os jovens pudessem sentir-se úteis à sociedade e aplicar a generosidade que transborda do seu ser. Existem muitos casos de sucesso, mas é preciso mais! Poder-se-iam criar equipas para reabilitar o património; acolher os peregrinos e romeiros nas inúmeras festas e locais de culto; auxiliar nas praias e zonas balneares; promover colónias e campos de férias nas comunidades; e tantas outras coisas que a imaginação e a necessidade suscitem.

Deixo aqui 10 valores cristãos fundamentais no voluntariado:

  1. Amor ao próximo — Colocar o outro no centro, como Jesus ensinou, amando incondicionalmente.
  2. Serviço — Imitar Cristo que veio para servir, não para ser servido (Mc 10,45).
  3. Solidariedade — Sentir junto, partilhar a dor e a alegria do outro.
  4. Humildade — Reconhecer que todos somos iguais perante Deus e que ajudar é uma missão, não um privilégio.
  5. Generosidade — Doar tempo, talento e recursos sem esperar nada em troca.
  6. Compromisso — Ser fiel à causa, com responsabilidade e perseverança.
  7. Esperança — Acreditar na transformação das pessoas e do mundo, mesmo diante das dificuldades.
  8. Gratidão — Agradecer a Deus e aos irmãos pela oportunidade de servir.
  9. Alegria — Encontrar alegria no ato de doar-se e ajudar o próximo.

10.Respeito à dignidade humana — Valorizar cada pessoa como criada à imagem e semelhança de Deus, com direitos e potencialidades únicas.

Os jovens são generosos e voluntariosos. Criemos neles um espírito de alegria e de entusiasmo que possa canalizar a sua energia transformadora da sociedade, criando um mundo melhor.

Sérgio Carvalho

FC Porto sagra-se bicampeão português de hóquei em patins

0

O FC Porto sagrou-se bicampeão português de hóquei em patins, depois de vencer o Óquei de Barcelos, por 3-2, no quarto jogo da final do campeonato.

Em Barcelos, os ‘dragões’, que somavam com dois triunfos e um derrota na final dos play-offs, já venciam ao intervalo por 2-1, com golos de Gonçalo Alves, aos cinco minutos, e Carlo di Benedetto (14), com Miguel Rocha (25) a reduzir para a equipa da casa.

Na segunda parte, Gonçalo Alves, aos 31 minutos, ‘bisou’ na partida, mas Pedro Silva (35) voltou a reduzir para o Óquei de Barcelos, sem evitar a derrota.

Com este triunfo, o FC Porto somou o 26.º título do seu historial, reforçando o estatuto de recordista, agora com mais dois do que o Benfica, enquanto o Óquei de Barcelos, que não conseguiu forçar um quinto e decisivo jogo, continua com três cetros.

Mais dois detidos na operação da PJ que investiga burla na Segurança Social Direta

0
DR

A Polícia Judiciária (PJ) deteve mais duas pessoas no âmbito da ‘Operação Constelações’, que não descarta que a burla informática a centenas de pensionistas tenha na base um ciberataque e admite que possam ainda surgir mais vítimas.

“Há aqui várias perspetivas e linhas de investigação que nós não podemos desprezar, porque é preciso perceber se estes dados foram colhidos junto das vítimas, se estes dados saíram, eventualmente, de um compromisso interno, ou, naturalmente, não desprezamos de igual forma, que tenha havido um ciberataque sobre as infraestruturas da Segurança Social e que uma base de dados com ‘usernames’ e com ‘passwords’ pudessem ter sido expostas na internet ou na ‘dark web’”, disse aos jornalistas o diretor da unidade da PJ responsável pela investigação.

O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T), Carlos Cabreiro, falava aos jornalistas numa conferência de imprensa na sede da PJ, em Lisboa.

A PJ anunciou hoje ter detido 45 pessoas – a que entretanto se juntaram mais duas detenções – no âmbito de uma investigação de burla que lesou centenas de utentes da Segurança Social Direta, que viram as suas prestações sociais desviadas para contas bancárias dos suspeitos.

Optimized by Optimole