21.7 C
Caldas da Rainha
Quinta-feira, Julho 2, 2026
Início Site Página 61

Treze distritos sob aviso laranja até segunda-feira devido a tempo quente

0

Treze distritos de Portugal continental vão estar até segunda-feira sob aviso laranja devido à previsão de tempo quente, anunciou esta madrugada o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Évora, Faro, Setúbal, Beja e Portalegre foram colocados sob aviso laranja, devido “à persistência de valores muito elevados da temperatura máxima”, entre as 00:00 de hoje e as 23:00 de segunda-feira, de acordo com um comunicado do IPMA.

Devido à previsão de tempo quente, o IPMA colocou também sob aviso laranja Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Santarém, Lisboa, Castelo Branco e Coimbra entre as 00:00 de domingo e as 23:00 de segunda-feira. Estes oito distritos estão sob aviso amarelo até às 00:00 de domingo.

Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro e Braga vão estar também sob aviso amarelo entre as 09:00 de hoje e as 23:00 de segunda-feira.

O aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de três, é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo, o menos grave, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse na sexta-feira que vai reforçar o nível de prontidão de combate a incêndios rurais este fim de semana devido à previsão de calor extremo em Portugal continental.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou que as situações de calor extremo têm riscos para a saúde, recomendando que se beba água, evite bebidas alcoólicas e opte por ambientes frescos ou climatizados.

Num conjunto de recomendações divulgadas na página da internet, a DGS lembra os avisos do IPMA, que prevê uma subida de temperaturas, com as máximas a poderem ultrapassar os 40 graus nalgumas regiões do país, e pede cautela aos cidadãos.

Portugal já tem a primeira rede de empresas para a promoção da diversidade LGBTI

0
DR

Portugal já tem a primeira rede empresarial para a promoção da diversidade e inclusão LGBTI nos ambientes de trabalho, criada em maio e que integra 30 empresas nacionais, cujo objetivo é ajudar as empresas portuguesas a serem mais inclusivas.

A REDI (Rede pela Diversidade e Inclusão LGBTI) Portugal nasceu no mês de maio, da iniciativa de algumas empresas que já eram associadas da REDI Espanha e trabalhavam no mercado ibérico, e que sentiam “a falta de uma estrutura semelhante que pudesse apoiar as suas organizações em Portugal”.

Tal como explicou à Lusa o presidente da REDI Portugal, a associação é autónoma da congénere espanhola, mas “bebe da experiência” da rede empresarial que existe no país vizinho, assumindo-se como “uma associação portuguesa para as empresas que são portuguesas no mercado português”.

“Em Portugal não havia uma organização que trabalhasse esta temática de uma forma dirigida especificamente para as empresas. Há algumas associações que trabalham a temática da diversidade LGBTI, mas não é numa linguagem para as empresas, no contexto empresarial, e isso faz diferença”, apontou João Mattamouros Resende.

Segundo o responsável, a REDI Portugal pretende não só “dotar as empresas com recursos para trabalharem a matéria da diversidade LGBTI internamente”, como também ajudar essas mesmas empresas “a dirigir-se melhor aos seus clientes”, uma vez que são todas empresas que trabalham para o consumidor final e “os seus clientes refletem a estrutura da sociedade e, portanto, também têm clientes LGBTI”.

Segundo o responsável, as pessoas que fazem parte da comunidade LGBTI ou são simpatizantes e estão muito atentas ao que as empresas fazem hoje em dia e se uma empresa não incorporar essa diversidade, seja interna ou externamente, ela “vai claramente transmitir a ideia de que os seus valores corporativos não integram de forma genuína a diversidade”.

“E os consumidores, os clientes, vão penalizar essas empresas”, alertou, defendendo que agora era o momento de avançar na criação de uma associação deste género e as empresas demonstrarem a sua adesão a estes valores.

João Resende adiantou que a associação faz formação dirigida em vários níveis: órgãos de administração e direções intermédias, departamentos de recursos humanos e equipas de comunicação.

“Ajudamos a preparar essas equipas com os argumentos, com dados, para que possam elas próprias dentro da sua organização trabalhar a temática em benefício naturalmente da empresa e, acreditamos nós, da sociedade, dos clientes e de todos”, defendeu.

O advogado lembrou que as estimativas apontam para que pelo menos 10% da população faça parte da comunidade LGBTI (Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo). No entanto, “qualquer pessoa (…) facilmente conclui que não conhece 10% das pessoas de uma determinada empresa que pertencem ao coletivo”.

“Isso significa que as pessoas não vivem a sua orientação ou identidade sexual de forma livre e espontânea e isso tem um impacto, que é as pessoas gastam energia a esconder a sua vida pessoal (…) e acabam por ser menos dedicadas àquilo que é a sua função dentro da empresa, menos produtivas, menos eficientes, menos engajadas, menos dedicadas, menos enturmadas com a empresa”, apontou.

Entendeu, por isso, que “ajudar as empresas a criar um ambiente inclusivo e diverso que permita que essas pessoas vivam a sua vida e a sua forma de estar de forma natural é benéfico para as empresas”.

João Resende disse que a REDI Portugal começou com 24 empresas, no momento da sua fundação, e passado um mês já são cerca de 30, de várias dimensões e setores, desde serviços, retalho, escritórios de advogados ou gabinetes de arquitetura, e que qualquer empresa pode contactar a associação e pedir para aderir.

Referiu que a REDI Espanha começou com uma dezena de empresas e atualmente tem mais de 300. “Todas as semanas há empresas que se manifestam interesse em juntar-se ao projeto”, admitindo que o mesmo possa acontecer em Portugal.

O presidente da REDI Portugal salientou também que o facto de o foco estar na diversidade LGBTI, isso não significa que outras diversidades não sejam importantes, apontando que “a experiência e os dados mostram que as empresas que trabalham em diversidade, seja qual for, trabalham melhor todas as diversidades”.

IPMA eleva para 12 os distritos em aviso laranja devido ao calor

0

Doze distritos de Portugal continental vão estar no fim de semana sob aviso laranja devido à previsão de tempo quente, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Évora, Faro, Setúbal, Beja e Portalegre já tinham sido colocados sob aviso laranja devido “à persistência de valores elevados da temperatura máxima”, entre as 00:00 de sábado e as 17:00 de domingo.

Entre as 09:00 de sexta-feira e as 00:00 de sábado, estes cinco distritos estão sob aviso amarelo.

Num comunicado divulgado hoje ao final da tarde, o IPMA colocou também sob aviso laranja Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Santarém, Lisboa e Castelo Branco, que vigora entre as 00:00 e as 17:00 de domingo.

Estes sete distritos, juntamente com Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro e Coimbra, estão antes sob aviso amarelo, entre as 09:00 de sexta-feira e as 00:00 de domingo.

O aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de três, é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo, o menos grave, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê a partir de hoje uma subida gradual das temperaturas e até ao fim de semana na ordem dos 10 graus Celsius, prevendo-se em algumas regiões máximas acima de 40 graus.

Segundo o Instituto, o tempo em Portugal continental e no arquipélago da Madeira vai ser influenciado por um anticiclone que deverá posicionar-se a norte da Península Ibérica e de um vale depressionário que dará origem à aproximação de uma massa de ar quente proveniente do norte de África.

No continente, a temperatura irá registar uma subida gradual, com os valores mais elevados a partir de sábado, quando deverão variar entre 35 e 40.°C na generalidade do território, com exceção de alguns locais do litoral norte e centro, e valores entre 40 e 44.°C na região sul, vale do Tejo e vale do Douro.

Já a temperatura mínima irá registar valores próximos de 20.°C em grande parte do território, em especial na região sul, onde poderá não baixar de 25.°C em alguns locais, nomeadamente no litoral do Algarve e região de Portalegre.

O IPMA prevê também a partir da tarde de hoje a presença de poeiras em suspensão na região sul, estendendo-se ao restante território nos dias seguintes.

No arquipélago da Madeira, a temperatura máxima também irá subir de forma gradual ao longo dos próximos dias, sendo a subida mais expressiva registada nas terras altas da ilha da Madeira, onde se esperam valores entre 26 e 28.°C no sábado e no domingo.

A temperatura mínima, na costa sul e na ilha do Porto Santo, não deverá ser inferior a 20.°C, o que é designado como noites tropicais.

Na costa norte e nas terras altas, a temperatura mínima deverá variar entre 14 e 18.°C.

Segundo o IPMA, a duração deste episódio de tempo quente permanece ainda incerta, porém deverá prolongar-se para o início do mês de julho, em especial na região sul.

Homem que matou adolescente com sabre em Londres condenado a prisão perpétua

0
imagem ilustrativa

Um homem de 37 anos foi condenado hoje a prisão perpétua pelos tribunais britânicos por ter assassinado com um sabre um adolescente a caminho da escola em Londres, em abril de 2024.

Marcus Arduini Monzo foi considerado culpado de homicídio, de três tentativas de homicídio e de causar danos corporais graves a duas outras pessoas no Tribunal Criminal de Old Bailey, em Londres.

O juiz Joel Bennathan condenou-o a prisão perpétua, com uma pena mínima de 40 anos, mas, contabilizando o tempo que já passou em prisão preventiva, terá de permanecer na prisão durante quase 39, especificou.

O magistrado sublinhou que o assassino se encontrava num estado “claramente psicótico” na altura do ataque, devido em parte ao consumo prolongado de canábis, mas que isso não o isentava de responsabilidade.

“Sabia que a canábis o estava a tornar paranóico ou, pelo menos, a provocar-lhe ataques de pânico”, insistiu o juiz.

Marcus Arduini Monzo, de nacionalidade espanhola e brasileira, atacou Daniel Anjorin, de 14 anos, com uma espada japonesa quando este se dirigia para a sua escola, de auscultadores postos, na zona de Hainault, bairro no leste de Londres, em 03 de abril de 2024, pouco antes das 07:00.

Atacou igualmente várias outras pessoas, ferindo dois polícias em particular, num ataque que durou cerca de vinte minutos, antes de ser detido.

Em nome da família, o pai de Daniel, Ebenezer Anjorin, leu uma declaração no exterior do tribunal onde disse que “nenhum veredito ou sentença pode trazer de volta o nosso filho Daniel, que tanto amávamos, mas estamos gratos por ter sido feita justiça”.

“Honramos a memória de Daniel não na sombra desta tragédia, mas através do amor e da felicidade que ele nos trouxe a nós e a todos os que o conheciam”, concluiu.

Presidenciais: Marcelo diz que “todos os dias aparecem” novos candidatos mas não comenta

0
foto: Arlindo Homem

O Presidente da República considerou hoje que “todos os dias aparecem mais candidatos” às eleições presidenciais, mas não se pronunciou sobre o assunto, alegando que é “neutral” e não pode fazer comentários.

Questionado pelos jornalistas em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, sobre os candidatos que se perfilam às eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não podia fazer comentário.

“Não posso. Eu sou neutral, não posso fazer comentários. (…). Não posso comentar eleições presidenciais. Nenhumas eleições, mas presidenciais não posso. Era violar o princípio da neutralidade”.

Instalado a pronunciar-se sobre os candidatos já anunciados, voltou a responder: “Não posso. Não posso dizer”.

“Todos os dias aparecem mais candidatos. Não é. São anunciados mais, mais, mais. Vamos esperar”, disse o Presidente da República aos jornalistas em Ponta Delgada, após ter participado na sessão de encerramento do encontro internacional de cidades e municípios geminados entre Portugal e os Estados Unidos, organizado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), em parceria com o Governo Regional dos Açores, no âmbito das comemorações dos seus 40 anos.

E prosseguiu: “Aliás, como sabem, [as eleições presidenciais] são depois das locais e, portanto, sendo depois das locais, isso significa que ainda há muito tempo até se chegar a altura do início da campanha, ou a marcação das eleições presidenciais”.

Instado mais uma vez a pronunciar-se sobre a pulverização de candidatos à Presidência da República, Marcelo respondeu que não tem “opinião sobre isso”.

“Não posso ter opinião sobre isso. Quando eu fui candidato, houve num caso nove, noutro caso, 10 candidatos. Que eu me recordo. Portanto, agora não sei, quantos serão. Veremos”, concluiu.

Já sobre a marcação da data das eleições autárquicas, o presidente da República esclareceu que as mesmas são marcadas pelo Governo, mas para a semana vai receber o primeiro-ministro Luís Montenegro e este dir-lhe-á “qual é a escolha do Governo”.

Juiz avisa que audição mal conduzida a uma criança causa revitimização

0

O juiz desembargador Paulo Guerra avisou hoje que uma audição mal conduzida a uma criança gera revitimização secundária e defendeu presença simultânea de juízes de família e de instrução criminal nas declarações para memória futura.

Na opinião do juiz desembargador do Tribunal da Relação de Coimbra, as crianças querem e precisam ser ouvidas e salientou que as crianças que são ouvidas em tribunal apresentam sentimentos muito mais positivos sobre os procedimentos dos tribunais, têm mais confiança nos juízes, “expressam apreciações mais positivas sobre a equidade da decisão”, demonstram maior conhecimento sobre o seu caso, “quando o processo é de facto bem conduzido”.

“Uma audição mal conduzida gera uma vitimação secundária e essa vitimação secundária ou sobrevitimização entende-se como sendo aquela que é causada pelas instâncias formais de controlo social no decorrer de um processo de investigação do crime ou no decurso de um processo de promoção e proteção [de menores] ”, alertou.

O juiz desembargador falava hoje de manhã na IV mesa redonda judicial da rede pan-europeia ‘Children os Prisioners Europe’, que trabalha em prol de crianças que têm um progenitor preso, e que decorreu no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa.

O tema era “Como podem as famílias e os tribunais tornar os direitos das crianças uma realidade durante os processos criminais dos pais?” e Paulo Guerra aproveitou também para falar sobre as declarações para memória futura, defendendo que é preciso “dar-lhes algum sentido”.

“A criança não tem de ser incomodada de novo, por uma nova inquirição, sob pena do sistema judiciário provocar-lhe um dano acrescido, porque sabemos como é cruel obrigar uma criança a repetir vezes sem conta aquilo que lhe aconteceu”, defendeu.

Sublinhou que é, por isso, necessário compatibilizar os tempos de realização desta diligência processual.

“Defendo e tenho prescrito que bom seria a presença simultânea nas declarações de memória futura do juiz de instrução criminal e do juiz de família e crianças”, afirmou.

Para o juiz do Tribunal da Relação de Coimbra, as audições a crianças deveriam ser feitas apenas por quem tivesse formação específica e os operadores judiciários deveriam limitar-se a fazer perguntas sobre factos.

Apontou, por outro lado, que em vez de se partir do princípio que a criança é incapaz de exprimir a sua opinião, os operadores judiciários “devem presumir que uma criança tem, de facto, essa capacidade, não cabendo à criança provar que a tem”.

Salientou que a audição de uma criança exige competências técnicas e defendeu que seja feita em quatro etapas: planeamento e preparação, explicação dos objetivos, para criar uma relação de confiança com a criança, relato dos factos e a clarificação.

“Mantenhamo-nos sensíveis ao estado emocional da criança, se ela chora, se ela hesita, se ela quer pausa. Escutar ativamente, mantendo sempre o contacto visual”, explicou, acrescentando que deve ser usada uma linguagem que a criança compreenda, nunca fazer perguntas sugestivas ou questionar de forma intimidatória.

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) apontou, por seu lado, que as crianças não têm merecido a devida atenção por parte dos poderes públicos, incluindo dos tribunais, e lembrou que quando um pai ou uma mãe são condenados a cumprir uma pena efetiva de prisão, os “filhos menores são também atingidos por essas condenações”.

“As crianças, filhas de pessoas privadas da liberdade, enfrentam uma série de dificuldades emocionais, sociais e económicas que, na maior parte dos casos, são ignoradas pelo sistema de justiça e pela sociedade, e esta situação pode marcar profundamente o desenvolvimento dessas crianças e limitar as suas oportunidades futuras”, alertou João Cura Mariano.

Na opinião do presidente do STJ, “apesar da gravidade destas situações, há uma carência de políticas públicas voltadas especificamente para atender esta população vulnerável” e “são poucos os programas que promovem o fortalecimento de vínculos familiares durante o cumprimento da pena”.

Para João Cura Mariano, o sistema prisional português não está preparado para manter laços afetivos entre pais e filhos e os tribunais “nem sempre têm presente que a condenação de um pai ou de uma mãe (…) afeta sobremaneira o direito das crianças a crescer saudavelmente”.

Defendeu que “é urgente” que as crianças filhas de pessoas detidas sejam reconhecidas como sujeitos de direitos e que deve haver “estratégias integradas para protegê-las”.

Inauguração do Parque Papa Francisco no concelho de Lisboa vai ser em julho

0
foto: Arlindo Homem

A inauguração do Parque Papa Francisco na área do concelho de Lisboa vai acontecer em julho, enquanto a parte no município vizinho de Loures é hoje inaugurada, mas os presidentes das duas autarquias asseguraram que “não há nenhuma desunião”.

“Em julho aqui estaremos para a inauguração do Papa Francisco do lado de Lisboa, mas eles [os dois territórios, inclusive o de Loures] são um parque. Aliás, pela primeira vez, com a ponte no Rio Trancão, nós estamos ligados. Pela primeira vez, as pessoas passam de um lado para o outro, portanto temos a prova da união total”, afirmou o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD).

O autarca de Lisboa falava à margem da inauguração do prolongamento da carreira de autocarros 731 da empresa municipal lisboeta Carris, em que o percurso, que parte da Av. José Malhoa, foi alargado no concelho vizinho de Loures, chegando agora até Sacavém, em vez de terminar na Portela.

Ao lado do presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão (PS), o social-democrata Carlos Moedas disse que houve um diálogo para conciliar uma inauguração conjunta do Parque Papa Francisco entre os dois municípios onde está localizado, mas tal não foi possível por dificuldades de agenda.

Localizado em terrenos dos concelhos de Lisboa e de Loures, num total de cerca de 100 hectares, o Parque Papa Francisco, que anteriormente se designava Parque Tejo, nasceu após a transformação de uma lixeira, o aterro sanitário de Beirolas, num parque verde. Este parque foi um dos palcos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em agosto de 2023, que contou com a presença do Papa Francisco e juntou cerca de 1,5 milhões de pessoas.

A Câmara de Loures inaugura hoje o Parque Papa Francisco relativamente à área que corresponde ao município, tendo agendado uma bênção solene pelo patriarca de Lisboa, Rui Valério, com a presença do cardeal Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ aquando da realização do evento católico.

A cerimónia marca o arranque das Festas de Loures e será sucedida, à noite, por um concerto do cantor Tony Carreira, às 22:00, com entrada livre, assim como o espetáculo “Francisco, todos juntos na casa comum”, pelo Artelier? By TNR.

Apesar de a inauguração do Parque Papa Francisco contar com dois momentos diferentes, um em Loures e outro em Lisboa, o autarca lisboeta assegurou que “não há nenhuma divisão, há uma união”.

“Todos unidos naquele que é o nome de um homem que mudou o mundo, que nos inspirou e que esteve connosco”, reforçou Carlos Moedas, referindo-se ao Papa Francisco.

“Vamos ter dois momentos, porque eu acho que merece. O Papa Francisco merece e o Parque Papa Francisco é um parque muito grande. São 70 campos de futebol do lado do Loures [70 hectares] e são 30 campos de futebol [30 hectares] em dimensão do lado de Lisboa”, expôs o autarca de Lisboa, destacando a ligação entre os dois concelhos.

Também o presidente da Câmara de Loures garantiu que “não há nenhuma desunião [entre os dois concelhos], antes pelo contrário”, explicando que a razão pela qual não se conseguiu conciliar uma inauguração conjunta com Lisboa é que o seu concelho vai ter “no próximo fim de semana uma grande concentração motard naquele espaço”.

“E iniciamos o mês das festas do concelho de Loures, portanto não tinha outra data, que não esta”, indicou Ricardo Leão.

Referindo que Loures e Lisboa estão “sempre a trabalhar juntos”, o autarca do PS realçou que a atribuição do nome do Papa Francisco ao Parque Tejo foi articulada entre os dois municípios, “para ser um parque único”.

“Quero aqui reforçar que há autarcas neste país que colocam as pessoas em primeiro lugar, acima dos partidos políticos”, destacou o socialista Ricardo Leão, referindo-se à boa cooperação com o social-democrata Carlos Moedas, com quem tem trabalhado em conjunto, e frisando que “o interesse principal” enquanto presidentes de câmaras é servir as pessoas.

Presidenciais: Marques Mendes quer dinheiro na Defesa bem explicado para evitar radicalismos

0

O candidato à Presidência da República, Marques Mendes, defendeu no Porto que o investimento na Defesa deve ser bem explicado sob pena de se tornar em combustível para os extremismos e radicalismos.

No seu discurso no âmbito da apresentação no Porto da comissão de Honra da sua candidatura, que reúne cerca de 200 pessoas, Marques Mendes, afirmou que a decisão da NATO de elevar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) o investimento na Defesa “encerra um desafio sério”.

“É preciso saber explicar e aplicar esta decisão. Para um nórdico ou um báltico, aumentar os gastos em Defesa é completamente óbvio: o inimigo está próximo e o reforço da Defesa é urgente. Para um cidadão do sul da Europa, tudo é diferente: o inimigo está distante e o risco é reduzido”.

E prosseguiu: “se não houver explicação cabal desta decisão e garantia do estado social, corre-se um risco: o de os cidadãos descrerem da NATO, da União Europeia (UE) e da democracia. É combustível para os extremismos e radicalismos”.

Continuando no tema, entende que a UE tem de “agarrar esta oportunidade para criar a sua própria autonomia estratégica. Autonomia estratégica na economia. Investindo, inovando e industrializando”.

Entende Marques Mendes que, se não for assim, a “UE acabará a ser uma ‘colónia’ dos EUA ou da China”, sublinhando que a “autonomia estratégica em segurança e defesa não se trata, apenas, de gastar mais. Trata-se também de gastar melhor e gastar europeu. Autonomia estratégica não é um slogan. É um desafio. Precisamos de mais Europa, de melhor Europa e de Europa mais forte”.

Falando para uma plateia com cerca de 500 pessoas, o candidato lembrou que todos os Presidentes da República, até hoje, foram eleitos com apoios partidários. “Foi assim com Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa. Mas todos, sem exceção, foram independentes, isentos e imparciais na sua ação”.

“Será essa exatamente a minha marca. Uma marca de independência e isenção. Respeitando a Constituição. Colaborando com os governos. Dialogando com as oposições. Ouvindo a sociedade civil. Os portugueses conhecem-me e sabem que em 12 anos de comentário na televisão fui sempre muito independente. Falei sempre com isenção. Criticando quando havia motivo para criticar. Elogiando quando era justo elogiar. À esquerda e à direita. Honrando a verdade. Sem favoritismo para ninguém”, acrescentou.

Sobre o país disse ser “muito credível em várias áreas”, entre elas as Forças Armadas (FA), lembrando as forças destacadas “em operações de paz em várias partes do mundo” que “são altamente elogiadas”, disse Marques Mendes, acrescentando que “são fator de prestígio e orgulho para Portugal”.

“Temos de multiplicar o número de operações de paz em que participam as nossas FA. Será um investimento no reforço da imagem de Portugal no estrangeiro”, continuou o candidato que quer de Portugal que nunca abandone “a exigência de estar na linha da frente do projeto europeu. Nem a meio do comboio nem atrás dele. Sempre na linha da frente do comboio europeu. É estratégico para Portugal”.

E prosseguiu: “temos de ultrapassar dois défices sérios de credibilidade. Na política e na justiça. Estes dois pilares do Estado de Direito griparam. É preciso mudar de vida. Temos de rever leis eleitorais e exigências éticas. E temos que reformar a Justiça. O PR não vai ser espetador. Vai ser ator e mediador. Doutra forma, não vale a pena ser PR”.

As outras intervenções da noite couberam ao ex-ministro dos Assuntos Parlamentares e candidato à Câmara do Porto, Pedro Duarte, ao médico Fernando Póvoas, à presidente da Casa da Música, Isabel Furtado, e ao antigo líder do PSD Luís Filipe Menezes.

Falso fisioterapeuta suspeito de violação detido em Oeiras fica em prisão preventiva

0
DR

Um homem de 49 anos que se fazia passar por fisioterapeuta, suspeito dos crimes de violação e importunação sexual, numa clínica do concelho de Oeiras, ficou em prisão preventiva após interrogatório judicial, foi anunciado.

De acordo com a Procuradoria da República da Comarca de Lisboa Oeste, na sequência de “detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial” o arguido, “fortemente indiciado pela prática de dois crimes de violação, um crime de coação sexual, um crime de importunação sexual e um crime de usurpação de funções”.

Numa nota, o Ministério Público acrescentou que o arguido, “que se identificava como fisioterapeuta e osteopata sem possuir título válido para o efeito”, se encontra indiciado por ter começado em outubro de 2024 a realizar tratamentos à vítima, que foi constrangida, “no decurso de supostas práticas terapêuticas”, a “práticas sexuais”.

Na sequência do interrogatório judicial, na terça e na quarta-feira, foi aplicada ao arguido a medida de coação de prisão preventiva, no âmbito do inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do núcleo de Oeiras.

O suspeito foi detido na segunda-feira, pela Polícia Judiciária. Em comunicado, a força de segurança indicou que a vítima dos crimes é uma jovem de 24 anos que, “devido a problemas articulares/ortopédicos, foi acompanhada pelo suspeito em sessões de fisioterapia, vindo no decurso das mesmas a ser constrangida a atos sexuais, sem que conseguisse manifestar qualquer resistência, por motivos de imobilidade tónica”.

A PJ explicou que o suspeito está indiciado pelo crime de usurpação de funções, uma vez que deu sessões de fisioterapia num estabelecimento de saúde e bem-estar de Oeiras, no distrito de Lisboa, entre dezembro de 2024 e abril de 2025, “sem habilitação para o efeito”.

Ministra da Saúde diz que vai continuar no cargo

0
DR

A ministra da Saúde disse esta quinta-feira que vai continuar no cargo, avançando que “não houve” relação entre a morte de um homem e a greve do INEM, após a inspeção ter concluído que o óbito poderia ser evitado.

“Uma coisa é certa, nunca fugirei às minhas responsabilidades de natureza política, mas o que hoje aqui está em causa, através de um relatório que é o espaço certo para se fazer esta avaliação, é que não houve, repito, não houve nenhuma relação entre a infeliz ocorrência e a greve do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica]”, disse aos jornalistas Ana Paula Martins.

A governante falava à margem da tomada de posse do bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, em Lisboa.

Sobre os pedidos de esclarecimentos de vários partidos, como PS, Chega, PCP e IL, Ana Paula Martins disse estar “sempre disponível” para responder àquilo que a Assembleia da República lhe quiser perguntar.

“Eu estou sempre disponível para responder a todas as questões que me sejam postas em qualquer circunstância e continuarei a trabalhar sob a liderança do meu primeiro-ministro”, garantiu.

Hoje, o Chega e o PS pediram consequências políticas sobre a conclusão do relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), e a IL adiantou que vai propor a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito à gestão do INEM, um dia depois de ter sido noticiado que a morte de um homem em novembro de 2024, durante uma greve do instituto, poderia ter sido evitada.

Ao final do dia, os socialistas avançaram que vão pedir a audição urgente da ministra da Saúde, considerando que é tempo de Ana Paula Martins “assumir as suas responsabilidades”.

Também o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, considerou ser necessário “apurar os factos todos e as responsabilidades”, sendo que a “responsabilidade política” não pode ser posta de lado.

Hoje, à margem da reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que haverá oportunidade para o escrutínio político, na Assembleia da República, com a presença do Governo, sobre o relatório ao caso da morte de um homem durante uma greve do INEM.

Na quarta-feira, a IGAS divulgou um comunicado em que confirmou que morte de um homem de 53, em novembro de 2024 em Pombal, quando decorreu uma greve no INEM , poderia ter sido evitada se tivesse sido socorrido num tempo mínimo e razoável.

Este é um dos casos que a IGAS decidiu investigar para apurar eventuais atrasos no atendimento do CODU a 12 utentes que morreram em 04 de novembro, dia em decorreu, em simultâneo, duas greves – uma dos técnicos de emergência pré-hospitalar às horas extraordinárias e outra da administração pública.

“Concluiu-se que a morte do utente poderia ter sido evitada caso tivesse havido um socorro, num tempo mínimo e razoável, que tornasse possível a evacuação da vítima através de uma via verde coronária para um dos hospitais mais próximos, onde poderia ser submetido a angioplastia coronária numa das respetivas unidades hemodinâmicas”, adiantou a inspeção-geral.

Na noite de quarta-feira, o Ministério da Saúde já tinha esclarecido que a demora no socorro que levou à morte de um utente em Pombal está relacionada com alegada falta de zelo de dois profissionais que intervieram no processo, e não com a greve no INEM.

Segundo a versão do relatório conhecida – diz o Ministério da Saúde – “a eventual demora na chegada do socorro do INEM, e ao contrário do que foi aventado por alguns, não é atribuída à existência de greve no INEM, nem sequer a uma demora no atendimento da chamada pelo CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes]”.

Optimized by Optimole