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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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FC Porto bate Moreirense e assegura última vaga na ‘final four’ da Taça da Liga

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O FC Porto assegurou hoje a última vaga na ‘final four’ da Taça da Liga de futebol, ao vencer por 2-0 o Moreirense, em Aveiro, marcando encontro com o Sporting nas meias-finais da competição.

Na derradeira partida dos quartos de final, disputada no Estádio Municipal de Aveiro, devido à interdição do Estádio do Dragão, os portistas, vencedores da prova em 2022/23, marcaram por intermédio de Leonardo Buta, aos 34 minutos, na própria baliza, e Stephen Eustáquio, aos 61, para se apurarem pela 12.ª vez para as meias-finais.

Com este desfecho, estão definidos os quatro emblemas que vão participar na ‘final four’, com o FC Porto a defrontar o Sporting e o Benfica a jogar com o Sporting de Braga, que hoje eliminou o Vitória de Guimarães (2-1).

A ‘final four’ da Taça da Liga vai decorrer em Leiria, com as meias-finais em 07 e 08 de janeiro de 2025, e a final marcada para dia 11 do mesmo mês.

Villas-Boas fez empréstimo de 500 mil euros sem juros à FC Porto SAD

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, emprestou à SAD portista 500 mil euros, sem juros, em maio, mês em que tomou posse, com o pagamento fixado em janeiro de 2025, segundo as contas esta quinta-feira divulgadas pela entidade.

No detalhe do valor nominal dos empréstimos classificados no passivo em 30 de junho de 2024, expresso nos resultados comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), consta esta operação do líder dos ‘dragões’, que assumiu o cargo em 28 de maio.

Noutra rubrica do relatório e contas da SAD ‘azul e branca’, é possível ver que Villas-Boas mantinha no final de junho as mesmas 54.269 ações da sociedade que detinha no dia em que foi empossado, enquanto o ex-presidente Jorge Nuno Pinto da Costa possuía 354.483 (6,5 vezes mais).

As remunerações atribuídas durante o exercício aos administradores da FC Porto SAD ascenderam a quase dois milhões de euros (1.942.641 euros).

Destes, a equipa liderada por Villas-Boas recebeu, em pouco mais de um mês em funções (28 de maio a 30 de junho), 48.946 euros, com o presidente a não auferir qualquer remuneração, depois de ter abdicado da mesma, e com a ‘fatia de leão’ a caber ao administrador financeiro José Pedro Costa (35.133 euros).

Já a administração comandada por Pinto da Costa auferiu, entre 01 de julho de 2023 a 28 de maio de 2024 (11 meses), período durante o qual exerceu funções, 1.893.695 euros.

O antigo presidente recebeu 628.052 euros, Adelino Caldeira (administrador jurídico) e Fernando Gomes (administrador financeiro) ganharam 356.550 euros cada um, e Luís Gonçalves e Vítor Baía arrecadaram 274.772 euros.

A FC Porto SAD registou um resultado líquido negativo de 21 milhões de euros (ME) na temporada de 2023/24, que compara com o prejuízo de 48 ME no exercício anterior.

Apesar do desagravamento significativo do prejuízo, que recuou 27 ME, trata-se da segunda época consecutiva de resultados negativos para a FC Porto SAD, depois de dois exercício positivos: 19,3 ME em 2020/21 e 20,8 ME em 2021/22.

Sporting de Braga vence Vitória e defronta Benfica nas ‘meias’ da Taça da Liga

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O Sporting de Braga apurou-se esta quinta-feira para a ‘final four’ da Taça da Liga de futebol e marcou encontro com o Benfica nas meias-finais, ao vencer por 2-1 na receção ao Vitória de Guimarães, em jogo dos ‘quartos’.

Nuno Santos adiantou os vimaranenses, aos 10 minutos, mas Niakaté, aos 22, e Bruma, aos 75, de grande penalidade, assinaram a reviravolta dos bracarenses, sendo que os visitantes terminaram a partida reduzidos a 10 elementos, por expulsão de Borevkovic, aos 70.

O Sporting de Braga, detentor do troféu e com três conquistas da Taça da Liga (2012/13, 2019/20 e 2023/24), vai defrontar nas meias-finais o Benfica, enquanto a outra meia-final vai opor o Sporting ao vencedor do encontro de hoje entre FC Porto e Moreirense, agendado para as 20:45.

A ‘final four’ da Taça da Liga vai decorrer em Leiria, com as meias-finais em 07 e 08 de janeiro de 2025, e a final marcada para dia 11 do mesmo mês.

Alterações climáticas pioraram eventos extremos e contribuíram para 350 mil mortes

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As alterações climáticas causadas pela atividade humana intensificaram os piores eventos extremos dos últimos 20 anos e contribuíram para a morte de 350.000 pessoas, segundo uma análise divulgada hoje pela organização World Weather Attribution (WWA).

A análise sublinha que as alterações climáticas já são “incrivelmente perigosas com um aquecimento de 1,3°C” (graus celsius) e descreve as ações necessárias para salvar vidas face ao agravamento das condições meteorológicas extremas.

A WWA teve em conta a onda de calor na Europa em 2003 (os 47,3ºC na Amareleja), que terá provocado a morte de mais de 70.000 pessoas.

Terá sido, segundo um comunicado da instituição, a “primeira prova inegável de que as alterações climáticas” eram uma realidade que estava a afetar a vida das pessoas e não uma “ameaça abstrata”.

Foi a primeira vez, diz a WWA, que os cientistas identificaram claramente as “impressões digitais” das alterações climáticas num fenómeno meteorológico específico, marcando o início de um novo campo de investigação, conhecido como “ciência da atribuição”.

Mas outros se seguiram, lembra a organização, como o ciclone tropical Nargis, que matou mais de 100.000 pessoas e destruiu comunidades inteiras em Myanmar, em 2008.

O fator alterações climáticas nos fenómenos extremos nem sempre foi mensurável, mas a WWA, criada em 2014, fornece provas científicas sobre se e em que medida as alterações climáticas tiveram um papel numa determinada catástrofe.

A WWA é formada por investigadores de várias instituições científicas e universitárias e tem protocolos e parcerias com peritos locais que permitem avaliar rapidamente fenómenos climáticos extremos em todo o mundo, socorrendo-se também de modelos climáticos e literatura especializada.

Na análise dos 10 eventos climáticos mais mortíferos desde a onda de calor de 2003 incluiu-se três ciclones tropicais no Indo-Pacífico (Sidr, Nargis e Haiyan), quatro ondas de calor na Europa, dois fenómenos de precipitação intensa (um na Índia, outro no Mediterrâneo) e uma seca no Corno de África.

“No seu conjunto, estes fenómenos causaram mais de 350.000 mortes. E em todos eles encontramos as impressões digitais das alterações climáticas”, salienta a organização, que adverte que não se contabilizaram centenas de milhares de mortes não reportadas.

E acrescenta: “Sabemos que não existe uma catástrofe natural. É a vulnerabilidade e a exposição da população que transformam os riscos meteorológicos em desastres humanitários”.

E adverte ainda que são cada vez menos os riscos meteorológicos que podem ser puramente descritos como “naturais”.

“O nosso trabalho, juntamente com a literatura científica, mostra agora que, com cada tonelada de carvão, petróleo e gás queimado, todas as ondas de calor e a esmagadora maioria dos fenómenos de precipitação intensa, secas e ciclones tropicais se tornam mais intensos”, avisa.

Destaca a organização que o facto de o mundo não se afastar dos combustíveis fósseis “está a provocar alterações dramáticas nas condições meteorológicas extremas, contribuindo para centenas de milhares de mortes e afetando milhões de pessoas”.

E na trajetória atual de um aquecimento de 3°C até final do século os riscos “só irão piorar”.

Os avisos precoces de eventos extremos e mecanismos de ação precoce (evacuações por exemplo) podem ser a diferença entre a vida e a morte.

Mas alguns acontecimentos, nota-se no estudo, ultrapassam a capacidade de qualquer governo se preparar. Quatro dos 10 fenómenos meteorológicos mais mortais foram ondas de calor na Europa, uma região rica e relativamente bem preparada.

Pelo menos 158 pessoas morreram ma província espanhola de Valência, numa contagem que ainda não está terminada, na sequência de uma violenta tempestade na terça-feira passada.

As chuvas torrenciais foram 12% mais intensas e duas vezes mais prováveis do que quando o clima ainda não tinha aquecido, segundo a WWA numa análise rápida e preliminar de hoje.

PSP detém dois homens em flagrante minutos depois de serem libertados

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A PSP deteve dois homens em flagrante delito, minutos depois de terem sido colocados em liberdade por um juiz de instrução, estando estes suspeitos referenciados por recentes assaltos em Campo de Ourique, Lisboa, indicou hoje aquela polícia.

O chefe da área operacional do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PSP, Nelson Silva, disse à Lusa que a PSP deteve na terça-feira em flagrante delito quatro homens por um furto a um estabelecimento comercial na baixa de Lisboa, tendo dois deles ficado em prisão preventiva e os outros dois colocados em liberdade pelo juiz de instrução criminal.

Segundo o comissário, este grupo de quatro homens estava a ser investigado pela PSP no último mês por ser suspeito dos vários assaltos a estabelecimentos, residências e viaturas na freguesia de Campo de Ourique, e que levou a um baixo assinado dos habitantes a pedir mais segurança para o bairro.

Após os dois homens terem sido colocados em liberdade pelo juiz de instrução e como a investigação criminal suspeitava que “eram os agentes mais ativos a fazer os furtos na freguesia de Campo de Ourique”, a PSP montou um dispositivo de vigilância à saída do tribunal para os monitorizar e obter mais algum tipo de informação, contou.

“Quando saem do Campos da Justiça e entram na Avenida D. Joao II, a escassos metros do tribunal, os dois homens partem os vidros de um carro com um pedra e fizeram um furto ao interior da viatura. Foram detidos em flagrante delito minutos depois de terem sido soltos do primeiro interrogatório judicial”, disse.

Depois deste furto a um carro próximo do tribunal, a PSP juntou o processo aos assaltos em Campo de Ourique e os dois homens, de 25 e 31 anos, foram novamente presentes a um juiz e na quarta-feira ficaram em prisão preventiva.

Com estas detenções, a PSP “não tem dúvidas de que conseguiu afastar os principais agentes causadores de insegurança publica” na zona de Campo de Ourique, frisou o responsável.

Para o comissário, a PSP acredita que a situação poderá estar agora controlada e que eram estas quatro pessoas que andavam a dedicar-se à prática de crimes contra ao património no bairro.

Nelson Silva explicou que a intervenção da polícia em Campo de Ourique “não surge depois das queixas dos habitantes”, frisando que, quando surgiu um baixo assinado da população, estes quatro homens agora detidos já estavam a ser investigados.

Segundo a investigação da PSP, estes quatro homens serão sem abrigo e toxicodependentes.

Rúben Amorim promete explicações sobre futuro após Estrela da Amadora

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O treinador do Sporting, Rúben Amorim, prometeu hoje dar explicações sobre a sua possível saída para o Manchester United, da I Liga inglesa de futebol, na sexta-feira, mas negou a existência de “paz podre” no clube.

“Vamos deixar isso para o fim do jogo” contra o Estrela da Amadora. “Prometo que no fim do jogo irei falar sobre isso, mas, ao estarmos a falar agora, é mais uma desestabilização para o plantel”, afirmou o treinador, em Alcochete, em conferência de imprensa de antevisão ao encontro da I Liga portuguesa.

O Sporting recebe o Estrela da Amadora na sexta-feira, em jogo da 10.ª jornada I Liga portuguesa de futebol, com início previsto para as 20:15, no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

O clube confirmou, na terça-feira, o interesse do Manchester United na contratação de Rúben Amorim pelos 10 milhões de euros (ME) da cláusula de rescisão do treinador, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

OE2025: Proposta aprovada na generalidade por PSD e CDS-PP com abstenção do PS

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

A proposta de lei de Orçamento do Estado para 2025 foi hoje aprovada na generalidade com votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, e a abstenção do PS.

Os restantes partidos da oposição – Chega, IL, BE, PCP, Livre e PAN – votaram contra.

O PS já anunciou que se irá abster também na votação final global, marcada para 29 de novembro, assegurando a viabilização do primeiro Orçamento do Estado apresentado pelo executivo minoritário PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro.

A aprovação na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2025 foi aplaudida de pé pelas bancadas do PSD e do CDS-PP.

A proposta de lei que aprova as Grandes Opções do Plano para 2024-2028 foi viabilizada, também na generalidade, com votos a favor de PSD e CDS-PP e abstenções de PS e IL, enquanto Chega, BE, PCP, Livre e PAN votaram contra.

A abstenção do PS em relação ao Orçamento foi anunciada depois de terem terminado sem acordo negociações com o Governo, sobretudo devido ao IRC, cuja descida generalizada foi recusada pelos socialistas, mas o executivo não abdicou de descer este imposto em um ponto percentual no próximo ano – em vez dos dois previstos no seu programa.

Na outra matéria central nas negociações, o regime fiscal IRS Jovem, foi incluída na proposta de Orçamento uma proposta aproximada da desenhada pelo anterior Governo do PS, e o primeiro-ministro considerou que até ficou mais equilibrada do que na versão inicialmente anunciada, agora com duração alargada para dez anos e independente de qualificações.

A discussão do Orçamento do Estado na especialidade na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) começa na segunda-feira, com audições, até 15 de novembro, de todos os ministros e de instituições e organismos como o Tribunal de Contas, o Conselho Económico e Social e o Conselho das Finanças Públicas.

O prazo para os partidos apresentarem propostas de alteração ao Orçamento do Estado termina em 15 de novembro.

Segue-se depois, de 22 a 29 de novembro, a discussão na especialidade em plenário, de manhã, e votações na COFAP, de tarde, com o encerramento e a votação final global marcados para dia 29.

O XXIV Governo Constitucional, chefiado por Luís Montenegro, tomou posse em 02 de abril, na sequência das legislativas antecipadas de 10 de março. Ao fim de cerca de seis em funções, apresentou, em 10 de outubro, a sua primeira proposta de Orçamento do Estado.

No cenário macroeconómico em que assenta a proposta de Orçamento para 2025, o Governo PSD/CDS-PP prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1,8% em 2024 e 2,1% em 2025 e que a taxa de inflação diminua para 2,6% neste ano e 2,3% no próximo.

O executivo pretende alcançar excedentes orçamentais de 0,4% neste ano e de 0,3% no próximo ano. Quanto ao rácio da dívida pública, estima a sua redução para 95,9% do PIB em 2024 e para 93,3% em 2025.

Restos mortais de Eça de Queiroz transladados para o Panteão em 08 de janeiro

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Os restos mortais do escritor Eça de Queiroz vão ser transladados para o Panteão Nacional no dia 08 de janeiro, decisão tomada após resolvida a contenda judicial, disse hoje à agência Lusa fonte oficial do parlamento.

Em janeiro de 2021, a Assembleia da República aprovou por unanimidade um projeto de resolução do PS para “conceder honras de Panteão Nacional aos restos mortais de José Maria Eça de Queiroz, em reconhecimento e homenagem pela obra literária ímpar e determinante na história da literatura portuguesa”.

No entanto, a seguir, um grupo de bisnetos de Eça de Queiroz começou por apresentar uma providência cautelar para impedir a trasladação dos restos mortais do escritor para o Panteão Nacional. Este grupo de herdeiros acabou por levar esse processo até ao Supremo Tribunal Administrativo.

Dos 22 bisnetos do escritor, 13 concordaram com a trasladação para o Panteão Nacional, havendo ainda três abstenções. Também a Fundação Eça de Queiroz se manifestou favorável à trasladação.

Em 25 de janeiro deste ano, o Supremo Tribunal Administrativo (STA) rejeitou o recurso dos seis bisnetos do escritor Eça de Queiroz, que contestam a sua trasladação para o Panteão Nacional, permitindo que a homenagem apoiada pela maioria dos descendentes se concretize.

Nesse acórdão, o coletivo de juízes do STA contestou a alegação de que possa ser considerada uma presumível vontade anteriormente expressa pelos netos do escritor, em 1989, contrária à trasladação.

“(…) Tal direito, no caso dos herdeiros ou familiares, compete exclusivamente àqueles que se encontram vivos no momento em que se coloca (…) e o seu exercício traduz-se na manifestação de uma vontade atual, e não na representação de uma vontade anteriormente expressa”, lê-se no acórdão.

Para os conselheiros do STA, “sempre seria impensável que uma posição tomada, em determinado momento e num dado contexto, por parte dos conjunturais descendentes da altura, pudesse ter o efeito de comprometer, para todo o sempre, a possibilidade de futuras, e acaso distantes, iniciativas de homenagem”.

O coletivo de juízes contestou ainda a argumentação dos recorrentes de que a autorização da homenagem está dependente de uma vontade unânime e não apenas de uma maioria. Rejeitou, igualmente, o argumento de que os restos mortais são “uma herança” do escritor.

O coletivo do STA defendeu que se verifica “a existência de uma maioria de pessoas legitimadas” para tomar a decisão relativa à trasladação dos restos mortais de Eça de Queiroz.

Eça de Queiroz morreu em 16 de agosto de 1900 e foi sepultado em Lisboa. Em setembro de 1989, os seus restos mortais foram transportados do Cemitério do Alto de São João, na capital, para um jazigo de família, no cemitério de Santa Cruz do Douro, em Baião.

A resolução aprovada em 2021 surgiu em resposta a um repto lançado pela Fundação Eça de Queiroz, nos termos da lei que define e regula as honras de Panteão Nacional, destinadas a “homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao país, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade”.

Eça de Queiroz, nascido na Póvoa de Varzim, distrito do Porto, em 1845, foi autor de contos e romances, entre os quais “Os Maias”, que gerações de críticos e investigadores na área da literatura consideram o melhor romance realista português do século XIX.

A sua vasta obra inclui títulos como “O primo Basílio”, “A cidade e as serras”, “O crime do padre Amaro”, “A relíquia”, “A ilustre casa de Ramires” e “A tragédia da Rua das Flores”.

Volkswagen quer avançar com cortes de 10% nos salários na Alemanha

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O grupo Volkswagen confirmou ontem que tenciona avançar com cortes salariais de 10% na Alemanha, para conseguir “manter-se competitivo” e “salvaguardar os postos de trabalho”.

Em comunicado, a fabricante alemã indica que “devido à crise económica na indústria automóvel”, não consegue “satisfazer a exigência do sindicato de um aumento salarial de 7%”.

“Em vez disso, a empresa acredita que a redução dos salários em 10% daria à Volkswagen AG os meios para fazer investimentos futuros, de modo a manter-se competitiva e, assim, salvaguardar os postos de trabalho”, lê-se na nota de imprensa.

Arne Meiswinkel, que integra o Conselho de Administração do grupo Volkswagen e é responsável pela área dos recursos humanos, assinala que “as operações bem-sucedidas são um pré-requisito para a segurança no emprego” e que esse “é o objetivo do grupo”.

“Portanto, uma das coisas que precisamos de fazer é reduzir os custos laborais […] para um nível competitivo em relação ao ‘benchmark’ da indústria”, afirmou, citado na nota de imprensa.

O administrador financeiro (Chief Financial Officer, CFO) da empresa, Arno Antlitz, já tinha confirmado hoje, em conferência de imprensa por ocasião da apresentação dos resultados financeiros, que o grupo estava a considerar cortes “severos” e que iria tomar “decisões difíceis e dolorosas” na Alemanha.

A Volkswagen anunciou hoje que teve um lucro de 7.590 milhões de euros até setembro, menos 33,1% face ao período homólogo, devido à queda das vendas na China.

A empresa afirma ainda que os resultados financeiros foram afetados pelos custos fixos mais elevados e por provisões para realizar uma reestruturação, numa altura em que considera “urgentemente necessário” reduzir os custos “de forma significativa”.

Moçambique/Eleições: Manifestações deixaram 43,2ME de prejuízos e 1.200 desempregados

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Os empresários moçambicanos estimaram esta quarta-feira prejuízos de 3.000 milhões de meticais (43,2 milhões de euros) nos três dias das manifestações e paralisação convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, assumindo que a destruição e saques deixaram 1.200 desempregados.

“Tivemos sabotagens, vandalizações, arrombamento de estabelecimentos privados e comerciais e até produtivas (…) cerca de 33”, que provocaram “perdas financeiras estimadas em cerca de 3.000 milhões de meticais. Portanto, o nível de vandalização de estabelecimentos é de tal forma que não poderão voltar a operar”, assumiu Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O dirigente falava aos jornalistas após uma reunião, em Maputo, com o Governo moçambicano, envolvendo cinco ministros, de áreas como transportes, turismo, pescas, energia, indústria e comércio, para analisar “os impactos” das manifestações e paralisações realizadas em 21, 24 e 25 de outubro, e nova paralisação anunciada a partir de quinta-feira, durante sete dias, convocadas por Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados das eleições gerais de 09 de outubro.

“É como se estivéssemos a instalar uma nova unidade [face aos estabelecimentos destruídos ou vandalizados], se tivermos que ver a operacionalidade. Em termos de impacto, em postos de trabalho, estamos a falar de 1.200 trabalhadores de forma direta”, disse Vuma, garantindo que com o “efeito multiplicador” nas famílias esta situação já ameaça “cerca de 6.000 pessoas”.

Referiu ainda que dos confrontos violentos com a polícia em vários pontos do país, mas sobretudo no centro de Maputo, resultou, no setor financeiro, “redução das transações do mercado cambial” em 75,3%, passando da média anterior diária de 60 milhões de dólares (55,2 milhões de euros) “para cerca de 14 milhões de dólares [12,9 milhões de euros] nos dias 24 e 25 de outubro passado”.

“As empresas estão a implementar planos de crise visando minimizar as perdas que estamos a conhecer, mas também dos prejuízos que temos estado a conhecer no quadro da natureza da nossa economia”, reconheceu Vuma.

Após receber garantias do Governo sobre a segurança que será dada nos próximos dias, o líder do patronato moçambicano assumiu: “Mantemos a nossa prontidão em deixar as nossas unidades produtivas abertas (…) obtivemos também uma garantia do nosso ministro, que era a nossa preocupação: a disponibilidade de combustíveis”.

O presidente da CTA insistiu no apelo à calma, recordando que “no final do dia”, todos são consumidores e precisam “de ter a comida na mesa”.

“Há uma necessidade dos nossos governantes de garantir a segurança das nossas unidades, por que estamos a assistir a pilhagens, a saques, que estão a colocar em causa a nossa economia, a nossa comida. Podemos eleger a questão que tem a ver com o direito de manifestação, mas também podemos eleger o direito à alimentação”, disse.

Outra das consequências que elencou dos protestos foi na entrada de camiões da África do Sul, cuja fronteira com Moçambique chegou a ser encerrada após manifestantes terem colocado pneus a arder na estrada.

“Acabou havendo a obrigação de encerrar a fronteira, o que afetou a entrada de cerca de 1.200 a 1.300 camiões. E uma boa parte, cerca de 90% desses camiões de logística, vão para o Porto de Maputo. Mostra que também estamos a impedir a entrada de produtos de primeira necessidade para a nossa economia”, reconheceu.

No final do encontro, Vuma apelou ainda aos empresários para evitarem as práticas especulativas que já se verificam.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique anunciou na passada quinta-feira a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República de 09 de outubro, com 70,67% dos votos.

Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos, extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirmou não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

Na terça-feira, Venâncio Mondlane convocou novas paralisações e protestos pelo período de uma semana a partir de quinta-feira, a culminar com uma manifestação nacional a 07 de novembro em Maputo.

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