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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Benfica vence Santa Clara e junta-se ao Sporting na ‘final four’ da Taça da Liga

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Foto: Notícias Em Direto | Arlindo Homem

O Benfica, recordista de troféus, apurou-se hoje para as meias-finais da Taça da Liga de futebol, ao vencer por 3-0 na receção ao Santa Clara, em jogo dos quartos de final do novo formato da competição.

Depois de uma primeira parte em ‘branco’, os ‘encarnados’ construíram a vitória com golos de dois jogadores saídos do banco de suplentes, Di María, aos 71 minutos, e Pavlidis, aos 76 e 80, sendo que o avançado grego não marcava pelas ‘águias’ desde 23 de setembro, frente ao Boavista, para a I Liga.

Vencedor de sete troféus da Taça da Liga (2009, 2010, 2011, 2012, 2014, 2015 e 2016), o Benfica junta-se ao Sporting na ‘final four’ da prova, ficando à espera do adversário nas meias-finais, que sairá do duelo de quinta-feira entre Sporting de Braga e Vitória de Guimarães. Já os ‘leões’, que na terça-feira bateram o Nacional (3-1), terão pela frente FC Porto ou Moreirense, que também se defrontam na quinta-feira.

A ‘final four’ da Taça da Liga vai decorrer em Leiria, com as meias-finais em 07 e 08 de janeiro de 2025, e a final marcada para dia 11 do mesmo mês.

Presidente da Câmara de Loures defende despejo de participantes em distúrbios

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O presidente da Câmara Municipal de Loures, Ricardo Leão (PS), defendeu esta quarta-feira o despejo “sem dó nem piedade” de inquilinos de habitações municipais que tenham participado nos distúrbios que têm ocorrido na Área Metropolitana de Lisboa.

“É obvio que eu não quero que um criminoso que tenha participado nestes acontecimentos, se for ele o titular do contrato de arrendamento é para acabar e é para despejar, ponto final parágrafo”, afirmou o autarca socialista, durante a reunião pública da Câmara Municipal.

As declarações do presidente da Câmara de Loures surgiram no final da discussão de uma recomendação do Chega de alteração do regulamento municipal de habitação, permitindo despejar de casas municipais quem comete crimes.

A recomendação foi aprovada com os votos favoráveis do Chega, do PS e do PSD e contra da CDU.

O autarca manifestou ainda a intenção de imputar aos responsáveis pelos desacatos o pagamento dos cerca de 60 contentores que foram destruídos.

Os tumultos da Área Metropolitana de Lisboa surgiram na sequência da morte de Odair Moniz, cidadão cabo-verdiano de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, baleado por um agente da PSP.

“Tivemos cerca de 60 contentores danificados ao longo do concelho, alguém vai ter de os pagar. Se for gente aqui do concelho, vou analisar com os juristas, vamos ter de pôr uma ação e eles vão ter de os pagar. Não é o erário público que os vai ter de pagar”, afirmou.

A recomendação, que faz menção à morte de Odair Moniz e aos “atos de vandalismo e desacatos” que têm ocorrido em vários bairros da Área Metropolitana de Lisboa, propõe ordem de despejo “imediato” a quem for provada a participação nos incidentes.

“Considerando que a habitação municipal deve ser um direito acessível a todos, é fundamental garantir que os recursos habitacionais sejam destinados a cidadãos que respeitam as normas sociais e legais. A presença de indivíduos que cometem atos ilícitos pode comprometer a segurança e a qualidade de vida de todos os lourenses”, lê-se no texto da recomendação, a que a agência Lusa teve acesso.

A CDU, única força política a votar contra a recomendação, alertou, através da vereadora Fernanda Santos, que a perda do direito à habitação seria “uma dupla discriminação”.

” Existem situações que já estão tipificadas no regulamento municipal e um conjunto de sanções. O que aqui está é uma dupla discriminação, a pessoa já é punida judicialmente e depois também vai ser punida num direito que tem que é o direito à habitação”, argumentou.

Odair Moniz foi baleado por um agente da PSP na madrugada de 21 de outubro, no Bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, e morreu pouco depois, no hospital.

Segundo a PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e despistou-se na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria e isenta” para apurar responsabilidades, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

A Inspeção-Geral da Administração Interna e a PSP abriram inquéritos, e o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Na semana passada registaram-se tumultos no Zambujal e noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados e vandalizados autocarros, automóveis e caixotes do lixo, somando-se cerca de duas dezenas de detidos e outros tantos suspeitos identificados. Sete pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade.

Câmara de Viseu quer que Governo avance com centro alternativo da proteção civil

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, vai pedir à ministra da Administração Interna que avance com a criação de um centro nacional alternativo da proteção civil no concelho, como está previsto há mais de 20 anos.

“Já está marcada uma reunião com ministra da Administração Interna. Vamos recolocar o problema do centro alternativo da proteção civil”, avançou ontem o autarca social-democrata aos jornalistas, considerando que “não tem jeito nenhum que se continue neste impasse”.

O autarca lembrou que esta é uma intenção antiga e que a escolha de Viseu se prendeu com o facto de ser “uma região que é das menos afeitas a sismos”.

“Isto foi consecutivamente apresentado e, portanto, avancem, porque temos o terreno disponível no aeródromo”, frisou.

Em janeiro de 2004, o então ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, anunciou que Viseu iria acolher uma “cópia” do Centro Nacional de Operações de Socorro (CNOS), que funcionaria em caso de catástrofe na região de Lisboa.

“Tem de ser uma espécie de cópia do que existe em Carnaxide, que tem uma sala de operações de âmbito nacional onde são recebidas todas as informações de variados setores. É um centro operacional de âmbito nacional que deve fazer a cobertura dos meios e a atribuição de recursos”, explicou na altura.

No seu entender, a existência de uma alternativa ao CNOS justificava-se, uma vez que o de Carnaxide poderá ficar inutilizado por vários motivos, entre eles o risco sísmico.

“É um cenário teórico, mas é possível”, realçou Figueiredo Lopes, acrescentando que “há registos muito importantes que não se pode correr o risco de perder, tem de se fazer o ‘backup’”.

Em novembro de 2006, o então secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, anunciou que o concurso para a construção do CNOS alternativo seria lançado no ano seguinte e que já estavam previstas verbas no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC).

União Europeia promete apoio a Espanha após cheias que são “uma tragédia para a Europa”

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A presidente da Comissão Europeia classificou as cheias em Espanha, que provocaram pelo menos 95 mortos, como uma “tragédia para a Europea”, e prometeu todo o apoio da União ao primeiro-ministro espanhol.

“Acabei de falar com Pedro Sánchez. As cheias em Espanha não são apenas uma tragédia nacional. São também uma tragédia para a Europa”, escreveu Ursula von der Leyen na rede social X.

A presidente do executivo comunitário assegurou que, “como tal, [a tragédia] vai ter uma resposta europeia”.

“Estamos prontos a ajudar com mantimentos de emergência. Quando chegar o momento, também estamos cá para ajudar na reconstrução”, completou a presidente da Comissão Europeia.

Pelo menos 95 pessoas morreram em Espanha por causa das chuvas torrenciais e inundações que atingiram o leste e o sul do país na noite passada, segundo o balanço mais recente das autoridades.

A Comunidade Valenciana foi a mais afetada pelo temporal e o governo regional confirmou até agora 92 mortos, num balanço que continua a ser provisório. Há mais dois mortos confirmados em Castela La Mancha e outro na Andaluzia.

O Governo de Espanha decretou hoje três dias de luto nacional por causa das consequências do mau tempo, referindo que há danos pessoais mas também materiais “altíssimos”, com estradas e outras infraestruturas e edifícios danificados ou destruídos por causa da violência das águas que inundaram localidades inteiras.

O executivo pediu ainda às populações das zonas afetadas pelo mau tempo para não saírem de casa e, sobretudo, não tentarem circular pelas estradas, sublinhando que o temporal ainda permanece e os seus efeitos continuam a ser perigosos.

Há várias zonas afetadas que continuam inacessíveis às equipas de resgate que estão no terreno e que incluem mais de mil militares de uma unidade de emergência para situações de catástrofe, segundo o Governo espanhol.

Milhares de pessoas estão sem eletricidade ou telecomunicações na Comunidade Valenciana, disse o executivo.

Várias regiões de Espanha estão desde terça-feira sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”, um fenómeno meteorológico conhecido como DANA em castelhano, que causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos do país, sobretudo na costa do Mediterrâneo.

Climáximo pinta de vermelho água da fonte do edifício da Caixa Geral de Depósitos

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Elementos do movimento Climáximo despejaram hoje de manhã corante vermelho na fonte do edifício da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa, que alberga vários ministérios, em protesto contra a proposta de Orçamento do Estado, que classificam de criminosa.

Em comunicado, o Climáximo diz que as discussões do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) se limitaram “a jogos de bastidores”, deixando de parte “as reais implicações das políticas públicas na vida das pessoas”.

No dia em que arranca o debate na generalidade do OE2025, o movimento lamenta que a crise climática tenha estado afastada das discussões sobre o OE2025, considerando que “as políticas necessárias para travar o colapso ficaram à porta”.

“Tal como processos institucionais vazios, como a 29.ª Conferência das Nações Unidas pelo Clima (COP) que irá acontecer em novembro, o OE demonstra que os Governos não nos vão salvar da destruição em curso”, escrevem os ambientalistas do Climáximo, considerando que as medidas previstas colocam “o pé no acelerador” rumo ao “inferno climático”.

Dando o exemplo das cheias desta madrugada em Valência (Espanha), o Climáximo defende que as políticas dos últimos governos conduzem o mundo para crescentes incêndios, secas, quebras de colheitas e cheias, comprometendo “uma sociedade justa e democrática” e condições de vida dignas.

O movimento apela ainda a toda a sociedade para se juntar à manifestação e à ação Parar Enquanto Podemos, agendada para dia 23 de novembro e que partirá às 15:00 da Praça Paiva Couceiro, em Lisboa, com intuito de bloquear a Praça do Chile.

Primeiro-ministro manifesta pesar e disponibiliza ajuda a Espanha devido às cheias

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, expressou hoje pesar pelo elevado número de vítimas das chuvas intensas e inundações que se registam em Espanha e manifestou disponibilidade para dar “toda a ajuda necessária ajudar o país vizinho.

“O governo português expressa o maior pesar pelo elevado número de vítimas das inundações registados em Espanha, mostra solidariedade a todo o povo espanhol e disponibiliza-se para toda a ajuda necessária”, lê-se numa mensagem publicada na rede social X.

Na mensagem, Luís Montenegro expressa ainda solidariedade com o governo.

Pelo menos 51 pessoas morreram em Espanha, na região de Valência, devido às chuvas torrenciais e inundações que atingiram a região na última noite e madrugada, segundo dados do governo regional da Comunidade Valenciana.

As imagens que estão a ser divulgadas pelas televisões e nas redes sociais mostram aldeias, estradas, ruas e campos inundados, carros arrastados pelas águas e presos em autoestradas e pessoas em telhados ou árvores à espera de resgate.

Na última noite, a precipitação na região de Valência foi a mais elevada em 24 horas desde 11 de setembro de 1966, de acordo com dados oficiais.

Sapadores de Bombeiros de Lisboa suspenderam greve após negociações com Governo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os bombeiros sapadores de Lisboa, que estavam em greve desde 01 de outubro, suspenderam a paralisação às 00:00 de hoje na sequência do início das negociações com o Governo, disse à agência Lusa fonte sindical.

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), Nuno Almeida, adiantou que na sequência do início das negociações com o Governo, os bombeiros decidiram suspender a greve que deveria terminar na quinta-feira.

“O sindicato integrou a reunião com o Governo que deu início à negociação do Estatuto de Pessoal dos Bombeiros Profissionais da Administração Local e já estão calendarizadas reuniões de negociação para os dias 06, 14 e 25 de novembro, e ainda a 03, 13 e 20 de dezembro”, contou.

De acordo com o sindicato, o “Governo sugeriu que os sindicatos enviassem previamente as suas propostas relacionadas com cada um destes temas, dando a possibilidade de serem incluídas outras temáticas, que estes considerem pertinentes”.

“À medida que se for avançando nos temas, o Governo apresentará também as suas propostas”, disse Nuno Almeida.

Contudo, referiu o presidente do STML, se as negociações não corresponderem de forma positiva às aspirações dos trabalhadores, serão decididas novas formas de luta.

“Quanto ao balanço de cerca de mês de greve, é positivo. Se não fosse a luta dos trabalhadores, as negociações ficariam adiadas mais tempo. Nos primeiros dias, a adesão era de 95% a 100%, depois com o anúncio do Governo convocando a primeira reunião, era mais reduzida”, disse.

Os bombeiros sapadores de Lisboa iniciaram em 01 de outubro uma greve de um mês (terminava a 31 de outubro) para exigir a revisão do Estatuto de Pessoal dos Bombeiros Profissionais da Administração Local, nomeadamente a revisão da tabela remuneratória.

O reconhecimento da carreira de bombeiro sapador como profissão de desgaste rápido é outra das revindicações, assim como a revisão do regime de aposentação.

No início de outubro, centenas de bombeiros sapadores manifestaram-se junto à Assembleia da República, tendo derrubado as grades de proteção ao edifício e ocupado a escadaria durante três horas, além de terem rebentado petardos e queimado pneus.

Entre as exigências estão os aumentos salariais, subsídio de risco semelhante ao atribuído às forças de segurança e revisão do estatuto.

Mais de 1,6 milhões vacinados contra a gripe e mais de 1,1 milhões contra a covid-19

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Mais de 1,6 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe e mais de 1,1 milhões receberam o reforço contra a covid-19, com os idosos com 85 ou mais anos a registarem a cobertura vacinal mais elevada.

Segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS), um total de 1.607.796 pessoas tomaram a vacina contra a gripe desde 20 de setembro, quando arrancou a campanha de vacinação sazonal, 949.863 nas farmácias e 657.777 no Serviço Nacional de Saúde.

O documento informa que a população com 85 anos ou mais apresenta uma taxa de cobertura vacinal de 62,85%.

Na terça-feira, o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) pediu o aumento da vacinação contra a gripe e a covid-19 dos grupos de risco face à aproximação do inverno, considerando insuficiente a cobertura vacinal em muitos Estados-membros.

No alerta de terça-feira, o ECDC lembrou que, durante a temporada de 2023-2024, a taxa de vacinação contra a gripe sazonal das pessoas com 65 anos ou mais anos variou significativamente entre os 27, oscilando entre os 12% e os 78%, com apenas dois países a alcançarem uma cobertura superior a 75% de nessa faixa etária.

O relatório semanal da DGS indica ainda que 1.122.654 receberam a dose de reforço da covid-19, com 667.870 a escolherem as farmácias para serem vacinadas, enquanto 454.690 optaram pelos centros de saúde.

Na última semana, foram administradas 231.996 vacinas contra a gripe e 149.404 contra a covid-19, números inferiores aos conseguidos na semana anterior.

Estes dados foram divulgados depois de a Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiares ter alertado para as “falhas persistentes” na disponibilização de vacinas da gripe e da covid-19 em centros de saúde, salientando que tem havido partilha de vacinas entre unidades vizinhas para minimizar o impacto.

A cobertura vacinal da gripe é maior do que a da covid-19 em todos os grupos etários. No caso dos idosos com 85 ou mais anos, que apenas podem ser vacinados no SNS, a cobertura desta faixa etária para a gripe chegou aos 62,85% (214.961 pessoas), baixando para os 49,38% no caso da covid-19 (168.889).

A cobertura vacinal mais baixa verifica-se no grupo entre os 60 e 69 anos, com 33,76% vacinados contra a gripe (438.056) e 24,51% para a covid-19 (318.090), refere ainda a DGS.

A campanha de vacinação sazonal iniciou-se em 20 de setembro, com quase cinco milhões de vacinas contra a gripe e a covid-19 para administrar.

Este ano aderiram mais 25 farmácias, num total de 2.519 que vão funcionar em complementaridade com os centros de saúde, administrando as vacinas a utentes entre os 60 e os 84 anos e aos seus profissionais de saúde.

Nesta campanha, a vacinação contra a gripe com dose reforçada foi alargada às pessoas com 85 ou mais anos, para além dos residentes em lares de idosos e unidades da rede nacional de cuidados continuados integrados.

O Governo vai gastar 7,6 milhões de euros com a vacinação contra a covid-19 e a gripe nas farmácias e quer ter mais pessoas vacinadas até ao final de novembro do que em 2023.

Tuberculose mata 1,2 milhões de pessoas em 2023 e ultrapassa a covid-19

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Cerca 1,2 milhões de pessoas morreram e quase 11 milhões adoeceram com tuberculose em 2023, ano em que a doença destronou a covid-19 como a principal causa de morte devido a um único agente infeccioso.

Os dados constam do relatório de 2024 da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a tuberculose esta terça-feira divulgado e que indica que 10,8 milhões adoeceram no último ano, um ligeiro aumento face aos 10,7 milhões de 2022, mas superior aos 10,4 milhões de 2021 e aos 10,1 milhões de 2020, anos de maior incidência da covid-19.

Apesar de o número estar a crescer desde 2020, a OMS conclui que o aumento global de pessoas que ficaram doentes com tuberculose, iniciado durante a pandemia da covid-19, começou a abrandar e estabilizar.

“No entanto, em 2023, a tuberculose voltou provavelmente a ser a principal causa de morte no mundo devido a um único agente infeccioso, após três anos em que foi substituída pela doença do coronavírus covid-19, e causou quase o dobro das mortes que o VIH/SIDA”, alerta o estudo.

De acordo com as estimativas da OMS, a tuberculose causou cerca de 1,25 milhões de mortes em 2023, entre as quais 161 mil de pessoas com VIH, quando tinham sido 1,32 milhões em 2022.

Sem tratamento, a taxa de mortalidade por tuberculose é elevada, rondando os 50%, mas com as terapêuticas atualmente recomendadas pela OMS cerca de 85% das pessoas com tuberculose podem ser curadas, salienta ainda o relatório que é publicado anualmente desde 1997.

O documento indica também que, em 2023, cinco países representaram 56% do total mundial de casos: Índia (26%), Indonésia (10%), China (6,8%), Filipinas (6,8%) e Paquistão (6,3%) e que 55% das pessoas que desenvolveram tuberculose eram homens, 33% mulheres e 12% crianças e adolescentes.

Já por regiões, a maioria das pessoas que desenvolveram a doença em 2023 encontrava-se no Sudeste Asiático (45%), em África (24%) e no Pacífico Ocidental (17%) e com menores percentagens no Mediterrâneo Oriental (8,6%), nas Américas (3,2%) e na Europa (2,1%).

A redução líquida do número global de mortes entre 2015 e 2023 foi de 23%, quase um terço do objetivo definido na estratégia da OMS de uma diminuição de 75% dos óbitos até 2025, com os avanços mais significativos a serem registados nas regiões africana e europeia.

Os Estados-membros da OMS e da ONU comprometeram-se pôr fim à epidemia da doença, através da adoção de uma estratégia que prevê para 2030 uma redução de 90% no número de mortes e de 80% na taxa de incidência da doença, em comparação com os níveis de 2015.

“Acabar com a tuberculose continua a ser um objetivo longínquo, mas depois de graves reveses durante os piores anos da pandemia da covid-19, existem várias tendências positivas”, realça o relatório da OMS.

A única vacina licenciada para a prevenção é feita a partir do bacilo de Calmette-Guérin (BCG), uma forma enfraquecida da bactéria que causa a doença, e foi desenvolvida há quase 100 anos, permitindo prevenir formas graves de tuberculose em crianças.

Atualmente não existe nenhuma vacina licenciada que seja eficaz na prevenção da tuberculose em adultos, mas estão em ensaios avançados diversas novas vacinas com “resultados promissores”, adianta a OMS.

A tuberculose é uma doença infecciosa que se transmite maioritariamente por via inalatória, ou seja, pela inalação de gotículas expelidas pela pessoa doente quando tosse, fala ou espirra.

Governo dos Açores prevê crescimento da economia de 2,4% em 2025

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O Governo dos Açores prevê para 2025 um crescimento da economia em 2,4% e um aumento de 26,5 milhões de euros na receita fiscal arrecadada, para um total de 895,5 milhões, segundo a proposta de Orçamento.

“Para 2025 e 2026 prevê-se um crescimento mais intenso, em linha com a economia nacional – 2,4% em 2025 e 2,6% em 2026. O consumo privado deverá acompanhar a evolução do PIB [Produto Interno Bruto], ainda que crescendo abaixo deste (2,4% em 2025 e 2% em 2026)”, lê-se na proposta de Orçamento da Região Autónoma dos Açores para 2025, a que agência Lusa teve acesso.

As propostas de Plano e Orçamento dos Açores, que vão ser discutidas e votadas entre 29 e 29 de novembro, foram hoje entregues na Assembleia Regional, na Horta.

De acordo com o documento, o executivo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) reconhece 2024 como um “ano de desaceleração do crescimento económico”, estimando um crescimento da economia de 2,1%.

“Em 2025 a receita fiscal deverá refletir um crescimento correspondente a 26,5 milhões de euros (3,0%) face à execução orçamental de 2024, prevendo-se que atinja os 895,5 milhões de euros”, é referido.

Os encargos com juros da dívida não deverão ultrapassar os 70 milhões e as amortizações deverão representar cerca de 98 milhões de euros.

O executivo adianta que 88% da dívida direta, situada em 2.962 mil milhões em setembro de 2024, está “indexada a taxas fixas” em “resultado da estratégia que se tem vindo a desenvolver para reduzir a exposição da região aos riscos da taxa de juro”.

Estima-se um aumento de 7,8% na despesa em 2025 em comparação com 2024 (excluindo passivos financeiros e dotação provisional), enquanto a despesa de investimento também deverá crescer 7,6% no próximo ano.

“Nas despesas com pessoal verifica-se um aumento de 5,0% face à dotação de 2024. Este incremento deverá ser suficiente para acomodar os aumentos salariais e as progressões nas carreiras que se vierem a verificar em 2025”, detalha o executivo.

Na previsão orçamental (sem incluir a operação de transformação da dívida comercial em financeira), o saldo efetivo previsto na proposta de Orçamento regional é de 204,5 milhões de euros negativos, enquanto o saldo primário é de 129,9 milhões de euros negativos.

De acordo com os números divulgados, os setores da Saúde e da Educação absorvem 767,4 milhões de euros (446 milhões para o Serviço Regional de Saúde e 321,4 milhões para os estabelecimentos de ensino), o que corresponde a 94,4% das transferências correntes da região.

O Orçamento dos Açores para 2025, que define as linhas estratégicas do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM para o próximo ano, atinge os 1.913 milhões de euros, dos quais 818 milhões são destinados aos investimentos previstos no Plano.

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