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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Gyökeres marca quatro na goleada do Sporting ao Estrela da Amadora

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O avançado Viktor Gyökeres marcou hoje quatro golos na goleada do líder Sporting sobre o Estrela da Amadora, por 5-1, no jogo que abriu a 10.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, no Estádio José Alvalade.

O jogador sueco assinou o primeiro ‘póquer’ da carreira, aos 19, 31, 42 (de penálti) e 70 minutos, chegando aos 16 tentos no campeonato, e Maxi Araújo completou a ‘mão cheia’ dos campeões nacionais, aos 85, sendo que, pelo meio, Rodrigo Pinho reduziu para os ‘estrelistas’, aos 35.

No dia em que foi oficializada a saída do treinador Rúben Amorim para o Manchester United, com efeitos a partir de 11 de novembro, o Sporting somou a 10.ª vitória no mesmo número de jornadas e reforçou a liderança da I Liga, com 30 pontos, mais seis do que o segundo, o FC Porto, que joga no domingo, enquanto o Estrela da Amadora é 16.º e antepenúltimo, com seis.

Cimeira da Biodiversidade termina sem compromisso entre Estados do norte e do sul

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A Conferência das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP16) terminou esta sexta-feira, na Colômbia, num impasse, sem compromisso no braço de ferro financeiro que opõe Estados do norte e do sul.

Após uma longa noite de consultas entre países, a presidência colombiana da cimeira da ONU apresentou um texto de compromisso na manhã desta sexta-feira 12.º e último dia da maior conferência internacional sobre a natureza, em Cali.

O resultado da COP16 Biodiversidade, que é crucial para travar a destruição dos organismos vivos, ficou em suspenso, numa batalha final e altamente incerta entre o norte e o sul sobre o financiamento da proteção da natureza.

O compromisso propõe que se continue a discutir até 2026, na COP17, na Arménia, a forma de atingir o objetivo de 200 mil milhões de dólares por ano de despesas globais para salvar a natureza até 2030.

Deste valor, os países ricos devem contribuir com 30 mil milhões. Em 2022, eram cerca de 15 mil milhões, de acordo com a OCDE.

Os países em desenvolvimento, em particular o grupo africano, pedem um novo fundo multilateral para substituir o atual, que consideram inadequado e injusto.

Para evitar um fiasco total na cimeira, a presidência colombiana propôs o lançamento de um “processo intersessional” de negociações para abrir caminho à criação deste novo fundo.

“Estamos totalmente desiludidos. Não há criação de um fundo dedicado à biodiversidade, não há medidas fortes para pressionar os países desenvolvidos a respeitarem os seus compromissos”, disse à AFP Daniel Mukubi, negociador da República Democrática do Congo.

Um negociador europeu, que falou sob condição de anonimato, também alertou para um “grande confronto que se avizinha” sobre a questão do fundo.

Em segundo plano, todos estes intervenientes se preparam para travar novamente a mesma batalha, mas por um valor dez vezes superior, na conferência sobre o clima COP29, em Baku, no Azerbaijão, a partir de 11 de novembro.

Em Cali, o braço de ferro diz respeito ao financiamento do acordo de Kunming-Montreal, adotado há dois anos pelos 196 países membros da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB).

Este acordo exige que 30% da terra e do mar sejam colocados em zonas protegidas até 2030 e que os riscos dos pesticidas sejam reduzidos para metade.

A missão da COP16 era reforçar os tímidos esforços do mundo para aplicar estes grandes objetivos, destinados a salvar o planeta e os seres vivos da desflorestação, da sobre-exploração, das alterações climáticas e da poluição, todas causadas pelo homem.

A seis anos do final do acordo, 44 dos 196 países definiram as suas estratégias nacionais de aplicação do acordo, que estão mais ou menos em dia, e 119 apresentaram compromissos sobre todos ou alguns dos objetivos, segundo a contagem oficial desta sexta-feira.

A conferência realizou-se com uma mobilização maciça de polícias e soldados, na sequência de ameaças de um grupo guerrilheiro colombiano na região, mas sem incidentes registados.

Presidente da República visitou bairro do Zambujal e conversou com familiares de Odair Moniz

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República esteve esta sexta-feira no bairro do Zambujal, na Amadora, onde visitou a esquadra da PSP e conversou com familiares de Odair Moniz, baleado mortalmente por um polícia na madrugada de 21 de outubro, no Bairro da Cova da Moura.

Esta visita, que não constava da agenda do chefe de Estado transmitida à comunicação social, foi divulgada posteriormente, através de uma nota na página da Presidência da República.

“Tal como tinha anunciado, o Presidente da República iniciou na sexta-feira visitas informais na zona de Grande Lisboa, tendo estado na Amadora, juntamente com o presidente da Câmara Municipal, no bairro do Zambujal, onde visitou a esquadra da PSP, e conversou com diversos moradores daquele bairro, incluindo familiares de Odair Moniz”, lê-se na nota.

De acordo com a Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa também jantou na Amadora, “onde visitou o quartel dos bombeiros”.

Odair Moniz, cidadão cabo-verdiano de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, foi baleado por um agente da PSP na madrugada de 21 de outubro e morreu pouco depois, no hospital.

Segundo a PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e despistou-se na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria e isenta” para apurar responsabilidades, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

A Inspeção-Geral da Administração Interna e a PSP abriram inquéritos, e o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Nessa semana registaram-se tumultos no Zambujal e noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados e vandalizados autocarros, automóveis e caixotes do lixo, somando-se cerca de duas dezenas de detidos e outros tantos suspeitos identificados. Sete pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade.

O procurador-geral da República pediu celeridade na investigação à morte do cidadão e rapidez nas perícias da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal.

PSP detém jovem que burlava apostas ‘Placard’ em todo o país

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A PSP deteve um jovem de 21 anos que burlou pelo menos 18 casas de apostas em todo o país com um falso comprovativo de pagamento, suspeito com “um vasto historial” deste tipo de burlas em Espanha.

Este jovem, detido em Oeiras na quarta-feira e que ficou em prisão preventiva depois de ser ouvido pelo juiz de instrução, também já tinha sido detido em maio do ano passado pela PSP pelo mesmo tipo de crime de burla, mas em ourivesarias.

Segundo a Polícia de Segurança Pública, o ‘burlão do placard’, como era conhecido o jovem espanhol, fazia apostas no jogo ‘Placard’ e simulava o pagamento com falsos comprovativos de transferências bancárias.

“Ele pedia para fazer o registo das apostas ‘Placard’ e depois simulava um pagamento por transferência bancária e falsificava o comprovativo de transferência. As pessoas das papelarias e das casas das apostas, julgando que tinham sido ressarcidas do dinheiro das apostas, registavam os talões e acabavam por não ter o retorno do pagamento da aposta”, contou à Lusa o chefe da área operacional do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da PSP.

Nelson Silva explicou que esta investigação teve início em fevereiro e desde então há registo de pelo menos 18 crimes em 16 cidades de todo o país.

Segundo a PSP, o jovem usava números de contribuinte e identidades falsas que os mostrava aos comerciantes através do telemóvel. Chegou a usar 15 identidades falsas.

“Desde fevereiro que passou por todos estes concelhos a fazer esta artimanha: registava os talões das apostas fazendo recurso de um falso comprovativo bancário, como se tivesse pago as apostas, depois não tinha pago, mas ficava com as apostas registadas e daí conseguia recolher os prémios das apostas se as ganhasse”, explicou o comissário, desconhecendo se chegou a ganhar alguns prémios, o que a investigação ainda vai apurar.

A PSP indica que o jovem fazia as apostas à hora de fecho das casas das apostas, o que impossibilitava o seu cancelamento e levava a crer os comerciantes que tinha efetuado um pagamento por transferência bancária de um banco espanhol.

Nelson Silva avançou que o prejuízo total das burlas é de cerca de 55 mil euros e quando foi detido, na quarta-feira, tinha 433 talões no valor de apostas 12 mil euros.

O chefe da área operacional do DIC da PSP disse também à Lusa que o jovem foi detido no ano passado pela polícia pelo mesmo tipo de burlas, mas em ourivesarias.

“No ano passado foram 12 crimes pelo mesmo método. Ia a uma ourivesaria, escolhia as peças de ouro e depois simulava os pagamentos com falsos comprovativos de transferências bancárias”, afirmou, dando conta de que na altura o prejuízo total rondou os 100 mil euros em todo o pais.

Segundo Nelson Silva, o jovem esteve preso preventivamente uns meses, mas entretanto foi libertado porque há um mecanismo na lei que permite pagar às vítimas os danos.

“Ele pagou a quase todas as vítimas e foi-lhe restituída a liberdade. Quando foi restituída a liberdade, ele continuou cá em Portugal, não a fazer burlas a ourivesarias, nas sim às aposta placard”, precisou.

Segundo o comissário, oito dias depois de ter saído da prisão já estava a reincidir.

O ‘burlão do placard’ tem também um “vasto historial” de crimes de burla em Espanha, onde começou a praticar este crime com 16 anos, tendo pendente naquele país uma pena de prisão de sete anos.

GP de Valência de MotoGP substituído por outra prova que pode ser em Portugal

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O Grande Prémio de Valência de MotoGP, previsto para 15 a 17 de novembro, foi hoje cancelado devido às cheias que atingiram aquela região de Espanha e será substituído por outra corrida, que até poderá ser em Portugal.

Em comunicado, os promotores do Campeonato do Mundo de Velocidade anunciaram o cancelamento daquela que deveria ser a última prova da temporada.

“Depois de pesar cuidadosamente o impacto positivo que a corrida de MotoGP poderia ter em Valência, ainda que numa data posterior, versus a garantia de que nem um único recurso seria desviado de quem precisa pela presença do campeonato, os organizadores e as autoridades locais viram-se obrigados a cancelar o GP de Valência de 2024”, lê-se.

A Dorna, empresa promotora do Mundial de Velocidade, que, além do MotoGP, inclui as categorias de Moto2 e Moto3, anunciou ainda que juntará fundos para ajudar na recuperação daquela região espanhola.

Contudo, a ideia da Dorna e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) será encontrar um local alternativo para realizar a última corrida da temporada, mas ainda não confirmou nem a nova data nem o local.

De acordo com a imprensa espanhola, o Qatar, que acolhe um GP de Fórmula 1 em 01 de dezembro, poderia ser uma alternativa, bem como outros circuitos na Península Ibérica, incluindo o Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão.

Este fim de semana decorre em Sepang, na Malásia, a penúltima ronda do campeonato. Com os títulos de Moto3 e Moto2 decididos, resta a discussão do título da categoria principal, a de MotoGP.

O espanhol Jorge Martin (Ducati) chega na liderança, com 17 pontos de vantagem sobre o italiano Francesco Bagnaia (Ducati). Se o piloto madrileno chegar ao fim desta corrida com mais de 37 pontos de vantagem sobre o italiano, assegura matematicamente o cetro.

Caso contrário, o título apenas ficará decidido na última corrida.

Pilotos como Marc Márquez (Ducati) ou o próprio ‘Pecco’ Bagnaia tinham-se mostrado contra a ideia de correr em Valência. O italiano disse mesmo que faltaria à corrida, mesmo que isso lhe custasse o título mundial.

Presidente da República recorda Camilo Mortágua como “lutador contra a ditadura”

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou hoje o seu pesar às deputadas Mariana e Joana Mortágua pela morte do pai, o antifascista Camilo Mortágua, aos 90 anos, recordando-o como um “lutador contra a ditadura”.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado apresenta o seu pesar “às deputadas Mariana e Joana Mortágua e restante família, amigos e admiradores de Camilo Mortágua”.

No texto, Marcelo Rebelo de Sousa recorda Camilo Mortágua como um “lutador contra a ditadura durante muitas décadas do século passado” que morreu hoje “ao fim de uma longa e multifacetada vida ao serviço dos ideais que abraçava”.

Camilo Mortágua, pai das deputadas do Bloco de Esquerda Mariana e Joana Mortágua, morreu hoje aos 90 anos, segundo uma nota enviada à Lusa pela família.

“A família informa que Camilo Mortágua morreu esta madrugada, dia 1 de novembro, aos 90 anos. Partilhamos com os muito amigos e companheiros que se cruzaram com Camilo Mortágua a alegria de termos testemunhado uma vida de convicções, de compromisso com a liberdade e com a solidariedade”, pode ler-se na nota.

O velório decorre hoje a partir das 17:30 na casa mortuária de Alvito (Rua da Misericórdia) e o funeral está marcado para sábado, às 11:00, partindo da casa mortuária para o cemitério de Alvito (distrito de Beja).

Natural de Oliveira de Azeméis, Camilo Mortágua emigrou para a Venezuela em 1951, com 17 anos. Foi a partir desse país que começou a lutar contra o fascismo em Portugal, integrou a Direção Revolucionária Ibérica de Libertação e participou no assalto ao navio Santa Maria, em 1961, sob o comando do capitão Henrique Galvão.

Nesse mesmo ano, juntamente com o revolucionário Palma Inácio e outros antifascistas, desviou um avião da TAP no percurso entre Casablanca (Marrocos) e Lisboa para largar sobre a capital portuguesa 100.000 panfletos contra o regime salazarista.

Já em 1967, esteve envolvido num assalto à filial do Banco de Portugal na Figueira da Foz para financiar a atividade antifascista. Nesse mesmo ano, está na fundação da Liga de Unidade e Ação Revolucionária (LUAR).

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, Camilo Mortágua dinamizou a ocupação da Herdade da Torre Bela, no Ribatejo, da qual resultou a criação da cooperativa Torre Bela.

Concentrou então a sua atenção no desenvolvimento rural e local desde a vila de Alvito, no Alentejo, onde se fixou nos anos 80 do século XX e da qual Mariana e Joana Mortágua são naturais.

Em 1991 fundou a Associação Terras Dentro, nas Alcáçovas, e foi presidente da Presidente da Associação para as Universidades Rurais Europeias (APURE).

Camilo Mortágua publicou as suas memórias em dois volumes, intituladas “Andanças para a Liberdade”, nas quais percorre a sua vida desde a infância na Beira Litoral até ao 25 de Abril.

OE2025: PCP acusa PS de ter permitido “voto contra fanfarrão” de Chega e IL

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O secretário-geral do PCP acusou hoje o PS de ter permitido, através da abstenção na proposta de Orçamento do Estado para 2025 (OE2025), que Chega e IL votassem contra “de forma fanfarrona” um documento com o qual concordam.

“O PS, ao dizer que viabilizava o Orçamento do Estado, permitiu que toda a hipocrisia, todo o cinismo, toda a demagogia, toda a ‘reacionarisse’ do Chega e da IL ficasse liberta de ter que aprovar um orçamento com o qual estão profundamente de acordo, e que vêm de forma fanfarrona votar contra”, acusou Paulo Raimundo.

O dirigente comunista falava num almoço com quadros técnicos e intelectuais, no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa, um dia após a aprovação na generalidade da proposta de OE2025, viabilizada com os votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, a abstenção do PS e os votos contra da restante oposição.

Paulo Raimundo defendeu que tanto o Chega como a IL “estão de acordo com todas e cada uma das decisões” que constam no documento apresentado pelo executivo, “em particular aquelas que dão benefícios aos grandes grupos económicos que são o sustento financeiro desses mesmos partidos”.

“E o PS libertou-os de ter que votar a favor do seu próprio orçamento”, ironizou.

Na ótica do secretário-geral do PCP, o PS decidiu viabilizar a proposta orçamental – que nas próximas semanas segue para a fase de especialidade, no parlamento – “porque lá no fundo, no fundo, no fundo, o que está em causa neste orçamento é a continuidade das opções políticas do orçamento que está em vigor”, aprovado pela anterior maioria absoluta socialista.

Apesar de reconhecer que existem algumas diferenças, Paulo Raimundo defendeu que não são significativas, dando alguns exemplos: “O orçamento que está agora em vigor prevê 1.600 milhões de euros em benefícios fiscais para as grandes empresas. Este que foi aprovado ontem prevê 1.800. Há uma diferença, mas convenhamos”.

Raimundo prosseguiu, afirmando que o orçamento ainda em vigor “está a concretizar 1.300 milhões de euros para as parcerias público-privadas” e que a proposta orçamental aprovada na quinta-feira “transfere 1.500 milhões de euros”.

“Há uma diferença, podemos dizer que aplicaram a inflação. Aplicaram a inflação, o princípio é o mesmo”, ironizou.

Número de mortes em inundações em Espanha sobe para 205

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O número de mortes em Espanha devido às inundações subiu para 205, das quais 202 na Comunidade Valenciana, segundo o mais recente balanço das autoridades espanholas.

“Neste momento, e de forma provisória, o número de vítimas mortais atinge as 202 pessoas”, anunciaram os serviços de emergência de Valência em comunicado hoje divulgado.

No documento, o centro de coordenação de emergências da região acrescenta que continua em marcha o processo de “levantamento e identificação das vítimas”.

Além das 202 mortes contabilizadas em Valência, as autoridades espanholas registaram outras duas em Castela La Mancha e outra na Andaluzia.

Várias regiões de Espanha estão desde terça-feira sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”, um fenómeno meteorológico conhecido como DANA em espanhol e como DINA em português.

O fenómeno causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos de Espanha, sobretudo na costa do Mediterrâneo.

A região mais afetada foi a Comunidade Valenciana, no leste do país, com chuvas com níveis inéditos, que fizeram acionar os alertas e avisos mais graves da proteção civil e da meteorologia na terça-feira à noite.

Trata-se de uma das catástrofes naturais mais graves dos últimos 75 anos em Espanha, ultrapassando as inundações de Biescas (Huesca) em 1996, com 87 mortos, e as inundações de Turia em 1957, em que morreram entre 80 e 100 pessoas.

Espanha/Cheias: Governo espanhol avança já com 24,8 milhões de euros para reconstruir estradas

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O Governo espanhol avançou com “uma primeira dotação orçamental” de 24,8 milhões de euros (ME) para começar a reconstruir as estradas afetadas pelo mau tempo e as inundações na Comunidade Valenciana, sobretudo nas províncias de Valência e Cuenca.

Segundo um comunicado do Ministério dos Transportes e Mobilidade Sustentável, a verba permite arrancar de imediato com os trabalhos de recuperação nas vias A-7, N-330 e N-322, consideradas de importância estratégica para a rede rodoviária do Estado.

Desta dotação orçamental, 12,6 ME foram disponibilizados com caráter de urgência para a reconstrução do viaduto desmoronado da A-7, no município de Quart de Poblet, e para a construção de um desvio provisório com três faixas de rodagem em cada sentido junto à própria autoestrada para servir o tráfego de longa distância, sendo que os primeiros trabalhos já começaram.

Os outros 12,2 milhões de euros são para a reconstrução da estrada N-322, em Requena, e da N-330 em diferentes troços das províncias de Valência e Cuenca, que foram “gravemente danificadas” pelas fortes chuvas e que levaram inúmeros cursos de água a transbordar e a provocar inundações.

O ministério detalha que os troços afetados da N-330 estão situados no afluente da Rambla de la Torre, em Utiel (Valência), no município de Talayuelas (Cuenca) e na Cañada de la Rinconada ou del Asno, em Landete (Valência).

Por seu lado, a V-31, em direção a Alicante, já foi desobstruída, embora as autoridades continuem a recomendar que se evitem as deslocações para dar prioridade ao trabalho dos serviços de emergência e salvamento.

Entretanto, cerca de 23.000 pessoas continuam sem fornecimento de eletricidade na província de Valência, depois de mais de 132.000 pessoas terem sido afetadas desde quarta-feira. Mais de duas dezenas de geradores foram ligados em diversas localidades afetadas, como Alborache, Alfafar, Buñol, Cheste, Chiva, Quart de Poblet, Montroi, Real, Siete Aguas, Torrent e Utiel, estando em curso trabalhos de restituição do fornecimento de eletricidade.

O número de mortes em Espanha devido às inundações subiu para 205, continuando dezenas de pessoas desaparecidas, segundo o mais recente balanço das autoridades espanholas.

Trata-se de uma das catástrofes naturais mais graves dos últimos 75 anos em Espanha, ultrapassando as inundações de Biescas (Huesca) em 1996, com 87 mortos, e as inundações de Turia em 1957, em que morreram entre 80 e 100 pessoas.

Várias regiões de Espanha, entre as quais a Comunidade Valenciana, no leste do país, estão desde terça-feira sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”, um fenómeno meteorológico conhecido como DANA em espanhol e como DINA em português.

O fenómeno causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos de Espanha, sobretudo na costa do Mediterrâneo, provocando prejuízos avultados.

Policiamento de proximidade em destaque no primeiro congresso do maior sindicato da PSP

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O policiamento de proximidade é um dos temas em destaque no congresso da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), uma iniciativa que um sindicato da Polícia de Segurança Pública organiza pela primeira vez.

“As forças de segurança em democracia. Por uma polícia mais próxima do cidadão” é o tema do I congresso da ASPP, que se realiza sábado e domingo e reúne em Lisboa polícias de Portugal, Espanha, Países Baixos e Brasil e outros profissionais, como professores, juízes, magistrados, enfermeiros e médicos.

O presidente da ASPP, Paulo Santos, disse à Lusa que será um congresso “virado para o exterior” e terá como um dos temas em debate um assunto “muito atual, que é o policiamento de proximidade”, apesar de a iniciativa ter sido marcada no início do ano.

O policiamento de proximidade e a forma como a PSP intervém nos bairros sociais tem sido abordado na última semana devido aos distúrbios em vários locais da Área Metropolitana de Lisboa motivados pela morte de um homem por um agente da PSP na Cova da Moura, na Amadora.

“É necessário fazer uma discussão séria sobre o que se pretende para o país em termos de segurança interna”, afirmou o presidente do maior sindicato da PSP, lamentando que o policiamento de proximidade exista “apenas no papel”.

Segundo Paulo Santos, há mais de 30 anos que se fala em policiamento de proximidade, mas “não tem funcionado” por falta de investimento, meios, recursos e efetivo.

O presidente da ASPP defendeu que o policiamento de proximidade deve ser “um instrumento político” que não deve ficar na alçada de uma direção policial”, devendo ser alargado a outras áreas da sociedade, saúde, deporto, educação cultura.

Paulo Santos considerou que deve existir uma equipa multidisciplinar nos bairros e não deve ser só a polícia a entrar nestes locais e “a fazer o papel de mau do Estado”.

Intervenção e condição policial e direito à greve na PSP são outros temas que vão ser debatidos durante dois dias no primeiro congresso da ASPP.

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