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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Espanha/Cheias: Presidente português enaltece “resposta notável do povo espanhol”

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, voltou este sábado a expressar solidariedade ao monarca espanhol, Felipe VI, pelas consequências das inundações naquele país, enaltecendo a “resposta notável” da população.

Numa mensagem divulgada no sítio oficial da Presidência da República na Internet lê-se que “na sequência de mensagem enviada ao Rei de Espanha logo no início dos dramáticos acontecimentos vividos no país irmão, o Presidente da República falou telefonicamente com Felipe VI”.

De acordo com a nota, o chefe de Estado português reforçou “a solidariedade do povo português perante as mais recentes notícias, que revelam a extensão dos sacrifícios pessoais e materiais, bem como a resposta notável do povo espanhol a esta tragédia sem precedente conhecido”.

Na quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa já tinha enviado uma mensagem a Felipe VI, exprimindo solidariedade e condolências.

O número de mortes em Espanha devido às inundações subiu para 205, continuando dezenas de pessoas desaparecidas, segundo o mais recente balanço das autoridades espanholas.

Várias regiões de Espanha, entre as quais a Comunidade Valenciana, no leste do país, estão desde terça-feira sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”, um fenómeno meteorológico conhecido como DANA em espanhol e como DINA em português.

O fenómeno causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos de Espanha, sobretudo na costa do Mediterrâneo, provocando prejuízos avultados.

Trata-se de uma das catástrofes naturais mais graves dos últimos 75 anos em Espanha, ultrapassando as inundações de Biescas (Huesca) em 1996, com 87 mortos, e as inundações de Turia em 1957, em que morreram entre 80 e 100 pessoas.

Subintendente Aurora Dantier diz que a PSP tem de “fazer as pazes” com os bairros

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A subintendente Aurora Dantier avisou este sábado que a PSP tem de “fazer as pazes” com os bairros da periferia de Lisboa, face aos desacatos desencadeados pela morte de Odair Moniz por um agente na Cova da Moura (Amadora).

Em declarações à Lusa após a intervenção no primeiro congresso da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), na Faculdade de Direito de Lisboa, a subintendente que coordena as equipas de policiamento de proximidade de 11 divisões no Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) manifestou a sua convicção de que a PSP vai voltar a ser bem recebida no Bairro do Zambujal ou na Cova da Moura, mas admitiu que vai levar tempo.

“Temos de apaziguar. Temos de fazer as pazes e criar condições e estratégias. Não podemos catalogar que as pessoas que vivem no bairro são todas criminosas. Existe um grupo que faz com que o bairro tenha má fama, mas a maior parte das pessoas sai de manhã para trabalhar”, afirmou, reconhecendo que a situação “ainda está muito quente” e que é preciso “voltar aos níveis anteriores” no relacionamento entre a polícia e a comunidade local.

Para Aurora Dantier, dos desacatos que aconteceram nos dias seguintes no Bairro do Zambujal, onde o cidadão cabo-verdiano morava, ao ambiente de tensão na Cova da Moura, onde Odair Moniz viria a morrer baleado por um policia, a resposta da PSP deve passar por “voltar a entrar” nos bairros e falar com a população que também precisa da ajuda da polícia.

“Tem de se falar com as pessoas do bairro e temos de as escutar. Houve um incidente grave? Houve, mas as instituições estão a trabalhar. Então e o resto? As outras pessoas não têm necessidade da polícia? Não têm necessidade de proteção? Têm. Vamos abandoná-las? Não pode ser. Temos de acompanhar aquelas pessoas, que precisam da intervenção da polícia”, frisou, avisando que, se tal não for feito, vai continuar a tensão entre agentes e comunidade.

Sublinhando que o incêndio de carros e de mobiliário urbano que se verificou ao longo da última semana em algumas zonas de Lisboa, como Benfica, “já não é um problema social” relacionado com o Bairro do Zambujal ou a Cova da Moura, a subintendente da PSP referiu que os responsáveis são “puros criminosos” e garantiu que a força de segurança continua no terreno e atenta a aproveitamentos “deste clima para poder fazer vandalismo”.

Aurora Dantier, de 59 anos, não quis comentar posições políticas em torno deste caso, mas salientou que “as pessoas deviam ser mais ponderadas naquilo que dizem”, ao notar que nas últimas duas semanas “houve muita gente que aproveitou o palco da comunicação social e depois acabou por incendiar certas questões”. “Isso foi muito mau. A PSP é que tem de apagar o fogo”, disse.

A subintendente assumiu ainda que há resistência na PSP ao policiamento de proximidade junto destas comunidades, “porque nem todos compreendem este papel de estar próximo das pessoas de forma diferente”, sobretudo entre os agentes mais velhos, que foram “formatados para uma polícia repressiva”, mas deixou um alerta: “Se a polícia não entra, não participa ou não está na comunidade, há outros grupos e outros fenómenos que ocupam o espaço”.

Questionada sobre as razões que limitam a expansão das ações de policiamento de proximidade da PSP, a subintendente apontou à escassez de meios humanos e ao maior número de valências a cargo dos agentes, que redundam numa intervenção mais reativa do que preventiva face aos problemas.

“Temos de cumprir tudo e vai-se reduzindo de um lado e do outro. [A polícia] não é elástica. Ou entram mais pessoas ou vamos ter de fazer uma avaliação do que temos e, provavelmente, teremos de cessar algumas tarefas”, concluiu.

Odair Moniz, cidadão cabo-verdiano de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, foi baleado por um agente da PSP na madrugada de 21 de outubro, no Bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, e morreu pouco depois, no hospital.

Segundo a PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e despistou-se na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria e isenta” para apurar responsabilidades, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

A Inspeção-Geral da Administração Interna e a PSP abriram inquéritos, e o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Nessa semana registaram-se tumultos no Zambujal e noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados e vandalizados autocarros, automóveis e caixotes do lixo, somando-se cerca de duas dezenas de detidos e outros tantos suspeitos identificados. Sete pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade.

Rio Ave e Casa Pia empatam a dois golos em Vila do Conde

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O Rio Ave somou hoje o sexto jogo seguido sem vencer na I Liga portuguesa de futebol, ao empatar 2-2 na receção ao Casa Pia, em jogo da 10.ª jornada da competição, disputado em Vila do Conde.

Os lisboetas estiveram por duas vezes em vantagem, com golos de Nuno Moreira (três minutos) e Cassiano (28), mas os vila-condenses foram sempre repondo a igualdade, primeiro por Clayton (16), precisamente um ex-jogador dos ‘gansos’, e depois através de Martim Neto (39).

A formação de Vila do Conde, que leva seis partidas consecutivas sem triunfar na I Liga, mantém-se na 13.ª posição, com nove pontos, enquanto o Casa Pia, que apenas averbou uma derrota nos derradeiros sete encontros, perante o Sporting, segue no nono lugar, com 12.

Marcelo falou com mãe de motorista da Carris ferido e salienta “evolução positiva” do estado de saúde

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Presidente da República falou com a mãe do motorista da Carris que ficou ferido na semana passada em Loures, depois de o autocarro que conduzia ter sido incendiado, e confirmou a “evolução positiva” do seu estado de saúde.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, lê-se que Marcelo Rebelo de Sousa “confirmou ontem [sexta-feira] à noite, com a mãe de Tiago, motorista da Carris Metropolitana vítima do ataque ao autocarro que conduzia e que foi incendiado, a evolução positiva do seu estado de saúde”.

Na nota é acrescentado que o chefe de Estado “tem vindo a acompanhar” o estado de saúde do motorista, “respeitando as restrições próprias da hospitalização, desde o primeiro momento”.

Os distúrbios ocorridos na semana passada em vários concelhos da Área Metropolitana de Lisboa foram desencadeados após a morte do cabo-verdiano Odair Moniz, de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, que foi baleado por um agente da PSP na madrugada de 21 de outubro, no Bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, e morreu pouco depois.

Os tumultos tiveram início no Zambujal e estenderam-se depois a outros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, tendo sido incendiado na madrugada de 24 outubro um autocarro da Carris Metropolitana, em Santo António dos Cavaleiros, em Loures.

O autocarro já estava sem passageiros quando se deu o incidente, mas o motorista que ainda estava no interior sofreu “queimaduras graves na face, tórax e membros superiores”, segundo adiantou, na altura, a PSP.

Na sexta-feira, o Presidente da República esteve no bairro do Zambujal, na Amadora, onde visitou a esquadra da PSP e conversou com familiares de Odair Moniz, tendo estado posteriormente no Bairro da Cova da Moura. Ambas as visitas não constavam da agenda oficial do chefe de Estado divulgada à comunicação social.

Mulheres socialistas rejeitam “justiça popular” após declarações do autarca do PS de Loures

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As Mulheres Socialistas rejeitaram que seja feita “justiça popular” ou “qualquer tipo de discriminação”, depois de o presidente da Câmara Municipal de Loures (PS) ter ameaçado com despejo inquilinos de habitações municipais com participação nos distúrbios em Lisboa.

Num texto intitulado “A praga do populismo infiltra-se em todo o lado”, publicado na rede social Facebook na madrugada de hoje, as Mulheres Socialistas rejeitam “a justiça popular”, “qualquer tipo de discriminação”, “qualquer tipo de gueto que impeça as pessoas de uma vida digna” e acrescentam que “só se formam guetos onde os processos de integração falham”.

Esta posição das Mulheres Socialistas surge depois de na sexta-feira também a líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, ter defendido numa publicação no ‘X’ (antigo Twitter) que “um regulamento municipal não pode nunca introduzir penas acessórias, sobretudo quando ponha em causa direitos fundamentais e princípios como a dignidade da pessoa humana e a proporcionalidade”.

Sem fazer referência direta ao autarca socialista e presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Ricardo Leão, ou às suas declarações, Alexandra Leitão salientou que “determinar a aplicação de penas acessórias a quem comete crimes, mesmo após o trânsito em julgado, é uma opção exclusiva do legislador e, mesmo assim, muito limitada pela Constituição”.

Também sem qualquer referência direta ao autarca, as Mulheres Socialistas escrevem que o PS “tem uma história a defender” e salientam que “numa sociedade democrata, que se pauta pela defesa dos direitos humanos, há limites que não podem ser ultrapassados por quem defende a igualdade e não discriminação como princípios basilares de uma sociedade decente”.

“No partido da liberdade, igualdade e solidariedade, de que somos militantes, não se pode condenar antes de a Justiça o fazer (princípio da presunção da inocência); não se pode discriminar mesmo quem foi condenado (princípio da ressocialização); e muito menos alargar essa condenação, por contágio, à família remetendo-a para um gueto sem saída”, sublinhou esta estrutura socialista.

Na quinta-feira, o presidente da Câmara de Loures esclareceu que só defende o despejo de inquilinos de habitações municipais que tenham sido condenados e o caso transitado em julgado, assegurando que o município “irá sempre cumprir a lei”.

“As declarações tornadas públicas pela minha intervenção na reunião da Câmara Municipal de Loures eram referentes, única e exclusivamente, a casos transitados em julgado. Nunca o município se deve sobrepor ou substituir ao poder judicial. Nem nunca o fará”, referiu Ricardo Leão (PS), em comunicado.

O esclarecimento do autarca surgiu na sequência de declarações que proferiu na quarta-feira, na reunião pública da Câmara de Loures, durante a qual defendeu o despejo “sem dó nem piedade” de inquilinos de habitações municipais que tenham participado nos distúrbios que têm ocorrido na Área Metropolitana de Lisboa, após a morte do cabo-verdiano Odair Moniz, baleado por um agente da PSP.

“É óbvio que eu não quero que um criminoso que tenha participado nestes acontecimentos, se for ele o titular do contrato de arrendamento é para acabar e é para despejar, ponto final, parágrafo”, afirmou na ocasião Ricardo Leão.

O autarca falava no final da discussão de uma recomendação do Chega de alteração do regulamento municipal de habitação, permitindo despejar de casas municipais quem comete crimes, que acabou aprovada com votos favoráveis do Chega, PS e PSD e contra da CDU.

As declarações de Ricardo Leão já foram publicamente criticadas por vários socialistas, nomeadamente pelas deputadas Cláudia Santos e Isabel Moreira, pelo ex-ministro da Educação João Costa, num artigo de opinião no Expresso, e até pelo eurodeputado Francisco Assis, que ao mesmo semanário afirmou estar perturbado pela “incapacidade de compreensão da realidade sociocultural que está na base dos graves acontecimentos ocorridos nos últimos dias em Lisboa”.

Espanha/Cheias: Equipa portuguesa encontra “cenário devastador, bem pior do que estava à espera”

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A equipa da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento que chegou na sexta-feira à noite a Valência, Espanha, para ajudar nas operações de resgate disse à Lusa que encontrou um “cenário devastador, bem pior do que estava à espera”.

Em declarações à agência Lusa, por telefone, o comandante Pedro Batista adiantou que a equipa, composta por dez operacionais, três cães de busca e salvamento e três viatura equipadas com material pré-hospitalar e para abertura de acessos, foi para Valência em resposta a um pedido de ajuda feito pelos bombeiros valencianos da Unidade de Resgate em Emergências e Catástrofes (UREC) e da Embaixada espanhola.

Segundo o responsável, apesar de terem chegado na sexta-feira à noite, só começaram a trabalhar hoje de manhã por causa da falta de condições de segurança, sobretudo pelas “pilhagens e roubos que têm existido”.

“ [Encontrámos] um cenário devastador, bem pior do que o que estávamos à espera, com um povo bastante desesperado e a necessitar de ajuda, sem dúvida nenhuma”, disse Pedro Batista.

O comandante operacional explicou que é “bastante difícil” progredir no terreno, dada a quantidade de lama.

“Nós muitas vezes colocamos os pés e ficamos com lama até aos olhos. Ficamos completamente atolados sem conseguir andar. Muitas vezes precisamos de ajuda até para sair daquele local, o que também dificulta-nos a progressão no terreno”, relatou.

Acrescentou que há zonas onde não conseguem sequer colocar os cães de busca e salvamento porque a lama tem mais de um metro de altura e o animal “fica logo atolado”.

O comandante adiantou que até agora encontraram duas vítimas, graças aos cães de busca de salvamento, estando agora a “visualizar outras zonas onde poderão existir vitimas para fazer busca, quer apeada, quer cinotécnica”.

As duas vítimas encontradas, “em princípio, serão cadáveres” e não foi possível ainda resgatá-las por estarem debaixo de um contentor.

“É necessário maquinaria pesada, o que aqui está difícil de arranjar. O local ficou sinalizado pela ‘Guardia Civil’ e mal tenham maquinaria para proceder à remoção do contentor irão ser resgatadas”, explicou Pedro Batista.

Adiantou que as operações estão a ser dirigidas pelo centro de emergência local, com os bombeiros e a Proteção Civil, que definem os locais para onde as várias equipas, incluindo a portuguesa, se devem dirigir.

“Logo de manhã cedo é feito um ponto de situação e distribuídas as equipas pelos cenários, digamos assim, com cães, e abrir acesso caso seja necessário. Também estamos em prevenção, caso seja necessária a ajuda pré-hospitalar”, explicou.

Acrescentou que a equipa tem “uma viatura só para se deslocar onde for necessário”, havendo também um desfibrilhador automático externo, podendo, por isso, prestar os primeiros socorros, caso seja necessário.

Pedro Batista adiantou que a missão da equipa portuguesa é de três dias, mas afirmou que todos estão disponíveis para ficar por mais tempo, caso venha a ser necessário, o que, para já, ainda não sabe.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, adiantou hoje que o número provisório de mortos é de 211, com base no levantamento feito pelas equipas das forças armadas e das forças de segurança do Estado nos locais em que atuaram no terreno.

O primeiro-ministro, que fez hoje uma declaração a partir da sede do Governo de Espanha, em Madrid, referiu que há ainda dezenas de pessoas que continuam a procurar familiares e amigos desaparecidos, sem concretizar um número.

Várias regiões de Espanha, entre as quais a Comunidade Valenciana, no leste do país, estão desde terça-feira sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”, um fenómeno meteorológico conhecido como DANA em espanhol e como DINA em português.

O fenómeno causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos de Espanha, sobretudo na costa do Mediterrâneo, provocando prejuízos avultados.

Óbito/André Freire: Deputados de PS, BE, PCP e Livre recordam “homem de esquerda” em voto de pesar

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

Um grupo de deputados do PS, BE, PCP e Livre apresentaram um voto de pesar pela morte do “reconhecido e admirado” politólogo André Freire, cujo velório se realiza no domingo e funeral na segunda-feira.

O texto é assinado por 26 deputados, entre eles, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, a coordenadora do BE, Mariana Mortágua, o porta-voz do Livre Rui Tavares, os líderes parlamentar do PS, Alexandra Leitão, do BE, Fabian Figueiredo, do Livre, Isabel Mendes Lopes e o deputado do PCP António Filipe, entre outros.

A iniciativa refere que o politólogo, investigador e professor catedrático, morreu na quarta-feira, aos 63 anos, em Lisboa. Um amigo disse à agência Lusa que o sociólogo morreu na sequência de uma intervenção cirúrgica num hospital de Lisboa.

Os deputados recordam André Freire como um “reconhecido e admirado professor e investigador português” e “um homem de esquerda”, que “teve também uma importante atividade política e sindical”.

“Defensor da importância da convergência à esquerda, colaborou em inúmeras iniciativas nesse sentido, nomeadamente no Congresso Democrático das Alternativas, em 2012. Em 2015 envolveu-se ativamente com a candidatura do LIVRE/Tempo de Avançar, tendo sido candidato nas suas listas para as eleições legislativas em 2015. Nas eleições de 2019, 2022 e 2024 participou na campanha do Bloco de Esquerda”, salientam os deputados.

No texto lê-se ainda que André Freire “foi também delegado sindical e representante dos docentes do ISCTE no SNESUP – Sindicato Nacional do Ensino Superior, tendo permanecido ao longo dos anos empenhado em diferentes instâncias da vida da Universidade”.

“É, assim, mais do que justo que a esquerda se una para lembrar a sua vida, obra e percurso cívico e político”, realçam.

Na iniciativa, os deputados da esquerda parlamentar recordam André Freire como uma “pessoa de causas e convicções, mobilizado e ativo em todas as dimensões da vida académica, cívica e política”.

O velório de André Freire vai realizar-se em Lisboa na Igreja de Santa Joana Princesa, a partir das 16:00 de domingo. Na segunda-feira, haverá uma cerimónia de cremação no Cemitério do Alto de São João, das 11:00 às 12:00.

Professor e diretor e professor do Departamento de Ciência Política do ISCTE desde 2015, André Freire é autor de vários livros sobre atitudes e comportamentos eleitorais, o último dos quais foi “Eleições, Partidos e Representação Política”, editado já este ano.

Segundo a sua nota biográfica, foi um dos pioneiros na criação dos estudos eleitorais em Portugal, com base em inquéritos de opinião pós-eleitorais, em 2002 e 2005.

Nascido em Lisboa em 1961, André Freire licenciou-se em sociologia em 1995 no ISCTE-IUL – Instituto Superior Ciências Trabalho e da Empresa, em 1995 e nove anos depois, em 2004, fez o doutoramento em Ciências Sociais na Universidade de Lisboa.

Foi colunista em jornais, como o Público e Jornal de Letras, e comentador nas televisões, como a RTP.

Espanha/Cheias: Câmara de Comércio de Valência estima danos em 4.500 empresas

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A Câmara de Comércio de Valência, em Espanha, estima que cerca de 4.500 empresas da província sofreram danos com as cheias e que cerca de 1.800 destes estabelecimentos ficaram destruídos, foi hoje anunciado.

Os municípios afetados, segundo relatório da Câmara valenciana, têm uma população de 845.371 habitantes, 31,8% da população da província de Valência.

Nestes 65 municípios (incluindo os bairros afetados da cidade de Valência), existem 54.289 empresas – uma em cada três empresas da província –, 123 parques empresariais e parques industriais.

Somam-se os 354.000 trabalhadores que ali residem (33,5% do total de afiliados da província).

Os efeitos do fenómeno meteorológico conhecido como DANA em espanhol e como DINA em português afetaram todos os tipos de atividades económicas, desde a agricultura até às atividades industriais e de serviços.

Destes municípios, em pelo menos 32 localidades, os danos causados podem ser considerados graves ou muito grandes, pelas suas consequências na perda de vidas humanas, impacto nas grandes áreas urbanizadas e na gravidade das consequências nas habitações, infraestruturas e serviços, com um elevado grau de impacto na atividade económica local.

De acordo com o diretório central de empresas localizam-se naquele território 31.567 empresas, 17,8% da província.

Estas empresas desenvolvem a sua atividade em 34.855 instalações (estabelecimentos, lojas, armazéns, escritórios) e estão localizadas em 63 parques empresariais/áreas industriais.

Considerando os danos nos 65 municípios mais afetados, estima-se que entre 4.000 e 4.500 instalações localizadas em pisos térreos onde se desenvolvia atividade económica possam ter sofrido danos consideráveis.

Além disso, as consequências deste fenómeno afetaram, pelo menos, o funcionamento de 34 mercados municipais e 11 parques/centros comerciais.

Os municípios cujas atividades económicas foram mais afetadas, de acordo com os dados disponíveis até à data, foram: Alaquàs, Albal, Aldaia, Alfafar, Algemesí, Benetússer, Catarroja, Llocnou de la Corona, Massanassa, Paiporta, Picanya, Sedaví, Utiel e o bairro La Torre da cidade de Valência.

Nestes municípios, centenas de estabelecimentos comerciais, armazéns e rés-do-chão foram inundados com danos materiais em instalações, equipamentos, mobiliário e veículos de graus variados, e deterioração ou perda de ‘stocks’, produtos e mercadorias armazenadas.

O Parque Comercial Alfafar Parc, o Parque Comercial Sedaví, o MN4 e o Centro Comercial Bonaire seriam as grandes instalações comerciais mais afetadas, não só pelas inundações, mas também pelos saques que também afetaram empresas localizadas em áreas urbanas.

À perda de mercadorias e produtos perecíveis por cortes de energia somam-se as inundações de armazéns e centros logísticos, problemas de transporte devido ao estado das estradas e problemas de circulação e acesso aos negócios por parte de trabalhadores e clientes.

O número de mortes em Espanha devido às inundações subiu para 211, continuando dezenas de pessoas desaparecidas, segundo o mais recente balanço das autoridades espanholas.

Várias regiões de Espanha, entre as quais a Comunidade Valenciana, no leste do país, estão desde terça-feira sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”.

O fenómeno causou chuvas torrenciais e ocorrências em diversos pontos de Espanha, sobretudo na costa do Mediterrâneo, provocando prejuízos avultados.

Espanha/Cheias: Primeiro-ministro diz que há pelo menos 211 mortos

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Pelo menos 211 pessoas morreram nas inundações em Espanha, disse hoje o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez.

O número oficial de vítimas conhecido até agora era de 205 mortos, 203 das quais na região autónoma da Comunidade Valenciana.

Segundo disse hoje Sánchez, as equipas das forças armadas e das forças de segurança do Estado já encontraram 211 cadáveres nos locais em que atuaram no terreno, referindo em concreto e como exemplo milhares de garagens, casas e estradas inundadas.

O primeiro-ministro, que fez hoje uma declaração a partir da sede do Governo de Espanha, em Madrid, referiu que há ainda dezenas de pessoas que continuam a procurar familiares e amigos desaparecidos, sem concretizar um número.

Os trabalhos de busca de desaparecidos e de recuperação de eventuais cadáveres vai continuar nos próximos dias, acrescentou, numa declaração em que anunciou o envio de mais 5.000 militares e de mais 5.000 elementos das forças de segurança nacionais para o terreno, para dar resposta a uma “situação trágica”, com “problemas e carências severas” e em que a resposta das administrações tem sido insuficiente em Valência.

Açores sob aviso amarelo devido à passagem da tempestade Patty

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) atualizou o aviso amarelo emitido para os Açores, hoje e domingo, devido à precipitação por vezes forte e o aumento da intensidade do vento, face à passagem da tempestade Patty.

De acordo com o comunicado do IPMA, nas ilhas do Corvo e Flores, que constituem o grupo ocidental, o aviso amarelo vigora a partir das 15:00 locais (16:00 de Lisboa) até às 09:00 de domingo, devido a precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada.

Já no grupo central (Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa), o aviso emitido pelo IPMA vigora das 15:00 de hoje até às 06:00, também devido a precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada.

Nas ilhas de São Miguel e Santa Maria (grupo oriental), está prevista precipitação por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada entre as 18:00 de hoje e as 15:00 de domingo.

De acordo com o IPMA, a tempestade subtropical Patty encontrava-se hoje, às 09:00, a cerca 675 quilómetros a oeste/noroeste dos Açores.

Está a deslocar-se para leste/sueste a 11 quilómetros por hora, prevendo-se uma mudança no seu trajeto para leste no domingo e leste-nordeste na segunda-feira.

Segundo o IPMA, espera-se “pouca alteração na sua intensidade durante o dia de hoje”, mas “prevê-se um enfraquecimento gradual até ao início da próxima semana”.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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