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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Homem detido com oito quilos de cocaína no aeroporto na Guiné-Bissau

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Polícia Judiciária (PJ) guineense apreendeu oito quilos de cocaína e deteve um homem com dupla nacionalidade, guineense e espanhola, no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, anunciou no domingo aquela entidade.

A detenção ocorreu na madrugada de sábado, depois da descoberta de oito quilogramas de cocaína escondidos num fundo falso de duas malas de porão”, segundo disse a PJ, em comunicado.

De acordo com a fonte, o suspeito, “de dupla nacionalidade guineense e espanhola, preparava-se para embarcar num voo da Royal Air Marrocos com destino a Espanha”.

A PJ disse ainda que o detido será apresentado ao Ministério Público na próxima segunda-feira, para o primeiro interrogatório judicial e a consequente aplicação da medida de coação.

No comunicado acrescenta-se que “a investigação continua a ser conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Droga, que procura determinar as origens da droga e eventuais conexões com redes de tráfico”.

“Este caso ressalta a relevância das medidas de segurança nos aeroportos, que são essenciais para o combate ao tráfico de drogas”, refere aquela polícia.

A Guiné-Bissau é considerada um país de trânsito de droga, sobretudo oriunda da América Latina, segundo o gabinete da ONU sobre Drogas e Criminalidade.

Líder do PS visita esta semana bairros na Amadora e Oeiras e vai reunir-se com sindicatos da polícia

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foto: Arlindo Homem

O secretário-geral do PS vai visitar esta semana projetos comunitários nos bairros do Zambujal e da Cova da Moura, no concelho da Amadora, e em Caxias, Oeiras, e tem agendadas reuniões com os sindicatos da polícia.

De acordo com uma nota de agenda, divulgada pelos socialistas, Pedro Nuno Santos visita na segunda-feira os bairros do Zambujal e da Cova da Moura, na Amadora, “onde conhecerá iniciativas locais de apoio social e cultural”.

No Zambujal, Pedro Nuno vai visitar a creche da Santa Casa da Misericórdia da Amadora, a Associação CAZAmbujal e a Associação de Moradores do Bairro do Zambujal, e na Cova da Moura estará na Associação Cultural Moinho da Juventude.

O secretário-geral socialista seguirá depois para Oeiras, onde visitará o projeto “Gira no Bairro – uma esquadra aberta à comunidade”, em Caxias.

Na terça e quarta-feira, Pedro Nuno Santos vai receber, no Largo do Rato, sede nacional dos socialistas, o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia e a ASPP/PSP – Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.

Estas visitas do secretário-geral do PS decorrem depois de, na passada sexta-feira, também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter estado no Bairro do Zambujal, na Amadora, onde visitou a esquadra da PSP e conversou com familiares de Odair Moniz, baleado mortalmente por um polícia na madrugada de 21 de outubro, no Bairro da Cova da Moura.

Esta visita, que não constava da agenda do chefe de Estado transmitida à comunicação social, foi divulgada posteriormente, através de uma nota na página da Presidência da República.

“Tal como tinha anunciado, o Presidente da República iniciou hoje [sexta-feira] visitas informais na zona de Grande Lisboa, tendo estado na Amadora, juntamente com o presidente da Câmara Municipal, no bairro do Zambujal, onde visitou a esquadra da PSP, e conversou com diversos moradores daquele bairro, incluindo familiares de Odair Moniz”, foi divulgado na altura.

De acordo com a Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa também jantou na Amadora, “onde visitou o quartel dos bombeiros” e deslocou-se no mesmo dia até ao Bairro da Cova da Moura, “onde contactou com vários moradores”.

Odair Moniz, cidadão cabo-verdiano de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal foi baleado por um agente da PSP na madrugada de 21 de outubro e morreu pouco depois, no hospital, em Lisboa.

Segundo a PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e despistou-se na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria e isenta” para apurar responsabilidades, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

A Inspeção-Geral da Administração Interna e a PSP abriram inquéritos, e o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Nessa semana registaram-se tumultos no Zambujal e noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados e vandalizados autocarros, automóveis e caixotes do lixo, somando-se cerca de duas dezenas de detidos e outros tantos suspeitos identificados. Sete pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade.

O procurador-geral da República pediu celeridade na investigação à morte do cidadão e rapidez nas perícias da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal.

Espanha/Cheias: Rei diz que é preciso compreender “raiva e frustação” das pessoas

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O Rei espanhol considerou que é preciso compreender “a raiva e a frustração” expressas pelas pessoas durante a sua visita de hoje, juntamente com os presidentes do Governo e da Generalitat, a Paiporta, uma das zonas devastadas pelas inundações.

De acordo com informação oficial divulgada na rede social X, Felipe VI falava no Centro de Emergência da Generalitat Valenciana, em L’Eliana (Valência), onde dirigiu algumas palavras de agradecimento aos seus trabalhadores, depois de ter sido transferido, juntamente com Pedro Sánchez e Carlos Mazón, para estas instalações na sequência da receção de que que foram alvo, com apupos e insultos, em Paiporta.

Acompanhado pela rainha Letizia, o rei dirigiu-se aos membros do centro de emergência, onde estão presentes todas as instituições, organizações e forças que intervêm neste “desastre monumental que afetou tantas vidas e tantos modos de vida”, disse, numa referência às consequências do fenómeno meteorológico da passada terça-feira que provocou chuvas torrenciais e inundações, que resultaram em mais de duas centenas de mortos, dezenas de desaparecidos e avultados prejuízos na região.

“A estas pessoas devemos dar-lhes esperança, atender a emergência, mas também garantir que o Estado em toda a sua plenitude está presente”, sublinhou o monarca, que também se manifestou convencido de que a situação “cada dia” vai no sentido de melhorar.

“Não é especulativo, creio que os meio vão crescendo e a eficácia também vai crescendo”, sublinhou.

O rei transmitiu a importância do que está a ser feito pelas tropas “cada hora, cada minuto, desde que ocorreu a emergência”, sublinhando que o importante é que “as pessoas percebam que os mecanismos do Estado nos diferentes níveis estão a trabalhar”.

Agradeceu a “enorme contribuição de pessoas de todos os tipos”, embora tenha reconhecido que “organizá-lo, geri-lo não é fácil”.

“Obrigado pelo esforço. Sei que são dias cansativos, que não há horas, não há minutos e há muita necessidade para atender. Ânimo, em frente”, concluiu.

Felipe VI foi recebido com apupos e insultos pela população de Paiporta, uma das zonas da comunidade valenciana mais afetadas pelas inundações, tendo sido também atingido com lama.

Gritos de “fora daqui” e arremesso de lama, acolheram a comitiva dos reis de Espanha, do Presidente do Governo, Pedro Sánchez, e do Presidente da Generalitat de Valência, Carlos Mazón, à sua chegada ao centro de Paiporta.

Muitas pessoas indignadas receberam a comitiva com insultos e confrontaram-nos, enquanto o rei e a rainha tentaram conversar com os jovens que os abordaram.

Felipe e Letizia, acompanhados por Pedro Sánchez, pelo Presidente da Generalitat, Carlos Mazón, e pela delegada do Governo na Comunidade Valenciana, Pilar Bernabé, estiveram pouco depois no posto de comando avançado instalado em Paiporta, uma das localidades mais atingidas pela intempérie, que já fez 217 mortos, continuando várias dezenas de pessoas desaparecidas, segundo o mais recente balanço.

Na terça-feira, várias regiões de Espanha, entre as quais a Comunidade Valenciana, estiveram sob a influência de uma “depressão isolada em níveis altos”, um fenómeno meteorológico conhecido como DANA (DINA em português), que provocou chuvas torrenciais, inundações e avultados prejuízos.

Além das vítimas mortais, o temporal causou danos em infraestruturas de abastecimento, comunicações e transportes. Nas zonas afetadas estão mais de 7.000 militares e 10.000 elementos da Polícia Nacional e da Guarda Civil.

Dez migrantes resgatados nas Canárias são únicos sobreviventes de naufrágio que matou 48

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Os 10 homens resgatados no sábado por um navio mercante a cerca de 370 quilómetros a sul de El Hierro, Canárias, foram os únicos sobreviventes do naufrágio de uma frágil embarcação com migrantes, dos quais 48 morreram.

Segundo autoridades citadas este domingo pela agência noticiosa espanhola EFE, a embarcação partiu do norte da Mauritânia com destino às Ilhas Canárias há quase três semanas com 58 pessoas a bordo, das quais 48 acabariam por morrer.

Esta é a mais recente tragédia da já chamada Rota das Canárias, mas não a única do fim de semana, já que nas águas próximas de Lanzarote um barco insuflável virou e o corpo de um dos seus ocupantes foi recuperado.

Além disso, um dos migrantes que chegou a El Hierro no sábado numa canoa com 180 ocupantes morreu no Hospital Insular.

A canoa que navegava a sul de El Hierro foi localizada pelo navio mercante “Patria”, que notificou o serviço de Salvamento Marítimo e informou que havia nove pessoas a bordo, embora uma tivesse saltado para o mar e sido içada pela tripulação do navio.

O Resgate Marítimo orientou o “Patria” a permanecer próximo da canoa até à chegada do navio operacional de resgate “Guardamar Talía”, o que aconteceu na madrugada de domingo.

Nessa altura, a tripulação do “Patria” já havia transferido todos os ocupantes da canoa para o navio mercante, que somava dez no total, adianta a EFE.

Os sobreviventes, todos homens adultos, do Senegal, Mali e Mauritânia, relataram que partiram de Nouadhibou (Mauritânia) no passado dia 14 de outubro, pelo que estavam no mar já há 19 dias, os últimos três sem motor.

No caminho, os corpos dos companheiros falecidos foram atirados ao mar, 48 segundo contas dos sobrevivente, detalharam à EFE fontes dos serviços de emergência.

O “Guardamar Talía” chegou ao porto El Hierro de La Restinga pouco antes do meio-dia de hoje, onde os sobreviventes foram tratados por desidratação, alteração de consciência, febre e dificuldades respiratórias pela Cruz Vermelha e pelo Serviço de Emergência das Ilhas Canárias.

Quatro deles foram internados no Hospital Insular de El Hierro.

A outra tragédia ocorrida na rota das Canárias ocorreu em águas perto da ilha de Lanzarote, onde o navio “Regina” resgatou 54 pessoas de uma embarcação insuflável que estava a esvaziar, algumas delas já na água.

O navio ‘Guardamar Concepción Arenal’ foi ao encontro do “Regina” e sua tripulação conseguiu resgatar mais duas pessoas com vida da água e recolheu o corpo de um dos náufragos.

As ações de resgate marítimo neste fim de semana na rota das Canárias ultrapassam um total de 20 e foram resgatados 1.563 migrantes, de 10 embarcações com condições precárias, segundo contagens provisórias, que apontam para com um mínimo de 86 mulheres e 31 menores.

Em El Hierro, entre sexta-feira e este domingo, foram resgatadas 547 pessoas em sete barcos, e nas águas de Lanzarote 956 em 19 barcos, embora 157 pessoas que navegavam em três embarcações tenham desembarcado em Fuerteventura.

Em Tenerife, cerca de 60 pessoas navegam em direção ao porto de Los Cristianos escoltadas por um barco de resgate marítimo.

Na sexta-feira, chegaram à costa das Canárias 66 migrantes, no sábado 775 e hoje foram já resgatados outros 722, segundo dados fornecidos à EFE.

Ministério pede inquérito ao INEM sobre duas mortes por atrasos na linha 112

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Governo pediu uma auditoria interna ao INEM para avaliar as condições em que ocorreram duas mortes nos últimos três dias por alegado atraso no atendimento na linha 112, anunciou no domingo o Ministério da Saúde (MS).

O ministério adianta, em comunicado, que tem estado a acompanhar toda a situação que envolve o atraso das respostas do INEM no atendimento de duas chamadas de emergência e lamenta “as mortes ocorridas, cujas circunstâncias estão a ser averiguadas”.

Segundo a mesma fonte, a secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, já solicitou ao presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Sérgio Janeiro, uma auditoria interna para “a avaliação pormenorizada das condições em que decorreram as duas situações em causa”, adianta em comunicado.

A auditoria interna, que deve estar concluída no prazo de um mês, irá também avaliar “os atrasos que estão a ser sentidos no atendimento de outras chamadas de emergência, numa altura em que os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar se encontram a realizar uma greve de zelo”.

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) denunciou, no sábado, que duas pessoas morreram nos últimos três dias por atrasos no atendimento na linha 112, considerando que as condições continuam a agravar-se “por escassez” de profissionais.

O presidente do STEPH, Rui Lázaro, disse que, no caso de sábado, ocorrido na freguesia de Molelos, Tondela, foi uma mulher de 94 anos em paragem cardíaca, em que um familiar conseguiu ligar para a linha 112 às 09:34, mas a chamada só foi transferida para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) às 10:19, cerca de 45 minutos depois.

A mulher ainda foi transportada para o centro hospitalar de Lamego, onde foi declarado o óbito.

Na passada quinta-feira, em Bragança, a mulher de um homem em paragem cardíaca esteve mais de uma hora a tentar ligar para o 112 e, quando foi atendida, explicou que o marido estava naquela situação há mais de uma hora e que, durante todo aquele tempo, ninguém atendeu, referiu Rui Lázaro.

O presidente do sindicato afirmou que, se tivesse sido atendida a chamada e ativada uma viatura médica do hospital de Bragança que se encontrava àquela hora a cerca de dois minutos, “o desfecho da situação poderia ter sido outro”.

Neste caso, o óbito foi declarado no local.

O STEPH adianta, em comunicado, que “estes exemplos de colapso do sistema de emergência médica sucedem-se” e sublinha que, “na última segunda e quinta-feira”, existiram no CODU “mais de 100 chamadas em simultâneo em espera para serem atendidas”.

O STEPH afirma que não deixará de realizar as respetivas denúncias até que sejam adotadas medidas concretas para “a reversão do caos” em que os serviços médicos de emergência se encontram.

O sindicato acusa o Governo de não tomar medidas concretas para resolver o problema da escassez destes técnicos, que provoca atrasos no atendimento de chamadas nos CODU e meios de emergência médica encerrados por falta de profissionais.

Médio Oriente: Ministério da Saúde do Hamas atualiza total de mortos em 43.341 em Gaza

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O Ministério da Saúde do governo do Hamas em Gaza anunciou hoje um novo número de mortos de 43.341 no território palestiniano desde o início da guerra com Israel, há mais de um ano.

Pelo menos 27 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas, indicou o ministério num comunicado, acrescentando que 102.105 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza desde 07 de outubro de 2023, dia em que começou a guerra, desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas contra Israel.

As autoridades sanitárias de Gaza não fazem distinção entre civis e combatentes, mas refere que mais de metade dos mortos são mulheres e crianças.

Israel começou a bombardear a Faixa de Gaza após o ataque do Hamas a Israel, quando os elementos do movimento islâmico mataram cerca de 1.200 pessoas e levaram cerca de 250 reféns para Gaza.

Espanha/Cheias: Sobe para 217 número de mortos confirmados oficialmente

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O número de mortos nas cheias em Espanha subiu para 217, segundo os balanços mais recentes das autoridades divulgados hoje, que são ainda provisórios.

O temporal e as inundações de terça-feira no leste de Espanha atingiram sobretudo a região de Valência, onde estão confirmados 213 mortos, disse hoje o ministro de Política Territorial, Ángel Victor Torres.

Na região vizinha de Castela La Mancha, as autoridades regionais confirmaram três mortos e há mais uma vítima mortal na Andaluzia, no sul de Espanha, segundo o governo autonómico desta região.

Equipas de resgate continuam no terreno e as autoridades reconhecem haver ainda dezenas de desaparecidos, sobretudo, na região de Valência.

O leste de Espanha foi atingido na terça-feira por um temporal que causou, provavelmente, as maiores inundações da Europa neste século, disse no sábado o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que reconheceu haver uma “situação trágica” na região de Valência e anunciou o envio de mais 5.000 militares para o terreno e de mais 5.000 elementos das forças de segurança.

Com este reforço, há já mais de 7.000 militares nas zonas afetadas pelas cheias e 10.000 elementos da Polícia Nacional e da Guarda Civil, no maior dispositivo de forças do Estado jamais mobilizado em Espanha em tempos de paz.

Ministra da Administração Interna admite debater o direito à greve nas polícias

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, abriu hoje a porta à discussão sobre o direito à greve nas polícias, com o tema reclamado pelos sindicatos a figurar entre os pontos em discussão nas negociações previstas para janeiro.

“Vamos começar no dia 06 de janeiro um conjunto de revisões e é um ponto que pode estar e estará, com certeza, em cima da mesa. Neste momento não vou dizer se sim ou se não, porque vai ter de ser submetido a um estudo”, afirmou a governante, em declarações a jornalistas no final do primeiro congresso da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), que decorreu este fim de semana na Faculdade de Direito de Lisboa.

Espanha/Cheias: Mulher resgatada com vida após três dias presa num carro

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Uma mulher foi resgatada com vida depois de ter passado três dias presa dentro de um automóvel, devido às inundações que provocaram pelo menos 211 mortos no leste de Espanha.

O anúncio foi feito no sábado à noite pela Proteção Civil da região autónoma da Comunidade Valenciana espanhola, que acrescentou que as cheias tinham imobilizado o veículo perto da entrada de uma passagem subterrânea no município de Benetússer.

A revelação foi feita pelo presidente da Proteção Civil da Comunidade Valenciana, Martín Pérez, perante quase 400 voluntários que estão concentrados no pavilhão Moncada, disse a presidente da câmara de Benetússer, Amparo Orts.

O jornal Las Provincias referiu que a mulher foi imediatamente transferida para um hospital depois de ter sido resgatada.

Pelo menos 211 pessoas morreram nas inundações em Espanha, disse no sábado o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez.

O número oficial de vítimas conhecido até agora era de 205 mortos, 203 das quais na região autónoma da Comunidade Valenciana.

Segundo disse Sánchez, as equipas das forças armadas e das forças de segurança do Estado já encontraram 211 cadáveres nos locais em que atuaram no terreno, referindo em concreto e como exemplo milhares de garagens, casas e estradas inundadas.

O primeiro-ministro, que fez uma declaração a partir da sede do Governo de Espanha, em Madrid, referiu que há ainda dezenas de pessoas que continuam a procurar familiares e amigos desaparecidos, sem concretizar um número.

Os trabalhos de busca de desaparecidos e de recuperação de eventuais cadáveres vai continuar nos próximos dias, acrescentou, numa declaração em que anunciou o envio de mais cinco militares e de cinco mil elementos das forças de segurança espanholas para o terreno, para dar resposta a uma “situação trágica”, com “problemas e carências severas” e em que a resposta das administrações tem sido insuficiente em Valência.

No terreno para ajudar nas operações de resgate já está, desde sexta-feira, a equipa da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento, que disse à Lusa que encontrou um “cenário devastador, bem pior do que estava à espera”.

Por telefone, o comandante Pedro Batista adiantou que a equipa, composta por dez operacionais, três cães de busca e salvamento e três viatura equipadas com material pré-hospitalar e para abertura de acessos, foi para Valência em resposta a um pedido de ajuda feito pelos bombeiros valencianos da Unidade de Resgate em Emergências e Catástrofes e da Embaixada espanhola.

O comandante operacional explicou que é “bastante difícil” progredir no terreno, dada a quantidade de lama.

“Nós muitas vezes colocamos os pés e ficamos com lama até aos olhos. Ficamos completamente atolados sem conseguir andar. Muitas vezes precisamos de ajuda até para sair daquele local, o que também dificulta-nos a progressão no terreno”, relatou.

Médicos ucranianos em Portugal sem acesso à profissão devido à barreira da língua

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Meia centena de médicos ucranianos, sobretudo mulheres, fugiram da guerra e procuraram refúgio em Portugal, onde esperavam poder exercer a sua profissão, mas a falta de apoios para aprender português tem impedido a sua integração no sistema de saúde.

“Portugal abriu os braços às médicas ucranianas refugiadas – há um médico ou outro, mas que já cá estavam antes do início da guerra – (…) mas depois não lhes deu os instrumentos adequados para poderem seguir a sua vida com maior normalidade”, disse à agência Lusa o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes.

Quando chegaram a Portugal em março de 2022, a OM mostrou-se disponível para adiar a prova de comunicação em português, facilitando a sua integração no Serviço Nacional de Saúde sob o estatuto de “médico sem autonomia” e supervisionados por um tutor, mas a proposta apresentada ao Governo, ao abrigo do estatuto equivalente a refugiado que estava a ser dado aos ucranianos, não se concretizou.

A situação tem sido acompanhada por Carlos Cortes, que se reuniu com cerca de 20 desses médicos e transmitiu as suas preocupações à anterior e atual equipa do Ministério da Saúde.

“A Ordem dos Médicos solicitou ao Ministério da Saúde para ajudar estas médicas e todos os médicos estrangeiros que estão a residir em Portugal e que têm estas dificuldades, nomeadamente, a dificuldade da língua”, observou.

Para o bastonário, deviam ser criados programas de apoio para estes médicos aprenderem português, nomeadamente numa altura em que faltam médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“De uma assentada, o SNS podia ter mais 50 médicos, no mínimo, porque há outras nacionalidades que também estão em Portugal com esta dificuldade”, defendeu.

Neurologista e médica de patologia ocupacional, Oksana Chupryna, 50 anos, escolheu Portugal para viver em março de 2022 quando teve de deixar a cidade onde vivia na Ucrânia, ocupada pela Rússia.

Desde então começou o desafio de aprender a língua portuguesa para se preparar para o exame de Português, necessário para o reconhecimento do curso de Medicina, ao que se seguirá mais tarde o exame de comunicação da OM.

Realizou o exame há cerca de um ano mas não passou, por ter “um grande nível de exigência”, o mesmo acontecendo com outras médicas ucranianas, apesar de estas terem “um nível de conhecimento de língua portuguesa muito alto”, disse, acrescentando: “Apenas passaram seis ou sete”.

Enquanto se prepara para repetir o exame, em janeiro, trabalha numa loja em Portalegre, onde vive e tem recebido apoios da autarquia e do diretor do hospital local, que diz estar a contar com ela no hospital.

O investimento que tem feito para aprender a língua portuguesa fê-la perder a capacidade de falar fluentemente a língua inglesa, o que a impediu de aceitar outras oportunidades de trabalho.

Para se atualizar, Oksana Chupryna participa em conferências e palestras ‘online’, mas confessa que sente “muita falta” da sua profissão e tem receio de perder os seus conhecimentos.

“Eu sinto que perco tempo, perco conhecimentos, perco prática”, disse a médica, lamentando “a burocracia e as dificuldades” para poder exercer em Portugal.

Exemplificou que, na Polónia e na Alemanha, os seus colegas começam logo a trabalhar como médico geral nas urgências.

Oksana Chupryna, que fez questão de falar em português com a Lusa, apelou ao Governo para criar “programas especiais” para os refugiados, que não tiveram tempo para se preparar para mudar de país como os outros imigrantes.

O bastonário da OM alertou para a situação em que estão muitos destes médicos, com profissões precárias e remunerações muito baixas.

“Muitas delas têm filhos e a remuneração que têm acaba por ser para poder sobreviver, para poder viver, para poder comprar roupa, alimentação, etc. E o que me disseram é que não têm dinheiro para poder pagar aulas de português”, contou.

Carlos Cortes salientou que a OM acolheu estes profissionais, mas não pode validar uma inscrição a médicos que “não sabem falar a língua e não compreendem um doente em Portugal”.

“Mas queremos inscrever estes médicos porque as informações que temos são que a qualidade da formação médica na Ucrânia é uma boa formação. Não há nenhuma restrição nesse ponto”, mas têm que saber comunicar com os seus doentes, vincou, reiterando o apelo ao Governo para dar um contributo nesta matéria.

Até porque o exame de comunicação da OM, feita pelo Instituto Camões, realçou o bastonário, “é uma prova simples, Não é uma prova literária”.

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