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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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MP acusa homem de agredir e ameaçar imigrantes no centro do Porto em maio

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O Ministério Público (MP) acusou um homem de 30 crimes, metade de ofensas à integridade física, cometidos, alegadamente, contra imigrantes de nacionalidade argelina e marroquina na zona do Bonfim, no centro do Porto, em maio deste ano.

Em nota publicada hoje na página da Internet, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP) diz que o MP “considerou fortemente indiciado” que, na madrugada de 03 de maio, “o arguido, em conjunto com outros indivíduos das suas relações pessoais, deram execução a um plano previamente delineado, visando praticar atos de violência sobre imigrantes de nacionalidade argelina e marroquina residentes no Porto”.

“Com o propósito de os amedrontar, castigar e agredir, pois consideravam-nos responsáveis de crimes contra o património praticados sobre familiares ou conhecidos seus, nomeadamente no Campo 24 de agosto [Porto]”, refere a PGDP, que cita a acusação do MP.

Pelas 00:35 dessa madrugada, o arguido e os restantes elementos, “cerca de 20, deslocaram-se a uma habitação onde residiam pelo menos 10 imigrantes”.

“Uma vez lá chegados, arrombaram a porta, acederam ao interior, onde destruíram vários objetos que ali se encontravam, com recurso a bastões, tacos de basebol, paus e martelo, obrigando os residentes a fugir ou a esconderem-se nas várias divisões da casa. Nessas circunstâncias, o arguido e esses indivíduos agrediram três vítimas com recurso aos instrumentos que traziam”, indica a PGDP.

Segundo a acusação, antes de abandonarem a residência, os envolvidos apoderaram-se de 630 euros de dois dos ofendidos e de um dos passaportes.

Poucos minutos depois, pelas 00:48, “o arguido e cerca de quatro indivíduos deslocaram-se ao Campo 24 de Agosto onde surpreenderam dois imigrantes na via pública e os agrediram com tacos de basebol”, acrescenta a PGDP.

Ainda nessa madrugada, pelas 02:45, de acordo com o MP, “o arguido e outros quatro indivíduos deslocaram-se a um estabelecimento de restauração onde surpreenderam e agrediram outros dois imigrantes e ameaçaram-nos”.

No exterior do estabelecimento, “agrediram um outro imigrante e ameaçaram-no com uma aparente arma de fogo, subtraindo-lhe os documentos, cartões bancários e telemóvel”, lê-se na nota.

Meia hora depois, cerca das 03:15, o arguido foi avistado pela PSP tendo sido detido, após perseguição.

O arguido está acusado por 30 crimes: 15 de ofensas à integridade física qualificada (oito na forma tentada), um de violação de domicílio ou perturbação da vida privada, um de dano com violência, de três de roubo, de oito de coação agravada, de um de ameaça e outro de detenção de arma proibida.

O homem está sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação, controlada por vigilância eletrónica.

A PGDP refere que “a responsabilidade criminal dos restantes indivíduos que acompanharam este arguido e a eventual prática do crime de incitamento ao ódio e à violência é objeto de investigação autónoma”.

O despacho de acusação foi proferido em 31 de outubro pelo MP na Comarca do Porto – Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP – 1ª secção).

OE2025: Região de Leiria apresenta 10 propostas para inverter desinvestimento público

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A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) apresentou 10 propostas para o Orçamento do Estado de 2025 (OE2025), incluindo o reforço dos serviços de saúde, de modo a “inverter o registo de desinvestimento público na região”.

“O reforço dos serviços de saúde primários e de urgência é um objetivo prioritário e visa assegurar o acesso rápido e de qualidade aos serviços de saúde”, lê-se numa nota de imprensa da CIMRL na sequência de reuniões de autarcas com os grupos parlamentares do PSD, PS e Chega, e deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Leiria, na terça-feira, na Assembleia da República, para apresentação das propostas.

Segundo a mesma nota, os autarcas defenderam, por exemplo, “o aumento do número de profissionais de saúde nos centros de saúde e hospitais dos municípios, com incentivos para médicos e enfermeiros que trabalhem em áreas mais remotas”.

O documento, através do qual é expressa preocupação pelo “forte desinvestimento por parte da administração central, o que se reflete na insuficiência de infraestruturas de transportes e mobilidade, na degradação dos serviços de saúde e educação, e na falta de apoio a políticas de habitação acessível e coesão social”, elenca propostas divididas em três áreas (acessibilidades e mobilidade sustentável; educação e competitividade; e habitação, saúde e coesão social).

“Das medidas reclamadas, destaque para a proposta de reavaliação de portagens e conclusão de eixos rodoviários e ferroviários estruturantes”, adiantou a CIMRL, preconizando a inclusão de “um artigo específico que promova a isenção das portagens na designada Variante da Batalha” (Autoestrada 19) e no troço do Itinerário Complementar (IC) 36 – Autoestrada 8 (Variante de Leiria e ligação à Marinha Grande Sul).

A CIMRL insistiu ainda na ligação do IC9 à Autoestrada 1, na requalificação do IC8, na modernização da Linha ferroviária do Oeste e na antecipação da segunda fase da linha de alta velocidade Lisboa-Porto para 2026, “do troço de ligação entre Soure, Leiria e Carregado (incluindo a estação de Leiria), apenas projetada para iniciar os trabalhos depois de 2030”.

A expansão e descarbonização da rede de transportes públicos, e infraestruturas para mobilidade suave (bicicletas e peões) contam-se também entre as medidas.

No âmbito da educação, os representantes dos municípios manifestaram o seu apoio à criação de uma escola superior do Politécnico de Leiria em Pombal e apontaram a “necessidade de medidas de atração e retenção de talentos”.

A CIMRL exemplificou com o lançamento de “um programa de incentivos para jovens profissionais e recém-formados, com subsídios para a fixação em áreas do interior”, e também com a necessidade de se implementar bolsas de estudo e subsídios para estudantes universitários de áreas estratégicas, com compromisso de trabalho na região após a graduação”.

Nesta área, somam-se a modernização das escolas, e programas de capacitação e formação profissional.

“A criação de um programa de reabilitação de habitação social nos municípios mais necessitados, com melhorias de eficiência energética e conforto dos edifícios existentes, bem assim como o incremento dos incentivos à construção de habitação acessível para jovens e famílias de baixos rendimentos, com reduções de impostos para promotores imobiliários que adotem práticas de construção sustentáveis”, é igualmente proposto pela CIMRL, além de programas de apoio à coesão social e ao envelhecimento ativo.

Outra proposta, já apresentada pela CIMRL na discussão de anteriores orçamentos do Estado, é o Museu Nacional da Floresta, projetado para a Marinha Grande e criado em lei há 25 anos.

Para a CIMRL, esta deveria ser “uma aposta estratégica nacional, dada a relevância da floresta para a economia e a importância de promover ações que desenvolvam conhecimento técnico e incentivem a investigação”.

“Esta iniciativa reforçaria a prevenção dos fogos rurais e valorizaria a floresta portuguesa do ponto de vista cultural, social e económico”.

A CIMRL integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pombal, Pedrógão Grande e Porto de Mós.

Sporting goleia Manchester City e é segundo na ‘Champions’

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Sporting goleou esta terça-feira o Manchester City por 4-1, em jogo da quarta jornada da fase de liga da Liga dos Campeões de futebol e deu um passo importante com vista ao apuramento direto para os oitavos de final.

Frente a um dos ‘gigantes’ europeus, a equipa ‘leonina, cujo técnico Rúben Amorim ruma dentro de seis dias para o grande rival do City, o Manchester United, ainda esteve a perder praticamente no arranque da partida, com um golo de Foden, aos quatro minutos, mas já chegou ao intervalo empatada, depois do primeiro golo do avançado sueco Viktor Gyökeres, aos 38 minutos.

O arranque da segunda parte foi demolidor por parte do Sporting, que chegou aos 50 minutos já a vencer por 3-1, depois dos golos do uruguaio Maximiliano Araújo (46) e de Gyökeres (49), de grande penalidade, jogador que completou o ‘hat trick’ aos 81, também da marca dos 11 metros.

Com esta vitória, o Sporting fecha a primeira metade da jornada no segundo lugar da classificação, com 10 pontos, igualado com o Mónaco, terceiro, apenas superados pelo Liverpool, que comanda com 12 pontos, resultantes de quatro triunfos em outros tantos jogos.

Quase três milhões de vacinas administradas contra a gripe a covid-19

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Quase três milhões de vacinas contra a gripe e a covid-19 foram administradas desde 20 de setembro, cerca de 1,7 milhões das quais nas farmácias que participam na vacinação, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O sétimo relatório semanal da DGS indica que, até ao último domingo, foram vacinadas 1.746.301 pessoas contra a gripe, das quais 1.021.876 nas farmácias e as restantes 724.258 nos centros de saúde.

Os dados da DGS indicam ainda que, na atual campanha sazonal, 1.208.484 pessoas receberam a dose de reforço contra a covid-19, com 711.752 a optarem por serem vacinadas numa farmácia e 496.639 numa unidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Na última semana foram administradas mais de 217 mil vacinas contra as duas doenças.

O relatório aponta para uma cobertura vacinal mais elevada para a gripe nos quatro grupos etários, em comparação com a covid-19.

No caso dos idosos com 85 ou mais anos, que apenas podem ser vacinados no SNS, a cobertura desta faixa etária para a gripe chegou aos 67,69% (231.541 pessoas), baixando para os 53,05% no caso da covid-19 (181.455).

A cobertura vacinal mais baixa continua a verificar-se na faixa etária entre os 60 e 69 anos, com 36,46% vacinados contra a gripe (473.086) e 26,36% para a covid-19 (342.019), refere ainda a DGS.

A campanha de vacinação sazonal iniciou-se em 20 de setembro, com quase cinco milhões de vacinas contra a gripe e a covid-19 para administrar nos centros de saúde e em mais de 2.500 farmácias, que estão a vacinar pessoas entre os 60 e os 84 anos.

Na campanha 2024/2025, a vacinação contra a gripe com dose reforçada foi alargada às pessoas com 85 ou mais anos, para além dos residentes em lares de idosos e em unidades da rede nacional de cuidados continuados integrados.

Os últimos resultados da monitorização da vacinação, realizada através de uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), indicam que a cobertura vacinal contra a gripe, face ao ano anterior, aumentou nos vários grupos com recomendação para a toma da vacina.

Primeiro “Cancioneiro da União Europeia” é hoje publicado e inclui seis temas portugueses

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O primeiro “Cancioneiro da União Europeia”, que reúne 164 canções dos 27 Estados-membros, seis das quais portuguesas, é hoje editado, nove anos depois de ter começado a ser preparado.

No livro, as canções são apresentadas em partitura para voz solo, com acordes, e as letras estão escritas nas 25 línguas originais, que abrangem três alfabetos, e têm tradução em inglês.

Na página do livro dedicada a cada canção há também um código QR, que pode ser lido com recurso a um telemóvel ou tablet, que permite ouvir a gravação original do tema em questão.

As 164 canções foram divididas em seis categorias – Liberdade e Paz, Amor, Natureza e Estações, Populares e Tradicionais, Fé e Espiritualidade e Canções Infantis – e Portugal está representado em todas elas.

Em 2018 estiveram a voto 60 canções portuguesas e as mais votadas, por 2666 pessoas, foram: “Amar pelos dois”, (Amor), “Canção do Mar” (Natureza e Estações), “Grândola, Vila Morena” (Liberdade e Paz), “Malhão, malhão” (Populares e Tradicionais), “Foi Deus” (Fé e Espiritualidade) e “A Loja do Mestre André” (Canções infantis).

“Amar Pelos Dois”, com letra e música de Luísa Sobral, interpretada por Salvador Sobral, foi a canção que deu a Portugal a primeira vitória no Festival Eurovisão da Canção, em 2017.

“Canção do Mar”, com letra de Frederico de Brito e música de Ferrer Trindade, foi apresentada pela primeira vez por Maria Odete Coutinho, no programa radiofónico “Os Companheiros da Alegria”, e gravada em 1953 por Carlos Fernando, acompanhado pelo Conjunto de Mário Simões. O tema foi recriado várias vezes por outros artistas, como o brasileiro Agostinho dos Santos, a francesa Yvette Giraud e, mais tarde, na década de 1990, Dulce Pontes, tendo esta versão entrado na banda sonora do filme “A Raiz do Medo” e sido genérico da série policial norte-americana “Southland”.

“Grândola, Vila Morena”, com letra e música de José Afonso (Zeca Afonso), incluída no álbum “Cantigas do Maio” (1971), é uma das canções que serviu de senha à Revolução de 25 de Abril de 1974. Ao longo dos anos o tema teve várias versões, da banda chilena Aparcoa ao pianista Pascal Comelade, passando pela cantora brasileira Nara Leão, a fadista Amália Rodrigues e a norte-americana Liberation Music Orchestra, da pianista Carla Bley e do contrabaixista Charlie Haden.

“Grândola, Vila Morena”, para sempre associada à queda da ditadura portuguesa, surge entre as primeiras canções do cancioneiro, sob o tema Liberdade e Paz, a par de canções como “Le Chant des Partisans”, composta e interpretada por Anna Marly, referência da Resistência Francesa, e a tradicional italiana “Bella Ciao”, com origens no século XIX, que também se tornou símbolo da luta contra o fascismo, durante a II Guerra Mundial.

“Malhão, Malhão” faz parte do cancioneiro popular da região do Douro Litoral.

“Foi Deus”, com letra e música de Alberto Janes, é um fado celebrizado por Amália Rodrigues.

“A Loja do Mestre André” é uma música tradicional infantil.

Entre os temas de outros países que figuram no “Cancioneiro da União Europeia” estão “‘O sole mio”, de Itália, “Ave Maria” e “Au clair de la lune”, de França.

As 60 canções portuguesas que estiveram a votos tinham sido nomeadas por membros da comunidade musical portuguesa – em particular Associação Portuguesa de Educação Musical (APEM), Associação Musical Lisboa Cantat, Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança, da Universidade Nova de Lisboa, e a Academia de Música de Lagos.

O “Cancioneiro da União Europeia” é um “projeto sem fins lucrativos lançado por uma organização dinamarquesa sem ligações monetárias à União Europeia”.

“Há mais de 50 anos que nós, os cidadãos europeus, trocamos coisas físicas: carvão, peixe e outros produtos. O intercâmbio cultural, por outro lado, limitou-se até agora ao desporto – Liga dos Campeões – e a um único concurso de música – a Eurovisão. Sentimos que chegou a hora de criarmos um símbolo comum mais duradouro, um livro de canções”, lê-se no ‘site’ do projeto.

O cancioneiro foi criado com a participação de mais de cem organizações musicais e conservatórios de música, e através de votações públicas que mobilizaram mais de 87 mil cidadãos de toda a União Europeia.

O projeto “Cancioneiro da União Europeia” foi distinguido pelo Parlamento Europeu com o Prémio de Cidadania Europeia 2023.

Rio Ave confirma rescisão de contrato com treinador Luís Freire

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O Rio Ave anunciou hoje a rescisão de contrato com Luís Freire, consumando a saída do treinador do 14.º classificado da I Liga portuguesa de futebol, após uma negociação que decorria desde domingo.

“A Rio Ave Futebol Clube – Futebol, SAD informa que terminou o contrato com o treinador da sua equipa principal, Luís Freire, após um ciclo de três anos e meio onde o treinador português acumulou 129 jogos de caravela ao peito”, lê-se no sítio do clube vila-condense.

O treinador já não esteve presente hoje no treino da equipa, que foi orientado por Augusto Gama, técnico da estrutura do clube, que fará a transição até ser encontrado um novo técnico.

Luís Freire, de 39 anos, foi contratado para o emblema da foz do Ave desde 2021 mas não resistiu à recente sequência de seis jogos sem vencer no campeonato, com três derrotas e três empates, numa crise de resultados agudizada com empate (2-2) caseiro frente ao Casa Pia, no sábado, para a 10.ª jornada.

No domingo, os responsáveis da SAD comunicaram ao técnico a decisão de darem um novo rumo no comando da equipa, partindo para uma rescisão de contrato que, desde então, estava a ser negociada.

“Luís Freire fará para sempre parte da história do Rio Ave, especialmente pela subida e título de campeão no regresso à I Liga, em 2021/22, O Rio Ave deseja-lhe todo o sucesso pessoal e profissional”, rematou o clube, no comunicado hoje divulgado.

Nesta passagem de quatro épocas pelo Rio Ave, Luís Freire, que tinha contrato até 30 de junho de 2025, conseguiu, na temporada de estreia, a subida à I Liga, e, nas quatros subsequentes, a manutenção, mesmo em anos complicados, em que o clube estava impedido de inscrever jogadores, devido a uma sanção da FIFA.

Após 10 jogos, o Rio Ave ocupa a 14.ª posição da I Liga, com nove pontos. No sábado, em jogo da 11.ª jornada, visita o Boavista, no Estádio do Bessa, no Porto.

O emblema de Via do Conde anunciou que o “novo treinador será apresentado oportunamente”.

Desde o início desta temporada, que o futebol profissional do Rio Ave é gerido por uma SAD propriedade do milionário grego Evangelos Marinakis, que detém, também, o Olympiacos, da Grécia, e o Nottingham Forest, de Inglaterra.

Ministério Público reitera fraude na obtenção de subsídios para kits das golas, arguidos garantem inocência

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O Ministério Público reiterou que houve ocultação de procedimentos e fraude na obtenção de subsídios para os kits de proteção do projeto Aldeia Segura, enquanto os arguidos reclamaram inocência na primeira sessão do julgamento do processo das golas antifumo.

No arranque do julgamento no Juízo Central Criminal de Lisboa, a procuradora Angelina Freitas sublinhou a intenção do Ministério Público (MP) em “provar todos os factos da acusação”, assinalando que a adjudicação das golas e dos kits para a empresa Foxtrot estava já decidida “antes mesmo do concurso”, sabendo os arguidos que esta companhia “não tinha experiência” para esta prestação de serviços.

“Em causa estão cinco projetos promovidos pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na sequência dos incêndios de Pedrógão Grande e que se candidataram a fundos da União Europeia. Em três desses projetos, a ANEPC já tinha iniciado os procedimentos de contratação pública”, frisou a magistrada, destacando que estes procedimentos foram “ocultados” nas candidaturas aos fundos comunitários.

A defesa do ex-secretário de Estado da Proteção Civil José Artur Neves, a cargo da advogada Rita Castanheira Neves, realçou a referência à ocultação de procedimentos por parte do MP, mas referiu a ausência de menções a quaisquer “relações privilegiadas” entre os arguidos, considerando que essa tese era “o substrato que deu início a este processo”, e negou qualquer favorecimento pessoal.

“Não houve um ‘levar ao colo’ destas empresas e não houve abuso de funções. Há um contexto que tem de ser demonstrado, mas não é em tónica de desculpa. Ainda nesse quadro, o que os arguidos fizeram foi procurar a melhor solução”, disse a mandatária, aludindo a um contexto pós-incêndios de Pedrógão Grande.

A defesa do general Mourato Nunes, ex-presidente da ANEPC, enfatizou o desconhecimento em relação às entidades que seriam envolvidas na adjudicação dos kits de autoproteção Aldeia Segura, refutou qualquer vantagem pessoal e adiantou que o arguido transmitiu as informações para a obtenção de fundos comunitários na convicção de que eram verdadeiras.

“A ideia do MP é que haveria escolhas pré-determinadas. Vamos demonstrar que a lei permitia o ajuste direto e o arguido teve a preocupação de fazer consultas prévias. Quando tomou posse, já havia trabalho feito ao nível do gabinete do secretário de Estado [da Proteção Civil], mas não deixou de haver uma consulta ao mercado”, disse o advogado José António Barreiros.

As defesas dos outros arguidos subscreveram a ausência de ilícitos nas práticas dos seus clientes e defenderam a absolvição, lembrando o contexto que se seguiu aos grandes incêndios de Pedrógão Grande e criticando a interpretação do MP sobre os procedimentos de contratação pública para este caso e as finalidades das golas antifumo.

Os dois principais arguidos do processo das golas antifumo já manifestaram em tribunal a vontade de prestar declarações, tal como os restantes acusados, o que vai começar a ser efetuado ainda hoje de tarde.

Em causa neste processo estão alegados crimes de fraude na obtenção de subsídio, participação económica em negócio e abuso de poder, relacionados com a contratação pública e compra de golas de autoproteção no programa “Aldeia Segura — Pessoas Seguras”, lançado na sequência dos incêndios florestais de 2017.

Entre os 18 arguidos (14 pessoas e quatro empresas) estão o ex-secretário de Estado da Proteção Civil José Artur Neves e o ex-presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), general Carlos Mourato Nunes.

A acusação foi revelada pelo MP em julho de 2022, após a investigação identificar “ilegalidades com relevo criminal em vários procedimentos de contratação pública” no âmbito do programa “Aldeia Segura — Pessoas Seguras”, que foi cofinanciado pelo Fundo de Coesão, considerando que causou prejuízos para o Estado no valor de 364.980 euros, supostamente desviados a favor dos arguidos.

Jovens pouparam 25 ME em IMT e Imposto do Selo na compra de casa desde agosto

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O valor da poupança em IMT e Imposto do Selo atribuída a pessoas até aos 35 anos na compra da primeira casa totalizou até agora 25 milhões de euros, segundo adiantou à Lusa o Ministério das Finanças.

Aquele valor corresponde ao benefício atribuído desde 01 de agosto (data em que o IMT Jovem entrou em vigor) e até 17 de outubro, tendo chegado, segundo a mesma informação, a quase 6.600 pessoas.

De acordo com os mesmos dados do Ministério das Finanças, os 25 milhões de euros resultam de 18,4 milhões de euros de isenção atribuídos por via do IMT e de 6,6 milhões de euros por via do Imposto do Selo.

Podem beneficiar de isenção (total ou parcial) de IMT e de Imposto do Selo as pessoas até aos 35 anos de idade que estejam a comprar a primeira habitação própria e permanente e que não sejam proprietárias de qualquer imóvel habitacional (mesmo que através de herança indivisa ou que o mesmo se encontre em ruínas) ou não tenham sido nos últimos três anos.

Ao abrigo desta medida, é concedida isenção total para imóveis até 316.772 euros (4.º escalão do imposto) e parcial entre este valor e os 633.453 euros (parcela em que se aplica a taxa de 8% correspondente a este escalão). Estes valores vão ser atualizados a partir de 01 de janeiro de 2025, com a entrada em vigor do novo Orçamento do Estado (OE2025).

Quando a casa é comprada por um casal em que um dos elementos tem mais de 35 anos, a isenção apenas é atribuída àquele que não tenha ainda ultrapassado a idade limite considerada e que é aferida à data da escritura.

Além da vertente fiscal, os jovens beneficiam ainda de isenção dos registos.

Falhas na emergência médica motivam queixa contra Portugal em tribunais internacionais

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica vai apresentar queixa ao Tribunal de Justiça da UE e Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por considerar que a emergência médica em Portugal não garante o direito à saúde previsto na Constituição.

Em comunicado, a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) acusa de inércia os governos dos últimos anos e considera que o sistema que Portugal detém “contraria profundamente as mais basilares práticas e modos de gestão de qualquer Serviço Médico de Emergência, eficaz e focado no paciente”.

Estas queixas surgem depois de, no fim de semana, o Governo ter anunciado uma auditoria interna ao INEM para avaliar as condições em que ocorreram duas mortes nos últimos dias por alegado atraso no atendimento na linha 112.

A auditoria interna, que deve estar concluída no prazo de um mês, irá também avaliar “os atrasos que estão a ser sentidos no atendimento de outras chamadas de emergência, numa altura em que os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar se encontram a realizar uma greve de zelo”.

O INEM já veio hoje confirmar que a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) está a afetar o normal funcionamento da linha 112, recomendando que as pessoas não desliguem as suas chamadas até serem atendidas.

Na nota hoje emitida, a ANTEM salienta que a prestação de cuidados médicos de emergência carece de “educação apropriada, com profissionais altamente educados e treinados em Medicina Pré-Hospitalar” e que é “uma arte” bem diferente da prestação de socorro.

Recorda que a prestação de socorro é “reconhecida desde a década de 70 como insuficiente no que diz respeito a um sistema que se deseja organizado, funcional e eficaz” e lamenta que os sucessivos governos não tenham promovido “medidas reestruturantes ou quaisquer outras” para “minimizar os efeitos nefastos de um sistema desvirtuado, assente em interesses corporativistas e não no supremo interesse dos pacientes”.

Diz que o sistema de emergência médica de Portugal “não serve os interesses do país” por não garantir a obrigação constitucional de “direito à vida, direito à saúde com base da dignidade da pessoa humana”.

“Em alguns casos submetendo os cidadãos ao sofrimento por atraso e falta de cuidados médicos de emergência, culminando muitas vezes em internamentos de longa duração, mobilidade e morte”, afirma a ANTEM, acrescentando: “Em face da inércia para esta matéria por parte dos sucessivos governos, estão a ser elaboradas duas queixas, dirigidas ao Tribunal Europeu e ao Tribunal dos Direitos Humanos”.

A polémica com os serviços de emergência médica surgiu no fim de semana, quando o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) denunciou que duas pessoas tinham morrido nos últimos três dias por atrasos no atendimento na linha 112, considerando que as condições continuam a agravar-se “por escassez” de profissionais.

Portugal tem mais de 500 escolas degradadas

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

Mais de 500 escolas do ensino básico e secundário em Portugal estão degradadas, reconheceu esta terça-feira o ministro da Educação, anunciando um plano de investimento para a recuperação do parque escolar que não fique dependente apenas de fundos europeus.

“Neste momento temos mais de 500 escolas que estão identificadas como estando em estado de degradação. São quase 10% do total das escolas e isso resultou da falta de planeamento”, criticou o ministro da Educação, Ciência e Inovação durante a audição no parlamento sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2025 (OE2025).

Fernando Alexandre lamentou que a lógica até agora fosse “quando há fundos europeus, gasta-se”.

Segundo o ministro, o parque escolar tem cerca de seis mil escolas, pelo que não é “muito complicado ter um plano de investimento anual”, que seja um plano independente que permita pensar numa ação a médio e longo prazo.

As obras tanto poderão vir a ser pagas por fundos comunitários, orçamento do estado ou empréstimos ao Banco de Investimento: “Não podemos trabalhar em função dos fundos europeus. A ideia é fazer um plano de investimento e os Governos vão à procura das verbas”, defendeu.

O ministro acrescentou que “o plano ainda não está feito” e “será sempre feito em articulação com as autarquias”.

Segundo a proposta de OE para o próximo ano, o Governo aumentou a verba destinada à Educação em 6,8%, prevendo-se uma despesa total consolidada de 7,47 mil milhões de euros.

Fernando Alexandre lembrou hoje que o OE2025 tem como objetivo garantir a igualdade de oportunidades para todos os alunos, apostando por isso na redução de alunos sem aulas, na valorização da carreira docente, na melhoria das aprendizagens, mas também investindo na modernização das escolas.

Além das obras dos edifícios degradados, a tutela tem como prioridade dotar as escolas com equipamentos tecnológicos, criando recursos digitais e reequipando as escolas com profissionais para modernizar as ofertas, explicou Fernando Alexandre.

O impacto orçamental da medida para investir na modernização das escolas será de 488,8 milhões de euros: 214 milhões para a melhoria da conectividade e capitação da gestão escolar; 188 milhões para os centros tecnológicos e especializados e 78,8 milhões para recursos educativos digitais e 7,2 milhões para as provas e exames nacionais.

Fernando Alexandre recordou que já está a decorrer um debate sobre a revisão das avaliações externas, que vão voltar a realizar-se no final dos ciclos (4.º, 6.º e 9.º ano), deixando assim de ser provas de aferição que se realizam a meio dos ciclos.

Sobre os equipamentos nas escolas, Fernando Alexandre revelou ainda que já foi pedido às escolas o levantamento das necessidades de equipamentos informáticos: “Pedimos que nos informassem, até 31 de outubro, de todas as necessidades de equipamentos informáticos”, revelou.

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