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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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INEM vai criar triagem de emergência para chamadas com três ou mais minutos de espera

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O INEM anunciou esta quinta-feira um conjunto de medidas de contingência para otimizar o funcionamento dos centros de orientação de doentes urgentes (CODU), como a criação de uma triagem de emergência para chamadas com espera de três ou mais minutos.

As medidas constam de um comunicado divulgado antes da conferência de imprensa em que o Instituto Nacional de Emergência Médica vai explicar a estratégia para melhorar a resposta, na sequência dos atrasos de atendimento das chamadas no CODU que alegadamente causaram a morte de três pessoas.

No comunicado, o conselho diretivo do INEM refere que vai avançar hoje com “a implementação imediata de medidas que visam otimizar o funcionamento dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes”.

“A carência de profissionais da categoria de Técnico de Emergência Pré-hospitalar (TEPH) no mapa de pessoal do INEM, exacerbada agora pela greve dos trabalhadores desta categoria profissional às horas extraordinárias, sem fim previsto, tem pontualmente condicionado o nível de resposta que o INEM pretende oferecer aos cidadãos que necessitam dos serviços do Instituto”, salienta.

Além do reforço do dispositivo de emergência médica com ambulâncias de socorro sediadas em corpos de bombeiros e delegações da Cruz Vermelha Portuguesa, anunciado na terça-feira, o INEM vai agora colocar em prática um conjunto de medidas que vão permitir concentrar a atividade dos TEPH nos CODU e meios de emergência, em detrimento de atividades não prioritárias.

“Será ainda desenvolvido e implementado um fluxo de triagem abreviado para chamadas de emergência que tenham tido um tempo de espera para serem atendidas de ou superior a três minutos”, anuncia.

A par destas medidas, que serão aplicadas “no imediato”, o INEM vai, a curto prazo, integrar enfermeiros nos CODU para realização de determinadas funções, e rever os procedimentos relativos à passagem de dados das equipas de emergência no terreno.

A revisão dos fluxos de triagem do CODU e do SNS24 para transferência de chamadas entre estes serviços é outra medida prevista.

O INEM recorda a importância de uma utilização responsável do Número Europeu de Emergência – 112, que deve ser contactado apenas em situações de emergência, para garantir que os recursos estejam disponíveis para quem realmente precisa. Para outras situações, os cidadãos devem contactar o SNS24 através do número 808 24 24 24.

Vitória de Guimarães vence Mladá Boleslav e continua vitorioso na Liga Conferência

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O Vitória de Guimarães venceu esta quinta-feira na receção aos checos do Mladá Boleslav por 2-1, mantendo o percurso 100% vitorioso na fase de liga da Liga Conferência em futebol, cumpridas que estão três jornadas.

Os vimaranenses chegaram ao intervalo em vantagem, depois de Tiago Silva ter convertido uma grande penalidade, aos 40 minutos, e ampliaram aos 59, por intermédio de Rivas, tendo os checos reduzido aos 72, por Kusej.

Com este triunfo, o Vitória de Guimarães integra o lote de seis equipas que só têm triunfos na prova, sendo quinto com nove pontos, enquanto o Boleslav ocupa o 33.º lugar, sem qualquer ponto somado.

Três dezenas de moradores protestam no Aeroporto de Lisboa reclamando o direito ao descanso

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foto: Vitor Costa

Cerca de três dezenas de moradores de bairros de Lisboa e Loures afetados pelo ruído e poluição causados pelo aeroporto de Lisboa manifestaram-se ao fim do dia junto à estrutura aeroportuária reclamando, entre outros, o direito ao descanso.

O protesto, organizado pela plataforma “Aeroporto fora, Lisboa melhora”, juntou cidadãos dos bairros do Areeiro, Alvalade, Campolide, Campo de Ourique, Camarate, Lumiar, São João da Talha, que com cartazes e palavras de ordem gritaram contra a inação das autoridades.

Perto da saída da estação de metro do Aeroporto, os cidadãos reivindicaram o fim dos voos noturnos, a não expansão e o encerramento do aeroporto, além da construção urgente do novo aeroporto de Lisboa fora da cidade e de um novo pulmão verde na cidade.

Aos jornalistas, Sérgio Morais, da plataforma explicou que a ação de hoje se prende com a anunciada expansão do aeroporto Humberto Delgado, lembrando as últimas noticias em que “foi indicado que as obras irão custar 300 milhões de euros e durar três anos para uma estrutura que, declaradamente é provisória”.

“Reivindicamos várias coisas, mas a principal é que este aeroporto tem de se mudar para a localização do novo aeroporto. Somos moradores afetados por este aeroporto e expandir é uma coisa completamente escandalosa”, sublinhou.

De acordo com Sérgio Morais, e segundo números da Comissão Técnica Independente “dependendo das medições, serão cerca de 300 a 380 mil pessoas afetadas” pelo ruído dos aviões, incluindo partes da cidade de Lisboa e zonas a norte como Camarate, Póvoa de Santa Iria e Loures.

Sérgio Morais refere que o ruído provocado pelos aviões significa para os cidadãos destas zonas “dormir mal, aulas interrompidas, consultas médicas interrompidas, cheiro a combustível e hipertensão também relacionada com o ruído”.

Para o responsável o problema agravou-se “bastante nos últimos anos”, lembrando que a plataforma já reuniu com a ANAC (Autoridade Nacional da Aviação Civil) e esperam vir a reunir-se também com a Vinci (dona da ANA Portugal).

“Acho que tem de haver uma reação [por parte das autoridades], porque é tão grave que não se pode protelar mais a solução”, disse, reconhecendo que a concessionária “normalmente fala muito pouco” mas que a autarquia de Lisboa já aprovou uma moção a exigir o fim dos voos noturnos.

Sérgio Morais reconheceu também que estes “violam as próprias leis que o Governo decretou”, considerando que a portaria de exceção que permite 92 voos por semana “não devia existir”, tendo em conta que associações ambientalistas já mediram 160 voos noturnos por semana.

Catarina Grilo, moradora no bairro de Alvalade, há perto de 26 anos, disse à Lusa que quando o prédio onde vive foi construído em 1968, não se previa que o aeroporto “tivesse o número de movimentos que tem atualmente”, considerando que as coisas “têm piorado em termos de ruído, com os voos noturnos e, principalmente, desde o ‘boom’ do turismo, após a crise financeira”.

Segundo Catarina Grilo não pode usufruir da varanda da casa e já tem dois conjuntos de janelas de duplo caixilho em cada janela, uma despesa que considera que deveria ser compensada pela ANA/Vinci, descrevendo viver “num bunker e num nível em que já não há compensações possíveis”.

“O ruído tem que diminuir e a poluição também. Há pessoas que viveram neste bairro e quando se mudaram para outras zonas da cidade, que não são até tão afetadas, notaram que havia uma diminuição brutal na quantidade de pó que entra em casa, pó que nós estamos a respirar”, assinalou.

Catarina Grilo sublinhou ainda, além da suspensão dos voos noturnos, a necessidade do cumprimento do regime de exceção, considerando que a sua existência “já é uma aberração”, além de ser “violado permanentemente”, quando refere que só podem ser realizados 26 voos por noite e até um máximo de 90 por semana, e que a plataforma tem conhecimento que “há cerca de mês e meio esse regime foi violado todas as semanas”.

Também morador em Alvalade, Ricardo Felner, contou à Lusa o avultado investimento que já fez também na sua casa em janelas duplas, e reconheceu que, desde que mora no local há 25 anos, o ruído é “cada vez pior”, com aviões a chegar de “dois em dois minutos e todo o cheiro a querosene que provoca”.

“Todos os dias, para além do barulho, como é óbvio, há outra parte que nós não sentimos, mas sabemos, que é a poluição, isto é uma vergonha”, desabafou, lembrando que estão a ser violados os direitos básicos das pessoas, como é o “direito ao sono e o direito de não ser acordado com aviões de dois em dois minutos de forma ilegal”.

Ricardo Felner teme que a situação continue até “acontecer uma catástrofe” e nesse dia “as interferências e os empecilhos burocráticos vão desaparecer mas não irá desaparecer a responsabilidade de todos os políticos do PS e do PSD que governaram o país nos últimos anos”

“O turismo de qualidade não se faz com aeroportos dentro da cidade. Não se faz contra o direito das pessoas que cá vivem, isto é uma vergonha”, considerou, frisando que “enquanto alguém com poder não colocar um processo em tribunal ao Estado, enquanto a União Europeia não entrar [na questão] ou enquanto não acontecer uma catástrofe, não vai acabar”.

De acordo com a lei, só excecionalmente pode haver voos entre a meia-noite e as seis da manhã. Porém, no verão a regra foi quebrada, como denunciou a associação ambientalista Zero.

Junto ao protesto estiveram também os deputados municipais do PCP, João Ferreira e do Pessoas-Animais-Natureza, António Morgado Valente, a expressar o seu apoio à causa.

Em setembro, o executivo da Câmara Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade uma moção em que defende a redução do número de movimentos por hora no Aeroporto Humberto Delgado e recusa qualquer aumento da capacidade aeroportuária.

Idoso morre em Ansião após esperar por atendimento do 112

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um idoso de 95 anos morreu na segunda-feira em Ansião, distrito de Leiria, após esperar por atendimento pela linha 112, tendo sido um vizinho a deslocar-se aos bombeiros para pedir ajuda, disse hoje o comandante da corporação local.

“Houve constrangimentos no acionamento do socorro para esta vítima. Acabou por ser feito via pessoal no nosso quartel, por um vizinho da vítima, porque estavam já com várias tentativas de contacto com a linha 112 na passada segunda-feira, dia 04, e não obtinham resposta”, afirmou à agência Lusa José Antunes, explicando que foi a mulher da vítima que pediu ao vizinho para se deslocar ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Ansião.

Segundo José Antunes, uma das equipas da corporação “deslocou-se imediatamente ao local” e, quando chegou junto à vítima, que “estava em paragem cardiorrespiratória”, os operacionais “verificaram que havia um telefone que estava com uma chamada em curso, com 28 minutos, para tentarem obter ligação com a linha 112”.

O comandante adiantou que os bombeiros pediram “para não desligarem [a chamada] e colocarem em alta voz, e procederam de imediato ao protocolo de reanimação”.

“Passados 35 minutos dessa chamada, por volta das 22:37, a linha 112 atendeu e fizemos o trabalho habitual, que foi o pedido de passagem para o CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes], a passagem de dados e o respetivo pedido de apoio diferenciado”, esclareceu, desconhecendo se antes desta chamada terão sido feitas outras.

Esse apoio “foi enviado através de uma ambulância de suporte imediato de vida, que está baseada no hospital de Avelar [Ansião], e, posteriormente, pela VMER [Viatura Médica de Emergência e Reanimação] do Centro hospitalar e Universitário de Coimbra, por volta das 23:10 e, depois, à chegada do médico ao local, foi declarado o óbito”, precisou.

O responsável afirmou que o idoso “estava a confecionar o jantar para ele e para a esposa”, portanto tratava-se de “uma pessoa ainda autónoma e ativa”, esclarecendo que a situaçao ocorreu “dentro da vila de Ansião, muito próximo” do quartel dos bombeiros.

Questionado sobre se tem recebido queixas devido aos constrangimentos na linha de emergência nacional, este responsável reconheceu que se registou “agora um agudizar da situação na passada segunda-feira, com a greve”.

“Os constrangimentos têm sido já há algum tempo, não posso afirmar que seja com regularidade, mas, frequentemente, acontece”, declarou José Antunes.

A este propósito notou que, por vezes, “mesmo na passagem de dados” pelos operacionais da corporação, estes não conseguem “o contacto desejado nos tempos que estão preconizados para a resposta” aos pedidos.

“As pessoas também quando nos ligam diretamente [e] que temos de fazer o procedimento de fazer a passagem para os CODU, para fazerem eles a própria triagem, estamos, por vezes, cerca de 20, 15 minutos, à espera que aconteça o estabelecimento da ligação”, exemplificou.

Para o comandante, esta situação “traz sérios constrangimentos ao socorro, é óbvio, em primeiro lugar, mas depois também aquilo que é a pressão que é causada” aos bombeiros, pois “são eles que se dirigem aos locais e, muitas das vezes, as populações não entendem estes atrasos e fica sempre no ar a sensação de que o atraso se deveu aos bombeiros quando não corresponde à realidade”.

José Antunes defendeu que está na altura de todos os responsáveis pelo socorro no país se reunirem à mesma mesa e perguntarem que “socorro é que queremos para as populações”.

“Já tivemos momentos muito bons no socorro em Portugal. Esse momento muito bom, pelo menos na rapidez – obviamente que muitas coisas melhoraram -, mas na rapidez era quando as populações ligavam diretamente para os corpos de bombeiros e tínhamos essa autonomia de enviar logo meios diretamente, coisa que agora nos castram”, observou.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Ansião referiu que agora se tem de “passar sempre por uma triagem” e “aguardar sempre que alguém dê ordens”.

“Ligam para o 112 e o 112 é que aciona os meios, que são maioritariamente dos corpos bombeiros em todo o território nacional”, adiantou, salientando que “há coisas que vão ter de mudar”.

Os técnicos de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica – uma estrutura que tem menos de metade de elementos do que o previsto no quadro – estavam a fazer greve às horas extraordinárias para pedir a revisão da carreira e melhores condições salariais, uma situação que criou vários problemas no sistema pré-hospitalar e na linha 112.

Hoje à tarde, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar decidiu suspender a greve.

Ministra diz que recondução de diretor nacional da PJ foi “decisão certa e convicta”

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, disse hoje que a recondução de Luís Neves como diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) “foi uma decisão certa e convicta”.

“A recondução do diretor nacional da PJ foi uma decisão certa e convicta, que teve em conta o interesse da instituição e da investigação criminal para a Justiça do país”, afirma a ministra da Justiça, numa declaração enviada à agência Lusa.

Na mesma declaração, a governante deseja a Luís Neves “os maiores êxitos e, sobretudo, a continuidade no desenvolvimento da competência e do prestígio de uma polícia tão importante para todos como a Polícia Judiciária”.

Luís Neves, com uma carreira de mais de 20 anos, sobretudo ligada ao combate da criminalidade violenta e do banditismo, foi hoje reconduzido pelo Governo para o seu terceiro mandato à frente daquela polícia de investigação criminal.

Petit substitui Luís Freire no comando do Rio Ave

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O português Petit é o novo treinador do Rio Ave, assinando um contrato de uma temporada e meia, anunciou esta quarta-feira o clube da I Liga portuguesa de futebol, que tinha dispensado Luís Freire.

Petit, de 48 anos, vai substituir Luís Freire, que estava à frente dos vila-condenses desde 2021/22, mas acabou por deixar o clube após o empate caseiro com o Casa Pia (2-2), numa altura em que o Rio Ave é 14.º classificado, com nove pontos, três acima da zona de despromoção direta.

Depois de ter estado à frente dos brasileiros do Cuiabá, que deixou no final de agosto, o antigo internacional luso regressa a Portugal, onde já treinou Boavista, Tondela, Moreirense, Paços de Ferreira, Marítimo e B SAD, e começa a trabalhar nos vila-condenses já na quinta-feira.

Presidente do INEM diz que faltam cerca de 40 profissionais nos centros de atendimento

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Sérgio Janeiro, reconheceu esta quarta-feira que os centros de orientação de doentes urgentes (CODU) estão “a trabalhar abaixo dos mínimos”, avançando que seriam necessários cerca de 80 profissionais para o atendimento.

“Estamos a trabalhar abaixo dos mínimos, mas com um esforço muito relevante por parte de quem está e que […], na esmagadora maioria das situações, a resposta é dada de forma atempada e o socorro é atempado e de forma célere”, disse Sérgio Janeiro, em declarações aos jornalistas na sede do INEM em Lisboa.

De acordo com o responsável, o CODU conta em média com cerca de 45 profissionais, “tanto no atendimento como no acionamento, como na receção de dados”, quando “o ideal seria entre 70 e 80 [profissionais] a nível nacional só para o atendimento”.

Sérgio Janeiro esclareceu que a situação é “provocada pelo défice [de pessoal] nos quadros e está gravada nestes dias pela greve”.

“No dia-a-dia, já temos habitualmente um número muito abaixo do que é desejado. O grande afluxo de chamadas é entre as 10 da manhã e as 14:00 e estamos a tentar mobilizar internamente os técnicos que estavam a exercer outras funções. Neste momento, estamos a alocá-los ao CODU”, salientou.

Aos jornalistas, Sérgio Janeiro indicou ainda que o INEM está “a averiguar a possibilidade de pessoas que já foram técnicos de emergência pré-hospitalar e que, entretanto, se tornaram técnicos superiores poderem também colaborar nas escalas”.

“É preciso reforçar 24 horas por dia, mas estamos a fazer um esforço suplementar para que estes períodos do turno da manhã, em que o afluxo de chamadas é maior, haja um maior número de pessoas a atender”, realçou.

Sobre as medidas imediatas que o INEM pretende implementar no curto prazo, como criação de uma triagem de emergência para chamadas com espera de três ou mais minutos, o presidente do instituto disse desconhecer o impacto que terão, mas garantiu que serão “monitorizadas diariamente”.

“Não consigo precisar o impacto que estas medidas irão ter. Vão ser monitorizadas diariamente. Tenho a certeza que com mais profissionais a atender chamadas e quanto mais motivados estiverem melhor será o serviço”, observou.

Sérgio Janeiro assinalou que entre terça-feira e quarta-feira “o tempo médio de espera esteve à volta dos dois minutos”.

“Está muito longe de ser o ideal. Não é de todo o nosso objetivo e estamos a trabalhar muito para diminuir esse número, para nunca entrarmos na situação de contingência em que a triagem é abaixo do ideal”, considerou.

O presidente do INEM explicou que o organismo está “a ver em termos tecnológicos” o que “é preciso averiguar ao nível da compatibilização de alguns sistemas informáticos”, para saber “as possibilidades reais do sistema” de triagem.

“O nosso objetivo é que, em situações excecionais em que o tempo de atendimento […] se avizinha excessivo, haja um atendimento automatizado que possa fazer uma pré-triagem baseada em questões simples e possa tornar essa chamada mais prioritária para ser atendida no CODU, ou transferir, em algumas situações, para o SNS24”, vincou.

Em relação à entrada em vigor do sistema, Sérgio Janeiro afirmou que o INEM está a trabalhar em conjunto com a linha SNS24, esperando que “seja o mais brevemente possível”.

“Nós vamos tentar ainda esta semana ou na próxima”, sustentou.

O INEM anunciou hoje um conjunto de medidas de contingência para otimizar o funcionamento dos CODU, agravado pela greve dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar (TEPH) às horas extraordinárias, sem fim previsto, que tem “pontualmente condicionado o nível de resposta”.

Além do reforço do dispositivo de emergência médica com ambulâncias de socorro sediadas em corpos de bombeiros e delegações da Cruz Vermelha Portuguesa, anunciado na terça-feira, o INEM vai agora colocar em prática um conjunto de medidas que vão permitir concentrar a atividade dos TEPH nos CODU e meios de emergência, em detrimento de atividades não prioritárias.

Uma dessas medidas passa pela criação de uma triagem de emergência para chamadas com espera de três ou mais minutos.

Dezasseis locais de consulta para toxicodependentes fechados por falta de profissionais

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DR

Dezasseis locais de consulta para toxicodependentes estão fechados por falta de profissionais de saúde, revela um relatório, que estima ser necessário contratar 293 trabalhadores para colmatar as lacunas nos serviços e dar resposta às listas de espera.

Segundo o Plano Estratégico do Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências (ICAD), no final de janeiro de 2024 encontravam-se 2.276 utentes sem resposta imediata para primeira consulta de tratamento ou prevenção indicada.

Nos pedidos de ajuda para tratamento em ambulatório, 2.140 utentes aguardavam primeira consulta, com uma espera média de 47,3 dias (e desvio padrão de 68,8 dias).

“Perspetiva-se que apenas 27,3% (585) dos utentes terão a sua primeira consulta agendada em 30 dias, 27% (578) esperarão entre 30 e 60 dias, 17,2% (369) entre 60 e 90 dias e 28,4% (608) terão a sua para primeira consulta agendada para datas superiores a 90 dias”, refere o documento, consultado pela agência.

Em algumas unidades, a espera máxima é superior a 343 dias, refere, sublinhando que, no país, “existem 16 locais de consulta encerrados, exclusivamente, por falta de recursos humanos (médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais)”.

Relativamente ao internamento, 330 utentes aguardavam vaga, com uma espera média de 58,6 dias (desvio padrão de 44,3 dias).

Após proposta de internamento, estima-se que apenas 4,2% dos utentes irão obter vaga em 30 dias, 13,9% entre 30 a 60 dias, 30,6% (101) entre 60 a 90 dias e 51,5% apenas passados mais de 90 dias, sendo a espera máxima de 132 dias.

Já 136 utentes aguardavam consulta na área da Prevenção Indicada, com média de espera de 45 dias e um desvio padrão situado nos 81 dias.

Do universo dos jovens em espera, após o pedido de ajuda, estima-se que apenas 43% serão atendidos nos primeiros 30 dias, 27% esperarão entre 60 e 90 dias e 9% mais de 120 dias, chegando a verificar-se uma espera máxima de 343 dias.

Para colmatar esta vulnerabilidade, o instituto estima ser necessário contratar 293 profissionais, englobando aquisições de serviços individuais e de empresas, de serviços de médicos aposentados que já desempenharam funções nas anteriores estruturas equiparadas ao ICAD, perfazendo um total de 1.589 profissionais, acrescidos ao atual mapa de pessoal do instituto.

“Impõe-se a necessidade efetiva de reforço das equipas, dotadas de formação adequada, face à incapacidade atual de gestão eficaz das listas de espera existentes, fruto do aumento da procura de tratamento por consumidores de substâncias lícitas e ilícitas ou de dependentes comportamentais (jogo, internet), cuja estimativa de prevalência tem vindo a aumentar”, defende.

Alerta que as consequências da covid-19 e a crise económica tiveram “particular impacto” nas populações mais fragilizadas, nomeadamente as que têm problemas de adição, “que nalguns casos se viram privados de apoios financeiros e sociais”.

Esta situação potenciou a degradação das suas condições de vida, a exclusão social, criando “uma conjuntura propícia ao aumento de comportamentos aditivos com padrões mais nocivos, o que constitui um desafio em termos da prestação de cuidados de saúde”.

O ICAD também identificou como ameaças as recentes iniciativas políticas relativas ao enquadramento legal das substâncias lícitas e ilícitas, afirmando que “a adoção de medidas mais restritivas face a uma substância lícita (o tabaco) e o debate em torno de propostas de legalização para uso pessoal de uma substância ilícita (a canábis), colocam desafios ao nível da perceção pública dos riscos para a saúde e podem transmitir uma mensagem de inocuidade do consumo”.

“Também a elevada disponibilidade e diversidade de substâncias, mais potentes e/ou novas, bem como alterações dos padrões de consumo suscitam preocupações quanto aos riscos acrescidos e efeitos adversos para a saúde, criando novos desafios em termos da prestação de cuidados e de aplicação da lei e de regulamentação”, acrescenta.

Técnicos de emergência pré-hospitalar elogiam abertura para diálogo mas mantêm greve

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) elogiou hoje a disponibilidade do Governo para negociar, mas disse que a greve às horas extra só será levantada com “soluções em cima da mesa”.

“Elogiamos e aplaudimos a disponibilidade manifestada pelo Governo”, disse à Lusa o presidente do STEPH, Rui Lázaro, acrescentando que o compromisso do sindicato com os sócios é que “o levantamento da greve só com soluções em cima da mesa”.

O responsável sindical disse não ter recebido ainda qualquer contacto da tutela.

Na conferência de imprensa final do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência manifestou abertura do Governo para dialogar com os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar e melhorar as suas carreiras

Confrontado com o impacto da greve às horas extraordinárias convocada pelo STEPH, que tem causado problemas na gestão do sistema de resposta a emergências de saúde, Leitão Amaro admitiu que existem problemas antigos e mostrou-se disponível para dialogar.

“Estamos disponíveis para, com os representantes dos técnicos de emergência médica, encetar um diálogo numa perspetiva de valorização das carreiras” e também, até ao reforço dos recursos humanos, melhorar as “condições de incentivo para a execução desse trabalho suplementar”, afirmou.

Desde quarta-feira que os TEPH estão em greve às horas extraordinárias para pedir a revisão da carreira e melhores condições salariais, uma situação que está a criar vários problemas no sistema pré-hospitalar e na linha 112.

Na segunda-feira, a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar obrigou à paragem de 44 meios de socorro no país durante o turno da tarde, agravando-se os atrasos no atendimento da linha 112.

Depois de o STEPH ter denunciado no fim de semana dois óbitos por atrasos no atendimento na linha de emergência – que levou o Governo a anunciar uma auditoria ao INEM – , hoje o jornal Público dá conta de mais um caso, em que não foi atendido o pedido de socorro de uma idosa que se sentiu mal no Tribunal de Almada e foi transportada pela PSP para o Hospital Garcia de Orta, onde acabou por morrer.

O INEM já confirmou o impacto da greve, recomendou às pessoas que não desliguem as suas chamadas até serem atendidas e anunciou um reforço do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) com 10 ambulâncias de socorro, distribuídas por Postos de Emergência Médica (PEM) em corpos de bombeiros e delegações da Cruz Vermelha Portuguesa.

A Liga dos Bombeiros Portugueses avisou na terça-feira que “o colapso” do sistema de triagem de doentes gerido pelo Instituto Nacional de Emergência Médica está a criar uma “pressão extraordinária” nas corporações de bombeiros.

Via Verde aumenta preços das várias modalidades de serviços em 2025

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Via Verde vai aumentar os preços em 2025, passando as mensalidades das modalidades “Mobilidade” e “Mobilidade Leve” de 1,14 euros e 1,43 euros, respetivamente, para 1,25 euros e 1,59 euros, segundo a nova tabela disponível ‘online’.

De acordo com o novo preçário disponibilizado no ‘site’ da Via Verde, a modalidade de subscrição “Autoestrada” passa de um valor mensal de 0,52 euros para 0,53 euros.

Estes valores pressupõem um desconto promocional que implica a adesão ao extrato eletrónico, sendo mais elevados caso o cliente prefira receber o extrato em papel.

A Via Verde é um sistema de cobrança eletrónica de portagens e outros serviços adicionais, através do aluguer ou compra de um identificador que é colocado no vidro da viatura.

Destinada aos “clientes frequentes que querem utilizar vários serviços” disponibilizados pela Via Verde – autoestradas, estacionamento, carregamentos elétricos, abastecimento, ‘drive-thru’ e ‘ferries’ – a modalidade de subscrição “Mobilidade” verá o respetivo preço mensal (com extrato digital) aumentar de 1,14 euros para 1,25 euros. Caso o cliente opte pelo pagamento anual, o valor passa de 13,35 euros para 14,49 euros.

Já no caso da modalidade “Mobilidade Leve”, dirigida aos “clientes ocasionais que querem utilizar vários serviços”, só pagando nos meses em que os utilizam, o preço mensal (com extrato digital) passará de 1,43 euros para 1,59 euros.

Quanto à subscrição “Autoestrada”, para clientes que apenas usam o identificador Via Verde nas autoestradas, passa de um valor mensal (com extrato digital) de 0,52 euros para 0,53 euros e de uma anuidade de 6,12 euros para 6,25 euros.

Caso o cliente prefira receber extratos em papel, a modalidade “Mobilidade” aumenta, em 2025, para um valor mensal de 1,75 euros (face aos atuais 1,64 euros) e uma anuidade de 20,49 euros (19,25 euros atualmente).

Já a modalidade “Mobilidade Leve” sobe de um valor mensal de 1,93 euros para 2,09 euros e a modalidade “Autoestrada” aumenta um cêntimo para 1,03 euros em caso de pagamento mensal e sobe 0,23 cêntimos para 12,25 euros no pagamento anual.

No que se refere à modalidade de compra do identificador, os preços mantêm-se: 45 euros ou 37,5 euros com desconto promocional por adesão ao extrato eletrónico.

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