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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Portugal adere como fundador à Aliança Contra a Fome “com grande empenho”

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, declarou esta sexta-feira que Portugal se associa à Aliança do G20 Contra a Fome e a Pobreza como membro fundador, o que faz “com grande empenho e entusiasmo”.

“Assumimos esta responsabilidade com determinação e sentido de solidariedade”, escreveu Paulo Rangel numa declaração publicada na rede social X.

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é uma iniciativa promovida pelo Brasil no âmbito do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Africana e a União Europeia e que realiza, nos próximos dias 18 e 19, no Rio de Janeiro, a Cimeira de chefes de Estado, no âmbito da presidência brasileira.

O Brasil, que exerce a presidência do G20 desde o primeiro dia de dezembro de 2023, convidou Portugal, Angola, Egito, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Nigéria, Noruega e Singapura para observadores da organização, assim como a Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A iniciativa começou a ser discutida na Cimeira dos chefes de Estado do G20 do ano passado, em Nova Delhi, quando os membros do grupo aceitaram a proposta do Presidente brasileiro, Lula da Silva, de incluir pela primeira vez o tema da erradicação da fome na sua agenda, a qual quer ver definitivamente lançada este mês, antes da passagem da presidência à África do Sul, no início de dezembro.

Paulo Rangel já tinha garantido em julho que Portugal está empenhado na criação da Aliança Global contra Fome e Pobreza e que pode apoiar os países africanos de língua portuguesa.

Portugal pode, através desta aliança, “levar alguns projetos, para aquelas zonas mais esquecidas, mais afetadas por conflitos, mais afetadas pelas alterações climáticas, no sentido de evitar que tantos cidadãos deste planeta estejam na situação de fome”, sublinhou Paulo Rangel, em declarações à imprensa quando participou, no Rio de Janeiro, na reunião do G20 em que Lula da Silva apresentou a iniciativa, declarando-a aberta a adesões.

Mais de 700 milhões de pessoas enfrentaram a fome em 2023, um em cada 11 habitantes no mundo e um em cada cinco em África, de acordo com um relatório da ONU divulgado nessa reunião.

Aberta a todos os países, esta iniciativa procura coordenar ações e parcerias técnicas e financeiras para apoiar a implementação de programas nacionais nos países que aderirem à proposta e ainda o financiamento de políticas públicas para a erradicação da fome e da pobreza no mundo.

As bases da aliança foram aprovadas por consenso por mais de 50 delegações, incluindo os membros do G20, países convidados e organizações internacionais.

Os membros do G20 são as 19 principais economias do mundo: Estados Unidos da América, China, Alemanha, Rússia, Reino Unido, França, Japão, Itália, índia, Brasil, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Indonésia, México, Turquia, mais a União Europeia e a União Africana.

Como país convidado, Portugal participou em mais de 100 reuniões dos grupos de trabalho, em nível técnico e ministerial, durante a presidência brasileira.

PSP de Coimbra apreende 125 mil euros em operação relacionada com criminalidade automóvel

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A PSP de Coimbra anunciou a apreensão de cerca de 125 mil euros, duas viaturas e uma serra de corte de metal, numa operação que está relacionada com uma investigação sobre criminalidade automóvel.

De acordo com a PSP de Coimbra, a operação foi realizada na quarta-feira, no norte do país, pela Secção Regional de Investigação à Criminalidade Automóvel, que tem sede no Comando Distrital de Coimbra da Polícia de Segurança Pública.

Nesta operação foi dado cumprimento a mandados de busca e apreensão, domiciliária e não domiciliária, no âmbito de uma investigação relacionada com os crimes de furto qualificado, de recetação qualificada e de branqueamento.

“Resultou na apreensão de diversos bens, nomeadamente a quantia monetária de 125.710 euros, duas viaturas automóveis (uma de valor e gama elevados e outra por suspeita de viciação e matrículas falsas), uma arma de alarme 8 mm, uma serra de corte de metal, um catalisador e um telemóvel”, informou.

A PSP de Coimbra revelou ainda que foram constituídas arguidas duas pessoas.

Empresárias da região Centro querem provar que empreendedorismo feminino está vivo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um grupo de empresárias da região Centro decidiu constituir uma associação para provar que o empreendedorismo feminino está vivo e que é possível criar espírito de entreajuda entre mulheres, revelou hoje a presidente, Sandra Moura.

“A constituição desta associação estava na gaveta há vários anos e decidimos avançar agora, tendo sido constituída formalmente na quinta-feira. Pretendemos impulsionar e provar que o empreendedorismo feminino está ativo, está vivo e que conseguimos entreajudarmo-nos umas às outras”, destacou a presidente da AMERC – Associação das Mulheres Empresárias da Região Centro.

Em declarações à agência Lusa, a empresária, que é também advogada, explicou que a associação conta já com mais de 40 associadas e que esperam chegar à fasquia da centena nas próximas semanas.

“Com os eventos que pretendemos promover, e a divulgação, penso que facilmente chegaremos às 100 associadas até ao final do ano”, indicou.

Na próxima semana será definido quem fará parte da direção, conselho fiscal e assembleia geral da associação, cuja apresentação pública terá lugar às 18:00 do dia 15, na Casa das Caldeiras, na cidade de Coimbra.

Segundo Sandra Moura, proprietária de duas empresas de recursos humanos, a AMERC, especificamente para mulheres empresárias da zona Centro, vai “explorar o espírito associativo de uma forma diferente”.

“As associações tradicionais, compostas por homens e mulheres, estão muito vocacionadas para uma grande disponibilidade ao nível de tempo, muitas vezes com eventos feitos à noite e com obrigatoriedade de participação. Com filhos e tarefas domésticas, foi preciso pensar um projeto associativo à medida e com uma certa liberdade associativa”, justificou.

À Lusa, a presidente da AMERC sublinhou que as sócias somente têm de pagar uma joia no valor de 10 euros e não têm comparência obrigatória.

“Teremos sessões de esclarecimento, ‘workshops’ de cada área de atividade das associadas, palestras, que podem ir da área da saúde mental à estética, passando pela contabilidade ou direito do trabalho. Será feita consultadoria, convívios, reuniões, numa média de dois eventos por mês, em que as empresárias são livres de comparecer ou não”, informou.

A primeira iniciativa da Associação das Mulheres Empresárias da Região Centro está agendada para o dia 03 de dezembro, com a associada Marisa Morgado, da M&M Flower, a partilhar como se fazem arranjos de mesa de Natal.

Este primeiro ‘workshop’ tem início às 17:30 e terá lugar nas Caves de Coimbra, em Trouxemil.

“No fundo, vamos ajudar-nos umas às outras, de forma espontânea e sem cobrarmos de ninguém, nem de uma associada. Não temos de estar sempre presentes, queremos criar uma desoneração de obrigações. Terá um caráter lúdico, mas também de caráter profissional, com troca de experiência e o sentirmos que sozinhas vamos mais rápido, mas juntas vamos mais longe”, concluiu.

Fenprof “não hesitará em ir para a rua com professores” pelo Estatuto da Carreira Docente

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FENPROF

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) apresentou hoje três exigências relativas às negociações do novo Estatuto da Carreira Docentes, garantindo que “não hesitará em ir para a rua” caso essas reivindicações sejam ignoradas.

“Não vamos decidir já nenhuma ação concreta, mas a Fenprof não hesitará em ir para a rua com os professores”, disse Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, durante a conferência de imprensa realizada hoje em Lisboa para apresentar a sua posição sobre o processo negocial para a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que começou no mês passado.

Existem três condições que a Fenprof quer ver acauteladas já na próxima reunião com responsáveis do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).

“Não aceitaremos que o ECD passe a integrar uma lei, em vez de se manter como um decreto-lei”, afirmou Mário Nogueira, explicando que o Estatuto da Carreira Docente “vale o mesmo que um contrato de trabalho para os professores do privado”.

O ECD regula a carreira, define salários, horários de trabalho, férias ou aposentações, tudo matérias e regras que têm obrigatoriamente de ser negociadas com os professores, através dos seus sindicatos.

No entanto, se o ECD passasse a ser lei, “a autoridade para rever, revogar ou alterar qualquer matéria passaria a ser da Assembleia da República, um órgão sem competências negociais. Sendo lei, o ECD ficaria sujeito às conjunturas eleitorais e aos resultados de quem chega ao Governo”, alertou, sublinhando que a Fenprof está “completamente em desacordo” com esta ideia da tutela.

Questionando se a ideia era a de “o senhor ministro livrar-se de futuras negociações”, Mário Nogueira garantiu que tal é ilegal, porque “não se pode substituir a negociação coletiva”: “Se em vez de negociar com sindicatos e professores, quer negociar com outros partidos na Assembleia da República para não ter problemas, pode ouvir quem quiser, mas isto é ilegal”.

As outras duas reivindicações da Fenprof prendem-se com os prazos negociais e de entrada em vigor do novo diploma, que a Fenprof pretende que sejam muito mais céleres.

A Fenprof quer que as negociações terminem até ao final do atual ano letivo, ou seja, algures entre finais de junho e inícios de julho, para que o diploma possa entrar em vigor em setembro de 2025, no arranque do próximo ano letivo.

No entanto, segundo as contas da Fenprof com base nas declarações da tutela, o novo “ECD só deverá entrar em vigor em 2027”, uma vez que as negociações só terminam no final do ano, seguindo o diploma para a Assembleia da República em dezembro de 2025.

Nessa altura, segundo Mário Nogueira, “o Orçamento do Estado (OE) para 2026 já foi aprovado sem incluir as verbas para o ECD, por isso só será viável no OE de 2027 e isto não é aceitável”.

A Fenprof vai entregar, na próxima segunda-feira, a sua proposta ao MECI, pedindo que o diploma entre em vigor em setembro de 2025 e se mantenha como decreto-lei.

“Se estes aspetos não forem considerados pelo ministério, a Fenprof não assinará o protocolo negocial, mas não deixará de participar nas negociações, porque tem essa legitimidade”, disse Mário Nogueira, garantindo que não haverá acordo por parte da maior federação de docentes.

A Fenprof vai também lançar um abaixo-assinado para que os professores possam subscrever e reafirmar as posições hoje anunciadas e que advêm das reuniões do Secretariado Nacional e do Conselho Nacional da Fenprof, que decorreram esta quinta e sexta-feira, respetivamente.

A revisão do ECD tem sido apontado pelo ministro Fernando Alexandre como um dos instrumentos para valorizar a carreira e assim conseguir atrair mais docentes para as escolas, um dos maiores problemas com que se deparam as escolas do ensino básico e secundário do país, em especial as localizadas nas zonas da Grande Lisboa, Alentejo e Algarve.

Montenegro defende que problemas no INEM não se resolvem com demissão de ministra

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu hoje que os problemas no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) “não se resolvem” demitindo a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, referindo que isso se aplica a “todos os membros do Governo”.

“A consequência política, quando há problemas, é resolvê-los, essa é a consequência política. A consequência política não é, para ser direto a responder à sua pergunta, mudar pessoas para o problema continuar, é o contrário, é resolver o problema para que nós possamos continuar cada vez mais a prestar bom serviço”, salientou Luís Montenegro.

Falando aos jornalistas portugueses em Budapeste, no final de uma reunião informal do Conselho Europeu realizada na capital húngara devido à presidência rotativa do Conselho assumida pela Hungria este semestre, o primeiro-ministro reforçou a ideia: “Os ministros estão no Governo para resolver problemas, não é para se arrastarem e tentarem, no fundo, contornar os problemas para que, eventualmente, mudando os protagonistas, os problemas subsistam”.

Questionado sobre outras tutelas relativamente às quais existem críticas sobre governantes, nomeadamente a Administração Interna, Montenegro respondeu que estava a referir-se a “todas as áreas”.

“É exatamente por isso que eu nem sequer lhe estou a falar em concreto desse membro do Governo, estou a falar de todos os membros do Governo”, pois “todos somos confrontados diariamente com problemas que são grandes”, concluiu o chefe de Governo.

A ministra da Saúde tem estado nos últimos dias a ser alvo de críticas devido às falhas ou atrasos na resposta do serviço 112 e no encaminhamento para Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), do INEM, que já terão levado à morte de pelo menos seis pessoas.

Hoje, Luís Montenegro disse ainda não ter tido conhecimento, anteriormente à sua publicação, do pré-aviso greve às horas extraordinárias desde 30 de outubro – entretanto suspensa – dos técnicos de emergência pré-hospitalar.

Montenegro defende produção de armamento em Portugal no âmbito de estratégia da UE

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu hoje a produção de equipamentos, “até armas e munições”, em Portugal, desafiando os empresários portugueses a investirem na indústria de defesa no âmbito da estratégia de dissuasão da União Europeia (UE).

“Desde investigação de tecnologia, equipamentos, inclusive até do ponto de vista da indústria têxtil, até armas e munições, nós devemos aproveitar o nosso potencial”, afirmou o chefe de Governo, em declarações aos jornalistas portugueses em Budapeste, no final de uma reunião informal do Conselho Europeu na qual se debateu a autonomia estratégica para a UE ser mais competitiva.

“Eu sei que não estamos habituados em Portugal a falar disto com esta clareza, mas se não se produzirem armas e munições em Portugal, por exemplo, vão-se produzir noutro país da Europa e nós vamos pagar a aquisição, quer no âmbito da UE, quer no âmbito da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte], dessas armas e dessas munições”, acrescentou Luís Montenegro.

Ainda assim, ressalvou: “Eu não estou com isto a fazer agora um apelo belicista, de que o Estado português agora quer estar em guerra, não”.

Luís Montenegro disse estar a referir-se à “política de dissuasão da violência” e a “uma pedagogia que não é pedagogia da guerra, é pedagogia da paz, é pedagogia da dissuasão”.

“Se nós na Europa ficarmos alheios a este movimento, para nos sentirmos seguros vamos precisar de recorrer a alguém que externamente nos garanta essa segurança”, exemplificou.

Reunidos na capital húngara pela presidência rotativa do Conselho da UE assumida pela Hungria, os chefes de Governo e de Estado da União – incluindo Luís Montenegro – aprovaram hoje a Declaração de Budapeste, na qual se defendem “investimentos significativos, mobilizando financiamentos públicos e privados”, nomeadamente no setor de Defesa.

Impulsionada pela guerra da Ucrânia causada pela invasão russa e pelas recentes tensões geopolíticas, a prioridade europeia relativa à Defesa vai ter de ser suportada por necessidades de investimento na ordem dos 500 mil milhões de euros na próxima década, segundo recentes cálculos.

“Nós vamos ter que aumentar o investimento e é, creio eu, oportuno que nós possamos aumentar o investimento de defesa […] para alavancar mais empregos […] e é isso que eu quero no fundo sinalizar até aos empresários portugueses, para que olhem para as oportunidades que a área da defesa está a abrir”, exortou Luís Montenegro.

O chefe de Governo propôs ainda que as empresas portuguesas possam “reinvestir uma parte da sua capacidade produtiva e, eventualmente, até reestruturar alguns dos negócios” no âmbito desta “estratégia supranacional” da UE, em parceria com a NATO.

“Eu queria que a indústria portuguesa – o know-how tecnológico, o know-how produtivo –, pudesse estar sensibilizado”, adiantou.

Na Declaração de Budapeste sobre o novo pacto para a competitividade europeia, os chefes de Governo e de Estado da UE comprometem-se a “aumentar a prontidão e as capacidades em matéria de defesa, nomeadamente reforçando em conformidade a base tecnológica e industrial de defesa”.

“A este respeito, o Alto Representante e a Comissão apresentarão, sem demora, opções desenvolvidas de financiamento público e privado”, instam ainda.

Espanha/Cheias: 219 mortos e 93 desaparecidos – novo balanço oficial

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O número de mortos confirmados nas inundações de 29 de outubro em Espanha subiu para 219 e as autoridades têm registo de 93 pessoas desaparecidas, segundo os balanços oficiais mais recentes.

Os dados oficiais anteriores eram de 217 mortos e 89 desaparecidos.

A maioria das vítimas mortais é da região autónoma da Comunidade Valenciana, no leste de Espanha, onde estão confirmados 211 mortos.

Na região de Castela La Mancha, numa zona vizinha da Comunidade Valenciana, morreram mais sete pessoas e há ainda uma vítima mortal do temporal da semana passada na Andaluzia, no sul do país.

Estes dados foram confirmados na quarta-feira à noite pelo ministro da Administração Interna de Espanha, Fernando Grande-Marlaska, numa entrevista à rádio Cadena Ser.

Quanto ao número de desaparecidos, as autoridades disseram que até às 20:00 de quarta-feira havia 93 casos confirmados e registados pelas equipas mistas de polícias e médicos forenses constituídas com este objetivo específico.

Estes casos de desaparecidos correspondem exclusivamente a denúncias em que os familiares forneceram dados sobre as pessoas que procuram, assim como amostras biológicas que permitirão, posteriormente, a identificação das vítimas, no caso de virem a ser encontrados os cadáveres, segundo explicou o Tribunal Superior de Justiça da Comunidade Valenciana, sob cuja tutela está o Centro de Integração de Dados (CID), uma estrutura que funciona em casos como o do temporal da semana passada.

Segundo o CID, o número total de desaparecidos nas inundações poderá continuar a alterar-se, pela possibilidade de alguns casos não terem sido ainda denunciados e por haver neste momento 54 cadáveres ainda não identificados nas morgues de Valência, cujos dados estão a ser cruzados com os dos desaparecidos.

O ministro Fernando Grande-Marlaska sublinhou que os dados relativos aos desaparecidos são “de uma sensibilidade máxima” e só pode ser divulgada informação através do CID, com base em “dados objetivos”, realçando que é também a maneira de combater a desinformação e boatos falsos que estão a circular nas redes sociais e outros canais relacionados com as inundações.

Defesa esquerdo Nuno Tavares é a grande novidade nos convocados de Portugal

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foto: Arlindo Homem

O defesa esquerdo Nuno Tavares é a grande novidade na lista dos 26 convocados de Portugal para os encontros com Polónia e Croácia, do Grupo A1 da quarta edição da Liga das Nações em futebol.

Em relação aos jogos de outubro, as deslocações à Polónia (3-1) e à Escócia (0-0), o treinador espanhol Roberto Martínez fez entrar na lista mais quatro jogadores, entre os quais Tiago Djaló, central do FC Porto, que já tinha sido chamado à seleção ‘AA’, ainda que sem jogar, na ‘era’ Fernando Santos.

De regresso, estão o guarda-redes José Sá (Wolverhampton) e os médios Matheus Nunes (Manchester City) e Pedro Gonçalves (Sporting).

Pelo contrário, saíram da lista Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Rúben Neves e Diogo Jota, todos por lesão, e ainda Ricardo Velho e Samuel Costa, enquanto Tomás Araújo mantém-se, depois de já ter substituído o central do Sporting na convocatória de outubro.

A formação das ‘quinas’ recebe a Polónia em 15 de novembro, no Estádio do Dragão, no Porto, e, três dias depois, defronta a Croácia, em Split, nas duas últimas jornadas (quinta e sexta) do Grupo A1 da Liga das Nações. Os jogos são às 19:45 (em Lisboa).

Depois de quatro jornadas, Portugal, que começou com triunfos caseiros por 2-1 face a Croácia e Escócia, lidera isolado o agrupamento, com 10 pontos, contra sete dos croatas, quatro dos polacos e um dos escoceses.

Os dois primeiros classificados de cada um dos quatro agrupamentos da Liga A da quarta edição da prova seguem para os quartos de final, sendo que Portugal só precisa de pontuar num dos dois jogos para se qualificar.

Portugal conquistou em 2019 a primeira edição da Liga das Nações, ao bater na final os Países Baixos por 1-0, no Estádio do Dragão, no Porto, graças a um golo de Gonçalo Guedes, e ficou-se pela fase de grupos da Liga A em 2020/21 e 2022/23.

Lista dos 26 convocados:

  • Guarda-redes: Diogo Costa (FC Porto), Rui Silva (Betis, Esp) e José Sá (Wolverhampton, Ing).
  • Defesas: Diogo Dalot (Manchester United, Ing), João Cancelo (Al-Hilal, Ara), António Silva (Benfica), Tomás Araújo (Benfica), Tiago Djaló (FC Porto), Nuno Mendes (Paris Saint-Germain, Fra), Nélson Semedo (Wolverhampton, Ing), Renato Veiga (Chelsea, Ing) e Nuno Tavares (Lazio, Ita).
  • Médios: João Palhinha (Bayern Munique, Ale), João Neves (Paris Saint-Germain, Fra), Bernardo Silva (Manchester City, Ing), Bruno Fernandes (Manchester United, Ing), Vitinha (Paris Saint-Germain, Fra), Otávio (Al Nassr, Ara), Matheus Nunes (Manchester City, Ing) e Pedro Gonçalves (Sporting).
  • Avançados: Cristiano Ronaldo (Al Nassr, Ara), João Félix (Chelsea, Ing), Rafael Leão (AC Milan, Ita), Pedro Neto (Chelsea, Ing), Francisco Trincão (Sporting) e Francisco Conceição (FC Porto).

Moedas satisfeito com proibição de voos noturnos no aeroporto de Lisboa

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imagem ilustrativa: DR

O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje que a decisão do Governo de proibir voos noturnos no Aeroporto Humberto Delgado vai ao encontro do que sempre defendeu e que espera pelo rápido início das obras da nova infraestrutura.

“Eu tinha pedido ao Governo, a este e ao anterior [PS], para não haver voos noturnos e, portanto, este é um passo que o Governo dá e eu felicito o Governo por nos ter ouvido e por me ter ouvido”, começou por dizer Carlos Moedas (PSD) à Lusa.

Salientando que este é “o primeiro passo”, o autarca defendeu a importância de que “rapidamente se comece a construção do novo aeroporto” porque essa é a “solução para a cidade não ter ruído e poluição constante”.

O presidente da câmara lisboeta falava à Lusa à margem da inauguração de uma creche no bairro Madre Deus, em Lisboa.

“Nós não podemos ficar 10 anos à espera do novo aeroporto. Eu penso que isso tem de ser feito mais rapidamente, mas fico muito contente e, portanto, felicito o Governo sobre esta decisão”, afirmou o social-democrata.

O ministro das Infraestruturas anunciou na quinta-feira que vão ser proibidos os voos do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, durante as 01:00 e as 05:00, após conclusões do grupo de trabalho sobre os voos noturnos.

Miguel Pinto Luz lembrou as críticas de municípios, autarcas e cidadãos relativamente ao ruído causado pela circulação de aviões e à poluição.

Em setembro, o executivo da Câmara Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade uma moção em que defende a redução do número de movimentos por hora no Aeroporto Humberto Delgado e recusa qualquer aumento da capacidade aeroportuária.

Na altura, Carlos Moedas saudou a disponibilidade de todos para “conseguir trabalhar acima dos partidos, acima da política, para os lisboetas” e apoiou o Governo pela “coragem de tomar a maior decisão de todas”, que é ter um novo aeroporto, para “não haver voos em Lisboa”.

Na quarta-feira, cerca de três dezenas de moradores de bairros de Lisboa e Loures afetados pelo ruído e poluição causados pelo aeroporto de Lisboa manifestaram-se ao fim do dia junto à estrutura aeroportuária reclamando, entre outros, o direito ao descanso.

Em meados de maio, o Governo aprovou a construção do novo aeroporto da região de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, seguindo a recomendação da Comissão Técnica Independente (CTI).

Ao escolher a localização do novo aeroporto, o Governo propôs a expansão do Humberto Delgado, passando dos atuais 38 movimentos por hora para 45 movimentos.

O Campo de Tiro da Força Aérea, também conhecido como Campo de Tiro de Alcochete (pela proximidade deste núcleo urbano), fica maioritariamente localizado na freguesia de Samora Correia, no concelho de Benavente (distrito de Santarém), tendo ainda uma pequena parte na freguesia de Canha, já no município do Montijo (distrito de Setúbal).

De acordo com uma portaria de 2004, está estabelecido o máximo de 91 movimentos aéreos semanais e 26 diários entre a 00:00 e as 06:00.

Aquela portaria estabelece ainda que a autorização de movimentos aéreos durante o período noturno está condicionada aos níveis de ruído das aeronaves utilizadas.

A associação ambientalista Zero tem feito reiteradas denúncias de desrespeito dos limites previstos.

África é o maior mercado de roupa em segunda mão do mundo

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Luís Santos foi eleito pelo PS e homem de confiança do ex-presidente da câmara

África é o maior mercado de roupa em segunda mão do mundo, absorvendo quase 35% da produção, com os países da União Europeia e Reino Unido a serem os principais exportadores, segundo dados divulgados hoje em Lisboa.

Andreia Barbosa, responsável da economia circular da Humana Portugal, organização que promove a reutilização do têxtil, falava durante uma palestra sobre os “desafios e oportunidades da reutilização de vestuário”, que decorreu na Fundação Cidade de Lisboa.

Em 2023, os 27 países da União Europeia, mais o Reino Unido, exportaram 2,2 milhões de toneladas de roupa em segunda mão. Em valor, os maiores exportadores foram os Estados Unidos (cerca de 833,7 milhões de euros), a China (cerca de 609,2 milhões de euros) e o Reino Unido (cerca de 451,6 milhões de euros).

Segundo Andreia Barbosa, a China tem registado uma ascensão nos últimos 10 anos, tendo passado de 93,6 milhões de euros em 2013 para 609,2 milhões de euros em 2023.

Atualmente, a roupa em segunda mão representa menos de um por cento do mercado de roupa global. Contudo, é notório o crescimento deste mercado nos últimos anos, especialmente ‘online’.

“Em 2025, metade do consumo de roupa em segunda mão será feito online”, disse Andreia Barbosa, citando dados do mercado.

E adiantou que, da roupa que é recolhida, cerca de 10% é considerada a com mais qualidade e é esta que representa 53% de todo o valor obtido na sua comercialização. Com a qualidade seguinte, ainda considerada muito boa, são obtidos 44% do montante gerado.

Sobre a produção de resíduos gerada por este mercado, Andreia Barbosa indicou que a roupa em segunda mão tem uma pegada ecológica 70 vezes inferior à roupa nova.

Ainda assim, existe uma percentagem de roupa “invendável” a que tem de ser dado destino.

Andreia Barbosa avançou que 61% dos vendedores entrevistados no Gana, Quénia e Moçambique dizem que a percentagem de roupa contida nos fardos que é considerada invendável ronda os 5%, enquanto 20% dos vendedores entrevistados nestes países avançam com uma percentagem entre 6% e 15%.

Os têxteis invendáveis são vendidos para outros fins, ou doados, alterados ou deitados fora. Cerca de 50% dos vendedores dizem que deitam fora esta roupa que não tem condições para ser vendida.

A palestra sobre “Economia circular dos Têxteis: desafios e oportunidades da reutilização de vestuário” foi organizada pela Humana Portugal, em parceria com a associação ambientalista ZERO.

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