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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Mais de 16.000 animais apreendidos e exploração de ovos encerrada pela GNR

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A GNR encerrou uma exploração de produção de ovos, registou um crime por falsificação dos carimbos dos ovos e apreendeu 16.354 animais numa ação desenvolvida em outubro para combate a práticas ilegais com animais para consumo humano.

Num comunicado divulgado, a GNR detalha que, no decorrer da operação, foram efetuadas 307 ações de fiscalização dirigidas a criadores e foram fiscalizados 34 veículos, tendo sido levantados 97 autos de contraordenação e registado um crime de falsificação de notação técnica, por falsificação dos carimbos colocados nos ovos.

Foram ainda apreendidos 16.354 animais de criação, entre os quais galinhas, bovinos, caprinos, ovinos e suínos, e encerrada uma exploração que produzia ovos para o mercado nacional.

Denominada “Illegal Livestock Farming”, a operação visou “combater as práticas ilegais associadas aos animais com estatuto pecuário destinado ao consumo humano, bem como garantir o bem-estar animal ao longo de todas as fases de produção”.

Durante o mês de outubro, envolveu 518 militares do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e centrou-se em explorações pecuárias, entrepostos e centros de agrupamento que desenvolvem a criação de animais de espécies pecuárias e a identificação animal, de acordo com o Sistema Nacional de Informação e Registo Animal (SNIRA).

INEM diz que tempo médio de espera hoje no CODU é de 19 segundos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O tempo médio de espera de atendimento dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) é no dia de hoje de 19 segundos, indicou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), acrescentando já estar em funcionamento a triagem automática.

“Os tempos médios de atendimento dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) registam agora, em média, 20 segundos de espera. No dia de hoje, 09 de novembro, o tempo médio é de 19 segundos”, indicou o INEM num comunicado.

Segundo o instituto, estes tempos são o resultado das medidas de contingência implementadas, “com vista à otimização do funcionamento da central médica” do INEM.

Uma das medidas implementadas foi um mecanismo de atendimento automático, “acionado apenas em momentos de sobrecarga do sistema do CODU”.

Assim, “se o tempo de espera atingir os três minutos, a chamada é imediatamente atendida e o contactante responderá com SIM ou NÃO às questões colocadas, permitindo de forma rápida e automática priorizar a gravidade das situações”, explica o comunicado.

“Consoante o nível de gravidade, serão acionados meios de emergência ou as chamadas transferidas para o SNS 24”, acrescenta.

O INEM indicou ainda que já reforçou as escalas no período diurno e que foram integrados enfermeiros nas equipas do CODU.

O Instituto Nacional de Emergência Médica comprometeu-se ainda a “desenvolver todos os esforços no sentido de melhorar o atendimento aos cidadãos”.

Estas medidas surgem depois de várias críticas e queixas a alegados atrasos e falhas do INEM, que terão causado a morte a, pelo menos, 10 pessoas.

Confrontos em Valência entre manifestantes e polícia

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DR

Um grupo de manifestantes entrou em confronto com a Polícia Nacional no centro de Valência, no protesto contra a “gestão caótica” das cheias que, na semana passada, causaram mais de 220 mortes naquela cidade espanhola.

No início da manifestação ocorreram incidentes em frente à Câmara Municipal, onde um grupo de jovens atirou lama, o que exigiu a intervenção da tropa de choque.

Posteriormente, no final da manifestação e nas proximidades da Plaza de la Virgen, lama, cadeiras e outros objetos foram novamente atirados contra os agentes policiais, que intervieram novamente.

Os milhares de pessoas que se manifestaram este sábado em Valência criticaram ainda o presidente da região de Valência, Carlos Mazón, e o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, por terem subestimado os riscos e coordenado mal os esforços de socorro, após as cheias de 29 de outubro.

Entretanto, a Câmara Municipal divulgou um comunicado onde lamenta o “terrível vandalismo” que o edifício sofreu durante a manifestação.

Segundo o comunicado, “foi anulada uma tentativa de atear fogo à porta principal, que teve de ser apagado com extintores pela polícia que se encontrava no interior do edifício”.

“Além disso, diversas janelas foram partidas e foram pintados vários ‘grafittis’ nas paredes”, acrescentou.

A autarquia frisou na nota que estão atitudes “não se podem tolerar porque nestes momentos há que trabalhar em conjunto para recuperar os locais afetados pelas cheias”.

Pelo menos 223 pessoas morreram nas inundações e há registo de 50 pessoas desaparecidas, segundo os balanços oficiais mais recentes.

O Governo de Espanha declarou na terça-feira “zona de catástrofe” a região de Valência e aprovou um primeiro pacote de 10.600 milhões de euros em ajudas às populações e empresas afetadas pelas inundações.

Espanha iniciou já também os procedimentos para ativar o fundo de solidariedade da União Europeia e pediu a aprovação urgente no Parlamento Europeu de uma alteração aos regulamentos dos fundos de coesão, para os poder reprogramar e destinar à zona afetada pelas inundações, por estar em causa um desastre natural.

Rio Ave vence no Bessa e salta para zona tranquila na estreia de Petit

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O Rio Ave venceu este sábado em casa do Boavista por 2-0, em jogo da 11.ª jornada da I Liga de futebol que marcou a estreia de Petit, antigo treinador boavisteiro, no comando dos vila-condenses.

Um golo de Clayton, logo aos cinco minutos, abriu boas perspetivas ao Rio Ave, que vinha de seis jogos consecutivos sem vencer, formação que ampliou já na reta final da partida, aos 76, por Brandon Aguilera, desferindo um golpe fatal nas aspirações de conquistar pontos por parte dos ‘axadrezados’, que até vinham de um triunfo em casa do Gil Vicente.

Com esta vitória, o Rio Ave ‘saltou’ para o 10.º lugar, com 12 pontos, com quatro de vantagem para a zona de descida, enquanto o Boavista é 14.º, com nove.

Dezenas de pessoas concentraram-se em Lisboa contra atracagem de navio acusado de transportar armas para Israel

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Dezenas de pessoas estavam pelas 20:00 concentradas junto ao Porto de Lisboa contra o atracamento de um navio, que acusam de estar envolvido no transporte ilegal de material militar norte-americano para Israel.

“Portugal está a ser cúmplice”, acusou Sandra Machado, da PUSP – Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina, uma das organizações envolvidas no protesto.

As organizações ao governo português que revogue a autorização da atracagem do navio Nysted MAERSK e proíba o trânsito em mar português de navios que transportem armas para Israel.

“O impedimento de atracar nos portos dos diversos países seria uma forma de não contribuir para tudo isto que está a acontecer”, defendeu Sandra Machado, referindo-se à situação na Palestina.

“Esperamos uma resposta do Governo. Que infelizmente já sabemos qual será”, lamentou a jovem.

A denúncia partiu do Comité Nacional Palestiniano BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções), que afirma que o navio esteve envolvido, durante meses, em mais de 400 transportes ilegais de armas para Israel, através do uso do porto espanhol de Algeciras.

Segundo o BDS, o Governo espanhol terá proibido a utilização daquele porto e por isso a solução alternativa passou a ser Portugal.

O Bloco de Esquerda também alertou hoje para um possível envolvimento do porta-contentores num “esquema ilegal de abastecimento de armas” a Israel, questionando o Governo sobre a autorização dada para atracar.

Confrontado com estas acusações, o Ministério das Infraestruturas e Habitação disse que não iria proibir a entrada do navio no porto de Lisboa, tendo em conta as informações que tinha obtido através do manifesto de carga e das declarações prestadas pelo armador e outras autoridades.

Segundo o ministério, o navio pediu autorização para atracar em Lisboa para descarregar 144 contentores, que incluem automóveis, roupa, alimentos, sementes, mobiliário, cerâmica, copos de vidro, champôs e sabões, quadros e pinturas, aparelhos elétricos, cabos de fibra ótica e diversos metais (lingotes de cobre, granalha de ferro, ligas à base de cobre-zinco).

“Este navio prevê partir na manhã de amanhã [domingo], 10 de novembro, sem efetuar qualquer carga. Em resposta a pedido de esclarecimento, foi-nos reconfirmado que não é transportada qualquer carga militar, armamento ou explosivos”, adiantou o Governo.

O ministério garantiu ainda que não há “nenhum contentor com destino a Israel” e que, entre a carga que transporta e que não será descarregada em Portugal, estão “três contentores com componentes de aviões (peças de asas) com destino aos EUA”.

Apesar da justificação, a PUSP, juntamente com o Palestina em Português e o Comité de Solidariedade com a Palestina mantiveram o protesto.

Albuquerque reitera que não se demite e está preparado para todos os cenários

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O presidente do Governo da Madeira, o social-democrata Miguel Albuquerque, reiterou hoje que não se vai demitir na sequência da “inesperada” e “inoportuna” moção de censura anunciada pelo Chega, assegurando estar preparado para todos os cenários.

“Não tenho razões para me demitir”, declarou o também líder do PSD/Madeira após a reunião da comissão política regional do partido, convocada para analisar a moção de censura apresentada pelo grupo parlamentar do Chega na Assembleia Legislativa o arquipélago.

Miguel Albuquerque considerou ser “estranha esta moção, uma vez que é inoportuna e é irresponsável”, realçando ser um governante devidamente legitimado porque foi eleito em eleições regionais em 2023 e em 2024, vencendo as eleições internas em março desse ano.

“O que deduzimos é que esta moção de censura imposta pela direção nacional do Chega, no sentido de criar instabilidade política na região, sobretudo numa altura em que o Governo Regional estava a governar em pleno, com um crescimento económico como nunca tivemos na região, com plena empregabilidade, com os compromissos assumidos em execução, designadamente aqueles que constam do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), e os que vão ser executados no quadro do Orçamento [Regional] que estava na iminência de ser aprovado”, argumentou.

O líder social-democrata insular considerou que a situação é “estranhíssima” e disse que o PSD vai enfrentá-la “em campo aberto e com a cabeça levantada”.

Albuquerque apelou aos “partidos democráticos” para “assumirem um sentido de responsabilidade” face aos “interesses da região autónoma” e não “embarcarem nestas demagogias e nestes expedientes rocambolesco no sentido de criar instabilidade política”.

Para o governante, “é fundamental que não haja mais instabilidade política, não haja impasses na governação, porque isso prejudica a administração da ‘res publica’ e vai prejudicar sobretudo a população”.

“Não vai ser através desta moção, nem muito menos através destes expedientes parlamentares ou de fação ou partidários que o PSD vai entregar o poder”, afirmou.

Miguel Albuquerque acrescentou que o PSD está para “cumprir um programa que foi sufragado pelo povo madeirense há menos de seis meses, com um programa e orçamento aprovados.

O responsável complementou que estava em preparação o Orçamento Regional para 2025, tendo já decorrido a auscultação de todos os partidos com acesso parlamentar na Madeira, e recordou que o Chega, “mentor desta moção de censura, até disse que concordava e disse que o orçamento era positivo, acolhendo um conjunto de propostas” da oposição.

Albuquerque considerou estranho a moção de censura “fazer um ataque implacável ao PS” e defendeu que seria “grotesco o Partido Socialista votar esta medida quando o partido e o seu líder regional, Paulo Cafôfo, “é apelidado de incompetente” e é “vilipendiado”, sendo “mais atacado que o PSD/Madeira” no texto.

“O PSD/Madeira também está preparado para qualquer cenário”, assegurou, porque “quem determina o governo da Madeira e o presidente do Governo Regional é o povo madeirense através de eleições democráticas”, reforçou.

Miguel Albuquerque frisou que “não é através de golpes parlamentares, nem partidários que o PSD alguma vez entregará o poder”, atestando que o partido “não tem qualquer problema em ir a eleições se for necessário”.

No seu entender, o seu afastamento seria “uma fraude” porque o eleitorado votou na lista do PSD/Madeira, considerando que esta é mais uma “tentativa de enfraquecer o partido”.

“Se pensam que vou sair para porem um líder provisório para depois deitarem abaixo e conquistar o poder estão enganados. Nós estamos aqui para dar a cara e eu estou aqui para dar a cara”, sublinhou.

Miguel Albuquerque disse que falou com o primeiro-ministro, Luis Montenegro, sobre esta “rocambolesca, inoportuna e irresponsável moção de censura” que veio provocar uma primeira conquista de concertação, que era a cimeira, na próxima semana, nos Açores que foi cancelada.

Sobre o problema de vários secretários regionais terem sido constituídos arguidos, alertou que “se a tática é meterem processos contra o Governo [Regional] para estes serem ouvidos e cada vez que são ouvidos cai um secretário, não há Governo em Portugal que aguente, nem nenhuma região”.

Bombeiros de Pombal confirmam dois mortos após ocorrências sem resposta do INEM

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BVP

Os Bombeiros Voluntários de Pombal foram chamados, na segunda-feira, para duas ocorrências que não terão tido resposta do INEM e em que acabaram por morrer dois homens, de 53 e 90 anos, revelou hoje o 2.º comandante.

“Em ambas as chamadas os contactantes ligaram para a central dos Bombeiros de Pombal a solicitar ajuda, indicando que já teriam ligado para o 112 e que não teriam sido atendidos pela emergência médica”, referiu João Carlos.

Em declarações à agência Lusa, o 2.º comandante dos Bombeiros Voluntários de Pombal, João Carlos, explicou que, nas duas situações fizeram sair o meio de socorro e prestaram auxílio às vítimas que se encontravam em paragem cardiorrespiratória.

“Foi solicitado o apoio do Centro de Orientação de Doentes Urgentes, que disponibilizou uma viatura médica do Hospital de Leiria e cujo óbito foi declarado no local pelo médico da VMER [Viatura Médica de Emergência e Reanimação]”, acrescentou.

As duas situações, que elevam para pelo menos nove o número de mortos após contacto infrutífero com o INEM, ocorreram na segunda-feira, a primeira referente a um homem de 53 anos, na localidade de Grilos; e a segunda, já durante a tarde, referente a um homem de 90 anos na localidade de Arnal, no concelho de Pombal, distrito de Leiria.

De acordo com o 2.º comandante dos Bombeiros de Pombal, qualquer pedido de ajuda dirigido à corporação “é e será sempre respondido no imediato”.

“Em caso de emergência, as pessoas devem ligar 112 e no caso da emergência médica a chamada será encaminhada para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes. No entanto, os bombeiros têm instituído que, para que não se atrase o socorro à população, a norma seja sair no imediato e depois validar”, informou.

Nos casos de Grilos e Arnal, “os dois contactantes deram a informação que já tinham ligado para o 112” e que, em ambas as situações, “o CODU não teria atendido, ultrapassando o tempo que as pessoas acharam normal”.

“A única diferença que há na segunda situação [homem 90 anos], é que a pessoa que ligou para os Bombeiros ficou com a sensação de que a ambulância [dos Bombeiros Voluntários de Pombal] só saiu depois de ligarem uma segunda vez, mas isso é errado: a ambulância já estava a caminho”, esclareceu.

Contactado pela Lusa, o presidente da União de Freguesias de Santiago e São Simão de Litém e Albergaria dos Doze, à qual pertence a localidade de Arnal, lamentou a morte do idoso e o facto de os serviços de auxílio “não terem funcionado”.

“De Pombal a Arnal são cerca de 20 minutos e de Arnal a Leiria uma meia hora. O que me foi dito por um familiar é que demorou muito tempo para chegar uma ambulância [do INEM] e que acabaram por chamar os bombeiros”, indicou Manuel Matos.

Sobre o caso em Grilos, que também pertence à união de freguesias a que preside, disse não ter tido conhecimento.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito aos casos de mortes noticiados nos últimos dias por alegados atrasos no atendimento do INEM.

As falhas ou atrasos na resposta do serviço 112 e no encaminhamento para os CODU, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), devido à greve dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar têm levantado forte polémica e já terão levado à morte de pelo menos nove pessoas.

O Presidente da República insistiu sexta-feira que é preciso soluções rápidas para os problemas no INEM e recusou comentar se a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, tem condições para se manter no cargo.

Homem internado em estado crítico após agressão com arma branca esta noite em Lisboa

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um cidadão estrangeiro ficou em estado crítico após uma agressão com arma branca na última madrugada em Lisboa, tendo o agressor, também estrangeiro, sido detido pela PSP.

De acordo com informação avançada por fonte da PSP à Lusa, cerca das 01:00 desta madrugada na Rua Morais Soares, em Lisboa, na zona de Arroios, um homem de 28 anos, estrangeiro, “foi vítima de agressão com arma branca, tendo sofrido um golpe na zona do tórax”.

“A vítima foi transportada para o Hospital de São José, em Lisboa, “em estado crítico”, acrescentou a PSP, referindo ainda que “foi localizado o cabo da suposta arma que foi usada na agressão”.

O suspeito, também estrangeiro, é um homem de cerca de 30 anos e foi localizado pela PSP e transportado para a esquadra, sendo depois encaminhado para as celas do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) para ser presente a interrogatório judicial.

Tribunal de Leiria condena agente da PSP a pena suspensa por agredir condutora

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Tribunal Judicial de Leiria condenou na quinta-feira um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) na pena única de 10 meses de prisão, suspensa pelo período de um ano, por ter agredido uma condutora em Caldas da Rainha.

O arguido foi condenado pelo crime de ofensa à integridade física simples na pena de nove meses de prisão e pelo crime de dano em quatro meses de prisão.

Em cúmulo jurídico, o arguido foi condenado na pena única de 10 meses de prisão, suspensa pelo período de um ano, com obrigação de pagar à condutora 270,60 euros por danos patrimoniais e 500 euros por danos não patrimoniais.

Na leitura do acórdão, a juíza-presidente afirmou que “os factos foram praticamente todos dados como provados” e, dirigindo-se ao arguido, explicou que o tribunal coletivo “optou por uma pena de prisão porque o senhor é polícia”.

“Todos nós que temos estas profissões temos uma responsabilidade acrescida”, declarou, aconselhando o agente da PSP a “estar preparado para conseguir reagir mais a frio”.

O caso remonta a abril de 2023, em Caldas da Rainha, quando a ofendida conduzia um automóvel com destino a um estabelecimento de restauração.

À entrada do estabelecimento, a condutora parou o veículo antes da passadeira, para deixar passar os peões que ali se encontravam, incluindo o arguido. Mas este e outras pessoas “não atravessaram a passadeira” e a condutora avançou.

Os peões atravessaram a estrada, com destino a um parque de estacionamento ali existente, tendo feito a travessia “na e pela retaguarda do veículo”, pelo que a condutora “repentinamente acionou o travão”, imobilizando a viatura.

Na ocasião, dirigiu-se ao arguido questionando-o sobre o sucedido, tendo o agente da PSP com o telemóvel tirado uma fotografia à matrícula da viatura.

A automobilista disse-lhe que “não podia tirar fotografias” ao veículo e à sua pessoa, “pois não tinha autorização para o fazer”, e que iria fazer queixa.

Nessa sequência, o agente da PSP “abeirou-se da porta da frente, esquerda”, da viatura, que tinha o vidro totalmente aberto, e colocou o braço dentro do habitáculo. Depois, agarrou os cabelos da ofendida, e empurrou-lhe a cabeça e os cabelos em direção ao lugar do pendura (duas vezes), à porta do condutor, ao volante e para cima.

O agente desferiu ainda dois pontapés “na parte inferior da porta dianteira do veículo”, que amolgou.

Para o coletivo de juízes, o agente da PSP “quis provocar dores físicas e mal-estar psicológico” à condutora, agindo com intenção de se abeirar daquela, “surpreendendo-a, como surpreendeu”, pois sabia que estava sentada ao volante e com cinto de segurança colocado, circunstância que “lhe cerceava quaisquer hipóteses de se poder defender”.

Segundo o tribunal, o arguido sabia ainda que “os pretensos factos e razões (…) não eram razão e, muito menos, justificavam que viesse a agarrar e puxar os cabelos” da condutora.

Colisão com três viaturas faz um morto e corta Estrada Nacional 113 em Leiria

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma colisão entre três veículos provocou hoje um morto e levou ao corte da Estrada Nacional 113 (EN113) na zona de Cardosos, distrito de Leiria, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

A colisão, que ocorreu pela 01:57, causou ainda três feridos ligeiros, “que foram transportados para o hospital de Leiria”, explicou fonte do Comando Sub-regional da Região de Leiria.

Por volta das 04:00, a EN113 continuava cortada e encontravam-se no local 17 operacionais auxiliados por sete veículos.

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