23.5 C
Caldas da Rainha
Quarta-feira, Julho 15, 2026
Início Site Página 225

População residente em Portugal aumentou pelo quinto ano consecutivo

0
DR

A população residente em Portugal voltou a aumentar no ano passado, pelo quinto ano consecutivo, sobretudo devido ao crescimento migratório, segundo as estatísticas demográficas referentes a 2023, publicadas esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em 2023, residiam em Portugal 10.639.726 pessoas, o que representou um aumento de 123.105 habitantes em relação ao ano anterior.

De acordo com as Estatísticas Demográficas 2023, publicadas hoje no portal do INE, “o acréscimo populacional resultou do saldo migratório positivo”, com uma taxa de crescimento migratório de 1,47%, em compensação pelo saldo natural negativo.

Estima-se que tenham entrado em Portugal perto de 190 mil imigrantes permanentes, mais 13,3% do que o estimado para 2022, sendo que pouco mais de metade eram homens, 80,8% pessoas em idade ativa e mais de 70% nasceram e residiam anteriormente num país fora da União Europeia.

Por outro lado, terão saído do país 33.666 pessoas, mais 8,8% do que no ano anterior, a esmagadora maioria em idade ativa, sobretudo homens (67,5%) e 52,3% com destino a um estado-membro da União Europeia.

O balanço confirma a tendência de envelhecimento em 2023 e o índice de envelhecimento, que compara a população acima dos 65 anos com a faixa etária até aos 14 anos, também continuou a aumentar.

“Em 2023, por cada 100 jovens residiam em Portugal 188,1 idosos”, refere o relatório, que acrescenta que a idade mediana da população residente em Portugal fixou-se nos 47,1 anos, acima dos 46,9 em 2022.

Além do aumento da esperança média de vida, o envelhecimento da população está igualmente associado à baixa natalidade, ainda que, no ano passado, tenham sido contabilizados mais 2,4% de nados-vivos em relação a 2022.

Perto de um terço dos nascimentos eram filhos de mães residentes em Portugal de nacionalidade estrangeira – percentagem que registou o maior aumento entre 2022 e 2023, de 24,5% para 29,2% – e 70,8% filhos de mães nascidas no país.

Já a taxa de fecundidade geral registou o valor de 38,57 nados-vivos por mil mulheres em idade fértil e, em relação ao ano anterior, as subidas foram mais acentuadas nos grupos etários dos 20 aos 24 anos e dos 25 aos 29 anos.

Em 2023, o número médio de filhos por mulher em idade fértil rondou os 1,44 filhos, o valor mais elevado no período analisado, desde 2015, em que a idade média das mulheres ao nascimento do primeiro filho passou de 29,5 para 30,2 anos.

Registaram-se 118.295 óbitos de pessoas residentes em Portugal (50,1% de homens e 49,9%), que corresponde a uma redução de 4,9% face ao ano anterior e a uma taxa bruta de mortalidade de 11,2 óbitos por mil habitantes.

Perto de metade das mortes ocorreu em idades iguais ou superiores a 85 anos, sendo que entre as mulheres 55,4% dos óbitos ocorreu após os 85 anos e 66,4% dos óbitos dos homens em idades inferiores.

Com 210 óbitos contabilizados durante o primeiro ano de vida, a taxa de mortalidade infantil passou para 2,5 óbitos por mil nados-vivos.

“No triénio 2021-2023, a esperança de vida à nascença foi estimada em 81,17 anos, 78,37 anos para os homens e 83,67 anos para as mulheres”, acrescenta o relatório.

As Estatísticas Demográficas 2023 mostram ainda um ligeiro aumento de 0,1% no número de casamentos celebrados no ano passado, em que manteve-se a tendência das últimas décadas de adiamento da idade ao casamento: 35,8 anos para os homens e 34,3 anos para as mulheres.

Já o número de divórcios voltou a descer, depois de um aumento entre 2021 e 2022, contabilizando-se 17.430 divórcios de casais residentes em Portugal, e em idade média de 49,3 anos entre os homens e 47,0 anos entre as mulheres.

PSP deteve dois suspeitos de assaltos a mais de 100 carros nos últimos dias em Lisboa

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A PSP deteve dois homens suspeitos de terem assaltado mais de uma centena de carros nos últimos dias em várias zonas da Grande Lisboa, revelou hoje à Lusa fonte daquela polícia.

Segundo a mesma fonte, os dois homens, de 48 e 19 anos, foram detidos na quinta-feira por elementos da Divisão de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública e são suspeitos do crime de furto qualificado a várias viaturas.

De acordo com a PSP, os polícias iniciaram diligências tendo por base informações transmitidas por uma das vítimas que terminaram com a localização dos dois suspeitos na posse de uma viatura com matrículas falsas enquanto transportavam artigos para um armazém, na freguesia do Beato, em Lisboa.

Aquela polícia acrescenta que apreendeu ainda no local dezenas de artigos que haviam sido furtados no interior de várias viaturas.

A fonte policial afirmou que os dois detidos terão sido responsáveis por mais de uma centena de assaltos a viaturas nos últimos dias, existindo até agora prova para relacionar os suspeitos com furtos a 55 viaturas nas comarcas de Lisboa, Cascais e Sintra.

A PSP indica também que os artigos recuperados foram avaliados em mais de 20 mil euros, além dos danos causados às várias viaturas, que até ao momento não foram contabilizados.

A polícia, que vai continuar com a investigação, acredita que com estas duas detenções “tenha sido reposta a tranquilidade pública pela enorme vaga de assaltos a viaturas que vinham a assolar Lisboa e comarcas limítrofes”.

Os dois suspeitos foram detidos mediante mandado de detenção fora de flagrante delito e vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medida de coação.

Incêndios: Área ardida de mais de 136 mil ha foi a terceira maior na década

0

Os incêndios rurais em 2024 correspondem ao valor mais baixo numa década, mas a área ardida foi a terceira maior, totalizando 136.424 hectares (ha), a maioria consumida pelos fogos de setembro, refere o mais recente relatório divulgado.

De acordo com um relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 01 de janeiro e 15 de outubro de 2024 registaram-se 6.229 incêndios rurais, que resultaram em 136.424 ha de área ardida, entre povoamentos (81.206 ha), matos (45.583 ha) e agricultura (9.635 ha).

Os dados provisórios do ICNF, que alteram números avançados no relatório anterior, indicam que, comparando este ano com os 10 anos anteriores, registaram-se “menos 47% de incêndios rurais e mais 22% de área ardida relativamente à média anual do período”.

No documento salienta-se que, em 2024, até 15 de outubro, regista-se “o valor mais reduzido em número de incêndios e o terceiro valor mais elevado de área ardida, desde 2014”.

O relatório destaca que em setembro ocorreu o maior número de incêndios rurais, com um total de 1.917 fogos, o que corresponde a 31% dos incêndios registados este ano, bem como o mês com maior área ardida no ano, num total de 126.076 ha, o que corresponde a 92% de área ardida durante o ano.

Os dados do ICNF apresentam entre os 20 maiores incêndios, 19 que deflagraram na terceira semana de setembro, entre os dias 15 e 17, nas regiões norte e centro do país, provocando nove mortes e destruindo casas e terrenos agrícolas.

O maior incêndio do ano, segundos os dados provisórios do relatório, deflagrou em 16 de setembro no concelho de Vila Nova de Paiva (distrito de Viseu), consumindo 20.295 ha, dos quais 14.011 ha de povoamentos florestais, seguido do fogo de Castro Daire (Viseu), no dia seguinte, com 13.615 hectares.

Três incêndios no distrito de Aveiro, dois em Sever do Vouga e um em Oliveira de Azeméis, em 15 de setembro, ocupam do terceiro ao quinto lugar, consumindo, respetivamente, 8.162, 7.654 e 6.170 ha de área ardida.

No documento destacam-se ainda Penalva do Castelo e Nelas (Viseu), com 6.053 e 6.031 ha consumidos, Baião e Paredes (Porto), com 5.945 e 3.953 ha, e Vila Pouca de Aguiar (Vila Real), com 3.719 ha, entre 16 e 17 de setembro, e em 15.º na lista encontra-se Vimioso (Bragança), com 1.936 ha consumidos desde 10 de agosto.

Em termos de distritos com maior número de incêndios, por ordem decrescente, sobressaem Porto (1.381), Braga (633) e Viana do Castelo (592), mas em qualquer um dos casos, os fogos “são maioritariamente de reduzida dimensão (não ultrapassam um hectare de área ardida)”.

Aliás, o documento nota que, no caso específico da NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos) III de Tâmega e Sousa, a percentagem de incêndios com menos de um hectare de área ardida é de 84%.

Já em relação ao distrito mais afetado, no que toca à área ardida, surge Viseu, com 49.636 ha (36% da área total ardida), seguido de Aveiro, com 27.239 ha (20%), e do Porto, com 19.941 ha (15%).

Na distribuição do número de incêndios por região (Comunidade Intermunicipal/NUTS III) destacam-se Tâmega e Sousa (923), Área Metropolitana do Porto (784) e Alto Minho (592), ao passo que, em área ardida, lidera Viseu Dão Lafões, com 43.708 ha (cerca de 32% da área total ardida), seguida de Tâmega e Sousa, com 22.407 ha (16%) e Aveiro, com 19.858 ha (15%).

Os concelhos com maior número de incêndios “localizam-se todos a norte do Tejo e caracterizam-se, maioritariamente, por elevada densidade populacional, presença de grandes aglomerados urbanos ou utilização tradicional do fogo na gestão agroflorestal”, aponta-se no relatório.

Os principais 20 concelhos “representam 34% do número total de ocorrências e 22% da área total ardida”: Arcos de Valdevez (Viana do Castelo), 259 incêndios (2.305 ha), seguido de Penafiel, 201 (1.748 ha) e Gondomar (Porto), 151 (2.493 ha).

O ICNF avança que, dos 6.229 incêndios rurais, 5.177 foram investigados e têm averiguação de causas concluída (83% dos incêndios e 40% da área ardida), com atribuição de uma causa para 3.685 incêndios, sendo as mais frequentes “incendiarismo – imputáveis (35%) e queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (11%)”.

No relatório indica-se também que mais de 30% dos incêndios deste ano corresponderam aos níveis de severidade meteorológica elevada, ou seja, dias tendencialmente com temperaturas elevadas, vento forte, ausência de precipitação e humidade relativa baixa.

Os dados do ICNF são diferentes dos avançados pelo sistema europeu Copernicus, que indicam que os incêndios florestais de setembro consumiram cerca de 135.000 hectares em seis dias, totalizando este ano a área ardida em Portugal quase 147.000 hectares.

Uma fonte oficial do ICNF disse à Lusa que os dados provisórios mais recentes foram atualizados em resultado da análise das entidades e autoridades com responsabilidade no acompanhamento e investigação dos incêndios rurais, e que números definitivos só estarão disponíveis “no início de 2025”.

Dez mortos em incêndio em lar de idosos em Saragoça, Espanha

0
DR

Dez pessoas morreram em Espanha num incêndio hoje de madrugada numa residência de idosos em Vilafranca de Ebro, Saragoça, no nordeste do país, disse o governo regional de Aragão.

As autoridades disseram que havia 82 pessoas na residência no momento do incêndio, que deflagrou durante a madrugada de hoje.

Todas as pessoas que estavam dentro da residência foram já retiradas do edifício pelos bombeiros e desconhecem-se as causas do incêndio, disse a presidente da câmara local, Volga Ramírez Gamiz, à rádio pública espanhola, RTVE.

Número de passageiros sobe em todos os modos de transporte em 2023

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O número de passageiros transportados subiu em 2023, em todos os modos de transporte, com mais 10,1% no rodoviário, 16,7% no ferroviário, 20,7% no metropolitano, 18,9% no aéreo e 21,5% no fluvial, segundo o INE.

Segundo as Estatísticas dos Transportes e Comunicações, publicadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no ano passado, foram transportados por comboio 200,3 milhões de passageiros, o que representa um aumento de 16,7%, após ter subido 42,2% em 2022.

Já o transporte de passageiros por metropolitano aumentou 20,7% face a 2022, para um total de 263,2 milhões de passageiros, depois de ter registado um crescimento de 58,6% em 2022.

Pelo Metropolitano de Lisboa circularam 165,9 milhões de passageiros, o que significou um acréscimo de 21,3% face ao ano anterior, enquanto o Metro do Porto totalizou 79,2 milhões, com um crescimento de 21,4%, e o Metro Sul do Tejo teve um crescimento de 11,9%, tendo transportado 18,1 milhões de passageiros.

Portugal enviou sexto pedido de pagamento de 1,67 mil ME do MRR a Bruxelas

0

A Comissão Europeia recebeu o sexto pedido de pagamento de Portugal no âmbito do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR), no valor de 1,67 mil milhões de euros, foi hoje anunciado.

Este valor, segundo um comunicado do executivo comunitário, inclui 1,32 mil milhões de euros em subvenções e 0,35 mil milhões de euros em empréstimos, ao abrigo do MRR.

A Comissão avaliará agora o pedido e enviará depois ao Comité Económico e Financeiro do Conselho a sua avaliação preliminar do cumprimento por Portugal dos marcos e objetivos exigidos para este pagamento.

O pedido de pagamento de Portugal, que foi já recebido na quinta-feira, diz respeito a 22 marcos e oito objetivos, nomeadamente “reformas que reforçam as competências e a eficácia da administração pública, um novo plano de contabilidade de gestão para o Serviço Nacional de Saúde e um quadro jurídico revisto para a insolvência e a recuperação de empresas”.

O pedido de pagamento abrange igualmente investimentos importantes nos domínios dos serviços sociais, da mobilidade limpa e da eficiência energética em edifícios residenciais.

Um aumento da produção de eletricidade renovável nas regiões autónomas e a digitalização do sistema escolar e do setor empresarial estão também incluídos nos investimentos, de acordo com o comunicado.

O Plano de Recuperação e Resiliência português será financiado num total de 22,22 mil milhões de euros de euros, dos quais 16,33 mil milhões de euros em subvenções e 5,89 mil milhões de euros em empréstimos.

Web Summit: Comissão Parlamentar da Transparência travou oferta de bilhetes a deputados

0
DR

A Comissão Parlamentar de Transparência aprovou por unanimidade um parecer que impediu os deputados de aceitarem bilhetes para estarem presentes na Web Summit por contrariar o regulamento sobre ofertas, deslocações e hospitalidade.

Fonte parlamentar disse à agência Lusa que a Web Summit enviou aos grupos parlamentares do PSD e do PS – apenas a estes – um convite no sentido de que indicassem deputados das respetivas bancadas para estarem presentes na cimeira tecnológica, que começou na segunda-feira em Lisboa, no Parque das Nações.

Segundo a mesma fonte, a Web Summit emitiria bilhetes individualizados em nome de cada um dos deputados escolhidos.

Na semana passada, a Comissão Parlamentar de Transparência analisou esse convite e concluiu que cada um desses bilhetes para a Web Summit apresentava um valor aproximado de mil euros, acima dos 150 euros limite que cada um dos deputados pode aceitar de acordo com o regulamento referente a ofertas e hospitalidade.

Por outro lado, a Web Summit optou por dirigir convites aos grupos parlamentares do PSD e do PS e não ao órgão de soberania Assembleia da República, o que também contribuiu para a decisão unânime tomada pela Comissão Parlamentar de Transparência.

Segundo deputados contactados pela agência Lusa, caso a Web Summit tivesse enviado um convite à Assembleia da República, teria então sido eventualmente ponderada a constituição de uma delegação parlamentar (com deputados de diferentes bancadas) que representasse o órgão de soberania nesse evento. Mas essa não foi a via escolhida pela Web Summit.

A Web Summit, considerada uma das maiores cimeiras tecnológicas, junta em Lisboa mais de três mil startups, 70.000 participantes e cerca de mil investidores e de dois mil meios de comunicação globais, estando representados 160 países.

Na quinta-feira, a Comissão Parlamentar de Transparência volta a reunir, tendo na agenda um parecer relativo â questão do levantamento de imunidade parlamentar.

Em causa, segundo fonte parlamentar, está definir uma posição no sentido de clarificar se os deputados que se constituam como declarantes, no âmbito de um processo crime, mesmo assim tenham de levantar a sua imunidade para prestarem esclarecimentos em tribunal.

Uma das correntes entende que não deve ser tão “maximalista” a interpretação do artigo 157 número 2 da Constituição da República. Ou seja, um deputado que se constitua como assistente num determinado processo não tem de chegar ao ponto de ter a sua imunidade parlamentar levantada.

De acordo com a Constituição, “os deputados não podem ser ouvidos como declarantes nem como arguidos sem autorização da Assembleia, sendo obrigatória a decisão de autorização, no segundo caso, quando houver fortes indícios de prática de crime doloso a que corresponda pena de prisão cujo limite máximo seja superior a três anos”.

Reportagem: Manifestação em Paris contra o jogo de futebol entre França e Israel

0
DR

Poucas centenas de manifestantes juntaram-se, esta quinta-feira, convocados pela França Insubmissa (LFI, esquerda) contra a realização do jogo das seleções de futebol de França e Israel, mostrando o descontentamento com a presença do Presidente francês no jogo.

“Eu não concordo com isso (com a presença do Presidente francês e do governo no jogo), não deveriam estar lá. É bem óbvio que eles estão escolhendo um lado. É como se eles estivessem misturando política e desporto, o que talvez não deveriam”, referiu Matteo, de 20 anos, americano a viver na França.

A manifestação que começou pelas 18:00 horas locais (17:00 em Lisboa) numa praça em Saint Denis, a apenas dois quilómetros do Stade de France, onde se realiza o jogo, reuniu cerca de 200 pessoas e membros do partido de esquerda radical que foram gritando por Gaza, pela Palestina, pelo Líbano, pelo fim do genocídio e o fim do fornecimento de armas a Israel por parte da França.

Muitos manifestantes mostraram-se muito relutantes em se expressar perante os muitos jornalistas presentes no local, recusando, por exemplo, fornecer a identificação, mas os que falavam mostravam a sua indignação para com a situação no Médio Oriente, com a qual consideram que a França está a compactuar.

“Não gosto que a França, onde nós vivemos, receba uma equipa, especialmente depois do que aconteceu em Amesterdão. Acho que não se pode realmente separar nada que a Israel faz do regime do Apartheid, mesmo no desporto”, disse Matteo, de 20 anos, americano a viver na França.

A quantidade de polícia “nunca é justificada, é sempre demais e reacionário”, afirmou o americano, referindo também “os helicópteros que são um gasto de dinheiro” desnecessário nesta situação.

“Eu posso imaginar acontecerem problemas após o jogo, especialmente pelo que aconteceu em Amesterdão na semana passada, mas eu acho que vai depender do que os fãs da Israel fazem”, disse Caitlin, de 20 anos.

Segundo a jovem também americana a estudar em Paris, a manifestação estava programada inicialmente para ocorrer próximo do estádio, mas foi mudada pelo aparato policial, mas os manifestantes não “querem magoar ninguém”, só querem chamar a atenção para a situação em Gaza.

Com dezenas de bandeiras da Palestina, outras do Líbano e alguns cartazes expostos denunciando o genocídio, a manifestação pacífica não teve forças de segurança, contrariando todo o aparato policial nas redondezas do estádio.

“Eu vim aqui com a minha filha de 16 anos, nós estamos aqui de forma pacífica, não estamos aqui para procurar uma luta, apenas para expressar a nossa tristeza, mais do que a nossa fúria perante o fato da inação dos países em geral, mas de países ocidentais, em particular, e do nosso país, a França, a pátria dos direitos dos homens, que não conseguem respeitar os direitos internacionais”, disse à Lusa Aïcha, de 44 anos, descrevendo a situação como “vergonhosa”.

Para a marroquina, que cresceu em França, a manifestação tem como objetivo denunciar a falta de inação perante Israel em competições desportivas, já que “desde o início da guerra na Ucrânia, há sanções que foram tomadas contra a Rússia”.

“Temos o direito de criticar um Estado que comete um genocídio, e em nenhum caso é antissemitismo, temos, entre as pessoas que estão aqui connosco, a União Judia por a Paz (UJFP), por exemplo, muitos compatriotas judeus que se unem connosco e que protestam contra o que está a acontecer”, afirmou Aïcha.

Além do apoio ao povo palestiniano, os manifestantes querem denunciar “a ideologia sionista, que é uma ideologia supremacista e racista”, defendendo “numa primeira etapa, a solução para dois Estados”, segundo a marroquina, que se considera francesa.

O deputado local Éric Coquerel, presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional, denunciou o “genocídio” sofrido pelos palestinianos às mãos das forças armadas israelitas, perante os cerca de mil presentes.

Lamentou também que o Presidente francês, vários membros do governo e os antigos Presidentes François Hollande e Nicolas Sarkozy estejam também presentes no jogo, segundo os mesmos, para denunciar o antissemitismo.

Para Coquerel, esta presença oficial “vergonhosa” representa um apoio ao governo israelita de Benjamin Netanyahu.

“Os fãs israelitas não estão aqui para apoiar a sua equipa. Eles estavam aqui para provocar a humanidade, dizem palavras que não são aceitáveis. Eles estão de acordo com matar os filhos da Palestina”, disse o recém-imigrado Abderrazak, de 32 anos, acompanhado da sua mulher e filha com apenas alguns meses, não querendo revelar a sua naturalidade.

Para Abderrazak, “o que está a acontecer na Palestina é contra a humanidade”, defendendo que “os israelitas tentam destruir a humanidade”.

Na rede social X, alguns manifestantes tentaram chegar perto do estádio mas têm sido impedidos pela polícia até ao momento.

De acordo com a agência France-Presse, mais de 600 apoiantes da comunidade judaica dirigiram-se ao Stade de France para o jogo de “alto risco” escoltados pela polícia francesa, mobilizou 4.000 polícias e pessoal de segurança à volta do estádio e mais 1.500 polícias nos transportes públicos, segundo o chefe da polícia francesa, Laurent Nuñez.

Trump escolhe ativista antivacinas Robert Kennedy Jr. para secretário da Saúde

0
DR

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira que vai nomear Robert F. Kennedy Jr., ex-candidato presidencial conhecido pelas suas teorias da conspiração sobre as vacinas, como o novo secretário da Saúde.

“Durante demasiado tempo, os americanos foram esmagados pela indústria alimentar e pelas empresas farmacêuticas que se envolveram em enganos e desinformação quando se trata de saúde pública”, frisou Trump, através da sua rede social Truth Social.

O magnata republicano prometeu que o Departamento da Saúde desempenhará um papel importante para garantir que a população está protegida “de produtos químicos nocivos, poluentes, pesticidas, produtos farmacêuticos e aditivos alimentares que contribuíram para a esmagadora crise sanitária” no país.

De acordo com Trump, Kennedy Jr. irá garantir que estas agências voltem a cumprir os mandatos da ciência “para acabar com a epidemia de doenças crónicas e tornar a América grande e saudável novamente”.

Num comício em Nova Iorque no final da campanha eleitoral, Trump já tinha avançado que se derrotasse a vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris, nas presidenciais de 05 de novembro, iria permitir que Kennedy Jr. assumisse a pasta da saúde.

O filho do ex-procurador-geral dos EUA Robert F. Kennedy e sobrinho do ex-presidente John F. Kennedy, ambos assassinados na década de 1960, é, na opinião de Trump, “um sujeito fantástico” e com bons conhecimentos sobre pesticidas e meio ambiente.

Antes de dar o seu apoio a Trump, Kennedy Jr. tinha iniciado a sua candidatura mal sucedida à presidência pelo lado democrata.

Em abril do ano passado apresentou-se como alternativa ao Presidente Joe Biden e anunciou as suas aspirações a ser o candidato daquele partido, mas em outubro divulgou que ia abandonar aquele partido, para concorrer como independente, algo que acabou por suspender também.

Grande parte do clã Kennedy virou-lhe as costas por causa das teorias da conspiração que começou a espalhar durante a pandemia de covid-19 sobre as vacinas, como a de que este vírus tinha como objetivo atacar caucasianos e negros e que as pessoas mais imunes são os chineses e os judeus asquenazes.

Kennedy Jr. relacionou ainda os tiroteios em massa nas escolas com antidepressivos como o Prozac, denunciou que os democratas recebem muito mais dinheiro das empresas farmacêuticas do que os republicanos e está convencido de que as vacinas causam autismo.

Trump tinha-lhe garantido que teria um cargo relacionado com a Saúde no seu futuro executivo: “Promessa cumprida”, frisou hoje na rede social X Donald Trump Jr., filho mais velho do ex-presidente (2017-2021) e magnata nova-iorquino.

A nomeação de Kennedy Jr. junta-se à polémica lista com que Trump prepara o seu segundo mandato, que inclui como procurador-geral o congressista conhecido por posições políticas polarizadoras Matt Gaetz, acusado de tráfico sexual de menores, o proprietário da X, Elon Musk, como responsável pela eficiência governamental, ou o apresentador da Fox News, Pete Hegseth, como chefe do Pentágono (Departamento de Defesa).

Liga Nações: Martínez diz que lesões fazem do jogo com Polónia um “desafio” para Portugal

0
foto: Arlindo Homem

O selecionador Roberto Martínez afirmou esta quinta-feira que o duelo com Polónia, na sexta-feira, da Liga das Nações, vai ser um “desafio” para Portugal devido às várias baixas por lesão, que vai obrigar à utilização de futebolistas menos experientes.

“É um desafio para todos nós. Depois do Europeu, na defesa, perdemos o Pepe [acabou carreira] e agora o Rúben Dias por lesão. É um processo para continuarmos a conhecer novos jogadores. Queremos ganhar, queremos o apuramento. É um bom desafio para mostrar que temos todos os jogadores preparados, mesmo os menos experientes”, afirmou Roberto Martínez.

O selecionador nacional falava aos jornalistas na conferência de imprensa de antevisão do duelo com os polacos, no Estádio do Dragão, no Porto, palco da partida de hoje, sexta-feira, da quinta e penúltima jornada do Grupo A1 da Liga das Nações.

“Não gosto da palavra experimentar. Há muitos jogadores com lesões. Não sei porquê, em novembro, mas acontece. São jogadores com valências diferentes. Queremos ter o controlo do jogo, chegar perto da baliza e marcar golos. Será um bom estágio para vermos mais jogadores, mas não para experimentar”, acrescentou.

No centro da defesa, mesmo com pouca utilização no Benfica, António Silva é o único ‘sobrevivente’ do Euro2024, com Renato Veiga a ter apenas uma internacionalização, enquanto Tomás Araújo e Tiago Djaló ainda não se estrearam.

Rúben Neves, João Palhinha, Matheus Nunes, Pedro Gonçalves e Diogo Jota também estão todos ausentes devido a problemas físicos.

Portugal precisa apenas de um ponto frente aos polacos para garantir os quartos de final da Liga das Nações, competição que Roberto Martínez diz que “ainda é cedo’ para poder apontar favoritos à vitória, incluindo a seleção portuguesa.

“Por agora, o objetivo é chegar à próxima fase. Penso que até às meias-finais não se pode falar em equipas favoritas”, disse o técnico de 51 anos, acrescentado que a principal “missão” é participação de Portugal no Mundial2026, numa altura em que faltam 18 meses para a prova que vai decorrer nos Estados Unidos, Canadá e México.

Apesar do 3-1 imposto à Polónia, em Varsóvia, naquela que foi talvez uma das melhores exibições da ‘era’ Martínez, o selecionador voltou a deixar muitos elogios aos polacos, que está obrigada a vencer o jogo no Porto para ainda ter hipóteses de seguir em frente e sem a sua principal figura, o capitão e avançado Robert Lewandowski.

“A Polónia gosta de tomar riscos, gosta de jogar em ataque. O nosso objetivo será como sempre controlar a bola, chegar muitas vezes perto da baliza e criar oportunidades. Gosto de muitos jogadores desta seleção polaca. O Lewandowski é o ‘farol’ da equipa, mas mesmo sem ele há muito talento na Polónia”, concluiu.

O Portugal-Polónia está agendado para as 19:45 de hoje e terá arbitragem do lituano Donatas Rumsas.

Três dias depois, na segunda-feira, Portugal visita a Croácia, em Split, e fecha a fase de grupos.

Portugal lidera o Grupo A1, com 10 pontos, mais três do que a Croácia, que tem sete, com as duas equipas seguidas de Polónia, com quatro, e Escócia, com um.

Os dois primeiros classificados de cada um dos quatro agrupamentos da Liga A da quarta edição da prova seguem para os quartos de final.

Portugal conquistou em 2019 a primeira edição da Liga das Nações, ao bater na final os Países Baixos por 1-0, no Estádio do Dragão, no Porto, graças a um golo de Gonçalo Guedes, e ficou-se pela fase de grupos da Liga A em 2020/21 e 2022/23.

Optimized by Optimole