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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Primeiro-ministro diz que estudantes não estão a ser formados para as necessidades do país

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta quinta-feira no Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), que Portugal não está a formar os estudantes para as necessidades do país.

“O nosso sistema, ao fim e ao cabo, não está a formar as pessoas que nós precisamos, está a formar as pessoas que outros precisam”, afirmou Luís Montenegro.

Segundo o primeiro-ministro, as instituições devem ter esse aspeto em consideração, para evitarem que os jovens, depois de formados, emigrem.

“É importante que as instituições correspondam a essa necessidade, porque esse também é um caminho pelo qual nós podemos evitar que muitos dos nossos estudantes, depois de atingirem as suas qualificações superiores, não vão à procura de uma oportunidade para fora do país”, enfatizou o governante.

Luís Montenegro acentuou que Portugal precisa que os jovens portugueses fiquem, mas precisa também das pessoas que puder “atrair de outras geografias para virem ajudar a erguer o país”.

Durante a visita à Escola Superior Agrária e à Escola Superior de Educação do IPCB, onde inaugurou várias obras de requalificação, o primeiro-ministro elogiou a instituição, por as duas escolas de ensino superior estarem a “corresponder com as áreas formativas às necessidades do país”.

Luís Montenegro também criticou a proliferação cursos que não sejam diferenciados.

“Do meu ponto de vista, e do ponto de vista do Governo, nós não temos de andar a multiplicar as ofertas formativas em todas as instituições de ensino superior”, referiu o governante.

“É importante e é bom que muitas das ofertas atinjam graus de especialização em determinadas instituições de ensino superior. Que não seja ensinar tudo igual em todo o lado, mas, sobretudo, que não se esteja a ensinar e a conduzir os estudantes a estudarem coisas que depois não têm oferta no mercado de trabalho”, frisou Luís Montenegro.

O primeiro-ministro acrescentou que as unidades de ensino superior precisam “atrair, reter e formar”.

Luís Montenegro vincou que o seu Governo não veio “para deixar tudo na mesma”, mas para mudar e “para transformar”.

O governante justificou a visita ao IPCB com a necessidade de “alimentar esta chama” de valorizar as instituições em territórios de menor densidade populacional e a sua relação com as empresas, para que contribuam para fixar pessoas.

Proteção Civil prepara sistema para “atenuar” picos de chuva e cheias no Algarve e Alentejo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu hoje que está a ser preparado pela Proteção Civil um plano para “atenuar” os picos de chuva e as possibilidades de cheias que podem vir a ocorrer no Algarve e no Alentejo.

“Nós estamos, no Algarve, na zona do país onde há mais dificuldade em captar e reter água, nós hoje estamos com inundações no Algarve, e vamos estar nos próximos dias”, alertou.

“Estamos, de resto, a preparar todo o nosso sistema de Proteção Civil para poder atenuar no Algarve e no Alentejo os picos de chuva e as possibilidades de cheia que estão perspetivadas poderem ocorrer nos próximos dias”, acrescentou.

O chefe do Governo falava no decorrer das comemorações dos 100 anos da fundação da Empresa das Águas Alcalinas Medicinais de Castelo de Vide, adquirida pelo Super Bock Group em 1971, dando origem ao atual centro de captação e enchimento de Vitalis.

O centro e o sul do país deverão ser particularmente afetados por agueiros fortes de granizo, acompanhados de trovoada, nos próximos três dias, segundo um alerta da Proteção Civil, para a possibilidade de fenómenos extremos de vento.

Com base nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Proteção Civil emitiu um aviso à população segundo o qual se espera “maior potencial de severidade” no baixo Alentejo e no Algarve.

Face às previsões, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias provocadas pelo transbordo de rios e ribeiras e derrocada de terras.

Há também a possibilidade de contaminação de água potável por “inertes resultantes de incêndios rurais”.

O arrastamento para as estradas de objetos soltos, ou desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito do vento forte pode “causar acidentes com veículos em circulação” e peões na via pública, especificou a Autoridade, em comunicado.

No Algarve, a chuva intensa que caiu de manhã durante cerca de 20 minutos alagou estradas em Moncarapacho, no concelho de Olhão, e caves e lojas na baixa de Albufeira, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Albufeira foi o concelho do distrito de Faro onde se registou o maior número de ocorrências, das quais cinco na via pública, seguindo-se Moncarapacho, mas nenhuma delas com gravidade.

Ministro das Finanças quer tecnologia a impusionar exportações e reduzir peso do turismo

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O ministro das Finanças defendeu hoje que é necessário “reduzir a importância” do turismo no PIB e nas exportações, aumentando por outro lado o peso da tecnologia e serviços de “alto valor acrescentado”.

Joaquim Miranda Sarmento falava na Web Summit, numa entrevista sobre “o que se segue para a economia portuguesa”, onde ressalvou que “temos de aumentar o valor acrescentado nas exportações, não só nos bens, mas também serviços”.

O governante admitiu que o turismo é uma “atividade muito importante em Portugal, representando 20% do PIB”, mas defendeu que é necessário “reduzir essa importância e a única forma do país crescer com melhores salários, melhores serviços públicos é com inovação, serviços a vender alta tecnologia e com alto valor acrescentado”.

Assim, reiterou a necessidade de apostar mais na tecnologia, salientando que Portugal “tem um problema de localização geográfica, mas a tecnologia e serviços tecnológicos são um setor económico onde a localização é menos importante”.

“A transformação está a acontecer em Portugal, estamos a exportar mais do que há 15 anos, dantes era 30% do PIB, agora é 50%”, sublinhou o ministro.

Dentro dos serviços, “a tecnologia esta a tornar-se impulsionador das nossas tecnologias e é isso que temos de seguir”, reiterou.

Mais de metade dos médicos internos não voltaria a escolher o curso de Medicina

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A maioria dos médicos internos inquiridos num estudo admite que não voltaria a escolher esta profissão por dificuldades em conciliar a carreira com a vida familiar, falta de tempo para estudar no horário laboral e condições de trabalho.

“Embora 79% dos inquiridos (1.233) reportem que voltariam a escolher a mesma especialidade, apenas 64% (999) voltaria a escolher o curso de Medicina”, revela o Inquérito de Satisfação do Internato Médico, promovido pelo terceiro ano consecutivo pelo Conselho Nacional do Médico Interno da Ordem dos Médicos (CNMI), em parceria com o Conselho Nacional do Internato Médico e a Administração Central do Sistema de Saúde.

O estudo, a que a agência Lusa teve acesso, refere que, “de um modo global, se mantém a tendência dos últimos anos de satisfação positiva com o Internato Médico, havendo, contudo, uma margem considerável para melhoria”.

“Já a satisfação mais reduzida, ainda que positiva, com o serviço de formação deve alertar para a necessidade de maior investimento nas condições laborais e formativas de cada instituição”, salienta o estudo.

Neste aspeto, diz ser notória a insatisfação com a ausência de tempo protegido no horário laboral para estudo autónomo (1,65 numa escala de 1 a 4), “de onde decorre que o médico interno é forçado a ocupar o seu tempo livre para tarefas como elaboração de trabalhos científicos ou preparação para avaliações”.

Destaca-se também a pontuação negativa atribuída à participação em atividade formativa (1,81), a insuficientes recursos científicos como biblioteca e acesso a literatura atualizada (2,13) e ao equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal (2,37).

Os médicos internos revelam maior satisfação com a especialidade (pontuação de 3,02) e com o orientador de formação (3,28), mas a satisfação com o serviço de formação é mais reduzida (2,82).

Comentando as conclusões do estudo à agência Lusa, o presidente do CNMI, José Durão, disse que não o surpreendem, porque espelham “os desabafos” dos jovens médicos.

“A maior parte está há mais de 10 anos, 11, 12 anos desde que iniciou o curso até chegar a esta fase de começar a vida de especialista, com a expectativa de que vai ter um determinado nível de vida e perspetivas de carreira e aquilo que encontram já durante o internato é de que não existe aquele apoio e incentivo à formação e que as exigências laborais não estão em equilíbrio com as exigências formativas”, relatou.

Além disso, não conseguem equilibrar a vida profissional com a vida pessoal, uma exigência das novas gerações que, neste momento, “não está a ser possível” na Medicina em Portugal, por todas as circunstâncias que afetam atualmente o Serviço Nacional de Saúde, onde está a grande maioria dos internos.

Segundo o presidente do CNMI, o SNS exige “muito desta força de trabalho mais jovem, que depois não consegue nem ter tempo suficiente para cumprir com as suas obrigações formativas”, nem para tudo o resto.

“Todos estes fatores somados geram esta insatisfação, que é diária, e este sentimento de que poderia estar a ser útil e se calhar com outro nível de satisfação noutras áreas”, sublinhou.

Para combater esta situação, defendeu medidas concretas assentes em três eixos: Tempo, espaço e pessoa.

“Tempo no horário laboral, três, quatro, cinco horas no máximo, para as pessoas estarem dedicadas só à sua formação teórica e também para os seus orientadores terem esse tempo semanal protegido para formar os médicos internos”, explicou.

Já o espaço tem a ver com as condições de trabalho, as infraestruturas, enquanto “a pessoa” tem a ver com o bem-estar, evitar situações de ‘burnout’ e que os profissionais façam 2,3, 4 bancos de urgência, às vezes de 24 horas, na mesma semana.

José Durão disse que já ouviu relatos de médicos internos que fizeram quase 1.000 horas extraordinárias ao fim de um ano, alertando que esta carga tem “repercussões brutais no bem-estar e a saúde mental das pessoas” e não se está “a ligar o suficiente a isso”.

Espanha/Cheias: Valência baixa aviso vermelho após ameaça de novo temporal

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A agência de meteorologia de Espanha baixou hoje de vermelho para laranja o alerta de mau tempo para a região de Valência, após uma madrugada de forte chuva, mas para já sem relatos de incidentes.

“O pior desta segunda depressão já passou”, indicou na rede social X a Agência Estatal de Meteorologia (AEMET), após retirar também o alerta para a província de Málaga, na Andaluzia (sul).

Também esta manhã, a Proteção Civil da Comunidade Valenciana desativou a fase de alerta do Plano Especial de Emergência para o risco de inundações na Catalunha e também o alerta para ondas fortes na costa norte e sul da província.

Novas tempestades obrigaram cerca de três mil pessoas a abandonar as suas casas em Málaga, além de causarem o encerramento de escolas e o cancelamento de comboios.

No sul da província de Málaga, as ruas ficaram inundadas e os residentes nas imediações do rio Guadalhorce foram retirados de casa como medida preventiva.

As escolas de toda a província foram encerradas, assim como muitas lojas, e os comboios que circulavam entre Málaga e Madrid na linha ferroviária de alta velocidade AVE foram cancelados.

A população afetada pelas inundações causadas pela tempestade (conhecida localmente como DANA, ‘depressão isolada em níveis altos’) de 29 de outubro na província de Valência foi avisada sobre restrições ao tráfego de veículos privados, que estiveram em vigor até às 00:00 de hoje (23:00 de quarta-feira em Lisboa).

Estas novas tempestades ocorrem duas semanas após várias inundações terem assolado o leste de Espanha, causando a morte de pelo menos 223 pessoas e a destruição de casas e infraestruturas, sobretudo na região de Valência, que ainda está a recuperar dos efeitos da tempestade.

A AEMET também tinha colocado Málaga sob alerta vermelho, afirmando que se tinham acumulado até 70 milímetros de chuva numa hora.

Partes da província de Tarragona, no leste do país, também foram afetadas por chuvas fortes e estiveram sob alerta vermelho.

A previsão em Málaga atrasou o início da final da Taça Billie Jean King de ténis entre a Espanha e a Polónia, que estava marcada para quarta-feira.

O sistema de tempestades que afeta Espanha é causado por ar quente que colide com ar frio estagnado e forma poderosas nuvens de chuva. Especialistas afirmam que os ciclos de secas e inundações estão a aumentar com as alterações climáticas.

Cinco distritos do continente sob aviso amarelo por causa da chuva forte

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Cinco distritos do continente estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de aguaceiros, localmente fortes, que poderão ser acompanhados por trovoadas e granizo, devido a uma depressão, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os distritos de Faro e Beja vão estar sob aviso amarelo até às 15:00 de hoje e novamente na sexta-feira entre as 03:00 e as 21:00.

O aviso amarelo de chuva para os distritos de Lisboa e Setúbal vai vigorar entre as 12:00 e as 18:00 de hoje e em Santarém das 15:00 às 21:00 de hoje.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

De acordo com o IPMA, está prevista a partir de hoje uma mudança do estado do tempo devido a “uma depressão fria nos níveis altos da atmosfera, que se deslocou gradualmente de nordeste para sudoeste em direção a Portugal continental, e que se irá posicionar a norte da Madeira e a oeste do território continental nos próximos dias.

Em comunicado, o Instituto adianta que a partir de hoje e previsivelmente até final da manhã de domingo, estão previstos aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas, com queda ocasional de granizo, em particular nas regiões do centro e sul, prevendo-se um impacto mais significativo no Baixo Alentejo, Algarve, Setúbal, Lisboa e Santarém, onde podem ocorrer fenómenos extremos de vento.

A previsão aponta para valores de precipitação da ordem dos 10 e 20 milímetros em uma hora nas regiões do centro e sul, podendo ocorrer persistência da precipitação.

“Salienta-se que em situações de instabilidade, existe uma variabilidade na distribuição espacial e temporal da precipitação forte, determinada em última análise por fatores de escala local, não previstos pelos modelos, e que apenas poderá ser acompanhada com base na vigilância que será efetuada através dos radares meteorológicos, detetores de descargas elétricas e imagens de satélite”, indicou o IPMA.

As temperaturas mínimas hoje no continente vão variar entre 01 graus (na Guarda) e os 11 (em Aveiro e Faro) e as máximas entre os 07 graus (na Guarda) e os 18 (em Aveiro e Faro).

IMT foi o principal imposto municipal em 2023

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O IMT foi a principal receita de impostos diretos para os municípios em 2023, representando 43% dos 3,97 mil milhões de euros arrecadados em impostos municipais, ultrapassando pelo segundo ano consecutivo a receita de IMI cobrada pelas Câmaras.

Segundo o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, em 2023 os municípios arrecadaram 3,97 mil milhões de euros em impostos diretos, 43% dos quais provenientes do IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas), 38% do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), 8% do (Imposto Único de Circulação) IUC e 11% da derrama.

Pelo segundo ano consecutivo, em 2023 o valor cobrado do IMT ultrapassou o IMI, embora com uma subida de apenas 1% (representando mais cerca de 18 milhões de euros), depois de aumentos de 38% e de 26% registados em 2021 e 2022, demonstrando o peso que o imobiliário tem nas receitas municipais.

A receita de impostos diretos com maior aumento em 2023 foi a da derrama, com uma subida de cerca de 45,2 milhões de euros, mais de 12%.

A coleta de IMI aumentou igualmente 1%, correspondendo a mais de 16 milhões de euros, e o IUC aumentou 23 milhões de euros.

A receita fiscal total dos municípios em 2023 teve uma taxa de crescimento de apenas 2,6% (+100,8 milhões de euros) e uma execução orçamental de 106,2%, arrecadando na totalidade 3.992,7 milhões de euros, +233,7 milhões de euros do que o previsto.

No ano passado, os impostos diretos contribuíram para 99,5% desta receita fiscal dos municípios (3.974,1 milhões de euros), tendo os impostos indiretos pesado apenas 0,5% (18,7 ME, um decréscimo de 5,7% ou -1,1 milhões de euros em relação ao ano anterior).

As receitas cobradas pelos municípios em taxas, multas e outras penalidades cresceram 16,8% (+75,3 milhões de euros) ao apresentarem o valor global de 522,7 milhões de euros.

Entre 2013 e 2023, a cobrança destas receitas (taxas e multas) aumentaram 190,0% (+342,5 milhões de euros), sendo que o valor mais elevado foi registado no ano passado.

Nesse ano, 15 municípios (mais quatro do que no ano anterior) cobraram taxa turística no valor global de 70,2 milhões de euros (+26,3% ou +14,6 milhões de euros do que em 2022), que teve uma grande relevância para as autarquias que a aplicaram.

“Analisando o impacto desta taxa, verificámos que nestes 15 municípios este valor representa uma média de cerca de 31% do total das taxas e 2,7% do total da receita cobrada”, indica o Anuário.

A taxa turística teve um grande peso no valor global das taxas, multas e outras penalidades cobradas em alguns destes municípios, nomeadamente em Santa Cruz (42,2%), Óbidos (54,0%), Lisboa (42,8%), Porto (39,8%), Faro (33,7%), Vila Real de Santo António (24,5%) e Vila Nova de Gaia (24%).

Lisboa foi o município que arrecadou maior receita de taxa municipal turística ao faturar cerca de 40 milhões de euros, seguindo-se o Porto com cerca de 18 milhões de euros.

No corrente ano, o número de municípios a cobrar taxa turística cresceu: Até final de agosto de 2024 já eram pelo menos 26 os municípios a cobrar uma taxa por dormida em alojamentos turísticos, segundo um balanço feito pela agência Lusa, mas o número aumentou desde então com a adoção da medida por outros concelhos, como Loulé (desde 01 de novembro), Funchal (desde 01 de outubro), Setúbal (desde 01 de setembro) e Caminha (desde 05 de setembro).

Também foi em Lisboa que em 2023 se verificou o maior volume de receita cobrada em taxas, multas e outras penalidades (em 2023 cerca de 94 milhões de euros), representando 18,0% do total das taxas, multas e outras penalidades cobrados por todo o setor autárquico, seguida de Porto (46,1ME) e de Cascais (32,3 ME).

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses relativo a 2023 é da responsabilidade do Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (CICF/IPCA), com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados e do Tribunal de Contas.

Ministra da Saúde compromete-se a incluir enfermeiros do Amadora-Sintra nos aumentos salarias

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A ministra da Saúde comprometeu-se esta quarta-feira a encontrar uma solução jurídica, o mais rapidamente possível, para que os enfermeiros do Hospital Fernando Fonseca beneficiem dos aumentos salariais aplicados aos restantes colegas do Serviço Nacional de Saúde.

“Temos de encontrar um processo que seja juridicamente adequado para que não fiquem prejudicados”, afirmou Ana Paula Martins, após ter visitado o Hospital Fernando Fonseca (HFF), que está integrado na Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra.

Os enfermeiros dessa ULS não foram abrangidos pelo acordo assinado em setembro entre o Ministério da Saúde e uma plataforma de cinco sindicatos e que prevê um aumento salarial de cerca de 20% até 2027 (300 euros), que começará a ser pago este mês.

Isto porque o HFF, apesar de estar há vários anos integrado no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e com gestão pública, mantém em vigor o Acordo de Empresa assinado na altura em que funcionava no regime de Parceira Público-Privada (PPP).

Depois de salientar que a reunião com os enfermeiros “foi muito positiva”, Ana Paula Martins adiantou que “foi assumido o compromisso” de tudo fazer para, o mais rapidamente possível, “encontrar uma solução” para esta situação.

Recentemente, a ULS Amadora-Sintra anunciou que está a trabalhar com a tutela para encontrar uma solução que garanta aos seus enfermeiros condições salariais iguais aos restantes enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“O conselho de administração está a trabalhar em articulação com a tutela, tendo também já agendadas reuniões com as estruturas sindicais, de modo a encontrar uma solução que procure salvaguardar os direitos dos enfermeiros (…) e garanta a igualdade com os restantes enfermeiros do SNS”, referiu a ULS.

Diretor da prisão de Coimbra Orlando Carvalho será o novo diretor-geral das prisões

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O diretor do estabelecimento prisional de Coimbra Orlando Carvalho será o novo diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais e terá como adjunto Paulo Rio, que deixa o estabelecimento prisional do Funchal.

O anúncio foi feito esta quarta-feira pela ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, que está a ser ouvida no parlamento no âmbito da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2025.

Isabel Leitão, que assumiu a liderança da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) volta às suas funções iniciais, adiantou a ministra, que deixou um agradecimento público “pelo esforço que fez” nestas funções.

O início de funções dos novos responsáveis aguarda a oficialização das nomeações, sendo que a diretor-geral depende de um despacho conjunto do primeiro-ministro e da ministra da Justiça, esclareceu o gabinete de Rita Alarcão Júdice.

Prémios Pfizer distinguem investigação sobre cancro do estômago, retina e reprogramação celular

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A edição deste ano dos Prémios Pfizer distingue estudos sobre o cancro do estômago, retina e reprogramação celular tumoral, divulgou esta quarta-feira em comunicado a promotora das bolsas, no valor total de 60 mil euros.

Os trabalhos premiados são desenvolvidos por equipas lideradas pelos cientistas Ana Magalhães (i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto), Caren Norden (Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular) e Filipe Pereira (Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra).

Promovidos pela farmacêutica Pfizer, que financia, e pela Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, que designa o júri que avalia as candidaturas, os Prémios Pfizer são a distinção mais antiga para a investigação biomédica em Portugal.

A equipa de Ana Magalhães, do i3S, descobriu, recorrendo a amostras de tumores de doentes, uma molécula presente nas células do cancro gástrico associada a “maior invasão tumoral” e a um “pior prognóstico dos pacientes”.

A molécula em causa, a ‘Syndecan 4’, é transportada por vesículas extracelulares produzidas pelas células tumorais e direciona estas vesículas para o fígado e pulmão, órgãos onde “é comum aparecerem metástases de cancro do estômago”.

A descoberta contribui para a “compreensão de um novo mecanismo de comunicação das células tumorais”, ao identificar um “potencial alvo” para desenvolver terapias direcionadas para travar a metastização (formação de tumores secundários a partir de um primário).

O grupo liderado por Caren Norden, do Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular, usou o peixe-zebra como modelo, tecido humano e organoides de retina (células de retina cultivadas em laboratório a partir de células humanas) para estudar a “migração dos fotorrecetores”, células que captam a luz e possibilitam a visão.

Nas pessoas, problemas na migração dos fotorrecetores podem causar complicações na retina.

A equipa de Caren Norden descobriu que estas células “se movem de forma coordenada”: inicialmente afastam-se do local onde se formaram e depois regressam.

Tal movimento ou migração “facilita o crescimento organizado” da retina, membrana interna do globo ocular que contém as células sensíveis à luz.

O trabalho coordenado por Filipe Pereira, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, consistiu na reprogramação de células de cancro (humanas e de ratinhos) em células que apresentam antigénios tumorais, “proteínas específicas na superfície celular que distinguem células saudáveis de células anormais”.

Segundo Filipe Pereira, citado em comunicado, os resultados obtidos “foram promissores”, uma vez que “quando as células reprogramadas foram injetadas em ratinhos com tumores, houve uma redução no crescimento dos tumores, um aumento na sobrevivência dos animais e uma melhor resposta a tratamentos de imunoterapia já existentes”.

Instituídos em 1956, os Prémios Pfizer distinguem os melhores trabalhos de investigação básica e clínica, realizados total ou parcialmente em instituições portuguesas por cientistas nacionais ou estrangeiros.

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