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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Piloto luso Miguel Oliveira satisfeito com bom desempenho no adeus à Trackhouse

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Imagem ilustrativa

O piloto português Miguel Oliveira (Aprilia) revelou este domingo ter ficado “satisfeito com o bom desempenho” no Grande Prémio da Catalunha de MotoGP, que terminou na 12.ª posição, após quase dois meses de paragem por lesão.

“Gostei da corrida. Foi uma daquelas em que se ataca do princípio ao fim o máximo que se pode. O meu ritmo era muito consistente, apesar de, terminada a corrida, não ter a certeza da escolha de pneus que fiz para a traseira [pneu duro]”, disse o piloto natural de Almada, citado pela assessoria de imprensa da equipa Trackhouse, após a ultima corrida de 2024.

Miguel Oliveira revelou ter sido o terceiro piloto com pneu duro na roda traseira, tendo terminado a cinco segundos do mais rápido dos três, Franco Morbidelli (Ducati), que foi oitavo.

“Não sei se teria sido melhor arriscar no pneu macio, porque o médio não era a melhor escolha”, frisou.

De qualquer forma, mostrou-se “satisfeito” com o resultado.

“Fiz o meu trabalho, com um bom desempenho na despedida da equipa e estou satisfeito por isso”, frisou o piloto português, que na próxima temporada se muda para a Pramac Yamaha.

Miguel Oliveira terminou a edição deste ano do Mundial de MotoGP na 15.ª posição, com 75 pontos, apesar de ter falhado as corridas da Indonésia, Japão, Austrália, Tailândia e Malásia, devido a lesão, na sequência da queda sofrida nos treinos livres do GP da Indonésia, em 29 de setembro.

Esta foi a sexta temporada do piloto português, de 29 anos, na categoria rainha do Mundial de Velocidade.

COP29: Ambientalistas criticam progresso “lento” das negociações face à urgência climática

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

MOs Ecologistas em Acção, a SEO/BirdLife e a WWF criticaram o progresso lento das negociações durante a primeira semana da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP29) que decorre em Baku, no Azerbaijão.

Por seu lado, a Greenpeace acredita que se pode tomar uma decisão contundente, apesar da ausência de muitos líderes mundiais.

Um dos momentos altos desta semana foi a intervenção do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que abordou a catástrofe provocada pela DANA em Espanha, especialmente em Valência: “só há uma coisa tão importante como ajudar as vítimas desta terrível tragédia em Valência, é evitar que aconteça de novo”.

Sánchez reafirmou ainda o compromisso do governo em promover o financiamento climático de uma forma justa e economicamente sustentável, focada nos setores, atividades e indivíduos que “ainda não estão a pagar a parte que lhes corresponde”.

Em declarações à Europa Press, o representante da Greenpeace Espanha, que integra a delegação internacional da Greenpeace na COP29, Pedro Zorrilla, elogiou o facto de o presidente ter destacado que a transição energética e ecológica beneficia a sociedade como um todo, salientando a necessidade de “impor impostos de acordo com o princípio do poluidor-pagador” e de “acabar rapidamente com os combustíveis fósseis”.

Para Zorrilla, isto ajuda as negociações a avançarem no sentido certo, embora tenha lamentado que Sánchez não tenha transferido este discurso para Espanha. Além disso, criticou o facto de não ter feito qualquer anúncio de medidas concretas.

Muitos líderes europeus estiveram ausentes da COP29, nomeadamente o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, o seu homólogo russo Vladimir Putin e o chinês Xi Jinping, entre muitos outros. O representante da Greenpeace Espanha arriscou que estas ausências podem ter a ver com o resultado das eleições nos EUA, bem como com o tema central das discussões na Cimeira, o Novo Objetivo Coletivo Quantificado (NOCC).

Este é um elemento do Acordo de Paris concebido para estabelecer uma meta financeira para apoiar as nações em desenvolvimento nas suas ações climáticas. O atual é de 100 mil milhões de dólares anuais e é considerado insuficiente.

Esta primeira semana da COP29 encerrou com o acordo das regras para um mercado centralizado de carbono. Estes “mercados” estão enquadrados no Acordo de Paris, que permite aos países colaborarem entre si para atingirem os seus objetivos de redução de emissões.

O representante da Greenpeace Espanha considera-os “maus” e com critérios “tão vagos que permitem tudo”.

Por sua vez, o coordenador do Clima e Energia dos Ecologistas em Ação, Javier Andaluz Prieto, manifestou à Europa Press a sua “frustração” pelo facto de “a primeira decisão” da cimeira ter sido “deitar fora o trabalho que havia sido feito nos três anos anteriores no NOCC.

Andaluz Prieto negou que o acordo sobre os mercados de carbono seja “uma decisão positiva” e alertou que conduzem à “dupla contabilidade” e à introdução de “distorções na luta climática”. Para este dirigente, poderiam ser eliminados se o “financiamento climático correspondente” fosse aprovado ao mesmo tempo.

A Ecologistas em Ação foi uma das organizações que se manifestou contra o “genocídio” em Gaza. “O dinheiro gasto com os exércitos durante um ano inteiro poderia ser utilizado para pagar durante quatro anos o financiamento que todo o continente africano necessita para a mitigação, redução de emissões e adaptação”, sublinhou.

A responsável pelo Clima e Energia da WWF Espanha, Mar Assunção, alertou que “as coisas estão a andar demasiado devagar” para a “urgência” necessária face à emergência climática e pediu ao governo que a União Europeia lidere a luta contra as alterações climáticas e indicou que os mercados de carbono são “um bom instrumento”, mas a WWF considera que “em caso algum” podem substituir a redução das emissões.

Papa alerta que aumento de suícidio entre jovens é “sinal de mal-estar preocupante”

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foto: Vatican Media

O Papa Francisco alertou no domingo para o aumento de suicídios entre jovens, um sinal de “mal-estar preocupante” num contexto de mudança e novos desafios, para o qual pediu a “participação ativa” dos jovens.

“O aumento de atos de violência e autoagressão, mesmo o ato mais extremo de tirar a própria vida, são sinais de um mal-estar preocupante e complexo”, afirmou o pontífice numa audiência na Santa Sé, onde recebeu membros do Conselho Nacional da Juventude italiana.

“Sabem que, em todo o mundo, nem todos os suicídios de jovens são conhecidos, mas escondidos”, acrescentou.

Segundo Francisco, tudo isto é expoente de “uma mudança de época, uma metamorfose não só cultural, mas também antropológica”, razão pela qual destacou ser fundamental que haja “um caminho educativo que envolva todos” para criar “uma aldeia de educação” onde “se partilha o compromisso de gerar uma rede de relações humanas e abertas”.

O chefe dos católicos assegurou que há muitos desafios que afetam os jovens, entre eles “a dignidade do trabalho, da família, do compromisso cívico, do cuidado da criação e das novas tecnologias”.

No entanto, incentivou o Conselho Nacional da Juventude italiana a “promover a participação ativa dos jovens” em instituições e na sociedade, “a nível local, nacional e europeu”, para criar uma rede entre “as muitas realidades associativas inspiradas nos valores da solidariedade e da inclusão”.

“Hoje há muita gente sem voz, muitos excluídos, não só socialmente por problemas como a pobreza, falta de educação ou ditadura das drogas, mas também aqueles que perderam a capacidade de sonhar”, afirmou Francisco.

Médio Oriente: Papa pede investigação sobre genocídio em Gaza no seu novo livro

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O Papa Francisco considera que se deve investigar se Israel está a cometer atos de genocídio em Gaza, segundo refere no seu novo livro “A esperança nunca desilude” e cujos primeiros excertos foram este domingo publicados no diário La Stampa.

“Segundo alguns especialistas, o que está a acontecer em Gaza tem características de genocídio. Deveria ser cuidadosamente investigado para determinar se se encaixa na definição técnica formulada por juristas e organismos internacionais”, assinala o Papa no livro.

“Penso sobretudo em quem deixa Gaza no meio da fome que atingiu os irmãos palestinianos perante a dificuldade de fazer chegar comida e ajuda ao seu território”, acrescenta Francisco.

No seu entender, no Médio Oriente, há “portas abertas de nações como a Jordânia ou o Líbano, que continuam a ser a salvação para milhões de pessoas que fogem dos conflitos naquela zona”.

O novo livro, intitulado “A esperança nunca desilude”, foi editado pelo jornalista Hernan Reyes Alcaide e irá ser publicado na terça-feira em Itália, Espanha e América Latina, e, posteriormente, noutros países.

A obra é publicada antes da celebração do Jubileu, que começa a 24 de dezembro e decorre durante 2025, e quando se estima que cerca de 30 milhões de fiéis católicos vão em peregrinação a Roma.

No livro, o líder da Igreja Católica reflete ainda sobre a geopolítica, família, clima, educação, realidade social, economia mundial e migração.

Para Francisco, há “uma globalização da indiferença” à qual se deve responder “com a globalização da caridade e cooperação”, sobretudo em questões como os atuais fenómenos de migração.

“Perante este desafio, nenhum país pode ficar sozinho e ninguém pode pensar em enfrentar a questão de forma isolada através de leis mais restritivas e repressivas, às vezes aprovadas sob a pressão do medo ou para obter vantagens eleitorais”, defende o Papa, que insta a que “se humanizem as condições dos imigrantes”.

Para Francisco, “os países com os maiores fluxos migratórios devem ser envolvidos num novo círculo virtuoso de crescimento económico e de paz que inclua todo o planeta”.

“Para que a imigração seja uma decisão verdadeiramente livre é necessário fazer os possíveis para assegurar a participação igualitária no bem comum a todos, bem como o respeito pelos direitos fundamentais e o acesso ao desenvolvimento humano integral”, considera.

Nesse sentido, “só se garantida esta plataforma básica em todas as nações do mundo poderemos decidir que os que imigram o fazem livremente e poderemos pensar numa solução verdadeiramente global para o problema”.

“Para alcançar este cenário devemos dar o passo preliminar fundamental de pôr fim às condições comerciais desiguais entre os diferentes países do mundo”, apela Francisco.

Segundo denuncia o Papa, há “uma realidade que só consiste numa transação entre filiais que pilham os territórios dos países mais pobres e enviam os seus produtos e receitas” para os países desenvolvidos.

“Vêm-me à mente, por exemplo, os setores ligados à exploração dos recursos naturais subterrâneos. São as veias abertas destes territórios”, afirmou Francisco, numa referência a Eduardo Galeano, autor da obra “As veias abertas da América Latina”.

O Papa reitera ainda o seu apelo ao acolhimento dos migrantes.

“Ao pedir que lhes abram as portas, exorto também a que se favoreça o seu desenvolvimento integral, que se lhes dê a oportunidade de se realizarem como pessoas em todas as dimensões que compõe a humanidade prevista pelo criador”, acrescenta.

Liga Nações: Martínez diz que jogo é oportunidade para dar mais opções a Portugal

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foto: Arlindo Homem

O selecionador Roberto Martínez afirmou no domingo que o jogo com a Croácia, da sexta jornada do Grupo A1 da Liga das Nações de futebol, marcado para esta segunda-feira, em Split, é uma oportunidade para dar mais opções a Portugal.

“Portugal é uma seleção com muito talento, é um país que tem boa formação. Atingimos os objetivos de chegar aos quartos de final e ser primeiros no grupo, agora precisamos de demonstrar a competitividade que temos pelas posições dentro da seleção”, disse, em conferência de imprensa.

Roberto Martínez explicou que a seleção tem vindo a acrescentar jogadores ao grupo e que tem agora mais opções, salientando a importância de Portugal continuar a evoluir e de poder ver outros jogadores em campo.

“Não são pontos que contam para tabela neste jogo, mas contam para o nosso trabalho nos próximos 18 meses”, referiu, explicando que vai efetuar várias alterações na equipa com o objetivo de ter jogadores “frescos e com energia”.

Sobre Geovany Quenda, que pode tornar-se o jogador mais novo de sempre a alinhar pela seleção principal, o selecionador explicou que é um jogador com “magia”.

“O Quenda encaixa na ala direita e é essa que vai trabalhar. Traz desequilíbrio, capacidade técnica e magia, com um futuro espetacular. Estar na seleção, entre ou não no relvado, é importante”, referiu.

Roberto Martínez falou ainda sobre a saída de Anthony Barry da equipa técnica da seleção lusa, a caminho da Inglaterra, e ao que tudo indica do último jogo de Fernando Gomes enquanto presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

“Boas despedidas só com vitorias. O Barry é muito qualificado, trabalhou muito bem durante dois anos e agradecer o trabalho. Estas coisas acontecem no futebol. Agradecer ao nosso presidente o seu legado. É mais fácil o futuro do futebol português pelo que o presidente e a sua equipa fizerem durante 13 anos, é um exemplo para o futebol mundial”, salientou.

Depois do triunfo na sexta-feira frente à Polónia (5-1), a seleção portuguesa avançou para os quartos de final, e com o estatuto de cabeça de série, por ter o primeiro lugar do grupo já assegurado.

Para o embate de Split, o avançado Fábio Silva, em estreia, e o extremo Geovany Quenda foram chamados ao grupo de trabalho, face às dispensas de Bernardo Silva, Pedro Neto, Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes, este último a cumprir castigo.

Portugal lidera o Grupo A1, com 13 pontos, seguido da Croácia, com sete, enquanto Polónia e Escócia somam ambos quatro.

O jogo entre Croácia e Portugal está agendado para segunda-feira, pelas 20:45 locais (19:45 em Lisboa), no Estádio Poljud, em Split, num duelo que será arbitrado pelo italiano Davide Massa.

Três centenas de pessoas assinalam 1.000 dias de “guerra sangrenta” na Ucrânia

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Três centenas de pessoas concentraram-se esta tarde na Praça do Comércio, em Lisboa, para assinalarem os 1.000 dias de “guerra terrorista” na Ucrânia, invadida pela Rússia em fevereiro de 2022.

“Mil dias aguentámos e vamos vencer esta guerra”, acredita Pavlo Sadokha, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, que assim deu início ao cerimonial, que incluiu um minuto de silêncio em memória das vítimas do conflito contra o regime russo de Vladimir Putin, apelidada pelos presentes como “a maior organização terrorista do século XXI”.

Acreditando que “a guerra pode terminar quando mudar o regime político na própria Rússia”, o dirigente ucraniano sublinhou, em declarações à Lusa, que o conflito “não é entre russos e ucranianos”, mas sim entre “regimes terroristas, totalitários e democracias ocidentais”.

Pavlo Sadokha recusa a ideia de que há hoje menos apoio ao regime de Kiev. “Fala-se sempre na Ucrânia, a ajuda continua a chegar”, realça, admitindo, porém, que “não há uma vontade política conjunta dos países que têm suficiente armamento para (…) tirar do poder o Putin”.

Ora, dado que o Presidente russo “não quer terminar a guerra”, a única hipótese é mesmo essa “vontade política” em combater o regime de Moscovo.

Para isso, Pavlo Sadokha apela aos europeus que ultrapassem “o mito” da superpotência militar, já que, “sem armas suficientes”, os ucranianos “aguentam há 1.000 dias o grande exército russo”.

A embaixadora da Ucrânia em Portugal, Maryna Mykhailenko, concorda que a Europa mantém o apoio ao regime de Kiev.

Recordando que “a guerra está no coração da Europa”, a diplomata não duvida de que a Europa “percebe claramente” que “os planos de Putin vão muito mais longe do que a Ucrânia, isto não é sobre a Ucrânia, é sobre a ordem internacional, a segurança europeia, a cooperação transatlântica”.

Desenhando um círculo virado para o Tejo e agitando bandeiras da Ucrânia, manifestantes de todas as idades seguravam cartazes pedindo a libertação dos “prisioneiros políticos” e das “crianças sequestradas” na Rússia e recorrendo a receios concretos: “Imaginem quatro horas de eletricidade apenas, com o inverno a chegar.”

Nos maiores cartazes lia-se “Obrigado Portugal” e “Uma Europa unida de Kyiv (Kiev) a Lisboa”.

O agradecimento a Portugal fez parte, aliás, de muitas das intervenções ao microfone.

Apresentado como “o maior amigo dos ucranianos no parlamento português”, o ex-deputado Diogo Leão (PS) destacou que a guerra desencadeada pelo regime de Moscovo é “contra todos os homens e as mulheres do mundo”, expressando admiração pela resistência da Ucrânia: “Vocês são uns heróis.”

Maryna Mykhailenko recorda que, no início do conflito, alguns especialistas deram “apenas alguns dias” à Ucrânia. “Mas continuámos a lutar, até agora. Não temos alternativa. A Ucrânia quer a paz mais do que tudo, mas queremos uma paz justa e duradoura”, sublinha.

A música esteve presente na concentração, quer pela voz de um coro ucraniano, quer de um músico português que abalou para Lviv, com a mulher, no início do conflito, e por lá ficou até conseguir dar os concertos programados para animar o povo ucraniano, que sonha acordar um dia “sem bombas a cair” e “sem notícias de mortos”.

Liga Nações: Selecionador croata rejeita facilidades pelas ausências de Portugal

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O selecionador da Croácia rejeitou que o jogo de segunda-feira frente a Portugal, da sexta jornada do Grupo A1 da Liga das Nações, seja mais fácil pelas ausências lusas, garantindo que o objetivo é o apuramento.

“Sabemos que Portugal vai fazer alterações, mas também vai ter jogadores frescos e que querem provar a sua qualidade. Não vai tornar as coisas mais fáceis para nós”, disse Zlatko Dalic, em conferência de imprensa.

Dalic espera um jogo difícil frente a um Portugal já apurado e com o primeiro lugar do grupo assegurado, garantindo que a sua equipa tem de estar ao melhor nível para vencer e garantir a presença nos quartos de final da prova.

“Tivemos duas oportunidades para garantir o apuramento, mas parece tradição deixar tudo para o fim. Estou otimista, acredito na equipa e creio que vamos conseguir. Sabemos que um ponto chega para a qualificação, mas vamos jogar para vencer”, frisou.

Presente na sala de imprensa esteve também o ‘capitão’ Luka Modric, que a UEFA chegou a dar como fora do duelo com a formação das ‘quinas’, mas que vai poder jogar.

A UEFA atribuiu a Modric um cartão amarelo no jogo de sexta-feira frente à Escócia, que o deixava fora devido a castigo, mas a informação foi mais tarde retificada, com a federação croata a explicar em comunicado que o amarelo foi visto por Andrej Kramaric e erradamente atribuído ao ‘capitão’.

Assim, Modric vai poder estar no jogo que é decisivo para as contas dos croatas, que precisam de um ponto para assegurar a qualificação.

“Temos de nos focar no nosso jogo e não acredito que seja mais fácil por Portugal não ter aqui todos os jogadores, porque Portugal tem muitos jogadores de qualidade. Temos de nos focar em nós, entrar com energia e fazer o nosso jogo”, explicou.

O médio do Real Madrid, de 39 anos, garantiu que jogar pela seleção é “especial e a maior honra”, explicando que os jogadores têm de deixar tudo em campo.

“Vamos jogar em casa e isso vai dar energia. Temos jogado bem, apesar de alguns resultados não bem conseguidos”, referiu, lamentando que Cristiano Ronaldo, que foi dispensado pelo selecionador Roberto Martínez, não esteja presente na partida.

Portugal lidera o Grupo A1, com 13 pontos, seguido da Croácia, com sete, enquanto Polónia e Escócia somam ambos quatro.

O jogo entre Croácia e Portugal está agendado para segunda-feira, pelas 20:45 locais (19:45 em Lisboa), no Estádio Poljud, em Split, num duelo que será arbitrado pelo italiano Davide Massa.

Antigos jornalistas de títulos da Trust in News indignados por “incúria e irresponsabilidade”

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RTP

Um grupo de 45 pessoas que já estiveram ligadas aos títulos da empresa Trust in News manifestaram hoje a sua indignação pela “incúria e irresponsabilidade” que conduziram à atual situação da companhia, mostrando esperança pela continuidade das publicações.

Numa declaração conjunta publicada no ‘site’ do Clube de Jornalistas, os subscritores – entre antigos jornalistas e colaboradores – manifestaram a sua “indignação pela incúria e irresponsabilidade a que chegou este importante grupo de comunicação social, e solidarizam-se com os seus trabalhadores”.

No texto, acrescentaram desejar “a positiva continuidade das respetivas publicações, muitas delas significativas referências no jornalismo português”.

O texto é assinado por jornalistas como Adelino Gomes, Césario Borga, Fernanda Mestrinho, Fernando Dacosta, Luís Vasconcelos, Paulo Pena e Viriato Teles, para além de autores e académicos como António Cândido Franco, Fernando Pinto do Amaral, Inês Pedrosa, José Luís Peixoto, Luiz Fagundes Duarte, entre outros.

Na mesma publicação, no ‘site’ do Clube de Jornalistas, dá-se conta de que os 180 trabalhadores do grupo vão reunir-se em plenário na segunda-feira, às 10:00.

Na passada terça-feira, a administração da Trust In News anunciou a sua intenção de apresentar um plano de insolvência, requerendo a convocação de uma assembleia de credores para apresentação e fundamentação de um plano de recuperação, depois de ter sido reprovado um Processo Especial de Revitalização (PER).

A administração, liderada por Luís Delgado, referia, então, que “a Trust In News sempre acreditou que o caminho da sua reestruturação e viabilização seria o mais consistente e positivo para todos os credores” e para os seus colaboradores, “que sempre contribuíram para uma comunicação social livre, independente e isenta, cumprindo com rigor os seus desígnios constitucionais”.

“[É] inimaginável conceber a comunicação social em Portugal sem a presença fundamental das revistas da TIN, que cumprem o seu dever constitucional de informar com rigor, qualidade e pluralidade. A obrigação de informar e ser informado é um princípio básico da nossa democracia e soberania nacional”, enfatizou a administração, em comunicado.

O PER da Trust in News foi reprovado em 05 de novembro, com os votos contra da Autoridade Tributária (AT) e da Segurança Social.

Os créditos reconhecidos ascendiam a quase 33 milhões de euros (32.940.709,87 euros) e votaram contra credores que representam cerca de 20 milhões de euros (20.148.007,16 euros).

A empresa detém 16 títulos, entre os quais a Visão, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, Caras, Activa e TV Mais.

Montenegro diz que o tempo tem-lhe dado razão sobre “não é não” ao Chega

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou este sábado que o tempo lhe tem dado razão quanto ao “não é não” a um acordo com o Chega e reafirmou esse compromisso em relação a um partido com “radicalismo e imaturidade”.

Numa entrevista dada por escrito à Folha de S. Paulo em vésperas de se deslocar ao Brasil para participar na reunião do G20, no Rio de Janeiro, Luís Montenegro foi questionado sobre se mantém a promessa de não levar o Chega para o Governo.

“Quando disse ‘não é não’ a fazer um acordo fui muito claro em relação a considerar que havia ideias e posturas, radicalismo e imaturidade nesse partido que não abriam essa possibilidade”, referiu.

O primeiro-ministro considerou que o tempo tem-lhe “dado razão” e assegurou que vai cumprir o seu compromisso.

Sobre a política de imigração, Luís Montenegro apontou que esta “reflete o compromisso do Governo com a inclusão e a integração” num “país multicultural” que se orgulha disso mesmo.

“Quero igualmente reiterar o compromisso do governo com o Acordo sobre a Mobilidade da CPLP, conferindo-lhe, aliás, uma centralidade reforçada enquanto canal prioritário da imigração de que Portugal precisa”, acrescentou ainda.

Sobre a privatização da TAP e os eventuais riscos da redução de voos diretos para Portugal, o primeiro-ministro começou por referir que a companhia aérea é um “ativo muito atrativo” e por isso estão “muitos operadores interessados neste processo de privatização”.

“Qualquer dos interessados reconhece que o interesse na privatização da TAP decorre precisamente do reconhecimento que a empresa adquiriu nas rotas onde opera. Assim sendo, não vejo qualquer racionalidade económica em reduzir o valor desse ativo estratégico e consequentemente em reduzir rotas”, disse.

Montenegro aproveitou para sublinhar que os critérios que o Governo irá garantir na privatização serão precisamente a manutenção das ligações aéreas nacionais para as regiões com as quais Portugal tem “fortes laços históricos” e onde há “uma forte presença da diáspora portuguesa”, como é o caso do Brasil.

“Assim, não serão reduzidas, nem prejudicadas, rotas estratégicas da TAP e de Portugal. Lisboa continuará como centro operacional da transportadora aérea e sede da empresa”, assegurou.

Questionado sobre o racismo, Montenegro enfatizou que “Portugal é um dos países mais seguros e pacíficos do mundo” e que os estrangeiros “são, em regra, bem acolhidos em Portugal e encontram-se bem integrados na sociedade portuguesa”, lamentando que existam casos de racismo.

“Para os prevenir e punir, dispomos de inúmeros instrumentos legais que decorrem diretamente da nossa Constituição que garante que ‘todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei’”, apontou.

Autarca de Évora alerta para “crescente desrespeito” pela sinalização rodoviária

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, reconheceu hoje que existe “um crescente desrespeito” dos automobilistas pela sinalização e medidas passivas de ordenamento do trânsito, o que exige outras soluções.

“Aquilo que temos vindo a verificar é que há um crescente desrespeito relativamente à sinalização e às chamadas medidas passivas de ordenamento do trânsito e, por isso mesmo, da nossa parte o que estamos a procurar é alterar essa matéria”, disse o autarca.

À margem da cerimónia nacional do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, realizada em Évora, o autarca indicou aos jornalistas que, neste concelho alentejano, o município está a implementar “o urbanismo ativo” em termos de mobilidade e trânsito.

Como exemplo, Pinto de Sá aludiu à instalação de “obstáculos físicos que levem à diminuição da velocidade e que obriguem a que os carros não estacionem em cima do passeio” ou à criação de “passadeiras alteadas quando é possível” e de “vias mais estreitas”.

“O que a experiência nos mostra, neste momento, é que a sinalização habitualmente é desrespeitada e, portanto, temos que ter outro tipo de soluções”, justificou.

Évora possui ainda “um Plano de Mobilidade Sustentável a médio e longo prazo”, para o qual se conseguiu consenso entre as várias forças políticas, indicou o autarca.

Este plano possibilita “poder fazer um conjunto de alterações” em termos rodoviários, “não apenas em zonas urbanas, mas também na rede viária municipal”, afirmou.

O presidente da câmara lembrou, contudo, que existe “um problema que é conhecido”, que é o da falta de verbas para se intervir na rede viária municipal.

“Há décadas, pelo menos há 15 anos, que não há fundos da União Europeia para a rede vária. Criou-se a ideia de que Portugal já tinha o problema da rede viária resolvido e não se olhou para a rede viária municipal”, referiu.

Portanto, continuou, “os municípios têm um problema gravíssimo de dificuldades de manutenção da rede viária municipal”.

Os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) indicam que, nos primeiros seis meses deste ano, se registaram 17.154 acidentes com vítimas que provocaram 214 vítimas mortais, 1.184 feridos graves e 19.967 feridos ligeiros.

A ANSR compara os números com o mesmo período de 2014, sublinhando “a tendência crescente” na última década, em que os acidentes aumentaram 22%, as vítimas mortais 3,4%, os feridos graves 26% e feridos ligeiros 18,9%.

De acordo com o relatório, nos primeiros seis meses, o número de vítimas mortais dentro das localidades (124) foi superior ao verificado fora das localidades (90), que aumentaram 9,7% face a 2023. E a maioria dos acidentes ocorreu em arruamentos, seguido de estradas nacionais e autoestradas.

À margem da cerimónia de hoje, Filomena Araújo, presidente da GARE – Associação para a Promoção de uma Cultura de Segurança Rodoviária, criticou que não exista em Portugal “um plano de ação para diminuir a tragédia” que representa a sinistralidade rodoviária.

“Não há [um plano]. Nem a Segurança Social, nem a Saúde, nem a Justiça, não temos um plano de ação que diga que as vítimas da sinistralidade rodoviária têm que ser comparadas às outras vítimas. Por definição, também são vítimas, mas na prática não se conta com elas”, argumentou.

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