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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Procuradores de Nova Iorque rejeitam anular condenação de Trump, mas aceitam adiar

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Procuradores de Nova Iorque opuseram-se esta terça-feira a qualquer tentativa de anular a condenação do Presidente eleito, Donald Trump, num caso de suborno, mas expressaram abertura para adiar o caso até ao final do seu segundo mandato.

O gabinete do procurador distrital de Manhattan argumentou que a próxima Presidência de Trump não é motivo para abandonar um caso que já foi julgado.

Contudo, “dada a necessidade de equilibrar interesses constitucionais concorrentes”, assinalaram os procuradores, “deve-se considerar” potencialmente congelar o caso até que o magnata republicano deixe o cargo presidencial, ou seja, em 2029, mais de uma década após o início da investigação sobre pagamentos ilegais à atriz de filmes pornográficos Stormy Daniels.

Em maio, um júri decidiu em Nova Iorque que Trump era culpado de 23 casos de falsificação de documentos, durante a campanha presidencial de 2016, para ocultar o pagamento de um suborno de 130 mil dólares (122 mil euros) a uma atriz de filmes pornográficos com quem tinha tido uma relação extraconjugal.

A sentença estava inicialmente marcada para julho, mas o juiz Juan Merchan, do tribunal de Nova Iorque que julgou o caso, concordou em adiá-la até depois das eleições presidenciais de 05 de novembro, das quais Trump saiu vencedor.

Juan Merchan deu aos procuradores até esta terça-feira para compartilharem as suas ideias sobre como prosseguir com o caso.

Os procuradores indicaram ao juiz que “estão cientes das necessidades e obrigações da Presidência” e percebem que o regresso de Trump à Casa Branca “levantará questões legais sem precedentes”.

“Também respeitamos profundamente o papel fundamental do júri no nosso sistema constitucional”, acrescentaram.

Agora, é esperado que os advogados do magnata republicano apresentem uma resposta e, posteriormente, o juiz decidirá que medidas tomar.

Trump deverá tomar posse em 20 de janeiro.

Donald Trump é a primeira pessoa na história norte-americana a vencer a Presidência após ser condenado criminalmente, além de também ser o primeiro ex-presidente a enfrentar um julgamento criminal.

Apesar da condenação, Trump nega ter cometido qualquer crime e acusa os adversários democratas de conduzirem uma “caça às bruxas” contra ele.

OE2025: Ministério da Saúde apresenta saldo negativo de 217ME no SNS

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Ministério da Saúde enviou ao parlamento um aditamento à sua nota explicativa do Orçamento do Estado para 2025 que prevê agora um saldo negativo de 217,2 milhões de euros, alegando um aumento da despesa ainda não totalmente quantificada.

“O saldo prevê-se negativo 217,2 milhões de euros, como resultado da estimativa de aumento de despesa ainda não totalmente quantificada”, refere o documento a que a agência Lusa teve hoje acesso e que foi noticiado primeiramente pela SIC.

O ministério de Ana Paula Martins alega que o aumento de despesa agora estimado resulta da reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS) iniciada em 2024, ainda com o anterior Governo, e que levou à extinção das Administrações Regionais de Saúde e com a criação das Unidades Locais de Saúde, “nomeadamente nas principais rubricas de pessoal, medicamentos e restantes aquisições de bens e equipamentos”.

Neste documento, é referido que a receita consolidada afeta ao SNS atingirá um montante de 16.530 milhões de euros, enquanto a despesa total chegará aos 16.747 milhões de euros, uma diferença de 217 milhões de euros.

O aditamento refere ainda que a despesa com pessoal alcançará os 7.055 milhões de euros, mais seis milhões de euros do que os 7.049 previstos no documento inicial apresentado pelo Governo ao parlamento.

Privado formou 500 mil alunos e quer mais autonomia para atrair mais alunos

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Meio milhão de portugueses formou-se em instituições privadas nos últimos 30 anos, segundo a Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP), que teme a redução de alunos e pede mais autonomia para tentar aumentar o número de estudantes.

Um em cada quatro diplomados do ensino superior formou-se numa instituição particular ou cooperativa entre os anos letivos de 1996/1997 e 2023/2024, segundo dados do Observatório da APESP, que será lançado terça-feira.

“Sem o ensino superior privado, boa parte da população não teria tido oportunidades de estudar e hoje estaríamos com anos de atraso no que toca à formação”, disse o presidente da APESP, referindo-se à década de 80, quando os privados começaram a abrir escolas onde não havia qualquer oferta educativa.

Em meados dos anos 90, “passou a haver estabelecimentos por todo o país, nomeadamente no interior”, recordou António Almeida Dias, sublinhando que o Estado “só conseguiu chegar a muitas zonas do país muitos anos mais tarde”.

A inauguração de novas escolas públicas, nomeadamente de institutos politécnicos no interior do país, traduziu-se numa transferência de alunos do ensino privado para o público, um fenómeno que foi agravado pela crise financeira.

Entre 2010 e 2014, muitas famílias deixaram de conseguir pagar as propinas e isso sentiu-se nas instituições privadas, quando os privados voltaram a ver o número de alunos diminuir.

Nos últimos cinco anos, diz António Almeida Dias, as escolas têm vindo a recuperar paulatinamente o número de alunos (“um aumento de 6% ao ano”), mas tendo em conta a diminuição da natalidade em Portugal, em breve voltarão a ser menos se não forem tomadas medidas.

Por isso, o presidente da APESD gostaria que as instituições tivessem mais autonomia, para tomar algumas medidas, como por exemplo a gestão de vagas: “Se quiser ter um curso só com estrangeiros, entendo que deveria ter autonomia para escolher e gerir as nossas vagas. Deveríamos ter essa liberdade. Temos conseguido captar alunos estrangeiros, mas gostaríamos de ter mais liberdade e autonomia para decidir”, defendeu.

Dos cerca de 500 mil estudantes de escolas privadas que obtiveram um grau ou diploma superior foram poucos os que não conseguiram um emprego: Do total de diplomados desde o início do século até 2021, 97,4% , seestão a trabalhargundo dados do Observatório.

Dos formados no setor particular e cooperativo, quase um terço (32%) diplomou-se nas áreas das ciências empresariais, administração e direito, seguindo-se as áreas da saúde e proteção social (17%), ciências sociais, jornalismo e informação (16%), segundo o Observatório, que irá analisar dados estatísticos e fazer investigação nesta área.

Atualmente, a rede do ensino superior privado é constituída por 62 instituições, vinte de ensino superior universitário e 42 de ensino superior politécnico, oferecendo 1.262 cursos conferentes de grau ou diploma, segundo dados divulgados na véspera da APESP celebrar 30 anos.

No passado ano letivo, estas instituições tinham 8.612 professores, dos quais 5% eram estrangeiros. A média de idades era de 49 anos, havendo 51% de homens para 49% de mulheres. No total, 57% dos docentes já são doutorados.

Em termos de rácio, havia 10,3 estudantes por docente.

Homem constituído arguido por maus-tratos a 6 animais de companhia em Barcelos

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A GNR constituiu arguido um homem de 32 anos pelo crime de maus-tratos a seis animais de companhia, por não lhes facultar água e alimentação adequadas à sua sobrevivência, em Barcelos, anunciou recentemente aquela força.

Em comunicado, a GNR refere que a investigação começou em junho de 2023, no concelho de Barcelos, tendo os militares realizado diversas diligências que permitiram identificar e localizar o suspeito.

Segundo a GNR, o suspeito, residente em Alenquer, distrito de Lisboa, deslocava-se regularmente a Barcelos para alimentar os animais sob a sua responsabilidade.

“No decurso da investigação, o suspeito foi constituído arguido pelo crime de maus tratos a seis animais de companhia, resultante da ausência de alimentação e água adequada à sobrevivência dos mesmos”, lê-se no comunicado.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Barcelos.

A GNR lembra que o crime de maus-tratos de animais de companhia é punido com pena de prisão entre seis meses e dois anos.

Diz ainda que tem disponível, em permanência, a Linha SOS Ambiente e Território, com o número 808 200 520, para denúncias de maus-tratos e para esclarecimentos sobre a questão.

Cientistas de Coimbra identificam novos marcadores para deteção precoce de Parkinson

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Cientistas da Universidade de Coimbra (UC) identificaram novos marcadores no intestino que poderão vir a ser utilizados em estratégias de deteção precoce da doença de Parkinson.

A equipa de cientistas, liderada pelos investigadores Sandra Morais Cardoso e Nuno Empadinhas, demonstrou que “o microbioma intestinal (conjunto de microrganismos que habitam o intestino), tipicamente alterado em pessoas com a doença de Parkinson, tem propriedades suficientes para desencadear alterações intestinais e sistémicas que levam ao surgimento de marcas neuropatológicas características desta doença”.

Segundo a UC, estudos anteriores já tinham demonstrado mecanismos pelos quais alguns casos da doença de Parkinson podem ter origem no intestino por disfunção crónica do seu microbioma.

No novo estudo, os investigadores não só confirmaram que a doença de Parkinson pode ser desencadeada no intestino, como também identificaram “a presença de marcadores inflamatórios e de agregados da proteína alfa-sinucleína – o marcador cerebral clássico da doença – no íleo (região do intestino delgado)”.

Estes podem servir como “biomarcadores da fase que indica etapas iniciais da doença no intestino, antes desta evoluir para o cérebro” (fase prodromal), explicou Sandra Morais Cardoso.

Os cientistas acreditam que, intervindo nas alterações no intestino, será possível impedir que os efeitos avancem até ao cérebro, retardando a morte dos neurónios.

“Esta antecipação não apenas facilita a realização de ensaios clínicos para testar intervenções capazes de impedir a progressão da doença, mas também oferece a esperança de atrasar, ou até mesmo prevenir, a manifestação dos sintomas neurológicos, melhorando, assim, a qualidade de vida de doentes e aliviando a carga social e económica associadas a esta condição de saúde”, explicaram os investigadores.

A equipa de cientistas também estudou amostras do íleo terminal retiradas por colonoscopia de doentes onde identificaram os mesmos biomarcadores e a análise dos dados foi promissora, porque foi possível identificar marcas da manifestação da doença de Parkinson no intestino.

Embora ainda não conheçam detalhadamente “a combinação de micróbios e metabolitos que está na origem da disfunção do microbioma intestinal”, Sandra Morais Cardoso e Nuno Empadinhas mostraram-se confiantes de que “a deteção de marcadores inflamatórios e agregados de alfa-sinucleína no íleo terminal, através de colonoscopia com biópsia entre os 50 e 55 anos, permitirá identificar uma população de indivíduos com risco acrescido de desenvolver a doença”.

“Esta abordagem permitir-nos-ia intervir precocemente e impedir a progressão até ao cérebro desta doença neurodegenerativa, atualmente incurável”, sublinharam.

Dados da Organização Mundial da Saúde referem que, este ano, mais de 10 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença de Parkinson, quando em 2016 tinham sido de 6,1 milhões. Em Portugal, cerca de 20 mil pessoas vivem atualmente com a doença.

Segundo Sandra Morais Cardoso, “o número de novos casos da doença tem aumentado de forma alarmante, sendo já considerada uma pandemia”, e estima-se que, até 2040, “o número de novos casos anuais possa ultrapassar os 17 milhões”.

“Esta descoberta de novos biomarcadores pode desempenhar um papel vital na implementação de estratégias de prevenção, beneficiando doentes e a sociedade em geral”, frisaram.

Partindo dos resultados deste estudo, os cientistas já estão a explorar novas linhas de investigação “que visam neutralizar o processo inflamatório no intestino, antes da propagação da doença de Parkinson para o cérebro”.

Os investigadores avançaram que os resultados preliminares “são promissores, indicando que estratégias como esta, de neutralização numa fase precoce, podem ter impacto significativo na modulação da inflamação intestinal, na preservação da integridade da barreira intestinal e bloqueio da propagação da doença para o cérebro”.

Trabalhadores da TIN apelam a apoio para manter títulos e garantir postos de trabalho

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Os trabalhadores da Trust in News (TIN) apelaram esta segunda-feira ao apoio de toda a sociedade, incluindo de potenciais investidores, a ajudar a preservar os títulos de informação relevantes e a garantir os postos de trabalho.

A TIN, que detém 16 títulos, entre os quais a Visão, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, Caras, Activa, TV Mais, viu o seu Processo Especial de Revitalização (PER) ser reprovado em 05 de novembro, tendo em 12 de novembro a administração liderada por Luís Delgado anunciado a sua intenção de apresentar um plano de insolvência, requerendo já a convocação de uma assembleia de credores para apresentação e fundamentação de um plano de recuperação.

Esta segunda-feira “os trabalhadores da Trust in News, reunidos em plenário, apelam ao apoio de toda sociedade, incluindo de potenciais investidores dispostos a ajudar, a preservar títulos de informação relevantes e a garantir os postos de trabalho”, lê-se no comunicado dos órgãos representativos dos trabalhadores a que Lusa teve acesso.

Os trabalhadores da TIN “não vão baixar os braços e decidiram tornar pública a sua luta face ao imobilismo da administração, ao aumento da dívida, ao perpetuar dos salários em atraso, ao chumbo do PER e à iminente insolvência” e “apesar da sua dedicação e profissionalismo (…) veem cada vez mais ameaçadas marcas históricas do jornalismo português, pilares da democracia”, referem.

Assim, os trabalhadores da TIN “decidiram, por unanimidade, apelar aos leitores, aos anunciantes e a potenciais investidores que ajudem a manter os títulos jornalísticos” do grupo “e a salvar os postos de trabalho”.

Também solicitam ao acionista e administrador da TIN, Luís Delgado, “o pagamento da totalidade dos salários e subsídios em atraso (alguns salários de setembro, salários de outubro, subsídios de férias, cinco subsídios de alimentação e outras remunerações) e a partilha, com caráter de urgência, de toda a informação disponível sobre o projeto de recuperação da empresa que pretende apresentar aos credores, no seguimento do pedido de insolvência por recuperação”.

Decidiram “ainda agendar ações de protesto para sensibilizar a sociedade civil e o poder político para as dificuldades que enfrentam todos os dias e para a importância de salvar todos os títulos”.

Sublinham que “nunca baixaram os braços, em quando os salários chegaram atrasados, mês após mês, desde novembro de 2023, enquanto os subsídios de alimentação e de férias não chegaram” e até “mesmo quando viram dezenas de camaradas, colegas e amigos saírem, desgastados pela incerteza e pela ansiedade que uma situação destas provoca”.

“Nem quando as revistas perderam os diretores ou ficaram reduzidas a apenas um jornalista, nem quando perderam acesso a ferramentas de trabalho essenciais, nem quando as condições de trabalho se deterioraram”, bem como “nunca baixaram os braços (…) quando foram deixados sem informações claras sobre o rumo da empresa”, prosseguem.

Os trabalhadores das revistas e publicações Visão, Exame, Exame Informática, Jornal de Letras, Visão História, Caras, Activa, Courrier Internacional, TV Mais, Visão Júnior, Telenovelas, Caras Decoração, Visão Saúde, Visão Biografia, A Nossa Prima, Volt e Holofote “não vão baixar os braços, vão continuar a lutar pelos seus postos de trabalho e pelas revistas que representam”, asseveram.

E acrescentam: “Os trabalhadores da TiN continuam comprometidos e inteiramente focados na missão de informar, com rigor e isenção, e na procura de soluções de futuro para estas publicações”.

O comunicado é assinado pela Comissão de Trabalhadores da Trust in News, os delegados sindicais da Visão, o delegado sindical do Jornal de Letras, os conselhos de redação da Visão, Caras e Activa.

O PER da Trust in News foi reprovado em 05 de novembro, com os votos da Autoridade Tributária (AT) e da Segurança Social, depois de a administração ter informado os trabalhadores de que tal iria acontecer.

“O plano da devedora”, a TIN, “encontra-se reprovado”, lê-se na informação enviada ao tribunal pelo administrador judicial provisório, em 05 de novembro, que detalha que o ‘chumbo’ resultou dos votos dos “credores cujos créditos correspondem a 61,16% do total dos créditos reconhecidos, correspondendo a 68,03% dos votos emitidos (apurando-se a abstenção em 10,10% do total)”.

Os créditos reconhecidos ascendiam a quase 33 milhões de euros (32.940.709,87 euros) e votaram contra cerca de 20 milhões de euros (20.148.007,16 euros).

Entre os credores que votaram contra o plano de revitalização estão a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), com um total de créditos reconhecidos de 8.125.545,20 euros, e o Instituto da Segurança Social (ISS), com 8.979.252,35 euros.

Liga Nações: Portugal, já apurado, empata com Croácia, que também segue em frente

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foto: Arlindo Homem

A seleção portuguesa de futebol, já apurada, empatou hoje 1-1 com a Croácia, em jogo da sexta e última jornada do Grupo A1 da Liga das Nações, disputado em Split, permitindo o apuramento croata para os quartos de final.

A equipa lusa, que tinha garantido na ronda anterior definitivamente o apuramento para os quartos de final e o triunfo no grupo, chegou ao intervalo em vantagem, depois de um golo de João Félix, aos 33 minutos, mas os croatas igualaram na etapa complementar, por intermédio de Gvardiol, aos 65.

Portugal fechou o grupo isolado na frente, com 14 pontos, sendo seguido pela Croácia, com oito, enquanto a Escócia foi terceira, com sete, e a Polónia quarta, com quatro.

UE acusa Rússia de fragmentar paz com mísseis iranianos e soldados norte-coreanos

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen acusou esta segunda-feira a Rússia de estar a “fragmentar os alicerces da paz” e a escalar a guerra ucraniana “com o apoio de ‘drones’ e mísseis iranianos e soldados norte-coreanos”.

“A Rússia, membro deste mesmo G20, está a escalar a guerra na Ucrânia com o apoio de ‘drones’ e mísseis iranianos e soldados norte-coreanos”, disse Ursula von der Leyen no seu discurso perante os líderes do Governo e chefes de Estados das 20 maiores economias mundiais, na cidade brasileira do Rio de Janeiro.

“Quem aqui acredita que ‘drones’ e mísseis iranianos ou soldados norte-coreanos poderiam alguma vez trazer paz à Europa?”, questionou a responsável europeia, frisando que estas ações apenas atrasarão a paz na Ucrânia e vão aumentar as tensões na Ásia Oriental e Médio Oriente.

Há várias semanas que correm notícias de que Pyongyang enviou milhares de tropas para a Rússia, com o Ocidente e a Ucrânia a afirmarem que já se encontram na região fronteiriça russa de Kursk.

A Rússia ameaçou esta segunda-feira adotar uma “resposta apropriada” no campo de batalha no caso de a Ucrânia disparar mísseis norte-americanos de longo alcance contra o seu território, após luz verde de Washington sobre a sua utilização.

“O uso de mísseis de longo alcance por Kiev para atacar o nosso território significaria a participação direta dos Estados Unidos e dos seus satélites (…), bem como uma mudança radical na essência e na própria natureza do conflito”, declarou a porta-voz da diplomacia de Moscovo em comunicado.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse em setembro que essa autorização ocidental “significaria nada menos do que o envolvimento direto dos países da NATO na guerra na Ucrânia”.

A decisão de Washington foi revelada no domingo pelos meios de comunicação social norte-americanos, após mais um fim de semana de ataques russos em grande escala e mortíferos contra a Ucrânia, apenas algumas semanas antes da transferência de poder do Presidente cessante para o republicano Donald Trump e depois da confirmação da mobilização de milhares de soldados norte-coreanos para combater ao lado das tropas de Moscovo.

A continuidade do apoio de Washington foi posta em causa durante a campanha da eleição para a presidência de Trump, cujas declarações levaram a Ucrânia a recear que pretenda forçar o fim dos combates à custa de concessões inaceitáveis para Kiev.

Moscovo, cujas tropas avançam há vários meses em vários segmentos da linha da frente, avisou que qualquer conversação sobre o fim dos combates só poderá basear-se nas “novas realidades territoriais”.

Desde o início da guerra, a Rússia declarou como anexadas ao seu território as regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson, depois de ter feito o mesmo com a Crimeia em 2014.

A Ucrânia exige a retirada das tropas russas de todo o seu território, incluindo as cinco regiões anexadas pela Rússia.

Perto de 12 mil utentes da ULS Santa Maria vão passar a ter médico de família

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Perto de 12 mil utentes da área da Unidade Local de Saúde Santa Maria, vão passar a ter médico de família, através de um protocolo assinado hoje entre a instituição e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Com este memorando de entendimento, que foi assinado no Hospital de Sant’Ana, na Parede, concelho de Cascais, a ULS Santa Maria mais do que duplica o número de utentes, passando de 5.700 para cerca de 11.600 utentes com médico de família.

No final da cerimónia, que contou com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Paulo Sousa, o presidente da ULS Santa Maria, Carlos Martins, afirmou que é um aumento “muito significativo” que se traduz numa “resposta importante” para a população.

Carlos Martins avançou que a ULS Santa Maria tem programado abrir, no próximo ano, Unidades de Saúde Familiar (USF) modelo C, mas ressalvou que não depende da instituição.

“Continuamos a fazer o nosso trabalho, mas esta cooperação com o setor social e designadamente com a Santa Casa misericórdia de Lisboa, é muito importante”, sublinhou.

Segundo o administrador hospitalar, o acordo com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa permitiu criar “uma capacidade instalada de camas de proximidade suficiente para qualquer circunstância durante o inverno”.

Questionado sobre como vai conseguir fixar os médicos na USF, Carlos Martins explicou que, no caso da Medicina Geral e Familiar, os profissionais são contratados através de concurso.

Mas isso não significa que a instituição não tenha reuniões com os médicos internos do último ano, disse, revelando que há duas propostas que estão a trabalhar com os jovens médicos para a criação de duas novas USF.

“Acreditamos que em janeiro teremos um terceiro grupo para uma terceira USF”, afirmou Carlos Martins, adiantando que estão a decorrer reuniões entre a administração, os internos e os coordenadores das áreas de influência das futuras Unidades USF, para em conjunto criar as condições para a sua instalação “em tempo útil”.

Segundo Carlos Martins, as três novas USF que pertence criar serão em Telheiras, no Parque de Saúde Pulido Valente, ambas em Lisboa, e outra em Mafra.

O presidente revelou que, neste momento, há 10 médicos internos da área de responsabilidade da ULS Santa Maria e mais três ou quatro de outras áreas geográficas que querem construir com a instituição as três novas USF.

No total serão cinco que permitirão que cerca de 30.000 pessoas passem a ter médico de família para que no espaço de um ano e meio, se reduza para metade a lista de utentes sem médico de família com o apoio do setor social.

Lembrou que a ULS também tem um Serviço de Atendimento Permanente em Mafra, com o apoio da Santa Casa local, que está aberto 24 horas, sete dias por semana.

“Portanto, sempre que haja capacidade instalada, vontade do lado do setor social, obviamente iremos continuar a trilhar este caminho até termos condições, enquanto SNS” para contratar mais rapidamente, salientou Carlos Martins.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, também destacou a importância destes acordos com a Santa Casa e com o setor social.

“Estamos muito empenhados e acreditamos que vai ter desenvolvimentos muito positivos para as pessoas, que é o que nos importa”, disse a ministra aos jornalistas.

Diretor executivo do SNS diz que hospitais estão a preparar-se para inverno

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) disse hoje que os hospitais estão a tomar medidas para responder ao aumento da procura durante o inverno e evitar que as urgências atingem o limite.

Durante uma visita ao Hospital Distrital de Santarém, onde se reuniu com o Conselho de Administração, António Gandra D’Almeida destacou à Lusa os esforços para preparar os hospitais para o inverno, garantindo que o SNS e as unidades hospitalares estão a tomar medidas para responder ao aumento da procura e evitar que as urgências atinjam “o seu limite”.

“Os hospitais estão a preparar-se para o inverno. Nós todos sabemos que o inverno é sempre uma altura muito complexa em que as ULS [Unidades Locais de Saúde] chegam ao seu limite e nós estamos a tentar evitar isso ao máximo. Mas vamos ter um inverno mau, temos é que trabalhar para tentar colmatar ou diminuir esse excesso de necessidade assistencial”, afirmou.

O diretor executivo admitiu também a existência de “constrangimentos nas equipas médicas” em várias regiões do país.

“Claro que existem constrangimentos nas equipas e nos profissionais e por isso é que nós tentamos cativar, contratar e dar melhores condições para podermos dar uma resposta adequada à população portuguesa”, disse o responsável.

Durante a visita, o diretor executivo do SNS manifestou preocupação com a situação no Hospital Amadora-Sintra, que no dia 01 de novembro ativou o Plano de Contingência para responder à saída de 11 cirurgiões, assegurando que está em curso um plano para a contratação de mais profissionais.

“Preocupa-me muito essa situação e nós temos trabalhado muito em proximidade com o conselho de administração. Foi delineado um plano que passa, claro, pela contratação de profissionais para tentar resolver as questões, mas acima de tudo, com uma grande responsabilidade de dar resposta à população”, afirmou.

Esta visita ao Hospital Distrital de Santarém foi a primeira de um conjunto de três, com passagens programadas também pelas ULS do Baixo Alentejo e do Algarve. O objetivo, segundo o diretor executivo, é “conhecer de perto as dificuldades e os constrangimentos” das instalações e “planear a resposta ao inverno”, disse o responsável à Lusa.

Confrontado ainda com as exonerações na área da saúde, como aconteceu com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, Gandra D’Almeida afastou a decisão por motivos políticos ou partidários, referindo que “por vezes, é necessário melhorar algumas condições por visão estratégica”.

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