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Terça-feira, Julho 14, 2026
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Bombeiros prometem novas formas de luta caso não encontrem margem negocial

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os bombeiros voltam a reunir-se na próxima semana com o Governo, mas avisaram que “não aceitam migalhas” e avançarão para novas formas de luta caso não haja abertura negocial no próximo encontro.

Centenas de sapadores de várias regiões do país concentraram-se hoje em Lisboa para exigir a valorização da carreira, que não é revista há mais de 20 anos, e no final da reunião entre sindicatos e Governo prometeram que “não vão aceitar migalhas”.

No final da reunião negocial, o sindicalista Ricardo Cunha anunciou aos colegas as propostas apresentadas pelo Governo, sendo recebidas com apupos e palavras com “vergonha” e “respeito”.

“Nós pedimos, pelo menos, um tratamento igual às outras forças de segurança”, disse à Lusa Ricardo Cunha, presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores, dizendo ter-se sentido “ofendido enquanto bombeiro” com as propostas do Governo.

Os bombeiros querem ter um horário semanal de 35 horas, sendo que “em média, trabalham 45 horas por semana”, pedem que os suplementos passem a ser pagos 14 meses em vez de 12, e que haja um aumento dos suplementos de 30% sob o salário base, segundo Ricardo Cunha.

O Governo, acrescentou o sindicalista, “diz que não pode atender ao pedido do aumento dos suplementos, e a proposta que apresenta é de um aumento de 5% em 2025 e de 10% em 2026”.

“Querem dar-nos um suplemento de disponibilidade permanente de 50 euros, que significa poder ser requisitado a qualquer hora do dia e a qualquer dia da semana”, acrescentou Ricardo Cunha, dizendo que este subsídio de função engloba três subsídios.

O anúncio das propostas que terão sido apresentadas na reunião levou à revolta dos bombeiros presentes em Lisboa e que hoje vieram de várias zonas do país, desde Viseu, a Coimbra, Leiria ou Loulé.

No final da reunião, dezenas de bombeiros desceram até ao Campo Pequeno e num encontro informal voltaram a exigir “respeito”, tentando mobilizar os colegas para estarem novamente presentes na próxima reunião, que ficou agendada para 03 de dezembro.

“Dia 3 é o nosso último dia. Eles dizem que querem negociar. Se há hipóteses para negociar, tudo bem. Se não há, acabou-se. Então vamos para outras formas de luta”, gritou o bombeiro dos sapadores de Lisboa Ricardo Ribeiro, que foi fortemente aplaudido pelos colegas.

“Em vez de sermos nós atrás deles a pedir migalhas, têm de ser eles a vir atrás de nós”, defendeu Ricardo Ribeiro, recordando que a carreira não é valorizada desde 2002, quando os bombeiros em início de carreira recebiam o equivalente a “dois ou três salários mínimos nacionais e hoje, sem os subsídios, recebem abaixo do salário mínimo”.

A maioria dos bombeiros que participou hoje no protesto estava fardado, mas também havia elementos com t-shirts pretas onde se liam frases como “sapadores sem luta” ou “não há bombeiros”.

Ricardo Ribeiro lembrou que são cada vez menos os candidatos à profissão, em parte devido aos baixos salários e más condições de trabalho: No início do século, concorriam mais de mil pessoas para as vagas em Lisboa que rondavam as 80. Atualmente, “há 60 vagas, para as quais concorrem apenas 54 elementos”, contou.

“Já que não têm noção…tenham respeito” era um dos cartazes da manifestação que começou ruidosa com palavras de ordem como “respeito” e “vergonha” e lançamento de petardos.

“Novamente as propostas ficam aquém, mas já há uma melhoria”, anunciou Leonel Mateus, vice-presidente do Sindicato Nacional de Bombeiros Sapadores, acrescentando que regressarão à mesa de negociações dentro de uma semana, mas prometendo “não mexer uma vírgula” no seu caderno reivindicativo.

Os Sapadores Bombeiros estão presentes em 25 cidades do país, com mais de três mil elementos.

Mais de 75.000 crimes de violência doméstica registados pela PSP em quatro anos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Mais de 75.000 crimes de violência doméstica foram registados em quatro anos pela PSP, que propôs quase 60.000 medidas de coação a agressores e sinalizou cerca de 46.000 crianças junto das comissões de proteção.

Dados divulgados por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que hoje se assinala, a Polícia de Segurança Pública contabiliza 75.380 ocorrências de violência doméstica entre 2019 e 2023, um crime que tem vindo a aumentar.

A PSP avança que, naquele período, efetuou 322.528 contactos pós-vitimação, elaborou 171.275 planos de segurança para vítimas, reforçou 73.230 patrulhamentos junto de residências ou locais de trabalho das vítimas, propôs 59.855 medidas de coação a agressores e fez 46.012 sinalizações às Comissões de Proteção de Crianças e Jovens.

Aquela polícia indica também que, em 2023, registou 15.499 denúncias de violência doméstica, e fez 971 detenções, 612 das quais em flagrante delito e 359 fora de flagrante delito.

No primeiro semestre deste ano, a PSP registou 7.706 queixas pelo crime de violência doméstica, um aumento de 1,8% em relação ao período homólogo de 2023.

Desde 04 de novembro está a decorrer o sétimo curso de especialização em violência doméstica na PSP, com o objetivo de reforçar a proteção “destas vítimas especialmente vulneráveis e ainda capacitar os polícias com ferramentas para uma resposta cada vez mais especializada”, indica a PSP.

Após o encerramento do curso, a PSP passa a contar, a partir de 29 de novembro, com mais 292 polícias especializados no atendimento e acompanhamento destas vítimas.

A PSP apela ainda à denúncia de qualquer tipo de violência, tanto na qualidade de vítima como de testemunha, e salienta que “quanto mais precoce for esta denúncia mais célere será a resposta no sentido de proteger e zelar pela segurança das vítimas”.

Estas denúncias podem ocorrer de forma presencial em qualquer esquadra ou através de violenciadomestica@psp.pt.

25 Novembro: PS avisa para “reabertura de feridas há muito saradas”, BE fala em “solene disparate”

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foto: Arlindo Homem

O PS considerou hoje que equiparar as comemorações do 25 de Novembro às do 25 de Abril é um “caminho de reabertura de feridas há muito saradas”, enquanto o BE qualificou a sessão de “solene disparate”.

Nos discursos na primeira sessão solene de sempre do 25 de Novembro de 1975, no parlamento, o Livre defendeu que o que alguns estão a tentar fazer ao 25 de Novembro “não demonstra verdadeiro respeito nem pela data, nem pela verdade histórica”, enquanto a deputada única do PAN alertou para o erguer de novas trincheiras.

Pelo PS, o deputado Pedro Delgado Alves citou o histórico Manuel Alegre – cujo poema “Abril de Abril” recitou para fechar a sua intervenção – para defender que “o 25 de Novembro não foi uma vitória da direita sobre a esquerda”.

“Hoje, a melhor forma de homenagear esta capacidade de ultrapassar as divisões é a de não reabrir as fraturas que sabiamente estas gerações fundadoras do regime democrático souberam superar, recusando revisionismos, vontades revanchistas ou provocações”, apelou.

O deputado reivindicou o papel determinante de Mário Soares e do PS para que “prevalecesse o caminho em direção à democracia pluralista”.

“O PS tem a legitimidade e autoridade histórica para recordar que, precisamente por não rejeitar por um instante o seu papel e a sua responsabilidade direta no sucesso do 25 de Novembro, a sua equiparação simbólica e cénica à comemoração da data fundadora do regime democrático é um caminho de reabertura de feridas há muito, e bem, saradas”, avisou.

Criticando quem “procura instrumentalizar ou reescrever o passado para alcançar ganhos efémeros no presente”, Delgado Alves condenou ainda a “estranha, incompreensível e injusta” ausência de referência pelos proponentes desta cerimónia ao Grupo dos Nove, evocando os seus nomes e gerando uma ovação pela parte do PS.

De cravo vermelho, Joana Mortágua – a única deputada do BE que marcou presença – defendeu que “a atual mistificação sobre o significado histórico do 25 de Novembro é uma manobra de derrotados de Abril”, salientando que foi a Revolução dos Cravos que deu “a democracia, as liberdades individuais e coletivas” e não o 25 de Novembro.

“Inventar um passado alternativo para Portugal serve apenas a mitologia de uma certa direita que pretende normalizar o regime social do Estado Novo através da diabolização do PREC”, disse, qualificando estas comemorações como um “solene disparate”.

“Esta sessão e as que se realizarem nos próximos dois ou três anos serão lembradas no futuro como o momento folclórico de um tempo bizarro, em que o PSD e a extrema-direita se aliaram no revisionismo histórico”, afirmou, numa intervenção aplaudida pelo PS.

Pelo Livre, Filipa Pinto, com um cravo vermelho na mão, considerou que o “que alguns estão a tentar fazer ao 25 de novembro não demonstra verdadeiro respeito nem pela data nem pela verdade histórica”.

“A história adulterada não pode ser uma arma de arremesso político. Há 49 anos evitou-se uma guerra civil. Não pela mão dos herdeiros do fascismo, mas sim pela mão de quem nos trouxe a liberdade”, criticou.

A deputada, numa intervenção aplaudida pela bancada do PS e apupada pela do Chega, considerou que “foi o 25 de abril que abriu as portas a tantas datas marcantes” e que o 25 de novembro de há 49 anos foi mais um dia que encaminhou Portugal para a democracia.

Já a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, que chegou à tribuna com um cravo vermelho na mão, salientou que o seu partido “sempre defendeu que é no dia 25 de Abril que deve caber a celebração de todos os momentos marcantes da Revolução”, incluindo o 25 de Novembro de 1975.

“Há precisamente 49 anos, o país estava entrincheirado, completamente dividido ao meio. (…) Hoje, olhamos para esta sala e vemos novamente trincheiras erguidas. Trincheiras fúteis, que não dignificam a memória dos capitães de Abril, que não honram a memória das pessoas que construíram Abril (…) e que, no final do dia, não resolvem um só problema das pessoas”, afirmou.

Responsabilidades políticas sobre INEM serão assumidas mas podem não significar demissões

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O primeiro-ministro assegurou hoje que se forem apuradas responsabilidades políticas quanto às mortes ocorridas durante a greve do INEM “elas terão de ser assumidas”, mas considerou que tal pode não significar demissões, considerando que tal “é um conceito novo”.

Luís Montenegro falava na conferência que assinala o terceiro ano da CNN Portugal, num painel sobre “Portugal e o desafio da competitividade europeia”, moderado pelo jornalista Anselmo Crespo.

Questionado o que diria o líder da oposição perante 11 mortes durante a greve dos técnicos do INEM, respondeu: “Diria que era preciso apurar-se responsabilidades, diria que o sistema de saúde não estava a corresponder, que era preciso perceber o que é que tinha acontecido e era preciso corrigir e, eventualmente, responsabilizar politicamente quem fosse responsável por isso, se essa evidência se tornasse clara”.

“Com certeza que se houver responsabilidades políticas elas terão de ser assumidas, nós não vamos furtar-nos a essa responsabilidade”, acrescentou.

Questionado se essas responsabilidades políticas podem chegar à ministra da Saúde, Montenegro diz que elas podem passar até pelo próprio primeiro-ministro.

“Eu tenho que assumir a responsabilidade sobre aquilo que fazem os membros do Governo, sobre aquilo que fazem as instituições que nós tutelamos”, disse.

No entanto, questionado se tal significaria demissões, respondeu: “Não estou a pensar demitir-me, estou a pensar assumir as responsabilidades. Assumir responsabilidades políticas não significa demitir-se, isso é um conceito novo, esse conceito não existe”.

“É um conceito novo porque não é por se demitirem pessoas que a responsabilidade política ficou cabalmente assumida e no dia seguinte parece que está tudo bem. Vamos fazer este exercício: a senhora ministra A ou o senhor ministro A, demitem-se. No dia seguinte a situação é igual, então e o ministro seguinte vai-se demitir também porque a situação é igual? A responsabilidade política sobre aquilo que nós decidimos tem de ser aferida, consoante a gravidade da responsabilidade terão naturalmente de se tomar as devidas decisões”, afirmou.

Reportagem: Reciclagem de plástico em Cabo Verde organiza-se para receber créditos internacionais

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Um projeto de reciclagem criado por uma bióloga preocupada com a poluição marinha em Cabo Verde está a crescer dos quilos para as toneladas e a preparar-se para o mercado internacional de créditos de plástico.

É um mercado em que empresas de outras partes do mundo podem compensar a poluição que fazem, pagando a organizações como a Ekonatura Cabo Verde, ficando com os créditos por cada quilo que esta associação recolhe das praias ou transforma em mobiliário escolar.

Além da compensação financeira por um trabalho que já sabe fazer, pode ser “mais uma ferramenta educativa”, disse à Lusa a presidente da Associação cabo-verdiana de Ecoturimo e mentora do projeto, Edita Magileviciute.

“Um dos desafios é a monitorização do processo” para os plásticos corresponderem aos créditos que podem ser aceites a nível internacional.

Na Ekonatura, esse método “está quase pronto” e pode ser um dos próximos capítulos numa história de expansão alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e que está a ser estudada por um projeto português.

O centro comunitário de São Francisco, aldeia a poucos minutos da capital, Praia, começou por recolher 100 a 200 quilos por ano, porta a porta, e a transformar plásticos em pequenos objetos, como porta-chaves.

“Mas havia muitos interessados”, inclusivamente restaurantes e outras empresas da capital, Praia, o que permitiu à oficina ganhar uma trituradora e uma prensa para produção de placas, explica Edita, ao lado das máquinas.

Resultado: este ano, a Ekonatura poderá chegar a uma tonelada de plástico processado.

“Uma placa de um metro quadrado tem 11,5 quilos de plástico totalmente reciclado e transformado”, detalha a responsável.

Cipriana Lopes, colaboradora da Ekonatura, carrega um carrinho de mão e vai buscar ‘matéria-prima’ ao ecoponto, onde a população já se habitou a deixar lixo de plástico.

Segue-se um trabalho de paciência, a limpar cada embalagem, recipiente ou garrafa de detergente, de faca na mão, a raspar cada rótulo até a face de plástico ficar nua, pronta para triturar.

Antes, há ainda o corte manual da peça, com tesoura industrial, em pedaços mais pequenos, separados por cores.

No final, a areia de plástico que sai da trituradora entra num plataforma que vai ser aquecida sob pressão, onde nascem resistentes placas de plástico reciclado.

Uma pequena loja no centro comunitário é um dos sinais de mudança

Ao lado das oficinas e armazéns onde se processa a reciclagem, vendem-se porta-chaves de golfinhos, secretárias, mesas de apoio e até árvores de Natal, tudo com plástico de diferentes cores que já foi garrafa de detergente ou outra embalagem qualquer.

A pouco e pouco, a loja vai atraindo mais visitantes, entrando nos roteiros para turistas, que acabam por fechar o ciclo de reciclagem, ao comprar e dar utilidade aos produtos, um exemplo prático de economia circular.

O Estado também já é cliente, encomendando mobiliário escolar à Ekonatura.

“É a educação em prática: que melhor exemplo pode haver para as crianças? Sentam-se em cadeiras de plástico 100% reciclado com tampinhas”, aponta Edita Magileviciute, à espera que a colaboração com instituições e empresas cresça, porque “há muito potencial”, como demonstra a quantidade de plástico que ainda vai parar às lixeiras.

“Não é fácil mudar hábitos enraizados”, conta João Ferreira, gestor da Ekonatura, que descreve a importância dos residentes, motores da mudança: “os jovens são quem reage melhor, os adultos não são tão fáceis de moldar”.

A resiliência dá frutos e, agora, a ideia é “crescer, alargar o projeto para outras comunidades”.

Todos os plásticos recolhidos do meio-ambiente podem ser alvo de certificação para entrarem no mercado global “em que as empresas integram esses créditos nas suas estratégias de sustentabilidade”, explicou Rita Barros Silva, membro da Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais (Apemeta).

A Ekonatura é um exemplo de organizações que trabalham em Cabo Verde, referenciadas num projeto português, a ser apresentado em dezembro, sobre o potencial do arquipélago no mercado internacional de créditos de plástico.

“Partindo dos contextos favoráveis identificados [campanhas de limpeza de praias, projetos de reciclagem e transformação], os atores cabo-verdianos podem já começar a procurar a certificação” para depois obterem “financiamento para a continuidade dos seus projetos”, referiu aquela responsável à Lusa, em setembro, a par de uma primeira apresentação.

O estudo é realizado pela Apemeta e conta com o co-financiamento do Camões – Cooperação Portuguesa, com apoio técnico da C-Plastic e parcerias estratégicas locais com o Câmara de Comércio do Barlavento e a Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD).

Estima-se que seja despejado um camião de lixo no mar, cheio de plásticos, a cada minuto, a nível mundial.

O Fórum Económico Mundial previu, em 2016, que, se as tendências se mantiverem, os oceanos poderão ter mais plástico do que peixes, até 2050.

Num estudo publicado em junho, o Banco Mundial explorou a viabilidade “dos créditos de plástico como um mecanismo emergente, baseado em resultados, capaz de ligar o financiamento público e privado com atividades específicas de combate à poluição”.

Atividades como a reciclagem que desponta em Cabo Verde: “Basta que nos apoiem, nós estamos prontos para continuar”, diz Cipriana, ao pegar no carrinho de mãos, para o voltar a encher com lixo de plástico em São Francisco.

Rúben Amorim estreia-se com empate no comando técnico do Manchester United

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foto: Notícias Em Direto / Arlindo Homem

O português Rúben Amorim estreou-se este domingo no comando técnico do Manchester United com um empate a um golo na visita ao Ipswich, em jogo da 12.ª jornada da Liga inglesa de futebol.

Com os portugueses Bruno Fernandes e Diogo Dalot no onze titular, o Manchester United inaugurou o marcador logo aos dois minutos, com um golo de Marcus Rashford mas, ainda antes do intervalo, a equipa da casa empatou por intermédio de Hutchinson (43).

O Manchester United, que na quinta-feira joga com o Bodo/Glimt para a Liga Europa, competição na qual é adversário do FC Porto, segue na 12.ª posição da Liga inglesa, com 16 pontos

Rúben Amorim, de 39 anos, trocou o Sporting pelo Manchester United no início de novembro, substituindo no cargo o neerlandês Ruud van Nistelrooy, que orientou a equipa interinamente desde a saída de Erik ten Hag.

O antigo médio chegou ao mais importante campeonato do mundo após apenas sete temporadas como treinador, num percurso iniciado no Casa Pia e com passagem pelo Sporting de Braga, antes de, em 2019/20, chegar aos ‘leões’, onde conquistou dois títulos de campeão nacional, duas Taças da Liga e uma Supertaça.

Montenegro evita comentar Gouveia e Melo e defende candidato do PSD a Belém

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro escusou-se no domingo a esclarecer se o almirante Gouveia Melo comunicou ao Governo se quer continuar Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA) e afirmou que o PSD apoiará preferencialmente um candidato do partido nas presidenciais.

Questionado pelos jornalistas à margem da entrega, no Porto, dos Prémio António Manuel da Mota, Luís Montenegro disse que sobre o CEMA o Governo iria decidirá dentro dos calendários previstos na Lei.

“Em primeiro lugar, sobre o Chefe de Estado Maior da Armada, o Governo decidirá dentro dos ‘timings’ que estão previstos na Lei sobre isso e, portanto, não vou adiantar nada, nem vou comentar as notícias que foram trazidas a público”, disse.

Sobre as eleições presidenciais, Montenegro afirmou que, “como presidente do PSD”, está “vinculado a uma moção de estratégia” que apresentou ao último congresso.

“Nós preconizamos uma candidatura no nosso espaço político, preferencialmente de um militante nosso, e é isto que vamos fazer”, concluiu o primeiro-ministro, sem responder a mais perguntas dos jornalistas.

O jornal online Observador noticiou no sábado, citando fontes conhecedoras do processo, que o almirante Gouveia Melo comunicou “em definitivo” ao ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, a sua indisponibilidade para continuar no cargo de Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA).

Ao Observador, o almirante evitou comentar a informação e remeteu uma resposta oficial para o Governo: “Essa informação quem poderá confirmar ou não é o Governo. Já foi tratado há algum tempo com o Governo.”

Em entrevista à RTP, em 05 de setembro, Gouveia de Melo foi questionado sobre uma eventual candidatura presidencial e respondeu: “Não quero dizer que não.” “Um militar, depois de terminar o serviço ativo, é um cidadão normal”, sublinhou.

Henrique Gouveia e Melo, que coordenou a equipa responsável pelo plano de vacinação nacional contra a covid-19, tomou posse como CEMA em 27 de dezembro de 2021, e está prestes a cumprir os três anos de mandato.

A Associação Democrática de Defesa dos Interesses e da Igualdade das Mulheres (ADDIM), instituição do Porto que avalia e acompanha casos de violência doméstica, venceu hoje o Prémio Manuel António da Mota, no valor de 50 mil euros.

Família de Odair Moniz apresenta queixa contra a PSP por abuso de poder

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A família de Odair Moniz, morto por um agente policial há um mês, apresentou na quinta-feira uma queixa contra a Polícia de Segurança Pública (PSP) por abuso de poder, disse à Lusa uma das advogadas de defesa.

Em causa está o que a família considera ter sido a invasão policial de uma casa em luto, uns dias após a morte de Odair Moniz, e da qual diz terem resultado danos psicológicos e materiais.

Logo nessa altura, a família aludiu à possibilidade de apresentar queixa contra a polícia, que foi formalizada na quinta-feira, confirmou à Lusa uma das advogadas de defesa, à margem da Assembleia Popular dos Bairros, que hoje decorre no Centro Cultural de Carnide, no Bairro Padre Cruz, em Lisboa, reunindo duas centenas de participantes de várias comunidades.

A queixa – por crimes de abuso de poder, dano e violação de domicílio por funcionário – foi apresentada no Ministério Público contra o Comando Geral da PSP e também contra desconhecidos, dado que a defesa desconhece a identidade dos agentes alegadamente envolvidos na intervenção.

Odair Moniz, morador no bairro do Zambujal, na Amadora, foi baleado mortalmente por um agente da PSP na Cova da Moura, também no mesmo concelho, desencadeando incidentes em várias comunidades da Área Metropolitana de Lisboa, com autocarros, automóveis, motos e caixotes do lixo incendiados, dos quais resultaram duas dezenas de detidos e pelo menos seis pessoas feridas, umas das quais grave (o motorista de um autocarro).

Odair Moniz, cidadão cabo-verdiano de 43 anos, foi baleado na madrugada de 21 de outubro.

De acordo com a versão oficial da PSP, ter-se-á posto “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e despistou-se na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria e isenta” para apurar responsabilidades, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

As autoridades desencadearam inquéritos, mas ainda não são conhecidas conclusões.

Segundo disse à Lusa o advogado do agente que baleou Odair Moniz, este permanece de baixa médica, aguardando ser chamado para prestar declarações no âmbito dos processos disciplinares a que foi sujeito.

O agente prestou declarações à Polícia Judiciária “logo a seguir aos factos”, na madrugada de 21 de outubro, mas ainda não o fez perante o Ministério Público, de acordo com a mesma fonte.

A família de Odair Moniz lançou entretanto uma campanha de angariação de fundos (disponível online, no endereço https://www.gofundme.com/f/justica-por-odair-moniz), que já recolheu mais de 29 mil euros.

Registadas 381 ocorrências até às 20:00 devido ao vento forte

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 e as 20:00 de hoje 381 ocorrências relacionadas com o vento forte, sem vítimas, sendo a região de Coimbra a mais afetada.

Pelas 20:10, em declarações à agência Lusa, José Costa, oficial de operações da ANEPC, referiu que a maior parte das ocorrências verificadas foram quedas de árvores (191) e quedas de estruturas (161).

“Nestas ocorrências foram empenhados 1.367 operacionais e 541 meios terrestres”, adiantou.

De acordo com o responsável da ANEPC, a região de Coimbra foi a mais afetada do país, ao registar o maior número de ocorrências na sequência dos ventos fortes (119), seguindo-se a Área Metropolitana do Porto (64), Beiras e Serra da Estrela (41) e Leiria (29).

Mais a sul, na Península de Setúbal foram registadas 24 ocorrências, sendo que uma delas, ocorrida no concelho de Palmela, causou danos na estrutura de uma habitação, tendo o morador ficado desalojado.

José Costa ressalvou ainda que não foram registados, até ao momento, feridos.

Nas próximas horas, a Proteção Civil prevê que o vento forte dê lugar a situações de precipitação, por vezes forte.

O norte e o centro de Portugal continental estão a ser atingidos entre hoje e segunda-feira por uma superfície frontal fria, que trará vento, chuva e agitação marítima, segundo divulgou na quinta-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A superfície frontal fria, que atravessa o território nacional entre o final de domingo e a manhã de segunda-feira, provocará o aumento da intensidade do vento, com rajadas que poderão atingir entre os 70 e os 80 quilómetros no litoral norte e centro e os 90 e 100 quilómetros nas terras altas.

Entre a tarde de hoje e a manhã de segunda-feira está prevista também precipitação forte, em especial no Minho e nas regiões montanhosas.

Em comunicado, o IPMA refere que a superfície frontal fria está associada à depressão Bert (nome atribuído pelo Serviço Meteorológico da Irlanda).

FC Porto soma terceira derrota consecutiva e está fora da Taça de Portugal

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O FC Porto, vencedor das três últimas edições da Taça de Portugal em futebol, foi hoje afastado dos oitavos de final da competição, ao perder por 2-1 no terreno do Moreirense, somando a terceira derrota consecutiva.

No Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, o extremo brasileiro Pepê colocou os ‘dragões’ em vantagem aos 35 minutos, mas, ainda antes do intervalo, o Moreirense empatou com um golo de Luís Asué, aos 41.

No jogo da quarta eliminatória de prova, a formação orientada por César Peixoto chegou à vantagem aos 77 minutos, com uma grande penalidade, a punir mão de Francisco Moura, convertida por Alanzinho.

O FC Porto somou assim a terceira derrota consecutiva, duas semanas depois de ter sido goleado pelo Benfica, na Luz, por 4-1, para a I Liga, e de ter perdido em Itália com a Lazio (2-1), para a Liga Europa.

Nos oitavos de final da Taça de Portugal, o Moreirense vai defrontar o Gil Vicente, também da I Liga, que hoje se impôs por 2-0 ao Vila Real, do quarto escalão.

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