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Terça-feira, Julho 14, 2026
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LC: Lage espera sair do Mónaco com três pontos, perante equipa “de qualidade”

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Foto: Arlindo Homem

O treinador do Benfica, Bruno Lage, espera sair quarta-feira do Mónaco com mais três pontos na fase de liga da Liga dos Campeões de futebol, mesmo reconhecendo a “grande qualidade” do adversário.

Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo da quinta jornada, já no estádio Luís II, Lage disse que o Benfica “estudou bem” o adversário, que antevê “agressivo na pressão, forte nas transições, com um jogo muito vertical, com muita dinâmica, para criar oportunidades de golo”.

Em resposta, estará um Benfica “a dar continuidade às boas exibições”, entendendo “muito bem o jogo que tem de fazer”.

“Sem bola, somos uma equipa pressionante, com bola temos de ser inteligentes e perceber onde estão os espaços e criar as nossas oportunidades de golo”, explicou Lage, acrescentando: “Temos de saber como ter mais tempo a bola, é com essa ambição que planeámos o jogo, que vamos jogar para tentar vencer”.

Pela frente, espera encontrar “uma equipa muito interessante, em 4x4x2 muito bem vincado, com um médio ofensivo”.

“Os quatro homens da frente têm uma dinâmica muito interessante, entre linhas e no ataque à profundidade, são fortes a romper linhas, em diagonais curtas ou longas”, explicou, acrescentando que “não é de estranhar o que o Mónaco tem feito no campeonato e na Liga dos Campeões”.

O treinador do Benfica foi claro: “Trabalhámos em função das informações de uma equipa muito forte, preparámos a equipa da melhor maneira, para tentar impor o nosso jogo e vencer.

Lage realçou ainda que “o futebol é momento e agora o momento é de três em três dias”.

“Queremos dar o passo de continuidade dos jogos recentes, fazer um bom jogo, defender quando temos de defender, por vezes ser pressionantes, por vezes guardar espaços. É um jogo importante e temos a ambição de seguir em frente na competição, pelo que temos de somar pontos”, disse ainda o técnico do Benfica.

Na conferência de imprensa, esteve também presente o médio Florentino Luís, que há quatro épocas integrou o plantel do Mónaco, uma passagem que lhe deu “maturidade” e “mais consistência” de jogo.

Sobre a atual formação monegasca, vê “uma equipa muito equilibrada”, com vários jogadores jovens de “muita qualidade”, sendo que os resultados têm mostrado isso.

“Estamos confiantes e sabemos o que temos de fazer para ganhar os três pontos. Tem sido muito bom e queremos dar continuidade a isso”, assegurou, acrescentando: “A equipa ficou mais confiante e mais ofensiva, é um futebol diferente, a equipa agora marca muitos golos e sofre menos, é o caminho que queremos continuar”.

Florentino sabe, porém, que o Benfica terá de estar “no seu melhor, com os jogadores focados de início ao fim e atentos aos detalhes”.

O encontro entre o Mónaco e Benfica, da quinta jornada da fase de liga da ‘Champions’, está agendado para as 20:45 locais (19:45 em Lisboa) de quarta-feira, com arbitragem do esloveno Rade Obrenovic.

Após quatro jornadas, os monegascos, que em casa bateram o FC Barcelona (2-1) e o Estrela Vermelha (5-1), somam 10 pontos, enquanto o Benfica conta seis.

Ucrânia: NATO reafirma apoio a Kiev em reunião de emergência após ataque russo com míssil balístico

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Os países da NATO reafirmaram o seu apoio à Ucrânia, numa reunião de emergência do Conselho NATO-Ucrânia para debater a utilização pela Rússia de armas de nova geração e experimentais na guerra contra o país vizinho.

Num comunicado, a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) indicou que, no âmbito destas consultas, os aliados afirmaram que o recurso a estes mísseis “não dissuadirá o apoio a Kiev” e que se trata de uma nova tentativa do Kremlin (presidência russa) para “aterrorizar a população civil” ucraniana.

“A utilização desta capacidade não alterará o curso do conflito nem dissuadirá os aliados da NATO de apoiar a Ucrânia”, declarou a porta-voz da NATO, Farah Dakhlallah, num sinal de apoio continuado dos membros da Aliança Atlântica à Ucrânia, a braços com a invasão russa.

Durante o encontro em Bruxelas, os embaixadores dos países aliados receberam informação por videoconferência de altas patentes do Exército ucraniano sobre os acontecimentos da última semana, quando a Rússia disparou um míssil balístico de médio alcance contra a cidade de Dnipro, a quarta maior cidade da Ucrânia, com cerca de um milhão de habitantes (antes da guerra), e um dos principais centros industriais do país.

Na passada quinta-feira, as forças russas lançaram uma nova bateria de mísseis sobre diversas zonas do território ucraniano, incluindo um novo míssil balístico com o qual pretendiam atingir infraestruturas essenciais.

Esse facto motivou o pedido de consultas de Kiev aos membros da NATO, usando o fórum criado em 2023, que lhe permite uma relação bilateral com o bloco militar ocidental para obter conselhos políticos e abordar temas urgentes de segurança.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após o desmoronamento da União Soviética – e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Quase a completar três anos de guerra, as Forças Armadas ucranianas confrontaram-se com falta de soldados e de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais, que começaram entretanto a concretizar-se.

As tropas russas, mais numerosas e mais bem equipadas, prosseguem o seu avanço na frente oriental, apesar da ofensiva ucraniana na Rússia, na região de Kursk, e da recente autorização do Presidente norte-americano, Joe Biden, para utilizar mísseis de longo alcance fornecidos pelos Estados Unidos para atacar a Rússia.

As negociações entre as duas partes estão completamente bloqueadas desde a primavera de 2022, com Moscovo a continuar a exigir que a Ucrânia aceite a anexação de uma parte do seu território.

Guterres pede mais apoio para Aliança das Civilizações face a “tsunami de ódio e intolerância”

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu hoje “mais vozes e ações mais corajosas” dos países membros da Aliança das Civilizações, “à medida que a maré de ódio e intolerância se torna num tsunami”.

Numa intervenção no Fórum da Aliança das Civilizações, no concelho de Cascais, António Guterres saudou a adesão crescente à organização criada há duas décadas e que conta atualmente com 160 membros, mas pediu “mais vozes” a favor do diálogo intercultural e aos países para “irem mais fundo” no seu apoio financeiro.

“O vosso apoio e amizade são uma tábua de salvação para a missão vital da Aliança. Juntos, vamos garantir que este esforço essencial seja garantido e cresça nesta altura tão crítica”, afirmou o antigo primeiro-ministro português numa intervenção muito aplaudida pelos participantes.

Para o secretário-geral da ONU, “uma aliança forte é mais crucial do que nunca”, numa fase em que se estão “a viver tempos turbulentos e os direitos humanos estão a ser atacados”, lamentando igualmente as ameaças contra as minorias, os migrantes e as comunidades religiosas como “sintomas que refletem a incapacidade de união em prol do bem comum”.

Agradecendo a Portugal por acolher esta edição do Fórum da Aliança das Civilizações, António Guterres disse que, durante vinte anos, a organização “ajudou a construir pontes de compreensão e inclusão”, através da criação de plataformas para a governação, sociedade civil, jovens, líderes religiosos, media e setor privado.

Este “apoio crítico” é essencial para “ajudar a combater as condições conducentes ao extremismo violento, combater a discriminação, promover o respeito mútuo, reforçar a coesão social e ajudar a construir as bases para a paz”, considerou, referindo-se em concreto ao papel do Centro de Inovação Intercultural, que trabalha com jovens líderes de 81 organizações em mais de 115 países.

O antigo governante português apontou também o Fundo de Solidariedade à Juventude e a iniciativa Jovens Construtores da Paz, congratulando-se pelo esforço dos membros da Aliança ao “realçar o papel vital das mulheres e dos jovens”.

O secretário-geral das Nações citou exemplos de projetos da participação de políticas públicas para o setor privado e de justiça climática na Colômbia e de construção de paz na Sérvia e na Bósnia, que recordam que, “quando as mulheres e os jovens têm um lugar à mesa, vivem com coragem, sabedoria e compromisso com as gerações futuras”.

Anteriormente, na sessão de abertura do Fórum da Aliança das Civilizações, o secretário-geral da ONU avisou que a continuação de vários conflitos no mundo está a levar à “erosão da confiança” no sistema multilateral e nas sociedades.

“Precisamos de paz, acima de tudo, de paz. Paz em Gaza, com um cessar-fogo imediato, a libertação imediata e incondicional de todos os reféns, a entrega eficaz e sem obstáculos de ajuda humanitária e o inicio de um processo irreversível em rumo à solução dos dois Estados”, apelou.

De igual modo, pediu uma solução pacífica e imediata para os conflitos em curso no Líbano e no Sudão e também na Ucrânia, “em conformidade com a carta das Nações Unidas, o direito internacional e com as resoluções da Assembleia Geral”.

O Centro de Congressos do Estoril, no concelho de Cascais, acolhe até quarta-feira o 10.º Fórum Global da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC).

Visando melhorar a compreensão e as relações de cooperação entre nações e povos de diferentes culturas e religiões, a Aliança das Civilizações foi criada em 2005, por iniciativa dos Governos de Espanha e Turquia, com o patrocínio das Nações Unidas.

Em abril de 2007, o antigo Presidente da República português Jorge Sampaio foi designado como o primeiro Alto Representante para a Aliança, cargo que deixaria em fevereiro de 2013. O antigo chefe de Estado português (1996-2006), que morreu em 2021, será homenageado durante o evento em Cascais.

Têxtil português com quebra de 5% nas exportações em 2024 por causa da guerra

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As exportações do setor têxtil português vão sofrer uma queda de cerca de 5% este ano, por causa da guerra, devendo situar-se entre os 5.600 e os 5.700 milhões de euros, foi hoje anunciado.

Em declarações à agência Lusa em Vila Nova de Famalicão, durante o 26.º Fórum da Indústria Têxtil, o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), Mário Jorge Machado, acrescentou que em 2023 também já se tinha registado uma quebra de 5% nas exportações.

“Veio a guerra, veio a inflação, vieram os aumentos dos custos de energia, veio a retração dos consumidores. Os portugueses e os europeus têm vindo a aumentar a quantidade de dinheiro que têm no banco, estamos a comprar todos menos porque estamos a viver num ambiente de guerra”, referiu.

Segundo Mário Jorge Machado, a indústria têxtil e do vestuário portuguesa atravessa “momentos difíceis”, com a crise económica dos seus principais mercados de exportação e com o “desinvestimento dos governos nacionais nos setores tradicionais”.

“Estes setores, esquecidos por muitos, são fundamentais para a criação de riqueza, emprego, inovação e para o contributo fiscal ao fiscal. A falta de reconhecimento por esse papel crítico tem sido frustrante”, apontou.

Aproveitando a presença na sessão de abertura do fórum do secretário de Estado da Economia, o líder da ATP apelou para a necessidade políticas públicas que apoiem as empresas em vez de lhes complicarem a vida.

“Quando nós estamos a atravessar um deserto, é preciso ajuda para atravessar esse deserto”, referiu.

Pediu, designadamente, energia a preços competitivos, o combate à burocracia e à ineficiência do Estado, a simplificação dos programas de candidaturas a incentivos para a produção e internacionalização e a redução dos tempos de resposta, a diminuição da carga fiscal e a inclusão de critérios de sustentabilidade nas compras públicas e da defesa que favoreçam a produção nacional e europeia.

Defendeu ainda que é urgente garantir condições equitativas para os fabricantes europeus, sublinhando que os produtos importados devem ser submetidos aos mesmos critérios rigorosos de conformidade ambiental e social que se aplicam às empresas locais.

Para Mário Jorge Machado, com a ajuda do Governo em algumas daquelas matérias, o têxtil português estará “muito bem preparado” para, quando terminar a guerra, dar uma vez mais a volta por cima, fruto dos investimentos que tem feito em tecnologia e inovação.

“Quando a conjuntura internacional se alterar, este setor certamente que vai ser dos setores que vai tirar mais proveito, por toda a preparação que fez e todo o investimento que fez ao longo destes anos”, rematou.

O secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, sublinhou a resiliência do setor têxtil, que tem sido capaz de se reinventar graças à inovação e incorporação de tecnologia e à qualificação dos trabalhadores.

O governante prometeu o reforço dos incentivos aos projetos de promoção internacional, criando regras mais simples e transparentes.

Assumiu ainda um “compromisso claro” com a simplificação dos programas de incentivos e com a rapidez das respostas e dos pagamentos.

Sobre os produtos importados de fora da Europa, João Rui Ferreira defendeu que “é preciso, de uma vez por todas, criar regras iguais para situações iguais”, de forma a que “todos respeitem o mesmo que é exigido às empresas baseadas na Europa”.

Espanha, França e Alemanha são os três principais mercados da exportação do setor, seguidos da Itália e dos Estados Unidos da América.

OE2025: Chega muda sentido de voto e viabiliza majoração das despesas com seguros de saúde no IRC

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Chega corrigiu o seu sentido de voto no artigo da proposta do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) que majora em 20% das despesas das empresas com seguros de saúde dos trabalhadores, abrindo caminho à sua aprovação.

Em causa está a medida que prevê que os gastos suportados com “contratos de seguros de saúde ou doença são considerados, para efeitos da determinação do lucro tributável, em valor correspondente a 120%”.

Na votação inicial, realizada hoje pouco tempo depois de ter arrancado este segundo dia de votações na especialidade do OE2025, o Chega absteve-se o que, somado aos votos contra do PS e de todos os partidos de esquerda, ditou o chumbo.

Posteriormente, o Chega indicou que vota favoravelmente a medida, o que permitiu que a medida constante da proposta do OE2025 reunisse o numero de votos necessários para ser viabilizada.

A votação na especialidade do OE2025 arrancou na sexta-feira e termina no dia 28, com a votação final global do documento agendada para dia 29.

Vendas ‘online’ representam 19,5% da faturação das empresas em 2023

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As vendas de bens e serviços ‘online’ representaram 19,5% da faturação das empresas em 2023, mais 0,5 pontos percentuais que em 2022, atingindo os 76.500 milhões de euros, mais 12,2%, divulgou o INE.

Segundo o ‘Inquérito à utilização de tecnologias da informação e da comunicação nas empresas’, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “comparativamente à União Europeia (UE-27), Portugal registou proporções inferiores neste indicador em 2020 e 2021, e superiores em 2018 e 2022, registando a mesma proporção em 2019”.

Segundo o INE, no ano passado, 21,2% das empresas efetuaram vendas de bens e/ou serviços através do comércio eletrónico, um aumento de 3,2 pontos percentuais face a 2022.

A proporção destas empresas aumenta com o escalão de pessoal ao serviço: 19,5% nas empresas com 10 a 49 pessoas (+4,1 pontos percentuais face a 2022), 28,3% nas empresas com 50 a 249 pessoas (-1,4 pontos percentuais) e 44,6% nas empresas com 250 ou mais pessoas (+1,6 pontos percentuais).

Por setor de atividade, destacaram-se o ‘alojamento e restauração’, com 34,1% das empresas a efetuarem vendas ‘online’ (+5,9 pontos percentuais face a 2022), seguindo-se o ‘comércio’, com 31,9% (+0,2 pontos percentuais) e a ‘informação e comunicação’ com 31,8% (+11,3 pontos percentuais).

No que se refere à percentagem das vendas de bens e/ou serviços através do comércio eletrónico no total do volume de negócios, continuaram a destacar-se, em 2023, as empresas com 250 ou mais pessoas ao serviço (26,9%).

Todos os escalões de pessoal ao serviço apresentaram aumentos inferiores a 1,0 ponto percentual face a 2022, destacando-se as empresas com 10 a 49 pessoas ao serviço com mais 0,8 pontos percentuais.

Já com dados relativos a 2024, o inquérito do INE aponta ainda que, neste ano, 98,0% das empresas e 50,5% das pessoas ao serviço referem ter acesso à Internet para fins profissionais, mais 1,1 e 1,6 pontos percentuais, respetivamente, do que em 2023.

No mesmo ano, 89,5% das empresas disponibiliza dispositivos portáteis permitindo ligação móvel à Internet para fins profissionais (+3,7 pontos percentuais face a 2022), abrangendo 33,2% do pessoal ao serviço (+5,1 pontos percentuais que em 2022).

Adicionalmente, 80,0% das empresas têm pessoal ao serviço com acesso remoto a pelo menos uma funcionalidade da empresa, seja o sistema de correio eletrónico, documentos da empresa, ou aplicações de gestão ou ‘software’ (+2,8 pontos percentuais que em 2022)

Em 2024, 20,6% das empresas têm pessoal ao serviço especialista em tecnologias de informação de comunicação (TIC, +0,6 pontos percentuais que em 2022), com destaque para o setor de Informação e comunicação, com 80,6%.

Segundo as conclusões do inquérito, no ano passado, 7,4% das empresas recrutaram ou tentaram recrutar especialistas em TIC, sendo que mais de metade (50,5%) destas tiveram dificuldades no preenchimento destes postos de trabalho.

Dados já relativos a 2024 indicam que 95,6% das empresas utilizam pelo menos uma medida de segurança das TIC (+5,8 pontos percentuais face a 2022), sendo as mais utilizadas a autenticação através de uma palavra-passe segura (92,6%), o ‘backup’ de informação em local distinto (78,5%) e o controlo de acesso à rede (67,8%), à semelhança do ano 2022.

Por outro lado, 8,6% das empresas utiliza tecnologias de Inteligência Artificial (IA), mais 0,7 pontos percentuais que em 2023, sendo as mais utilizadas as que analisam linguagem escrita e as que automatizam diferentes fluxos de trabalho ou auxiliam na tomada de decisão.

Em 2024, 23,6% das empresas refere pagar para fazer publicidade na Internet, representando um aumento de 3,6 pontos percentuais face a 2023.

Em 2023, 16,1% das empresas efetuaram vendas ‘web’ para clientes localizados em Portugal, 8,9% em outros países da União Europeia e 5,8% no resto do mundo, representando, face a 2021, aumentos de 0,7, 2,2 e 0,8 pontos percentuais, respetivamente.

Viktor Gyökeres é, sem surpresa, futebolista do ano nos Prémios Stromp

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foto ilustrativa: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O avançado internacional sueco Viktor Gyökeres é o vencedor na categoria de futebolista do ano de 2024 nos Prémios Stromp, distinção atribuída a figuras do universo do Sporting que se tenham destacado, anunciou recentemente o clube lisboeta.

O mais impactante goleador dos últimos anos na equipa de futebol ‘leonina’, com 66 golos em 68 jogos pelo Sporting, decisivo na última conquista do campeonato, foi contratado ao Coventry em julho de 2023, por 20 milhões de euros.

Nos prémios deste ano, também Geovany Quenda, de 17 anos, está entre os vencedores, mas para a categoria de revelação do ano no futebol, depois de se ter estreado pela equipa principal na Supertaça, no primeiro jogo oficial da época 2024/25.

Outros destaques vão para Ricardo Costa, como treinador do ano, e Carlos Carneiro como coordenador, ambos numa modalidade, o andebol, em que os ‘leões’ colocaram um ponto final do domínio do FC Porto, que vinha de quatro títulos consecutivos.

O futebol e o andebol partilham nestes prémios a distinção de equipas do ano, enquanto as distinções na categoria de atletas vão para Martim Costa (andebol), também considerado recentemente melhor jovem na Europa pela federação europeia da modalidade (EHF), e Jéssica Inchude (atletismo).

A cerimónia de entrega dos prémios de 2024, 19 por escolha e 15 por inerência em 32 categorias, decorrerá em 18 de dezembro, pelas 20:00, numa unidade hoteleira em Lisboa, informou hoje o Sporting.

Os prémios Stromp são atribuídos desde 1963 e são destinados a atletas, treinadores, dirigentes, sócios ou funcionários que se distinguiram ao serviço do Sporting.

Ucrânia: Putin admite atacar aliados de Kiev que fornecem armas para atingir a Rússia

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O Presidente russo, Vladimir Putin, defendeu que o uso de armas ocidentais pelas forças ucranianas para atingir o seu país transformou a guerra na Ucrânia num “conflito global” e admitiu atacar os aliados de Kiev envolvidos.

“A partir deste momento, como sublinhámos repetidamente, o conflito na Ucrânia, anteriormente provocado pelo Ocidente, adquiriu elementos de caráter global”, defendeu Vladimir Putin num breve discurso à nação.

O líder do Kremlin afirmou que o seu país está preparado para “qualquer cenário”, após a utilização esta semana de mísseis de longo alcance fornecidos por Estados Unidos e Reino Unido em solo russo e da revisão da doutrina nuclear russa, que aumenta as possibilidades do Kremlin sobre o recurso a este tipo de armamento.

“Sempre estivemos prontos, e ainda estamos, para resolver todos os problemas por meios pacíficos, mas também estamos prontos para lidar com quaisquer desenvolvimentos”, alertou Putin no discurso transmitido pela televisão russa, acrescentando: “Se alguém ainda duvida, é inútil”.

Nesse sentido, advogou o direito de Moscovo “utilizar armas contra as instalações militares dos países que autorizam o uso do seu armamento” contra instalações russas.

O discurso do Presidente russo acontece no mesmo dia em que as autoridades ucranianas registaram um ataque, sem precedentes no conflito, de um míssil balístico sem carga nuclear contra Dnipro, no centro do país, e que foi confirmado por Putin.

“Os nossos engenheiros chamaram-lhe ‘Orechnik’”, disse Putin no seu discurso, adicionando que o ataque foi executado com um novo míssil de alcance intermédio e teve como alvo “um local do complexo militar-industrial ucraniano”.

O líder do Kremlin considerou que o ataque, realizado “em resposta ao uso de armas de longo alcance americanas e britânicas”, foi um sucesso e avisou que “não há forma de combater” este tipo de mísseis.

“Atacam alvos a uma velocidade de Mach 10, ou 2,5 a três quilómetros por segundo. Os sistemas de defesa aérea atualmente disponíveis no mundo e os sistemas de defesa antimíssil criados pelos americanos na Europa não intercetam estes mísseis”, observou.

No seu discurso de cerca de oito minutos, Vladimir Putin indicou que o Exército russo vai alertar a população civil ucraniana para a utilização dos mísseis ‘Oreshnik’ “por razões humanitárias” e também, insistiu, porque “hoje não existem meios para contrariar estas armas”.

O líder do Kremlin confirmou os ataques ocorridos esta semana em território russo com mísseis norte-americanos de longo alcance ATACMS e mísseis britânicos Storm Shadow, dirigidos contra infraestruturas militares das regiões fronteiriças de Bryansk e Kursk.

Segundo o Presidente russo, as defesas antiaéreas repeliram estes ataques e não permitiram que atingissem os seus objetivos.

Ao mesmo tempo, argumentou que as forças russas estão a avançar “ao longo de toda a linha de contacto” na Ucrânia e que todos os objetivos que Moscovo estabeleceu para a sua invasão “serão alcançados”.

O discurso deixou ainda mensagens a Washington, ao sustentar que “não foi a Rússia, mas os Estados Unidos que destruíram o sistema de segurança internacional” e que, “ao continuarem a lutar e a agarrarem-se à sua hegemonia, estão agora a empurrar o mundo inteiro para um conflito global”.

No caso de uma nova escalada da guerra na Ucrânia, que na terça-feira cumpriu mil dias desde a invasão russa em 24 de fevereiro de 2022, Moscovo responderá “de forma decisiva e recíproca”, sublinhou.

“Recomendo que as elites governantes dos países que estão a delinear planos para utilizar os seus contingentes militares contra a Rússia pensem seriamente sobre isto”, afirmou ainda.

Marcelo condecorou Costa com grã-cruz da Ordem Militar de Cristo

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Presidência

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou esta segunda-feira o anterior primeiro-ministro, António Costa, com a grã-cruz da Ordem Militar de Cristo, numa cerimónia no Palácio de Belém, sem divulgação prévia.

A atribuição desta condecoração, quatro dias antes de António Costa tomar posse como presidente do Conselho Europeu, foi anunciada através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet, acompanhada por fotografias.

“Em cerimónia realizada no Palácio de Belém, o Presidente da República condecorou, com a grã-cruz da Ordem Militar de Cristo, o anterior primeiro-ministro, António Costa, que entre 2015 e 2024 chefiou os XXI, XXII e XIII governos constitucionais”, lê-se na nota.

As fotografias mostram António Costa a receber a condecoração, na presença da sua família, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém.

Em 2018, Marcelo Rebelo de Sousa confirmou ter sondado Pedro Passos Coelho para lhe atribuir esta mesma condecoração, que costuma ser atribuída a antigos primeiros-ministros, mas que o ex-presidente do PSD recusou.

A Ordem Militar de Cristo destina-se a distinguir destacados serviços prestados ao país no exercício das funções de soberania.

IPSS que apoia vítimas de violência doméstica vence Prémio Manuel António da Mota

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A Associação Democrática de Defesa dos Interesses e da Igualdade das Mulheres (ADDIM), instituição do Porto que avalia e acompanha casos de violência doméstica, venceu o Prémio Manuel António da Mota, no valor de 50 mil euros.

A 15.ª edição do prémio promovido pela Fundação Manuel António da Mota teve este ano como lema “Sempre Solidários” e distinguiu as instituições que pontificam na luta contra a pobreza e exclusão social, acolhimento e integração de migrantes e refugiados, valorização do interior e coesão territorial, saúde, educação, emprego, apoio à família, inovação e empreendedorismo social, inclusão e transição digital e tecnológica e transição climática.

Este prémio foi criado em 2010 com o objetivo de reconhecer anualmente organizações e personalidades que se destaquem nos vários domínios de atividade da fundação.

Com o prémio, a ADDIM, Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que surgiu da vontade de um grupo empenhado em denunciar a violência contra as mulheres, recebe 50 mil euros.

A ADDIM integra a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD), propondo-se a avaliar e acompanhar casos de violência doméstica, de acordo com as suas necessidades, ao nível jurídico, psicológico e social, e encaminhando e articulando com diversas outras entidades sempre que necessário.

A associação possui dois Apartamentos de Transição, com capacidade para 15 pessoas, que se destinam a mulheres vítimas de violência, acompanhadas ou não de filhos menores ou maiores na sua dependência, com baixo nível de risco e com um processo de autonomização a iniciar ou em curso.

Já com o projeto “(De)Coração”, a ADDIM procura dar resposta às vítimas com carência económica que enfrentam dificuldades para adquirir os bens essenciais para equipar uma casa, e, ainda, responder ao problema da produção e acumulação excessiva de resíduos urbanos sem qualquer tipo de tratamento, promovendo a economia circular, envolvendo as beneficiárias do projeto no aproveitamento e restauro de diferentes tipos de bens, provendo assim à sua ocupação e sustentabilidade económica.

Dados remetidos à Lusa pela Fundação Manuel António da Mota dão conta que, em 2023, foram registados 30.279 crimes de violência doméstica, afetando principalmente mulheres.

A par da ADDIM, foram distinguidas nove instituições nacionais, sendo o segundo classificado a Câmara Municipal do Fundão e o terceiro a PAJE – Plataforma de Apoio a Jovens (Ex) Acolhidos.

São ainda atribuídas sete menções honrosas à APPACDM de Viana do Castelo, Associação Vale de Acór, Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Coimbra, Instituto Padre António Vieira, Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses, Sociedade Artística Musical dos Pousos e VERDE – Associação para a Conservação Integrada da Natureza.

De acordo com a fundação, foram 10 as candidaturas finalistas. O segundo e terceiro classificados recebem 25 mil e 10 mil euros, respetivamente. Às menções honrosas é atribuído um prémio de cinco mil euros.

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