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Terça-feira, Julho 14, 2026
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Membros de maçonarias promovem almoço em Cascais com António José Seguro

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Membros de várias obediências maçónicas em Portugal vão promover um almoço, em Cascais, no dia 14 de dezembro, com o antigo líder socialista António José Seguro, apontado como provável candidato a Presidente da República.

Em declarações à agência Lusa, o médico e gestor Joaquim Arenga disse que esse almoço pretende juntar cidadãos de “diversos setores da sociedade civil e de diferentes orientações ideológicas”.

“Estarão presentes cidadãos que não são maçons. Os promotores desta iniciativa são cidadãos que estão atentos à situação nacional e que entenderam que esta seria uma excelente altura para ouvir a análise de um homem como António José Seguro”, justificou Joaquim Arenga.

Na semana passada, António José Seguro assumiu em entrevista à TVI/CNN estar a ponderar uma candidatura a Presidente da República, referindo que “está tudo em aberto” em relação a esse cenário.

António José Seguro afirmou que, depois de o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, o ter colocado entre os possíveis presidenciáveis a apoiar pelos socialistas, várias pessoas contactaram-no para o incentivar a entrar na corrida a Belém.

O antigo líder do PS ressalvou, porém, que a decisão é sua e em conversa com a sua família, e não apresentou qualquer data para anunciar essa sua eventual candidatura às eleições presidenciais de 2026.

António José Seguro, que liderou o PS entre 2011 e 2014, sucedendo no cargo de secretário-geral a José Sócrates, vai passar a ter a partir de hoje um espaço semanal de análise e comentário sobre a atualidade na CNN Portugal, que terá o nome “Liberdade”.

OE2025: Aprovado aumento extra das pensões em função da execução orçamental

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

Os pensionistas poderão receber em 2025 um suplemento extraordinário em função da execução orçamental, segundo uma proposta hoje aprovada no parlamento.

“Em 2025, o Governo procederá ao pagamento de um suplemento extraordinário das pensões, em função da evolução da execução orçamental e das respetivas tendências em termos de receita e de despesa”, refere a proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) subscrita pelos partidos que formam a coligação AD (PSD e CDS-PP).

A iniciativa foi viabilizada apenas com o voto favorável dos partidos proponentes, o voto contra da IL, BE, Livre e PAN e a abstenção do PS, Chega e PCP, no mesmo dia em que os deputados viabilizaram uma proposta do PS que contempla um aumento de 1,25% das pensões que vai somar-se à atualização regular anual que decorre da fórmula legal.

A votação na especialidade da proposta do OE2025 e das mais de 2.100 propostas de alteração que foram apresentadas pelos diferentes partidos termina hoje, estando a votação final global do OE2025 agendada para sexta-feira.

PS evoca combate de Mário Soares contra a unicidade sindical no pós-revolução

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foto: Município de Óbidos (arquivo)

O PS evocou hoje o combate do seu fundador e primeiro líder, Mário Soares, contra a unicidade sindical no país após a resolução de Abril de 1974, durante uma sessão promovida pela publicação “Portugal Socialista”.

“A luta pela liberdade sindical foi a luta por todas as liberdades”, declarou o diretor do “Portugal Socialista”, Porfírio Silva, que tem uma edição dedicada ao centenário do nascimento de Mário Soares, que se assinala no próximo dia 07 de dezembro.

Na Fundação Mário Soares e Maria Barroso, em Lisboa, estiveram presentes o secretário-geral e a líder parlamentar do PS, respetivamente Pedro Nuno Santos e Alexandra Leitão, o fundador do partido, José Leitão, o presidente da Fundação do Oriente, Carlos Monjardino, e dirigentes deste partido como José Luís Carneiro, entre outras figuras políticas.

Porfírio Silva, ex-deputado do PS, explicou aos presentes a razão de o “Portugal Socialista” ter escolhido como tema da sua mais recente edição o “Sindicalismo, democracia e progresso social”.

“Mário Soares foi importante não apenas por ter sido primeiro-ministro e Presidente da República, mas, sobretudo, por aquilo que construiu”, defendeu, antes de se referir à importância do pluralismo sindical.

“Estamos perante um tema de futuro, porque minar o movimento dos trabalhadores, desregulando o sindicalismo, é uma forma de atacar o Estado Social e os direitos dos trabalhadores”, sustentou, já depois de Isabel Soares, filha do fundador do PS, ter lembrado no início desta sessão o “slogan” da luta travada pelo seu pai e por Salgado Zenha contra a unicidade sindical em Portugal: “Soares e Zenha não há quem os detenha”.

Ainda na questão do sindicalismo, Porfírio Silva advogou que o seu partido tem uma característica singular.

“O nosso pluralismo traduz-se também na forma como lidamos com os sindicalistas do PS. Temos sindicalistas nas duas centrais sindicais”, observou, numa intervenção em que também procurou salientar que Mário Soares se distinguiu na História por recusar a lógica do politicamente conveniente.

“Mário Soares caracterizou-se sempre pela frontalidade e pela verticalidade. Disse sempre o que considerava ser mais justo e nunca aquilo que podia ser considerado mais conveniente ou mais simpático. A lógica da simpatia não deixa rasto na história”, declarou.

Na abertura da sessão, Isabel Soares recordou que o Portugal Socialista nasceu em 1967, a partir de Roma, sob impulso do fundador do partido Manuel Tito de Morais.

“Foi um exercício fantástico de resistência”, afirmou Isabel Soares, numa intervenção em que também se referiu à operação militar de 25 de Novembro de 1975.

“O 25 de Novembro não foi uma vitória da direita. Foi uma vitória do PS alcançada na rua. A direita não se via em lado nenhum e estava debaixo do chapéu de chuva do PS”, acrescentou a filha do antigo Presidente da República.

Livro de Maria João Avillez junta Marcelo, Cavaco, Passos, Aguiar-Branco e Gama

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A apresentação do novo livro de Maria João Avillez juntou hoje em Lisboa o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o seu antecessor Aníbal Cavaco Silva e o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

Na sessão de apresentação do livro “Eu estive lá – 50 anos de democracia em conversas”, editado pela Dom Quixote, na Culturgest, estiveram também o antigo presidente da Assembleia da República Jaime Gama e o atual, José Pedro Aguiar-Branco.

O anterior ministro das Finanças, Fernando Medina, a antiga presidente do PSD Manuela Ferreira Leite, o presidente de Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, e a conselheira de Estado e presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, foram outros dos presentes.

No fim da sessão, Marcelo Rebelo de Sousa esteve à conversa com Fernando Medina. Depois, passou pelos jornalistas com Aguiar-Branco ao seu lado, escusando-se a prestar declarações.

O livro, que reúne entrevistas realizadas no contexto dos 50 anos do 25 de Abril, foi apresentado por António Feijó, professor catedrático de literatura e presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, e por Miguel Morgado, professor de ciência política e ex-assessor político de Passos Coelho, que qualificou Maria João Avillez como “a grande cronista do regime democrático”.

Maria João Avillez, atualmente colunista do Observador e comentadora televisiva, iniciou a sua atividade profissional na RTP, foi jornalista do Expresso e trabalhou ou colaborou com diversos órgãos de comunicação social. Entre os seus livros destacam-se três volumes sobre a vida do antigo Presidente da República Mário Soares.

As conversas agora publicadas em livro foram feitas para um ‘podcast’ do Observador, em que entrevistou, entre outros, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o fim do antigo regime, Jaime Gama, sobre o 25 de Abril de 1974, e o historiador Rui Ramos sobre a descolonização.

Pedro Ferraz da Costa, Alípio Tomé Pinto, António Barreto, António Capucho, António Vitorino, Leonor Beleza, Aníbal Cavaco Silva, Artur Santos Silva, José Miguel Júdice, Pedro Passos Coelho, Manuel Braga da Cruz e Helena Matos, Fernando Medina e Paulo Portas completam a lista de entrevistados.

Portugal não pode “viver à sombra da bananeira” em matéria de segurança

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O primeiro-ministro repetiu hoje que Portugal “é um dos países mais seguros do mundo”, mas defendeu que não pode “viver à sombra da bananeira” nesta matéria, reiterando total confiança no “trabalho excecional” da ministra da Administração Interna.

Luís Montenegro falava aos jornalistas no final de uma reunião de cerca de uma hora com a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, o diretor nacional da Polícia Judiciária, o comandante-geral da GNR, o diretor nacional da PSP e o secretário-geral adjunto do Sistema de Segurança Interna, na residência oficial, em São Bento.

Questionado se uma conferência de imprensa sobre este tema às 20:00 não pode criar alarmismo, o primeiro-ministro rejeitou esta interpretação, dizendo que foi “a hora que era possível na conciliação das agendas de todos”.

“É nossa obrigação dar nota ao país daquilo que está a ser feito, dos objetivos que estão subjacentes a uma decisão que o Governo tomou de maior policiamento, de maior presença no terreno de todas as forças policiais e também, no âmbito desta campanha ‘Portugal Sempre Seguro, da interação com outras entidades e serviços do Estado, com vista a promover a fiscalização de várias atividades”, justificou.

O objetivo, explicou, é poder tranquilizar a população, enfatizando uma mensagem que já tinha passado na terça-feira.

“Eu repito, Portugal é um país seguro, Portugal é um dos países mais seguros do mundo, mas é preciso não viver à sombra da bananeira de uma performance passada. Nós temos de realizar as ações conducentes a garantir que no futuro teremos ainda mais condições de segurança, menos ocorrência de criminalidade e também menos perceção de que a segurança possa estar em causa”, justificou.

Questionado sobre as críticas do líder do PS, Pedro Nuno Santos, que o acusou de disputar o discurso securitário com o Chega, disse limitar-se a “ouvir e a registar”.

“O nosso foco não é trabalhar para as oposições, o nosso foco é trabalhar para as populações, o nosso foco é trabalhar para as pessoas, o nosso foco é cumprir a nossa responsabilidade. A oposição faz o seu trabalho, nós fazemos o nosso e daqui a quatro anos os portugueses tirarão as suas ilações”, disse.

Já à questão se mantém a confiança na ministra Margarida Blasco, Montenegro considerou-a uma pergunta “apenas de retórica”.

“Com certeza que todos os membros do Governo têm a minha confiança plena para o exercício das suas funções e por isso estão na plenitude da sua ação. Em particular a ministra da Administração Interna, como de resto da ministra da Justiça, estão a fazer um trabalho excecional relativamente aos desafios que nós temos pela frente”, disse.

Montenegro insistiu que não se pode “deixar crescer sentimentos de insegurança ou fenómenos criminais graves” para salvaguardar “as liberdades individuais de cada cidadão” o ativo económico que representa a segurança do país.

Ministro da Economia diz que investimentos da Repsol ajudam a desenvolver economia portuguesa

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foto: João Leal

O ministro da Economia, Pedro Reis, afirmou que os investimentos da Repsol em Sines estão em sintonia com os objetivos do governo para promover o desenvolvimento, a competitividade e a internacionalização da economia portuguesa.

“A Repsol encarna tudo o que nós queremos construir no futuro para a economia portuguesa: tecnologia, engenharia, valor acrescentado, condições competitivas e diferenciadoras, internacionalização”, disse Pedro Reis durante uma vista à Repsol Polímeros, na zona industrial de Sines.

“Tudo o que pudermos fazer para acelerar este vosso investimento e trazer mais investimento, cá estaremos. E temos consciência que isso se faz na prática, através de uma fiscalidade mais competitiva. Estamos a trabalhar para isso, em termos transversais e em termos direcionais”, acrescentou Pedro Reis, assumindo que o governo pretende tornar os processos de licenciamento mais ágeis.

Para o presidente da Repsol, Antonio Brufau, a aposta na petroquímica de Sines representa “uma grande oportunidade, mas também um enorme desafio para a empresa e para a economia portuguesa e ibérica”.

“Nos últimos anos, alinhada com os objetivos climáticos, energéticos e de economia circular do Estado português, a Repsol tem realizado investimentos muito significativos no país, do qual é um exemplo a expansão deste complexo industrial de Sines, onde estamos a desenvolver duas novas fábricas, de produção de polímeros 100% recicláveis, que estarão em funcionamento durante 2026, e que que irão contribuir não só para o dinamismo económico da região, como também para avançar nas metas de descarbonização de Portugal”, frisou.

O governo português e a Repsol Polímeros assinaram em outubro de 2021 um contrato de investimento de 657 milhões de euros, com incentivos fiscais até 63 milhões de euros, para a construção de duas fábricas, cada uma com uma capacidade de 300.000 toneladas de polímeros recicláveis por ano.

Os polímeros biodegradáveis, que podem ser decompostos naturalmente, característica que os diferencia dos polímeros convencionais e que reduz os impactos ambientais, são aplicados em embalagens, na agricultura e produtos descartáveis.

Segundo a Repsol, as duas fábricas, que deverão estar em funcionamento em 2026 e que são as primeiras do género a serem instaladas na Península Ibérica, vão gerar 75 postos de trabalho diretos e mais de 300 indiretos e deverão ter um grande impacto na economia portuguesa.

De acordo com uma estimativa da AICEP Global Parques, entidade gestora da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), o impacto das duas fábricas da Repsol poderá ser na ordem dos mil milhões de euros por ano, através da substituição de importações, novas exportações e de novas potencialidades para a indústria transformadora portuguesa.

Sporting goleado pelo Arsenal na primeira derrota na Liga dos Campeões

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foto: Notícias Em Direto / Arlindo Homem

O Sporting sofreu esta terça-feira a primeira derrota na edição 2024/25 da Liga dos Campeões em futebol, ao ser goleado por 5-1 na receção aos ingleses do Arsenal, em encontro da quinta jornada da fase de liga.

Gabriel Martinelli, aos sete minutos, Kai Havertz, aos 22, Gabriel Magalhães, aos 45+1, Bukayo Saka, aos 65, de penálti, e Leandro Trossard, aos 82, marcaram os golos dos ‘gunners’, enquanto Gonçalo Inácio faturou para os ‘leões’, aos 47.

Com este resultado, os ‘leões’, que somavam três vitórias e um empate, mantiveram-se com 10 pontos, descendo, provisoriamente, ao oitavo lugar, uma posição atrás do Arsenal, que também soma 10.

OE2025: Aprovadas 90 propostas de alteração no 2.º dia, PCP e PSD/CDS ‘campeões’

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

No segundo dia da ‘maratona’ de votações na especialidade do Orçamento, foram aprovadas 90 propostas de alteração, com o PCP e PSD/CDS-PP com o maior número de vitórias e os liberais a sair sem nenhuma medida viabilizada.

O tema quente desta terça-feira seriam as propostas para um aumento extraordinário das pensões, mas logo no arranque das votações na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública o Chega pediu para adiar a votação deste tema, visto que a sua proposta apenas seria apreciada na quinta-feira.

Adiadas foram também as votações de propostas sobre o IVA das touradas e sobre um limite às comissões na amortização dos créditos à habitação.

Os partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, viram o maior número de propostas aprovadas, atingindo 28 medidas. Já o PCP foi o partido da oposição com mais vitórias, ao contabilizar 23 propostas aprovadas.

O BE conseguiu ver 13 propostas aprovadas no parlamento, enquanto o PAN contou com 12 e o PS com 9.

Já o Livre viu aprovadas três medidas e o Chega duas, ficando apenas a IL sem nenhuma conquista.

No somatório dos dois primeiros dias de votação na especialidade, já foram aprovadas 129 propostas.

Um dos destaques, apesar de não ser uma alteração, foi a aprovação do artigo da proposta de lei do OE2025 que baixa em 1 ponto percentual a taxa do IRC em 2025, uma das matérias mais polémicas no centro das negociações falhadas entre o PS e o Governo.

Da parte do executivo, o ministro das Finanças marcou presença nas votações do Orçamento, tal como no primeiro dia, ainda que não fosse o habitual nos últimos orçamentos, uma vez que tipicamente eram apenas os secretários de Estado que acompanhavam o processo.

Num dia com muitas medidas direcionadas para as regiões autónomas, destaca-se a proposta do PSD/CDS-PP que determina que o montante de dívida que pode ser contraído pelas regiões autónomas para pagamentos em atraso e consolidação de dívida é reforçado até 150 milhões de euros.

Além disso, a proposta dos partidos que suportam o Governo que assegura que as receitas consignadas para o INEM não podem ser usadas para qualquer outro fim que não seja a realização de despesas deste instituto foi aprovada.

Já do PCP foram aprovadas várias propostas sobre a ferrovia e a rodovia, nomeadamente para que sejam “iniciados os procedimentos necessários para a reposição das acessibilidades ferroviárias ao distrito de Bragança”.

Da parte do BE, foi aprovada uma proposta que determina que o concurso para a construção de um novo hospital do Seixal vai ser lançado em 2025, bem como uma medida para que o Governo proceda à realização de um estudo para a criação de uma linha ferroviária entre Guimarães e Braga.

Uma proposta do PAN que atribui 14,5 milhões de euros para centros de recolha oficial de animais, apoio à esterilização e à promoção do bem-estar animal foi aprovada, tendo também recebido ‘luz verde’ várias medidas para prevenir a corrupção da Administração Pública, nomeadamente o reforço de meios humanos para o combate à corrupção.

Da bancada socialista, foram aprovadas medidas para que a compra de bicicletas com ou sem motor possa deduzir IVA, bem como uma sobre a concretização do programa de recuperação e reabilitação das escolas, remetendo para a necessidade de o Governo cumprir uma resolução do Conselho de Ministros com os compromissos em matéria de financiamento daquele programa, previsto num acordo assinado entre o executivo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, no âmbito da descentralização.

Já o Livre viu ser aprovada uma proposta que reintroduz a possibilidade de visita escondida no Portal da Queixa, nomeadamente para denunciar crimes de violência doméstica.

Finalmente, do Chega foram aprovadas duas, uma visando o desenvolvimento tecnológico das indústrias portuguesas e outra para que seja feito um levantamento das necessidades hídricas da Cova da Beira e elaborado um inventário sobre os possíveis troços de expansão do regadio desta zona.

LC: Lage espera sair do Mónaco com três pontos, perante equipa “de qualidade”

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Foto: Arlindo Homem

O treinador do Benfica, Bruno Lage, espera sair quarta-feira do Mónaco com mais três pontos na fase de liga da Liga dos Campeões de futebol, mesmo reconhecendo a “grande qualidade” do adversário.

Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo da quinta jornada, já no estádio Luís II, Lage disse que o Benfica “estudou bem” o adversário, que antevê “agressivo na pressão, forte nas transições, com um jogo muito vertical, com muita dinâmica, para criar oportunidades de golo”.

Em resposta, estará um Benfica “a dar continuidade às boas exibições”, entendendo “muito bem o jogo que tem de fazer”.

“Sem bola, somos uma equipa pressionante, com bola temos de ser inteligentes e perceber onde estão os espaços e criar as nossas oportunidades de golo”, explicou Lage, acrescentando: “Temos de saber como ter mais tempo a bola, é com essa ambição que planeámos o jogo, que vamos jogar para tentar vencer”.

Pela frente, espera encontrar “uma equipa muito interessante, em 4x4x2 muito bem vincado, com um médio ofensivo”.

“Os quatro homens da frente têm uma dinâmica muito interessante, entre linhas e no ataque à profundidade, são fortes a romper linhas, em diagonais curtas ou longas”, explicou, acrescentando que “não é de estranhar o que o Mónaco tem feito no campeonato e na Liga dos Campeões”.

O treinador do Benfica foi claro: “Trabalhámos em função das informações de uma equipa muito forte, preparámos a equipa da melhor maneira, para tentar impor o nosso jogo e vencer.

Lage realçou ainda que “o futebol é momento e agora o momento é de três em três dias”.

“Queremos dar o passo de continuidade dos jogos recentes, fazer um bom jogo, defender quando temos de defender, por vezes ser pressionantes, por vezes guardar espaços. É um jogo importante e temos a ambição de seguir em frente na competição, pelo que temos de somar pontos”, disse ainda o técnico do Benfica.

Na conferência de imprensa, esteve também presente o médio Florentino Luís, que há quatro épocas integrou o plantel do Mónaco, uma passagem que lhe deu “maturidade” e “mais consistência” de jogo.

Sobre a atual formação monegasca, vê “uma equipa muito equilibrada”, com vários jogadores jovens de “muita qualidade”, sendo que os resultados têm mostrado isso.

“Estamos confiantes e sabemos o que temos de fazer para ganhar os três pontos. Tem sido muito bom e queremos dar continuidade a isso”, assegurou, acrescentando: “A equipa ficou mais confiante e mais ofensiva, é um futebol diferente, a equipa agora marca muitos golos e sofre menos, é o caminho que queremos continuar”.

Florentino sabe, porém, que o Benfica terá de estar “no seu melhor, com os jogadores focados de início ao fim e atentos aos detalhes”.

O encontro entre o Mónaco e Benfica, da quinta jornada da fase de liga da ‘Champions’, está agendado para as 20:45 locais (19:45 em Lisboa) de quarta-feira, com arbitragem do esloveno Rade Obrenovic.

Após quatro jornadas, os monegascos, que em casa bateram o FC Barcelona (2-1) e o Estrela Vermelha (5-1), somam 10 pontos, enquanto o Benfica conta seis.

Ucrânia: NATO reafirma apoio a Kiev em reunião de emergência após ataque russo com míssil balístico

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Os países da NATO reafirmaram o seu apoio à Ucrânia, numa reunião de emergência do Conselho NATO-Ucrânia para debater a utilização pela Rússia de armas de nova geração e experimentais na guerra contra o país vizinho.

Num comunicado, a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) indicou que, no âmbito destas consultas, os aliados afirmaram que o recurso a estes mísseis “não dissuadirá o apoio a Kiev” e que se trata de uma nova tentativa do Kremlin (presidência russa) para “aterrorizar a população civil” ucraniana.

“A utilização desta capacidade não alterará o curso do conflito nem dissuadirá os aliados da NATO de apoiar a Ucrânia”, declarou a porta-voz da NATO, Farah Dakhlallah, num sinal de apoio continuado dos membros da Aliança Atlântica à Ucrânia, a braços com a invasão russa.

Durante o encontro em Bruxelas, os embaixadores dos países aliados receberam informação por videoconferência de altas patentes do Exército ucraniano sobre os acontecimentos da última semana, quando a Rússia disparou um míssil balístico de médio alcance contra a cidade de Dnipro, a quarta maior cidade da Ucrânia, com cerca de um milhão de habitantes (antes da guerra), e um dos principais centros industriais do país.

Na passada quinta-feira, as forças russas lançaram uma nova bateria de mísseis sobre diversas zonas do território ucraniano, incluindo um novo míssil balístico com o qual pretendiam atingir infraestruturas essenciais.

Esse facto motivou o pedido de consultas de Kiev aos membros da NATO, usando o fórum criado em 2023, que lhe permite uma relação bilateral com o bloco militar ocidental para obter conselhos políticos e abordar temas urgentes de segurança.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após o desmoronamento da União Soviética – e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Quase a completar três anos de guerra, as Forças Armadas ucranianas confrontaram-se com falta de soldados e de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais, que começaram entretanto a concretizar-se.

As tropas russas, mais numerosas e mais bem equipadas, prosseguem o seu avanço na frente oriental, apesar da ofensiva ucraniana na Rússia, na região de Kursk, e da recente autorização do Presidente norte-americano, Joe Biden, para utilizar mísseis de longo alcance fornecidos pelos Estados Unidos para atacar a Rússia.

As negociações entre as duas partes estão completamente bloqueadas desde a primavera de 2022, com Moscovo a continuar a exigir que a Ucrânia aceite a anexação de uma parte do seu território.

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