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Terça-feira, Julho 14, 2026
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PSP arquiva 39 dos 43 processos abertos aos polícias que protestaram no Capitólio

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A PSP arquivou 39 dos 43 processos disciplinares abertos a polícias que participaram na concentração espontânea realizada em fevereiro junto ao Capitólio, em Lisboa, durante o debate eleitoral para as eleições legislativas, indicou hoje à Lusa aquela polícia.

Numa resposta enviada à Lusa sobre os 43 processos disciplinares instaurados pela PSP para apurar o eventual envolvimento de polícias no protesto, cuja realização não foi comunicada, bem como a responsabilidade disciplinar, a Polícia de Segurança Pública diz que 39 foram arquivados e quatro estão a decorrer, mas ainda sem decisão.

A PSP não refere qual o motivo do arquivamento destes processos, que decorreram em vários comandos territoriais da polícia.

O Ministério Público também já tinha arquivado, em maio, o inquérito ao “cerco do Capitólio”, nome pela qual ficou conhecida a manifestação das forças de segurança.

O inquérito tinha como finalidade apurar responsabilidades dos polícias no protesto.

A 19 de fevereiro, centenas de polícias concentraram-se junto ao cineteatro Capitólio, onde estava a decorrer um debate entre os dois principais candidatos a primeiro-ministro nas legislativas de 10 de março, Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, depois de uma concentração que juntou na Praça do Comércio cerca de 3.000 elementos da PSP e da GNR.

Esta concentração na Praça do Comércio estava autorizada e foi organizada pela plataforma que congregava os sindicatos da PSP e associações da GNR.

O protesto junto ao Capitólio foi marcado nas redes sociais pelo ‘movimento inop’ e não teve a participação da plataforma, sendo também através daquelas redes que foram lançadas todas as diretrizes que os polícias deviam seguir.

Na altura, os elementos da PSP e da GNR estavam em protesto há mais de um mês para exigir um suplemento de risco idêntico ao atribuído à Polícia Judiciária.

No início de julho, o Governo e alguns sindicatos da PSP e associações da GNR chegaram a acordo sobre um novo suplemento da missão.

Associação de Oficiais alerta para falta de meios humanos e financeiros na saúde militar

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DR

A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) alertou hoje para a falta de meios humanos e financeiros no funcionamento da saúde militar, afirmando que “paira a sensação” de que o governo terá um “desígnio não assumido” de privatização.

“Os relatos que a AOFA recebe abundantemente, a um ritmo diário, dão conta de tempos de espera cada vez mais demorados, dificuldades de resposta por falta de equipamentos ou obsolescência dos mesmos, exiguidade de meios humanos e financeiros, com consequente adiamento ou cancelamento de atos, encerramento de serviços e de camas hospitalares, constrangimentos no acesso a medicamentos e dispositivos médicos de uso comum, entre tantos outros obstáculos ao normal funcionamento de uma unidade militar e de saúde”, lê-se num comunicado, enviado hoje às redações.

No passado dia 24 de novembro, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) marcou reuniões nos hospitais das Forças Armadas e admitiu convocar uma greve para janeiro, exigindo a regularização das progressões na carreira dos médicos civis.

No comunicado, a AOFA escreve que estas notícias “são apenas mais uma pedra visível do desmoronamento, intencional ou negligente, mas irresponsável que se adivinha na saúde militar” e que “afeta todas as Forças Armadas”.

“Numa época em que já todos percebem que as ameaças bélicas na Europa fazem adivinhar tempos exigentes e difíceis, este tipo de tratamento aos poucos profissionais que, abnegada e estoicamente, ainda toleram trabalhar e dão respostas na saúde militar, em nada contribui para contrariar a desmotivação latente e o consequente abandono sistemático das fileiras, convertendo recrutamento e retenção em semântica próxima do milagre, que, por este andar, será a única consequência palpável da propalada “reestruturação da saúde militar””, avisa a associação.

A AOFA acrescenta ainda que “às vezes, cada vez mais amiúde, paira a sensação de que a privatização da saúde militar é também um desígnio não assumido pela governação, com as consequências desastrosas que qualquer cidadão médio pode adivinhar”.

Esta associação sublinha que “quem prometeu que a reestruturação da saúde militar traria um Sistema de Saúde Militar revigorado, mais forte, mais eficiente e mais preparado para os desafios vindouros, poderá tirar as suas ilações”, lamentando que, numa década, tenha sido registada “a redução dos hospitais militares para um terço das suas camas e dos seus profissionais”, uma saúde militar “dependente de pessoal civil para garantir uma resposta mínima” a juntar a um “subfinanciamento crónico”.

“De facto, a grande inovação conseguida para a saúde militar nesta última década foi a criação de carreiras militares que só podem ser abraçadas por super-heróis”, ironizam.

Considerando que os cuidados de saúde aos militares, veteranos e suas famílias “são fundamentais para um país forte”, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) adverte que os médicos civis do Hospital das Forças Armadas têm sido negligenciados, apesar do Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP) celebrado em 2019 com o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) e os Chefes de Estado-Maior dos três ramos.

Segundo o SIM, a carreira é pouco atrativa, a dedicação plena é ignorada, e há desigualdades salariais com outras áreas governativas.

Portugal gasta 80% da quota de raia e pesca pode ser encerrada

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A frota portuguesa já utilizou 80% da quota de raia e esta pescaria pode vir a ser encerrada, avisou a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

“Considerando os dados das capturas efetuadas pela frota portuguesa, das unidades populacionais de raias nas águas da União das subzonas oito e nove (…), informa-se que a utilização da quota atingiu os 80%”, indicou, em comunicado, a DGRM.

Perante este cenário, conforme avisou, pode vir a ser necessário proibir estas capturas.

A subzona oito corresponde ao Golfo da Biscaia e a nove às águas portuguesas.

A DGRM é um serviço central da administração direta do Estado, com autonomia administrativa, que tem por objetivo o desenvolvimento da segurança e serviços marítimos, a execução das políticas de pesca e a preservação dos recursos.

Primeiro-ministro francês quer adotar lei da segurança social sem votação mas arrisca queda do Governo

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O primeiro-ministro francês quer responsabilizar o Governo pelo financiamento da Segurança Social, adotando o projeto de lei com base num artigo da Constituição que permite que não seja votado, mas que expõe o executivo a uma moção de censura.

A esquerda unida na Nova Frente Popular prometeu apresentar uma moção de censura ao Governo, à qual a União Nacional (extrema-direita) indicou querer aderir, o que pode levar à queda do governo minoritário de centro-direita.

Se a esquerda e a União Nacional, o maior grupo da Assembleia, juntarem os votos, o governo francês cairá pela primeira vez desde a queda do Governo de Georges Pompidou em 1962.

O Governo de Barnier tornar-se-ia então o mais curto da história da Quinta República.

A Assembleia Nacional vai votar a leitura final do orçamento da Segurança Social, resultado de um compromisso entre uma comissão de senadores e deputados. Na ausência de uma maioria, o Governo deverá anunciar o recurso ao artigo 49.3 da Constituição, numa tentativa de aprovar o texto sem votação.

A França, fortemente endividada, pode entrar assim na maior crise política nos últimos 60 anos.

Se conseguir ultrapassar esta ameaça de moção de censura, Michel Barnier, o antigo negociador do ‘Brexit’ para a União Europeia, completará 100 dias da sua tomada de posse do Governo francês no dia 13 de dezembro.

O orçamento, composto por dois projetos de lei (da Segurança Social e do Estado) tem de ser adotado até ao final do ano, incluindo 40 mil milhões de euros em cortes e 20 mil milhões de euros em aumentos de impostos para reduzir o défice do país para 05% do produto interno bruto (PIB), contra 05,5% em 2023 e 06,1% em 2024.

A Comissão Europeia receia que, se não forem tomadas medidas como Barnier propôs, a dívida e o défice da segunda maior economia da Europa continuem a aumentar nos próximos anos, com sanções associadas ao incumprimento dos objetivos.

Caso Barnier use o artigo 49.3 na votação do orçamento da segurança social, os deputados franceses terão 48 horas para apresentar uma moção de censura, que uma vez apresentada deve ser votada no prazo de três dias.

Cartões multibanco podem transformar-se em cadeiras mas poucos são reciclados

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Cartões bancários fora de prazo podem transformar-se em bancos e cadeiras, caixotes de lixo ou passadiços de praia, mas só uma pequena percentagem dos 27 milhões que circulam no país são reciclados.

Cartões com componentes eletrónicos, sejam bancários ou não, devem ser reciclados (não podem ser colocados nos ecopontos amarelos), até porque são muitas dezenas de milhões de cartões desde referentes a lojas, gasolineiras, de refeição ou de serviços, por exemplo, disse à agência Lusa Filipa Castela, diretora de marketing da Contisystems, empresa que promove a iniciativa Merece.

A Merece foi criada há três anos e tem como objetivo a reciclagem de cartões com componentes eletrónicos, os cartões de plástico dos bancos, recolhendo-os e encaminhando-os para uma empresa, a Extruplás, que os transforma em mobiliário urbano.

No primeiro ano do Merece foram recolhidos 700 quilos de resíduos de cartões fora de prazo e no ano seguinte 1.700 quilos. No ano passado, segundo os números de Filipa Castela, a reciclagem chegou a 4,7 toneladas, estando os valores deste ano em quase quatro toneladas.

É pouco, tendo em conta o volume de cartões existente, mas o Merece está a procurar mais parceiros, numa perspetiva de sustentabilidade que levou a empresa a plantar milhares de árvores.

Também inaugurou recentemente uma loja online (https://merece.pt/), para chegar ao consumidor final com produtos feitos a partir da reciclagem de resíduos, de garrafas a sacos, de esculturas feitas de chinelos de praia a meias feitas parcialmente de algas marinhas, com minerais e antioxidantes “benéficos para a pele e para o clima”.

“A loja é uma montra, uma forma de dar visibilidade a projetos que partilham os nossos valores, iniciativas interessantes de sustentabilidade, de uso de materiais reciclados, de reutilização de resíduos”, explicou Filipa Castela.

E outro pilar da Merece são as árvores. Filipa Castela disse que desde o início do projeto há mais de 15.000 árvores envolvidas (nem todas ainda plantadas).

A ideia da Contisystems é compensar as emissões de dióxido de carbono, geradas pela produção de cartões (cada um pesa aproximadamente seis gramas), com a plantação de árvores. Por cada quilo de cartões recolhidos a Merece planta uma árvore, com garantia de a manter cinco anos.

“Na próxima semana vamos plantar mais 600”, disse, explicando que o tipo de árvore e o local são decisões que têm a colaboração da organização ambientalista Quercus.

Filipa Castela está satisfeita com o programa mas reconheceu que é baixa a reciclagem dos cartões, mesmo só tendo em conta o universo bancário. “Tentamos que os nossos membros comuniquem aos clientes o que devem fazer com o cartão antigo”, disse, adiantando que se o cartão for colocado numa caixa multibanco automaticamente fica retido.

“É a forma mais prática, eficaz e segura”, afirmou, explicando que se o banco for membro do projeto Merece o cartão irá fazer parte de um qualquer banco de jardim ou de um parque infantil. Caso contrário será também inutilizado embora o destino final possa ser outro.

Os cartões são triturados e misturados com outros plásticos, que colocados em moldes em temperaturas elevadas se transformam num produto que depois de trabalhado resulta em materiais resistentes ao sol e à chuva.

O projeto Merece – Movimento Empresarial para a Reciclagem de Cartões com Componentes Eletrónicos, é uma criação da Contisystems, uma empresa nacional com mais de meio século que entre outras atividades faz a personalização de cartões bancários há mais de 25 anos.

O Merece pretende envolver o maior número possível de entidades do setor, incentivando empresas e indivíduos a contribuir para o tratamento ecologicamente responsável dos resíduos de cartões com componentes eletrónicos.

“Estamos a trabalhar para alargar a base, para que o processo funcione para toda a gente”, disse, assegurando que as pessoas podem ficar tranquilas porque na reciclagem dos cartões são seguidos todos os processos de segurança.

E tem fim o Merece? Filipa Castela respondeu rapidamente. “Enquanto houver cartões cá estaremos”.

Marinha e PJ intercetam pesqueiro com 1,6 toneladas de cocaína em operação internacional

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Imagem ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Polícia Judiciária e Marinha intercetaram, a cerca de 500 milhas de Cabo Verde, um pesqueiro com bandeira do Brasil com 1,6 toneladas de cocaína a bordo, no âmbito de uma operação internacional de combate ao tráfico de droga.

Num comunicado divulgado este domingo, a Polícia Judiciária (PJ) adiantou que a embarcação, com uma tripulação de seis homens de nacionalidade brasileira, foi escoltada para Cabo Verde, onde foi alvo de buscas que permitiram encontrar um compartimento oculto com 60 fardos de cocaína.

Na sequência destas buscas, todos os membros da tripulação foram detidos pelas autoridades de Cabo Verde.

A localização e a interceção da embarcação, a cerca de 500 milhas náuticas (cerca de 900 quilómetros) a oeste do arquipélago de Cabo Verde, ocorreu através do navio patrulha oceânico da Marinha, que tinha embarcados também elementos da PJ portuguesa e cabo-verdiana.

Existiam fortes suspeitas do pesqueiro estar a ser usado por uma organização criminosa no transporte de uma elevada quantidade de cocaína entre a América do Sul e o continente europeu, salientou ainda o comunicado.

A PJ, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, e a Marinha, com um navio patrulha oceânico e uma equipa do Destacamento de Abordagem da Unidade de Operações Especiais dos Fuzileiros, participaram, nas últimas semanas, numa operação internacional de combate ao tráfico de droga.

A operação “Ventos Alísios” foi coordenada através do Maritime Analisys and Operations Centre – Narcotics (MAOC-N), uma plataforma de cooperação internacional para reforço do combate ao tráfico de drogas por via marítima, com sede em Lisboa, e da qual fazem parte nove países europeus: Portugal, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Irlanda, Reino Unido, Bélgica e Alemanha.

Além do envolvimento direto de Cabo Verde e de Portugal, esta operação contou também com a colaboração ativa da Polícia Federal do Brasil, da Drug Enforcement Administration dos EUA e da National Crime Agency do Reino Unido, referiu também a PJ, adiantando que as investigações a este caso prosseguem.

Rapariga de 18 anos morre em despiste de motociclo no concelho do Seixal

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma rapariga de 18 anos morreu este domingo no despiste de um motociclo em Corroios, no concelho do Seixal, distrito de Setúbal, revelaram à agência Lusa fontes dos bombeiros e da Proteção Civil.

A fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal indicou que o acidente, para o qual foi dado o alerta às 09:51, ocorreu na Rua Casa do Povo.

Uma fonte dos Bombeiros Mistos do Seixal precisou à Lusa que a vítima mortal é uma rapariga de 18 anos.

Segundo a mesma fonte, o óbito da jovem foi declarado no local pelo médico da viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Centro Hospitalar Barreiro Montijo.

Uma outra pessoa que seguia no motociclo, cujo género e a idade as fontes não souberam precisar, foi assistida no local pelos bombeiros e recusou o transporte a uma unidade hospitalar.

A fonte da Proteção Civil realçou que o trânsito chegou a estar interrompido no local do acidente, desconhecendo se, às 13:00, a circulação permanecia cortada.

A Lusa também contactou a PSP, mas não conseguiu obter informações sobre o sinistro.

As operações de socorro mobilizaram os Bombeiros Mistos do Seixal, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a PSP, com um total de 15 operacionais, apoiados por sete veículos.

Metro de Lisboa prevê começar a circular às 10:30 em 03 e 10 de dezembro devido a greve

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imagem ilustrativa: DR

O Metro de Lisboa prevê começar a funcionar às 10:30 em 03 e 10 dezembro, dias para os quais está agendada uma greve dos trabalhadores entre as 05:00 e as 10:00, adiantou a empresa.

“Nos dias 03 e 10 de dezembro prevê-se que o serviço de transporte tenha início a partir das 10:30”, referiu o Metropolitano de Lisboa, em comunicado.

Normalmente, o serviço funciona entre as 06:30 e as 01:00 nas quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

“Ao longo do período que decorre até à data das greves, o Metropolitano de Lisboa continuará a promover diálogo com os sindicatos tendo em vista um entendimento que permita a suspensão das referidas greves”, garantiu a transportadora.

Os trabalhadores exigem ao Metropolitano de Lisboa os pagamentos das denominadas variáveis, ou seja, trabalho suplementar e feriados, e o cumprimento do Acordo de Empresa.

Em 06 e 14 de novembro, foram também cumpridas duas paralisações parciais que tiveram uma adesão a rondar os 90%, segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), e que levaram à não abertura de todas as estações até meio da manhã.

Esta semana, os sindicatos admitiram que as greves parciais podem ser suspensas se obtiverem uma resposta positiva do conselho de administração às suas reivindicações.

Na sequência de uma reunião recente com a administração, Sara Gligó, da Fectrans, disse que a transportadora assumiu pagar “este ano as variáveis referentes a 2023 e 2024 e isso não aconteceu”.

O Metropolitano de Lisboa esclareceu na altura que sempre pagou “todas as remunerações”, inclusive relativas a trabalho suplementar e em dias de descanso, e que ainda não dispõe de decisões judiciais que permitam alterá-las: “Não existe qualquer dívida ou pagamento em atraso no Metropolitano de Lisboa E.P.E. aos seus trabalhadores.”

Costa espera “espírito aberto e disponibilidade” de líderes da UE para negociar orçamento

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foto: Arlindo Homem

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse no domingo esperar que os líderes da União Europeia tenham “espírito aberto e disponibilidade” para negociar temas divisórios como o orçamento comunitário a longo prazo.

“Há, sobretudo, um espírito aberto e disponibilidade para o diálogo e para encontrar soluções que vão ter que ser criativas e que resultarão seguramente no final num misto de diferentes ideias que têm dado a ser debatidas”, disse António Costa.

No seu primeiro dia em funções na liderança da instituição que junta os chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE), que escolheu passar em Kiev para garantir apoio comunitário à Ucrânia, o responsável português indicou que, hoje, existe a “emergência da guerra, mas também a urgência de combater as audições climáticas, que não desapareceu, e a necessidade de reforçar a coesão, que não desapareceu”.

“Temos tempo para preparar [a discussão]. Eu visitei, nestes últimos dois meses, todas as capitais [da UE] e tive a oportunidade de falar cara a cara com todos os líderes e, portanto, […] venho bastante confiante porque, ao contrário do que acontecia há cinco anos, as pessoas estão todas muito conscientes da diversidade de desafios que temos pela frente”, assinalou, em declarações à Lusa e à CNN Portugal, que acompanharam esta deslocação a Kiev.

Referindo-se à negociação, em 2019, da revisão do Quadro Financeiro Plurianual até 2027, António Costa comparou: “Há cinco anos, toda a gente se fechou nas suas trincheiras, mas desta vez a dimensão do problema leva a que ninguém tenha tantas certezas e que, portanto, não haja trincheiras”.

“Como [o antigo primeiro-ministro italiano] Mário Draghi veio sublinhar, é preciso investir mais em investigação e desenvolvimento, é preciso investir mais […] em qualificação profissional, é preciso investir mais em inovação para podermos ser mais competitivos e, portanto, há um conjunto grande de desafios e toda a gente está muito consciente disso. E toda a gente também está consciente que, perante a dimensão destes desafios. é preciso fazer diferente do que se fez até agora”, adiantou.

António Costa afirmou ainda à Lusa e à CNN que, neste mandato, tem como missões “garantir a unidade entre os 27” líderes da UE, bem como “um bom funcionamento entre o conjunto das instituições” comunitárias.

A posição surge no dia em que o novo presidente do Conselho Europeu se deslocou a Kiev para passar o primeiro dia do seu mandato, acompanhado pela chefe da diplomacia da UE, para garantir apoio à Ucrânia face à invasão russa.

O antigo primeiro-ministro iniciou então hoje funções como presidente do Conselho Europeu, a instituição que define as orientações e prioridades políticas comunitárias, num mandato que se estende até maio de 2027.

É o primeiro português e o primeiro socialista à frente da instituição.

António Costa, que fez parte do Conselho Europeu em representação de Portugal durante oito anos (período em que foi primeiro-ministro), conhece já alguns dos líderes da UE, mas pretende, no seu mandato de dois anos e meio, encontrar pontos de convergência para compromissos entre os 27 e tornar a instituição mais eficaz.

Num contexto de tensões geopolíticas (devido à guerra da Ucrânia causa pela invasão russa e de conflitos no Médio Oriente), de concorrência face aos Estados Unidos e China e de transição política norte-americana, a UE quer apostar, próximo ciclo institucional, na competitividade económica comunitária.

Estima-se que a UE tenha de investir 800 mil milhões de euros por ano, o equivalente a 4% do PIB, para colmatar falhas no investimento e atrasos em termos industriais, tecnológicos e de defesa em comparação a Washington e Pequim.

Benfica vence na visita a Arouca e aproxima-se do líder Sporting

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foto ilustrativa: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Benfica venceu hoje por 2-0 na visita ao Arouca, em jogo da 12.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e somou o sétimo triunfo seguido na prova, aproximando-se do líder Sporting.

Em Arouca, os ‘encarnados’ adiantaram-se no marcador através de um autogolo do defesa espanhol Fontán, aos 12 minutos, ampliando a vantagem pelo argentino Di Maria, aos 71, de penálti.

Com este resultado, o Benfica sobe à condição a segundo, com 28 pontos, a cinco líder Sporting e com mais um do que o FC Porto, que apenas joga segunda-feira, apesar de os ‘encarnados’ ainda terem um jogo em atraso, frente ao Nacional, referente à oitava jornada.

Já o Arouca, que não contou com o técnico Vasco Seabra no banco devido a castigo, vai em seis jogos sem vencer na I Liga e é 17.º, em lugar de despromoção direta, com oito.

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