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Terça-feira, Julho 14, 2026
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Sporting encerra série ‘negra’ com vitória em casa sobre o Boavista

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Sporting encerrou este sábado uma série de quatro derrotas em todas as competições, ao bater em casa o Boavista, por 3-2, na primeira vitória do treinador João Pereira na I Liga portuguesa de futebol, na 14.ª jornada.

Após ter vencido na estreia, perante o Amarante, para a Taça de Portugal, o técnico viu os ‘leões’ serem derrotados consecutivamente por Arsenal, Santa Clara, Moreirense e Club Brugge, tendo agora saído vitorioso graças aos golos de Gyökeres (23 minutos) e Trincão (49 e 66), sendo que, pelo meio, os portuenses assustaram com tentos de Bozeník (43) e Onyemaechi (58).

O líder passou a somar 36 pontos, mais cinco do que o Benfica, segundo classificado com menos dois encontros, e FC Porto, terceiro, com uma partida menos, enquanto o Boavista averbou o quarto jogo seguido sem vencer e é 15.º, com 11 pontos.

foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

Marcelo critica messianismos e lembra luta de Soares por primeiro Presidente civil

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República criticou os messianismos e a desvalorização dos partidos e do parlamento e lembrou a luta de Mário Soares pela legitimidade eleitoral que se estendeu até à eleição do primeiro Presidente civil.

Marcelo Rebelo de Sousa discursava na Academia das Ciências de Lisboa, na sessão de lançamento do livro “Mário Soares, 100 Anos”, com fotografias de Alfredo Cunha e Rui Ochoa e textos de Clara Ferreira Alves, que contou com a presença do governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, na primeira fila.

No mês em que se assinala o centenário do nascimento do antigo Presidente da República Mário Soares, o chefe de Estado questionou: “E agora? O vazio do contraste entre aquilo que evocámos e o quotidiano que vivemos, como vamos compaginar?”.

Em seguida, defendeu que se deve pegar nos “traços essenciais afirmados por Mário Soares” e sublinhar “a sua importância em Portugal de 2024, 2025”, a começar pela “luta contra a ditadura”.

“A maioria esmagadora dos portugueses hoje não sabe o que é lutar contra uma ditadura. Não sabe, nunca lutou. E por isso também não dá grande valor, ou o valor que deveria dar à democracia”, considerou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “é preciso recordar a diferença entre ditadura e democracia todos os dias, sobretudo naqueles dias em que há menor aceitação para os erros da democracia”, e estar alerta para “o plano inclinado de uma democracia iliberal para a ditadura”, que é “tantas vezes sedutor, mas perigosíssimo”.

“Depois, recordar que as democracias dependem de uma prioridade cimeira que se chama povo. A soberania popular não é apenas uma inscrição na Constituição. Mário Soares foi o exemplo de quem acreditou nisso e viveu isso toda a vida. É o povo quem mais ordena, não é uma inspiração providencial, não é um messianismo vindo do mesmo ou de outro planeta. Não, tem de ter legitimidade popular”, acrescentou.

O Presidente da República elogiou também “a luta de Mário Soares” depois do 25 de Abril de 1974, “de cada vez que entendeu que havia um desvio em relação à vontade popular, o constrangimento em relação à vontade popular”, quando “o povo votara na Constituinte a realidade era o oposto da Constituinte” eleita em 25 de Abril de 1975.

“Era preciso que a legitimidade eleitoral vencesse a legitimidade revolucionária, respeitando o papel que ela tinha tido inicialmente, mas que se esgotara pelo próprio reconhecimento dos capitães de Abril. Pois essa foi uma luta que durou até à primeira revisão da Constituição [em 1982], e prosseguiu depois até à eleição do primeiro Presidente da República civil [nas presidenciais de 1986, que o próprio Mário Soares venceu, sucedendo ao general Ramalho Eanes]”, referiu.

Na opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, atualmente, sobretudo os mais novos “não têm certamente essa noção, e no entanto é um ensinamento da vida de Mário Soares”.

“Outro ensinamento: o de que não há democracia sem liberdades, todas, todas. E a capacidade de abrir para mais igualdade, mais justiça social. E quando se diz todas: as liberdades de representação política, o papel dos partidos políticos, o papel do parlamento”, apontou.

O chefe de Estado realçou como “Mário Soares respeitava o papel do parlamento” e o quanto isso é importante: “Porque em democracia há erros e os partidos cometem erros e desgastam-se pelos erros que cometem, mas a solução não é suprimir os partidos, diminuir os partidos ou reduzir o papel dos Parlamentos. É, pelo contrário, reformá-los”.

Segundo o Presidente da República, “esse é um desafio de Mário Soares hoje, amanhã, depois da manhã, nos próximos dias, semanas, meses e anos: corrigir para não deixar criar vazios”.

“Porque, tendo a política como a economia e a sociedade do horror ao vazio, o vazio pode ser preenchido não por uma democracia mas por uma democracia dita iliberal, meio caminho para a ditadura”, advertiu.

Mortalidade materno infantil poderá aumentar com novo modelo das urgências

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam) criticou o novo modelo de funcionamento das urgências de Ginecologia e Obstetrícia, alertando que pode provocar um aumento da mortalidade materno infantil e “afugentar mais especialistas” destes serviços.

Uma portaria do Ministério da Saúde publicada hoje em Diário da República estabelece a necessidade de um contacto telefónico prévio com a linha SNS 24 antes do acesso às urgências de Obstetrícia e Ginecologia do Serviço Nacional de Saúde, implementando um projeto-piloto na região de Lisboa e Vale do Tejo, que arrancará na segunda-feira em algumas Unidades Locais de Saúde, com previsão de alargamento a todo o país após três meses.

Para a presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá, esta portaria “coloca mais uma vez as grávidas e os seus bebés em risco”.

“Isto é o que significa esta portaria acima de tudo porque há falta de médicos na área da Obstetrícia e da Ginecologia e tentam colmatar esta falha de médicos com linhas telefónicas e nós sabemos bem o que é que significam as linhas telefónicas”, disse a sindicalista à agência Lusa.

Joana Bordado exemplificou, a este propósito, que, no verão, até agosto, “pelo menos, mais de 40 grávidas” tiveram os seus bebés nas ambulâncias, o que disse ser “um número inaudito no SNS ou na história do Serviço Nacional de Saúde”.

Criticou o facto de as grávidas terem que fazer uma chamada telefónica para poderem ser atendidas no serviço de urgência: “Até se cai no ridículo de que se estiverem à porta de um serviço de urgência têm que telefonar [para o SNS 24]”, comentou, considerando que esta medida acaba por diminuir a acessibilidade das grávidas ao SNS.

Apontou, por outro lado, que há uma redução das equipas de urgência, o que considerou “gravíssimo”.

“Preveem a alteração da composição das equipas de urgência em que pode estar, em última análise, um especialista com internos, ou seja, isto coloca todos os médicos também em risco porque estão com uma equipa que é insuficiente para fazer o ato médico em segurança”, criticou.

A presidente da federação apelou a todos os médicos que estejam num serviço de urgência com uma equipa que entendam que “é incompleta e insuficiente para fazer um ato médico em segurança” para colocarem escusas de responsabilidade, para se salvaguardarem a si próprios, mas também os utentes porque “um médico não pode ser responsabilizado se alguma coisa correr mal por ter uma equipa que é deficiente”.

Considerando ser “absolutamente inaceitável” esta portaria, Joana Bordalo e Sá alertou que pode vir a assistir-se a “um aumento da mortalidade materno infantil” com estas alterações.

“Era um índice que Portugal tinha como excelente em anos passados, mas com esta redução de profissionais de saúde, neste caso de médicos nestas equipas, podemos vir a sofrer um grande retrocesso e aqui o único responsável é mesmo o Ministério de Saúde de Ana Paula Martins que nada faz para ter mais médicos e mais obstetras no Serviço Nacional de Saúde”, declarou.

Alertou também que este tipo de formato poderá “afugentar mais especialistas que ainda faziam urgência”.

Joana Bordalo e Sá lamentou que o Ministério da Saúde não queira negociar de “forma séria e correta” com a Fnam, que tem as soluções para ter mais médicos no SNS, avisando que a situação ainda poderá piorar.

Fundão testa cápsula de trabalho camuflada na natureza para criar rede

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A Câmara do Fundão vai testar uma cápsula para quem queira trabalhar num espaço individual camuflado na natureza e o primeiro Eco Work está instalado entre as árvores junto à Casa do Guarda de Alcongosta, na serra da Gardunha.

A primeira de outras cápsulas projetadas para o concelho, no distrito de Castelo Branco, é um protótipo que em breve vai começar a ser utilizado a título experimental, depois de concluído o processo de licenciamento.

“É um protótipo, um projeto puramente experimental, a que chamamos uma cápsula, numa perspetiva de lógicas de trabalho individualizado, com abordagens muito conectadas com a natureza”, adiantou à agência Lusa o presidente do município, Paulo Fernandes.

Segundo o autarca, trata-se de um projeto para testar e que não é para entrar de imediato no mercado.

Forrado por fora a cortiça, com veios a imitar o tronco de uma árvore, como as que tem à volta, discreto na envolvente, o espaço tem uma janela lateral e outra ampla, na parte frente, com vista para a Cova da Beira e para a serra da Estrela, com uma secretária a partir de onde se pode trabalhar num local sossegado e com ligação à Internet.

De acordo com o presidente da Câmara do Fundão, o protótipo vai servir para definir abordagens à rede de Eco Work, que está a ser planeada.

A intenção é esses espaços serem instalados enquadrados com a paisagem e “em sítios pouco prováveis e muito integrados no contexto natural”.

Quando o protótipo estiver licenciado, o município está a projetar instalar vários em diferentes locais da serra da Gardunha, mas também junto ao leito de ribeiras e rios, de praias fluviais e outros locais “que tenham uma grande expressão paisagística”, enumerou Paulo Fernandes.

“Essas experiências são hoje importantes para a diversificação dos lugares onde se pode trabalhar, nomeadamente nas áreas das tecnologias, mas não só”, frisou o autarca.

A Câmara do Fundão já tem em funcionamento uma rede de ‘cowork’ com dez espaços disseminados pelo concelho que atualmente serve cerca de 100 pessoas em permanência ou com presença regular nas instalações.

O último a ser inaugurado, no domingo, com capacidade para oito a dez espaços de trabalho partilhado, “consoante as necessidades”, está localizado na antiga Casa do Guarda de Alcongosta, a poucos metros do protótipo do Eco Work.

As obras de adaptação do edifício, que já tinha sido intervencionado, representaram um investimento de cerca de 15 mil euros, suportadas em 80% do valor global pelo Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos (Provere) INature.

“As pessoas podem ter o seu espaço oficinal, a empresa onde trabalham, a instituição onde trabalham, mas, porque não, um dia, de vez em quando, saírem da sua rotina e poderem trabalhar a partir dos ‘coworks’?”, exemplificou o presidente da Câmara do Fundão.

O presidente adiantou que o número de ‘coworkers’ tem vindo a aumentar e o município tem acordos não apenas dentro do seu ecossistema, mas com outras cidades, para que quem está associado a outros espaços se possa deslocar ao Fundão e possa utilizar os locais de trabalho nas mesmas condições, nomeadamente quem está em turismo.

A utilização da rede de espaços de trabalho partilhado implica o pagamento de 20 euros mensais e a chave digital dá acesso aos dez ‘coworks’ em todo o concelho do Fundão, mas a utilização também pode ser feita à hora.

Paulo Fernandes antecipou que a rede vai continuar a crescer e está prevista a abertura de mais espaços de trabalho partilhado, nas freguesias do Alcaide, Janeiro de Cima e outro no Fundão.

Migrações: Conselho da Europa critica Itália por abusos na detenção de migrantes

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A comissão antitortura do Conselho da Europa divulgou um relatório criticando o tratamento dado por Itália aos imigrantes nos centros de detenção locais, referindo casos de maus-tratos físicos, força excessiva e uso de drogas psicotrópicas nos detidos.

O relatório da Comissão Europeia para a Prevenção da Tortura (CPT) surge na sequência de uma visita efetuada em abril a quatro centros de detenção e repatriamento de imigrantes em Milão, Gradisca, Potenza e Roma.

De acordo com a legislação italiana, estes centros destinam-se a acolher migrantes que tentam entrar no país sem visto, não têm direito a pedir asilo e são considerados “socialmente perigosos” pelas autoridades policiais.

O relatório especifica casos de “intervenções” nos centros de detenção, conhecidos como CPR, e identifica falhas, incluindo “a ausência de qualquer controlo rigoroso e independente dessas intervenções e a falta de um registo preciso dos ferimentos” sofridos pelos detidos.

Itália tem defendido o papel destes centros como dissuasores do aumento da imigração ilegal, sustentando que são necessários alguns “elementos prisionais” para impedir fugas destas instalações.

O Governo de extrema-direita, liderado por Giorgia Meloni, também tentou exportar o modelo italiano para o estrangeiro, selando um acordo polémico com a Albânia para construir e gerir dois centros de detenção de imigrantes naquele país do leste europeu.

No entanto, esse acordo enfrentou obstáculos jurídicos e foi suspenso por magistrados italianos na sua fase inicial.

No seu relatório desta sexta-feira, o CPT também condenou a “prática generalizada” de administração de drogas psicotrópicas não-prescritas aos detidos em Potenza, um dos quatro centros visitados.

O documento descreve ainda “o algemamento prolongado das pessoas detidas no território durante a sua transferência para um centro de detenção”.

Neste seu texto, o organismo de vigilância antitortura recomendou a Itália que elimine os “elementos carcerários” dos centros e assegure a sua manutenção adequada, nomeadamente das instalações sanitárias.

Também denuncia a total ausência de atividades propostas aos imigrantes detidos nos centros, com esforços mínimos para lhes oferecer “algumas atividades de natureza recreativa”.

O relatório conclui que as constatações da comissão, “nomeadamente no que se refere à precariedade das condições materiais, à ausência de um regime de atividades, à abordagem desproporcionada da segurança, à qualidade variável da prestação de cuidados de saúde e à falta de transparência da gestão dos CPR por entidades privadas”, põem em causa a aplicação de tal modelo por Itália num contexto extraterritorial, como é o caso da Albânia.

A morte, em fevereiro, de um jovem detido no centro Ponte Galeria, em Roma, chamou mais uma vez a atenção para as cruéis condições existentes nestas prisões ‘de facto’ para migrantes, que têm sido condenadas por ativistas como “instalações secretas” para violação dos direitos humanos.

Entre 2019 e 2024, pelo menos 13 pessoas morreram – cinco das quais por suicídio – no interior destes centros de detenção italianos, segundo ativistas e associações de defesa dos direitos humanos. Centenas de tentativas de suicídio e incidentes de automutilação foram também relatados.

O Governo italiano considera que os centros de detenção, criados em 1999, são essenciais para reduzir o número de migrantes que arriscam a vida para atravessar o Mediterrâneo e alcançar a Europa.

Em 2023, o executivo aumentou o período máximo de detenção de 90 dias para 18 meses.

Em resposta ao relatório de sexta-feira da Comissão Europeia para a Prevenção da Tortura, as autoridades italianas indicaram que os casos descritos de maus-tratos físicos “não foram alvo de investigações criminais e que foram realizadas várias inspeções pelas autoridades sanitárias ao CPR de Potenza relacionadas com a prática de uma alegada sobremedicação generalizada das pessoas detidas”.

Plano ‘Estado a pagar a 30 dias’ é uma reforma estrutural

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O ministro da Economia, Pedro Reis, considerou na sexta-feira que o plano “Estado a pagar em 30 dias” deve ser olhado como uma reforma estrutural e recusou a ideia de que mexer em equipas seja partidarizar.

Pedro Reis foi o orador convidado do debate “A esperança em Portugal”, promovido pela Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), que decorreu ontem em Lisboa, tendo sublinhado o caráter “verdadeiramente estruturante” daquela medida.

“O facto de se assumir pelo Governo como um todo, ao mais alto nível […] que no final da legislatura o Estado vai passar a pagar a 30 dias” levará a que um dia se olhe para esta medida como sendo uma verdadeira “reforma estrutural”, afirmou Pedro Reis.

Em causa está uma das 60 medidas que integram o programa Acelerar a Economia, aprovado pelo Conselho de Ministros no início de julho, visando a redução dos prazos de pagamento do Estado a fornecedores através de modelos de pagamento de faturas em 30 dias nas entidades públicas, com o calendário a apontar para que a medida seja cumprida até ao final da legislatura.

O tema da demora do Estado e também de empresas no pagamento a fornecedores tinha já sido trazido para o debate pelo presidente da ACEGE, associação que tem em marcha uma iniciativa a que deu o nome “Compromisso Pagamento Pontual” e que conta já com a adesão de mais de 2.500 empresas.

Na intervenção inicial, João Pedro Tavares disse mesmo que o compromisso do pagamento a horas deveria ser incorporado no PME Excelência.

Durante a sua intervenção, Pedro Reis referiu-se ainda ao que classifica como “ímpeto reformista” do atual Governo, que assumiu funções com uma agenda “de renovação das instituições, de redução de impostos de combate à burocracia” e de emparceiramento nomeadamente com o setor privado.

Salientando que a sua preocupação não tem sido aparecer, mas fazer, afirmou que também se concentrou em avaliar as instituições e em refrescá-las, sem se deixar enredar por considerações de que mexer nas equipas é partidarizar.

“Mexer em equipas é alinhar e assumir responsabilidades. A partir do momento em que as escolhemos, comprometemo-nos com posturas, mas não abdicamos de poder escolher as pessoas certas no momento certo”, afirmou o governante.

O ministro disse ainda que Portugal se “posiciona bem” na captação de investimento, sendo olhado pelos investidores como “um porto de abrigo” e que no setor automóvel há investidores de várias regiões do globo interessados em investir nas várias fileiras – extração do lítio, lavaria, refinaria, baterias ou componentes automóveis.

Sem querer passar uma mensagem de otimismo infundado, Pedros Reis afirmou contudo que rejeita também um pessimismo antecipado, perante os desafios e o momento difícil que o mundo atravessa.

Sem adiantar detalhes, Pedro Reis referiu também que a regulamentação do incentivo fiscal à investigação científica, inovação e capital humano (IFICI+) está prestes a sair.

Mais de meio milhão de multas de trânsito entre janeiro e julho e maioria por velocidade

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foto © João Polónia / Notícias Em Direto

Mais de meio milhão de infrações ao trânsito foram detetadas nos primeiros sete meses do ano, mais 6,2% do que no mesmo período de 2023, sendo a maioria por excesso de velocidade, revelou esta sexta-feira a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

Segundo o relatório da ANSR de sinistralidade a 24 horas e fiscalização rodoviária, de janeiro a julho de 2024 foram fiscalizados 141,9 milhões de veículos, quer presencialmente, quer através de meios de fiscalização automática, um aumento de 79,8% em relação ao período homólogo de 2023.

Dos 141,9 milhões de veículos fiscalizados naquele período, as autoridades detetaram 545,1 mil infrações, o que representa um aumento de 6,2% face ao período homólogo do ano anterior.

A maior parte das multas foram por excesso de velocidade, nomeadamente os condutores apanhados pelos radares geridos pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, que registou, neste período, um crescimento de 49,6% no número de infrações, passando de 224.464 de janeiro a julho de 2023 para 335.801 no mesmo período deste ano.

Segundo o relatório, das 395.492 infrações registadas pelo excesso de velocidade, 335.801 dizem respeito aos radares da ANSR.

O documento frisa que o número de condutores fiscalizados no sistema radares da responsabilidade da ANSR, num total de 136.719.761, aumentou 88%, entre janeiro e julho, face a período idêntico de 2023.

“O SINCRO gerido pela ANSR registou um aumento de 88,1%, em contraste com a PSP e a GNR que registaram diminuições de 22,4% e 14,7%, respetivamente”, precisa o documento.

A ANSR refere que 72,6% do número total de multas registado nos primeiros sete meses de 2024 correspondeu a excesso de velocidade e 5,9% das infrações se deveram à ausência de inspeção periódica obrigatória, tendo ainda se verificado que a condução sob influência de álcool atingiu um peso de 2,8% do total, a ausência de seguro representou 1,8%, o uso do telemóvel 1,6% e a não utilização de cinto de segurança 1,3%.

Em comparação com o ano anterior, com exceção do excesso de velocidade que teve um aumento de 23,1%, ANSR sublinha que se verificaram diminuições generalizadas em todas as restantes tipologias de infração, destacando a ausência de cinto de segurança (-44,9%), sistemas de retenção para crianças (-33,2%), uso do telemóvel ao volante (-32,3%), excesso de álcool (-21,4%) e falta de seguro (-14,0%).

A ANSR indica também que a criminalidade rodoviária, medida em número total de detenções, diminuiu 38,8% por comparação ao período homólogo de 2023, atingindo 13.000 condutores.

Do total, 57% deveu-se à condução sob a influência de álcool (-38,5%), seguindo-se 33,3% por falta de habilitação legal para conduzir.

Até julho de 2024, cerca de 712,2 mil condutores perderam pontos na carta de condução.

Desde junho de 2016, data de entrada em vigor do sistema de carta por pontos, 3.286 condutores ficaram com o seu título de condução cassado, indica ainda a ANSR.

Vacinação gratuita contra a gripe e covid-19 alargada a pessoas entre os 50 e 59 anos

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A vacinação sazonal gratuita contra a gripe e a covid-19 vai ser alargada à população da faixa etária entre os 50 e 59 anos a partir de terça-feira, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

As pessoas entre os 50 e os 59 anos “podem agendar a partir de 17 de dezembro de 2024 [terça-feira] a vacinação contra a gripe e contra a covid-19 numa unidade de saúde do Serviço Nacional de Saúde ou nas farmácias comunitárias aderentes”, adiantou a DGS em comunicado.

O alargamento a esta faixa etária “acontece face à evolução da atual campanha de vacinação e à disponibilidade de vacinas”, referiu a DGS, salientando que, para otimizar a proteção individual e coletiva, o agendamento deve ser feito preferencialmente ainda antes do período festivo do Natal e do Ano Novo.

A vacinação das pessoas com 60 ou mais anos de idade, das pessoas com comorbilidades, dos profissionais de saúde e restantes grupos de risco, mantém-se como prioridade, adiantou ainda o comunicado.

Com a aproximação do inverno, o período de maior circulação de vírus respiratórios, a DGS apelou aos grupos elegíveis para que se vacinem, “sobretudo com a aproximação das festividades de Natal, momentos de reunião familiar e com amigos”.

Segundo os últimos dados da DGS, entre 20 de setembro, quando arrancou a atual campanha de vacinação, e 08 de dezembro, foram vacinadas 1.467.039 pessoas com o reforço sazonal contra a covid-19 e 2.207.428 pessoas contra a gripe.

A campanha de vacinação sazonal do outono-inverno está a decorrer em mais de 3.500 pontos de vacinação em todo o país, tendo como prioridade proteger as pessoas mais vulneráveis, prevenindo a doença grave, a hospitalização e a morte.

Nova cavidade vulcânica descoberta na ilha do Pico

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imagem ilustrativa: DR

Uma nova cavidade vulcânica, com cerca de 170 metros de comprimento e com estruturas geológicas importantes, foi descoberta na ilha do Pico, nos Açores, na sequência de trabalhos de eletrificação no concelho de São Roque, foi hoje revelado.

A descoberta desta nova cavidade vulcânica na ilha do Pico, designada “Gruta de Santana”, foi anunciada pelo secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, que visitou o local, acompanhado da diretora regional do Ambiente e Ação Climática, Ana Rodrigues.

A nova cavidade apresenta “um património geológico estruturalmente bem preservado, apenas com pequenos desabamentos nas paredes, além de diversas estruturas geológicas importantes, como estalactites, bolhas de gás, bancadas laterais, pequenos tubos sobrepostos, bolas de lava e paredes estriadas”, lê-se na nota divulgada pelo Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).

A “Gruta de Santana” tem cerca de 170 metros de comprimento, com uma altura que varia entre os 70 centímetros e os cinco metros, e uma largura entre dois e cinco metros.

Ainda segundo o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, no local foi também “identificada a presença biológica de colónias de bactérias, aracnídeos, raízes e ossadas de pequenos animais, sendo que este conjunto de características ressalta o valor científico e natural da gruta, o que exige especial atenção para a sua preservação.

A descoberta ocorreu na sequência de trabalhos de eletrificação realizados pela EDA – Eletricidade dos Açores, na zona de Santana, freguesia de Santo António, concelho de São Roque do Pico.

Posteriormente, e “na sequência de um contacto efetuado pela EDA ao Serviço de Ambiente e Ação Climática da Ilha do Pico, uma equipa de técnicos e Vigilantes da Natureza deslocou-se ao local”, segundo o secretário regional.

Alonso Miguel, citado na nota do executivo, adianta que “foram recolhidas diversas informações e elaborado um esboço cartográfico do traçado da gruta”, para aferir a implantação da cavidade vulcânica no terreno e “assegurar que os trabalhos a realizar não causariam perturbações adicionais nesta cavidade vulcânica”.

Devido à localização do acesso à gruta, numa das faixas de rodagem da via, a EDA construiu uma estrutura para garantir “um acesso regrado e seguro à cavidade vulcânica”, uma medida realizada em articulação com a secretaria regional do Ambiente e Ação Climática.

Existem cerca de 340 cavidades vulcânicas naturais conhecidas nos Açores, mas nem todas são visitáveis ou abertas ao público.

“A ilha do Pico é, de longe, a que alberga o maior número de grutas, com 145 cavidades identificadas, número que será atualizado no final deste ano, com esta nova descoberta”, destacou Alonso Miguel.

O secretário regional reconheceu o interesse científico da preservação de algumas destas formações, que impulsionaram a classificação, nos Açores, de quatro cavidades vulcânicas como Monumentos Naturais, nomeadamente o Algar do Carvão, na Terceira, a Furna do Enxofre, na Graciosa, a Gruta das Torres, no Pico, e a Gruta do Carvão, em São Miguel.

O governante considerou que a descoberta da “Gruta de Santana” constitui “mais uma evidência da riqueza geológica e biológica do arquipélago, um património único que merece ser estudado, protegido e valorizado”.

Referência da música são-tomense condenado a 13 anos de prisão por abuso sexual de menor

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Uma das principais vozes da música são-tomense, conhecido por Haylton Dias de 50 anos, foi hoje condenado a 13 anos de prisão por abuso sexual de uma menor de 13 anos, segundo sentença proferida pelo tribunal de São Tomé.

O Ministério Público pediu a condenação por seis crimes sexuais, mas na sentença o tribunal considerou como provados apenas dois e fixou ainda uma indemnização à vítima no valor de 20 mil dobras, cerca de 815 euros.

Na leitura da sentença, a juíza Natacha Amado Vaz, que presidiu ao coletivo de três magistrados, considerou como provado que o cantor começou a envolver-se com a menor em 2023 tendo mantido cúpula completa (relações sexuais) sem o uso de preservativo.

O tribunal deu ainda por provado que Hayton Dias teve várias conversas com a menor, através de chamadas telefónicas e mensagens no Facebook nas quais combinavam os encontros.

Segundo o tribunal, nas audiências de julgamento anteriores o cantor negou parcialmente as acusações, alegando que o seu telemóvel havia sido roubado e a sua conta ‘hackeada’ e que também não tinha conhecimento da idade da vítima devido à sua estrutura física.

As alegações foram rejeitadas pelo Tribunal após verificação do histórico das mensagens e chamadas que incluíam conversas íntimas entre a vítima e o cantor.

Foi referido que o cantor, que estava em prisão preventiva desde 03 de maio, tentou negociar com a família da menor para evitar a apresentação da queixa “para não manchar a sua imagem”.

Haylton dias é uma das principais vozes da música são-tomense com vários sucessos musicais, incluindo a participação no hino dos 11º. Jogos Juvenis da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realizados em São Tomé em 2018.

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