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Terça-feira, Julho 14, 2026
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Universidades criaram canais de denúncia, mas poucas têm vias especificas para o assédio

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imagem ilustrativa

A esmagadora maioria das instituições de ensino superior criou canais de denúncia, mas poucas disponibilizam uma via específica para participar casos de assédio moral e sexual, segundo um relatório da comissão de acompanhamento divulgado hoje.

A falha é apontada no relatório da comissão para o acompanhamento da implementação das estratégias de prevenção da prática do assédio nas instituições de ensino superior, publicado e apresentado hoje numa sessão que decorreu na Reitoria da Universidade de Lisboa.

De acordo com as conclusões da equipa, que olhou para as instituições de ensino superior e instituições de investigação e desenvolvimento, quase todas disponibilizam canais de denúncia, na sequência de uma lei de 2021, que estabelece o regime geral de proteção de denunciantes de infrações.

No entanto, são sobretudo genéricos e o número de instituições com canais de denúncia específicos para participar casos de assédio moral ou sexual é relativamente baixo, explicou a coordenadora da comissão.

“O próprio artigo da lei de 2021 não remete para violações no domínio dos direitos humanos”, referiu Sara Falcão Casaca.

Outra das fragilidades apontadas pela comissão está relacionada com a forma como as instituições dão seguimento às denúncias recebidas, uma vez que cerca de 75% no caso do ensino superior e 66% no caso das unidades de investigação adotou um canal de denúncia associado a uma comissão interna.

“Em casos tão sensíveis, a tramitação tem de ser diferente”, defende a coordenadora, ressalvando que não está em causa a idoneidade dos elementos nomeados internamente, mas a necessidade de garantir algum distanciamento, possível apenas com uma comissão externa, e a segurança das vítimas dentro do sistema.

Por outro lado, cerca de 25% das universidades e politécnicos não tem respostas de apoio psicológico para vítimas de assédio e violência sexual e no caso das instituições de investigação e desenvolvimento esse tipo de reposta é inexistente na maioria (56%).

Além dos canais de denúncia, quase todas as instituições já adotaram um código de conduta e boas práticas para a prevenção do assédio, mas em cerca de um terço esse documento não abrange toda a comunidade académica e científica.

No entanto, pouco mais de metade divulgou o código de conduta e, no âmbito da divulgação da informação, a comissão refere ainda que poucas instituições prestam informação à comunidade sobre como atuar perante uma conduta de assédio e sobre os procedimentos consequentes à apresentação de denúncia.

O relatório identifica ainda a necessidade de reforçar a capacitação em torno do tema do assédio, uma vez que, apesar de a maioria ter realizado ações de sensibilização, menos de um quarto foi mais longe e desenvolveu iniciativas de formação.

De acordo com o relatório, o número de denúncias disparou sobretudo a partir de 2022, altura em que foi divulgado um relatório do Conselho Pedagógico da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que reportava 50 queixas de assédio e discriminação e que desencadeou a participação de dezenas de denúncias noutras instituições.

No período analisado, entre 2019 e 2023, foram apresentadas 151 denuncias de assédio moral, 41 de assédio sexual e 26 de assédio moral e sexual, sendo que, nesse caso, a maioria resultou em processos disciplinares.

A comissão para o acompanhamento da implementação das estratégias de prevenção da prática do assédio nas instituições de ensino superior foi constituída em maio pelo atual governo, substituindo a comissão criada em março de 2023 para a elaboração de uma estratégia de prevenção do assédio.

Médio Oriente: Ataque de Israel em Gaza causa 25 mortos e pelo menos 40 feridos

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foto ilustrativa: DR

Pelo menos 25 palestinianos morreram esta quinta-feira e 40 ficaram feridos na sequência de um novo ataque aéreo de Israel na Faixa de Gaza, revelaram fontes de dois hospitais na região.

Fontes médicas dos hospitais de Al-Awda, no norte da Faixa de Gaza, e de al-Aqsa, no centro, dizem que deram entrada nestas unidades 25 vítimas mortais de um ataque junto a um campo de refugiados em Nuseirat.

Mais de 40 pessoas, a maioria crianças, tiveram de receber assistência nos dois hospitais por causa dos ferimentos e há imagens de um edifício que colapsou por causa deste ataque, escreveu a agência noticiosa norte-americana Associated Press.

Este ataque, sobre o qual Israel não teceu qualquer comentário, aconteceu horas depois do conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Jake Sullivan, ter dito que o acordo de cessar-fogo de Israel com o Líbano poderia abrir caminho para um acordo de fim do conflito em Gaza.

Com o presidente norte-americano Joe Biden em final de mandato, o seu conselheiro tem viagens planeadas ao Qatar e ao Egito, dois países importantes na mediação das negociações para um cessar-fogo.

A ofensiva israelita contra o Hamas na Faixa de Gaza, lançada em outubro de 2023, já matou mais de 44.800 palestinianos, a maioria crianças e mulheres, e causou 106.300 feridos, segundo o ministro da Saúde em Gaza.

PGR vai chamar titulares do processo Influencer para lhes falar “olhos nos olhos”

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DR

O procurador-geral da República (PGR) revelou que vai chamar os titulares do processo da Operação Influencer para lhes falar “olhos nos olhos”, dizendo que são processos que não podem parar.

“É um dos processos que iremos conversar com os titulares dos inquéritos olhos nos olhos”, afirmou Amadeu Guerra na sua primeira entrevista desde que tomou posse em outubro.

O PGR respondeu a perguntas no podcast Pod Esclarecer feitas pelo presidente do Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados, João Massano, pelo diretor adjunto do jornal Expresso, David Dinis, e pelo editor de sociedade da TVI e da CNN, Henrique Machado.

Amadeu Guerra disse ainda que não sabe se escreveria o parágrafo do comunicado sobre a Operação Influencer que visou o então primeiro-ministro António Costa, alegando não conhecer “suficientemente o processo”.

O anúncio da Operação Influencer foi feito através de um comunicado da PGR, então liderada por Lucília Gago, no qual continha um último parágrafo a informar que estava em curso uma investigação ao primeiro-ministro António Costa. Este caso ficou associado à queda do Governo.

“No que diz respeito à situação politica muito se pode falar (…) para mim não tenho tempos mediáticos, se a acusação estiver pronta em vésperas de eleições sai a acusação, não me parece que possamos a protelar mais tempo”, defendeu.

O PGR disse ainda na entrevista que o Ministério Público “tem mais do que se preocupar do que com as situações políticas”, referindo ser “defensor da separação de poderes “

“A nossa atividade é muito simples: investigar sem olhar a quem, os cidadãos são todos iguais”, reiterou.

Para Amadeu Guerra, a questão de fundo é: “Foram feitas diligências de recolha de prova e vamos deixar que a prova seja analisada (…), são processos grandes, que não podem parar”.

Por outro lado, o PGR admitiu ainda que o MP “deve estar sempre preparado para fazer justiça e se não houver elementos para levar o processo a julgamento, se não há elementos para acusar e levar a julgamento será [um] erro maior” deduzir uma acusação nessas circunstâncias.

Santarém dá as boas vindas ao Ano Novo com Maninho e fogo de artifício no Jardim da Liberdade

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O cantor e músico Maninho é o cabeça de cartaz da passagem de ano, em Santarém. A partir das 22h30, o músico sobe ao palco do Jardim da Liberdade para interpretar os seus êxitos, tais como: Garota, Até ao Fim, Pode Tentar, Vem Pra Cá ou Tudo ou Nada.

Antes, às 21h30, o DJ OSKAR, com trinta e quatro anos de carreira que fazem dele um dos mais carismáticos DJs do centro de Portugal, promete passar os melhores sets do momento.

Às 00h00, dê as boas vindas a 2025, com um magnífico fogo de artifício.

A música prossegue, até às 03h00, com o DJ OSKAR.

A Câmara Municipal de Santarém informa que este programa de passagem de ano para toda a família, conta com carrinhas de Street Food, entre outras comidas e bebidas.

FC Porto regressa às vitórias na Liga Europa perante o Midtjylland

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O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva do repórter fotográfico Tiago Miguel de Araújo Vieira

O FC Porto regressou esta quinta-feira aos triunfos na Liga Europa de futebol, ao vencer por 2-0 na receção aos dinamarqueses do Midtjylland, em jogo da sexta jornada da fase de liga da competição.

No Estádio do Dragão, o inglês Danny Namaso inaugurou o marcador, aos 29 minutos, antes de o espanhol Samu apontar o seu quinto tento na prova europeia, aos 56, e consumar a vitória dos ‘dragões’, que nas duas rondas anteriores tinham perdido com a Lazio (2-1) e empatado com o Anderlecht (2-2).

A equipa portista, que voltará a jogar para a Liga Europa em 23 de janeiro de 2025, perante os gregos do Olympiacos, está em zona de play-off, em 18.º lugar, com oito pontos, enquanto o Midtjylland tem menos um ponto e é 23.º.

PJ fez buscas na GNR de Esposende, dois militares arguidos por alegado peculato

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

Dois militares da GNR de Esposende, no distrito de Braga, foram constituídos arguidos, durante buscas realizadas naquele posto territorial, revelou aquela força.

Em comunicado, a GNR refere que em causa está um inquérito a correr termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Braga.

“Foram realizadas buscas nas instalações do Posto Territorial de Esposende, culminando na constituição de arguidos de dois militares da GNR”, acrescenta.

Diz ainda que a Guarda prestou “toda a colaboração” durante as diligências processuais levadas a cabo pela Polícia Judiciária.

“Internamente, a Guarda irá proceder ao levantamento do respetivo procedimento disciplinar aos militares”, remata.

Fonte da investigação disse à Lusa que o processo está relacionado com multas, podendo estar em causa um crime de peculato.

Seis cidades criativas da UNESCO na região Centro criam rede para trabalho conjunto

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© João Polónia / Notícias Em Direto

As seis cidades criativas da UNESCO na região Centro vão juntar-se numa rede para colaborarem e promoverem ações transversais e locais em todos os municípios envolvidos.

A Rede de Cidades Criativas da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) Centro de Portugal, que integra a Covilhã, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Leiria, Caldas da Rainha e Óbidos foi recentemente apresentada e vai executar 1,4 milhões de euros até setembro de 2026.

O presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, anfitrião da cerimónia, sublinhou que o projeto foi concebido numa perspetiva de parceria e cooperação, e disse que a verba candidatada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), com uma comparticipação de 85% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, vai ser distribuída de forma equilibrada pelos elementos do consórcio.

Segundo o autarca da Covilhã, cidade criativa na área do design, as ações previstas visam reforçar as dinâmicas de trabalho em rede, que se vão traduzir na ampliação de ecossistemas criativos de produção baseados na inovação, na cultura e na sustentabilidade, com impacto em termos de desenvolvimento territorial e temático dos territórios.

“Estamos a unir seis cidades criativas da UNESCO da região Centro. Vamos cooperar ainda mais, trabalhar em conjunto de forma colaborativa e empenhada, potenciando cada uma das cidades na sua individualidade e nas suas particularidades, e afirmando os valores comuns como um todo”, reforçou Vítor Pereira.

De acordo com o autarca, que destacou que das nove cidades criativas no país seis são na região Centro, esta é uma forma de potenciar um turismo diferenciador e apostar numa estratégia de turismo criativo.

Realçou que a rede é a base para “uma abordagem única e inovadora para a região”, que tenha “impactos de competitividade e desenvolvimento” e de notoriedade para a captação de visitantes.

“A implementação deste projeto permitirá tirar mais partido da nossa complementaridade, ganhar escala e gerar maior competitividade ao todo que somos e a cada um dos nossos centros urbanos”, acrescentou o presidente da Câmara da Covilhã.

A vice-presidente do Turismo Centro de Portugal, Anabela Freitas, destacou a importância de “criar uma estruturação de oferta de turismo criativo, suportado sobretudo nos ativos do território”.

As ações começam a ser dinamizadas em janeiro de 2025 e Anabela Freitas antevê uma “taxa de execução elevadíssima já no final deesse, que leva a pensar em “reprogramar a candidatura” à CCDR, para que não se pare no caminho por falta de verbas.

Para fomentar a desejada oferta qualificada do turismo criativo estão previstas ações transversais, de dinamização, projeção e capacitação da rede a nível internacional, ações que resultam da articulação entre municípios e ações piloto, desenvolvidas a nível local.

Entre as atividades estão previstas residências criativas, exposições itinerantes, sinalização de itinerários turísticos, oficinas, roteiros temáticos ou visitas guiadas, entre outras medidas.

“O turismo só é bom se ajudar a desenvolver os territórios e as comunidades”, salientou a responsável do Turismo do Centro, que defendeu a criação de estratégias de inovação, “mantendo sempre autenticidade e práticas de sustentabilidade”.

O representante da CCDRC, Luís Filipe, informou que a candidatura submetida pelas cidades criativas da UNESCO do centro foi a que teve a melhor nota, considerou que o projeto “tem a marca da coesão”, que é “um projeto distintivo”, com valor, e sublinhou que “as cidades UNESCO são um ativo regional”.

AM de Lisboa aprova orçamento municipal para 2025 com abstenção de PS e IL

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A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou o orçamento para 2025, estimado em 1.359 milhões de euros, com a abstenção de PS e IL e os votos contra de BE, Livre, PEV, PCP, PAN, Chega e dois independentes.

A proposta de orçamento municipal para 2025 e grandes opções do plano para o quinquénio 2025-2029 foi viabilizada com os votos a favor dos deputados municipais de PSD, CDS-PP, MPT, PPM, Aliança e deputada não inscrita Margarida Penedo (que se desfiliou do CDS-PP), que integraram a coligação “Novos Tempos” (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), que governa a cidade sem maioria absoluta, sob a liderança de Carlos Moedas (PSD).

Os anteriores três orçamentos deste mandato – 2022, 2023 e 2024 – foram aprovados com semelhante votação.

Na apresentação da proposta aos deputados, Carlos Moedas afirmou que este é “um orçamento para as pessoas, para a cidade e para o futuro”, destacando o investimento em áreas como a habitação, cultura, higiene urbana e segurança, assim como a devolução total do IRS dos munícipes.

O presidente da câmara fez também comparações com anteriores mandatos, referindo que “muitos desistiram” de resolver o problema do lixo na cidade e “não tiveram coragem” de avançar com a obra do Plano Geral de Drenagem.

Por parte da oposição, PS e BE criticaram o “discurso de propaganda” de Carlos Moedas, considerando que este orçamento não responde aos problemas da cidade, crítica também apontada por Livre, PEV, PCP, PAN, Chega e os deputados independentes dos Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre).

Viabilizando o documento ao se abster, a IL avisou que “atirar dinheiro para cima de um problema nunca foi solução” e apoiou a medida de devolução de impostos aos lisboetas.

No mandato 2021-2025, existem 13 grupos municipais na AML: PS (27 deputados), PSD (17), CDS-PP (seis), PCP (cinco), BE (quatro), IL (três), Chega (três), PEV (dois), PAN (um), Livre (um), PPM (um), MPT (um) e Aliança (um), dois deputados independentes do movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre) e uma deputada não inscrita (que se desfiliou do CDS-PP), num total de 75 eleitos.

Antes da votação na Assembleia Municipal, a proposta de orçamento para 2025, apresentada pela liderança PSD/CDS-PP, foi aprovada pelo executivo camarário, em 28 de novembro, graças à abstenção do PS.

A restante oposição votou contra, nomeadamente Cidadãos por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre), PCP, Livre e BE, tendo existindo um empate com os votos a favor, o que levou o presidente da câmara, Carlos Moedas (PSD), a exercer o voto de qualidade.

O orçamento municipal de 1.359 ME para 2025 apresenta uma despesa ligeiramente superior aos 1.303 ME previstos para este ano.

Este é o último orçamento municipal deste mandato (2021-2025), proposto pela gestão PSD/CDS-PP, que governa Lisboa sem maioria absoluta. Este documento orçamental será executado em ano de eleições autárquicas.

Os primeiros três orçamentos da liderança PSD/CDS-PP foram aprovados graças à abstenção do PS, tendo a restante oposição – PCP, BE, Livre e Cidadãos Por Lisboa – votado contra.

Síria: Portugal mantém 1.243 refugiados no país, mas sem decisão sobre futuro

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foto ilustrativa: © João Polónia / Notícias Em Direto

Portugal não fará retornar à Síria os 1.243 refugiados atualmente acolhidos, após a queda do regime de Bashar al-Assad, disse o primeiro-ministro, adiantando que o Governo ainda não decidiu sobre a eventual suspensão de acolhimento de futuros migrantes.

“Com a queda do regime da Síria, sabe-se que há alguns países que estão predispostos ou a suspender o acolhimento de imigrantes sírios ou até a fazer retornar alguns que foram beneficiários do regime de asilo” por fugirem do regime de al-Assad, declarou Luís Montenegro, na Assembleia da República, na sua intervenção inicial no debate preparatório do Conselho Europeu que irá decorrer em Bruxelas nos próximos dias 19 e 20 de dezembro.

O executivo português, referiu, não tem ainda nenhuma decisão tomada sobre o acolhimento de imigrantes sírios e quer ouvir “os países que sofrem mais pressão”.

Montenegro adiantou que o país acolhe atualmente 1.243 refugiados sírios, que, garantiu, não fará retornar à Síria.

“Não vamos fazer retornar nenhum deles, assumiremos a sua integração e acolhimento”, referiu.

Sobre o acolhimento no futuro, o primeiro-ministro explicou que, se no seio da União Europeia (UE) “houver uma evolução no sentido de as portas se irem fechando”, “a pressão sobre Portugal pode aumentar”.

“Teremos de olhar para a nossa situação”, disse.

Em resposta a Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, Montenegro esclareceu que o Governo “não tem nenhuma pretensão de suspender nenhum processo pendente” de imigrantes sírios.

A questão, ressalvou, é relativa a processos novos, “na sequência de decisões” que Portugal “não controla de outros Estados-membros, que podem criar um nível de pressão demasiado elevado”, impondo ao Governo português “essa reponderação”.

“Apelaremos a que, do ponto de vista europeu, a situação possa ser acautelada”, disse.

Ainda durante o debate, e em resposta ao deputado Rui Tavares (Livre), Luís Montenegro afirmou que o executivo “nem tenciona vir a ter nenhuma diligência, apenas o fará se as circunstâncias obrigarem a isso, relativamente à conciliação que outros Estados estão a fazer”.

“Tentaremos utilizar a nossa voz, pela nossa experiência e ação, em primeiro lugar, e também pelo apelo junto dos nossos parceiros europeus para que esse extremar de posição não se consume e provocando uma pressão que nós não queremos sentir”, garantiu.

Vários países europeus, como Áustria, Bélgica, Suécia, Suíça, Dinamarca, Noruega e Reino Unido, já anunciaram que vão suspender a análise dos pedidos de asilo de refugiados sírios, na sequência da queda do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad. Em sentido contrário, Espanha declarou que vai continuar a admitir pedidos de asilo de sírios.

Sobre a situação na Síria, onde os insurgentes declararam, no domingo, que Damasco estava livre, várias bancadas manifestaram a sua preocupação com a chegada ao poder do grupo rebelde Organização de Libertação do Levante (Hayat Tahrir al Sham ou HTS, em árabe), herdeira da antiga afiliada síria da al-Qaida e classificada como grupo terrorista, incluindo pela União Europeia (UE).

“Estamos também preocupados com esta transição na Síria”, disse Montenegro, garantindo que Portugal estará alinhado com as resoluções das Nações Unidas e “ao lado da UE no reconhecimento dos grupos mais extremistas”.

“Também temos aqui uma apreensão se se vier a consumar o envolvimento desta organização política na solução que se vai alcançando”, admitiu.

Sobre a intromissão de outros países na Síria, nomeadamente com Israel a avançar no terreno, Portugal estará “sempre do lado do respeito pelo direito internacional”.

“A nossa expectativa é que todos os países vizinhos possam ter a contenção necessária”, apelou.

Portugal “muito interessado” em atrair investimento norte-americano

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, declarou que o Governo tem “muito interesse” em atrair o investimento norte-americano, destacando que os turistas dos Estados Unidos são os que deixam mais dinheiro ‘per capita’ no país.

Questionado pelo deputado João Almeida (CDS-PP) sobre a relação de Portugal com a futura administração norte-americana de Donald Trump, durante o debate parlamentar sobre o Conselho Europeu dos próximos dias 19 e 20 – o primeiro presidido pelo antigo primeiro-ministro português António Costa -, Montenegro garantiu que “o Governo português apostará fortemente em dinamizar as relações bilaterais” e insta a União Europeia “a fazer o mesmo”.

Os EUA são, sublinhou, “um parceiro político, um aliado milutar e um parceiro económico cada vez mais relevante”.

Portugal tem “muito interesse em atrair investimento americano e em continuar a fazer crescer a visita de turistas, que são o terceiro contigente, mas o mais importante no dinheiro ‘per capita’ que deixam aqui”.

O antigo presidente republicano Donald Trump sucederá a Joe Biden (democrata) no próximo dia 20 de janeiro, depois de ter derrotado a vice-presidente e candidata democrata, Kamala Harris, nas eleições presidenciais norte-americanas de 05 de novembro.

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