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Segunda-feira, Julho 13, 2026
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Artur Jorge condecorado com grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O treinador Artur Jorge foi esta terça-feira condecorado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, após conquistar a Taça Libertadores de futebol pelo Botafogo.

“É um momento muito feliz para Portugal o reconhecimento de mérito excecional de um dos nossos melhores, ainda por cima na pátria-irmã do Brasil, revelado num curto período de tempo e nos certames mais significativos do Brasil e da América do Sul. O seu sucesso é o sucesso de Portugal e não é por acaso que a ordem escolhida é a do Infante D. Henrique, que liderou os mares e a expansão noutros continentes”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém, em Lisboa.

Artur Jorge, de 52 anos, chegou ao clube brasileiro há apenas oito meses, mas bastou para conquistar o campeonato nacional, 29 anos depois do último título do Botafogo, e uma inédita Taça Libertadores, ao vencer na final o Atlético Mineiro, em Buenos Aires.

“Este reconhecimento deixa-me bastante satisfeito e é sinal de todo o trabalho que foi investido numa época desportiva, projeto e aventura extremamente bem-sucedidos. É muito importante poder fazer parte de uma elite que acrescenta e eleva cada vez mais a marca de Portugal e o seu símbolo de qualidade”, frisou o treinador, no seu discurso.

Em respostas aos jornalistas presentes, Artur Jorge ressalvou que, apesar da ambição e determinação com que encarou a sua primeira aventura no estrangeiro, esta “superou todas as expectativas”, o que faz abrir portas e aumentar a vontade em “querer mais”.

“Fui para um campeonato extremamente competitivo, que exige muito do trabalho do treinador, mas também foi uma prova de superação, para conseguir ter a consistência necessária para vencer um Brasileirão e a capacidade de coragem para vencer a Taça Libertadores, com todos os desafios e um grau de exigência elevado. Chegar hoje aqui e ter este reconhecimento do país é ainda mais importante e impactante para o ano de 2024 que tive desportivamente”, disse o técnico, que se fez acompanhar pela família.

Artur Jorge detalhou a “chave do sucesso” para uma época “extraordinária”, com um “comportamento de excelência”, união e coesão, culminada com a inédita conquista de uma Libertadores e de um título brasileiro no qual a margem de erro “é mínima”.

“Não pensaria nunca estar aqui neste momento, até porque sabia da difícil tarefa que tinha em mãos. É um momento de satisfação e grande orgulho. Fazemos parte de uma elite de clubes brasileiros que ganharam a Libertadores e o Brasileirão no mesmo ano, juntamente com Santos e Flamengo. Fico muito feliz de poder fazer parte de uma elite de treinadores que acrescentaram e deixaram a marca de qualidade do treinador luso no mundo. Fazer parte desse restrito lote deixa-me também muito orgulhoso”, atirou.

Artur Jorge tornou-se o terceiro treinador português a conquistar a Taça Libertadores, repetindo o que Jorge Jesus tinha conseguido ao serviço do Flamengo, em 2019, e Abel Ferreira pelo Palmeiras, em 2020 e 2021, na maior prova de clubes da América do Sul.

Marcelo fala num Governo em contrarrelógio e frisa que país precisa cooperação estratégica

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República afirmou hoje que o Governo está em contrarrelógio desde que iniciou funções há oito meses, com o primeiro-ministro a procurar estar em todo o lado, numa conjuntura internacional difícil que exige cooperação estratégica.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na tradicional cerimónia de apresentação de cumprimentos de boas festas por parte do Governo, na Sala dos Embaixadores, no Palácio de Belém, em Lisboa, a primeira com Luís Montenegro no cargo de primeiro-ministro.

“Foram oito meses de corrida em contrarrelógio por parte deste Governo. Sabe que um dia perdido pode ser irrecuperável”, declarou o chefe de Estado, depois de Luís Montenegro lhe ter falado em solidariedade estratégica, cooperação produtiva e forte relação institucional e pessoal.

De acordo com o Presidente da República, o primeiro-ministro, nestes meses, tem procurado “estar em toda a parte ao mesmo tempo”, algo que considerou invulgar para quem tem funções executivas.

Depois, deixou um recado ao Governo PSD/CDS, partindo da atual conjuntura mundial, que caracterizou como extremamente complexa: “Solidariedade institucional é importante, mas não é suficiente. Tem de haver no presente cooperação estratégica”.

Entrevista: Bispo de Pemba descreve cenário arrasador após ciclone

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Vatican Media (arquivo)

O bispo de Pemba, Juliasse Sandramo, descreveu hoje à Lusa como arrasador o resultado da passagem do ciclone Chido em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, relatando que só numa comunidade há pelo menos 20 mortos por contabilizar oficialmente.

“Em Mecúfi o relato que nós temos, a partir das religiosas que estão lá, há 20 mortos, que ainda não estão a ser divulgados. E as irmãs religiosas dizem que deve haver mais porque os enterros aconteceram imediatamente por causa da religião islâmica, alguns não foram comunicados devidamente às instituições. É preciso chegar às aldeias para ouvir [os efeitos]”, disse, em entrevista à Lusa, o bispo da diocese de Pemba.

Pelo menos 28 pessoas morreram em Cabo Delgado, três em Nampula e três em Niassa, na passagem do ciclone tropical intenso Chido, no domingo, e 35 mil casas foram afetadas, além de 34 unidades sanitárias, indicou um balanço preliminar oficial com dados até segunda-feira.

O ciclone tropical, que se formou em 05 de dezembro no sudoeste do oceano Índico, entrou no domingo pelo distrito de Mecúfi, na província de Cabo Delgado, no norte do país, com ventos que rondaram os 260 quilómetros por hora e chuvas fortes.

“Arrasador. O distrito de Mecúfi, de Chiúre, ficou arrasado. Praticamente 80% das casas das populações ficaram danificadas. 80% até é pouco, deve ser mais. Também as casas convencionais ficaram sem os tetos, as paredes permaneceram, mas os tetos voaram ou parte do teto voou. E aqueles outros que ficaram sem nada mesmo. Então, é devastador”, assumiu.

Segundo Juliasse Sandramo, os distritos de Cabo Delgado afetados pelo ciclone Chido “estão numa situação difícil”, apesar de algumas organizações, incluindo da Igreja Católica, estarem no terreno a tentar ajudar, mas alertou que a necessidade de ajuda vai prolongar-se, nomeadamente no fornecimento de lonas para restabelecer as coberturas das casas precárias, quando se está em plena época das chuvas.

“Boa parte da população perdeu as suas habitações, aquelas de construção simples, material local. Podem conseguir estacas e o resto, mas será muito difícil conseguir nestes dias o capim para fazer a cobertura. O capim só aparecerá e vai estar em condições a partir de junho ou julho do próximo ano e aproxima-se o período das chuvas. É muito importante que cada família ao menos tenha uma lona, poderão fazer uma casa e cobrir quando houver chuva”, apontou, descrevendo que esta urgência é “muito grande”.

O bispo refere-se ainda a outros efeitos do ciclone, como na agricultura.

“Está-se no período da sementeira. Algumas famílias que tinham as sementes guardadas, ficaram também estragadas por causa das chuvas. Agora é preciso repor para que possam voltar a lançar à terra a semente. Isto é importante, depois vem o resto como a comida, a reposição das infraestruturas, como na saúde, para que as pessoas possam voltar a ser atendidas. Muitas pessoas ficaram feridas e vão emergir também certas doenças nos próximos dias”, sublinhou ainda, reconhecendo igualmente que várias escolas estão sem condições para retomar as aulas em fevereiro.

“Todos nós vamos tentando lançar SOS para ver o que podemos conseguir em favor deste povo tão sofrido, por um lado pela guerra e agora por este esta catástrofe natural”, lamentou, embora apontando que a população e as organizações locais estavam mais preparadas após as lições de ciclones anteriores que afetaram a província de Cabo Delgado.

O Governo moçambicano anunciou que enviou equipas multissetoriais para as províncias de Cabo Delgado e Nampula, para dar assistência às populações afetadas pelo ciclone, que saiu do território moçambicano na terça-feira.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) reconheceu que o ciclone Chido agravou as necessidades de populações no norte de Moçambique deslocadas pelo terrorismo, com 190 mil pessoas a precisarem de “apoio urgente”.

Primeiro-ministro promete avaliação das “mais de 2.000 medidas” já tomadas pelo Governo

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro prometeu que o Governo irá fazer uma avaliação das “mais de 2.000 medidas” já tomadas e criticou “a herança e o legado” do PS, dizendo que é este executivo que “está a salvar o Estado social”.

No jantar de Natal do Grupo Parlamentar do PSD, esta terça-feira, na Assembleia da República, Luís Montenegro criticou aqueles que “de forma precipitada andam por aí a dizer que está na hora de o Governo apresentar resultados, está na hora de transformar”.

“Eu convido-os, vão ver os resultados e vão ver as transformações. Nós um dia destes vamos fazer uma avaliação das mais de duas mil medidas que já tomámos. Vamos fazer uma avaliação, um ponto de situação, um escrutínio, nós vamos escrutinar-nos a nós próprios, nós somos exigentes connosco próprios”, prometeu.

O primeiro-ministro considerou que “Portugal esteve em movimento” nos últimos oito meses – desde que o Governo PSD/CDS-PP tomou posse, em 03 de abril – e “vai continuar em movimento nos próximos quatro anos”.

Num discurso de cerca de meia hora, Montenegro passou por algumas das medidas já tomadas, em áreas como fiscalidade, juventude, habitação ou desporto, e deteve-se nos serviços públicos.

“É verdade, nós estamos a salvar o Estado social. Nós temos sido fustigados em algumas áreas da governação por aqueles que trouxeram essas áreas da governação até ao limiar da degradação total”, acusou.

Montenegro admitiu, por exemplo, que o país tem “graves problemas no sistema de saúde, mas esses problemas não nasceram no dia 02 de Abril”.

“Esses problemas foram acumulados ao longo dos últimos oito anos e nós estamos a resolvê-los com a adoção de políticas concretas, umas que respondem a situações mais emergentes e outras que respondem a transformações mais estruturais, mais profundas, cujo resultado só acabará por ser notado um pouco mais à frente”, disse, criticando igualmente “a herança e o legado” deixado pelo PS na educação.

O primeiro-ministro assegurou que no Governo existe “muito bom ambiente”, que diz observar também no grupo parlamentar do PSD, e voltou a deixar críticas à oposição.

“Não temos crises existenciais, não temos complexos com as decisões, não andamos a ziguezaguear, sabemos para onde é que queremos ir, estamos aí para onde queremos ir”, assegurou.

Montenegro defendeu que o país não dá importância aos “epifenómenos dos que só procuram uma notícia no jornal, na rádio, na televisão, no Facebook, no Instagram e, sobretudo, no Tiktok”.

“Vamos continuar em movimento, vamos continuar com alegria, vamos continuar com coesão, vamos continuar com um bom ambiente, vamos continuar com espírito construtivo, com respeito pelos nossos adversários, sem nos distrairmos com aquilo que interessa pouco”, disse.

No início do jantar, Montenegro recebeu do líder parlamentar e secretário-geral do PSD, Hugo Soares, uma fotografia sua a discursar no parlamento e um livro que reúne os principais momentos da campanha eleitoral para as legislativas de 10 de março.

Em troca, o primeiro-ministro ofereceu a Hugo Soares duas peças para “o continuar a orientar no bom caminho”: um astrolábio de Aveiro e um relógio noturno para “não perder o sentido correto de orientação”.

“Preocupou-me o relógio noturno, significa que ainda temos de trabalhar mais horas”, respondeu o presidente da bancada social-democrata em tom bem-disposto, num jantar em que se ouviu por duas vezes o hino da campanha.

Marcaram presença o deputado do PSD e presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o líder do CDS-PP (partido parceiro da coligação) e ministro da Defesa Nuno Melo, vários outros governantes – como Paulo Rangel, Castro Almeida, Pedro Duarte, Ana Paula Martins, Margarida Blasco, Rita Alarcão Júdice, Rosário Palma Ramalho, Graça Carvalho -, bem como outros membros da direção e presidentes de distritais.

Rotura de água compromete higiene no estabelecimento prisional do Linhó

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O estabelecimento prisional do Linhó (Sintra) está sem abastecimento de água desde domingo, comprometendo a higiene dos reclusos, aos quais foram distribuídas garrafas de água para beber, adiantaram fontes judiciais e prisionais.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Frederico Morais, o estabelecimento prisional está sem água desde domingo e hoje a situação já afeta também o bairro dos guardas prisionais junto à prisão, tendo já sido chamada uma empresa externa para resolver o problema, mas não havendo ainda garantias de que a rotura fique resolvida durante o dia de hoje.

De momento, a situação mais complicada no estabelecimento prisional, adiantou Frederico Morais, prende-se com a higiene dos reclusos, não havendo água quente para banhos, mas o advogado Ricardo Serrano Vieira, que tem um cliente recluso naquela prisão, sublinhou também as queixas dos presos relativamente às condições dentro das celas, não havendo água para despejo das sanitas.

No estabelecimento prisional, onde existem cerca de 500 reclusos e um efetivo de 116 guardas prisionais, decorre uma greve dos guardas até 10 de janeiro, em protesto por falta de condições de segurança no estabelecimento, estando a funcionar em serviços mínimos, onde se inclui a distribuição de refeições, que não foi afetada pela questão da falta de água, explicou Frederico Morais.

A Lusa contactou a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) para esclarecimentos sobre a matéria e aguarda resposta.

PSP e GNR reforçam a partir de quarta-feira fiscalização nas estradas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A campanha de Natal e Ano Novo da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) teve esta segunda-feira início, enquanto a PSP e GNR vão reforçar a partir de quarta-feira as ações de prevenção e fiscalização nas estradas.

A campanha de segurança rodoviária “O melhor presente é estar presente”, inserida na campanha de Natal e Ano Novo 2024/2025 do Ministério da Administração Interna, subordinada ao tema “Festas MAIs Seguras”, foi hoje apresentada numa cerimónia que contou com a presença da ministra da Administra Interna, Margarida Blasco, e do secretário de Estado da Proteção Civil, Paulo Simões Ribeiro.

Segundo a ANSR, a campanha arranca hoje e irá decorrer até 5 de janeiro de 2025 com o objetivo de apelar a todos os que circulam nas estradas e nas ruas que o façam em segurança”, convocando-os a dar prioridade à vida nesta quadra festiva, em que as deslocações são mais frequentes e longas”.

Na apresentação da campanha, o presidente da ANSR, Rui Ribeiro, disse que a campanha “O melhor presente é estar presente” conta com a parceria de cerca de 370 entidades públicas e privadas, incluindo os Governos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, numa estratégia de meios diversificada.

A divulgação da campanha será feita tanto nos meios de comunicação tradicionais (TV, rádio nacional e local, imprensa nacional, regional e local, rede multibanco, digital e painéis leds nas estações de serviço) como nos meios da rede das entidades parceiras, designadamente sites institucionais e redes sociais próprias, redes de publicidade exterior em várias localidades, locais de alta exposição, através de cartazes, mupis e outros suportes gráficos.

Além da campanha “O melhor presente é estar presente” da ANSR e dos 368 parceiros, irão decorrer, durante o período de Natal e Ano Novo, ações de sensibilização e fiscalização, promovidas pela ANSR, Guarda Nacional Republicana (GNR), Polícia de Segurança Pública (PSP) e pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

As operações da PSP e da GNR vão começar na quarta-feira e terminam a 02 de janeiro de 2025 e têm como principal objetivo a prevenção e fiscalização rodoviária.

Durante este período, a PSP vai apostar “numa postura de forte presença e de grande visibilidade nos locais onde pode haver uma maior concentração de pessoas e locais de concentração de acidentes”.

Por sua vez, a GNR vai reforçar o patrulhamento nas estradas durante o Natal nas vias mais críticas em direção ao Norte e Interior do país e no Ano Novo são as estradas em direção ao Sul.

As operações de Natal e Ano Novo da PSP e GNR têm dois períodos considerados mais críticos devido ao presumível aumento do tráfego rodoviário, designadamente entre 20 e 26 de dezembro e 28 de dezembro e 02 de janeiro.

Já a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil vai ter nas autoestradas, entre 20 e 05 de janeiro, um Dispositivo Integrado de Prevenção Rodoviária (DIPR) com 1.207 bombeiros e 393 veículos colocados em 151 locais de preposicionados.

Tiroteio numa escola cristã em Wisconsin, EUA, faz pelo menos 5 mortos e 7 feridos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Pelo menos cinco pessoas morreram, incluindo uma criança, e outras sete ficaram feridas na sequência de um tiroteio ocorrido esta segunda-feira numa escola cristã no estado do Wisconsin, nos Estados Unidos da América (EUA), informou o chefe da polícia local.

O chefe da polícia de Madison, Shon Barnes, afirmou que o suspeito do tiroteio também se encontra entre os mortos.

O tiroteio ocorreu ontem na Abundant Life Christian School em Madison, a capital do estado, indicou a polícia local.

“Esta continua a ser uma investigação ativa e em curso”, afirmou a polícia de Madison, num comunicado.

“Mais informações serão divulgadas à medida que estiverem disponíveis. Atualmente, precisamos que as pessoas evitem a área”, acrescentou a mesma fonte.

Quinze mortos e mais de cinco mil casas destruídas após ciclone Chido em Moçambique

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Subiu para 15 o número de pessoas que morreram na sequência da passagem do ciclone Chido nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa, com mais de cinco mil casas destruídas, anunciaram fontes oficiais.

“Os dados que temos agora [indicam] um total de 100.172 pessoas afetadas, o que corresponde a 20 mil famílias e em termos de óbitos estamos com 15”, disse à comunicação social a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) Luísa Meque, anunciando os dados preliminares do Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE), que adiantou existirem 5.832 casas parcialmente destruídas e 3.555 totalmente destruídas.

Só no posto administrativo de Lúrio, no distrito de Memba, na província de Nampula, norte de Moçambique, pelo menos 1.242 casas foram parcialmente destruídas e outras 3.555 foram totalmente destruídas, especificou Luísa Meque.

No mesmo distrito, anunciaram as autoridades moçambicanas, pelo menos 69 embarcações desapareceram na sequência da passagem do ciclone Chido e outras 102 foram totalmente destruídas.

O ciclone tropical intenso Chido, de escala 3 (1 a 5), atingiu a zona costeira do norte de Moçambique na noite de sábado para domingo, segundo o Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE).

As autoridades moçambicanas já tinham admitido na quinta-feira, que cerca de 2,5 milhões de pessoas poderiam ser afetadas pelo ciclone Chido nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, no norte, e na Zambézia e Tete, no centro.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país.

Já na primeira metade de 2023, as chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy provocaram 306 mortos, afetaram mais de 1,3 milhões de pessoas, destruíram 236 mil casas e 3.200 salas de aula, de acordo com dados oficiais do Governo.

Preço da eletricidade no mercado regulado sobe 2,1% a partir de janeiro

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foto: D.R.

A fatura de eletricidade para os clientes que estão no mercado regulado vai aumentar, em média, 2,1% a partir de 01 de janeiro, indicou na segunda-feira a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

“No mercado regulado de Portugal continental, as tarifas transitórias de venda a clientes finais em Baixa Tensão Normal (BTN) apresentam, em média, uma variação de 2,1% tanto em termos anuais, quanto em termos mensais”, avançou, em comunicado, o regulador dos serviços energéticos.

Em 15 de outubro, a ERSE tinha apresentado a sua proposta de aumento do preço da eletricidade para as famílias do mercado regulado de 2,1%.

A proposta foi sujeita a um parecer do Conselho Tarifário.

Governo admite constrangimentos no arranque de pré-triagem telefónica de grávidas

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A secretária de Estado da Saúde admitiu esta segunda-feira a existência de constrangimentos no arranque da pré-triagem telefónica obrigatória para grávidas acederem aos hospitais e garantiu que o objetivo da medida “não é poupar dinheiro”.

“Obviamente que há sempre constrangimentos no início, mas a situação está a ser acompanhada para garantir a qualidade e o acesso aos cuidados de saúde”, afirmou Ana Povo, no Porto, à margem da inauguração do edifício da Escola de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade Fernando Pessoa.

A governante salientou que a medida que entrou hoje em vigor “é um piloto” e que estará sujeita a avaliação, recusando que aquela seja uma medida economicista.

“Eu compreendo algumas das reclamações, mas nós temos a obrigação de garantir cuidados e segurança aos nossos concidadãos e isso é o nosso principal objetivo. (…) Não estamos a querer poupar dinheiro com estas medidas, estamos a querer é que não se passe o que vimos no passado, com urgências fechadas”, assegurou.

Ana Povo aproveitou ainda a ocasião para enaltecer os profissionais de saúde envolvidos na vacinação da gripe e da covid e deixou um pedido: “Amanhã vamos alargar a vacinação a partir dos 50 anos. Apelo a que todos se vão vacinar, idealmente antes de nos juntarmos no jantar de Natal”.

Desde a meia-noite de hoje que as grávidas têm de ligar para a Linha SNS Grávida (808 24 24 24) antes de recorrerem à urgência hospitalar de Obstetrícia e Ginecologia.

O novo modelo das urgências arrancou em fase piloto em 11 ULS de Lisboa e Vale do Tejo e no Hospital de Leiria e em três unidades que aderiram voluntariamente ao projeto (Hospital de Gaia, Hospital de Portalegre e Centro Materno Infantil do Norte).

Segundo o Ministério da Saúde, “ao final de três meses haverá lugar a uma avaliação do impacto, para que o plano possa ser estendido a todo o país”.

As ULS envolvidas nesta primeira fase são Santa Maria, São José (Maternidade Alfredo da Costa), Lisboa Ocidental (Hospital S. Francisco Xavier), Amadora Sintra, Odivelas/Loures (Hospital Beatriz Ângelo), Estuário do Tejo (Hospital Vila Franca de Xira), da Lezíria (Hospital de Santarém), Médio Tejo (Hospital de Abrantes), Oeste (Hospital das Caldas da Rainha), ULS Leiria e Hospital de Cascais.

A pré-triagem telefónica deverá ser feita preferencialmente por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica, indica a portaria, acrescentando que os hospitais usarão os mesmos algoritmos da Linha SNS Grávida/Ginecologia na triagem presencial da urgência, que prevalecerá sobre a triagem telefónica.

Os hospitais poderão adicionalmente criar uma pré-triagem telefónica própria, em articulação direta com a linha SNS Grávida/Ginecologia, acrescenta.

Mas há exceções para situações com forte suspeita de poderem representar risco iminente de vida, designadamente a perda de consciência, convulsões, dificuldade respiratória, hemorragia abundante, traumatismo grave ou dores muito intensas.

A portaria estabelece ainda condições para hospitais que possam querer juntar-se a este projeto-piloto, como, por exemplo, terem consulta aberta hospitalar para situações obstétricas e ginecológicas em horário adaptável à procura, mas em funcionamento todos os dias úteis, assim como criarem um mecanismo para agendamento célere na consulta aberta hospitalar, nas consultas abertas nos Cuidados de Saúde Primários e em consultas regulares no hospital.

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