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Segunda-feira, Julho 13, 2026
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PS agenda para 10 de janeiro debate do diploma para alargar prazo do aborto

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O PS agendou para 10 de janeiro o debate do projeto de lei que pretende alargar das atuais 10 para 12 semanas o prazo para a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) por opção da mulher.

Na conferência de líderes parlamentares desta quarta-feira tinha sido decidido que, no dia 10 de janeiro, haveria um agendamento potestativo (de caráter obrigatório) do PS, tendo entretanto a Rádio Renascença noticiado que o tema dos socialistas seria a IVG.

À Lusa, fonte oficial do PS confirmou este agendamento e afirmou que o partido permitirá o arrastamento de outras iniciativas sobre o tema.

Além desta proposta do PS, também o BE avançou com um projeto de lei.

Os socialistas propõem no seu projeto de lei alargar das atuais 10 para 12 semanas o prazo para a IVG por opção da mulher e garantir que a objeção de consciência não coloca em causa o acesso ao aborto.

O BE propõe o alargamento do prazo, das atuais 10 para 14 semanas, para uma mulher realizar uma IVG por sua opção e elimina o período de reflexão.

O anúncio de que o PS pretende regulamentar a objeção de consciência à interrupção voluntária da gravidez e lançar um debate sobre o alargamento do prazo para a despenalização do aborto a pedido da mulher foi feito pela líder parlamentar socialista, Alexandra Leitão, durante uma intervenção na Academia Socialista, em final de agosto.

Para a líder parlamentar do PS, “governar para os jovens é adotar uma agenda progressista ao nível dos direitos e liberdades fundamentais” e garantir que o SNS assegura a todas as mulheres “o direito humano fundamental de dispor livremente do seu corpo” independentemente da família e das condições socioeconómicas.

“Para isso, vamos regulamentar a objeção de consciência à interrupção voluntária da gravidez e vamos lançar um debate, que eu acho que é oportuno, sobre alargar o prazo para a despenalização do aborto a pedido da mulher”, afirmou nessa ocasião.

Operação Marquês: Comarca de Lisboa prevê que julgamento de Sócrates comece antes do verão

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A Comarca de Lisboa prevê que o julgamento do antigo primeiro-ministro José Sócrates “possa arrancar antes do verão”, no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, que “carece de obras”, adiantou à Lusa fonte do Conselho Superior da Magistratura (CSM).

“O Tribunal de Monsanto foi identificado como a solução ideal, atendendo à dimensão e complexidade do processo. Contudo, o edifício carece de obras necessárias, que se espera que arranquem atempadamente”, explicou a mesma fonte.

O processo principal da Operação Marquês foi distribuído a 11 de dezembro, por sorteio, ao juiz 19 do Tribunal Central Criminal de Lisboa, ocupado por Susana Seca.

Citando informação da Comarca, a mesma fonte referiu que, “embora não exista uma data definitiva fechada” para o início do julgamento, se prevê “que este possa arrancar antes do verão”. A atribuição de “exclusividade” à juíza-presidente está “a ser avaliada”.

A Comarca já assegurou que “dará parecer positivo, tendo em conta as especificidades e exigências” do processo, que vai ser integralmente digitalizado. O procedimento tem o apoio da estrutura de Apoio Logístico à Tramitação de Elevada Complexidade constituída em 2023 no seio do CSM.

“Este esforço tem como objetivo facilitar o manuseamento e consulta do processo, garantindo uma maior celeridade e eficiência na preparação do julgamento”,justificou a fonte.

A 07 de dezembro, José Sócrates insistiu, em conferência de imprensa, ser inocente e alegou que o processo não poderia seguir para julgamento por existirem recursos pendentes, incluindo um do seu primo, também arguido, para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

“O recurso do Sr. José Paulo Pinto de Sousa não deu entrada no tribunal. Estamos a aguardar”, esclareceu à Lusa, na terça-feira, fonte oficial daquele órgão. O STJ decidirá nessa altura se a contestação tem efeito devolutivo ou suspensivo. Este último suspende, ao contrário do primeiro, a tramitação do caso.

José Sócrates, de 67 anos e primeiro-ministro de 2005 a 2011, responde no processo principal da Operação Marquês por 22 crimes: três de corrupção, 13 de branqueamento de capitais e seis de fraude fiscal. O processo conta, no total, com 22 arguidos a quem foram imputados, globalmente, 118 crimes.

O antigo governante está simultaneamente acusado de mais seis crimes noutro processo separado, em abril de 2021, da Operação Marquês. O caso aguarda nova decisão instrutória.

Sporting-FC Porto abre jogos das meias-finais da Taça da Liga

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foto: Arlindo Homem

O Sporting e o FC Porto jogam, em 07 de janeiro, às 19:45, a primeira semifinal da Taça da Liga de futebol, enquanto Benfica e Sporting de Braga decidem no dia seguinte a outra vaga na final.

Os horários dos jogos da ‘final four’ da edição 2024/25 da competição, que se vai disputar no Estádio Municipal de Leiria – Dr. Magalhães Pessoa, foram esta quarta-feira divulgados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), decorrendo todos às 19:45, inclusive a final do dia 11 de janeiro.

O campeão Sporting, detentor de quatro troféus da Taça da Liga, garantiu uma vaga na fase decisiva da prova após vencer o Nacional, que foi o segundo classificado da II Liga, enquanto o FC Porto, que tem uma Taça da Liga e foi terceiro na última edição da I Liga, ultrapassou o Moreirense, sexto classificado, e que também conta com um troféu no currículo.

No outro duelo das meias-finais, o vice-campeão Benfica, recordista de conquistas da Taça da Liga com sete troféus, deixou para trás o Santa Clara, vencedor do segundo escalão, ao passo que o Sporting de Braga – que levantou em janeiro último o seu terceiro troféu de ‘campeão de inverno’ – bateu o Vitória de Guimarães, num embate entre os quarto e quinto classificados da I Liga.

Leiria acolhe pela quinta época seguida a fase final da competição, cujo novo formato se fica a dever “à crescente densidade do calendário internacional”, segundo a LPFP.

Programa:

Meias-finais:

  • Terça-feira, 07 jan 2025:

Sporting – FC Porto, 19:45

  • Quarta-feira, 08 jan:

Benfica – Sporting de Braga 19:45

Final:

  • Sábado, 11 jan:

Vencedores das meias-finais, 19:45

Novos Tempos – Sinais de Esperança

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Se olharmos para o panorama mundial, ficamos petrificados diante de tanta maldade humana, de tanta negatividade, de tanta falta de empatia e amor pelo próximo. Mas será essa a verdadeira realidade do mundo em que vivemos?

À primeira vista parece que sim. Mas, há muito mais que vai germinando no silêncio. Contudo, «vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar», como disse Sophia de Mello Breyner.

Vemos um mundo devastado pela guerra, onde há guerras de primeira, que abrem os telejornais e as primeiras páginas; e guerras de segunda ou terceira categoria, pura e simplesmente ignoradas. Haverá só guerra na Ucrânia e na Terra Santa? E o Sudão do Sul, Moçambique, Somália, Myanmar, Venezuela, Haiti, e tantos outros conflitos, onde ficam no meio de tudo?

Ouvimos profetas da desgraça, arautos de más notícias, que nos preanunciam guerras e rumores de guerras. Um aluno, num dia destes perguntou-me, meio assustado: «professor, acha mesmo que vai começar a 3.ª guerra mundial?» Tive de o tranquilizar e encher de esperança.

Lemos em sites, jornais e revistas, notícias, comentários e opiniões, onde a esperança parece posta de parte e onde tudo é mau e o fim nuclear está iminente.

O saudoso Papa Bento XVI disse um dia que «o bem vai vencer, mesmo que o mal faça mais barulho».

Sim, creio, firmemente, na vitória da esperança sobre o desespero, da fé sobre a descrença e o desnorte, do amor sobre o ódio e a indiferença.

Há sinais de esperança. Tréguas e cessar-fogo foram assinados no Líbano. Esperemos que a Terra Santa seja o princípio do fim de todas as hostilidades e possamos viver em paz.

Nesta época de advento e de preparação para o Natal, redobremos todos os nossos esforços por criar, apoiar e espalhar a melhor notícia que existe: a Paz.

Em Portugal, existem há uns anos duas campanhas promotoras da paz: a iniciativa Dez Milhões de Estrelas da Cáritas Portuguesa; e a Luz de Belém do Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português.

A primeira campanha desafia-nos a adquirir uma vela, em forma de estrela, e a acendê-la na noite de Natal, naquela noite em que uma nova Estrela brilhou sobre Belém da Judeia. O valor angariado servirá para mitigar a fome e as necessidades de milhares de pessoas no nosso país. Que cada português, já somos mais de dez milhões, possa ajudar com o pouco ou muito que está ao seu alcance.

A segunda campanha que referi, trata-se da partilha da chama trazida na gruta de Belém, da basílica da Natividade, na Terra Santa. Os escuteiros acendem uma lanterna na vela que assinala o lugar onde Jesus nasceu e depois a luz é levada e partilhada nas igrejas, capelas, agrupamentos de escuteiros, centros de catequese e escolas. Uma pequena chama espalha-se pelo mundo e pode brilhar em todas as casas, fazendo recordar as belas palavras dos anjos, no primeiro Natal: «Anuncio-vos uma grande alegria: hoje nasceu o Cristo Senhor… Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade».

Façamos brilhar as estrelas da nossa esperança, acendamos luzes que mostram o caminho seguro àqueles que parecem caminhar nos vales sombrios das sombras da morte e das trevas.

As trevas podem fazer muito barulho, mas sabem os seus promotores que, no fim, o bem, o amor e a paz triunfarão. Sejamos mensageiros da paz!

Sérgio Carvalho

Trabalhadores da distribuição em greve nos dias 24 e 31 de dezembro

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os trabalhadores da distribuição convocaram uma greve para os dias 24 e 31 de dezembro, em luta por aumentos salariais, anunciou o Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Serviços (Sitese).

Numa nota divulgada no seu ‘site’, a estrutura sindical disse que enviou “para o Governo e parceiros sociais um aviso prévio de greve para os trabalhadores de empresas filiadas na APED [Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição] para os dias 24 e 31 de dezembro de 2024”.

“Lutamos por aumentos salariais justos, que reconheçam o esforço e dedicação, a conciliação entre a vida familiar e profissional, um direito essencial para a qualidade de vida dos trabalhadores”, indicaram.

No ano passado, o Sitese também avançou com uma greve, na altura do Natal.

Quinta do Mitra no Porto terá de ser demolida devido à linha de alta velocidade

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A Quinta do Mitra, situada em Campanhã e reabilitada há mais de um ano fruto de um investimento de 1,2 milhões de euros, vai ter de ser demolida devido à alta velocidade, avançou a Câmara do Porto.

À agência Lusa, o município avançou ter sido informado pela Infraestruturas de Portugal (IP) de que “não será possível, por motivos exclusivos à ferrovia, manter a Quinta do Mitra”.

O edifício terá de ser demolido no âmbito da linha de alta velocidade, nomeadamente, da ligação do Porto a Vigo, na Galiza (Espanha), prevista para 2032, e que terá estações no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, Braga, Ponte de Lima e Valença (distrito de Viana do Castelo).

Fruto de um investimento de cerca de 1,2 milhões de euros, a reabilitação da Quinta do Mitra, situada na freguesia de Campanhã, ficou concluída em maio de 2023.

O município está ainda a avaliar “possibilidades com vista à ocupação” do edifício, que deverá acolher serviços municipais.

A reabilitação da Quinta do Mitra arrancou em janeiro de 2022, a cargo da empresa municipal GO Porto, com o objetivo de tornar aquele edíficio numa “estrutura flexível e polivalente”.

Os espaços interiores mantiveram a estrutura de origem e o volume que continha a capela em ruínas foi reabilitado, transformando-se num pequeno auditório, com “uma grande claraboia que enfatiza a teatralidade do espaço e a sua memória”, assinalou o município na sua página oficial aquando da conclusão da obra.

Os trabalhos incluíram também o restauro da única sala que permanecia no seu estado original, tendo sido conservada a integridade geométrica e linguagem oitocentista, “marcando, assim, a memória do palacete”.

A primeira fase (Porto-Soure) da linha de alta velocidade em Portugal deverá estar pronta em 2030, estando previsto que a segunda fase (Soure-Carregado) se complete em 2032, com ligação a Lisboa assegurada via Linha do Norte.

Haverá estações preparadas para receber a alta velocidade em Campanhã (Porto), Santo Ovídio (Gaia), Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.

No total, segundo o anterior governo, os custos do investimento no eixo Lisboa-Valença rondam os sete a oito mil milhões de euros.

ADSE aumenta reembolsos pelas consultas e revê preços em 2025

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A ADSE avançou com mudanças para dar mais benefícios em 2025, nomeadamente um limite aos custos suportados com cirurgias no regime convencionado, um aumento dos reembolsos pagos pelas consultas no regime livre e a revisão de alguns preços.

Segundo um comunicado publicado na página do subsistema de saúde dos funcionários públicos, “estas mudanças refletem o empenho permanente da ADSE I.P. na garantia de acesso a cuidados de saúde mais inovadores, vantajosos e equitativos, mesmo em momentos de maior desafio”.

A ADSE destaca a redução dos encargos para os beneficiários com estas mudanças, que é “estimado em aproximadamente 11,2 milhões de euros anuais, bem como o aumento médio de 6% nos valores pagos aos prestadores na Tabela do Regime Convencionado”.

Entre as principais medidas, destaca-se que “os beneficiários suportarão um custo máximo de 500 euros por qualquer cirurgia realizada no Regime Convencionado, assumindo a ADSE todo o restante valor”.

Além disso, aumenta o reembolso pago aos beneficiários pelas consultas no Regime Livre, bem como o valor pago aos prestadores no Regime Convencionado, pelas consultas de especialidade, clínica geral, psicologia clínica e nutrição.

No regime livre, o reembolso das consultas presenciais aumenta de 20,45 euros para 25 euros, enquanto o reembolso das consultas de psicologia clínica aumenta para 16 euros. Passa também a incluir consultas de nutrição (reembolso de 16 euros) e teleconsultas (reembolso de 20 euros).

Será também feita uma “revisão abrangente dos preços da Tabela de Enfermagem” e uma revisão de preços em 74 códigos cirúrgicos do Regime Convencionado, com “inclusão de técnicas inovadoras”.

Finalmente, serão abertos 52 novos códigos cirúrgicos no Regime Convencionado e o subsistema de saúde promete também a simplificação de procedimentos, nomeadamente com uma nova ‘app’ que permite a submissão de pedidos de reembolso.

Alimentos com alto teor calórico são os preferidos de todos

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Os alimentos com alto teor calórico são os preferidos de todos, sejam pessoas com ou sem obesidade, mesmo que outra comida tenha um sabor semelhante, indica um estudo divulgado na revista científica PLOS Biology.

Num comunicado, a Fundação Champalimaud refere que o trabalho, no qual participou o investigador e médico psiquiatra da instituição Albino Oliveira-Maia, mostrou que “os alimentos com maior teor calórico foram os preferidos tanto entre indivíduos com como sem obesidade, apesar de os seus sabor e textura serem semelhantes”.

Explicam os cientistas que quando comemos são enviados sinais ao cérebro com informação sobre o conteúdo energético de um alimento, o que pode influenciar as nossas preferências alimentares, independentemente do sabor.

“As pessoas com obesidade apresentam frequentemente alterações em áreas do cérebro onde a dopamina (neurotransmissor ligado à sensação de prazer e motivação) é libertada, o que pode motivar o consumo alimentar relacionado com a recompensa, bem como a preferência por alimentos ricos em energia, gordura e açúcares”.

“A perda de peso devido à cirurgia bariátrica (de redução do estômago, para tratar casos de obesidade grave) tem sido associada a uma normalização da alimentação relacionada com a recompensa, com uma mudança de preferências para opções mais saudáveis, mas os mecanismos subjacentes não são bem compreendidos”.

A hipótese colocada pelos cientistas portugueses foi a de que “as recompensas após a ingestão (…) são prejudicadas na obesidade, em comparação com uma amostra saudável e magra, e são recuperadas pela cirurgia bariátrica”.

Nesse sentido, após examinar um grande grupo de voluntários saudáveis, os investigadores compararam as preferências alimentares em três grupos: 11 indivíduos com obesidade, 23 doentes após cirurgia bariátrica e 27 indivíduos de controlo não obesos.

Os participantes receberam iogurtes magros doces, com ou sem maltodextrina (um hidrato de carbono que acrescenta calorias ao iogurte sem impacto no sabor ou na textura), que comiam em casa, alternando entre o iogurte que continha maltodextrina e o simples.

Para visualizar os recetores de dopamina no cérebro utilizou-se a “marcação com iodo radioativo e a tomografia computorizada de emissão de fotão único”, tendo os indivíduos com obesidade apresentado menor disponibilidade de recetores deste neurotransmissor do que “os controlos sem obesidade”. No caso destes, “a disponibilidade de recetores de dopamina foi semelhante nos grupos cirúrgico e não obeso e esteve associada a níveis mais elevados de restrição alimentar”.

“Nos três grupos, os participantes comeram mais iogurte contendo maltodextrina, apesar de classificarem ambos como igualmente agradáveis”, mostrou o estudo.

Segundo os investigadores, foi “algo inesperado”, o facto de os efeitos da maltodextrina no consumo de iogurte terem sido “semelhantes nos indivíduos com obesidade em relação aos participantes sem obesidade”.

“Ficámos muito intrigados porque, apesar de o comportamento estar orientado para a ingestão de iogurtes com maior teor energético, tal não pareceu ser o resultado de escolhas explícitas, uma vez que não foram encontradas alterações consistentes na agradabilidade dos sabores enriquecidos com hidratos de carbono”, indicam os autores do artigo citados no comunicado.

Salientam, por outro lado, que aquele “comportamento se manteve em doentes com obesidade e após cirurgia para perda de peso, embora existissem diferenças importantes no sistema dopaminérgico cerebral.”

“Estes resultados sugerem que as alterações cerebrais relacionadas com a obesidade podem ser revertidas após a cirurgia bariátrica, impactando potencialmente a quantidade de alimentos consumidos, mas não necessariamente os tipos de alimentos preferidos”, refere o texto da PLOS Biology sobre o trabalho divulgado pela Fundação Champalimaud.

Filme de animação “Percebes” entre finalistas na corrida para os Óscares 2025

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O filme de animação “Percebes”, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires, está entre os finalistas a uma nomeação para os Óscares 2025, enquanto “Grand Tour”, de Miguel Gomes, ficou de fora, revelou a Academia de Cinema dos Estados Unidos.

A academia divulgou esta terça-feira a lista de finalistas no processo de seleção dos nomeados para os Óscares, em dez categorias distintas, e entre eles figura o filme de animação “Percebes”, das realizadoras portuguesas Laura Gonçalves e Alexandra Ramires.

Premiado em junho passado no Festival de Cinema de Annecy, “Percebes” entra, assim, na corrida aos Óscares para Melhor Curta-Metragem de Animação, na mesma categoria para a qual esteve nomeado o filme “Ice Merchants”, de João Gonzalez, em 2023.

De fora do processo de candidatura aos Óscares fica “Grand Tour”, de Miguel Gomes, que tinha sido proposto pela Academia Portuguesa de Cinema na categoria de Melhor Filme Internacional.

Na disputa de uma nomeação nesta categoria de Melhor Filme Internacional segue, entre outros, “Ainda estou aqui”, de Walter Salles, indicado pelo Brasil, e que se estreia nos cinemas portugueses a 16 de janeiro.

“Percebes” é um documentário, animado em aguarela e digital, sobre o ciclo de vida deste crustáceo no contexto da apanha no Algarve, com as duas realizadoras a abordarem ainda questões sobre a relação dos habitantes locais com o mar, sobre turismo e sobre o desordenamento da costa portuguesa.

Produzido pela cooperativa BAP Animation, com coprodução francesa, o filme venceu o Prémio Cristal de Melhor Curta-Metragem do Festival de Annecy, em França e, de acordo com a Agência da Curta-Metragem, soma mais de uma dezena de outras distinções e 91 seleções em festivais.

Em Annecy, as duas realizadoras afirmaram à agência Lusa que o prémio conquistado nesse festival sublinhava “a força do cinema de animação” português, em particular nos últimos anos.

“A liberdade criativa e o cinema autoral é aquilo que faz com que o nosso trabalho seja reconhecido da forma como é”, considerou Alexandra Ramires. E Laura Gonçalves acrescentou: “As nossas histórias que fazemos, que queremos fazer, têm um reflexo e as pessoas apreciam”.

De acordo com a organização dos Óscares, 88 curtas-metragens de animação de todo o mundo foram consideradas elegíveis, das quais 15 – entre as quais “Percebes” – são agora finalistas.

A realizadora Laura Gonçalves chegou a fazer parte da lista de finalistas aos Óscares de 2023 com o filme de animação “O homem do lixo”, mas não chegou às nomeações.

Das listas de finalistas hoje divulgadas pela academia norte-americana, o filme “Emilia Pérez”, do realizador francês Jacques Audiard, é citado seis vezes, seguindo-se “Wicked”, de Jon M. Chu, com quatro menções.

A 97.ª edição dos Óscares está marcada para 02 de março de 2025, em Los Angeles, Califórnia, sendo os nomeados revelados a 17 de janeiro.

Quase dois terços dos portugueses querem menos imigrantes do subcontinente indiano

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Cerca de dois terços dos portugueses querem menos imigrantes provenientes do subcontinente indiano, consideram a política de imigração demasiado permissiva e acusam os imigrantes de contribuírem para mais criminalidade, embora os considerem importantes para a economia.

Segundo o barómetro da imigração, um inquérito alargado da Fundação Francisco Manuel dos Santos divulgado esta terça-feira por ocasião do Dia Internacional das Migrações, que se celebra quarta-feira, 63% dos inquiridos querem uma diminuição dos imigrantes do subcontinente indiano.

O mesmo estudo conclui que 68% dos inquiridos consideram que a “política de imigração em vigor em Portugal é demasiado permissiva em relação à entrada de imigrantes”, 67,4% dizem que contribuem para mais criminalidade e 68,9% consideram que ajudam a manter salários baixos.

Ao mesmo tempo, 68% concordam que os imigrantes “são fundamentais para a economia nacional”.

No mesmo inquérito em que 42% dos inquiridos sobrestima o número de imigrantes em Portugal, a maioria é favorável à atribuição de direitos, como o direito de voto (58,8%), facilitação da naturalização (51,8%) ou dos processos de reagrupamento familiar (77,4%).

Este barómetro avaliou, pela primeira vez, o sentimento dos portugueses em relação aos provenientes da Índia, Nepal e Bangladesh (que representam apenas 9% do total de imigrantes), verificando-se que 63% quer uma diminuição, o que não sucede com mais nenhum grupo.

Segundo os autores, “registaram-se menos respostas no sentido de reduzir a imigração, do que no passado”, quando foram feitos estudos semelhantes (2004 e 2010).

Sobre quem vem da Europa de Leste, apenas 48% dos inquiridos consideram que deve diminuir, por comparação com 57% em 2010.

Relativamente aos países ocidentais, o sentimento é o mais positivo, com apenas 26% dos inquiridos a pedirem uma diminuição, em comparação com 46% em 2010.

No caso dos países africanos (47%), Brasil (52%) e China (52%), há uma redução da posição de inquiridos que querem menos imigrantes em relação a 2010 (54%, 57% e 57%, respetivamente).

A maioria dos inquiridos (cerca de 68%) “considera que a política de imigração atualmente em vigor permite uma entrada demasiado facilitada, defendendo ainda que seria mais benéfico para o país uma política que garantisse uma entrada mais regulada” (75,8%).

Segundo os autores, os “inquiridos parecem ter sentimentos antagónicos em relação à imigração: grande parte considera-a mais como uma ameaça do que como uma oportunidade, ao mesmo tempo que mais de dois terços dos inquiridos (68%) concordam que estes são fundamentais para a vida económica do país”.

Este valor é superior em oito pontos percentuais ao verificado num estudo semelhante de 2010.

No que respeita à relação com o Estado, 52% dos inquiridos consideram que os imigrantes “recebem mais do que contribuem para a Segurança Social”, o que não corresponde aos dados reais.

A comunidade que mais contribui para a segurança social é a brasileira (1.033 milhões de euros, 38,6% do total), seguida da indiana (8168,4), nepalesa (102,9), espanhola (102,8) e cabo-verdiana (88,8).

É na agricultura e pesca (30%) que está a maior percentagem de trabalhadores estrangeiros, seguida da construção (15%), atividades administrativas (23%) e alojamento e restauração (22%).

No que respeita à situação de pobreza, 27% estão em situação de pobreza ou exclusão social, um valor superior à percentagem de população portuguesa (19,4%).

Já no que respeita aos valores e tradições portuguesas, 51% vê os imigrantes como uma ameaça, uma “percentagem que quase duplicou em comparação com 2010”, refere o inquérito.

Mais de metade dos inquiridos (53,5%) “considera que os imigrantes têm condições de vida piores do que as dos portugueses em termos de trabalho e 40,6% considera que têm menos acesso à habitação”.

Num resultado semelhante a 2010, “uma significativa maioria defende que os imigrantes devem regressar aos seus países se não tiverem trabalho (78%) ou se cometerem algum tipo de crime (82%)”.

O inquérito incluiu ainda uma comparação das respostas com a ideologia dos inquiridos, concluindo que “um posicionamento mais à direita está relacionado com uma maior oposição à imigração, sobretudo em relação a imigrantes de países africanos e do subcontinente indiano”.

E as pessoas “mais satisfeitas com o regime democrático português opõem-se menos à vinda de imigrantes, são menos favoráveis a políticas de imigração rígidas e defensoras da atribuição de direitos aos imigrantes”.

“Quanto melhor o nível de vida do inquirido, mais favorável é o seu posicionamento em relação aos imigrantes”, refere ainda o estudo.

O inquérito conclui ainda que a “sociedade portuguesa sobrestima a quantidade de estrangeiros em Portugal”, um país que tem valores muito abaixo da média europeia.

A percentagem de estrangeiros na população em Portugal (9,8%) está abaixo de 17 países da União Europeia, que tem no Luxemburgo (quase 50%) e em Malta (25%) os casos com maior proporção.

No que respeita à demografia, Portugal teve um saldo natural negativo a partir de 2009, mas desde 2019 que o saldo populacional (inclui tanto os nascimentos e mortes, como os emigrantes e imigrantes) tem sido positivo.

Exemplo disso são os nascimentos: “22% dos bebés nascidos em Portugal, em 2023, eram de mães estrangeiras, apesar de os estrangeiros serem cerca 10% da população a residir em Portugal”, refere o estudo.

Esta situação alterou o perfil dos estudantes, com um aumento de 160% do número de alunos estrangeiros.

No conjunto do sistema educativo, no ano letivo 2023/2024 eram 140.000 (cerca de 14% do total de alunos matriculados), tendo 39.500 entrado no sistema educativo em 2022/2023 e 33.500 em 2023/2024.

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