21.3 C
Caldas da Rainha
Segunda-feira, Julho 13, 2026
Início Site Página 197

PS pede “intervenção urgente” do Governo face ao fecho da Tupperware

0
DR

Os deputados do Partido Socialista (PS) eleitos por Santarém defenderam esta sexta-feira uma “intervenção urgente” por parte do Governo face ao anúncio do encerramento da fábrica da Tupperware em Montalvo, no concelho de Constância, previsto para 08 de janeiro.

Em comunicado, os três eleitos do PS – Hugo Costa, Alexandra Leitão e Mara Lagriminha – defendem que “a situação justifica a articulação direta com o setor empresarial e o poder local, com o objetivo de proteger os trabalhadores, mitigar as consequências socioeconómicas e assegurar um contexto de sustentabilidade a médio e longo prazo” para Constância e para a região.

“Sem um apoio adequado e célere, o risco de agravamento social, económico e territorial poderá ter consequências irreversíveis para a economia local”, alertam os deputados.

A fábrica da Tupperware instalada em Montalvo, Constância, vai encerrar a atividade no dia 08 de janeiro e despedir os cerca de 200 trabalhadores, informou hoje o presidente da Câmara Municipal.

A fábrica da multinacional Tupperware em Portugal, a funcionar desde 1980, dependia a 100% da casa-mãe norte-americana, com o anúncio do pedido de declaração de insolvência a ter consequências diretas na unidade portuguesa, hoje conhecidas, e que vai deixar no desemprego os 200 trabalhadores que ali eram efetivos.

Em sequência, os eleitos do PS apresentaram esta sexta-feira, 20 de dezembro, na Assembleia da República, um conjunto de perguntas ao Governo, dirigidas à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e ao ministro da Economia sobre os apoios aos trabalhadores.

“Que medidas imediatas de apoio social estão a ser implementadas para apoiar as famílias em situação de maior vulnerabilidade económica” e que “ações concretas estão a ser tomadas para apoiar os trabalhadores no acesso ao subsídio de desemprego e para promover a requalificação e reintegração no mercado de trabalho dos trabalhadores afetados”, foram algumas das questões colocadas.

Os eleitos lembraram ainda a importância dos trabalhadores estarem “plenamente informados sobre os seus direitos e os recursos disponíveis” e questionaram sobre as “ações concretas” a implementar pelo Governo para “mitigar os impactos socioeconómicos no concelho de Constância, nomeadamente ações específicas de apoio à recolocação dos trabalhadores afetados ou a atração de novos investimentos industriais” para a região.

“Além da perda imediata de postos de trabalho, o declínio do poder de compra resultante da situação fragiliza o comércio e os serviços a jusante, potencia dificuldades financeiras para fornecedores locais e ameaça a sustentabilidade de outras pequenas empresas, agravando o risco de um efeito dominó no tecido económico regional”, sinalizam os deputados do PS.

À data, indicam, “o Ministério da Economia assegurou estar a acompanhar a situação, sem, no entanto, ser do conhecimento público que diligências foram tomadas”, tendo defendido uma “ação urgente” e concertada.

“A realidade vivida em Constância demonstra, ainda, “a necessidade de uma ação urgente e coordenada entre o Governo, as autarquias e os demais agentes económicos e sociais, tendo em vista atenuar os efeitos negativos e, se possível, encontrar soluções estruturais para revitalizar o tecido industrial nacional, garantindo a manutenção de postos de trabalho, a coesão territorial e a resiliência económica regional”, concluem.

Questionado pela Lusa, o Ministério da Economia disse estar a “acompanhar de perto” a situação da fábrica da Tupperware e “apoiar” os 200 trabalhadores que vão para o desemprego.

“Estamos atentos e a seguir muito de perto a notícia do encerramento da fábrica da Tupperware. O Ministério da Economia está em contacto com a Câmara Municipal de Constância e em articulação com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, no sentido de apoiar estes trabalhadores”, disse à Lusa o secretário de Estado da Economia, em resposta escrita às questões colocadas sobre a empresa e os trabalhadores.

PJ cabo-verdiana detém seis pessoas por falsificação de documentos e burla de vistos para Portugal

0
DR

A Polícia Judiciária (PJ) de Cabo Verde anunciou a detenção de seis pessoas, na cidade da Praia, por falsificação de documentos, burla e auxílio à emigração ilegal.

Em comunicado divulgado, a PJ afirmou que o “grupo detido fora do flagrante delito, estava envolvido na falsificação de documentos fraudulentos, que eram oferecidos a cidadãos interessados em obter vistos para Portugal, através da Embaixada de Portugal em Cabo Verde”.

“Esses documentos falsificados eram vendidos em troca de contrapartidas financeiras, com o objetivo de garantir a emissão dos vistos”, acrescentou.

As detenções ocorreram na quarta-feira, em várias zonas da cidade da Praia.

O grupo detido inclui três homens e três mulheres, sendo cinco cidadãos cabo-verdianos e um da Guiné-Conacri, com idades entre os 29 e os 52 anos.

A investigação identificou o grupo como responsável por diversos crimes, incluindo burla qualificada, falsificação de documentos, posse de armas de fogo, assunção de falsa identidade e formação de quadrilha.

A PJ destacou que um dos detidos, natural da Guiné-Conacri e considerado o cabecilha do grupo, já tinha violado uma medida de coação pessoal, que consistia na apresentação periódica às autoridades policiais.

Este homem já tinha sido apresentado ao Tribunal anteriormente, pelos crimes de falsa identidade, condução ilegal, posse de armas de fogo, burla e falsificação de documentos.

Durante a operação, foram apreendidos vários materiais, incluindo documentos, telemóveis, pen drives, tablets, um computador portátil e uma viatura pertencente ao líder do grupo.

Os detidos foram apresentados às autoridades judiciais para o primeiro interrogatório. O Tribunal da Comarca da Praia decidiu aplicar a medida de coação de apresentação periódica às autoridades policiais a cinco dos arguidos, enquanto ao líder do grupo foi decretada a prisão preventiva.

As investigações continuam, segundo a PJ.

Há quatro dias, a Polícia Judiciária também anunciou a detenção de um homem na capital cabo-verdiana por falsificação de documentos, burla e auxílio à emigração ilegal.

Em maio, o procurador-geral da República de Cabo Verde, Luís Landim, disse à Lusa haver denúncias que estavam a ajudar a concluir a investigação a redes que cobram por serviços de facilitação de vistos para Portugal.

Há vários anos que os cabo-verdianos reclamam do açambarcamento de vagas para estas marcações por parte de empresas que depois cobram valores diferenciados para prestar o serviço, que, se for tratado nos balcões públicos criados para o efeito, é gratuito.

No último ano, numa ronda por algumas dessas firmas na Praia, capital do arquipélago, a Lusa constatou que cobravam entre mil e 20 mil escudos (nove e 181 euros) por processo, podendo o valor aumentar em caso de prestação de outros serviços.

Na altura, o ministro das Comunidades de Cabo Verde, Jorge Santos, classificou como “traficantes” as empresas e particulares que açambarcam vagas para agendamento de vistos para Portugal e disse que devem ser punidas.

Há técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM a entrar na carreira sem cumprir requisitos

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu que há técnicos de emergência pré-hospitalar no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que ingressam na carreira sem ter os requisitos necessários.

No projeto de relatório à auditoria pedida pela ministra da Saúde para avaliar a legalidade e a eficiência da gestão do INEM, a IGAS diz que o instituto não conseguiu assegurar a realização dos cursos de formação para os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) nos termos em que foram aprovados.

Aponta, designadamente, o prazo da realização desta formação (curso base) e a estrutura dos estágios em ambulatório ou bloco operatório, acrescentando que não foram concluídos todos os estágios em ambulância-escola por falta de recursos.

O documento, a que a Lusa teve acesso, refere que mais de 70% dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH), em setembro de 2024, não tinham concluído a formação específica aprovada e homologada pela tutela, “da qual depende a garantia da aquisição das competências específicas necessárias” ao bom desempenho de todas as funções na prestação de assistência.

O acesso à categoria de coordenador da carreira especial de emergência pré-hospitalar decorrer “sem que tivesse sido garantida previamente a conclusão da formação específica”, aponta ainda a IGAS.

A IGAS sugere ainda que seja revisto o facto de os critérios definidos para a bola de formadores não limitarem o ingresso neste grupo em função da existência da formação específica que é exigida legalmente aos profissionais da carreira TEPH.

Diz ainda que a acreditação das entidades públicas e privadas na área da formação em emergência médica é realizada de acordo com o estabelecido no regulamento geral e nos procedimentos internos, mas sublinha que o risco de deficiências na realização de vistorias ou auditorias a entidades externas “é acentuado pelo facto de a entidade ainda não ter conseguido assegurar que todas sejam realizadas no mínimo por dois profissionais”.

Aponta igualmente o facto de o INEM ainda não ter criado mecanismos eficazes de controlo interno para prevenir o conflito de interesses e o risco de corrupção e sublinha que o instituto não conseguiu evitar “a existência de diversas situações de acumulação de funções não autorizadas”.

Sugere que seja contemplado no planeamento da formação o risco de “elevada significância de favorecimento de terceiros com os quais o INEM estabelece relações comerciais no âmbito da formação e da acreditação”, fiscalizando as situações de acumulação de funções.

No período em análise, refere o projeto de relatório, o INEM não garantiu a fiscalização das situações de acumulação de funções públicas com privadas dos trabalhadores que integram a bolsa de formadores das entidades acreditadas para ministrar formação em emergência médica.

A IGAS considera que, entre 2021 e 2022, o INEM foi incapaz de executar na totalidade o número de ações planeadas, mesmo com recurso a ações extra, apesar de se verificado “uma aparente inversão” desta tendência em 2023.

“A incongruência de alguns dos dados reportados e a baixa execução financeira suscitam reservas”, acrescenta.

A Inspeção-Geral aponta igualmente o facto de não existir colaboração de instituições do ensino superior e de ordens profissionais no âmbito da formação profissional de qualificação, de especialização técnica e científica, académica e pós-graduada em emergência médica, sobretudo na vertente pré-hospitalar.

Montenegro condena “horrendo ataque” a mercado de Natal na Alemanha

0
foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, condenou o atropelamento num mercado de Natal da Alemanha que esta sexta-feira provocou pelo menos dois mortos e mais de 60 feridos.

“Condeno veementemente o horrendo ataque no mercado de Natal de Magdenburgo, na Alemanha”, escreveu Montenegro, na rede social X.

O primeiro-ministro expressou ainda solidariedade para com os alemães.

“Expresso solidariedade ao povo alemão e ao chanceler Sholz. Sentidas condolências às famílias das vítimas e votos de recuperação aos feridos”, acrescentou Luís Montenegro.

O incidente, que as autoridades suspeitam ter sido um atentado, aconteceu ontem em Magdeburgo, cidade no leste da Alemanha com cerca de 250 mil habitantes.

O condutor do veículo foi detido, segundo a agência noticiosa alemã dpa, que cita fontes governamentais não identificadas no estado de Saxony-Anhalt.

“À luz dos factos conhecidos, o suspeito é o único autor do crime, pelo que não há, para já, qualquer perigo para a cidade”, declarou o governador de Saxony-Anhalt, Reiner Haseloff, numa conferência de imprensa.

De acordo com as autoridades, 15 dos feridos encontram-se em estado grave.

Haseloff disse que as duas pessoas confirmadas mortas eram um adulto e uma criança pequena, mas não pôde descartar a possibilidade de haver mais vítimas mortais, dado o elevado número de feridos graves.

Detido suspeito de ataque a mercado na Alemanha que provocou duas mortes

0
DR

As autoridades detiveram o suspeito, um médico saudita, de um ataque a um mercado de Natal na Alemanha que provocou pelo menos dois mortos e 68 feridos confirmados, 15 deles em estado grave.

Segundo o governador de Saxony-Anhalt, Reiner Haseloff, as duas vítimas mortais são um adulto e uma criança pequena, embora não descarte a possibilidade de se virem a confirmar mais mortes.

Um veículo avançou contra um movimentado mercado de Natal, hoje pelas 20:00 locais (19:00 em Lisboa), em Magdeburgo, cidade no leste da Alemanha com cerca de 240 mil habitantes.

O condutor do veículo foi detido, segundo a agência noticiosa alemã dpa, que cita fontes governamentais não identificadas no estado de Saxony-Anhalt.

“À luz dos factos conhecidos, o suspeito é o único autor do crime, pelo que não há, para já, qualquer perigo para a cidade”, declarou o governador de Saxony-Anhalt, Reiner Haseloff, numa conferência de imprensa.

O suspeito é um médico saudita de 50 anos que chegou à Alemanha em 2006, declarou a ministra do Interior de Saxony-Anhalt, Tamara Zieschang, numa conferência de imprensa.

O condutor foi detido pouco depois de o veículo ter embatido contra a multidão que se encontrava no mercado.

Além dos 15 feridos graves, 37 pessoas apresentam ferimentos moderados e 16 feridas ligeiras.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou na rede social X estar ao lado das vítimas e dos habitantes da cidade.

“As minhas condolências às vítimas e aos seus familiares. Estamos ao lado das vítimas e dos habitantes de Magdeburgo, escreveu Scholz”.

Atropelamento em mercado de Natal na Alemanha provoca pelo menos um morto

0
DR

Pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas num atropelamento num mercado de Natal em Magdeburgo, no leste da Alemanha.

O porta-voz do governo regional da Saxónia-Anhalt, Mathias Schuppe, confirmou o incidente à televisão regional MDR.

A agência de notícias Efe adiantou que, de acordo com testemunhas, um carro foi conduzido em direção à multidão e atropelou várias pessoas.

Segundo a agência AFP, que cita um porta-voz dos serviços de socorro locais, há “60 a 80 pessoas” feridas.

O jornal Bild apontou para mais de 20 feridos na cidade de Magdebourg, com cerca de 250 mil habitantes.

Alguns meios de comunicação social mencionaram vários mortos e um atentado, mas as autoridades não conformaram a informação.

A ministra do Interior, Nancy Faeser, tinha recentemente apelado ao público para estar vigilante nos mercados de Natal, sem mencionar quaisquer ameaças específicas.

Os serviços de informação alertaram recentemente para o facto de os mercados de Natal serem um “alvo ideologicamente adequado para pessoas motivadas pelo islamismo”.

Em dezembro de 2016 a Alemanha sofreu um atentado com um camião num mercado de Natal, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), no qual morreram 12 pessoas no centro de Berlim.

Operação da PSP no Martim Moniz resultou num detido com arma branca

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A “operação especial de prevenção criminal” esta quinta-feira realizada pela PSP na zona do Martim Moniz, Lisboa, culminou na detenção de um homem na posse de uma arma branca e alguma droga, segundo dados provisórios divulgados pela polícia.

De acordo com a porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) da PSP, o detido, que estava num dos estabelecimentos comerciais alvo de busca, tinha na sua posse uma arma branca e uma quantidade de droga, alegadamente canábis (que agora vai para análise) superior à média diária despenalizada.

Nesta operação da Polícia de Segurança Pública (PSP), no Largo do Martim Moniz e que fechou a Rua do Benformoso, como foi visível em imagens recolhidas no local, algumas delas difundidas pelas televisões, foram ainda apreendidos cerca de 100 artigos contrafeitos e 4.600 euros em dinheiro.

Segundo os números provisórios, foram ainda elaborados dois autos de notícia por contraordenações relativas a estabelecimentos comerciais.

O enorme aparato policial na zona levou à circulação de imagens nas redes sociais, nas quais se vislumbram, na Rua do Benformoso, dezenas de pessoas encostadas à parede, de mãos no ar, para serem revistadas pela polícia, e comentários sobre a necessidade daquele procedimento.

Questionada a porta-voz do COMETLIS, a subcomissária Ana Raquel Ricardo, sobre esta questão, explicou que uma “operação especial de prevenção criminal dá legitimidade para fazer outro tipo de diligências, nomeadamente a revista de cidadãos que se encontrem no local e revista de viaturas” que por ali circulem.

A mesma responsável referiu que o contingente empregue “foi o necessário” para uma operação deste tipo, sem, contudo, revelar o número de profissionais envolvidos.

Segundo a PSP, participaram nesta operação meios das Equipas de Intervenção Rápida (EIR), das Equipas de Prevenção e Reação Imediata, de trânsito e à civil – investigação criminal e fiscalização.

Num comunicado emitido hoje à tarde a divulgar a operação, o COMETLIS referia que a operação na freguesia de Santa Maria Maior teve como objetivo “alavancar a segurança e tranquilidade pública da população residente e flutuante” e que decorreu na zona da Praça do Martim Moniz, “área onde frequentemente se registam ocorrências que envolvem armas”.

O objetivo da operação, segundo a PSP, era “deter suspeitos da prática de crimes de posse ilegal de arma e apreender armas que eventualmente sejam encontradas no interior de veículos de suspeitos e aumentar o sentimento de segurança das pessoas que habitualmente utilizam os transportes públicos, espaços que dão acesso a estes, bem como nas áreas adjacentes, fiscalizando os utentes suspeitos dos transportes públicos”.

Incidiu igualmente “em locais considerados e avaliados de maior risco, exemplo de cafés, associações, entre outros existentes nos locais, considerando a recolha de informações em fase de planeamento e execução das operações”.

A operação decorreu em coordenação com a Unidade Contra o Crime Especialmente Violento (UECCEV) do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

“É expectável que a operação potencie a segurança e tranquilidade públicas junto dos cidadãos nos locais referidos, bem como nas suas zonas envolventes, e permita controlar, detetar, localizar, apreender e prevenir a introdução, ou verificar a regularidade da situação de armas, seus componentes ou munições”, referia a PSP no comunicado.

Vitória de Guimarães empata com Fiorentina e confirma ‘oitavos’ da Liga Conferência

0
O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva do repórter fotográfico Tiago Miguel de Araújo Vieira

O Vitória de Guimarães empatou esta quinta-feira na receção aos italianos da Fiorentina 1-1, em jogo da sexta e última jornada da fase de liga da Liga Conferência de futebol, confirmando o apuramento direto para os ‘oitavos’.

Um golo de Gustavo Silva, aos 33 minutos, deixou os vimaranenses em vantagem, mas a equipa transalpina igualou já na reta final, com um tento de Mandragora, aos 87, resultado que permitiu às duas equipas, além do apuramento direto para os oitavos de final, o terceiro lugar na classificação para os vitorianos e o quarto para a formação ‘Viola’.

Com este apuramento direto, a equipa vitoriana evita ter de disputar os dois jogos do play-off, agendados para 13 e 20 de fevereiro de 2025, estando os jogos dos oitavos marcados para 06 e 13 de março.

Morreu o oficial da Marinha Almada Contreiras que indicou a senha para o 25 de Abril

0
foto: Arlindo Homem

Carlos de Almada Contreiras, antigo oficial da Marinha que participou no 25 de Abril e que indicou a canção “Grândola Vila Morena” como senha da operação militar, morreu aos 83 anos, adiantou esta quarta-feira à Lusa fonte da família.

Contreiras, que foi Conselheiro de Estado, Conselheiro da Revolução e diretor do Serviço de Coordenação de Informações em 1975 (SDCI), sofreu uma doença súbita, de acordo com fonte próxima da família.

Participou ativamente no 25 de Abril de 1974 e na redação do Programa do Movimento das Forças Armadas, sendo considerado o mais importante membro do MFA dentro da Marinha.

Foi Carlos de Almada Contreiras que indicou a canção “Grândola Vila Morena” como senha da operação militar que resultou na revolução.

Contreiras, que nasceu em Aljustrel (Beja) em 1941 e fez os seus estudos secundários no Liceu de Setúbal, tem entre várias condecorações a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, de acordo com uma nota biográfica na página na Internet da Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril.

“Ingressou na Escola Naval em 1960. Entre 1964 e 1970 realizou diversas comissões militares na Guiné, Moçambique, Angola e S. Tomé e Príncipe. (…) Depois de passar à reserva, esteve em Moçambique entre 1988 e 1997, com atividades na Secretaria de Estado das Pescas e na FAO. Na Câmara Municipal de Cascais (1997-2007) foi assessor do presidente e diretor do Departamento da Polícia Municipal”, pode ler-se.

Dirigia a coleção “Memórias de Guerra e Revolução” editando obras que procuram estudar e clarificar a memória histórica da Revolução de Abril de 1974, sendo coordenador das obras: Operação “Viragem Histórica” (2.a ed.) – 25 de Abril de 1974 e A Noite que Mudou a Revolução de Abril – A Assembleia Militar de 11 de Março de 1975.

A data e o local da realização das cerimónias fúnebres serão anunciados posteriormente, ainda de acordo com a mesma fonte familiar.

Câmara de Lisboa decide atribuir Chave de Honra da Cidade a Salgueiro Maia

0
foto: Município de Santarém

A Câmara de Lisboa aprovou uma proposta do Livre para uma homenagem, a título póstumo, a Salgueiro Maia, um dos capitães na Revolução de 25 de Abril de 1974, tendo decidido atribuir-lhe a Chave de Honra da Cidade.

“Fernando José Salgueiro Maia, o ‘capitão sem medo’, foi o rosto da ação militar revolucionária que pôs fim à mais antiga ditadura da Europa e que conduziria ao fim da mais longa Guerra Colonial em África”, afirmou a vereadora do Livre Patrícia Gonçalves, na apresentação da proposta em reunião pública do executivo municipal.

A proposta foi aprovada por unanimidade, determinando uma homenagem, a título póstumo, com a atribuição da Chave de Honra da Cidade de Lisboa a Salgueiro Maia, “em reconhecimento pelos serviços prestados e em louvor do seu combate pela democracia, pela cidadania, pela liberdade, pela paz em Lisboa e em Portugal”.

“Todas as homenagens a Salgueiro Maia nunca serão demais. Sobretudo em Lisboa, palco da história de que foi o maior protagonista”, disse a vereadora do Livre, referindo que a ideia desta homenagem foi do munícipe Fernando Antunes.

A proposta surgiu no âmbito das celebrações dos 50 anos do 25 de Abril, que se comemoraram este ano, e o que se pretende agora é que a atribuição da Chave de Honra da Cidade possa ocorrer “no decorrer do mês de abril de 2025”, se possível, no dia 25 de abril ou, em alternativa, no dia 02 em que foi aprovada a Constituição da República Portuguesa de 1976 ou no dia 04 em que Salgueiro Maia faleceu.

A Chave de Honra da Cidade é atribuída a personalidades de reconhecido mérito que se notabilizaram e prestaram relevantes serviços à cidade, indicou a vereadora Patrícia Gonçalves.

Para o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), a homenagem a Salgueiro Maia é “uma ideia extraordinária para a cidade” e “uma homenagem justíssima”, afirmando que este capitão de Abril foi “um homem absolutamente único na história do país”.

Beatriz Gomes Dias, do BE, realçou o 25 de Abril de 1974 como das “datas mais extraordinárias” da história coletiva de Portugal, que “pôs fim a 13 anos de violência, de tortura, de morte e de muito sofrimento”, com a libertação dos povos dos países africanos que foram ocupados por Portugal.

Também o PCP e o PS se associaram a esta distinção a Salgueiro Maia, destacando o papel que teve na Revolução de Abril.

Neste âmbito, o vereador do PCP João Ferreira questionou o “facto bastante incómodo que está por resolver” sobre a atribuição da Medalha de Honra da Cidade a Celeste Caeiro, que tornou o cravo símbolo do 25 de Abril de 1974, uma vez que a mulher morreu sem receber essa homenagem, que já estava aprovada há seis meses.

“A intenção era entregar a Medalha e, infelizmente, fomos tarde demais”, afirmou Carlos Moedas, referindo que “o mais depressa possível” será feita essa homenagem, a título póstumo, em articulação com a família de Celeste Caeiro.

Por proposta da liderança PSD/CDS-PP, a câmara aprovou, por unanimidade, a atribuição da Medalha Municipal de Mérito Desportivo aos futebolistas António José Conceição Oliveira, conhecido por Toni, e Vicente da Fonseca Lucas, apelidado de Mandjombo.

Neste âmbito, a vereadora do BE, Beatriz Gomes Dias, alertou para o “desequilíbrio de género que existe na atribuição de medalhas”, referindo que nas Medalhas de Mérito da Cidade há a distinção de 24 homens e três mulheres, o que representa “uma desproporcionalidade muito significativa”, o que também acontece nas Medalhas de Honra.

Cátia Rosas, do PS, referiu que o executivo aprovou propostas para a atribuição de medalhas a personalidades do sexo feminino, inclusive às mulheres de Abril, mas continuam por entregar.

O presidente da Câmara de Lisboa acolheu essa preocupação sobre a necessidade de existir um equilíbrio de género nas homenagens do município, referindo que houve neste mandato uma evolução neste sentido quanto à atribuição de nomes de ruas na cidade, com cerca de 30% destinados a mulheres, quando no passado a média era na ordem dos 14%.

Optimized by Optimole