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Segunda-feira, Julho 13, 2026
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Madeira: Marcelo vai ouvir partidos e Conselho de Estado no início de janeiro

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O Presidente da República anunciou que vai ouvir os partidos representados na Assembleia Legislativa da Madeira e convocar o Conselho de Estado, admitindo que o representante da República lhe transmitiu que todos defendem eleições.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas, esta terça-feira, durante uma visita ao Barreiro para a tradicional ginjinha de Natal, onde vai desde que foi eleito em 2016, à exceção dos anos da pandemia de covid-19.

“Recebi ontem o Representante da República, que me explicou que tinha tentado o que estava ao seu alcance para formar um governo com base na atual composição da Assembleia Legislativa, não foi possível, todas as forças políticas quiseram eleições, umas mais depressa, outras menos”, explicou.

Por isso, acrescentou, de acordo com a Constituição, para poder exercer o poder de dissolução da Assembleia Legislativa Regional irá no início de janeiro ouvir todos os partidos do Parlamento Regional e depois convocar o Conselho de Estado.

Questionado se já se decidiu pela dissolução, respondeu negativamente, apontando os formalismos constitucionais a cumprir, escusando-se também a responder sobre o pedido da oposição interna no PSD-Madeira para que as eleições regionais sejam mais tarde.

“Ainda não, tenho de ouvir os partidos. Eu vou ouvir os partidos e, portanto, na altura, naturalmente, chegarei à conclusão de qual é o seu ponto de vista”, disse.

Na semana passada, o parlamento madeirense aprovou uma moção de censura do Chega contra o Governo Regional minoritário do PSD, liderado por Albuquerque, com os votos a favor de toda a oposição. Só o PSD e o CDS-PP, que têm um acordo parlamentar e um total de 21 deputados (insuficientes para a maioria absoluta que requer 24), votaram contra.

Na sequência da aprovação da moção de censura, que implica a queda do executivo, Ireneu Barreto ouviu todos os partidos com assento parlamentar, por ordem decrescente de representação: PSD, PS, JPP, Chega, CDS-PP, IL e PAN.

No final dos encontros, o juiz conselheiro transmitiu aos jornalistas que todas as forças políticas “pugnaram eleições o mais depressa possível”, realçando que a sua tentativa de encontrar uma solução governativa no “quadro da atual legislatura não teve qualquer sucesso”.

Segundo o artigo 19.º da Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, em caso de dissolução, o Presidente da República marca a data da eleição dos deputados “com a antecedência mínima de 55 dias”.

Ireneu Barreto adiantou que a data “mais provável” para a realização de eleições antecipadas é 09 de março, sublinhando, no entanto, que esse cenário “depende exclusivamente da vontade do senhor Presidente da República, depois de ouvir os partidos e o Conselho de Estado”.

A aprovação da moção de censura, já publicada em Diário da República, uma situação inédita na região autónoma, implicou a queda da XV Governo da Madeira, que estava em funções desde 06 de junho.

O executivo tomou posse na sequência das eleições regionais antecipadas de 26 de maio, que ocorreram também devido à queda do anterior executivo, com a demissão de Miguel Albuquerque, após ter sido constituído arguido num processo que investiga suspeitas de corrupção no arquipélago.

Milhões de crianças seguem Pai Natal através do Comando de Defesa Aeroespacial dos EUA

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imagem ilustrativa

Milhões de crianças em todo o mundo seguiram esta terça-feira um imaginário ‘trajeto’ do Pai Natal através do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), uma tradição da Guerra Fria que tem ganho popularidade todos os anos.

Tendo como habitual missão vasculhar os céus em busca de potenciais ameaças reais aos Estados Unidos, como os balões espiões chineses do ano passado, a NORAD gere na véspera de Natal uma central telefónica em Colorado Springs (estado do Colorado) onde voluntários respondem a perguntas dos mais pequenos, como “Quando é que o Pai Natal vem a minha casa?” e “Estou na lista dos traquinas ou dos simpáticos?”. Mais de 100 mil crianças ansiosas por receber presentes ligam todos os anos para a NORAD.

O site do NORAD disponibiliza ainda uma animação em “tempo real”, com informação em nove línguas, do inglês ao japonês.

O rastreio anual do Pai Natal pelo NORAD dura desde a Guerra Fria, e a tradição continua independentemente das paralisações governamentais, como a de 2018 e a deste ano.

Tudo terá começado com um telefonema acidental de uma criança, em 1955, quando EUA e Canadá estavam focados na ameaça russa e numa possível guerra nuclear.

Um menino ligou para a NORAD e a chamada chegou ao coronel da Força Aérea Harry W. Shoup, a atendeu num “telefone vermelho” apenas para emergências. Do outro lado, o menino começou a recitar uma lista de desejos de Natal.

“Ele continuou um pouco, respirou fundo e disse: ‘Espera, tu não és o Pai Natal’”, contou Shoup à Associated Press em 1999.

Para não desiludir a criança, Shoup respondeu numa voz grave e alegre: “Ho, ho, ho! Sim, sou o Pai Natal. Tens sido um bom menino?”

Oficialmente, o equívoco resultou de um anúncio de uma loja incentivando as crianças a ligar para o Pai Natal pedindo presentes, que foi publicado num jornal de Colorado Springs com um erro num dígito, que compunha o ultrassecreto número da NORAD.

Depois de Shoup desligar o telefone, logo este voltou a tocar com uma jovem a recitar a sua lista de Natal. Seguiram-se cinquenta chamadas por dia, disse.

Na era pré-digital, a agência utilizava um mapa da América do Norte, de 18 por 24 metros, para rastrear objetos não identificados. Um membro da equipa, em tom de brincadeira, desenhou o Pai Natal e o seu trenó sobre o Pólo Norte e a tradição nasceu.

Mas esta versão tem vindo a ser posta em causa e, em 2015, a revista The Atlantic atribuiu a tradição sobretudo ao talento de Shoup para as relações públicas.

Em 1986, o próprio Shoup admitiu ao Scripps Howard News Service que quando em 1955 viu o Pai Natal no mapa de ameaças, viu uma oportunidade sobretudo para aumentar o moral das tropas e do público.

“Isto fez com que os militares parecessem bem – como se não fôssemos todos um bando de snobes que não se preocupam com o Pai Natal”, disse.

A tradição do NORAD é uma das poucas adições modernas à centenária história do Pai Natal que perdurou, de acordo com Gerry Bowler, um historiador canadiano que falou à AP em 2010.

Numa entrevista recente à AP, o Tenente-General da Força Aérea Case Cunningham explicou que os radares NORAD no Alasca e no Canadá – conhecidos como sistema de alerta do norte – são os primeiros a “detetar” o Pai Natal.

O trenó puxado a renas deixa o Pólo Norte e segue normalmente para o Oceano Pacífico. Daí desloca-se para oeste, seguindo a noite.

“É aí que começam a funcionar os sistemas de satélite que usamos para rastrear e identificar alvos de interesse todos os dias”, disse Cunningham.

“Um facto provavelmente pouco conhecido é que o nariz de Rudolph (rena do Pai Natal) que brilha em vermelho emana muito calor. E depois esses satélites rastreiam através dessa fonte de calor”, gracejou.

Presidente da República invoca inquérito da IGAI para ficar em silêncio sobre Martim Moniz

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República recusou esta terça-feira voltar a pronunciar-se sobre a operação policial no Martim Moniz enquanto decorrer o inquérito aberto pela Inspeção Geral da Administração Interna, depois de numa primeira reação ter dito ainda não ter visto as imagens.

Marcelo Rebelo de Sousa respondia aos jornalistas durante uma visita ao Barreiro para a tradicional ginjinha de Natal, onde vem desde que foi eleito em 2016, à exceção dos anos da pandemia de covid-19.

“Uma vez que foi instaurado o inquérito pela Inspeção Geral da Administração Interna, eu entendo que enquanto durar o processo – que saúdo e que espero que seja rápido – eu não devo pronunciar”, disse.

O chefe de Estado escusou-se também a comentar a recusa de centenas de profissionais em aplicar uma futura Lei de Bases da Saúde que exclua os estrangeiros em situação irregular, alegando que o diploma está ainda no parlamento.

“Como tenho feito sempre, quando está um diploma a ser feito, a ser elaborado no parlamento, eu devo esperar até a votação final”, disse.

Perante a insistência da comunicação social, enumerou as possibilidades constitucionais que o Presidente pode tomar em relação ao diploma, como o veto ou a fiscalização da constitucionalidade.

“Ou tenho dúvidas de constitucionalidade e envio-o para o Tribunal Constitucional – tenho evitado a fiscalização preventiva, já há muito tempo, não sei se há um ano, que não recorro ao Tribunal Constitucional para esse efeito. Mas se tiver dúvidas … Se não tiver dúvidas, mas discordar politicamente da lei, veto a lei. Se não tiver dúvidas de constitucionalidade e se concordar com a versão definitiva da lei, promulgo a lei”, disse.

Uma operação policial na quinta-feira, no Martim Moniz, resultou na detenção de duas pessoas e na apreensão de quase 4.000 euros em dinheiro, bastões, documentos, uma arma branca, um telemóvel e uma centena de artigos contrafeitos.

O enorme aparato policial na zona, onde moram e trabalham muitos imigrantes, levou à circulação de imagens nas redes sociais em que se vislumbram, na Rua do Benformoso, dezenas de pessoas encostadas à parede, de mãos no ar, para serem revistadas pela polícia, e comentários sobre a necessidade daquele procedimento.

No dia seguinte, o Presidente da República disse querer ver as imagens da operação policial, para a comentar, mas defendeu como princípio geral que a segurança deve ser exercida com recato.

Hoje, o semanário Expresso avançou, na sua edição online, que a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu, por iniciativa própria, um processo administrativo sobre a operação da PSP no Martim Moniz, em Lisboa.

Quanto ao diploma sobre saúde, na sexta-feira, foram aprovados projetos de Lei do Chega e do PSD e CDS-PP sobre as condições de acesso de cidadãos estrangeiros não residentes ao SNS.

O projeto do Chega altera a Lei de Bases da Saúde de 2019 para limitar o acesso ao SNS a estrangeiros que não residam em Portugal, só lhes permitindo aceder aos cuidados de saúde públicos em casos de emergência ou mediante pagamento.

Também o projeto de lei apresentado por PSD e CDS-PP visa alterar a Lei de Bases da Saúde para travar a “utilização abusiva” do Serviço Nacional de Saúde por estrangeiros não residentes em Portugal, exigindo documentação extra a estes cidadãos.

Na sexta-feira, mais de 800 profissionais de saúde disseram que não vão obedecer às alterações à Lei de Bases da Saúde aprovada na generalidade no dia 19 de dezembro, que consideram discriminatórias, e admitem praticar atos de desobediência civil.

Japão e EUA acusam norte-coreanos de roubar 300 milhões de euros em criptomoedas

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A polícia do Japão e a polícia de investigação dos Estados Unidos acusaram hoje um grupo de piratas informáticos da Coreia do Norte de roubar criptomoedas no valor de quase 300 milhões de euros.

O grupo TraderTraitor, que alegadamente faz parte do grupo Lazarus, está ligado às autoridades de Pyongyang, está por trás do ataque contra a bolsa japonesa DMM Bitcoin, disse a Agência Nacional de Polícia Japonesa.

O grupo Lazarus ganhou destaque em 2014, quando foi acusado de piratear os estúdios da Sony Pictures Entertainment em retaliação pelo lançamento do filme satírico sobre a Coreia do Norte “Uma Entrevista de Loucos”.

A polícia de investigação norte-americana, o FBI, detalhou num comunicado separado “o roubo de criptomoedas no valor de 308 milhões de dólares [296 milhões de euros] da empresa japonesa DMM por ciberagentes norte-coreanos”.

O FBI descreve uma operação de “engenharia social direcionada” (que consiste na recolha de dados sobre o seu alvo para enganá-lo com mensagens credíveis), na qual um pirata informático se fez passar por um recrutador para contactar um funcionário de uma outra plataforma de troca de criptomoedas.

O norte-coreano enviou ao colaborador o que parecia ser um teste do qual dependia a contratação, mas que continha uma linha de código malicioso. Isto permitiu que o pirata se fizesse passar pelo funcionário, disse o FBI.

“O FBI, a Agência Nacional de Polícia do Japão e outros parceiros do governo dos EUA e da comunidade internacional continuarão a expor e a combater o uso de atividades ilícitas pela Coreia do Norte – incluindo o cibercrime e o roubo de criptomoedas – para gerar rendimentos para o regime”, acrescentou o comunicado.

O programa de guerra cibernética da Coreia do Norte remonta, pelo menos, a meados da década de 1990.

De acordo com um relatório militar dos EUA de 2020, a unidade de guerra cibernética da Coreia do Norte, chamada de “Gabinete 121”, tem seis mil membros que também operam no estrangeiro, incluindo na Bielorrússia, China, Índia, Malásia e Rússia.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu vários processos criminais relacionados com piratas informáticos norte-coreanos nos últimos anos, alegando frequentemente uma motivação com fins lucrativos.

Em 2021, o departamento acusou três programadores informáticos norte-coreanos por uma vasta gama de piratarias globais, incluindo o ataque destrutivo contra a Sony e tentativas de roubo e extorsão de mais de 1,3 mil milhões de dólares (1,25 mil milhões de euros) a bancos e a empresas.

Em julho passado, a justiça dos Estados Unidos acusou Rim Jong Hyok, um homem suspeito de trabalhar para uma das agências de informação militar da Coreia do Norte, de envolvimento numa conspiração para piratear prestadores de cuidados de saúde norte-americanos.

Vacinação contra a gripe bate recorde de adesão das pessoas com 85 e mais anos

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou hoje que a vacinação contra a gripe bateu recorde no grupo de pessoas com 85 e mais anos de idade, ao serem vacinados mais de 285.000 cidadãos em três meses.

Segundo o relatório de vacinação sazonal da DGS hoje divulgado, entre 20 de setembro e 22 de dezembro deste ano, foram vacinadas mais de 285 mil pessoas com 85 ou mais anos de idade contra a gripe.

“A maior adesão registada desde o outono de 2022, correspondendo a uma cobertura de 83,58%. Simultaneamente, mais de 220.000 pessoas nesta faixa etária foram vacinadas contra a covid-19”, refere o documento.

A DGS realça no relatório que este “é o grupo mais vulnerável a complicações graves que podem resultar das infeções respiratórias”, nomeadamente, no outono e inverno.

“Trata-se de um marco positivo na prevenção de hospitalizações e óbitos no âmbito da resposta sazonal em Saúde, tendo beneficiado, pela primeira vez, do alargamento da gratuitidade da vacinação contra a gripe de dose elevada”, lê-se.

Desde o dia 17 de dezembro que a vacinação gratuita contra a gripe e a covid-19 ficou disponível para o grupo entre 50 e 59 anos, com a DGS a prever que chegue a 250.000 pessoas.

“No ano passado, vacinámos cerca de 250 mil pessoas dos 50 aos 59 anos e esperamos que este ano também consigamos alcançar este valor”, adiantou o subdiretor-geral da Saúde, André Peralta-Santos, à agência Lusa.

Segundo o mesmo, a decisão de alargar a vacinação sazonal a esta faixa etária deve-se à disponibilidade de doses, tendo em conta que, atualmente, existem em ‘stock’ cerca de 400.000 vacinas contra a gripe.

Perante esta disponibilidade, e como tem sido habitual noutros anos, a DGS vai “dando a possibilidade de outros grupos etários se vacinarem gratuitamente”, referiu André Peralta-Santos.

“Ainda queremos vacinar mais pessoas, especialmente, no grupo de 60 ou mais anos”, referiu André Peralta-Santos, para quem a vacinação “é sempre um meio muito fácil” de proteção contra os efeitos mais nocivos da gripe e da covid-19.

André Peral-Santos reafirmou ainda a mensagem de que a vacina contra o coronavírus é segura e que a covid-19 continua a provocar doença grave, especialmente, nos mais idosos.

A DGS apela ainda, com o início do inverno, e com maior circulação de vírus respiratórios, a “todos os grupos elegíveis para que não deixem de se vacinar, protegendo-se e às outras pessoas”.

A campanha de vacinação sazonal do outono-inverno 2024-2025 contra a gripe e a covid-19 arrancou em 20 de setembro em cerca de 3.500 pontos de vacinação em todo o país, com objetivo de vacinar 2,5 milhões de pessoas.

Trump quer pena de morte aplicada a mais pessoas nos EUA

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O Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, assegurou hoje que ordenará ao seu Governo que intensifique a aplicação da pena de morte, um dia depois de Joe Biden ter comutado as penas de 37 reclusos no corredor da morte.

“Assim que tomar posse, ordenarei ao Departamento de Justiça que prossiga vigorosamente a pena de morte para proteger as famílias e crianças americanas de violadores, assassinos e monstros violentos”, escreveu o futuro Presidente na rede social Truth Social.

Antes, Trump tinha criticado a decisão do Presidente em exercício, que na segunda-feira comutou as penas de 37 condenados à morte pelo sistema de justiça federal norte-americano, poucas semanas antes da transferência de poder.

“Joe Biden acaba de comutar as sentenças de morte de 37 dos piores assassinos do nosso país. Quando ouvirem as ações de cada um, não vão acreditar que ele fez isto”, escreveu o republicano na Truth Social.

Várias organizações de direitos humanos lembraram esta semana que a decisão de Biden constituiu o “mais elevado número de comutações de sentenças de morte por um Presidente norte-americano nos tempos modernos”.

Essas mesmas organizações temiam uma onda de execuções quando Donald Trump regressasse à Casa Branca, a 20 de janeiro.

Durante a sua campanha eleitoral, Donald Trump já tinha apelado ao alargamento do âmbito da pena de morte, em particular aos imigrantes condenados pelo assassinato de cidadãos norte-americanos ou aos traficantes de droga e de seres humanos.

As últimas execuções federais ocorreram no final da presidência de Trump.

Após 17 anos de interrupção, 13 pessoas foram condenadas à morte entre 14 de julho de 2020 e 16 de janeiro de 2021.

Dos cerca de 2.300 reclusos no corredor da morte nos Estados Unidos, apenas 40 foram condenados pela justiça federal, até à medida de clemência tomada por Joe Biden.

O Presidente democrata excluiu da sua medida três autores de ataques, entre os quais Dzhokhar Tsarnaev, um dos bombistas suicidas do ataque durante a maratona de Boston, em 15 de abril de 2013.

GNR regista nove mortes em 976 acidentes nos últimos quatro dias

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 976 acidentes com nove vítimas mortais, 26 feridos graves e 275 feridos leves desde as zero horas de 20 de dezembro, dia em que iniciou a operação “Natal e Ano Novo 2024/2025”.

Segundo os dados hoje divulgados pela GNR, as vítimas mortais, que tinham entre os 19 e os 76 anos, resultaram de quatro despistes, três motociclos e um veículo ligeiro, três colisões e dois atropelamentos.

Os despistes registaram-se na Estrada Nacional número 125 (EN125), em Albufeira, (Faro); em Fonte Coberta, concelho de Barcelos (Braga); em Biscainho, concelho de Coruche (Santarém); e na Autoestrada número 23 (A23), em Benquerenças (Castelo Branco).

As colisões aconteceram em Boliqueime (Faro); no Itinerário Principal número 2 (IP2) em Beja; e no Itinerário Complementar número 2 (IC2), em Santa Maria da Feira (Aveiro).

Um dos atropelamentos registou-se em Pedroso, Vila Nova de Gaia (Porto) e o outro na A19, em Leiria.

Durante a operação “Natal e Ano Novo 2024/2025”, a GNR também já fiscalizou 41.970 condutores, dos quais, 547 conduziam com excesso de álcool e, destes, 270 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 78 pessoas por conduzirem sem habilitação legal.

Das 6.536 contraordenações rodoviárias detetadas, a GNR destaca 1.929 por excesso de velocidade; 277 excessos de álcool; 196 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças (SRC).

E ainda 136 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução; 682 por falta de inspeção periódica obrigatória; 212 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Durante a operação, que termina dia 02 de janeiro, a GNR irá continuar a priorizar a fiscalização da condução sob a influência do álcool e de substâncias psicotrópicas, excesso de velocidade, uso indevido do telemóvel.

Também irá estar atenta à utilização correta do cinto de segurança, à falta de inspeção periódica obrigatória, à falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório e à incorreta execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem.

Bombeiros e agentes de Proteção Civil querem formação pela faculdades de Medicina

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Fénix – Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil defendeu que toda a formação dos técnicos de emergência médica atualmente prestada, com “má qualidade”, pelo INEM deve passar “exclusivamente para as faculdades de Medicina”.

“A FENIX-ANBAPC defende que toda a formação INEM, IP deverá passar exclusivamente para as faculdades de Medicina, garantindo assim, todos os aspetos fundamentais para que Portugal detenha excelentes provedores de cuidados médicos de emergência, altamente educados, treinados e qualificados providenciando um serviço de excelência às comunidades, focados nos pacientes”, lê-se num comunicado divulgado.

Para a associação Fénix, o INEM deverá ficar apenas responsável por “produzir a autorização para a prática da atividade” e por “executar o controlo da mesma, nos padrões e métricas cientificamente validadas”, produzindo “a cada dois anos as chamadas certificações de prática”.

Esta tomada de posição da associação de bombeiros e agentes de proteção civil surge na sequência da divulgação, na sexta-feira, do projeto de relatório da auditoria feita pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) à gestão do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Salientando que na auditoria “foram apuradas diversas insuficiências e suspeitas de ilegalidades”, a Fénix refere que “infelizmente não são novidade”, tendo várias das situações elencadas sido “por várias vezes apresentadas em sede própria, sem terem tido a atenção devida”.

Como resultado, sustenta, a emergência médica em Portugal chegou ao “estado lastimável em que se encontra”.

Entre as várias situações de “gravidade extrema” detetadas, a associação Fénix destaca as relativas à formação, lembrando que “desde sempre que alertou para o facto de que a formação INEM, I.P. é de má qualidade” e não é sujeita a “qualquer auditoria e controlo”.

“No que diz respeito em especial à formação TAT [Tripulante de Ambulância de Transporte] e TAS [Tripulante de Ambulância de Socorro], ministrada aos corpos de bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa através de várias entidades acreditadas pelo INEM, revela-se a falta de auditoria. Ora, não havendo auditoria e acompanhamento não podem ser garantidos os padrões, o que nos leva a colocar em causa toda a formação que foi ministrada”, sustenta.

“Por outro lado – questiona – quando tanto se ouve falar em ‘peritos’ e ‘especialistas’, onde andaram estes no decorrer destas situações de má memória, onde estiveram estes quando quase 70% dos TEPH [Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar] não concluíram a sua formação e, mesmo assim, estão ao serviço, sem a conclusão da sua formação?”.

Neste contexto, a associação defende que “pouco mais resta que reavaliar” todos os Tripulantes de Ambulância e Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar existentes, redefinindo o seu modelo de educação “em sede de faculdades de Medicina”.

“Portugal não pode ter nomenclaturas e títulos inventados e sem qualquer reconhecimento além-fronteiras”, sustenta.

Paralelamente, a Fénix reclama a implementação de um programa de educação para instrutores dos Serviços Médicos de Emergência, ministrado em faculdades de Medicina.

Para a associação, as conclusões do relatório da IGAS demonstram que “inventar dá mau resultado, especialmente quando estão vidas envolvidas”, e provam que “os grupos parlamentares e os governos devem dar mais atenção ao que é vezes sem conta relatado, mas que pouca ou nenhuma atenção mereceu”.

O projeto de relatório da auditoria ao INEM pedida pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, avaliou quatro grandes áreas: meios de emergência médica, compras públicas, formação profissional e atração e retenção de trabalhadores em áreas críticas.

O projeto de relatório vai ser agora remetido ao INEM, para o exercício do contraditório, tendo a IGAS emitido 44 recomendações.

Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa pede que se cuide dos mais frágeis

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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) lembrou esta segunda-feira que a humanidade vive num “tempo repleto de desafios”, destacando a violência dos conflitos armados, e pede na sua mensagem de Natal que se cuide dos mais frágeis.

Começando por lembrar as “vidas perdidas, milhares de refugiados e a incerteza no futuro que tudo isso traz”, José Ornelas refere também “as crises ambientais, as situações de pobreza fruto das desigualdades sociais e económicas, o sofrimento e a solidão [que] marcam a vida de muitas pessoas”.

“É urgente que sejamos portadores de esperança (…) cuidando da vida dos mais frágeis como as crianças, os idosos, os pobres ou os doentes; indo ao encontro de quem está só, abandonado e em sofrimento, seja o vizinho que mora ao lado, seja nas prisões, lares e hospitais; acolhendo com dignidade os migrantes e refugiados; procurando a paz e a justiça, antes de mais, nas nossas relações pessoais”, refere o presidente da CEP no texto da sua mensagem para o Natal deste ano.

O também bispo de Leiria-Fátima pede ainda que as famílias se tornem mais próximas “indo além dos ecrãs dos telemóveis, oferecendo aos jovens novos horizontes para que se abram, sem medos, ao futuro”.

Lembrando as vítimas guerra em Gaza, José Ornelas faz ainda um convite à generosidade dos cristãos para a campanha de angariação de fundos da Conferência Episcopal Portuguesa, em favor das comunidades cristãs da Terra Santa, que está a decorrer até dia 31 de dezembro.

Vitória de Guimarães e Nacional empatam 2-2 no Minho

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O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva do repórter fotográfico Tiago Miguel de Araújo Vieira

Vitória de Guimarães e Nacional empataram hoje 2-2, em jogo a contar para a 15.ª ronda da I Liga portuguesa de futebol, mantendo as respetivas séries sem vencer.

Em Guimarães, o brasileiro Isaac Tomich deu vantagem aos madeirenses, aos nove minutos, Tiago Silva, aos 24, na conversão de uma grande penalidade, e Nuno Santos, aos 49, conseguiram a reviravolta para os minhotos, mas João Aurélio, empatou, aos 90+3.

Após dois jogos sem vencer, o Vitória de Guimarães empatou e manteve o sexto lugar, com 23 pontos, mas aproximando-se do Santa Clara, quinto, com 27, enquanto o Nacional, que tinha perdido na quinta-feira na receção ao Benfica (0-2), subiu ao 13.º posto, com 13.

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