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Segunda-feira, Julho 13, 2026
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Ucrânia: Arcebispo de Évora agradece resistência às “ondas avassaladoras do comunismo ateu”

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O arcebispo de Évora, Francisco Senra Coelho, agradeceu a resistência dos ucranianos perante as “ondas avassaladoras do comunismo ateu”, na guerra contra a Rússia, e disse rezar pela “urgentíssima paz na Ucrânia e no mundo”.

“Muito obrigado pelo heróico testemunho que deste ao mundo ao resistir heroicamente às ondas avassaladoras do comunismo ateu, que tudo fez para erradicar o cristianismo da vossa cultura, porém vós soubeste permanecer fiéis à fé de vossos pais”, afirmou.

O prelado alentejano dirigiu-se aos ucranianos que vivem no território da Arquidiocese de Évora, na sua mensagem de Natal dedicada a este povo, enviada à agência Lusa.

Assinalando que outrora, neste território, a Igreja também “sofreu perseguições e espoliações”, Senra Coelho disse “compreender, honrar e amar o povo ucraniano, neste momento de horrendo e inumano sofrimento de irracional e ilegítima ocupação violenta” do país.

“Rezo por vós e convosco pela urgentíssima paz na Ucrânia e no mundo. Estou unido a cada um de vós, aos vossos direitos internacionais e à inviolabilidade da vossa histórica pátria, Kiev berço do cristianismo entre os povos ucraniano e russo”, realçou.

A Ucrânia celebrou, pela segunda vez na sua história moderna, o dia de Natal a 25 de dezembro, como no mundo ocidental, e já não em 07 de janeiro, como no calendário juliano seguido pela Igreja Ortodoxa Russa.

Esta mudança de data foi oficializada no verão de 2023 por uma lei promulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em sinal de desafio à Rússia.

Na mensagem, o arcebispo de Évora frisou que o Natal é agora celebrado na mesma data, considerando que é “a concretização da unidade” clamada por Jesus Cristo.

Acidente aéreo no Cazaquistão faz 38 mortos

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O acidente com um avião da companhia Azerbaijan Airlines no Cazaquistão fez hoje 38 mortos, declarou o vice-primeiro-ministro deste país, Kanat Bozumbaev, citado pelos ‘media’.

“A situação não é boa, 38 mortos”, declarou durante uma reunião com representantes do Azerbaijão o vice-primeiro-ministro do Cazaquistão, citado pela agência russa Interfax. O mesmo número de vítimas mortais foi avançado pelo ‘site’ pró-governamental Tengrinews.

O Embraer 190 fazia um voo entre Baku, capital do Azerbaijão e Grozni, capital da república russa da Chechénia e levaria a bordo 67 pessoas, mas as circunstâncias do acidente ainda não foram esclarecidas.

O Ministério das Situações de Emergência do país indicou na rede Telegram que “29 pessoas estão hospitalizadas, incluindo três crianças”.

O Ministério Público do Azerbaijão tinha informado anteriormente que 32 pessoas sobreviveram, sem indicar o número de mortos.

Segundo a companhia aérea, estariam a bordo 62 passageiros e cinco tripulantes e o avião tentou fazer uma aterragem de emergência a cerca de três quilómetros de Aktau, um porto do Mar Cáspio.

A aparelho acabou por embater no solo e incendiou-se.

PS diz que mensagem do primeiro-ministro contrasta com realidade e com a do Presidente da República

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

A líder parlamentar do PS afirmou esta quarta-feira que a mensagem de Natal do primeiro-ministro “contrasta com a realidade”, com as medidas tomadas pelo Governo que “cavalgam uma perceção de insegurança” e com a opinião do Presidente da República.

“Não vale a pena traçar um quadro eleitoralista de um país que não é o que os portugueses conhecem”, acusou Alexandra Leitão, numa reação à mensagem de Natal do primeiro-ministro na sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa.

Para a líder parlamentar do PS, a mensagem de Natal de Luís Montenegro contrasta com a de Marcelo Rebelo de Sousa, que num artigo no Jornal de Notícias, hoje publicado, defendeu ser necessário “promover a igualdade e afastar as exclusões”.

“Foi a mensagem do Presidente da República com a qual o PS não podia estar mais de acordo”, destacou.

Pelo contrário, acusou, o Governo PSD/CDS-PP “cavalga uma perceção de insegurança que não é real e aproveita para entrar numa deriva de populismo totalitário”.

Patriarca de Lisboa defende que devem ser lançadas “sementes da paz” em todos os conflitos

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foto: Arlindo Homem

O Patriarca de Lisboa defendeu esta quarta-feira que o ser humano é capaz de abrir o coração para receber as abençoadas sementes da paz, que são necessárias lançar na Rússia, Ucrânia, Médio Oriente, Síria, Moçambique e em tantas outras regiões.

Discursando na homilia da missa de Natal, que decorreu na Sé de Lisboa, Rui Valério lembrou que são essas sementes que Deus trouxe ao mundo, e que geram raízes, unindo uns aos outros, “criando fraternidade e construindo união e proximidade recíproca”.

“São sementes assim que é necessário lançar na Rússia e na Ucrânia, no Médio Oriente, na Síria, em Moçambique, e em tantas outras geografias…”, sublinhou o Patriarca de Lisboa

Segundo Rui Valério, a encarnação de Deus lança no coração de cada um essa semente de paz, “essa bênção messiânica que o Pai derrama como orvalho da manhã sobre o mundo”, para enraizar nos corações da humanidade, de cada homem, “e produzir frutos de concórdia, de fraternidade e de justiça”.

“Mas hoje, o mundo conhece novamente o troar dos canhões, a dissonância da polarização na política, da fragmentação nas abordagens existenciais… porque, no fundo, os homens continuam fechados em si próprios. Permanecem duros e privados de disponibilidade ao sopro de Deus que quer encarnar o seu Filho, a sua Palavra eterna, em todos os recônditos da vida e da existência”, sustentou.

“As sementes da paz geram frutos, mas também raízes. Raízes que unem cada um à firmeza do Altíssimo, à sua indestrutível misericórdia; mas também aproximam cada ser humano do seu semelhante”, acrescentou.

Na homilia, Rui Valério destacou que o “verbo de Deus” revela que a verdadeira morada de cada ser humano, enquanto pessoa, “não é feita de matéria e empirismo, mas está no coração, na interioridade de cada um, para ir ao encontro do outro, para o receber e hospedar como irmão”.

“Que o Menino do Presépio, Deus feito Homem, molde o nosso coração ao Seu. Só Ele o pode fazer. […] A primeira reação de Jesus, como a de qualquer criança fascinada pelo novo que vai descobrindo, é a de um sorriso. E Jesus também nos sorri, para suscitar em nós uma reação, uma resposta, um sorriso de alegria”, sublinhou.

“Deus olha-nos, e não está carrancudo, nem arrependido de nos ter criado, nem de ter dado o tudo por tudo, por nós. Confirma a sua confiança na humanidade, renova o seu pleno amor à criatura que criou à sua imagem e semelhança. É o sorriso da confiança em nós, suas criaturas amadas. A afirmação de que nos criou para a comunhão de amor é a fonte da nossa alegria e da nossa esperança”, acrescentou o Patriarca de Lisboa.

Rui Valério agradece ao “Senhor” por ter inaugurado um homem novo e uma nova humanidade.

“A partir de Belém da Judeia, coração do mundo, hoje tão martirizada pela cegueira e pelo ódio, irrompe do Menino da manjedoura, a luz e a força que transforma o coração de cada um de nós, de cada mulher e de cada homem; nós, já recriados, seremos a força e a luz da renovação da humanidade”, realçou.

“Que a nossa primeira palavra dirigida ao mundo, seja a mesma palavra inaugural do primeiro Natal, dita aos Pastores: ‘Não temais, anuncio-vos uma grande alegria’. […] É a eterna primeira palavra que o Natal produz. É a outra face da Esperança. Que cada um anuncie a esperança, o raiar de um novo dia, dissipando o medo em cada noite escura da alma e do coração”, concluiu Rui Valério.

Primeiro-ministro diz que 2024 foi “ano de viragem” e promete rigor nas contas públicas

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O primeiro-ministro defendeu que 2024 foi “um ano de viragem e de mudança” e assegurou que a “nova política de baixar os impostos e valorizar os salários e as pensões” está a ser realizada “com rigor e equilíbrio orçamental”.

Na sua primeira mensagem de Natal enquanto primeiro-ministro, Luís Montenegro inclui nas prioridades para o futuro a promoção de uma “imigração regulada” e o combate à criminalidade – sem ligar os dois temas -, a par do reforço dos serviços de saúde, educação, transportes e da execução do “maior investimento em habitação pública desde os anos 90”.

O primeiro-ministro considerou que o governo PSD/CDS-PP que lidera desde 02 de abril “trouxe novas prioridades e novas opções”, numa mensagem gravada na residência oficial, em São Bento, e hoje transmitida pela RTP.

“Não viemos para olhar ou criticar o passado. Viemos para cuidar do presente e construir o futuro”, afirmou.

Montenegro passou em revista várias decisões do executivo, como a valorização salarial geral e de várias carreiras, medidas específicas para jovens e idosos, e deixou uma garantia sobre as contas públicas.

“Esta nova política de baixar os impostos e valorizar os salários e as pensões é realizada com rigor e equilíbrio orçamental. E é um elemento de política económica e social”, referiu.

O primeiro-ministro assegurou que Portugal “é um referencial de estabilidade e um país de oportunidades” num “mundo em convulsão” e “numa Europa apreensiva com a estagnação da Alemanha e o défice e o endividamento da França”.

Na parte mais virada para o futuro, Montenegro afirmou que o Governo pretende “continuar a reforçar os serviços de saúde e a garantir uma escola pública de qualidade, desde a creche até à universidade, sem esquecer o ensino profissional e tecnológico”.

Melhorar os transportes públicos e executar “o maior investimento em habitação pública” desde os anos 90 são outras das promessas, numa mensagem em que também se refere às políticas de imigração e de segurança.

“Vamos promover uma imigração regulada para acolher com dignidade e humanismo aqueles que escolherem viver e trabalhar no nosso país”, referiu Montenegro.

Mais à frente, o primeiro-ministro prometeu o combate à “criminalidade económica, o tráfico de droga e a criminalidade violenta”.

“Somos um dos países mais seguros do mundo, mas temos de salvaguardar esse ativo para não o perdermos”, reiterou.

O chefe do Governo defendeu que “Portugal tem tudo para vencer e criar mais riqueza”, determinante para conseguir “juntar os pais e os avós com os filhos e netos de Portugal em Portugal” e para “continuar a salvar o Estado Social, cumprindo a essência da democracia e da justiça, que é a igualdade de oportunidades”.

Na mensagem em que começou por desejar festas felizes a todos os portugueses, o primeiro-ministro deixou “uma palavra especial” aos que estão sozinhos e desprotegidos, às vítimas de violência – “em particular as muitas mulheres e crianças que vivem ou viveram o terror desumano do ataque à sua dignidade” -, aos doentes, desempregados, presos e aos que vivem em situação de pobreza.

“Saúdo também os que estão a trabalhar nos hospitais, nas forças de segurança, nas instituições sociais, nos bombeiros, na comunicação social e em todas as demais atividades que permitem o bem-estar de todos nestes dias”, disse, reiterando o reconhecimento aos soldados que se encontram ausentes do país e integram as Forças Nacionais Destacadas em missões de paz e segurança.

Montenegro terminou a mensagem recordando várias efemérides que se assinalaram em 2024, como os 500 anos do nascimento de Luís de Camões e da morte de Vasco da Gama, os 50 anos do 25 de Abril e os 90 e 100 anos de nascimento de Francisco Sá Carneiro e Mário Soares, “dois artífices da democracia”.

“O Governo acredita na capacidade de superação de todos vós, no vosso espírito de solidariedade e tolerância. Trabalhamos juntos para não deixar ninguém para trás”, concluiu.

Israel acusa Hamas de “colocar novos obstáculos nas negociações” de reféns

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Israel acusou hoje o Hamas de “colocar novos obstáculos nas negociações” dos reféns detidos na Faixa de Gaza há mais de um ano, depois do movimento islamita palestiniano afirmar que as “novas condições” israelitas rejeitaram um acordo.

“A organização terrorista Hamas está, mais uma vez, a mentir, a recuar nos pontos acordados e a continuar a colocar novos obstáculos nas negociações”, reagiu o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Guterres apela à adesão a nova Convenção da ONU Contra Cibercrime

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, congratulou-se com a aprovação da Convenção da ONU contra Cibercrime, apelando à adesão a este tratado internacional, o primeiro de justiça penal negociado em mais de 20 anos.

“O secretário-geral confia que o novo tratado promoverá um ciberespaço seguro e apela a todos os Estados para que adiram à Convenção e a implementem em cooperação com as partes interessadas relevantes”, afirmou Stéphanie Tremblay, porta-voz de Guterres, em nota divulgada.

A Convenção das Nações Unidas contra o Cibercrime, que tem como subtítulo “Reforço da Cooperação Internacional para o Combate a Crimes Cometidos através de Sistemas de Tecnologias de Informação e Comunicação e para a Partilha de Provas em Formato Eletrónico de Crimes Graves”, é o primeiro tratado internacional de justiça penal negociado em mais de 20 anos, segundo a ONU.

“Este tratado é uma demonstração do sucesso do multilateralismo em tempos difíceis e reflecte a vontade colectiva dos Estados-Membros de promover a cooperação internacional para prevenir e combater o cibercrime”, disse Stéphanie Tremblay.

“A convenção cria uma plataforma sem precedentes para a colaboração no intercâmbio de provas eletrónicas, proteção das vítimas e prevenção, garantindo ao mesmo tempo a proteção dos direitos humanos online”, adiantou.

Numa nota também hoje divulgada, a Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC, na sigla em inglês) refere que esta foi a segunda tentativa de finalizar o tratado, permitindo um acordo sobre os principais pontos de discórdia que dividiram os Estados durante mais de dois anos sobre a abordagem, o conteúdo e a redação deste instrumento jurídico.

“No final, o Irão apelou à votação, numa tentativa falhada de remover certos itens que salvaguardam os direitos humanos. Todos foram derrotados e a convenção foi adotada”, adianta.

O tratado segue agora para a Assembleia Geral para adoção, podendo depois ser ratificado pelos governos.

“A capacidade de recolher e partilhar provas electrónicas impulsionou as negociações e moldou os elementos centrais do tratado final. Este foi o principal objectivo de muitos países, que conseguiram o que pretendiam: um amplo espaço para a recolha de dados”, afirma a GI-TOC.

A recolha electrónica de provas, adianta, é permitida para crimes graves (ou seja, aqueles puníveis com pena de prisão superior a quatro anos) ou “outros crimes cometidos através de um sistema de tecnologias de informação e comunicação”.

“Os artigos relativos à assistência jurídica mútua e à assistência técnica centram-se também principalmente na recolha, partilha e utilização de provas eletrónicas. Assim, embora o tratado possa ser utilizado para criar respostas a incidentes paralisantes, como ataques de ‘ransomware’, tudo indica até ao momento que o foco da implementação será a recolha de dados”, refere.

Isto, adianta, dependerá de quais os países que ratificarão, de quem estará disponível para prestar apoio na assistência técnica e de quem dirigirá os recursos limitados para a implementação do tratado.

“Embora um tratado sobre o cibercrime para a ONU seja um empreendimento oportuno e importante, as preocupações sobre a sua verdadeira intenção e propósito – bem como as opiniões divergentes dos governos – pairaram sobre o processo. E embora existam aspectos positivos no tratado, como artigos sobre direitos humanos, protecção de dados e uma cláusula de não discriminação, existem também numerosos riscos”, sublinha a organização da sociedade civil.

O tratado confere muitos poderes de aplicação aos governos, incluindo o direito legal de acesso a dados eletrónicos, mas “é preocupantemente carente de detalhes de supervisão e pode representar ameaças de vigilância global”, sublinha a GI-TOC.

Patriarca de Lisboa compara políticos que recusam paz com quem recusou guarida a Maria

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O patriarca de Lisboa pediu hoje o fim da guerra na Ucrânia e no Médio Oriente e comparou os “decisores políticos” atuais que recusam a mensagem de paz da Igreja Católica com quem recusou dar guarida a Maria na noite de Natal.

Na homilia da Missa do Galo, o bispo Rui Valério afirmou que Deus e a sua mensagem de paz da igreja “volta a bater à porta de tantos cenários de guerra e de violência”, mas, “infelizmente, continua a não haver lugar para ele nas hospedarias de muitos decisores políticos”.

Segundo o prelado, a “paz continua a ser o sinal do amor de Deus e daqueles pobres que abrem o seu coração ao amor”, pelo que apelou aos crentes que abram “o coração à solidariedade com os irmãos da Ucrânia, do Médio Oriente e de tantos lugares e experiências de vida onde há guerra”.

Hoje em dia, “a história já não narra lutas de exércitos, derrubes de regimes e governos, mas fala-nos da capacidade de cada homem amar o seu irmão, da disponibilidade de se colocar ao seu serviço”, afirmou o responsável do Patriarcado de Lisboa, apelando aos católicos para serem mais ativos na divulgação da mensagem cristã no seu quotidiano.

“Os homens de hoje não são diferentes dos do passado, nem tão pouco diferem daqueles pastores; também é necessário que sejam envolvidos pela luz da palavra de Deus que tu deves anunciar, pela luz das boas obras que realizas e praticas”, acrescentou.

GNR regista 10 mortes em 1.144 acidentes nos últimos cinco dias

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 1.144 acidentes com 10 vítimas mortais, 33 feridos graves e 322 feridos leves desde as zero horas de 20 de dezembro, dia em que iniciou a operação Natal e Ano Novo 2024/2025.

Segundo os dados hoje divulgados pela GNR, que refere serem ainda provisórios, as vítimas mortais, que tinham entre os 19 e os 76 anos, resultaram de quatro despistes, três motociclos e um veículo ligeiro, três colisões e três atropelamentos.

Os despistes registaram-se na Estrada Nacional número 125 (EN125), em Albufeira, (Faro), em Fonte Coberta, concelho de Barcelos (Braga), na Estrada Nacional número 119 (EN119) em Biscainho, concelho de Coruche (Santarém) e na Autoestrada número 23 (A23), em Benquerenças (Castelo Branco).

As colisões aconteceram na Estrada da Ponte Barão, em Boliqueime (Faro), no Itinerário Principal número 2 (IP2) em Beja e no Itinerário Complementar número 2 (IC2), em Santa Maria da Feira (Aveiro).

Os três atropelamentos registaram-se em Pedroso, Vila Nova de Gaia (Porto), na A19, em Leiria e na localidade de Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro.

Durante a operação Natal e Ano Novo 2024/2025, a GNR também já fiscalizou 50.197 condutores, dos quais, 572 conduziam com excesso de álcool e, destes, 286 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 89 pessoas por conduzirem sem habilitação legal.

Das 7.816 contraordenações rodoviárias detetadas, a GNR destaca 2.364 por excesso de velocidade, 286 excessos de álcool, 238 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças (SRC).

E ainda 173 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução, 813 por falta de inspeção periódica obrigatória e 252 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Durante a operação, que termina dia 02 de janeiro, a GNR irá continuar a priorizar a fiscalização da condução sob a influência do álcool e de substâncias psicotrópicas, excesso de velocidade, uso indevido do telemóvel.

Também irá estar atenta à utilização correta do cinto de segurança, à falta de inspeção periódica obrigatória, à falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório e à incorreta execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem.

Ucrânia: Kiev denuncia ataque massivo russo contra rede elétrica no dia de Natal

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As autoridades ucranianas disseram hoje que uma enorme vaga de misséis russos danificou instalações energéticas e feriu pelo menos três pessoas, no segundo ano em que a Ucrânia celebra o Natal a 25 de dezembro.

“Desde esta manhã, o exército russo tem atacado massivamente a região de Dnipropetrovsk. O inimigo está a tentar destruir a rede eléctrica da região”, disse o governador regional, Sergii Lyssak.

A companhia elétrica ucraniana, Ukrenergo, anunciou restrições ao fornecimento.

“O inimigo está novamente a atacar massivamente o sector energético. O operador da rede de transmissão está a tomar as medidas necessárias para limitar o consumo, a fim de minimizar as consequências negativas para o sistema energético”, disse o Ministro da Energia ucraniano.

“Assim que as condições de segurança o permitirem, os trabalhadores do setor energético avaliarão os danos causados”, acrescentou German Galushchenko, na plataforma de mensagens Telegram.

Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, que a Rússia tem vindo a danificar a rede eléctrica da Ucrânia, bombardeando-a repetidamente e provocando cortes regulares de energia.

Um alerta aéreo está em vigor em toda a Ucrânia, numa altura em que a Força Aérea relata lançamentos de mísseis de cruzeiro russos Kalibr a partir do Mar Negro.

“Kharkiv está a ser alvo de um ataque maciço de mísseis” e “os mísseis balísticos ainda estão a dirigir-se para a cidade”, escreveu o autarca desta cidade no leste do país, Igor Terekhov, no Telegram.

“O exército russo realizou pelo menos sete ataques”, disse o governador regional de Kharkiv, Oleg Synegoubov, também no Telegram.

De acordo com estes dois responsáveis, pelo menos três pessoas ficaram feridas e os ataques provocaram também danos materiais.

A Força Aérea ucraniana referiu o lançamento de mísseis de cruzeiro russos, tendo como alvo as regiões de Vinnytsia (centro), Poltava (leste), Dnipropetrovsk (sudeste), Kirovograd (centro) e Cherkassy (centro).

Os ataques ocorrem no dia em que a Ucrânia, pela segunda vez na história moderna, celebra o Natal a 25 de dezembro, como no mundo ocidental, e já não a 07 de janeiro, como no calendário juliano seguido pela Igreja Ortodoxa Russa.

A mudança foi oficializada durante o verão de 2023 por uma lei promulgada pelo Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, como um sinal de desafio à Rússia.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da União Soviética – e que tem vindo a aproximar-se da Europa.

As negociações entre as duas partes estão bloqueadas, com Moscovo a continuar a exigir que a Ucrânia aceite a anexação de parte do seu território, e a rejeitar negociar enquanto forças ucranianas controlem a região russa de Kursk, parcialmente ocupada em agosto.

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