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Segunda-feira, Julho 13, 2026
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Linha SNS 24 atendeu mais de 3,4 milhões de chamadas este ano, quase o dobro de 2023

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Linha SNS 24 atendeu este ano mais de 3,4 milhões de chamadas, quase o dobro comparativamente ao mesmo período de 2023, sendo dezembro o mês com maior número de atendimentos, revelam dados oficiais esta quinta-feira divulgados à Lusa.

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), gestor da Linha SNS 24, atribuem este “resultado histórico” de chamadas atendidas este ano, mais 87% face ao mesmo período de 2023, à “expansão de serviços” resultantes de iniciativas como o projeto “Ligue Antes, Salve Vidas”.

De acordo com os dados, em dezembro, até ao dia de Natal, o serviço atendeu mais de 390 mil chamadas, tendo ultrapassado o valor de novembro (388 mil). O recorde do ano foi atingido a 16 de dezembro, com 21.187 chamadas atendidas, “uma evolução que vai ao encontro do que tem sido o padrão de incidência das doenças respiratórias”.

“O tempo médio de espera para este ano situa-se aproximadamente em um minuto e 48 segundos, pouco acima dos 57 segundos de 2023, apesar de o número de chamadas quase ter duplicado”, referem os SPMS.

Adiantam que em alturas específicas do ano, como o inverno, em horas de maior procura, poderá verificar-se um aumento pontual do tempo médio de resposta, mas a Linha “assegura sempre o atendimento, evitando deslocações desnecessárias e aumentando a segurança e o conforto dos utilizadores, que podem usufruir de atendimento e pré-triagem na sua própria casa”.

Iniciado em maio de 2023 e já a funcionar em 25 unidades locais de saúde, o projeto “Ligue Antes, Salve Vidas” obriga o utente a ligar para o SNS 24 antes de se dirigir à urgência.

O alargamento deste projeto já permitiu ao SNS 24 agendar mais de 233 mil consultas nos cuidados de saúde primários, o que equivale a cerca de 12 mil consultas por mês. Aconselhou também 363 mil utentes a permanecer em autocuidados em casa, com chamada de seguimento após algumas horas, e encaminhou para cuidados de saúde primários, com consulta agendada para o próprio dia ou dia seguinte ou para os Centros de Atendimento Clínico, mais de 12.000 utentes.

Cerca de um milhão de utentes foram encaminhados para serviços de urgência, referem os dados.

Outro dos serviços criados foi a Linha SNS Grávida, que entrou em vigor em 01 junho e, desde esta data, até ao dia de Natal, atendeu mais de 70 mil chamadas.

Em 17 de dezembro foi lançado o projeto-piloto da Teleconsulta Linha SNS 24, destinado a utentes que, após triagem, reúnam condições clínicas para o atendimento médico à distância.

O SNS 24 tem mais de 2.300 profissionais em bolsa e mais de 700 em fase de recrutamento e formação, adiantam, realçando que durante todo o ano são recrutados profissionais de saúde, “uma estratégia que permite responder à evolução da procura com maior flexibilidade e celeridade”.

“Adicionalmente, nas épocas de maior procura, como o inverno, intensifica esses esforços, de modo a dar a melhor resposta aos seus utentes”, acrescenta.

Com o objetivo de reforçar as equipas de triagem, aconselhamento e encaminhamento, foram alargados os respetivos perfis profissionais, passando a incluir enfermeiros recém-licenciados, com experiência inferior a um ano, médicos recém-licenciados e farmacêuticos, bem como melhoradas as condições dos profissionais, com um aumento remuneratório e “um pacote de benefícios sociais que visa reforçar o seu bem-estar”.

“O ano que agora termina foi repleto de desafios para a Linha SNS 24, superados graças à dedicação das equipas da SPMS, ao apoio de todos os parceiros — incluindo os profissionais de saúde, as ordens profissionais, o operador e, acima de tudo, a colaboração dos cidadãos, que demonstram diariamente a confiança nos serviços do SNS 24”, referem.

Daniel Sousa assume “urgência de ganhar” ao assumir comando técnico do Vitória

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foto: Tiago Vieira / Notícias Em Direto

O novo treinador do Vitória de Guimarães, Daniel Sousa, realçou que “a urgência de ganhar é imediata”, após aceitar um convite que descreveu como “irrecusável” para orientar o sexto classificado da I Liga portuguesa de futebol.

Findo um hiato de quatro meses e meio sem treinar, fruto do despedimento do Sporting de Braga, após o empate com o Estrela da Amadora (1-1), no arranque do campeonato, o técnico de 40 anos volta ao ativo graças ao convite do vizinho e rival do Minho, a atravessar uma série de três jornadas sem triunfos, antes da visita ao Farense, no domingo, para a 16.ª ronda.

“A urgência de ganhar é imediata, seja qual for a sequência de resultados. A sequência de resultados aumenta a pressão sobre o treinador. Queremos ganhar todos os jogos. Essa tem de ser a mentalidade desde o início. A forma como se gere a semana de trabalho pode ter mais implicações nos resultados do que a obrigação de ganhar, porque, no Vitória, é para se ganhar todos os jogos”, disse, na apresentação.

Escolha da administração da SAD do Vitória para suceder a Rui Borges, treinador oficializado pelo Sporting, Daniel Sousa prometeu “seguir uma filosofia” que respeita a “essência do jogo”, que é a de ganhar, num processo de trabalho que está a ser rápido e tem de “ser acelerado”, após um convite “completamente irrecusável”.

“Quando me foi apresentado o convite, era uma coisa perfeitamente lógica aceitar. Eu manifestei junto de pessoas próximas que o meu próximo passo poderia passar pelo estrangeiro, mas apareceu o Vitória. Pelo projeto e pelos adeptos que lhe estão implícitos, [o convite] era completamente irrecusável”, acrescentou.

Antigo adjunto de André Villas-Boas na Académica, no FC Porto, no Chelsea, no Tottenham, no Zenit ou no Marselha, entre as épocas 2009/10 e 2020/21, o técnico natural de Barcelos disse ainda que tenciona aproveitar “o que de bom foi feito” pela equipa técnica de Rui Borges, ‘obreira’ de um apuramento para os oitavos de final da Liga Conferência, e introduzir ideias suas com a passagem do tempo.

Tranquilo quanto ao diferendo que o opõe à SAD do Sporting de Braga, na sequência da indemnização a receber pela rescisão do contrato, o novo ‘timoneiro’ vitoriano mostrou-se ansioso por “conhecer os jogadores” no primeiro treino.

Em Guimarães, Daniel Sousa vai liderar uma equipa técnica composta por Francisco Matos, Ricardo Jorge Ribeiro, Gonçalo Barbosa, João César Pereira, Maximiliano Pereira e por dois elementos previamente ligados aos vimaranenses, Douglas de Jesus e Rui Cunha.

Ao lado do novo técnico, o presidente do clube, António Miguel Cardoso, assumiu que rapidamente as partes “acertaram agulhas” para firmar um acordo e mostrou-se convencido de que os vitorianos vão “manter um trajeto de sucesso e de evolução”, à semelhança do que aconteceu com Moreno, na época 2022/23, Álvaro Pacheco, em 2023/24, e com Rui Borges, na primeira metade desta época.

“Temos um grande grupo dentro do Vitória. Estamos em paz e cheios de vontade para que as coisas rapidamente regressem ao normal. Queremos muito ganhar em Faro e os próximos jogos”, frisou.

GNR regista 10 mortes em 1.231 acidentes na operação Natal e Ano Novo 2024/2025

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imagem ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 1.231 acidentes com 10 vítimas mortais, 39 feridos graves e 344 feridos ligeiros desde as 00:00 de 20 de dezembro, dia em que iniciou a operação Natal e Ano Novo 2024/2025.

Segundo os dados hoje divulgados pela GNR, que refere serem ainda provisórios, as vítimas mortais, que tinham entre os 19 e os 76 anos, resultaram de quatro despistes (três de motociclos e um de um veículo ligeiro), três colisões e três atropelamentos.

Os despistes registaram-se na Estrada Nacional 125 (EN125), em Albufeira (distrito de Faro), em Fonte Coberta, concelho de Barcelos (Braga), na Estrada Nacional 119 (EN119) em Biscainho, concelho de Coruche (Santarém) e na Autoestrada 23 (A23), em Benquerenças (Castelo Branco).

As colisões aconteceram na Estrada da Ponte Barão, em Boliqueime, concelho de Loulé (distrito de Faro), no Itinerário Principal 2 (IP2), em Beja, e no Itinerário Complementar 2 (IC2), em Santa Maria da Feira (Aveiro).

Os três atropelamentos registaram-se em Pedroso, Vila Nova de Gaia (Porto), na A19, em Leiria e na localidade de Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro.

Durante a operação Natal e Ano Novo 2024/2025, a GNR também já fiscalizou 56.911 condutores, dos quais 609 conduziam com excesso de álcool e, destes, 308 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 gramas/litro. Foram ainda detidas 95 pessoas por conduzirem sem habilitação legal.

Das 8.317 contraordenações rodoviárias detetadas, a GNR destaca 2.521 por excesso de velocidade, 301 por excesso de álcool e 248 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças (SRC).

Outras 180 deveram-se a uso indevido do telemóvel no exercício da condução, 901 a falta de inspeção periódica obrigatória e 276 a falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Durante a operação, que termina no dia 02 de janeiro, a GNR irá continuar a dar prioridade à fiscalização da condução sob a influência do álcool e de substâncias psicotrópicas, excesso de velocidade e uso indevido do telemóvel.

No comunicado, diz ainda que está igualmente atenta à utilização correta do cinto de segurança, à falta de inspeção periódica obrigatória, à falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório e à incorreta execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem.

Câmara de Lisboa reconhece “situação difícil” com lixo acumulado durante greve

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foto João Polónia / Notícias Em Direto

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) reconhece que a capital vive “uma situação difícil” em resultado do impacto da greve de trabalhadores da higiene urbana, cuja adesão ronda hoje os 80%, segundo um sindicato do setor.

“É uma situação difícil, como já prevíamos, pois esta altura é um momento de muita produção de resíduos”, disse à Lusa o diretor de higiene urbana da autarquia lisboeta.

“Estamos no máximo de esforço a tentar recolher, mas, apesar das medidas adotadas para mitigar o impacto da greve, estamos obviamente em défice para o lixo que já está acumulado e para o que ainda se vai acumular”, admitiu Pedro Moutinho.

A CML distribuiu pela cidade 57 contentores para deposição de lixo orgânico e reciclável, para atenuar os efeitos da greve ao trabalho extraordinário convocada pelos trabalhadores da higiene urbana do município, em curso desde quarta-feira e até 02 de janeiro.

A essa greve ao trabalho extraordinário junta-se uma greve de 24 horas durante dois dias: hoje e na sexta-feira.

O executivo liderado por Carlos Moedas (PSD) tinha consciência de que quaisquer medidas seriam apenas “um paliativo”, assumiu o responsável pela higiene urbana, renovando os apelos à população para que não coloque lixo na rua, nomeadamente o que não tem cheiro, como é o caso do papel.

“Ainda é cedo para fazermos as contas, mas é visível que há muito resíduo dessa natureza na rua, portanto houve um conjunto de pessoas que não atendeu aos apelos, o que podemos compreender”, observou.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), que justificam o protesto com a ausência de respostas da Câmara de Lisboa aos problemas que afetam o setor, em particular ao cumprimento do acordo celebrado em 2023, que prevê, por exemplo, obras e intervenções nas instalações.

A Câmara de Lisboa assegura que o acordo celebrado em 2023 está a ser cumprido, nomeadamente 13 dos 15 principais pontos.

Pedro Moutinho reafirmou isso mesmo nas declarações de hoje à Lusa, lembrando que o executivo “sempre se comprometeu com todas as reivindicações do acordo de 2023”, mas há situações que vão além da sua vontade, nomeadamente ter de lançar novos procedimentos para obras.

“Todas as pessoas de bom senso diriam que uma greve deste tipo não se justifica por este tipo de questões”, considera o diretor de higiene urbana.

“Algumas [das reivindicações] estão atrasadas, mas estão a decorrer, não estão abandonadas nem esquecidas”, frisou, garantindo que “o acordo vai cumprir-se na totalidade”.

O executivo “manifestou abertura total para chegar a um entendimento, mas os sindicatos sempre disseram que pretendiam executar esta greve”, recordou Pedro Moutinho, assegurando que “o diálogo continuará a seguir à greve”.

Hoje de manhã, Carlos Fernandes, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), disse à Lusa que a adesão à greve de trabalhadores da higiene urbana em Lisboa rondou os 80% no primeiro turno, tendo saído os carros decretados para serviços mínimos.

O colégio arbitral da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) decretou serviços mínimos para os dias de greve geral (hoje, sexta-feira, sábado e noite de 01 para 02 de janeiro, sendo que nos restantes dias a greve faz-se apenas às horas extraordinárias).

Varandas lamenta não ter podido ajudar João Pereira, que não quis “um cêntimo”

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O presidente do Sporting Frederico Varandas lamentou hoje não ter conseguido ajudar mais o ex-treinador João Pereira, revelando que este não quis “nem um cêntimo” do restante contrato com o segundo classificado da I Liga de futebol.

“A única coisa que lamento é não ter conseguido ajudar mais o João Pereira. Ao João, desejamos-lhe todas as felicidades e não temos dúvidas de que, quando puder ser o João Pereira, terá o devido sucesso, pelo seu mérito, competência e caráter. Quando me sentei com o João Pereira para negociar a rescisão, o João Pereira não quis nem um cêntimo de dois anos e meio de contrato. Esta nobreza de caráter diz tudo”, salientou, na apresentação do novo técnico, Rui Borges.

No auditório do Estádio José Alvalade, em Lisboa, Frederico Varandas apresentou Rui Borges, com contrato válido até junho de 2026, tendo mais uma temporada de opção, mediante objetivos desportivos, deixando antes uma “palavra especial” a João Pereira.

“Entrou num desafio extremamente complicado e desafiante. Infelizmente, chegámos a conclusão de que não correu bem. Sabíamos das dificuldades, do choque emocional brutal pela saída de Ruben Amorim, uma onda de lesões e arbitragens extremamente infelizes que prejudicaram a carreira do treinador”, enumerou o presidente dos ‘leões’.

Contudo, Frederico Varandas apontou o principal motivo para o insucesso do técnico, que ascendeu desde a equipa B dos ‘verde e brancos’ para suceder a Ruben Amorim, que rumou aos ingleses do Manchester United após um grande início de temporada.

“Olhando para trás, o principal problema foi o João Pereira não poder ter sido o João Pereira. Inconscientemente, ele tinha de se adaptar e fazer com que uma máquina já montada continuasse a rolar à medida do ex-treinador. Fosse o João Pereira ou outro qualquer, infelizmente ia passar por isto”, realçou o dirigente da equipa sportinguista.

Por outro lado, Varandas assegurou não ter dúvidas de que, agora, o novo treinador poderá ser ele próprio no cargo, revelando que Rui Borges já estava no radar do clube lisboeta “há mais de um ano”, elogiando a subida a pulso ao longo de toda a carreira.

“Subiu por vários projetos e clubes cada vez mais exigentes, sempre com a sua ideia de jogo e liderança. Reconhecemos-lhe não só uma ideia de jogo e a competência técnico-tática, pois é um homem que lidera pelo simples discurso e que os jogadores o seguem para onde ele diz para ir. O Sporting está em todas as frentes e o Sporting de hoje, que voltou a ser o que era há muitas décadas, luta e continuará a lutar por títulos”, frisou.

João Pereira, de 40 anos, venceu três partidas (duas na Taça de Portugal e uma na I Liga), somando um empate, no domingo em casa do Gil Vicente, por 0-0, e quatro derrotas como treinador da equipa principal, depois de orientar a formação B até 11 de novembro.

O Sporting partilha o segundo lugar da I Liga com o FC Porto, ambos com 37 pontos, a um do líder Benfica, o próximo adversário dos ‘leões’, no domingo, no Estádio José Alvalade, para a 16.ª jornada.

Aos 43 anos, Rui Borges chega a um ‘grande’, após ter iniciado a temporada no Vitória de Guimarães, que segue no sexto posto, na sequência do quinto lugar conquistado ao serviço do Moreirense, tendo o transmontano de Mirandela treinado ainda clubes como o Académico de Viseu, a Académica, o Nacional, o Vilafranquense e o Mafra.

Moçambique/Eleições: Pelo menos 252 mortos em manifestações, metade desde segunda-feira

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Pelo menos 252 pessoas morreram nas manifestações pós-eleitorais em Moçambique desde 21 de outubro, metade das quais apenas desde o anúncio dos resultados finais, na segunda-feira, segundo novo balanço feito hoje pela plataforma eleitoral Decide.

De acordo com o mais recente balanço daquela Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana que monitoriza os processos eleitorais, com dados até às 09:00 (menos duas horas em Lisboa) de hoje, só desde 23 de dezembro já morreram nestas manifestações 125 pessoas, das quais 34 na província de Maputo e 18 na cidade capital, sul do país.

Há ainda registo de 26 mortos na província de Nampula (norte) e 33 em Sofala em menos de três dias.

Ainda desde segunda-feira, aquela ONG contabilizou 224 pessoas baleadas, das quais 59 na cidade de Maputo e 37 na província de Maputo, bem como 43 em Nampula e 65 em Sofala.

Desde 21 de outubro, o registo da plataforma eleitoral Decide contabiliza 569 pessoas baleadas em todo o país, além de 252 mortos e seis desaparecidos.

Somam-se ainda 4.175 detidos desde o início da contestação pós-eleitoral, 137 dos quais desde segunda-feira.

Moçambique vive hoje o quarto dia de tensão social na sequência do anúncio dos resultados finais das eleições gerais, marcados nos anteriores por saques, vandalizações e barricadas, nomeadamente em Maputo.

O Conselho Constitucional de Moçambique proclamou na tarde de segunda-feira Daniel Chapo, candidato apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), como vencedor da eleição a Presidente da República, com 65,17% dos votos, sucedendo no cargo a Filipe Nyusi, bem como a vitória da Frelimo, que manteve a maioria parlamentar, nas eleições gerais de 09 de outubro.

Este anúncio provocou o caos em todo o país, com manifestantes pró-Venâncio Mondlane – que segundo o Conselho Constitucional obteve apenas 24% dos votos – nas ruas, barricadas, pilhagens e confrontos com a polícia, que tem vindo a realizar disparos para tentar a desmobilização.

Pelo menos 1.534 reclusos evadiram-se na tarde de quarta-feira da Cadeia Central de Maputo, de máxima segurança, disse o comandante-geral da polícia, afirmando tratar-se de uma ação “premeditada” e da responsabilidade de manifestantes pós-eleitorais em que morreram 33 pessoas.

“Esperamos nas próximas 48 horas uma subida vertiginosa de todo o tipo de criminalidade na cidade de Maputo”, afirmou Bernardino Rafael, em conferência de imprensa na noite de quarta-feira, garantindo que entre os reclusos em fuga, dos quais apenas 150 foram recapturados, estão 29 terroristas, alguns “altamente perigosos”.

Segundo o comandante-geral da polícia, a evasão da Cadeia Central de Maputo, na cidade da Matola, a 14 quilómetros do centro da capital moçambicana e que contava com cerca de 2.500 condenados e detidos, resultou da “agitação” de um “grupo de manifestantes subversivos” nas imediações.

Contudo, antes desta conferência de imprensa, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, tinha garantido que esta fuga resultou de um motim no estabelecimento prisional e que não estava relacionada com os protestos pós-eleitorais.

Numa intervenção a partir da rede social Facebook, Venâncio Mondlane acusou hoje as autoridades de terem propositadamente deixado sair estes reclusos, com o objetivo de manipular as massas e desviar o foco da sociedade.

“Foi tudo propositado. São técnicas de manipulação de massas à moda dos serviços secretos soviéticos (…) para que as pessoas parem de falar na fraude eleitoral. Querem desviar o nosso foco”, declarou Mondlane, acusando também as autoridades de terem “sacrificado” alguns dos reclusos evadidos.

Mondlane afirmou que as manifestações não vão parar, pedindo aos seus apoiantes que “intensifiquem” os protestos, evitando, no entanto, a destruição de bens públicos e privados: “O nosso foco não são os empresários e os seus estabelecimentos comerciais. O nosso foco são as instituições que fizeram esta fraude. É lá onde as manifestações devem ocorrer”.

Guardia Civil espanhola desmantela grupo que assaltava joalharias em Portugal

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A Guardia Civil espanhola, com o apoio da GNR e PJ portuguesas, desmantelou um grupo criminoso suspeito de assaltos a joalharias no norte de Portugal nos últimos 15 anos, detendo suspeitos nos dois países, anunciou aquela força policial espanhola.

Em comunicado, a Guardia Civil revelou ter detido cinco suspeitos durante um assalto a uma ourivesaria em Valença do Minho, quando tentaram roubar joias avaliadas em 400 mil euros. Já em Espanha, foram detidos quatro alegados membros deste grupo.

A operação, intitulada Alpina-Rasteiro, teve início no final de janeiro deste ano, após a investigação de vários assaltos a joalharias localizadas no norte de Portugal.

Segundo a polícia espanhola, foi identificada uma organização, formada por um grupo itinerante de cidadãos italianos que se deslocavam a Espanha para assaltar joalharias em Portugal, com o apoio e a infraestrutura de outros membros espanhóis.

Concretamente, os elementos espanhóis do grupo forneciam todo o apoio logístico necessário para cometer os crimes, alugando casas e veículos e até fornecendo armas de fogo e ferramentas. Além disso, participaram na procura de joalharias de interesse, no planeamento dos assaltos e na vigilância dos estabelecimentos durante os assaltos.

No passado dia 14 de novembro, agentes da GNR de Braga detiveram cinco indivíduos pertencentes a este grupo criminoso, três de nacionalidade italiana e dois de nacionalidade marroquina, quando estes se encontravam a praticar um assalto à mão armada numa ourivesaria em Valença (Portugal).

Durante o assalto, duas pessoas ficaram gravemente feridas. A proprietária da loja foi agredida pelos assaltantes e um dos assaltantes entrou em confronto com os agentes da GNR e sofreu ferimentos de bala. As joias roubadas, no valor de mais de 400 mil euros, foram recuperadas.

Na sequência destas detenções, e por força de mandados europeus de investigação e de captura, foram detidos quatro indivíduos espanhóis pertencentes à organização e efetuadas buscas num estabelecimento hoteleiro e em mais seis residências.

Estas buscas tiveram lugar nas localidades de Redondela, Pazos de Borbén, Porriño e Vilanova de Arousa (Galiza) e permitiram a apreensão de telemóveis, documentação e dinheiro no valor de 118 mil euros.

Após a operação, foi desmantelado um grupo criminoso, com a detenção e prisão de todos os seus membros, tendo ficado cinco deles em prisão preventiva em Portugal e os outros quatro em prisão preventiva em Espanha, depois de lhes terem sido atribuídas ligações aos roubos ocorridos em pelo menos 23 ourivesarias do norte de Portugal há mais de 15 anos.

A investigação foi levada a cabo no âmbito da Europol, pelo Grupo de Património da Unidade de Polícia Judiciária da Guardia Civil de Pontevedra e por agentes da GNR e da Polícia Judiciária de Braga.

Iluminação de Natal de Óbidos em 3º lugar no ranking nacional

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fotos: Nuno Conceição / Município de Óbidos

A iluminação de Natal de Óbidos ficou em 3.º lugar no ranking nacional das decorações natalícias mais bonitas de todo o país, subindo um lugar em relação à eleição do ano passado.

Este ano, a organização do Óbidos Vila Natal apostou numa iluminação com cerca de 30 mil lâmpadas LED e 6 mil metros de luzes que iluminam as muralhas e o castelo, com o objetivo de realçar “o contorno arquitetónico da vila”, uma opção que foi amplamente elogiada.

O ranking nacional das decorações natalícias é elaborado anualmente pelo portal Sapo. Em 2024, o 1.º lugar do ranking foi ocupado por Leiria, que destronou Barcelos da liderança da lista. Óbidos completa este pódio verdadeiramente brilhante e mágico nesta quadra tão especial.

Até 6 de janeiro, o público pode apreciar as diversas atrações do Óbidos Vila Natal e, ao fim do dia, desfrutar de uma das mais icónicas iluminações de Natal de todo o país.

João Pereira demitido do comando técnico do Sporting

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foto: Notícias Em Direto / Arlindo Homem

O treinador João Pereira deixou o comando técnico do Sporting, após três vitórias em oito jogos desde que substituiu Ruben Amorim no cargo, anunciaram hoje os campeões nacionais de futebol.

“Um Leão para sempre. Obrigado, João Pereira”, lê-se na mensagem divulgada nas redes sociais dos ‘verdes e brancos’ na Internet.

João Pereira, de 40 anos, orientava a equipa B dos ‘leões’ até 11 de novembro último, quando sucedeu a Amorim, que saiu para o Manchester United, vencendo três jogos – dois na Taça de Portugal e um na I Liga -, somando um empate, no domingo em casa do Gil Vicente (0-0), e quatro derrotas.

O Sporting divide o segundo lugar da I Liga com o FC Porto, ambos com 37 pontos, a um do líder Benfica, próximo adversário dos ‘leões’, no domingo, em jogo da 16.ª jornada.

O clube ‘leonino’ agendou para quinta-feira, às 09:00, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, a apresentação do sucessor de João Pereira, sem confirmar que se trate de Rui Borges, até agora treinador do Vitória de Guimarães, que tem sido apontado ao cargo pela comunicação social.

Presidente da República condecora almirante Gouveia e Melo

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Presidência

O Presidente da República vai condecorar o chefe cessante da Marinha, almirante Gouveia e Melo, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, anunciou o palácio de Belém.

Numa nota oficial na Internet, em que revela o nome de Jorge Nobre de Sousa como novo chefe do Estado-Maior da Armada, Marcelo Rebelo de Sousa elogia a carreira de Gouveia e Melo e anuncia a condecoração.

“O Presidente da República agradece e louva o muito qualificado desempenho do Senhor Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada cessante, aliás, no quadro de uma carreira brilhante, e condecora-o com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo”, lê-se na nota oficial de Belém.

Gouveia e Melo, que tomou posse como chefe do Estado-Maior da Armada em 27 de dezembro de 2021, manifestou-se indisponível para um segundo mandato e decidiu passar à reserva para poder manter todos os seus direitos cívicos.

O almirante, cujo nome surge entre os potenciais candidatos às eleições presidenciais de janeiro de 2026, vai passar à reserva logo após o fim do seu mandato, na próxima sexta-feira.

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