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Segunda-feira, Julho 13, 2026
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Ocean Winds ganha projeto eólico offshore de 250 MW no Mediterrâneo

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A Ocean Winds, ‘joint venture’ da EDP Renováveis e da Engie, em parceria com a Banque des Territoires, ganhou o projeto eólico ‘offshore’ Eoliennes Flottantes d’Occitaine (EFLO) de 250 megawatts (MW), no Mediterrâneo, foi anunciado.

“A Ocean Winds (OW) […]ganhou o projeto EFLO num processo de leilão promovido pelo ministério francês responsável pela Indústria e Energia”, lê-se no comunicado divulgado esta sexta-feira pela EDP.

Este projeto ‘offshore’ (em alto mar), ao largo da costa da região da Occitânia, tem uma capacidade total instalada de, aproximadamente, 250 MW, que vai permitir uma produção capaz de satisfazer as necessidades energéticas domésticas de cerca de 500.000 pessoas.

Segundo a mesma nota, a adjudicação deste projeto reflete o crescimento da parceria entre a OW e o Banque des Territoires, que é baseada na fundação de três projetos eólicos ‘offshore’ em França, que totalizam um gigawatt (GW) de capacidade instalada.

Entre estes encontram-se o projeto Eoliennes Flottantes du Golfe du Lion, uma central eólica ‘offshore’ flutuante de 30 MW no Golfo de Leão, e dois projetos fixos no fundo do mar de 500 MW.

“Estamos orgulhosos de continuar a contribuir para a transição energética de França através deste novo projeto, que reforça a confiança do Governo francês na Ocean Winds como líder de confiança na energia eólica ‘offshore’”, afirmou, citado no mesmo comunicado, o presidente executivo da OW, Craig Windram.

Hospitais do Oeste pedem averiguação a falhas no reencaminhamento de doentes

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foto: Centro Hospital do Oeste (CHO)

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste pediu que sejam averiguadas as falhas do encaminhamento de doentes pela Linha SNS24 para a urgência pediátrica de Torres Vedras, em comunicado divulgado.

A ULS Oeste, que gere os hospitais de Torres Vedras e de Caldas da Rainha, “reforça a necessidade de uma averiguação mais aprofundada, que possa vir identificar e justificar a falha de comunicação que terá originado que a informação introduzida na plataforma de dados mestres do SNS pela instituição no dia 23 de dezembro não tenha sido assumida pelo sistema”.

A instituição esclareceu que, no dia 23 de dezembro, “foi carregada a informação na plataforma de Sistema de Dados Mestre relativa aos períodos de funcionamento” da urgência pediátrica de Torres Vedras.

A ULS Oeste está também a “identificar que procedimentos terão de ser melhorados, por forma a assegurar uma correta instrução do procedimento de comunicação dos períodos de funcionamento dos serviços de urgência nas plataformas oficiais”.

Lamentando os incómodos causados, a instituição sublinhou que “importa apurar o que motivou a falha de comunicação”.

O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde disse hoje ser “muito urgente” conhecer os resultados da auditoria à Linha SNS24 para corrigir situações de demora no atendimento ou encaminhamento errado dos utentes.

“É muito urgente saber o que se passou para resolver, para não se repetir”, afirmou António Gandra de Almeida, em declarações aos jornalistas, prometendo que as auditorias serão rápidas.

Na quinta-feira, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse estar em curso uma auditoria interna para aferir o que correu mal, nomeadamente num caso ocorrido em Torres Vedras de uma criança encaminhada para uma urgência que estava fechada, divulgado pela SIC, ou de queixas de utentes em Loures, divulgados pela RTP, de que na manhã de quinta tinham estado uma hora a ligar para a linha SNS24 sem sucesso.

O diretor executivo do SNS, referindo-se àqueles casos, admitiu que “algo correu mal”, frisando ser necessário “encontrar a solução para que não se repitam”.

“Para isso, precisamos da conclusão do que se passou”, acentuou, indicando não ter ainda conhecimento dos resultados da auditoria interna anunciada pela ministra.

Na quinta-feira, a ministra da Saúde admitiu que terá havido uma falha de comunicação entre o hospital e a linha SNS24.

Segundo a SIC Noticias, uma criança de cinco anos do Ameal, no concelho de Torres Vedras, foi encaminhada para o serviço de urgências pediátricas do Hospital de Torres Vedras, que a mãe tinha visto na página da ULS Oeste que estava encerrado.

Da linha, que segundo a mãe da criança demorou hora e meia a atender, insistiram que as urgências pediátricas estavam abertas e que levasse o filho o quanto antes para ser observado.

A mãe da criança, Vanda Almeida, adianta a Sic Noticias, decidiu então procurar assistência noutro hospital, sendo que o mais próximo era o das Caldas da Rainha, a 40 quilómetros de casa, e quando a criança foi finalmente observada, a pediatra confirmou que as dores eram provocadas por uma otite e uma inflamação na garganta.

PS acusa Governo de faltar à verdade ao subir imposto sobre combustíveis em 2025

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O PS acusou o Governo de faltar à verdade ao determinar um aumento do imposto sobre os combustíveis, depois de ter garantido que o Orçamento do Estado para 2025 não aumentaria “um único imposto”.

“O Governo determinou hoje um aumento de impostos sobre os combustíveis a vigorar a partir de 01 de janeiro de 2025”, refere o Grupo Parlamentar do PS, em comunicado.

A taxa do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) no litro de gasolina e do gasóleo vai subir em cerca de três cêntimos a partir de 01 de janeiro, compensando a descida da taxa de carbono em 2025.

As portarias com os novos valores das taxas unitárias do ISP e da taxa de carbono foram publicadas hoje em Diário da República, com o diploma relativo às do ISP a salientar que o objetivo é proceder à reversão parcial das medidas temporárias que foram tomadas pelo anterior governo de forma a compensar a forte subida dos preços dos combustíveis então registada.

A atualização das taxas unitárias do ISP sobre a gasolina e o gasóleo é feita “em harmonia” com a “redução, em valor equivalente, da taxa de adicionamento sobre as emissões de CO2”, de forma a assegurar que a reversão dos descontos ainda em vigor “não tenha impacto sobre o preço dos combustíveis”, lê-se no diploma.

Em comunicado, o Grupo Parlamentar do PS considera que este aumento das taxas unitárias de ISP “corresponde a uma decisão política do Governo que contraria todo o discurso feito durante a discussão do OE2025 de que este seria o primeiro orçamento sem aumento de impostos”.

O PS salienta que este compromisso foi reiterado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, na sua mensagem de Natal transmitida na quarta-feira, quando afirmou: “Aprovámos mesmo o primeiro orçamento de que há memória que não aumenta um único imposto”.

“No entanto, o Governo omitiu à Assembleia da República, durante a discussão do OE 2025, que pretendia aumentar as taxas unitárias de ISP. Indicou sempre que o aumento da receita de ISP decorria do ‘efeito consumo e da ‘atualização da taxa de carbono’. O Governo faltou à verdade com o parlamento e aos portugueses”, acusa o grupo parlamentar do PS.

Este partido salienta que “tendo a taxa de carbono descido por efeito do mercado europeu de leilões, um efeito que já era previsível aquando da apresentação do OE”, o Governo “decidiu compensar esse alívio fiscal sobre os combustíveis com um aumento equivalente dos impostos, através da taxa unitária de ISP”.

“Fica assim, mais uma vez, desmascarado o truque do Governo que, apesar de várias vezes questionado, sempre negou que se preparava para decretar um novo aumento de impostos sobre os combustíveis”, critica.

No comunicado, o PS refere que, na audição parlamentar do ministro das Finanças de 19 de dezembro, já era “possível evidenciar o que ia acontecer e que já vinha sendo alertado ao longo da discussão do OE”.

“Os portugueses sabem hoje que este Governo aumenta os impostos para o próximo ano”, acusam os socialistas.

A subida das taxas unitárias do ISP em valor equivalente ao impacto da descida da taxa de carbono na composição deste imposto foi referida pelo ministro das Finanças, Miranda Sarmento, durante uma audição requerida pelo PS, em que o deputado socialista António Mendonça Mendes questionou o governante sobre qual ia ser a política seguida pelo Governo perante a já esperada descida da taxa de carbono e a concluir que a carga fiscal iria afinal agravar-se.

Uma leitura recusada pelo ministro que reafirmou que o valor global do ISP pago pelos consumidores se mantém inalterado, havendo antes uma recomposição do ‘mix’ do ISP (que além das taxas unitárias e da taxa de carbono incorpora ainda a contribuição do serviço rodoviário).

Miranda Sarmento tem sublinhado que a necessidade de iniciar a reversão dos descontos dos combustíveis resulta das reservas de Bruxelas ao plano orçamental de médio prazo submetido por Portugal.

PSP regista quatro mortos nas estradas na operação Festas em Segurança

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A PSP registou quatro mortos nas estradas, mais três do que no ano passado, e deteve 242 pessoas por crimes rodoviários na primeira fase da operação Festas em Segurança, entre dia 18 e quinta-feira.

Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública (PSP) anuncia a detenção de 550 pessoas, 242 das quais por crimes rodoviários.

Entre os detidos por crimes rodoviários, 155 conduziam sob o efeito do álcool e 87 não tinham carta de condução.

Foram igualmente detidas 15 pessoas por posse de arma proibida, 40 suspeitas de tráfico de estupefacientes, “tendo sido apreendidas mais de 66.592 doses individuais”, e 36 por furtos e roubos.

Além da droga, durante a fase do Natal da operação, a PSP apreendeu “22 armas de fogo e 37 armas brancas, quer como medida cautelar, quer no seguimento das detenções efetuadas por posse de armas proibidas”, bem como “47.145 artigos de pirotecnia”.

Em relação a acidentes nas estradas, esta polícia registou quatro mortos (mais três do que em 2023) e 465 feridos (mais 28), 23 dos quais em estado grave (mais oito), na sequência de 1.374 acidentes (menos 119 que no período homólogo do ano passado).

“Foram fiscalizadas 12.512 viaturas e controladas por radar 44 735, sendo detetadas 3.470 infrações à legislação rodoviária”, adianta.

Precisa que das contraordenações rodoviárias detetadas, 570 deveram-se a excesso de velocidade, 354 à falta de inspeção periódica obrigatória, 134 à ausência de seguro, 98 à condução sob o efeito de álcool, 78 ao uso indevido do telemóvel e 50 à “falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças”.

“Inserida ainda na Operação Festas em Segurança, a PSP realizou a ação designada Montra Segura, no âmbito do Policiamento de Proximidade – Comércio Seguro, tendo sido desenvolvidas 439 ações de sensibilização, nas quais foram sensibilizados 7.199 comerciantes”, refere o comunicado.

A PSP inicia hoje a fase de Ano Novo da operação Festas em Segurança 2024/2025, que se prolonga até à próxima quinta-feira, dia 2 de janeiro de 2025, e adianta que dará atenção especial “à segurança na posse e utilização de artigos de pirotecnia”, recomendando o respeito pelas zonas proibidas e a utilização cuidadosa do fogo-de-artifício.

Governo demite administração da Unidade Local de Saúde Lezíria

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Lezíria foi demitido pelo Ministério da Saúde, informou na noite desta sexta-feira a própria estrutura dirigente numa mensagem de despedida.

“Por decisão do Ministério da Saúde, a nossa jornada como Conselho de Administração” da ULS da Lezíria “chega agora ao fim”, dizem os elementos do conselho de administração, Tatiana Silvestre, Ana Rita Paulos, João Soares Ferreira, João Formiga e Sérgio Domingos.

Os cinco recordam o trabalho que desenvolveram desde fevereiro deste ano, construindo a ULS Lezíria, uma entidade que uniu o Hospital Distrital de Santarém e o ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) Lezíria, “consolidando um modelo de proximidade e integração ao serviço” das comunidades.

A ULS Lezíria abrange os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém.

Morreu um dos feridos no tiroteio em centro comercial de Viseu

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma pessoa morreu no tiroteio que ocorreu hoje no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, que causou ainda dois feridos, adiantou à Lusa fonte hospitalar.

A vítima mortal é uma mulher, de 44 anos, que morreu já depois de ter sido transportada para o Hospital de S. Teotónio, em Viseu, referiu a PSP, em comunicado.

O incidente provocou ferimentos numa outra mulher e num homem, com 23 e 46 anos, respetivamente, que também foram transportados para a unidade hospitalar, onde se encontram “sob observação médica”, detalhou a mesma fonte.

A PSP acrescentou que recolheu toda a informação relativa aos suspeitos, acrescentando que estes se colocaram em fuga numa viatura, antes dos meios policiais chegarem ao local.

“Foram realizados todos os procedimentos de preservação e de gestão do local do crime e seguir-se-ão outras diligências investigatórias junto das testemunhas, para apurar as circunstâncias que originaram esta ocorrência em coordenação com a Polícia Judiciária”, frisou a PSP, na nota à imprensa.

Fonte do Hospital de S. Teotónio já tinha confirmado à Lusa a morte de uma mulher, que ficou ferida no tiroteio que ocorreu hoje ao final da tarde.

Em declarações à Sic Notícias, o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, salientou que a ocorrência resultou de uma discussão familiar no interior do centro comercial e que o tiroteio ocorreu no exterior.

A diretora do Palácio do Gelo, Cristina Lopes, salientou à Lusa, pelas 21:00, que o centro comercial está a funcionar normalmente, com a exceção da porta de acesso junto à qual ocorreu o tiroteio, que se encontra encerrada.

“Lá dentro funciona tudo normalmente. A equipa de segurança do centro comercial foi a primeira a chegar e prestou a primeira ajuda, porque estão treinados para isso mesmo, ajudar a comunidade”, frisou Cristina Lopes, acrescentando que o espaço tem no interior e exterior sistema de vídeo vigilância e que as imagens serão facultadas às autoridades se foram solicitadas.

Para o local foram destacados elementos da PSP e da Polícia Municipal de Viseu, estando agora a Polícia Judiciária com a investigação.

Fábio Veríssimo arbitra dérbi lisboeta entre Sporting e Benfica pela quarta vez

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O árbitro Fábio Veríssimo vai dirigir pela quarta vez um dérbi entre Sporting e Benfica, no domingo, para a 16.ª jornada da I Liga, revelou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

O árbitro da associação de Leiria, internacional desde 2015 e que hoje cumpre 42 anos, vai ter como assistentes no Estádio José Alvalade, em Lisboa, a partir das 20:30, Pedro Martins e Hugo Marques, o quarto árbitro vai ser Hélder Malheiro, enquanto no videoárbitro (VAR) vai estar Tiago Martins.

Fábio Veríssimo vai arbitrar o seu quarto dérbi lisboeta, o terceiro em terreno ‘leonino’, naquele que vai ser o seu oitavo jogo entre ‘grandes’ do futebol português.

O Benfica lidera o campeonato, com 38 pontos, mais um do que Sporting e FC Porto, que recebe o rival Boavista, no sábado, sob arbitragem de João Gonçalves, da associação portuense.

Ministra da Saúde pediu auditoria para aferir problemas no reencaminhamento da Linha SNS24

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A ministra da Saúde disse que está em curso uma auditoria interna para aferir o que correu mal em situações em que a linha SNS24 demora a atentar ou faz o encaminhamento errado dos utentes.

Ana Paula Martins falava aos jornalistas no final de uma visita ao Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, distrito de Setúbal.

Questionada sobre o caso ocorrido em Torres Vedras de uma criança encaminhada para uma urgência que estava fechada, divulgado pela SIC, e dos casos de outros utentes em Loures, divulgados pela RTP, de que na manhã desta quinta-feira, estiveram uma hora a ligar para a linha SNS24 sem sucesso, a ministra assegurou que a auditoria terá uma resposta dentro de pouco tempo.

“Tenho conhecimento de que esse caso aconteceu. Já falei com a senhora presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, que imediatamente acionou uma auditoria interna para saber exatamente o que se passou”.

Lixo em Lisboa agrava-se, mas podia ser pior

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foto João Polónia / Notícias Em Direto

Ao segundo dia de greve total na recolha do lixo em Lisboa, “a situação obviamente agravou-se, mas não tanto como podia ser o pior cenário”, observou hoje o diretor de higiene urbana do município.

Em declarações telefónicas à Lusa, Pedro Moutinho referiu que o cumprimento dos serviços mínimos está “a minorar os efeitos” da greve dos trabalhadores da higiene urbana.

O colégio arbitral da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) decretou serviços mínimos para a paralisação na área da higiene urbana em Lisboa, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), entre o Natal e o Ano Novo.

“A adesão é inferior a 50% neste momento, número que ainda é muito alto, já que acima dos 10 ou 15% já teria impacto”, admitiu Pedro Moutinho.

Antes, o STML situara a adesão à greve nos 60%, justificando a descida – na quinta-feira atingiu os 80% – com a instauração dos serviços mínimos, que considera desproporcionais e aos quais apresentou uma providência cautelar, que aguarda ainda decisão do tribunal.

Os trabalhadores da higiene urbana do município estão desde quarta-feira e até 02 de janeiro em greve ao trabalho extraordinário, sendo que na quinta-feira e hoje cumprem uma paralisação total.

Para o Ano Novo está prevista greve ao trabalho normal e suplementar no período noturno, entre as 22:00 do dia 01 e as 06:00 do dia 02 de janeiro.

“Estamos a conseguir retirar bastante, mas continua a acumular-se lixo”, relatou hoje o diretor de higiene urbana.

“A pressão é grande”, referiu, repetindo o apelo à população para que não deposite o lixo seletivo (vidro, embalagens, papel) nos ecopontos.

Nesta manhã, estavam garantidos 38 circuitos de recolha, indicou, reconhecendo, contudo, que se está “atrás do prejuízo”.

“Estamos atrás do prejuízo, porque, nesta altura, devíamos estar a responder no máximo”, admitiu.

Segundo o STML, os serviços mínimos decretados estão a assegurar cerca de metade dos circuitos de recolha habituais.

Pedro Moutinho disse ainda esperar que o fim da greve total – a paralisação nos próximos dias e até dia 02 de janeiro passará a ser apenas ao trabalho extraordinário – “alivie um pouco a pressão” e permita “recuperar o que está acumulado” num município onde são recolhidas 900 tonelada de lixo por dia.

Os sindicatos justificam a realização da greve com a ausência de respostas do executivo municipal, liderado por Carlos Moedas (PSD), aos problemas que afetam o setor da higiene urbana, em particular o cumprimento do acordo celebrado em 2023, que prevê, por exemplo, obras e intervenções nas instalações.

Segundo dados do STML, 45,2% das viaturas essenciais à remoção encontram-se inoperacionais, 22,6% da força de trabalho está diminuída fisicamente ou de baixa por acidentes de trabalho e existe um défice de 208 trabalhadores.

A Câmara de Lisboa assegurou que 13 dos 15 principais pontos do acordo celebrado em 2023 estão a ser cumpridos.

Os restantes dois – obras nas instalações e a abertura de bares em todos os horários e em todas as unidades – estão em fase de conclusão, indicou.

Para minimizar os efeitos do protesto, a autarquia decidiu implementar um conjunto de medidas, nomeadamente criar uma equipa de gestão de crise, disponível 24 horas; distribuir contentores de obra, em várias zonas da cidade, para deposição de lixo; pedir aos cidadãos que não coloquem o lixo na rua, sobretudo papel e cartão; apelar aos grandes produtores que façam a sua recolha durante estes dias; e pedir a colaboração dos municípios vizinhos, com possibilidade de utilização de eco-ilhas móveis.

A greve convocada pelo STAL alargou-se, na quinta-feira e hoje, ao setor dos resíduos urbanos no vizinho concelho de Oeiras e a vários municípios da região Norte.

Artur Jorge rejeita voltar agora a Portugal, mas quer treinar um dos ‘grandes’

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O treinador Artur Jorge reconheceu que ambiciona orientar FC Porto, Benfica ou Sporting, crónicos candidatos à vitória na I Liga portuguesa de futebol, mas vincou não ter intenção de regressar de imediato a solo luso.

Homenageado pela Câmara Municipal de Braga e pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) com o troféu Quinas de Ouro, o técnico de 52 anos assumiu o objetivo de treinar ‘dragões’, ‘águias’ ou ‘leões’, na conclusão de um “ano extraordinário”, em que se sagrou campeão brasileiro e vencedor da Taça Libertadores pelo Botafogo.

“Passa a ser um objetivo ter a possibilidade de voltar a Portugal para, um dia, treinar FC Porto, Benfica ou Sporting”, disse, à margem da cerimónia decorrida no edifício dos Paços do Concelho, na cidade minhota onde nasceu e ‘cresceu’ para o futebol.

Artur Jorge lembrou ter contrato com o emblema do Rio de Janeiro até dezembro de 2025, mas que é “muito prematuro falar sobre o seu futuro”, tendo deixado somente o apontamento de que vai “procurar estar inserido em projetos vencedores”, fora de Portugal.

“O ‘mercado’ ditará se continuo ou não para começarmos uma nova temporada. Regressar a Portugal não é a minha intenção neste momento. Fui muito feliz onde estive. Há, de facto, outras possibilidades que podem fazer algum sentido”, acrescentou.

Questionado acerca do campeonato português e da recente mudança técnica no Sporting, que oficializou hoje Rui Borges como sucessor de João Pereira, o treinador realçou que a competição está “muito igual ao que têm sido os anos anteriores”, com “três equipas claramente mais fortes”, a “disputar o título”, e várias mudanças nos bancos.

“As mudanças fazem parte dos ciclos de vida dos treinadores e dos próprios clubes. Isso também acontece no Brasil. Em 2024, o campeonato começou com seis treinadores portugueses e terminou com dois”, disse, em referência a Abel Ferreira, treinador que concluiu a quinta época no Palmeiras, no segundo lugar, após sagrar-se bicampeão brasileiro.

Os êxitos no Botafogo valeram a Artur Jorge a nomeação para finalista do prémio de melhor treinador da América em 2024, atribuído pelo jornal uruguaio El País, a par de Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, de Gustavo Alfaro, selecionador do Paraguai, de Diego Aguirre, técnico do Peñarol, e de Gustavo Costas, ‘timoneiro’ do Racing.

O treinador português lembrou ter vencido o prémio de melhor treinador do Brasileirão de 2024, que “passou despercebido” por ter sido “entregue no meio da festa do campeonato”, e mostrou-se grato pelas homenagens da autarquia bracarense e da FPF, depois de ter sido condecorado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, em 17 de dezembro.

“A palavra que marca este momento é a gratidão, pelo reconhecimento do momento que estou a viver, de grande felicidade, de grande consolidação profissional. Este ano fica marcado pela conquista de três títulos, que começou bem cedo, com a Taça da Liga em janeiro, no meu clube, o Sporting de Braga, antes desta aventura no Brasil”, referiu, durante a cerimónia.

O presidente da FPF, Fernando Gomes, realçou que o técnico fez “um percurso deveras assinalável e extraordinário” no Botafogo e comprovou a valia da aposta federativa nas equipas B e sub-23, quer para o lançamento de jogadores, quer para o de treinadores, já que Artur Jorge pelas equipas sub-23 (2020/21) e B (2012/13 e 2021/22) do Sporting de Braga.

Já o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, frisou que o conterrâneo “atingiu um patamar muito raro” em 2024, num “percurso ainda precoce” que orgulha a cidade minhota, enquanto o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, enalteceu a aposta de Artur Jorge no conhecimento e na formação nos 15 anos como treinador, depois de uma carreira de jogador dedicada ao emblema ‘arsenalista’.

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