16.3 C
Caldas da Rainha
Segunda-feira, Julho 13, 2026
Início Site Página 190

Médio Oriente: OMS anuncia encerramento do último hospital do norte de Gaza após ataque israelita

0
DR

A OMS confirmou que o último grande hospital operacional no norte da Faixa de Gaza está “fora de serviço”, após um ataque do exército israelita contra combatentes do Hamas perto do hospital.

“O ataque desta manhã ao hospital Kamal Adwan colocou fora de serviço o último grande centro de saúde do norte de Gaza, situado em Beit Lahia”, declarou a Organização Mundial de Saúde (OMS) na rede social X.

“As primeiras informações indicam que os principais serviços foram incendiados e destruídos durante o ataque. Sessenta profissionais de saúde e 25 pacientes estão em estado crítico”, acrescentou a organização internacional com sede em Genebra.

O exército israelita tinha anunciado que tinha lançado uma operação contra os combatentes do Hamas perto deste hospital, que desempenha um papel crucial numa Faixa de Gaza cujos serviços de saúde foram devastados por 14 meses de guerra entre Israel e o Hamas.

Esta operação perto do hospital Kamal Adwan, em Beit Lahia, ocorre um dia depois de o diretor do hospital, Hossam Abou Safiya, ter anunciado que cinco membros do pessoal tinham sido mortos num ataque israelita.

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo grupo islamita palestiniano Hamas, descreveu que militares israelitas obrigaram o pessoal médico e os doentes do Hospital Kamal Adwan a reunirem-se no pátio e a tirarem as roupas em pleno inverno.

Alguns foram levados para um local desconhecido, enquanto vários pacientes foram enviados para o hospital indonésio próximo, que foi desativado após um ataque israelita esta semana.

Durante os seus ataques, as tropas israelitas realizam frequentemente detenções em massa, deixando os homens apenas em roupa interior para serem interrogados, naquilo que os militares dizem ser uma medida de segurança enquanto procuram combatentes do Hamas.

O Hospital Kamal Adwan foi atingido várias vezes nos últimos três meses pelas tropas israelitas, que travavam uma ofensiva contra os combatentes do Hamas nos bairros vizinhos, segundo a equipa clínica.

Os militares de Israel alegam estar a conduzir operações contra infraestruturas e militantes do Hamas na área do hospital, sem fornecer detalhes, reiterando que combatentes do grupo palestiniano mantêm a sua presença nas instalações, embora não haja provas e a equipa hospitalar negue.

O Ministério da Saúde também relatou que as tropas israelitas provocaram incêndios em várias partes do Kamal Adwan, incluindo o laboratório e o departamento de cirurgia.

Segundo os números do ministério, 25 doentes e 60 profissionais de saúde permanecem no hospital, dos 75 doentes e 180 funcionários que lá se encontravam, mas estes dados não podem ser confirmados de forma independente.

“O fogo está em chamas por todo o hospital”, disse um membro não identificado da equipa hospitalar numa mensagem áudio publicada nas contas de redes sociais do diretor do hospital, Hossam Abu Safiya.

A mensagem acrescentava que alguns doentes retirados foram desligados do oxigénio.

“Neste momento, há doentes que podem morrer a qualquer momento”, alertou.

Desde outubro, a ofensiva de Israel praticamente isolou as zonas de Jabaliya, Beit Hanoun e Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, e arrasou grande parte delas.

Milhares de palestinianos foram forçados a sair da região, mas acredita-se que muitos outros ainda permaneçam na área onde se situa o hospital Kamal Adwan.

Há meses que esta zona está sem acesso a alimentos e outros bens, o que aumenta o receio de fome. A ONU afirma que as tropas israelitas permitiram apenas quatro entregas humanitárias neste local entre 01 e 23 de dezembro.

Israel lançou a sua campanha na Faixa de Gaza prometendo destruir o Hamas após o ataque do grupo palestiniano em território israelita, em 07 de outubro de 2023, no qual cerca de 1.200 pessoas morreram e outras 250 foram levadas como reféns.

A campanha de bombardeamentos e ofensivas de Israel, que dura há quase 15 meses, matou acima de 45.400 palestinianos, mais de metade dos quais mulheres e crianças, e devastou o setor da saúde do território.

Mais de 90% dos 2,3 milhões de habitantes da Faixa de Gaza foram expulsos das suas casas e a maioria deles encontra-se agora abrigada em extensos e miseráveis campos de tendas improvisados no sul e no centro do território em pleno inverno, com as temperaturas a baixarem para menos de dez graus centígrados

Dispositivos móveis da UE com carregador único a partir deste sábado com nova lei europeia

0
DR

A nova diretiva da União Europeia (UE) relativa ao carregador universal, que torna a entrada USB-C obrigatória para todos os dispositivos eletrónicos como telemóveis, ‘tablets’ e auscultadores, entrou em funcionamento este sábado, harmonizando as regras, independentemente do fabricante.

“A partir de 28 de dezembro de 2024 [sábado], os consumidores da UE beneficiarão de uma solução de carregamento universal para os seus dispositivos, uma vez que entram em vigor novas regras para um carregador comum. Ao abrigo destas regras, todos os novos telemóveis, tablets, câmaras digitais, auscultadores e auriculares, consolas de videojogos portáteis e colunas portáteis, e-readers, teclados, ratos, sistemas de navegação portáteis e auriculares vendidos na UE devem ter uma porta de carregamento USB-C”, lembra em comunicado o Parlamento Europeu.

Dois anos após a aprovação da lei (pelos eurodeputados e Estados-membros), os consumidores da UE deixarão de precisar de carregadores e cabos diferentes para os vários aparelhos eletrónicos portáteis de pequena e média dimensão.

Telemóveis, ‘tablets’, leitores eletrónicos, auriculares, câmaras digitais, auscultadores, consolas de videojogos portáteis e altifalantes portáteis recarregáveis com fios terão de estar equipados com uma porta USB tipo C, independentemente do seu fabricante.

Além disso, após um período de adaptação, todos os computadores portáteis serão igualmente abrangidos pelas novas regras, isto a partir de 28 de abril de 2026.

Esta diretiva da UE também harmoniza os requisitos de carregamento rápido e permite aos consumidores escolher se querem ou não receber um novo carregador com cada compra de dispositivo.

Os fabricantes serão obrigados a atualizar as suas embalagens de modo a apresentar claramente informações sobre as características do carregamento e o que está incluído em cada compra.

Estima-se que, em 2020, os consumidores da UE tenham comprado aproximadamente 420 milhões de dispositivos eletrónicos, possuindo, em média, três carregadores para carregar estes dispositivos eletrónicos, dos quais usaram regularmente dois.

Por ano, isso significa 11 mil toneladas de resíduos eletrónicos no conjunto da UE.

A Comissão Europeia prevê uma poupança de 250 milhões de euros aos consumidores da União Europeia pela introdução deste carregador universal.

A questão de criação de carregador universal estava a ser falada desde 2009, quando existiam cerca de 30 modelos no mercado europeu e foi assinado um acordo voluntário entre os principais fabricantes de telemóveis na UE para o harmonizar.

Isto permitiu reduzir o número de modelos para principais tipos de carregadores no mercado europeu – USB 2.0 Micro B, USB-C e o sistema Lightning utilizado exclusivamente por dispositivos Apple -, mas o acordo entre a indústria expirou em 2014, sendo agora substituído pela nova lei referente ao carregador universal, que reduz de três para um o número de aparelhos.

Metro do Porto encerra operação mais cedo na segunda-feira devido à greve

0
imagem ilustrativa: DR

A Metro do Porto anunciou que vai encerrar a sua operação mais cedo na segunda-feira devido à greve convocada pelo Sindicato dos Maquinistas, que reclama do operador ViaPorto o pagamento do prémio anual de desempenho.

“Devido a uma greve convocada pelo SMAQ (Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses), o Metro do Porto vai encerrar a sua operação mais cedo, na próxima segunda-feira, dia 30 de dezembro, com as últimas partidas a registarem-se, em toda a rede, entre as 22:00 e as 23:00”, pode ler-se num comunicado hoje publicado pela transportadora no seu ‘site’ oficial.

Na linha azul (A), as últimas partidas serão às 22:23 no sentido Senhor de Matosinhos e às 22:45 no sentido Estádio do Dragão, na linha vermelha (B) às 22:11 no sentido Estádio do Dragão e 22:31 no sentido Póvoa de Varzim, e na linha verde (C) às 22:21 no sentido Campanhã e às 22:51 no sentido ISMAI.

Quanto à linha amarela (D), a última partida será às 22:53 no sentido Hospital São João e às 23:03 no sentido Vila d’Este, na linha violeta (E) às 22:44 no sentido Aeroporto e às 22:57 no sentido Estádio do Dragão, e na linha laranja (F) as últimas partidas serão às 22:21 no sentido Senhora da Hora e às 22:49 no sentido Fânzeres.

As últimas circulações com ligação à linha amarela (D) na estação da Trindade partirão às 22:11 da Póvoa de Varzim, às 22:21 do ISMAI e de Fânzeres, às 22:27 do Aeroporto, às 22:30 do Senhor de Matosinhos, às 22:44 do Estádio do Dragão e às 22:52 da Senhora da Hora.

Já para ligar a linha Amarela (D) às restantes linhas na Trindade, a última circulação a sair de Vila d’Este para ligar às linhas A e B sai às 22:05, para ligar às linhas C e E sai às 22:20 e para ligar à linha F sai às 22:38.

Já do Hospital São João, às 22:10 sai o último veículo para ligar à linha A, às 22:20 para ligar à linha B, às 22:30 para ligar às linhas C e E e às 22:50 para ligar à linha F.

O Sindicato dos Maquinistas anunciou na sexta-feira uma “greve total” na operação da Metro do Porto nos dias 31 de dezembro e 01 de janeiro, exigindo o pagamento do prémio anual, ainda não efetuado, ao operador ViaPorto, do grupo Barraqueiro.

De acordo com uma nota de imprensa do SMAQ enviada à Lusa, a paralisação terá também efeitos nos dias 30 de dezembro e 02 de janeiro, já que os trabalhadores representados pelo SMAQ estarão em greve “à prestação de trabalho suplementar”

Já nos dias 31 de dezembro e 01 de janeiro, marcados pela habitual afluência de público ao centro do Porto para a passagem de ano, e em que normalmente o metro funciona durante toda a noite, “os trabalhadores representados pelo SMAQ encontram-se em greve a prestação de todo e qualquer trabalho”.

Contactado pela Lusa, o dirigente sindical do SMAQ afeto à Metro do Porto Hélder Silva disse que os motivos para a greve são os mesmos que levaram à paralisação que decorreu entre 17 e 22 de dezembro.

Em causa está “a falta de cumprimento do Acordo de Empresa por parte da empresa”, no caso a ViaPorto, do Grupo Barraqueiro, que opera o Metro do Porto, relativamente ao pagamento de um prémio anual referente a 2023.

O SMAQ pede ainda a “melhoria das condições de trabalho reivindicadas pelos trabalhadores da Viaporto, Lda. integrados nas carreiras de condução, no que respeita às viagens sem serviço” e a regularização dos descansos compensatórios.

Já a ViaPorto, contactada pela Lusa, remeteu para uma nota interna divulgada aquando da primeira greve, referindo que o SMAQ ignora “a realidade da empresa” ao convocar greves.

Na comunicação interna da empresa, a ViaPorto disse ter tido “o expresso cuidado de informar o sindicato que, atualmente, a situação financeira da ViaPorto está desequilibrada, em resultado de a mesma estar a aguardar o desfecho dos processos de reposição do equilíbrio financeiro que dependem da Metro do Porto SA e do Estado Português”.

Polícia finlandesa apreende petroleiro suspeito de sabotagem de cabo submarino

0
imagem ilustrativa: DR

O petroleiro Eagle S, suspeito de pertencer à “frota fantasma” da Rússia e de ter causado uma avaria num cabo submarino no Mar Báltico, foi apreendido pela polícia finlandesa e transferido para efeitos de investigação, disseram este sábado as autoridades.

“A transferência deve-se ao facto de o petroleiro ter sido apreendido pelo Departamento Nacional de Investigação (NBI), (…) o novo local tem melhores condições para realizar a investigação”, indicou a polícia em comunicado.

Adiantou que o navio, que navegava com bandeira das Ilhas Cook integrado na referida frota destinada a contornar as sanções, vinha da Rússia. Foi detido na quinta-feira após a rutura de um cabo elétrico subaquático que ligava a Finlândia à Estónia e escoltado até ao porto de Kilpilahti, a 40 quilómetros a leste de Helsínquia.

O Eagle S transporta gasolina sem chumbo carregada num porto russo com destino ao Egito, sendo o porto de Kilpilahti para navios de carga líquida.

No dia de Natal, a ligação de corrente contínua EstLink 2, entre a Finlândia e a Estónia, foi desligada da rede. O operador finlandês Fingrid disse que estava “fora de serviço” devido a danos ainda não avaliados. A polícia finlandesa abriu uma investigação por suspeita de sabotagem.

O Mar Báltico tem sido palco de vários incidentes semelhantes desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.

Estas ações, que visam nomeadamente infraestruturas de energia e comunicações, inserem-se, segundo especialistas e políticos, no contexto da “guerra híbrida” liderada por Moscovo nesta vasta área, que faz fronteira com a Rússia e vários países membros da NATO.

Ventura considera que demissões no SNS mostram que plano do Governo para a saúde falhou

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O líder do Chega considerou que as demissões em conselhos de administração de hospitais públicos são uma demonstração de que o plano de emergência do Governo falhou, acusando o executivo de não estar a fazer o investimento necessário.

Em conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura foi questionado sobre as demissões dos conselhos de administração das Unidades Locais de Saúde (ULS) da Lezíria, do Alto Alentejo e da Região de Leiria, decididas esta sexta-feira pelo Ministério da Saúde.

“Acho que é a evidência de que o tal plano de emergência do Governo falhou”, respondeu o líder do Chega.

Para André Ventura, o plano falhou porque “procurou criar uma cosmética e uma maquilhagem no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que depois não se revelou real, com os agendamentos fictícios de consultas e de operações que depois acabaram por não resultar”.

O líder do Chega acrescentou ainda que as demissões ocorrem depois de o Governo ter “criado ou inventado a chamada triagem telefónica” no SNS – referindo-se à obrigação de contactar a linha SNS24 antes de se ir às urgências -, afirmando que essa medida “não funcionou porque os números não se mudam por vontade política, mudam-se com trabalho”.

“O Governo não tem trabalhado na área da saúde, não tem feito o investimento nem o modelo de organização que era preciso”, disse, referindo ainda que a criação da direção executiva do SNS não resolveu qualquer problema.

Nesta conferência de imprensa, o líder do Chega abordou ainda a notícia do Correio da Manhã segundo a qual o novo secretário-geral do Governo, Hélder Rosalino – nomeado esta sexta-feira – vai ganhar mais de 15 mil euros brutos por mês.

André Ventura alegou que isso significa que Hélder Rosalino irá ganhar “mais 40% do que o primeiro-ministro”, considerando esse salário absurdo numa altura em que há “dificuldades para pagar médicos, enfermeiras, ter pensões altas”.

“Eu não aceito que ninguém no espaço público receba mais do que o Presidente da República. É um erro, um erro político, que qualquer pessoa com olhos minimamente racionais percebe que é um disparate”, disse, manifestando a esperança de que o Governo “volte atrás” nesta decisão.

FC Porto goleia Boavista e sobe provisoriamente à liderança da I Liga

0

O FC Porto isolou-se hoje, provisoriamente, na liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao golear em casa o Boavista por 4-0, no dérbi portuense da 16.ª jornada.

Sumu, aos 31 e 88 minutos, para passar a somar 13 golos na prova, Nico González, aos 55, e Rodrigo Mora, aos 59, selaram o nono triunfo dos ‘azuis e brancos’ em nove jogos no Dragão.

O conjunto de Vítor Bruno, vencedor pela terceira ronda seguida, passou a somar 40 pontos, contra 38 do Benfica e 37 do Sporting, que se defrontam no domingo em Alvalade, enquanto o Boavista caiu para 17.º e penúltimo, com 12.

Chega agenda debate de urgência no parlamento sobre segurança em Portugal

0
foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Chega vai agendar um debate no parlamento sobre a segurança em Portugal, anunciou hoje o líder do partido, que indicou também que pediu ao Presidente da República para convocar o Conselho de Estado sobre o mesmo assunto.

Em conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura abordou o tiroteio desta sexta-feira num centro comercial em Viseu – que fez um morto e dois feridos ligeiros – para alegar que os portugueses estão a viver um “dia-a-dia de violência”.

“Decidimos, por isso, convocar a Assembleia da República para um debate de urgência na terça-feira, dia 07 [de janeiro], sobre o estado da segurança em Portugal. Após os eventos ocorridos ontem [sexta-feira], o parlamento tem de tomar decisões sobre o que quer fazer”, disse.

Ventura afirmou que o objetivo do debate é procurar chegar a consensos para criar um “pacote contra a insegurança, aprovado no parlamento e em vigor em todo o território nacional” que vise “combater as armas ilegais, aumentar penas para crimes relacionados com o crime organizado, com o tráfico de droga, de seres humanos e a criação de redes de prostituição”.

Além deste agendamento potestativo, André Ventura afirmou também que escreveu ao Presidente da República para lhe pedir que convoque uma reunião do Conselho de Estado sobre a mesma temática.

O líder do Chega reconheceu que, segundo a lei, só o Presidente da República é que pode convocar reuniões do Conselho de Estado, mas afirmou ter tomado a iniciativa de lhe escrever por considerar que Marcelo Rebelo de Sousa precisa de “ter uma palavra sobre o estado da insegurança em Portugal”.

“É tempo de o mais alto magistrado da Nação, que noutros momentos falou sobre tudo e mais alguma coisa, tenha a coragem, mesmo que não seja politicamente correto, de dizer aos portugueses que vivemos tempos de insegurança e que tudo fará para combater essa insegurança”, afirmou.

PJ participa em operação da Interpol que detém 58 fugitivos perigosos

0
DR

A Polícia Judiciária (PJ) participou numa operação da Interpol, realizada entre julho e dezembro deste ano, que culminou na detenção de 58 fugitivos perigosos e à localização de mais 28, foi hoje anunciado.

A operação policial visou a “captura de muitos dos fugitivos mais perigosos da América Latina, Caribe e Europa”, adianta a PJ, em comunicado.

Nesta operação, realizada através da Unidade de Informação Criminal, a PJ “localizou e deteve na zona norte do país, um destes fugitivos, de um total de 150 com alerta vermelho da Interpol, alguns dos quais procurados desde há 15 anos”.

Em causa estão crimes como “homicídio, violação, branqueamento e crime organizado”, acrescenta.

O cidadão estrangeiro detido pela polícia portuguesa “era procurado pela Argentina por crimes de abuso sexual contra uma menor, praticados entre os 11 e os 13 anos desta” e esta deteção “já havia sido anunciada por esta Polícia no início de dezembro”, remata.

Mais de 1.300 caracóis em perigo de extinção reintroduzidos na ilha do Bugio, Madeira

0
imagem ilustrativa: DR

Mais de 1.300 caracóis das Ilhas Desertas do arquipélago da Madeira foram reintroduzidos no seu habitat, anunciou hoje o Zoológico de Chester, no Reino Unido, onde foram criados.

Os caracóis, do tamanho de ervilhas, pertencem a duas espécies diferentes, ambas “criticamente ameaçadas”, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Nativos da Ilha Deserta Grande (a maior ilha do desabitado arquipélago das Ilhas Desertas, a sudeste da Madeira), estes pequenos moluscos estão ameaçados pela erosão do habitat, predação (sobretudo por ratos) e seca.

Uma série de expedições de conservação entre 2012 e 2017 permitiu criar um programa de conservação, tendo sido descoberta uma pequena população de caracóis sobreviventes nas falésias rochosas da ilha Deserta Grande que foi decisiva.

Dos 200 caracóis descobertos por especialistas do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) da Madeira, cerca de 60 foram enviados para o Zoológico de Chester, no norte de Inglaterra.

“Quando os caracóis chegaram a Chester, o próprio futuro da espécie estava nas nossas mãos. Foi uma responsabilidade enorme”, recordou Gerardo Garcia, do Chester Zoo, citado em comunicado.

“Não sabíamos nada sobre eles. Nunca tinham sido cuidados por humanos antes e tivemos que começar do zero para tentar entender o que os motiva”, acrescenta.

O Zoológico de Bristol, também no Reino Unido, e o Zoológico de Beauval, em França, também participaram nos esforços de conservação, que resultaram, para já na introdução de 1.329 caracóis criados em Chester no Bugio, uma das ilhas do arquipélago.

Em todos os caracóis, foram colocados pontos de identificação, que permitirão localizá-los e acompanhar o seu crescimento e adaptação ao novo ambiente, segundo Dinarte Teixeira, biólogo do ICNF Madeira.

“Pensávamos que tinham desaparecido para sempre, mas hoje a esperança renasceu”, sublinhou.

Interrupções voluntárias da gravidez aumentam pelo segundo ano consecutivo

0
DR

O número de interrupções voluntárias da gravidez (IVG) aumentou pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o Relatório de Análise dos Registos da Interrupção Voluntária da Gravidez de 2023.

O documento publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) revela que, durante o ano passado, foram registadas 17.124 interrupções da gravidez, um aumento de 3% face ao ano de 2022.

Os números dos últimos dois anos, adianta a DGS no relatório, “alteraram a tendência decrescente que vinha a verificar-se desde 2011”. Ainda assim, o aumento verificado no ano passado é “bastante menor” do que o que se registou em 2022, ano em que as interrupções voluntárias da gravidez aumentaram 15,9% em relação a 2021.

O aumento verificado no ano passado, acrescenta o relatório, “foi transversal à maioria das regiões do país”, com exceção para a região de Lisboa e Vale do Tejo.

Nos restantes parâmetros de análise, o relatório mostra que a interrupção da gravidez por opção da mulher nas primeiras 10 semanas de gravidez se mantém como o principal motivo em todas as idades, representando 96,7% do total. Já 2,8% das interrupções de gravidez deveram-se a doença grave ou malformação congénita do nascituro.

Em relação às idades em que são feitas as interrupções da gravidez, a DGS revela que “o grupo etário que registou maior número absoluto continuou a ser o dos 20-24 anos de idade”. A seguir surgem mulheres com idades entre os 25 e os 29 anos e 8,4% das IVG foram realizadas por mulheres com menos de 20 anos.

O Serviço Nacional de Saúde continua a ser o setor que realiza mais IVG nas primeiras 10 semanas de gestação, representando 65,5%, e o procedimento mais utilizado nestas unidades hospitalares continua a ser o medicamentoso (98,7%).

Já no setor privado, o método mais utilizado continua a ser o cirúrgico (81,5%), mas verificou-se uma diminuição deste procedimento em relação ao ano passado.

Ainda em relação aos locais onde são feitas as IVG, o relatório da DGS revela que “a maioria das grávidas recorreu por iniciativa própria a uma unidade pública (63,2%)”, mas aumentou o número de referenciação dos hospitais públicos para o setor privado.

Cerca de 90% das mulheres que realizaram IVG “escolheram, posteriormente, um método contracetivo”, sendo que a escolha por um método de longa duração aumentou 1,1 pontos percentuais em relação ao ano de 2022.

Optimized by Optimole