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Domingo, Julho 12, 2026
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Seis urgências encerradas hoje e no Dia do Ano Novo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Seis serviços de urgência de Ginecologia/Obstetrícia, de Pediatria e Geral estão hoje e na quarta-feira encerrados, segundo as Escalas de Urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

De acordo com a informação publicada no Portal do SNS na segunda-feira à noite, estão encerradas as urgências pediátricas do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, no Hospital Distrital de Torres Vedras e no Hospital de Peniche.

O Hospital de Abrantes e o Hospital Distrital das Caldas da Rainha têm a urgência de Ginecologia e Obstetrícia fechadas, enquanto o Hospital de Peniche tem a urgência geral encerrada.

No dia de Ano Novo, as urgências encerradas são também seis, mas abrem as urgências do Hospital de Peniche e fecham as urgências geral e pediátrica do Hospital de São Joao da Madeira.

Os dados apontam que o número de urgências referenciadas são hoje 10 e aumentam para 11 no dia de Ano Novo, mais uma do que na véspera, e os serviços abertos mantêm-se nos 188.

Durante os dois dias, as urgências de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, em Almada, e do Hospital São Bernardo, em Setúbal, apenas recebem as urgências internas e a casos reencaminhados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM.

As urgências destas especialidades nos hospitais de Cascais, Amadora-Sintra, Santa Maria, São Francisco Xavier, ambos em Lisboa, Beatriz Ângelo (hoje), das Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira, Braga, Leiria e no Centro Materno Infantil do Norte vão estar a receber apenas os casos internos e os referenciados pelo CODU/INEM e pela Linha SNS 24

O Hospital Amadora-Sintra tem também a urgência pediátrica referenciada entre as 00:00 e as 08:00 e as 20:00 e 24:00. Na quarta-feira, o Hospital de Beja terá a urgência geral referenciada entre as 20:00 e as 24:00.

A Direção Executiva do SNS apela aos utentes para ligarem para a Linha SNS 24 antes de se dirigirem à urgência.

Desde 16 de dezembro que as grávidas têm de ligar para a linha SNS Grávida antes de recorrerem à urgência de obstetrícia e ginecologia dos hospitais que aderiram ao projeto que arrancou em fase piloto em 11 Unidades Locais de Saúde (ULS), maioritariamente em Lisboa e Vale do Tejo, e em três unidades que aderiram voluntariamente ao projeto: Hospital de Gaia, Centro Materno Infantil do Norte e Hospital de Portalegre.

A partir de janeiro, aderem ao projeto as ULS da Península de Setúbal, nomeadamente Almada-Seixal, Arco Ribeirinho e Setúbal.

Cinco mortos e 15 feridos graves em acidentes nas estradas desde sexta-feira

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Cinco pessoas morreram e 15 ficaram gravemente feridas em acidentes nas estradas portuguesas entre sexta e segunda-feira passadas, anunciou hoje a GNR na divulgação dos dados provisórios da operação “Natal e Ano Novo 2023/2024”.

O número de vítimas fica muito acima do que foi registado na mesma altura do ano passado, quando a GNR avançava ter registado um morto e sete feridos graves.

Este ano, foram contabilizados, nos dias em causa, 617 acidentes que provocaram também 201 feridos ligeiros, refere a GNR, em comunicado hoje divulgado.

Os cinco mortos eram todos homens, com idades entre os 34 e os 64 anos, tendo quatro sido vítimas de despistes e um outro de uma colisão.

Os despistes aconteceram em Viseu, Leiria, Lisboa e Faro e a colisão em Setúbal.

A operação implicou ainda a detenção de 157 pessoas por estarem a conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l, mas, no total, foram registados 256 condutores com excesso de álcool.

Além disso, foram também detidas 83 pessoas por conduzirem sem carta.

As autoridades aplicaram ainda 9.980 contraordenações, a maior parte das quais (1.962) por excesso de velocidade, mas também 99 por excesso de álcool no sangue e 237 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças.

Dos condutores que receberam contraordenações, 119 estavam a usar o telemóvel enquanto viajavam, 788 não tinham feito a inspeção periódica obrigatória e 294 não tinham o seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Ao todo, entre as 00:00 do dia 27 de dezembro e as 23:59 do dia 30 de dezembro foram fiscalizados 43.677 condutores.

Segundo garante a GNR, a operação vai continuar a dar prioridade à condução sob a influência do álcool e substâncias psicotrópicas, aos excessos de velocidade e uso de telemóvel, mas também à utilização correta do cinto de segurança e sistema de retenção de crianças, às inspeções periódicas e à existência de seguro válido.

As autoridades estarão também “especialmente atentas” à “incorreta execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem”.

Investigação aponta falhas em acidente mortal com balão de ar quente no Alqueva

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DR

A investigação aponta falhas de segurança e do piloto, que culminaram com a tentativa de amaragem do balão de ar quente turístico na albufeira de Alqueva, no concelho de Mourão (Évora), em abril, resultando na morte de um passageiro.

O relatório final do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), ontem divulgado e ao qual a agência Lusa teve acesso, concluiu que não foram respeitadas nem cumpridas regras e procedimentos de segurança pelo operador, com vista a preparar os passageiros para uma eventual amaragem, não havendo também a bordo coletes salva-vidas, que não é obrigatório por lei.

“Das informações e dados recolhidos pela investigação, a causa provável para o pedido do piloto a passageiros para auxiliarem na manobra de aterragem, colocando o passageiro que acedeu ao pedido na condição insegura que veio a resultar na sua morte, deveu-se ao contacto do cesto do balão com a água e consequente perceção de necessidade de controlo externo do mesmo”, explica o GPIAAF.

Segundo a investigação, o passageiro, de 55 anos, que, na manhã de 28 de abril de 2024 saiu do balão, e que viria a morrer por “asfixia por afogamento”, sabia nadar e entrou na água calçado e vestido com calças de fato de treino e t-shirt, acrescentando que a vítima “saiu do cesto para auxiliar durante a manobra de amaragem do balão [que estava a ser arrastado pelo vento na direção da água] e foi encontrada depois sem vida à tona de água”.

No manual do modelo de balão, no ponto sobre ‘Briefing aos Passageiros’, consta o aviso: “Existe o risco de ferimentos se for solicitada ajuda a uma pessoa inexperiente (ex. passageiro) para auxiliar o manuseamento do balão nas manobras de descolagem ou após aterragem. Se o fizer, forneça sempre a essa pessoa instruções detalhadas que incluam formas de minimizar os riscos associados”.

“Os passageiros não usavam equipamento de flutuação nem este estava disponível a bordo. No briefing antes do voo, não foi previsto pelo piloto ou detalhado aos passageiros a possibilidade de amaragem. O cenário de amaragem não foi acautelado com a preparação prévia para essa eventualidade junto dos passageiros e equipando o balão com dispositivos de flutuação individual”, frisa o relatório.

Segundo os investigadores, para o contacto do cesto com a água terá contribuído a “seleção do local para a aterragem pelo piloto [de 65 anos], junto à margem do rio (margem Norte) com vento predominante de Noroeste (sentido do rio)” e “uma avaliação conservadora sobre o combustível a bordo pelo piloto ao não ter decidido atempadamente descontinuar a aterragem e cruzar o rio, antes do contacto do cesto com a água”.

“Para a decisão de pedido de voluntários entre os passageiros para descer do cesto do balão e auxiliar na sua manobra, não estando munidos de coletes salva-vidas, ao invés da adoção do procedimento previsto no manual de usar o cesto como jangada e aguardar a chegada de meios de auxílio, contribuiu uma subavaliação do risco por parte do piloto”, refere o GPIAAF.

Esta subavaliação foi “relevante quer no planeamento inicial da operação face ao trajeto e condição do vento, assim como na situação em que o balão se encontrava, aquando do toque na água, face à impreparação dos passageiros para o efeito”.

“Para a subavaliação do risco pelo piloto terão contribuído lacunas na formação, treino e verificação da manutenção de competências do piloto pela organização, quanto aos procedimentos de emergência”, referem os investigadores.

A investigação também aponta falhas ao operador.

“A combinação das circunstâncias que levaram à perda da vida de um passageiro, os vários precursores e riscos existentes na zona teriam necessariamente de ser objeto de consideração pelo operador na sua análise de risco da operação. Cabe ao operador recolher os dados relevantes e agir sobre desvios, treinando as suas tripulações para enfrentar estes eventos isolados ou em combinação”, vinca o GPIAAF.

Sindicato dos médicos e Governo chegam a acordo com aumentos salariais médios de 10%

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O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e o Governo chegaram esta segunda-feira a acordo nas negociações sobre a carreira, que prevê um aumento salarial médio de 10% até 2027.

“Chegamos a acordo, um acordo que finalmente completa o acordo intercalar de 2023. É um acordo faseado até 2027 e que permite a reposição do poder de compra e que visa fortalecer o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e garantir melhores condições de trabalho para os médicos”, afirmou o secretário-geral do SIM, após uma reunião de várias horas no Ministério da Saúde.

Segundo Nuno Rodrigues, o entendimento agora alcançado não é apenas sobre a grelha salarial dos médicos, mas é um acordo com “melhorias concretas para todos os médicos” e que visa, nos próximos três anos, que tenham “melhores condições de trabalho no SNS”.

O dirigente sindical adiantou que o aumento salarial médio é “similar ao do ano passado”, ou seja, “cerca de 10%” em relação aos montantes atuais.

“Em 2027, todos estes médicos estarão a ganhar cerca mais 10% do que ganham neste momento”, referiu Nuno Rodrigues.

Incêndios: Autarquias do Norte e Centro com 16ME para recuperar equipamentos afetados

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Um total de 24 autarquias das regiões Norte e Centro vão receber cerca de 16 milhões de euros para a recuperação de equipamentos municipais destruídos nos incêndios de setembro, anunciou o Governo.

“Cerca de 14 milhões de euros estão destinados à recuperação dos territórios da região Centro e dois milhões aos do Norte do país”, adiantou o gabinete do ministro-adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

O Governo assinou hoje os protocolos com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte e do Centro para a transferência de 16,1 milhões de euros para apoiar 24 municípios atingidos pelos incêndios na reposição e reparação de infraestruturas e equipamentos públicos destruídos pelos incêndios de setembro.

Em comunicado, o Governo adiantou que participa com 85% dos custos para recuperação dos territórios através do Fundo de Emergência Municipal e que as candidaturas apresentadas pelas autarquias e validadas pelas CCDR vão permitir a reposição e reparação de infraestruturas e equipamentos públicos municipais de suporte às populações destruídos nos incêndios.

“Foi graças ao trabalho de proximidade entre as autarquias e as CCDR no levantamento de danos e prejuízos que conseguimos identificar as necessidades com rapidez e precisão”, afirmou Castro Almeida, citado no comunicado.

Hoje de manhã, o ministro-adjunto e da Coesão Territorial anunciou, no Porto, o alargamento do prazo, até final de março, para que os proprietários de casas e fábricas atingidas por estes incêndios possam apresentar candidaturas a apoios financeiros.

“O dinheiro existe e está disponível na CCDR. É preciso que as câmaras municipais façam a vistoria juntamente com a CCDR, fixem um preço e a partir daí podem começar as obras, mas esse processo está a ser demasiado lento porque há dificuldades no fazer a prova da propriedade das casas, devido a questões formais e às vezes a heranças indivisas”, disse Manuel Castro Almeida.

Hélder Rosalino indisponível para assumir cargo de secretário-geral do Governo

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foto: Arlindo Homem

O ex-administrador do Banco de Portugal Hélder Rosalino informou esta segunda-feira o Governo da sua indisponibilidade para assumir o cargo de secretário-geral do Governo, refere o gabinete do primeiro-ministro.

Hélder Rosalino deveria iniciar funções a partir de quarta-feira, depois de ter sido nomeado para o cargo de secretário-geral do Governo na passada sexta-feira

Em comunicado, o gabinete de Luís Montenegro afirma que “a solução encontrada permitia que Dr. Hélder Rosalino mantivesse o vencimento auferido há vários anos no Banco de Portugal, o qual foi por este definido”.

“E permitiria ao Estado português, no seu conjunto, a poupança de um segundo salário, correspondente à tabela legal para o secretário-geral do Governo. A recusa do Banco de Portugal de continuar a pagar o salário de origem não impedia a poupança de recursos públicos, mas criou uma complexidade indesejável”, adianta-se na mesma nota.

Face à indisponibilidade de Hélder Rosalino, que foi secretário de Estado da Administração Pública no executivo liderado por Pedro Passos Coelho, o Governo assinala que “irá proximamente designar uma outra personalidade como secretário-geral”.

“E o Banco de Portugal continuará a suportar o vencimento atual do Dr. Hélder Rosalino”, acrescenta-se.

Na passada sexta-feira, através de uma nota, o executivo de Luís Montenegro esclareceu que a criação da Secretaria-Geral do Governo se inseria na primeira fase da reforma da administração pública. Uma reforma que visava proceder “à extinção de nove entidades por fusão na Secretaria-Geral do Governo e demais entidades integradoras, cortando em 25% o número de cargos diretivos”, o que gerará “uma poupança de cerca de 4,1 milhões de euros por ano ao Estado”.

Ainda segundo o executivo, a nova entidade deveria resultar do processo de extinção de três secretarias-gerais (Presidência do Conselho de Ministros, Economia e Ambiente e Energia) e do CEGER (Centro de Gestão da Rede Informática do Governo), por fusão na Secretaria-Geral do Governo e demais entidades integradoras.

No entanto, logo após a divulgação da nomeação de Hélder Rosalino, foi noticiado que o antigo secretário de Estado de Pedro Passos Coelho tinha optado por ser remunerado como secretário-geral do Governo pelo seu vencimento de origem no Banco de Portugal, superior a 15 mil euros, e não de acordo com a tabela remuneratória única da Função Pública, cujo salário seria na ordem dos seis mil euros.

Em comunicado, o Banco de Portugal também assegurou que não iria assumir qualquer montante dos mais de 15 mil euros de salário de Hélder Rosalino como secretário-geral do Governo.

“O Banco de Portugal não assume qualquer despesa relativa à remuneração do Secretário-Geral do Governo, tal como decorre das regras do Eurosistema sobre a proibição de financiamento monetário. Como está legalmente previsto, cabe, inclusive, à Secretaria-Geral reembolsar o Banco de Portugal de alguma componente do regime da proteção social que tenha sido processada diretamente, em resultado do quadro legal aplicável”, refere a nota emitida pelo Banco de Portugal.

No plano político, esta decisão do Governo foi logo contestada pelo presidente do Chega, André Ventura, alegando que isso significaria que Hélder Rosalino iria ganhar “mais 40% do que o primeiro-ministro”, considerando esse salário absurdo numa altura em que há “dificuldades para pagar médicos, enfermeiras, ter pensões altas”.

“Eu não aceito que ninguém no espaço público receba mais do que o Presidente da República. É um erro, um erro político, que qualquer pessoa com olhos minimamente racionais percebe que é um disparate”, disse o líder do Chega, manifestando a esperança de que o Governo “volte atrás” nesta decisão.

Hoje, o PS anunciou que pretendia pedir a apreciação parlamentar da alteração ao decreto-lei que determina os vencimentos dos dirigentes da Secretaria-Geral do Governo – diploma que permitiria a Hélder Rosalino manter o salário de origem de cerca de 15 mil euros.

“Apesar de não ser matéria de reserva da Assembleia da República, a definição do quadro remuneratório do pessoal dirigente – em particular com regras de exceção que permite a dirigentes perceber mais do que o Presidente da República – é aconselhável que o parlamento seja parte na decisão desta matéria”, refere-se no comunicado do PS.

Nas redes sociais, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, criticou a nomeação de Hélder Rosalino com um vencimento superior a 15 mil euros mensais, anunciou que iria chamá-lo à Assembleia da República e que tudo faria para impedir que essa nomeação se concretizasse.

Também hoje, o PAN apresentou um requerimento dirigido ao primeiro-ministro para que seja enviada à Assembleia da República “toda a documentação” sobre o processo de nomeação de Hélder Rosalino para o cargo de secretário-geral do Governo e respetivo custo.

Sobre o Decreto-Lei n.º 114-B/2024, que o Presidente da República promulgou em 18 de dezembro e que foi publicado em Diário da República em 26 de dezembro, o PAN questiona “a concentração de competências de entidades aparentemente sem aparente conexão funcional ou proximidade temática, já que se verificou a concentração nesta nova Secretaria-Geral [do Governo] de competências anteriormente atribuídas às Secretarias Gerais da Presidência do Conselho de Ministros, do Ministério da Economia, do Ministério do Ambiente e Energia e ainda do Centro de Gestão da Rede Informática do Governo”.

Morreu a poetisa Adília Lopes, aos 64 anos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A poetisa Adília Lopes, autora de “Caras Baratas”, morreu hoje, em Lisboa, aos 64 anos, disse à agência Lusa fonte da editora Assírio & Alvim.

Adília Lopes, pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, nasceu em Lisboa em 1960. Este ano cumpriu 40 anos de vida literária, desde que se revelou na primeira edição do “Anuário de Poetas não Publicados” da Assírio & Alvim, em 1984.

A sua obra inclui títulos como “O Poeta de Pondichéry”, “Manhã”, “Bandolim”, “Estar em Casa”, “Dias e Dias” e “Choupos”.

Este ano reuniu a sua obra em “Dobra” (2024), numa edição com poemas inéditos.

Acesso às urgências condicionado no Ano Novo com serviços fechados

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O acesso às urgências hospitalares de Ginecologia e Obstetrícia, bem como de Pediatria, estará condicionado no período de Ano Novo, com oito serviços fechados na terça-feira e seis no dia seguinte, segundo as Escalas de Urgências do SNS.

Hoje está encerrada a urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Abrantes, de acordo com os dados consultados pela agência Lusa às 13:00 no Portal do SNS.

Além deste encerramento, 14 serviços de urgências estão hoje com restrições, recebendo apenas casos de urgência internos ou referenciados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e pela linha SNS24 (808242424).

Na véspera do Ano Novo está previsto o encerramento de oito urgências hospitalares, enquanto 12 vão estar condicionadas e 186 abertas.

Segundo as escalas, vão estar fechadas as urgências pediátricas do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, no Hospital Distrital de Torres Vedras e no Hospital de Peniche.

O Hospital de Abrantes e o Hospital Distrital das Caldas da Rainha têm a urgência de Ginecologia e Obstetrícia fechadas, enquanto o Hospital de Peniche tem a urgência geral encerrada.

No dia de Ano Novo, o número de urgências encerradas desce para seis, com a abertura da urgência geral do Hospital de Peniche e devido ao facto de a urgência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Beatriz Ângelo estar referenciada.

Os dados apontam que o número de urgências referenciadas aumenta para 13, mais uma do que na véspera, e os serviços abertos mantêm-se nos 186.

Durante os três dias, as urgências de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta, em Almada, e do Hospital São Bernardo, em Setúbal, apenas recebem as urgências internas e a casos reencaminhados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM.

As urgências destas especialidades nos hospitais de Cascais, Amadora-Sintra, Santa Maria, São Francisco Xavier, ambos em Lisboa, Beatriz Ângelo (hoje e terça-feira), das Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira, Braga, Leiria e no Centro Materno Infantil do Norte vão estar a receber apenas os casos internos e os referenciados pelo CODU/INEM e pela Linha SNS 24

O Hospital Amadora-Sintra tem também a urgência pediátrica referenciada entre as 00:00 e as 08:00 e as 20:00 e 24:00. Na quarta-feira, o Hospital de Beja terá a urgência geral referenciada entre as 20:00 e as 24:00.

A Direção Executiva do SNS apela aos utentes para ligarem para a Linha SNS 24 antes de se dirigirem à urgência.

Desde 16 de dezembro que as grávidas têm de ligar para a linha SNS Grávida antes de recorrerem à urgência de obstetrícia e ginecologia dos hospitais que aderiram ao projeto que arrancou em fase piloto em 11 Unidades Locais de Saúde (ULS), maioritariamente em Lisboa e Vale do Tejo, e em três unidades que aderiram voluntariamente ao projeto: Hospital de Gaia, Centro Materno Infantil do Norte e Hospital de Portalegre.

A partir de janeiro, aderem ao projeto as ULS da Península de Setúbal, nomeadamente Almada-Seixal, Arco Ribeirinho e Setúbal.

PS quer apreciação parlamentar de decreto sobre salários na Secretaria-Geral do Governo

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O PS vai pedir a apreciação parlamentar da alteração ao decreto-lei que determina os vencimentos dos dirigentes da Secretaria-Geral do Governo, que permitiu que Hélder Rosalino mantivesse o salário de origem de cerca de 15 mil euros.

“Apesar de não ser matéria de reserva da Assembleia da República, a definição do quadro remuneratório do pessoal dirigente – em particular com regras de exceção que permite a dirigentes perceber mais do que o Presidente da República – é aconselhável que o Parlamento seja parte na decisão desta matéria”, afirma o PS, em comunicado.

Na sexta-feira, o gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou a nomeação do ex-administrador do Banco de Portugal Hélder Rosalino como secretário-geral do Governo, tendo no dia seguinte sido noticiado que o antigo secretário de Estado da Administração Pública do governo de Pedro Passos Coelho iria ter um vencimento de cerca de 15 mil euros, mantendo assim a remuneração.

A manutenção do vencimento de origem só foi possível graças ao decreto-lei publicado na quinta-feira em Diário da República e que agora o PS anunciou que ia pedir a apreciação parlamentar.

Os socialistas pedem a apreciação parlamentar deste diploma “para que o Governo possa esclarecer o critério de oportunidade desta alteração legislativa e a sua justificação à luz de critérios gerais e abstratos”.

O decreto-lei aprovado em dezembro altera, ao fim de cinco meses, o estatuto remuneratório dos dirigentes da Secretaria-Geral do Governo.

Segundo o PS, estas alterações incluíram uma regra que permite a “opção pelo vencimento e retribuição base da situação jurídico-funcional de origem”, com o limite do vencimento do primeiro-ministro, mas também uma exceção que “permite a opção pelo estatuto remuneratório correspondente ao posto de trabalho ou categoria detidos na origem, sem o limite do vencimento do primeiro-ministro”.

“O novo decreto-lei introduz também uma regra para determinação da ‘retribuição base’ ou ‘estatuto remuneratório’, determinando que o seu cálculo se faz pela média efetivamente [percebida] durante o ano anterior à data do despacho de designação”, pode ler-se ainda.

De acordo com a nota da semana passada do gabinete de Luís Montenegro, a Secretaria-Geral do Governo arranca a 01 de janeiro de 2025, na sequência da primeira fase da reforma da administração pública.

“Esta primeira fase procede à extinção de nove entidades por fusão na Secretaria-Geral do Governo e demais entidades integradoras e cortará em 25% o número de cargos diretivos, gerando uma poupança de cerca de 4,1 milhões de euros por ano ao Estado”, referia a mesma nota.

O novo cargo resultado do processo de extinção de três Secretarias-Gerais (PCM, Economia e Ambiente e Energia) e do CEGER (Centro de Gestão da Rede Informática do Governo), por fusão na Secretaria-Geral do Governo e demais entidades integradoras.

Hélder Rosalino licenciou-se em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE em 1991, pós-graduou-se em Fiscalidade pelo Instituto Superior de Gestão em 1998 e fez um curso de especialização em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa em 2006-2007.

Entre 1991 e 1994 foi auditor Financeiro e de Gestão na Marconi.

PJ detém estrangeiro suspeito de tentativa de homicídio em Santiago do Cacém

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Um estrangeiro, de 37 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por ser suspeito da tentativa de homicídio de um outro estrangeiro, de 23 anos, em Ermidas-Sado, no concelho de Santiago do Cacém, foi hoje revelado.

Em comunicado, a PJ explicou que o homem foi detido no sábado, no próprio dia em que ocorreu a tentativa de homicídio, ou seja, depois de a GNR ter “abordado uma viatura em Santiago do Cacém”, no distrito de Setúbal, “na qual se encontrava um homem com diversas facadas”.

De acordo com a PJ, o suspeito e a vítima, ambos de nacionalidade estrangeira e residentes na mesma morada, em Ermidas-Sado, tiveram um desentendimento “por motivos completamente fúteis”.

Durante a altercação, o agressor terá desferido “várias facadas na vítima, suscetíveis de lhe causarem a morte”, disse.

Contactada pela agência Lusa, fonte da PJ indicou que, após a agressão, a vítima foi colocada numa viatura e transportada por colegas até ao Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, quando foram abordados pelos militares da GNR.

A vítima foi mais tarde transferida para o Hospital São José, em Lisboa, onde se encontra “com prognóstico reservado”, acrescentou a mesma fonte.

O detido, suspeito da prática dos crimes de homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida, não tem antecedentes criminais e está a ser hoje presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

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