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Domingo, Julho 12, 2026
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Tribunal Constitucional rejeita referendo sobre alojamento local em Lisboa

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O Tribunal Constitucional rejeitou a proposta para um referendo local sobre o alojamento local em Lisboa por “não dar por verificada a legalidade” desta iniciativa popular devido à ausência de “um controlo efetivo das assinaturas” necessárias neste âmbito.

“Decide-se não dar por verificada a legalidade do referendo local, por iniciativa popular, cuja realização foi deliberada pela Assembleia Municipal de Lisboa, na sua sessão de 03 de dezembro de 2024”, lê-se num acórdão do Tribunal Constitucional, divulgado na sexta-feira, dia em que terminou o prazo de 25 dias para verificação preventiva da constitucionalidade e da legalidade por parte deste órgão constitucional.

Em 09 de dezembro, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Rosário Farmhouse (PS), submeteu ao Tribunal Constitucional a deliberação quanto à realização de um referendo local, por iniciativa popular, com as listas de assinaturas dos cidadãos subscritores, que incluem dois lotes, apresentados em momentos diferentes, tendo o último sido apresentado para “sanar eventuais vícios” do primeiro lote de assinaturas.

Em causa está a iniciativa popular promovida pelo Movimento Referendo pela Habitação (MRH), que propõe duas perguntas: Concorda em alterar o Regulamento Municipal do Alojamento Local no sentido de a Câmara Municipal de Lisboa, no prazo de 180 dias, ordenar o cancelamento dos alojamentos locais registados em imóveis destinados a habitação? Concorda em alterar o Regulamento Municipal do Alojamento Local para que deixem de ser permitidos alojamentos locais em imóveis destinados a habitação?

Para ser considerada, a iniciativa popular deve ser proposta à assembleia deliberativa por um mínimo de 5.000 ou 8% dos cidadãos eleitores recenseados na respetiva área, consoante o que for menor.

O MRH começou por entregar um primeiro lote de assinaturas, com 6.528 subscritores, tendo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna informado, em 03 de dezembro, que apenas 4.863 eleitores se encontram “inscritos no recenseamento eleitoral na respetiva área” do município de Lisboa.

Perante isto, três dias depois da deliberação quanto à realização do referendo local, o movimento entregou à AML um segundo lote de assinaturas, com mais 612 cidadãos eleitores recenseados no município de Lisboa, que seguiram para o Tribunal Constitucional sem verificação prévia.

Apesar de considerar que o processo apresentado pela presidente da AML se mostra “regularmente instruído”, o Tribunal Constitucional considerou que a recolha das assinaturas necessárias e a sua verificação é “uma formalidade essencial, cuja inobservância compromete a própria existência de uma iniciativa popular válida, dando origem a uma ilegalidade relevante, por violação de um preceito previsto no RJRL [Regime Jurídico do Referendo Local]”.

“Daí que seja também fundamental que se proceda a um controlo efetivo das assinaturas, desde logo antes da deliberação, aspeto relevante no processo de fiscalização preventiva da constitucionalidade e legalidade do referendo”, indicou este órgão constitucional, defendendo que a AML deveria ter verificado o total das assinaturas que recebeu, com a possibilidade de “solicitar aos serviços competentes da administração pública a verificação administrativa, por amostragem, da autenticidade das assinaturas e da identificação dos subscritores da iniciativa”.

O segundo lote de assinaturas deveria ter sido verificado e, “antes de suprido o vício pela apresentação de novas assinaturas e do seu controlo, não estaria a AML autorizada a proceder à conversão da iniciativa popular em deliberação”, expôs este tribunal, considerando que “não estava preenchido um dos requisitos fundamentais da iniciativa popular referendária – a subscrição da proposta por 5.000 eleitores recenseados no município de Lisboa”.

Na fundamentação da decisão, o Tribunal Constitucional apontou a necessidade de identificar os mandatários desta iniciativa popular, “em número não inferior a 15”, e de a AML pedir um parecer ao presidente da Câmara de Lisboa, uma vez que é ao executivo municipal que compete determinar o cancelamento do registo do estabelecimento do alojamento local nas condições previstas na lei, nomeadamente o Regime Jurídico da Exploração dos Estabelecimentos de Alojamento Local (RJEEAL).

A AML não solicitou ao presidente da câmara municipal esse parecer, pelo que foi também “inobservada esta formalidade”, de acordo com acórdão deste tribunal.

“Só por si, estes vícios obstariam ao sucesso da iniciativa, mas, ainda assim, proceder-se-á a uma análise no que toca ao plano substantivo”, referiu o Tribunal Constitucional, referindo que as perguntas do referendo local, inclusive a proibição de estabelecimentos de alojamento local em imóveis destinados a habitação, “são inequivocamente desconformes com o quadro legal”.

Para este tribunal, o Regulamento Municipal do Alojamento Local não pode prever essa solução de interdição “nem por via da definição de ‘utilização válida’ do imóvel nem pelo estabelecimento de zonas de contenção e de crescimento sustentável”.

Em conclusão, este órgão constitucional afirmou que existe “um vício insanável da deliberação de referendo, o que impede definitivamente a sua realização, tornando-se desnecessário proceder à apreciação de outras questões”.

Praias da ilha indonésia de Bali sofrem uma das piores acumulações de plásticos

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Centenas de voluntários participaram este sábado numa grande operação de limpeza das praias de Bali, depois de as chuvas das monções terem provocado uma das maiores acumulações de resíduos plásticos na ilha indonésia.

A organização não-governamental (ONG) Sungai Watch descreveu o fenómeno como a pior poluição plástica alguma vez registada nas praias de Bali.

“Nunca vimos uma tal acumulação de resíduos de plástico, com um metro de altura, no areal”, afirmou o fundador da ONG ambiental, Gary Bencheghib.

“Em apenas seis dias de limpeza, recolhemos 25 toneladas, o que constitui um recorde para nós”, acrescentou, citado pela agência francesa AFP.

Na praia de Kedonganan, no sul da ilha, copos de plástico vazios, palhinhas, talheres e sacos de café estavam espalhados pela areia, misturados com restos de plantas e madeira.

Cerca de 600 voluntários, incluindo residentes locais, trabalhadores de hotéis e turistas, enfrentaram uma manhã chuvosa para recolher o lixo à mão, enchendo centenas de sacos grandes.

Tatiana Komelova, uma turista russa que se voluntariou para a operação, disse que ficou chocada com a visão do lixo e admitiu que iria reduzir a utilização diária de plástico.

“Eu sabia que este problema existia, mas não me apercebi de que fosse tão grave”, lamentou.

“Utilizo muitos produtos de plástico no meu dia-a-dia, mas a partir de agora, vou tentar reduzi-los o mais possível”, acrescentou.

De acordo com uma avaliação, “a maioria destes resíduos de plástico provém geralmente das cidades de Java, a ilha mais populosa da Indonésia”, disse Gary Bencheghib.

A Indonésia é um dos maiores contribuintes mundiais de poluição plástica e detritos marinhos, sobretudo quando as chuvas de monção e os ventos transportam montanhas de resíduos das zonas urbanas e dos rios para o oceano.

Alguns dos resíduos são arrastados ao longo de centenas de quilómetros, com o fenómeno a acentuar-se entre novembro e março, antes de darem à costa nas praias de Bali.

A ilha é muito popular entre os turistas estrangeiros, sobretudo nas férias de fim de ano.

Com uma população de mais de 280 milhões de pessoas, segundo o Banco Mundial, o arquipélago do Sudeste Asiático é composto por mais de 17.000 ilhas, das quais mais de 7.000 são habitadas de forma permanente.

No início de dezembro, as negociações de uma semana em Busan, na Coreia do Sul, para a conclusão de um tratado mundial contra a poluição por plásticos, fracassaram perante a oposição de um grupo de países produtores de petróleo.

As negociações deverão ser retomadas, mas ainda não foi divulgada uma data.

Benfica perde com Sporting de Braga na Luz e enjeita deslize do líder

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foto: Daniela Duarte / Notícias Em Direto

O Benfica desperdiçou hoje a possibilidade de igualar o Sporting no topo da I Liga portuguesa de futebol, ao perder pela segunda vez seguida, na receção ao Sporting de Braga, por 2-1, em jogo da 17.ª jornada.

O estreante Fran Navarro inaugurou o marcador, aos 17 minutos, e Robson Bambu ampliou a vantagem bracarense, aos 40, antes de Arthur Cabral reduzir para os ‘encarnados’, aos 78, naquela que foi a sexta vitória em oito partidas dos minhotos fora de casa no campeonato, um registo superior ao verificado no seu reduto (três triunfos em nove encontros).

O Benfica, que já vinha de um desaire com o rival Sporting, cedeu os primeiros pontos no Estádio da Luz, mantendo-se em terceiro lugar, com 38 pontos, a três dos ‘leões’ e a dois do FC Porto, segundo colocado, que tem menos um jogo, enquanto o Sporting de Braga subiu provisoriamente ao quarto lugar, com 31, à frente do Santa Clara (30), que defronta o Farense no domingo.

Fogo em centro comercial nos EUA mata mais de cinco centenas de animais

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Mais de cinco centenas de animais morreram num incêndio que deflagrou num centro comercial da cidade norte-americana de Dallas, a maioria deles pequenos pássaros, noticiou hoje a agência AP.

Segundo um porta-voz da proteção civil de Dallas, 579 animais da loja do centro comercial Plaza Latina, situada no noroeste desta cidade do Estado Texas, morreram por inalação de fumo.

De acordo com a mesma fonte, nesta loja estavam pássaros, galinhas, hamsters, cães e gatos, sendo que as chamas nunca atingiram os animais.

O incêndio, que não provocou feridos, foi combatido por 45 bombeiros e levou duas horas até ser extinto, tendo originado danos na estrutura do edifício.

As causas para este incêndio ainda não foram determinadas e encontram-se sob investigação, segundo avançou ainda a proteção civil.

Papa apela a professores e educadores que lutem contra o bullying nas escolas

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foto: Vatican Media

O papa Francisco apelou este sábado, durante uma audiência com várias associações italianas de professores, educadores e pais católicos, que lutem contra o bullying nas escolas.

O papa encorajou também os responsáveis a transmitir aos alunos “uma nova cultura baseada no encontro entre gerações” e “responsabilidade pessoal e coletiva para enfrentar os desafios globais como as crises ambientais, sociais e económicas”.

Na audiência, Francisco apelou ainda a que lançassem “as bases para um mundo mais justo e fraterno, com o contributo de todas as disciplinas e a criatividade das crianças e dos jovens”.

“Mas se intimidarem as raparigas e os rapazes que têm problemas, isso é uma preparação para a guerra, não para a paz”, advertiu, apelando a que não se pratique bullying.

“Por favor, nunca pratiquem bullying, compreendem isto? Nada de bullying! Nunca pratiquem bullying”, acrescentou.

O pontífice lamentou ainda o facto de existirem crianças sem educação, “que vão trabalhar, muitas vezes exploradas, e que procuram comida ou coisas para vender no meio do lixo”.

Francisco apelou também a uma pedagogia próxima de Deus, como “um projeto em que a família ocupa um lugar central e insubstituível”.

Esta semana, o Papa alertou para uma “catástrofe educativa” a nível mundial, lembrando que cerca de 250 milhões de crianças não têm acesso à educação e dedicou as suas intenções de oração deste mês ao direito à educação dos migrantes, refugiados e pessoas afetadas pela guerra.

Presidenciais: Ventura anuncia que vai ser candidato pelo Chega

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O líder do Chega, André Ventura, anunciou, através de uma carta enviada aos deputados, que vai ser candidato a Presidente da República em nome do partido.

De acordo com esta carta a que a agência Lusa teve acesso, Ventura pede aos deputados “o maior sigilo sobre a situação”, referindo que vai anunciar esta candidatura em 28 de fevereiro, às 20:00, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

“As razões são diversas, mas prendem-se essencialmente com a necessidade de termos uma candidatura que represente o espaço da Direita anticorrupção e anti-imigração sem confusão com os políticos que toda a vida defenderam o contrário e agora se pretendem apropriar do nosso espaço político”, pode ler-se na mesma carta.

A notícia foi inicialmente avançada pela SIC Notícias.

Sporting empata com Vitória de Guimarães e coloca em risco liderança isolada

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O Sporting empatou hoje a quatro golos com o Vitória de Guimarães, na 17.ª jornada I Liga de futebol, e pode ser alcançado na liderança da prova pelo Benfica, que joga no sábado.

Num jogo com três golos no último quarto de hora, os ‘leões’ estiveram a vencer por 3-1, com um ‘hat-trick’ do sueco Viktor Gyökeres (dois, 14 e 57 minutos), mas o Vitória de Guimarães, que tinha empatado por Tiago Silva, aos sete, conseguiu recuperar.

Kaio César (69), João Mendes (82) e Michel (85) colocaram os vimaranenses na frente, mas Francisco Trincão (90+5) fez o tento que valeu a igualdade, no regresso do técnico Rui Borges a Guimarães.

Com o empate, os ‘leões’ passam a somar 41 pontos, mais um do que o FC Porto, que hoje viu o seu jogo com o Nacional ser adiado para 15 de janeiro, devido ao nevoeiro, e mais três do que o Benfica, que soma 38 e recebe no sábado o Sporting de Braga, enquanto o Vitória de Guimarães segue no sexto lugar, à condição, com 25 pontos.

Costa Neves vai ser o secretário-geral do Governo

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O ex-ministro Carlos Costa Neves vai ser o secretário-geral do Governo, disse à agência Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro.

Segundo a mesma fonte, o antigo ministro dos governos de Santana Lopes e Pedro Passos Coelho vai receber um salário de acordo com a tabela legal.

Carlos Costa Neves foi ministro da Agricultura no XVI Governo Constitucional, chefiado por Pedro Santana Lopes, e dos Assuntos Parlamentares no XX Governo Constitucional, liderado por Passos Coelho, além de ter presidido ao PSD/Açores.

Licenciado em direito, foi ainda deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu entre 1994 e 2002, além de ter sido várias vezes secretário regional em Governos sociais-democratas nos Açores.

Costa Neves é o segundo nome indicado pelo Governo para secretário-geral do Governo, após Hélder Rosalino se ter manifestado na segunda-feira indisponível para assumir o cargo.

A nomeação de Hélder Rosalino suscitou polémica após ter sido noticiado que o consultor teria optado por ser remunerado pelo seu vencimento de origem no Banco de Portugal, superior a 15 mil euros, e não de acordo com a tabela remuneratória única da Função Pública, cujo salário seria na ordem dos seis mil euros.

Este direito de opção foi criado através de uma alteração, feita na semana passada, ao diploma que estabelece o estatuto remuneratório dos dirigentes superiores e intermédios da Secretaria-Geral, aprovado em julho.

O Banco de Portugal, que tem autonomia administrativa e financeira, veio esclarecer que não asseguraria o encargo com as remunerações de Hélder Rosalino após o ex-administrador entrar em funções como secretário-geral do Governo, invocando as regras do Eurosistema sobre a proibição do financiamento monetário.

Para o Governo, a recusa do Banco de Portugal, instituição liderada por Mário Centeno, em continuar a pagar o salário de origem “não impedia a poupança de recursos públicos, mas criou uma complexidade indesejável”.

A situação foi criticada por vários partidos políticos, com o PS e o Chega a anunciarem que vão pedir a apreciação parlamentar do decreto aprovado na semana passada. O BE defende a revogação do diploma, que considera ter sido feito “à medida”, e o PAN pediu ao Governo “toda a documentação” relacionada com a nomeação.

A lei orgânica aprovada em julho prevê a concentração de serviços e a extinção das secretarias-gerais de nove ministérios e do Centro de Gestão da Rede Informática do Governo, através da sua fusão na secretaria-geral do Governo, o que, segundo o Executivo, corta em 25% o número de cargos diretivos, gerando uma poupança de cerca de 4,1 milhões de euros por ano.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, delegou no ministro da Presidência, António Leitão Amaro, a tutela da secretaria-geral do Governo, de acordo com um despacho publicado hoje em Diário da República.

Marcelo critica situações na comunicação social em que culpa “morre solteira”

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O Presidente da República criticou esta sexta-feira situações no setor da comunicação social em que a culpa “morre solteira”, repetindo uma expressão que usou há um ano, e disse esperar “melhores notícias do jornalismo português” em 2025.

Na cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta 2023, no Grémio Literário, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que há que “repetir palavras já ditas”, perante situações “com lastro nas condições de trabalho, na qualidade dos conteúdos produzidos, na indefinição sobre pagamentos e salários e, sobretudo, com efeitos negativos na vida de tantos e tantas jornalistas e das suas famílias”.

O chefe de Estado referiu que, se a cerimónia de há um ano foi “marcada pela situação vivida num dos grandes grupos de comunicação, o Global Media Group”, agora são “outros protagonistas, como a Visão, mas exatamente com as mesmas consequências”.

“Vivem-se indefinições nestas empresas em que ninguém é responsável, não é o proprietário, não é o gestor, não é o financiador, não é ninguém com responsabilidades administrativas, em que morre solteira a culpa”, criticou.

No fim do seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu o “papel heroico” dos jornalistas e disse esperar “melhores notícias do jornalismo português” neste ano.

“Eu continuo a acreditar, acreditava antes de ser Presidente, continuarei a acreditar depois de ser Presidente: a democracia como a liberdade de imprensa vencerão”, declarou o chefe de Estado, que está a um ano e dois meses do fim do seu mandato.

Nesta cerimónia, em que Maria Antónia Palla recebeu a Gazeta de Mérito, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou admiração pelo seu percurso como jornalista e defensora dos direitos das mulheres e anunciou que a irá condecorar em breve com o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade.

Ante de discursar, o chefe de Estado ouviu outra das premiadas, Marta Vidal, distinguida com a Gazeta de Imprensa pela reportagem “A liberdade, lá em cima: os pássaros de Gaza”, publicada pelo Expresso, acusá-lo e também ao Governo e ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa de se manterem “em silêncio” perante “a aniquilação de um povo e de um território” por parte de Israel.

O Presidente da República fez questão de se dirigir diretamente a Marta Vidal, por ter sido “interpelado diretamente”, e começou por referir que “é uma realidade que Portugal não reconheceu ainda o Estado da Palestina” e que “há uma tentativa de acordo na União Europeia em que há várias posições”.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que, “não obstante, Portugal continua a achar que deve haver uma solução, que foi recusada pelo Knesset israelita há meses, mas que é a solução adotada pela comunidade internacional: dois povos, dois Estados”.

O chefe de Estado salientou também que Portugal “votou na Assembleia Geral das Nações Unidas que a Palestina passasse de membro associado a membro de pleno direito” e “votou todas as resoluções de condenação daquilo que foram atentados contra o direito humanitário cometidos por Israel em Gaza”.

Sobre Maria Antónia Palla, que iniciou a sua carreira em 1968, no Diário Popular, e passou por O Século Ilustrado, Vida Mundial, Anop, A Capital, RTP e Diário de Notícias, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que foi a primeira mulher vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas, em 1979, e presidente da Caixa de Previdência dos Jornalistas.

“Um grande caráter, uma grande personalidade, um grande exemplo ético, uma grande democrata. Premiá-la é fazer justiça há muito devida”, elogiou.

“Ouvi recordar que o Presidente Jorge Sampaio a condecorou com a comenda de Ordem da Liberdade. Pergunto por que é que não foi condecorada com a mesma condecoração dos Capitães de Abril homens, que foi o grande oficialato? Irá ser, dentro de dias. Não pode haver discriminação entre os Capitães de Abril e quem lutou também pela liberdade”, considerou.

Os Prémios Gazeta são uma iniciativa do Clube de Jornalistas e têm o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Lusodescendente de 25 anos entre as vítimas do atentado de Nova Orleães

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma das vítimas do ataque com um veículo em Nova Orleães, que fez pelo menos 14 mortos na quarta-feira, é um lusodescendente de 25 anos, noticiou na quinta-feira o Jornal Luso-Americano.

Este jornal publicou no seu sítio na Internet, citando fontes familiares, que Matthew Tenedório, de 25 anos, era filho do emigrante português Luís Tenedório e neto paterno dos emigrantes João e Dalila Tenedório, naturais de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo.

Matthew Tenedório estava no local e foi baleado pelo autor do ataque, que depois de atropelar dezenas de pessoas também efetuou disparos, antes de ser abatido pela polícia.

Ainda de acordo com o Jornal Luso-Americano, Matthew Tenedório, que nasceu em Huntington, Long Island, no Estado de Nova Iorque, esteve num jantar para celebrar o Ano Novo com os pais e decidiu ir com amigos para a Bourbon Street, onde ocorreu o ataque.

Quer Matthew, quer o pai, Lou Tenedório, eram técnicos de audiovisual no Superdome and Smoothie King Center, uma arena no centro da cidade de Nova Orleães, destacou também este jornal.

A equipa de futebol americano de Nova Orleães, New Orleans Saints, transmitiram as condolências à família pela morte de Matthew Tenedório, frisando que era um “membro valiosos” da equipa de produção de vídeo”.

“Matthew era jovem, talentoso e tinha um futuro brilhante, ajudando a produzir conteúdos de qualidade quer para os New Orleans Saints e Pellicans [basquetebol]”, pode ler-se.

O ataque ao longo da Bourbon Street matou 14 pessoas, juntamente com o autor do atentado Shamsud-Din Jabbar.

O FBI (polícia federal norte-americana) alterou na quinta-feira a sua avaliação inicial, referindo agora que este veterano do Exército agiu sozinho, após ter dito que possivelmente tinha coordenado o ataque com outras pessoas.

Esta força policial revelou ainda que Shamsud-Din Jabbar, cidadão norte-americano do Texas, publicou cinco vídeos na sua conta de Facebook nas horas anteriores ao ataque em que proclamava o seu apoio ao Estado Islâmico (EI).

Foi o ataque mais mortífero inspirado pelo EI em solo norte-americano em vários anos, revelando o que as autoridades federais alertaram ser uma ameaça ressurgente do terrorismo internacional.

Ocorreu também numa altura em que o FBI e outras agências de segurança se preparam para uma mudança de liderança – e prováveis mudanças políticas – após a tomada de posse da administração do Presidente eleito Donald Trump.

O FBI continua a procurar pistas sobre Jabbar, de 42 anos, mas disse que, um dia após o início da investigação, estava agora confiante de que não foi ajudado por mais ninguém no ataque.

Os planos de ataque incluíam também a colocação de bombas rudimentares no bairro, numa aparente tentativa de causar mais carnificina, disseram as autoridades.

Jabbar ingressou no Exército em 2007, servindo no ativo nas áreas dos recursos humanos e da tecnologia da informação e foi destacado para o Afeganistão de 2009 a 2010. Foi transferido para a Reserva do Exército em 2015 e saiu em 2020 com o posto de sargento.

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