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Santarém: Inaugurada Universidade Cultural de Alcanede

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foto: Município de Santarém

A Universidade Cultural de Alcanede (UCA) foi inaugurada no passado dia 04 de janeiro, nas instalações do antigo Jardim de Infância da Freguesia. Este projeto resulta de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Alcanede (SCMA), da Junta de Freguesia de Alcanede (JFA) e o Município de Santarém (MS).

Destinado a pessoas com mais de 50 anos, a UCA oferece oportunidade para aprender, partilhar e viver experiências únicas. As inscrições já estão a decorrer na Santa Casa da Misericórdia de Alcanede e as aulas tem início hoje dia 06 de janeiro, oferendo diversas disciplinas.

João Teixeira Leite, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, os Vereadores, Nuno Domingos, Alfredo Amante e Carlos Martinho marcaram presença nesta inauguração, acompanhados por Manuel Vieira, Presidente da Freguesia de Alcanede.

Na ocasião, foi celebrado um protocolo entre a Santa Casa da Misericórdia de Alcanede, Junta de Freguesia de Alcanede e o Município de Santarém.

O protocolo agora assinado tem por objeto o desenvolvimento de atividades culturais, recreativas e desportivas e ainda apoiar atividades de natureza social, cultural, educativa, recreativa ou outra de interesse para o município, incluindo aquelas que contribuam para a promoção da saúde e prevenção das doenças e o Município compromete-se a atribuir um apoio de 18 000 (dezoito mil) euros para potenciar estas atividades.

Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Santarém, referiu a importância de apoiar estas causas a pensar nas pessoas e no seu bem-estar.

João Teixeira Leite referiu ainda “o Município de Santarém estará sempre junto de quem mais precisa, a educação e a cultura são pilares fundamentais do desenvolvimento social. Este projeto promove a partilha do conhecimento, condição fundamental para a comunidade de Alcanede “.

Dezassete anos de prisão para estrangeiros detidos na Guiné-Bissau com toneladas de droga

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O Tribunal Regional de Bissau (TRB) condenou hoje a 17 anos de prisão efetiva os cinco cidadãos latino-americanos detidos no passado mês de setembro em Bissau com mais de 2,6 toneladas de droga, refere um acórdão daquela instância.

O documento a que a Lusa teve acesso foi lido hoje na sala de audiências do TRB, na presença dos condenados, dos advogados de defesa e de populares que afluíram ao local para assistir àquele que foi o julgamento da maior apreensão de droga na Guiné-Bissau.

Os cinco condenados, em prisão preventiva desde o dia 07 de setembro de 2024, foram acusados de crime de coautoria de “tráfico de substâncias estupefacientes agravado” e crime de “utilização ilícita de aeronave”, em que fizeram transportar a droga do México até Bissau.

A Polícia Judiciária guineense, em colaboração com diversas agências internacionais de combate à droga, apreendeu no dia 07 de setembro um jato particular no aeroporto internacional Osvaldo Vieira de Bissau que continha a bordo mais de 2,6 toneladas de cocaína.

Durante o julgamento, as cinco pessoas que vinham a bordo do aparelho disseram ao tribunal que o destino era o Mali e que só aterraram no Osvaldo Vieira devido à escassez de combustível.

“O tribunal coletivo estriba a sua convicção quanto aos factos que julgou provados e não provados a partir da análise crítica e conjugada das declarações dos suspeitos”, lê-se no acórdão.

Entre os condenados está um cidadão brasileiro que, de acordo com o seu advogado, Alcides Martins, encontra-se “com graves problemas de coração” necessitando de ser transferido para o seu país.

O TRB absolveu os cinco condenados da prática de crime de “associação criminosa”, conforme requereu o Ministério Público, por considerar que não ficou provado, no julgamento, que houvesse uma “hierarquia ou estrutura organizatória” entre os suspeitos.

O tribunal decidiu igualmente confiscar a favor do Estado guineense a aeronave, uma medida que já tinha sido anunciada pelo Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló.

A defesa dos cinco condenados promete reagir à decisão do tribunal ainda hoje.

PCP propõe alargar prazo do aborto para 12 semanas

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O PCP propôs hoje o alargamento do prazo para interrupção voluntária de gravidez (IVG) para 12 semanas, mais duas que as 10 atuais, e, em casos de perigo de morte ou de “grave e duradoura lesão”, para 14.

Estas propostas constam de um projeto de lei que foi hoje apresentado pelo PCP e que será debatido esta sexta-feira no parlamento.

Na exposição de motivos do projeto de lei hoje apresentado, o PCP considera que, 17 anos após a despenalização do aborto, “persistem sérios obstáculos que comprometem o acesso pleno à IVG no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em todo o território nacional”.

“Entre esses desafios, destacam-se as dificuldades estruturais do SNS, como a falta de médicos especialistas, a desarticulação entre os diferentes níveis de cuidados de saúde e o elevado número de objeções de consciência, muitas vezes usadas de forma abusiva”, lê-se.

O PCP defende que “tais problemas decorrem de políticas de desinvestimento e desvalorização do SNS, responsabilidade de sucessivos governos do PS, PSD e CDS/PP” e acrescenta que, apesar de o aborto ser legalmente gratuito e universal até às 10 semanas, “o acesso continua limitado por falta de profissionais, desorganização interna e resistência de algumas entidades de saúde”.

Nesse âmbito, o PCP defende o alargamento do prazo da IVG para 12 semanas – salientando que já é uma reivindicação antiga do partido -, “consciente de que se trata de um último recurso e reafirmando a importância de serem criadas condições de acesso a todas as mulheres que optem pela IVG”.

“Esta proposta surge na necessidade de salvaguardar o direito de decidir, em segurança, liberdade e privacidade, pelas mulheres, através do SNS, fortalecendo os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, o direito à igualdade no acesso à saúde e o direito a uma maternidade planeada e feliz”, lê-se.

O PCP propõe o alargamento do prazo da IVG para as primeiras 14 semanas de gravidez nos casos em que, após avaliação médica, se considera necessário para “evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida”. Atualmente, o prazo para esses casos é de 12 semanas.

Além do alargamento dos prazos, o partido quer também garantir que as mulheres não são prejudicadas no acesso ao aborto por haver médicos que se recusam a fazê-lo ao invocarem objeção de consciência.

O partido mantém a prerrogativa na lei que garante que os médicos se podem opor a realizar o aborto por objeção de consciência, mas acrescentam que, nesses casos, cabe ao Ministério da Saúde e às unidades de saúde “assegurar que não é prejudicado o acesso à IVG e o cumprimento dos prazos legais, o direito à vida e à saúde e a liberdade de decisão da requerente”.

“O Ministério da Saúde assegura e regulamenta, no pleno respeito pela proteção de dados, um registo nacional de médicos e profissionais de saúde que tenham manifestado o direito à objeção de consciência, sob a responsabilidade da Direção-Geral de Saúde, que permita planificar e garantir a existência de médicos e profissionais de saúde que assegurem o acesso à IVG”, propõe o partido.

O PCP apresentou também hoje um projeto de resolução – que serve de recomendação ao Governo e não tem força de lei -, no qual defende que os direitos das mulheres devem ser reforçados no âmbito da IVG.

Entre as medidas que recomenda ao Governo nessa iniciativa, o partido considera em particular que deve ser assegurado apoio psicológico às mulheres “até um ano após a realização da IVG” ou que seja fornecido transporte gratuito às utentes nos casos em que o único local onde podem aceder ao aborto se encontre fora da sua área de residência.

Além do PCP, também PS, Bloco de Esquerda, Livre e PAN já avançaram com projetos de lei sobre o aborto, que também serão debatidos esta sexta-feira. O PS defende o alargamento do prazo da IVG para 12 semanas, enquanto o BE e o Livre sugerem 14 semanas.

Desemprego sobe para 6,7% em novembro, valor mais alto deste outubro de 2023

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A taxa de desemprego situou-se nos 6,7% em novembro, 0,1 pontos percentuais acima de outubro e o valor mais elevado desde outubro de 2023, segundo dados provisórios divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A taxa de desemprego situou-se em 6,7%, valor superior ao de outubro (0,1 pontos percentuais), ao de agosto de 2024 (0,3 pontos percentuais) e ao de novembro de 2023 (0,2 pontos percentuais)”, avança o INE nas “Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego”.

Segundo refere, trata-se do nível “mais elevado desde outubro de 2023, quando igualou esse valor [6,7%]”.

Mais de 30 golfinhos morreram devido a derrame de petróleo no Mar Negro

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O derrame de petróleo ocorrido há três semanas no Mar Negro, perto da Península da Crimeia, ocupada pela Rússia, provocou a morte de 32 golfinhos, divulgou um grupo de resgate de animais.

Os petroleiros ‘Volgoneft-212’ e ‘Volgoneft-239’ afundaram-se no dia 15 de dezembro numa tempestade que afetou o Estreito de Kerch, que separa a Península da Crimeia e a região russa de Krasnodar.

Os navios terão libertado 2.400 toneladas de combustível e as regiões de Kerch e Krasnodar declararam imediatamente uma emergência.

Segundo indicou o Centro de Investigação e Resgate Delfa Dolphin da Rússia, numa mensagem divulgada na plataforma Telegram, foram encontrados 61 cetáceos mortos (baleias e golfinhos), mas que destes 29 tinham morrido antes do derrame e os restantes 32 depois.

“A julgar pelo estado dos corpos, muito provavelmente a maioria destes cetáceos morreu nos primeiros 10 dias após o desastre. Agora o mar continua a arrastá-los”, refere a mensagem, acrescentando que a maioria dos golfinhos mortos pertencia à espécie ameaçada de Azov.

O Ministério de Emergência russo disse hoje que mais de 96 mil toneladas de areia e solo contaminados foram removidos pelas autoridades e voluntários ao longo da costa dos distritos de Anapa e Temryuk, na região de Krasnodar.

O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o derrame de petróleo como um “desastre ecológico”.

O Estreito de Kerch é uma importante rota marítima global, proporcionando a passagem do interior do Mar de Azov para o Mar Negro.

Foi também um ponto-chave de conflito entre a Rússia e a Ucrânia, depois de Moscovo ter anexado a península em 2014.

Candidato Rui Malheiro quer levar IL a ser Governo e deixar de ser apenas partido de protesto

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O candidato à liderança da IL Rui Malheiro assumiu a ambição de levar o partido “a ser Governo em Portugal” e a deixar de ser apenas de protesto, pretendendo “transformar o liberalismo numa força dominante na política portuguesa”.

O conselheiro nacional Rui Malheiro foi escolhido em eleições primárias pelo movimento Unidos pelo Liberalismo, após a desistência de Tiago Mayan Gonçalves, para disputar a liderança da IL com o atual presidente e recandidato, Rui Rocha, na Convenção Nacional do partido que vai decorrer em 01 e 02 de fevereiro na Área Metropolitana de Lisboa.

Na apresentação da equipa que decorreu esta tarde, num discurso ao qual a agência Lusa teve acesso, o candidato defendeu que é preciso “coragem e ambição para elevar o partido a outro patamar”.

“E esta equipa vive diariamente sob este mote para levar a Iniciativa Liberal a ser Governo em Portugal e deixar de ser apenas um partido de protesto”, enfatizou.

Rui Malheiro detalhou que na equipa com a qual se candidata há autarcas da IL, conselheiros nacionais do partido, coordenadores de núcleos territoriais e elementos de grupos de coordenação local, bem como “empreendedores, gestores, engenheiros, médicos e advogados”, considerando que esta é “uma equipa multidisciplinar completamente preparada para assumir a liderança”.

Realçando que esta diversidade é “a maior força” da candidatura, o conselheiro nacional defendeu que a sua lista tem “uma causa comum” – a de “transformar o liberalismo numa força dominante na política portuguesa e fazer da Iniciativa Liberal um motor de mudança”.

“A nossa candidatura será marcada pela abertura, pelo diálogo, pela capacidade de ouvir todas as vozes do partido e pela inclusão de diferentes perspetivas, porque acreditamos que o sucesso da Iniciativa Liberal depende de todos”, comprometeu-se.

Recusando a promessa de “mudanças fáceis ou soluções instantâneas”, o compromisso do candidato é com o futuro.

“Queremos consolidar os sucessos já alcançados ao mesmo tempo que construímos novas pontes para um crescimento sustentado, tanto interna como externamente”, disse, manifestando confiança plena no potencial do partido.

Segundo o candidato, o movimento Unidos pelo Liberalismo vai concorrer a estas eleições com a designação de Lista U.

Rui Malheiro explicou que, para lá de escolher pessoas com “competências técnicas ou com currículos impressionantes”, era imprescindível “reunir um grupo de indivíduos que compreendessem a essência da IL” e que partilhassem “a paixão por fazer diferente”.

“Cada membro desta equipa foi escolhido porque reflete algo que considero fundamental: a capacidade de transformar ideias em ação”, sublinhou.

Em 10 de dezembro, foi anunciado que Rui Malheiro tinha vencido, como único candidato, as primárias do Unidos pelo Liberalismo para escolha do candidato.

O movimento salientou então que o processo de primárias – despoletado depois de o ex-candidato presidencial da IL Tiago Mayan Gonçalves, que até há pouco liderava o movimento, ter desistido da corrida à liderança da IL – “destacou a união e o compromisso dos apoiantes com os princípios e objetivos que o movimento defende”.

Rui Malheiro, com 42 anos, é membro da IL desde 2020, ano em que também integrou o Conselho Nacional do partido. Encontra-se atualmente no seu segundo mandato consecutivo enquanto conselheiro nacional e integra também o Gabinete de Estudos da IL para a área da energia.

Rui Rocha também anunciou que iria recandidatar-se à liderança do partido, garantindo que tem a “energia necessária” para fazer do partido “uma solução de coragem, de mudança e de governação”.

Rui Rocha assumiu a liderança da IL em janeiro de 2023, após ter sido eleito na Convenção Nacional do partido com 51,7% dos votos, derrotando Carla Castro, que ficou com 44%, e José Cardoso, que obteve 4,3%.

Mulher mais velha do mundo morre aos 116 anos no Japão

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A pessoa mais velha do mundo, a japonesa Tomiko Itooka, morreu aos 116 anos, anunciou o presidente da câmara de Ashiya, cidade onde vivia num lar de idosos.

Tomiko Itooka, que tinha quatro filhos e cinco netos, morreu em 29 de dezembro no lar de idosos onde vivia desde 2019, informou o presidente da câmara de Ashiya, na província de Hyogo, no centro do Japão.

O funeral foi realizado na presença de familiares e amigos.

Nascida em 23 de maio de 1908 em Osaka, a japonesa foi considerada pelo Guinness a pessoa mais velha do mundo depois de em agosto do ano passado a espanhola Maria Branyas Morera morrer com 117 anos.

“A sra. Itooka deu-nos coragem e esperança durante toda a sua longa vida”, salientou o presidente da Câmara de Ashiya, Ryosuke Takashima.

Nascida no seio de uma família de três filhos e jogadora de voleibol na juventude, Itooka viveu guerras, pandemias e revoluções tecnológicas.

Casou-se aos 20 anos e teve duas filhas e dois filhos, segundo o Guinness.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Itooka geriu o escritório da fábrica de texteis do marido e viveu sozinha em Nara após a sua morte, em 1979.

Segundo o Grupo de Investigação em Gerontologia, a pessoa mais velha do mundo é agora a freira brasileira Inah Canabarro Lucas, de 116 anos, que nasceu 16 dias depois de Itooka.

Moedas diz que chumbo de referendo é “derrota para esquerda radical apoiada pelo PS”

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O presidente da Câmara de Lisboa considerou que a decisão do Tribunal Constitucional de inviabilizar a realização de um referendo local sobre alojamento local (AL) na cidade “é uma grande derrota para a esquerda radical apoiada pelo PS”.

Numa declaração escrita enviada à agência Lusa, o social-democrata Carlos Moedas destacou o trabalho do atual executivo municipal, liderado por PSD/CDS-PP, na regulação do AL na cidade de Lisboa, “com moderação e de forma equilibrada, que protege os lisboetas”, e criticou a anterior gestão do PS.

Em causa está a decisão do Tribunal Constitucional sobre a proposta de um referendo sobre o AL em Lisboa, em que deliberou “não dar por verificada a legalidade” desta iniciativa popular devido à ausência de “um controlo efetivo das assinaturas” necessárias neste âmbito, à falta de um parecer do presidente da Câmara de Lisboa sobre o assunto e por considerar que as perguntas formuladas, inclusive quanto à proibição de estabelecimentos deste tipo em imóveis destinados a habitação, “são inequivocamente desconformes com o quadro legal”.

Para o presidente da Câmara de Lisboa, esta é uma derrota para “os mesmos que expulsaram lisboetas da cidade nos últimos 14 anos”. O AL, indicou, “passou de 500 unidades em 2011 para 18 mil em 2018”.

“São os que agora criticam o atual executivo por estar a regular o mercado, com regras claras, protegendo zonas da cidade que já não precisam de mais AL, mas dando liberdade e oportunidades para que outras zonas e mais famílias possam crescer e viver também deste negócio”, declarou.

Moedas destacou o papel do seu executivo na fiscalização do setor e sublinhou que foram canceladas 250 licenças nos últimos três anos.

“Hoje em Lisboa não pode haver AL a partir de 2,5 unidades por cada 100 unidades de alojamento habitacional. É uma barreira relativa e, depois, absoluta a partir de 5%. Isso dá a garantia a todas as freguesias de que, se tiverem mais de 5% de AL na freguesia, não terão mais AL”, explicou a câmara municipal, sem referir que esses rácios entre o número de estabelecimentos de AL e o número de fogos habitacionais existentes estão em vigor por proposta do PS relativa à “suspensão imediata” de novas licenças de AL na cidade.

Além disso, existe uma área de contenção absoluta única, à escala do concelho, quando se verifica um rácio “igual ou superior a 5%”, que se aplica atualmente por a cidade, no seu todo, registar um rácio de 7,2%.

“Enquanto não estivermos abaixo desses 5% ou nesses 5%, não há mais AL. […] Neste momento, o que está em vigor é uma suspensão e, portanto, não há mais AL em Lisboa”, reforçou o município.

Ao contrário da última decisão de suspender novas licenças de AL, em outubro de 2024, aprovada por unanimidade na Câmara de Lisboa, a liderança PSD/CDS-PP sempre votou contra as propostas da oposição para suspender novos registos nas freguesias mais afetadas.

Em 03 de dezembro, a assembleia municipal (AML) aprovou a conversão de uma iniciativa popular para um referendo local sobre AL, com votos a favor de PS, BE, PEV, PAN, Livre e dois deputados não inscritos (Cidadãos por Lisboa, eleitos pela coligação PS/Livre), os votos contra de PSD, CDS-PP, IL, PPM, Aliança, Chega e de uma deputada não inscrita (que se desfiliou do CDS-PP), e as abstenções de PCP e MPT.

Na semana seguinte, a presidente da AML, Rosário Farmhouse (PS), submeteu ao Tribunal Constitucional a deliberação quanto à realização do referendo por iniciativa popular, com as listas de assinaturas dos cidadãos subscritores, que incluem dois lotes, apresentados em momentos diferentes, tendo o último sido entregue para “sanar eventuais vícios” do primeiro.

Promovida pelo Movimento Referendo pela Habitação, a iniciativa popular propunha duas perguntas: “Concorda em alterar o Regulamento Municipal do Alojamento Local no sentido de a Câmara Municipal de Lisboa, no prazo de 180 dias, ordenar o cancelamento dos alojamentos locais registados em imóveis destinados a habitação? Concorda em alterar o Regulamento Municipal do Alojamento Local para que deixem de ser permitidos alojamentos locais em imóveis destinados a habitação?”.

Maior afluência e casos complexos justificam tempo de espera no hospital Santa Maria

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente do Conselho de Administração do Hospital Santa Maria, em Lisboa, justificou hoje o elevado tempo de espera para doentes urgentes com o aparecimento de “doentes mais complexos”, mas garantiu que a unidade hospitalar tem capacidade instalada.

“Ontem [sábado], de facto, tivemos uma situação anómala, ou seja, um crescimento superior àquilo que era a casuística das últimas semanas”, afirmou o presidente do Conselho de Administração do hospital, Carlos Martins, em declarações aos jornalistas.

Segundo o responsável, recorreram àquela unidade hospitalar mais doentes de hospitais envolventes, assim como “doentes mais complexos”.

“É normal nesta altura do ano. Foi uma conjugação de vários fatores, entre eles alguns doentes emergentes em simultâneo, o que acaba por desregular”, observou.

Pelas 13:50, o tempo de espera para os doentes urgentes naquele que é o maior hospital do país era de 2,44 horas, mas, pelas 11:00, chegou a ser superior a 16 horas.

Carlos Martins assegurou que o elevado tempo de espera não se relaciona com a falta de médicos, uma vez que “as dotações estão de acordo com o estava planeado”.

“Não temos falta de médicos, os meios estão a funcionar”, afirmou, acrescentando que, apesar da capacidade de internamento, na segunda-feira está previsto um reforço dessa capacidade.

“Amanhã [segunda-feira] é o início de uma semana que se antevê complexa, diria difícil, e vamos abrir mais 10 camas para doenças respiratórias”, avançou, acrescentando que, a partir de segunda-feira de manhã, serão também disponibilizadas “25 camas de proximidade”.

“Os meios estão cá, estão reforçados. Não pensamos em ativar a primeira fase do plano de contingência, mas dizer com toda a tranquilidade e responsabilidade que se necessário for, ativaremos”, acrescentou.

O presidente do Conselho de Administração salientou ainda que o plano sazonal de inverno “está a funcionar sem qualquer problema” e que, prova disso foram as últimas duas semanas que, habitualmente são “muito críticas” e foram passadas “com tranquilidade”.

“Revelou-se eficaz e continuar a revelar-se”, acrescentou.

Pelas 11:00, havia 28 pessoas nas urgências a quem foi atribuída uma pulseira amarela após triagem e 13 pessoas com pulseira verde de menos urgente, que pela frente tinham um tempo de espera médio de 40 minutos. Para os casos considerados muito urgentes, o tempo de espera era de cerca de uma hora.

Quase três horas depois, o tempo de espera para os casos menos urgentes diminuiu, passando para 15 minutos, e para os casos considerados muito urgentes para cerca de meia hora.

Seis serviços de urgência estão hoje encerrados e outros 13 serviços estão reservados a urgências internas e a casos referenciados pelo INEM e pela linha SNS24, segundo dados disponíveis no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os serviços encerrados situam-se maioritariamente na região de Lisboa e Vale do Tejo, havendo apenas um no Centro, e são todos relativos a urgências de Obstetrícia, Ginecologia e Pediatria.

Número de vítimas mortais nas estradas desceu para 475 em 2024

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária registou em 2024 menos 45 vítimas mortais, para 475, e menos 1.634 feridos leves, na sequência de acidentes nas estradas, mas mais 143 feridos graves comparativamente a 2019, foi revelado.

Num balanço de sinistralidade e fiscalização rodoviária de 2024, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) avança que foram registadas 475 vítimas mortais, 2.675 feridos graves e 43.319 feridos leves em Portugal.

Apesar de os dados serem provisórios, indicam, quando comparados com o ano de 2019 (usado como referência para a monitorização das metas de redução de sinistralidade grave), menos 45 vítimas mortais e menos 1.634 feridos ligeiros nas estradas portuguesas.

No entanto, foram registados mais 143 feridos graves.

A maioria das vítimas mortais, feridos leves e graves registaram-se no continente.

Os distritos de Beja, Leiria, Coimbra e Braga foram os que registaram as variações mais elevadas em matéria de sinistralidade grave, com mais vítimas mortais e feridos graves, comparativamente a 2023.

Em contrapartida, Vila Real, Castelo Branco e Viana do Castelo apresentaram os decréscimos mais significativos.

No geral, em comparação com 2023, nas estradas no continente observaram-se aumentos em todos os indicadores, mais 69 feridos graves e mais 431 feridos leves, exceto nas vítimas mortais (menos seis).

No balanço, a autoridade de segurança destaca ainda que no ano passado os condutores adotaram comportamentos mais seguros, tendo a taxa de infração reduzido 43,4% comparativamente a 2023.

A velocidade representou a maioria (67,9%) do total de infrações, seguida das inspeções periódicas (5,7%). Comparativamente a 2023, as infrações por velocidade aumentaram 2,2% e as relacionadas com a inspeção periódica diminuíram 0,7%.

Em 2024 foram fiscalizados mais de 250,1 milhões de condutores, sendo que os radares SINCRO foram responsáveis por 95,6% do total de veículos fiscalizados, ou seja, 247,5 milhões de viaturas.

As fiscalizações por radar registaram 700 mil infrações por velocidade, representando uma taxa de infração de 0,28%.

Já quanto à condução sob efeito de álcool, em 2024 foram submetidos ao teste de deteção 1.848.764 condutores, tendo a taxa de infração diminuído 13,1% face a 2023.

Também as detenções devido a criminalidade rodoviária diminuíram 26% comparativamente a 2023, representando 26.737 condutores, a maioria dos quais (54,1%) por álcool.

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