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Domingo, Julho 12, 2026
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Ferido com catana em agressões junto à Escola Secundária de São João do Estoril

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

Dois jovens de 18 anos envolveram-se hoje em agressões junto à Escola Secundária de São João do Estoril, no concelho de Cascais, resultando ferimentos com uma catana num deles e escoriações no outro, avançou fonte dos bombeiros do Estoril.

Em declarações à Lusa, o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários do Estoril informou que, pelas 13:20 de hoje, foi recebido o alerta “para agressões” junto à Escola Secundária de São João do Estoril e, quando a ambulância chegou ao local, deparou-se com um jovem de 18 anos, “que sofreu agressões provocadas por uma catana” numa das mãos.

Cerca de 15 minutos depois, os bombeiros foram alertados para uma nova ocorrência de agressão física de um jovem, também de 18 anos, intercetado pela PSP junto ao Forte de Santo António, na Estrada Nacional 6 (Avenida Marginal).

De acordo com o responsável dos bombeiros, o jovem foi identificado como o agressor junto à escola e apresentava “múltiplas escoriações” na face e nos membros superiores.

Os dois jovens, que farão parte de grupos rivais, foram transportados para o Hospital de Cascais, mas o agredido com a arma branca foi entretanto transferido para o Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa.

Os bombeiros mobilizaram para os locais duas ambulâncias e a PSP tomou conta da ocorrência.

Sporting de Braga tem que “acreditar que é possível voltar a ganhar” ao Benfica

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foto: Daniela Duarte / Notícias Em Direto

O Sporting de Braga terá que apresentar argumentos diferentes e “acreditar muito que é possível” voltar a bater o Benfica, na quarta-feira, na meia-final da Taça da Liga de futebol, disse hoje o treinador Carlos Carvalhal.

No sábado, os minhotos foram ao Estádio da Luz vencer as ‘águias’ por 2-1, para o campeonato, o que trouxe “capital de confiança, mas não excessivo”, afirmou Carlos Carvalhal, na conferência de imprensa de antevisão da partida.

“Vamos jogar contra um grande clube, uma grande equipa, muito bem orientada e com jogadores de elevadíssimo nível, que só foi possível vencer porque fomos determinados, tivemos ousadia e, sobretudo, porque acreditámos que era possível vencer, mas temos consciência de que foi muito difícil. Agora, temos que voltar a acreditar, mas de alma, interiorizar para as entranhas que é possível fazê-lo”, afirmou.

O Benfica vem de duas derrotas seguidas (Sporting e Sporting de Braga), mas, para o técnico, “o passado e a história não entram” neste tipo de jogos com características de “uma final”.

Carlos Carvalhal, que já venceu uma Taça de Portugal pelo Sporting de Braga, em 2020/21, precisamente contra o Benfica, triunfo que diz ser a sua “Champions League”, quer agora chegar à final da Taça da Liga e apela à “humildade” dos seus jogadores.

“Temos que ser humildes, vamos defrontar um adversário muito difícil e temos que ter os argumentos do último jogo e mais qualquer coisa, porque o Benfica também vai ter”, anteviu, notando que a sua equipa “tem-se dado muito bem nos jogos a decidir esta época”.

O técnico destacou a importância da prova, frisando que o Sporting de Braga “tem pergaminhos” na Taça da Liga, que já conquistou por três vezes.

“Estamos em janeiro e estamos dentro de todas as provas. Este é um torneio de curta duração, em que temos legítimas aspirações de estar na final. Jogos parecidos? Vamos ver, sabemos dos pontos fortes do Benfica e uma ou outra fragilidade que poderá ter, tal como nós também as teremos”, disse.

O treinador adiantou o dado de, como treinador do Sporting de Braga, ter vencido cinco jogos em sete contra o Benfica: “se vencermos mais um será extraordinário”.

Carlos Carvalhal fez seis alterações na equipa titular na Luz e apostou no jovem Diego ao intervalo para render o ‘amarelado’ Gorby, deixando no banco os experientes João Moutinho e André Horta.

“Não foi recado nenhuma à equipa, foi simplesmente o meu trabalho. Os jogadores que não foram utilizados treinaram muito bem esta semana e eu tomo as minhas opções em função do adversário e da estratégia para o jogo. Contamos com todos”, disse.

O treinador detalhou que Diego, de 19 anos, entrou porque a equipa estava em vantagem e é um médio que tem “um posicionamento muito equilibrado” em campo.

Niakaté saiu lesionado do jogo da ‘Luz’ ainda na primeira parte e está em dúvida para quarta-feira, ao contrário de Zalazar, que fica mesmo de fora devido a impedimento físico. O treinador revelou ainda que Paulo Oliveira já treina no relvado “e está a bater à porta” de uma chamada, mas ainda não deve ser opção para quarta-feira.

Meta acaba com o seu programa de ‘fack checking’ nos Estados Unidos

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A Meta vai acabar com o seu programa de verificação de factos nos Estados unidos, dando um passo atrás no combate à desinformação, avançou hoje o fundador da empresa, Mark Zuckerberg.

“Vamos acabar com os verificadores de factos e substituí-los por classificações comunitárias, semelhantes àquelas do X (antigo Twitter), começando pelos Estados Unidos”, declarou Mark Zuckerberg numa mensagem nas redes sociais.

Segundo o fundador do Facebook, “os verificadores têm sido demasiado orientados politicamente e têm contribuído mais para reduzir a confiança do que para a melhorar, especialmente nos Estados Unidos”.

O anúncio da Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp) surge numa altura em que os eleitores republicanos e o proprietário da rede social rival X, Elon Musk, se têm queixado repetidamente dos programas de verificação de factos, comparando-os a programas de censura.

“As recentes eleições parecem ser um ponto de viragem cultural que, mais uma vez, dá prioridade à liberdade de expressão”, afirmou o chefe da Meta.

Ao mesmo tempo, o grupo deveria rever e “simplificar” as suas regras de conteúdo em todas as suas plataformas e “pôr fim a um certo número de limites sobre temas como a imigração e o género, que já não fazem parte do discurso dominante”, acrescentou Zuckerberg.

O dono do Facebook tomou algumas decisões relacionadas com o Presidente eleito Donald Trump, incluindo um donativo de um milhão de dólares para o fundo que financia as cerimónias de tomada de posse previstas para 20 de janeiro.

O candidato republicano tem sido particularmente crítico da Meta e do seu patrão nos últimos anos, acusando a empresa de parcialidade e de apoiar pontos de vista progressistas.

Donald Trump foi suspenso do Facebook após o ataque ao Capitólio em 06 de janeiro de 2021, mas a sua conta foi reativada no início de 2023.

Entre as mudanças que se avizinham, a Meta vai transferir a sua equipa de “confiança e segurança” da Califórnia, geralmente mais progressista, para o Texas, um estado culturalmente mais conservador.

“Isto vai ajudar-nos a criar a confiança de que necessitamos para fazer o nosso trabalho com menos preocupações de parcialidade entre as nossas equipas”, explicou Zuckerberg.

A empresa quer agora adotar uma abordagem mais personalizada, dando aos utilizadores um maior controlo sobre a quantidade de conteúdo político que querem ver no Facebook, Instagram ou Threads.

Costa defende reforço da segurança na UE para assegurar paz no continente

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foto: Arlindo Homem

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu que é necessário “reforçar a segurança para garantir a paz na Europa”, por ocasião do arranque da presidência polaca do Conselho da União Europeia (UE).

“A nossa União [Europeia] nasceu como um projeto de paz depois da Segunda Guerra Mundial, e precisamos de reforçar a nossa segurança para assegurar a paz na Europa”, disse António Costa, durante uma cerimónia, em Varsóvia, para assinalar o início da presidência rotativa do Conselho da UE.

O presidente do Conselho Europeu, que iniciou funções há um mês, acrescentou que a Ucrânia “continua a ser a prioridade” e que é preciso apoiá-la “tanto quanto necessário, enquanto for preciso”, a caminho do terceiro aniversário do conflito, no dia 24 de fevereiro de 2025.

A defesa é uma “prioridade estratégica” para a União Europeia, considerou o ex-primeiro-ministro de Portugal.

António Costa lembrou que organizou para o início de fevereiro um encontro informal entre os presidentes e primeiros-ministros dos 27 países do bloco comunitário, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para abordar a cooperação nesta área.

Alinhando com a narrativa da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu pediu um reforço da cooperação com a NATO (23 dos 32 Estados-membros da Aliança Atlântica são também da UE).

António Costa considerou que o facto de a primeira presidência semestral de 2025 caber à Polónia vai ser “uma inspiração”, pela “força de resistência” da população numa altura de “interferência estrangeira que ameaça a integridade democrática”.

A Polónia assumiu no dia 01 de janeiro e conduzirá até 30 de junho a presidência rotativa do Conselho da União Europeia com atenções focadas na segurança do bloco comunitário, numa altura de incertezas e de desafios geopolíticos causados por conflitos.

Varsóvia sucede à Hungria, liderada pelo controverso primeiro-ministro Viktor Orbán, na presidência semestral do Conselho da UE.

Num momento em que a guerra na Ucrânia desencadeada pela invasão russa está quase a alcançar três anos e que a região do Médio Oriente vive um cenário de conflito e de fortes tensões, Varsóvia pretende liderar o bloco comunitário, este semestre, dando prioridade à defesa dos 27 Estados-membros, nas dimensões externa, interna, informativa, económica, energia, alimentar e sanitária.

Sob o mote “Segurança, Europa!”, a Polónia, que faz fronteira com a Ucrânia e tem estado na linha da frente ao apoio prestado a Kiev face aos ataques russos, destaca no programa para a presidência semestral que a agressão de Moscovo ao país vizinho “ameaça a segurança de todo o continente”.

“Mas é também uma guerra contra os princípios e valores representados pela União Europeia”, frisam as autoridades de Varsóvia, indicando que “a presidência polaca esforçar-se-á para os respeitar e promover na UE, salientando o papel especial da sociedade civil”.

Quando também instituições como a Comissão Europeia e o Conselho Europeu – liderados respetivamente por Ursula von der Leyen e António Costa –, iniciam novos mandatos, a presidência semestral polaca adianta que o facto de coincidir com este início do ciclo institucional da UE “constitui uma oportunidade para definir objetivos, sugerir soluções e iniciar processos para os próximos cinco anos”.

Líder da Igreja de Inglaterra cede lugar após escândalo sobre abuso sexual a crianças

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O chefe da Igreja de Inglaterra, Justin Welby, obrigado a demitir-se após um escândalo devido a agressão física e sexual contra dezenas de crianças, cedeu segunda-feira o seu lugar ao arcebispo de York, Stephen Cottrell.

Aos 69 anos, o líder espiritual dos anglicanos foi forçado a abandonar o cargo após a publicação, no início de novembro, de um relatório contundente que concluiu que não tinha reportado imediatamente às autoridades um agressor que atacou mais de 130 crianças e jovens durante vários anos.

Este homem, advogado ligado à Igreja Anglicana, morreu em 2018 na África do Sul, sem nunca se ter sido acusado.

Este escândalo chocou o Reino Unido e provocou numerosos apelos a uma reforma fundamental da Igreja de Inglaterra, cujo chefe supremo é o soberano britânico.

Tem cerca de vinte milhões de fiéis batizados, mas o número de praticantes regulares está estimado em pouco menos de um milhão, segundo dados de 2022, noticiou a agência France-Presse (AFP).

O futuro chefe da Igreja de Inglaterra será escolhido pelo rei Carlos III após um longo processo de seleção, liderado por um antigo chefe do serviço de segurança interna, o MI5. O seu nome não será conhecido até ao outono, segundo os meios de comunicação social britânicos.

De forma interina, será o arcebispo de York, Stephen Cottrell, de 66 anos, o segundo mais alto dignitário da Igreja, a assumir a instituição.

Símbolo desta transferência, Justin Welby cedeu a sua bengala hoje à noite, durante uma pequena cerimónia religiosa.

Nas últimas semanas, Stephen Cottrell já começou a substituí-lo durante várias cerimónias oficiais. No seu sermão de Natal, apelou à Igreja para “fazer penitência”.

Mas este já tem uma autoridade enfraquecida, enquanto é criticado pela forma como geriu um caso de crime infantil.

É acusado de ter mantido no cargo um padre que tinha sido proibido pela instituição de estar sozinho com crianças após vários casos de agressão sexual.

Stephen Cottrell, ordenado sacerdote aos 25 anos e tornado arcebispo de York em 2020, reconheceu que as coisas “poderiam ter sido tratadas de forma diferente”.

O futuro líder da Igreja, nascida de uma rutura com a Igreja Católica no século XVI, terá de trabalhar para restaurar a imagem da instituição, acusada em diversas ocasiões de ter reprimido escândalos de agressão sexual no seu seio.

Já em 2020, um relatório denunciava uma cultura que permitia aos autores de violência sexual contra menores esconderem-se e serem “mais apoiados do que as vítimas”.

Em fevereiro de 2024, um outro relatório concluiu que a Igreja deve “agir urgentemente para restaurar a confiança no seu sistema de proteção” após vários casos de ataques.

A Igreja de Inglaterra deve também enfrentar as divisões no seu seio, que se cristalizaram em privado, em 2023, sobre a possibilidade de abençoar casais do mesmo sexo, finalmente validadas no final de um sínodo invulgarmente agitado.

Esta medida é também contestada no seio da “Comunhão Anglicana” a nível global, que conta com cerca de 85 milhões de fiéis em mais de 165 países, e da qual a Igreja de Inglaterra é a igreja mãe.

Reportagem: Mistura de “felicidade e tristeza” na certificação da vitória de Trump

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O luso-americano Frank Ferreira acompanhou com um misto de “alegria” e “tristeza” a certificação da vitória eleitoral de Donald Trump, admitindo contentamento pela transição pacífica de poder, mas angústia pelas rígidas medidas de segurança em torno do Capitólio.

Debaixo de um forte nevão, Frank – que vive nos arredores de Washington – deslocou-se até ao Capitólio norte-americano com o intuito de acompanhar a sessão de certificação dos resultados eleitorais de novembro, mas deparou-se com vários quilómetros de barreiras de metal em torno da sede da democracia norte-americana e com um forte dispositivo policial a impedir o acesso ao público.

“Por um lado, é um dia de alegria, porque estamos a ver a democracia a funcionar com esta cerimónia de certificação dos resultados eleitorais. Mas, por outro lado, é um dia triste, porque temos esta segurança toda em torno destes edifícios”, disse à Lusa Frank Ferreira, que é conselheiro das comunidades portuguesas pelo círculo de Washington.

“É um dia triste para a democracia, porque o público não conseguiu assistir presencialmente a esta cerimónia. Isto mostra o ponto a que este país chegou. Estamos a viver um novo normal”, lamentou o luso-americano.

Além do aumento do número de patrulhas, de agentes policiais no terreno e da coordenação entre agências de segurança, foi montado um grande perímetro de segurança ao redor da sede do Congresso dos Estados Unidos, evidenciando as marcas deixadas pelo ataque à democracia perpetrado há quatro anos por apoiantes de Donald Trump.

Em 06 de janeiro de 2021, o mesmo perímetro que agora está sob intensa proteção policial era palco da fúria de uma multidão violenta composta por apoiantes do ex e Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que tentava travar a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden.

Contudo, a sessão do Congresso que hoje certificou a vitória de Trump decorreu sem qualquer incidente, sem protestos ou mesmo objeções processuais.

Do lado de fora do Capitólio, a severa tempestade de neve que se abateu sob a capital norte-americana afastou grandes protestos ou celebrações.

Durante alguns minutos, um homem montado numa bicicleta segurou um cartaz com ofensas dirigidas ao Presidente eleito, tendo-se envolvido posteriormente numa breve troca de palavras com um apoiante de Trump, uma interação testemunhada pela Lusa.

Mais tarde, uma mulher segurando um cartaz com a frase “Eu apoio a nossa Constituição e tu?” também se tentou aproximar do Capitólio, mas sem sucesso, sendo travada pelas grades de metal instaladas ao redor do edifício.

A mulher – que não se quis identificar – contou que viajou da Califórnia para acompanhar a sessão do Congresso, afirmando que, a partir de agora, “a violência passou a ser aceite”.

Pela primeira vez, o Departamento de Segurança Interna norte-americano designou a certificação dos votos do Colégio Eleitoral como um “Evento Nacional de Segurança Especial” — um estatuto que obriga a medidas de segurança ao nível de eventos como a final do campeonato de futebol americano – o Super Bowl – ou o discurso do Estado da União.

Nesse sentido, a segurança na capital norte-americana estará reforçada até ao dia da tomada de posse do novo Presidente, em 20 de janeiro, data em que milhares de polícias de todo o país deslocar-se-ão a Washington para auxiliar os agentes locais, com as autoridades a prepararem-se para eventuais “multidões históricas”.

Donald Trump deverá ter assim uma transferência pacífica de poder, ao contrário daquilo que proporcionou a Joe Biden nas presidenciais de 2020.

O magnata republicano regressa à Casa Branca enquanto continua a negar que tenha perdido as eleições de 2020.

Tem ainda refletido sobre ficar além do limite de dois mandatos permitidos pela Constituição e alimenta a promessa de perdoar algumas das mais de 1.250 pessoas que se declararam culpadas ou que foram condenadas por crimes pelo ataque ao Capitólio.

Ministério da Cultura atribui 75.000 euros à Fundação Eça de Queiroz

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A Fundação Eça de Queiroz, no concelho de Baião, vai receber um apoio de 75 mil euros do Estado para “assegurar projetos futuros”, revelou o Ministério da Cultura.

Em nota de imprensa, o ministério refere que a atribuição deste apoio é oficializada com a visita da ministra Dalila Rodrigues, no passado sábado, à Fundação Eça de Queiroz, nas vésperas da trasladação do escritor para o Panteão Nacional, em Lisboa.

Entre os projetos futuros a serem abrangidos por aquele apoio está a realização do seminário queirosiano “Curso Internacional de Verão” e do seminário de tradução “CET Tormes”.

O Ministério da Cultura dá ainda conta que já teve uma reunião com a Fundação Eça de Queiroz, que é presidida pelo escritor Afonso Reis Cabral, um dos bisnetos de Eça de Queiroz.

“A Fundação Eça de Queiroz, em reunião havida no Ministério da Cultura, considerou fundamental promover a atualização do núcleo expositivo da instituição, que inclui o espólio de Eça de Queiroz”, explicita o comunicado.

A Fundação Eça de Queiroz, sediada na Casa de Tormes, na freguesia de Santa Cruz do Douro, concelho de Baião, vai homenagear o autor de “Os Maias” durante o fim de semana, antecipando a cerimónia de concessão de honras de Panteão Nacional ao escritor, na próxima quarta-feira.

Sessões evocativas de Eça de Queiroz, uma oficina de escrita de ficção a partir da obra queirosiana pela escritora Filipa Melo, um jantar-tertúlia com o escritor Mário Cláudio, visitas guiadas gratuitas, em que será possível ver peças raramente mostradas ao público, incluindo desenhos e manuscritos do escritor, fazem parte do primeiro dia de programação especial.

A ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, participará numa vista guiada à Casa de Eça de Queiroz, no sábado, a partir das 16:00, e estará nas intervenções evocativas do escritor, que antecipam o anúncio da abertura das candidaturas ao Prémio Literário da fundação.

Serão também anunciados os escritores selecionados para a terceira temporada das Bolsas de Residência Literária Eça de Queiroz, numa parceria entre a Fundação Eça de Queiroz, a Imprensa Nacional casa da Moeda e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

Haverá intervenções do presidente da Fundação Eça de Queiroz, Afonso Reis Cabral, do administrador da Imprensa Nacional Casa da Moeda Duarte Azinheira, e do representante da Assembleia da República e responsável do grupo de trabalho de Concessão de Honras de Panteão Nacional a Eça de Queiroz, o deputado Pedro Delgado Lopes.

No domingo, a urna contendo os restos mortais de Eça de Queiroz estará em câmara-ardente no átrio principal da Casa de Tormes, perto dos objetos que o rodearam em vida, como a secretária onde escrevia e os livros da sua biblioteca.

Ainda no domingo, à tarde, o Movimento de Cidadãos Baionenses, contrário à trasladação, promove uma concentração, que diz ser “de indignação”, junto à entrada para Tormes.

Os restos mortais de Eça de Queiroz (1845-1900) vão ser trasladados para o Panteão Nacional por decisão tomada no Parlamento e depois de resolvida a contenda judicial com os familiares do escritor que se opunham a esta possibilidade.

Gripe das aves detetada numa exploração de galinhas em Lisboa

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A gripe das aves foi detetada numa exploração de galinhas poedeiras em Sintra, Lisboa, tendo sido aplicadas medidas de controlo e erradicação, anunciou hoje a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)

“A 03 de janeiro, foi confirmado um foco de infeção por vírus da gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP) numa exploração de galinhas poedeiras, no concelho de Sintra, distrito de Lisboa”, lê-se numa nota da DGAV.

As medidas de controlo e erradicação já foram implementadas e incluem a inspeção do local onde a doença foi detetada, o abate dos animais infetados e a limpeza das instalações.

Foram ainda impostas restrições à movimentação e as explorações com aves nas zonas de restrição (num raio de 10 quilómetros em redor do foco) estão a ser vigiadas.

A DGAV pediu ainda a todos os operadores que comuniquem qualquer suspeita de doença, sublinhando que a deteção precoce dos focos “é essencial para a implementação célere de medidas de controlo”.

Buscas pelos dois desaparecidos após colisão no Tejo interrompidas durante a noite

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Imagem ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

As buscas pelos dois desaparecidos que seguiam na embarcação de pesca que colidiu hoje com um catamarã de passageiros no rio Tejo foram interrompidas esta noite e serão retomadas na terça-feira de manhã, adiantou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

“As buscas foram interrompidas esta noite e serão retomadas amanhã de manhã [terça-feira]”, pode ler-se, num comunicado onde é referido que as vítimas não foram encontradas.

As operações de buscas serão retomadas com recurso a embarcações da Estação Salva-vidas da Capitania do Porto de Lisboa, da Estação Salva-vidas de Cascais, dos Bombeiros Sapadores de Lisboa e dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, pode ler-se.

Por terra, estarão empenhados meios do comando-local da Polícia Marítima de Lisboa a realizar patrulhas nas duas margens do rio, acrescentou a AMN.

Além dos meios marítimos e terrestres, foi também empenhado nas buscas desde o final da tarde de hoje um helicóptero EH-101 Merlin da Força Aérea, anunciou este ramo das Forças Armadas.

O capitão do porto de Lisboa, Paulo Rodrigues Vicente, tinha explicado antes que foi o mestre da embarcação de passageiros que fazia a ligação entre o Barreiro e Lisboa a dar o alerta, pelas 17:05, que tinha colidido com uma “embarcação mais pequena”, com quatro ocupantes, dois dos quais foram resgatados junto ao cais da Margueira e assistidos pelos bombeiros de Cacilhas.

Os dois feridos, um com gravidade e outro ligeiro, foram transportados para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

A Transtejo/Soflusa anunciou, numa resposta enviada à agência Lusa, a “instauração imediata de um inquérito interno” para apuramento das circunstâncias e responsabilidades do acidente.

A empresa explicou que pelas 16:55 o navio catamarã “Antero Quental”, que fazia a ligação entre o Barreiro e Lisboa, foi alvo de abalroamento por uma embarcação de pesca, adiantando que o mestre do navio tentou evitar o embate, designadamente com vários alertas sonoros, e que estes foram ignorados pela embarcação de pesca.

A Transtejo Soflusa, empresa responsável pela ligação fluvial entre o Seixal, Montijo, Cacilhas, Barreiro e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa, adiantou ainda que o transporte de passageiros na ligação fluvial Barreiro – Terreiro do Paço mantém-se ativo e regular.

Santarém: Inaugurada Universidade Cultural de Alcanede

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foto: Município de Santarém

A Universidade Cultural de Alcanede (UCA) foi inaugurada no passado dia 04 de janeiro, nas instalações do antigo Jardim de Infância da Freguesia. Este projeto resulta de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Alcanede (SCMA), da Junta de Freguesia de Alcanede (JFA) e o Município de Santarém (MS).

Destinado a pessoas com mais de 50 anos, a UCA oferece oportunidade para aprender, partilhar e viver experiências únicas. As inscrições já estão a decorrer na Santa Casa da Misericórdia de Alcanede e as aulas tem início hoje dia 06 de janeiro, oferendo diversas disciplinas.

João Teixeira Leite, Presidente da Câmara Municipal de Santarém, os Vereadores, Nuno Domingos, Alfredo Amante e Carlos Martinho marcaram presença nesta inauguração, acompanhados por Manuel Vieira, Presidente da Freguesia de Alcanede.

Na ocasião, foi celebrado um protocolo entre a Santa Casa da Misericórdia de Alcanede, Junta de Freguesia de Alcanede e o Município de Santarém.

O protocolo agora assinado tem por objeto o desenvolvimento de atividades culturais, recreativas e desportivas e ainda apoiar atividades de natureza social, cultural, educativa, recreativa ou outra de interesse para o município, incluindo aquelas que contribuam para a promoção da saúde e prevenção das doenças e o Município compromete-se a atribuir um apoio de 18 000 (dezoito mil) euros para potenciar estas atividades.

Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Santarém, referiu a importância de apoiar estas causas a pensar nas pessoas e no seu bem-estar.

João Teixeira Leite referiu ainda “o Município de Santarém estará sempre junto de quem mais precisa, a educação e a cultura são pilares fundamentais do desenvolvimento social. Este projeto promove a partilha do conhecimento, condição fundamental para a comunidade de Alcanede “.

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