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Domingo, Julho 12, 2026
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Los Angeles teme um aumento do número de mortos devido aos incêndios

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Os bombeiros continuavam hoje a lutar para controlar incêndios que causaram destruição em grande escala em Los Angeles, com a intensidade do vento a parecer diminuir e com as autoridades a preverem um aumento do número de mortos.

Estes incêndios destrutivos, que já causaram cinco mortos, devastaram comunidades desde a Costa do Pacífico até Pasadena e fizeram com que milhares de pessoas fugissem em pânico das suas casas.

O abrandamento da intensidade do vento, que se espera que dure durante o dia, poderá permitir aos bombeiros avançar no controlo dos incêndios que se espalharam pela extensa região.

As autoridades alertaram hoje que o número de mortos devido aos incêndios que afetam o condado de Los Angeles deverá aumentar.

“Infelizmente, penso que o número de mortos vai aumentar. Espero estar enganado, mas penso que vai aumentar”, frisou o xerife do condado, Robert G. Luna, numa conferência de imprensa.

Luna descreveu a situação como “caótica” e explicou que o número de mortes permanece “desconhecido” neste momento.

“Em algumas áreas parece que caiu uma bomba”, detalhou Luna, que explicou que os bombeiros e os seus oficiais estão a trabalhar em condições muito difíceis.

O xerife espera poder usar em breve cães de busca e outros recursos para localizar possíveis pessoas presas nos escombros.

O condado de Los Angeles reportou hoje de manhã (hora local) seis incêndios, e apenas um, que afetou Hollywood Hills, foi 100% contido.

Quatro dos incêndios estão atualmente fora de controlo e dois deles, Palisades e Eaton, queimaram mais de 11.000 hectares, de acordo com o Departamento de Proteção contra Incêndios da Califórnia, conhecido como Cal Fire.

Quase 180 mil pessoas continuam sob ordens de retirada de casa obrigatória e o número de estruturas destruídas ascende a mais de 1.900, principalmente nos dois maiores bairros, mas as autoridades esperam que este número aumente à medida que as áreas destruídas se tornem acessíveis para avaliar as perdas.

Médio Oriente: Gaza pode ter registado 64 mil mortos nos primeiros 9 meses de guerra

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Uma investigação independente sugere que as autoridades de saúde de Gaza subestimaram o número de mortes devido à guerra com Israel em cerca de 41%, apontando para 64 mil mortos entre outubro de 2023 e junho de 2024.

O estudo, realizado por investigadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM) e divulgado hoje no The Lancet, sugere que o Ministério da Saúde palestiniano em Gaza, controlado pelo movimento islamita Hamas, subestimou o número de mortes devido à violência em aproximadamente 41%.

Os investigadores estimaram 64.260 mortes por ferimentos traumáticos em Gaza entre 07 de outubro de 2023, início da operação israelita, e 30 de junho de 2024.

“Aproximadamente 3% da população de Gaza [aproximadamente um em 35 habitantes] morreu devido à violência, com uma análise a mostrar que 59% destas mortes foram de mulheres, crianças e idosos”, destacou esta escola britânica, em comunicado enviado à agência Lusa.

Num novo balanço divulgado hoje, o Ministério da Saúde de Gaza apontou que mais de 46 mil palestinianos foram mortos e 109.378 ficaram feridos em mais de 15 meses de guerra entre Israel e o Hamas.

De acordo com a nota da LSHTM, os investigadores utilizaram um método estatístico conhecido como “análise de captura-recaptura” para estimar o número de mortes por lesões traumáticas.

“Este método sobrepõe dados de diversas fontes para chegar a estimativas de mortes quando nem todos os dados são registados. As fontes incluíam registos da morgue do hospital do Ministério da Saúde da Palestina, um inquérito online realizado pelos entrevistados e obituários nas redes sociais”, detalhou a LSHTM.

A subnotificação significativa de mortes por ferimentos traumáticos realça a deterioração das infraestruturas de saúde de Gaza e a consequente incapacidade de contar os mortos no meio da violência contínua, acrescentou.

Com base na taxa estimada de subnotificação, acredita-se que o número total de mortes por lesões traumáticas em outubro de 2024 exceda os 70.000 palestinianos.

Para Zeina Jamaluddine, autora principal da LSHTM, estes resultados “realçam a necessidade urgente de intervenções para proteger os civis e evitar mais perdas de vidas”.

“O Gabinete de Direitos Humanos da ONU já condenou o elevado número de civis mortos na guerra em Gaza, e as nossas descobertas sugerem que a morte por ferimentos traumáticos o número de vítimas é subnotificado em cerca de 41%”, alertou.

Segundo a LSHTM, o número total de mortes devido à guerra “será provavelmente maior, uma vez que a análise não tem em conta as mortes não relacionadas com traumas causadas por interrupções nos cuidados de saúde, insegurança alimentar, água e saneamento inadequados e surtos de doenças”.

“O nosso estudo demonstra a utilidade da integração de dados existentes de fontes alternativas, em vez de depender de qualquer figura única, para compor uma estimativa de ambos os reportados e mortes não declaradas em contextos afetados por violência armada conflito e violência extrema”, destacaram ainda os investigadores.

O atual conflito começou quando militantes liderados pelo Hamas invadiram Israel a 07 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas, na sua maioria civis, e raptando cerca de 250. Cerca de 100 reféns ainda se encontram em Gaza e as autoridades israelitas acreditam que pelo menos um terço destes foi morto no ataque inicial ou morreu em cativeiro.

Em resposta, Israel lançou ataques que arrasaram vastas áreas de Gaza e deslocou cerca de 90% dos seus 2,3 milhões de habitantes. Centenas de milhares de pessoas estão amontoadas em vastos campos de tendas ao longo da costa, com acesso limitado a alimentos e a outros bens essenciais.

Gelo com mais de 1,2 milhões de anos extraído na Antártida permite estudar clima antigo da Terra

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foto: DR - Stephen Leonardi

Gelo com mais de 1,2 milhões de anos, contendo informação crucial sobre o passado do clima da Terra, foi extraído na Antártida, batendo o recorde anterior em 400.000 anos, anunciou esta quinta-feira a equipa de investigação europeia.

“Uma equipa internacional de cientistas realizou com sucesso uma perfuração com 2.800 metros, atingindo o solo rochoso sob o manto de gelo da Antártida”, anunciou o programa “Beyond EPICA-Oldest Ice”, um consórcio de 12 instituições científicas europeias, que definiu o acontecimento como histórico.

Segundo as instituições científicas francesas que fazem parte do consórcio Centro Nacional de Investigação Científica e Instituto Polar, citadas por agências internacionais, “o núcleo de gelo extraído na perfuração permite reconstruir, pela primeira vez, parâmetros importantes do clima da Terra e a composição da atmosfera, para além dos 800.000 anos”, o anterior recorde estabelecido em 2024 pelo mesmo projeto.

“Os primeiros resultados da análise mostram que esta amostra de gelo fornecerá um registo climático contínuo mínimo de 1,2 milhões de anos”, sublinharam dos dois institutos.

Os cientistas admitiram que poderão ir mais além referindo que “embora tenham perdido, ‘a priori’, uma parte das informações paleoclimáticas, as amostras dos 200 metros mais profundos são suscetíveis de conter gelo com vários milhões de anos”, mas serão necessárias análises complementares para determinar se esse será utilizável, uma vez transportado para a Europa num navio e conservado a 50 graus celsius negativos.

“Trata-se do registo contínuo mais longo do nosso clima passado a partir de um núcleo de gelo e pode revelar a ligação entre o ciclo de carbono e a temperatura do nosso planeta”, declarou o coordenador da campanha de perfuração, Carlo Barbante, do Instituto Polar italiano.

Cada metro de gelo compacto regista dados climáticos, como temperaturas e concentração de dióxido de carbono (CO2), por um período de até 13.000 anos.

“As análises devem ajudar a esclarecer as razões da misteriosa transição ocorrida durante meados do Pleistoceno, um período entre 900.000 a 1,2 milhões de anos atrás, em que os ciclos glaciais aumentaram”, adiantou Carlo Barbante.

Os cientistas passaram “mais de 200 dias em operações de perfuração e tratamento dos núcleos de gelo durante quatro verões austrais consecutivos, no ambiente hostil do planalto central da Antártida, a 3.200 metros de altitude e sob uma temperatura estival média de -35ºC”, referiu o consórcio num comunicado.

“A datação das rochas subjacentes será realizada para determinar quando esta região da Antártida esteve livre de gelo pela última vez”, adiantou ainda o consórcio.

Governo vai contestar impugnação de obras no aeroporto Humberto Delgado

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Governo vai apresentar uma contestação à ação administrativa avançada pelo Ministério Público que pode atrasar as obras de melhoria do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

“O Governo recebeu a referida notificação sobre a ação administrativa proposta pelo Ministério Público junto do Supremo Tribunal Administrativo e, na condição de entidade demandada, usará os prazos legais [30 dias] para analisar esta ação que incide nomeadamente sobre uma Resolução de Conselho de Ministros de dezembro de 2023 (RCM 201/2023) e sobre a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente de 22 de janeiro de 2024, para apresentar a respetiva contestação”, adiantou à Lusa fonte oficial do Ministério das Infraestruturas.

Em causa está a ação de impugnação entregue pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Administrativo que pode levar à suspensão das obras que tinham arrancado em dezembro de 2024, como noticiou esta quinta-feira o Jornal de Negócios.

Esta ação não suspende as obras no imediato, mas poderá levar a atrasos caso a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tenha de realizar o estudo de impacto ambiental (AIA).

Em reação à notícia, a ANA comentou que “lamenta essa tentativa de impedir a realização, entre outras, das obras consignadas em dezembro resultantes da RCM 201/2023, alterada pela 67/2024, que visam assegurar aos passageiros melhores condições de serviço, com mais espaço nos terminais e a redução dos embarques e desembarques por autocarros, melhorando assim a pegada carbónica das operações em terra”, disse à Lusa fonte oficial da gestora dos aeroportos nacionais.

Agora, a concessionária, e as outras entidades notificadas, entre as quais APA, NAV – Portugal, vários ministérios e o regulador do setor (ANAC), têm 30 dias para apresentar contestação.

Na base do processo está a interpretação do Ministério Público sobre a necessidade da realização de uma avaliação de impacte ambiental (AIA) na primeira fase dos trabalhos de melhoria da Portela que prevê, por exemplo, a expansão do terminal 1 e a criação de uma placa de estacionamento de aviões.

O Ministério Público sustenta ainda a necessidade de um estudo já nesta fase uma vez que desde 2006 nenhum projeto na Portela foi sujeito a uma avaliação ambiental.

Por sua vez, a APA defende que não seria necessária uma avaliação ambiental nesta fase uma vez que não iria alterar o aumento da capacidade da infraestrutura, prevendo realizar um estudo apenas para o aumento da capacidade de voos.

“O estudo de impacto ambiental (EIA) a desenvolver deve considerar como situação de referência o número de voos declarado no pedido de apreciação prévia relativo ao projeto ‘Pier Sul, Central e Apron Sul’ (38 movimentos por hora) e a sua evolução futura, designadamente até atingir a capacidade máxima de 45 movimentos por hora”, explicou a APA num parecer emitido no mês passado.

A concessionária dos aeroportos nacionais partilha do mesmo entendimento, defendendo que a melhoria das condições de operação do terminal 1 do aeroporto de Lisboa não está relacionada, “nem tem por consequência, o aumento dos movimentos de aviões, os quais se encontram limitados pela capacidade do espaço aéreo”.

As obras no aeroporto Humberto Delgado, adjudicadas ao consórcio da Mota-Engil e da Vinci, preveem um investimento de mais de 233 milhões de euros e visam mitigar o atual congestionamento da infraestrutura até ao arranque do novo aeroporto Luís de Camões, em Alcochete.

Cientistas defendem novo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para travar lixo espacial

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Cientistas defendem a designação pelas Nações Unidas de um novo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que vise a conservação e o uso sustentável da órbita da Terra e a prevenção da acumulação de lixo espacial.

Atualmente existem 17 ODS, adotados em 2015 pelos membros das Nações Unidas e que abrangem itens como pobreza, fome, saúde, educação, aquecimento global, igualdade de género, água, saneamento, energia, urbanismo, meio ambiente e justiça social.

Num artigo hoje divulgado na publicação da especialidade One Earth, peritos internacionais, nomeadamente das áreas da tecnologia de satélites e poluição dos oceanos por plásticos, sugerem um 18.º ODS, dedicado à proteção da órbita terrestre.

No artigo, citado em comunicado pela Universidade de Plymouth, no Reino Unido, onde trabalham alguns dos autores, os cientistas salientam que há cerca de uma centena de países envolvidos a vários níveis na atividade espacial e que quase 20 mil satélites foram enviados para a órbita da Terra desde os anos 1950.

Apesar dos benefícios para a sociedade, desde a monitorização dos ecossistemas até às comunicações, os satélites, quando chegam ao fim da sua vida útil, podem acumular-se no espaço como lixo, ameaçando a segurança de astronautas e o desempenho de outros engenhos em atividade.

Há cerca de dois anos, vários destes cientistas defenderam, num artigo publicado na revista Science, um tratado internacional juridicamente vinculativo que garanta que a órbita da Terra não será irreparavelmente prejudicada pela futura expansão da indústria espacial à escala mundial.

Segundo os especialistas, qualquer tratado vinculativo para a proteção da órbita terrestre contra a poluição por lixo espacial deverá incluir medidas que responsabilizem fabricantes e utilizadores de satélites a partir do momento em que são lançados para o espaço.

Os custos comerciais devem ser considerados na responsabilização.

Estimativas apontam para que até 2030 haja mais de 60 mil satélites na órbita da Terra, onde circulam milhares de milhões de restos de antigos satélites não rastreados.

Partidos propõem que 132 Uniões sejam desagregadas em 296 Freguesias

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

A proposta conjunta para a reversão das freguesias agregadas em 2013, apresentada no parlamento na quarta-feira, prevê que 132 Uniões de Freguesia sejam desagregadas em 296 Freguesias nas próximas eleições autárquicas.

O Projeto de Lei, subscrito em conjunto na quarta-feira pelo PSD, PS, BE, PCP, Livre e PAN, propõe a desagregação de 132 Uniões de Freguesia, mais oito do que as 124 que o Grupo de Trabalho – Freguesias considerou, há cerca de um mês, preencherem os critérios para a desagregação, em 296 freguesias, que voltam à situação administrativa em que estavam antes da fusão prevista pela “Lei Relvas”, em 2013.

Fonte parlamentar explicou à Lusa que estas oito tinham sido rejeitadas pelo Grupo de Trabalho por diferentes motivos, mas, já depois da conclusão dos trabalhos e da extinção do Grupo, fizeram chegar ao parlamento documentação que comprovadamente corrigia a razão pela qual tinham sido excluídas, pelo que os grupos parlamentares decidiram que, estando ultrapassadas as razões do seu saneamento, deveriam ser incluídas na proposta agora apresentada.

Foram várias as razões que levaram à sua exclusão inicial, como a correção da informação em documentos apresentados anteriormente com dados contabilísticos errados ou a entrega de documentação em falta, como o mapa de pessoal oficial, exemplificou.

A proposta, divulgada hoje na página do parlamento, aprova a reposição de freguesias agregadas pela Lei n.º 11-A/2013, concluindo o mecanismo especial, simplificado e transitório de criação de freguesias, inscrito no novo regime de criação destas autarquias, que “impõe que as freguesias que o utilizem reponham as condições das freguesias agregadas em 2013, não sendo possível, em caso algum, dar origem a novas ou diferentes uniões de freguesias”.

A proposta prevê também a criação de Comissões de Instalação das novas freguesias e Comissões de Extinção das atuais Uniões de Freguesia, que se manterão em plenitude de funções até à realização das próximas eleições autárquicas, previstas para setembro ou outubro próximos.

“A elaboração deste regime transitório deve garantir a continuidade funcional dos órgãos representativos das freguesias, cuja extinção se efetivará na sequência das eleições autárquicas de 2025”, acrescenta o projeto de lei conjunto.

Segundo o documento, “a manutenção da regularidade dos processos administrativos e operacionais das freguesias deve ser conduzida de forma faseada e criteriosa, assegurando a adequada desagregação das freguesias em causa. As operações de repartição de património, direitos, deveres e vinculação de pessoal devem decorrer em paralelo, garantindo a execução ordenada do processo de separação”.

O Projeto de Lei deverá ser discutido e votado em sessão plenária no dia 17 de janeiro.

A lei de criação, modificação e extinção de freguesias dava um ano após a sua entrada em vigor, em 21 de dezembro de 2021, para que as autarquias agregadas em 2013 pedissem a reversão do processo ao abrigo de um mecanismo transitório especial e simplificado, mas houve dúvidas acerca de qual era o procedimento concreto que deveria estar concluído até 22 de dezembro de 2022.

Segundo um parecer adotado pela comissão do Poder Local, só cumpriram o prazo deste mecanismo especial os pedidos de desagregação cujas deliberações das respetivas assembleias municipais ocorreram até ao dia 21 de dezembro de 2022, mesmo que a data de entrada na Assembleia da República tenha sido posterior.

Quanto aos processos que entraram posteriormente a esta data-limite, a comissão parlamentar decidiu criar um outro grupo de trabalho para que sejam analisados, mas ao abrigo do regime geral previsto na lei e já não ao abrigo do mecanismo simplificado.

Em 2013, Portugal reduziu 1.168 freguesias, de 4.260 para as atuais 3.092, por imposição da ‘troika’ em 2012/2013.

Sporting confirma regresso de João Pereira à equipa B

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O treinador João Pereira vai regressar ao comando da equipa B do Sporting, duas semanas depois de ter deixado o conjunto principal, confirmou o clube campeão português de futebol.

“A Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD informa que o treinador João Pereira regressa ao comando técnico da equipa B de futebol, orientando já a sessão de trabalho desta quinta-feira”, lê-se num comunicado dos ‘leões’.

João Pereira, que entra para o lugar de Pedro Coelho, regressa ao comando do conjunto secundário, do qual saiu em meados de novembro para suceder na equipa principal a Ruben Amorim, que se transferiu para o Manchester United.

Em oito encontros na equipa A dos ‘leões’, João Pereira conseguiu apenas duas vitórias, sendo derrotado quatro vezes, além de dois empates, um dos quais na Taça de Portugal, frente ao Santa Clara, com o Sporting a qualificar-se no prolongamento.

Para o seu lugar na equipa principal entrou Rui Borges, que estava desde o início da temporada no Vitória de Guimarães e que conseguiu em três encontros duas vitórias, sobre Benfica e FC Porto, e um empate no terreno dos vimaranenses, indo disputar a final da Taça da Liga frente aos ‘encarnados’, depois de afastar os ‘dragões’.

A equipa B do Sporting ocupa neste momento o sexto lugar da Série B da Liga 3, com João Pereira a ter o seu primeiro encontro neste regresso frente ao 1.º de Dezembro, no domingo.

Juíza conselheira Leonor Furtado preside à comissão que vai estudar refundação do INEM

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A juíza conselheira Leonor Furtado vai presidir à Comissão Técnica Independente que será encarregue de apresentar uma proposta para a “necessária refundação” do INEM, anunciou o Ministério da Saúde.

“A magistrada foi convidada pela ministra da Saúde e viu o seu nome ser validado por unanimidade pelo Conselho Superior da Magistratura para assumir o cargo”, adiantou o gabinete de Ana Paula Martins à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, a Comissão Técnica Independente é criada com o objetivo de estudar e enquadrar as competências do INEM, com vista à apresentação de uma “proposta de modelo organizacional crítico, no âmbito da necessária refundação” do instituto que coordena o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).

Em dezembro, quando foi ouvida no parlamento, Ana Paula Martins referiu que a refundação do INEM passará, entre outros aspetos, por torná-lo um instituto público de regime especial, reforçar o conselho diretivo com mais elementos e ter representantes dos bombeiros e da Cruz Vermelha na comissão técnica e científica.

Disse ainda que a composição conselho diretivo do INEM passará a ter três elementos (um presidente e dois vogais) e garantiu que o Governo não vai privatizar o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

Em novembro, duas greves em simultâneo – da administração pública e dos técnicos do INEM às horas extraordinárias – levaram à paragem de dezenas de meios de socorro e a atrasos no atendimento das chamadas de emergência para as centrais do instituto.

Estas paralisações tornaram evidentes a falta de meios humanos no instituto, com a ministra Ana Paula Martins a chamar a si competência direta do instituto que estava delegada na secretária de Estado da Gestão da Saúde.

Licenciada em Direito, Leonor do Rosário Mesquita Furtado fez carreira no Ministério Público, tendo passado por diversas comarcas, pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), pelo Tribunal Administrativo e pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Presidiu ao grupo de trabalho para a reforma da Lei Tutelar Educativa e foi diretora-geral da Reinserção Social e inspetora-geral da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

Gripe com tendência crescente e mortalidade acima do esperado nos idosos e mulheres

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Unidade das Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) | foto © João Polónia / Notícias Em Direto

Portugal regista uma atividade epidémica de gripe com tendência crescente e com impacto na mortalidade acima do esperado nos idosos com mais de 85 anos e nas mulheres, anunciou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

O boletim do INSA sobre a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios, relativo ao período entre 30 de dezembro e 05 de janeiro, indica que, nas últimas semanas, “tem sido observada uma tendência crescente dos casos de gripe” no país, que apresenta uma “atividade gripal epidémica com tendência crescente”.

Na primeira semana deste ano, verificou-se uma “mortalidade acima do esperado no grupo etário acima dos 85 anos e no sexo feminino”, adiantou o instituto.

“Na época 2024/2025, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (hospitais) notificaram 41.778 casos de infeção respiratória e foram identificados 4.341 casos de gripe”, refere o documento.

Já na semana entre 30 de dezembro e 05 de janeiro, foram identificados, no âmbito desta rede, 1.048 casos positivos para o vírus da gripe.

O INSA refere ainda que, nesta semana, foram reportados oito casos de gripe pelas 16 unidades de cuidados intensivos que enviaram informação e que, desse total, quatro apresentavam doença crónica e sete tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, mas apenas um estava vacinado.

Nesta semana, a proporção da gripe em cuidados intensivos foi de 5,5%, aumentando face à semana anterior (2,9%), avança também o boletim.

Já em relação ao vírus sincicial respiratório (VSR), na época 2024/2025, foram reportados 221 casos de internamento de crianças com menos de 24 meses na rede de vigilância sentinela, das quais 6,3% tiveram de ser internadas em unidades de cuidados intensivos ou com necessidade de ventilação, mas verifica-se uma tendência estável dos casos de internamento.

Em Portugal, o Programa Nacional de Vigilância é composto pela Rede de Médicos-Sentinela (médicos de família), pelos serviços de urgência de obstetrícia, pela Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico do Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios e pelas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Habitualmente, este programa tem início no princípio de outubro, terminando em maio do ano seguinte, e integra as componentes de vigilância clínica e laboratorial.

O surgimento de infeções respiratórias na época de inverno, como é o caso da gripe, leva a um aumento da pressão sobre os cuidados de saúde primários e hospitalares, o que tem obrigado alguns hospitais a ativarem os seus planos de contingência para responder à crescente procura.

Como medida preventiva, as autoridades têm insistido na vacinação sazonal, que arrancou em 20 de setembro e que já permitiu vacinar mais de 2,3 milhões de pessoas contra a gripe e cerca de 1,5 milhões com a dose de reforço contra a covid-19.

Operação Pretoriano: Estado de saúde adia testemunho de Pinto da Costa

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A audiência do ex-presidente do FC Porto Jorge Nuno Pinto da Costa no âmbito do processo da designada Operação Pretoriano foi hoje adiada sem nova data, devido ao “estado incapacitante” de saúde do antigo dirigente ‘azul e branco’.

Segundo o despacho do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, a que a Lusa teve acesso, a sessão de sexta-feira é “adiada ‘sine die’, sendo reagendada assim que a testemunha tenha recomendação ou autorização médica para o efeito”.

Pinto da Costa ia ser ouvido pelas 10:00 de sexta-feira, no TIC do Porto, para memória futura, numa audição a pedido da defesa de um dos arguidos do processo, Fernando Saul.

No início de novembro, a defesa de Fernando Saul tinha requerido a audição para memória futura do ex-presidente do FC Porto, Pinto da Costa, que tem enfrentado problemas de saúde depois de ter sido diagnosticado com um cancro na próstata em setembro de 2021.

Em dezembro de 2024, o tribunal decidiu levar a julgamento nos exatos termos da acusação os 12 arguidos da Operação Pretoriano, entre os quais Fernando Madureira, ex-líder dos Super Dragões, e Sandra Madureira, sua mulher e antiga vice-presidente daquela claque afeta ao FC Porto.

Na leitura da decisão instrutória, que decorreu em sessão pública, ao contrário de todo o debate, iniciado em 28 de outubro, a juíza Filipa Azevedo explicou que manteve na íntegra a acusação do Ministério Público (MP), porque a prova documental, testemunhal e pericial é forte.

A acusação do MP denuncia uma eventual tentativa de os Super Dragões “criarem um clima de intimidação e medo” numa AG do FC Porto para que fosse aprovada uma revisão estatutária “do interesse da direção” do clube, então presidido por Pinto da Costa.

Em causa estão 19 crimes de coação e ameaça agravada, sete de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, um de instigação pública a um crime, outro de arremesso de objetos ou produtos líquidos e três de atentado à liberdade de informação.

Hugo Carneiro também está acusado de detenção de arma proibida, sendo que o MP requer penas acessórias de interdição de acesso a recintos desportivos entre um e cinco anos.

O FC Porto e a SAD gestora do futebol profissional ‘azul e branco’ constituíram-se assistentes da Operação Pretoriano, que foi desencadeada em 31 de janeiro, no âmbito da investigação aos desacatos na AG do clube, e resultou na detenção de 12 pessoas.

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