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Domingo, Julho 12, 2026
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Futebol: I Liga – Resultados da 17.ª jornada

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foto: Daniela Duarte / Notícias Em Direto

Resultados da 17.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, se disputou entre sexta-feira, 03, a domingo, 12 de janeiro.

Vitória de Guimarães – Sporting (4-4), Moreirense – AVS (1-1), Benfica – Sporting de Braga (1-2), Boavista – Arouca (1-3), Santa Clara – Farense (0-0), Casa Pia – Famalicão (1-1), Estrela da Amadora – Estoril Praia (2-4), Gil Vicente – Rio Ave (1-1), Nacional – FC Porto (2-0).

Elvas vira resultado e elimina Vitória de Guimarães da Taça de Portugal

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

Elvas, equipa do Campeonato de Portugal, protagonizou hoje uma das grandes surpresas da presente edição da Taça de Portugal em futebol, ao vencer, de virada, o Vitória de Guimarães por 2-1, nos oitavos de final.

A equipa do escalão principal até começou melhor, ao adiantar-se logo aos dois minutos, através de Michel, mas o conjunto do quarto escalão, a jogar em casa, deu a volta ao marcador na etapa complementar, primeiro por Lucão, aos 50 minutos, jogador que, mais tarde e depois de assistido durante largos minutos, teve de abandonar o campo lesionado, e depois por Desmod Nketia, aos 75.

Após este triunfo, a formação alentejana vai receber na próxima eliminatória, quartos de final, o Tirsense, assegurando assim desde já a presença de uma equipa do Campeonato de Portugal nas meias-finais.

Manifestações “provam bem” que portugueses estão do lado da liberdade

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foto: Arlindo Homem

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, afirmou ontem que as manifestações desta tarde em Lisboa “mostram bem” que os portugueses estão do lado da democracia, da liberdade e da segurança efetiva.

Em declarações aos jornalistas em Braga, Pedro Nuno disse que a manifestação contra o racismo e a xenofobia, após a intervenção policial que encostou dezenas de imigrantes contra a parede na Rua do Benformoso, em Lisboa, “foi uma das maiores manifestações” que a capital já conheceu.

Pelo contrário, acrescentou, a manifestação convocada por grupos da extrema-direita e pelo partido Chega “teve pouca gente”.

“Acho que este dia mostra bem que os portugueses estão do lado da democracia, da liberdade, da segurança, mas da segurança efetiva, não é da de operações que são instrumentalizadas por governos ou por políticos, é da segurança, do policiamento de proximidade, da utilização das câmaras de videovigilância para nos proteger”, referiu o líder socialista.

Sublinhou que a manifestação promovida por várias associações cívicas “não é contra ninguém, não é uma manifestação contra a polícia, não é uma manifestação contra a segurança e as políticas de segurança”.

“Antes pelo contrário, é uma manifestação pelos valores do nosso país, da democracia, da liberdade, do Estado de Direito e da união do povo português, contra todas as tentativas de instrumentalização da polícia, de instrumentalização das forças de segurança e todos os discursos que visam dividir a população”, sublinhou.

Pedro Nuno Santos acusou o Chega, o primeiro-ministro e o Governo de “instrumentalizarem” a polícia.

“Nós vimos isso da parte do Governo, mas vimos obviamente também do líder da extrema-direita e isso é mau para a polícia e é mau para os polícias serem usados e instrumentalizados pela extrema-direita. E o Governo cometeu esse erro também, e o primeiro-ministro cometeu esse erro de instrumentalizar e de se apropriar dos resultados das forças de segurança”, rematou.

Ventura pede mais operações policiais e diz que Montenegro “perdeu a coragem”

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente do Chega pediu mais operações policiais como as do Martim Moniz e acusou o primeiro-ministro de “ter perdido a coragem” quanto às forças de segurança, numa vigília que terminou com os participantes a gritarem “encostem-nos à parede”.

André Ventura falava num palco montado pelo Chega na Praça da Figueira para a vigília denominada “Pela autoridade e contra a impunidade”, que juntou, este sábado, algumas centenas de pessoas e que foi convocada depois do anúncio de uma manifestação, para hoje à tarde, contra o racismo e a xenofobia após a operação policial de 19 de dezembro no Martim Moniz.

A cerca de 300 metros do Martim Moniz, Ventura pediu aos presentes que terminassem as suas frases com o grito “encostem-nos à parede”, de forma a fazerem-se ouvir na outra manifestação, que, no entanto, ainda não tinha terminado.

“Se eles são pedófilos, se eles são traficantes, se eles forem ilegais, se eles assediarem e perseguirem as mulheres, se eles traficarem droga, se eles derem cabo da nossa vida e dos nossos valores, encostem-nos à parede, uma e outra e outra vez, até perceberem que este país é nosso e que a lei é para cumprir em Portugal”, pediu.

E, ao contrário dos promotores da outra manifestação, convocada depois da operação policial no Martim Moniz em que dezenas de imigrantes foram encostados à parede, Ventura pediu “mais operações destas”.

“Nós queremos mais operações daquelas enquanto os números não pararem de aumentar, até ao dia em que este país já não será fácil de se identificar a si próprio e um dia olhar-nos-emos ao espelho e já não reconheceremos a nossa identidade”, disse, discursando com uma bandeira de Portugal ao ombro.

Ventura defendeu que apenas o Chega dá voz às preocupações de classes profissionais como as forças de segurança e reiterou críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que tinha deixado à chegada à vigília.

“Se não estivéssemos aqui hoje, mais uma vez tinham sido horas e horas e horas dos coitadinhos, com os mesmos tristes dos líderes de esquerda que para ali andam e de um primeiro-ministro que perdeu a coragem e perdeu a força e a fibra de dizer sim, estamos ao lado das forças de segurança para sempre”, acusou.

Ao longo de cerca de hora e meia, passaram pelo palco montado pelo Chega vários oradores anónimos, como uma moradora do Martim Moniz que disse ser a única portuguesa na sua rua, outra que se queixava dos vizinhos imigrantes em Telheiras ou um bombeiro sapador que cumprimentou “as pessoas de bem”.

Ventura, deputados e dirigentes do partido ouviram na primeira fila testemunhos áudio, com voz distorcida, apresentados como sendo de um guarda prisional, um elemento da PSP e um técnico do INEM, que tiveram em comum críticas ao comportamento de imigrantes em Portugal, defesa das forças de segurança ou acusações de parcialidade à comunicação social, que iam sendo intercalados por momentos musicais líricos pelo deputado do Chega Pedro Correia.

“Encostem-nos à parede” ou “jornalixo” foram algumas das frases mais ouvidas entre os que assistiram a esta vigília, em que uma das assessoras do partido chamou a atenção para alguns “graffitis” na Praça da Figueira com insultos ao Chega ou à polícia.

China reserva mais fundos para reparar estradas após sismo que matou 126 no Tibete

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DR

A China vai gastar cerca de 30 milhões de yuan (quatro milhões de euro) para reparar as estradas danificadas pelo sismo que matou pelo menos 126 pessoas na região do Tibete (sudoeste), na terça-feira.

O Ministério das Finanças chinês disse que os fundos visam também prevenir desastres secundários, “detectar perigos ocultos” nas estradas e pontes e garantir o transporte de ajuda de emergência e materiais de subsistência.

Num comunicado divulgado na sexta-feira à noite, o ministério disse que os fundos vêm das tutelas das Finanças e dos Transportes.

A região afetada pelo sismo apresenta vales profundos, encostas íngremes e terrenos acidentados que podem causar deslizamentos de terra e avalanches, fenómenos comuns após abalos em áreas montanhosas, disse Ma Changqian, especialista da Universidade Chinesa de Geociências, citado pela televisão estatal chinesa CGTN.

O sismo, com epicentro no condado de Tingri, na província de Shigatse (conhecida como Xigaze em chinês), a uma profundidade de 10 quilómetros, fez 126 mortos, número que não foi atualizado desde quarta-feira e arrasou milhares de casas.

O Governo chinês duplicou o número de feridos, passando de 188 para 337, sendo que mais de 60 mil pessoas afetadas pelo terramoto de magnitude 6,8 também foram realojadas.

Os esforços estão agora concentrados no apoio aos afetados e na reconstrução, após a busca por sobreviventes ter sido suspensa.

Tendas, colchas e outros artigos de socorro foram entregues às pessoas cujas casas passaram a estar inabitáveis ou em risco de ruir. As temperaturas caem muito abaixo de zero durante a noite, numa área com uma altitude média de cerca de 4.200 metros.

Mais de 1.600 réplicas foram registadas após o terramoto, que, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, teve uma magnitude de 7,1. O centro sísmico da China registou uma magnitude de 6,8.

O líder chinês Xi Jinping ordenou “todos os esforços de resgate para salvar vidas e minimizar o número de vítimas”, informou a Xinhua. As comunicações na área também foram restabelecidas, permitindo uma entrega mais fácil de bens de emergência, disse.

A China defende que o Tibete faz parte do seu território há séculos, mas muitos tibetanos dizem que foram independentes durante a maior parte desse tempo. O Exército Popular de Libertação da China invadiu o território em 1950 e o Dalai Lama fugiu para a Índia nove anos mais tarde, durante uma revolta contra o domínio chinês.

O Dalai Lama dirigiu uma vigília à luz de velas e uma cerimónia de oração em memória das vítimas, em Dharamsala, na Índia.

Questionado sobre a cerimónia de oração, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou: “Estamos muito conscientes da natureza separatista e dos esquemas políticos do Dalai Lama e permanecemos muito vigilantes”.

Autáquicas: Luís Montenegro rejeita “candidaturas de amigos” no PSD

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foto: Arlindo Homem

O presidente do PSD, Luís Montenegro, assegurou no sábado em Ovar que o partido “não quer” e “não vai ter candidaturas de amigos” nas eleições autárquicas do outono deste ano, pedindo candidaturas “daqueles que estão em melhores condições”.

“O PSD não quer, não vai ter, candidaturas de amigos. Vai ter candidaturas daqueles que estão em melhores condições de servir o interesse das respetivas populações”, disse Luís Montenegro no 5.º Encontro Nacional de Autarcas Social-Democratas, que decorreu no Auditório do Centro de Artes de Ovar, no distrito de Aveiro.

O presidente do PSD garantiu, no entanto, que não irá “adulterar” a base programática do partido, mas admitiu que esta será “adaptada, em cada município, em cada freguesia, à realidade local, às potencialidades e às capacidades de cada comunidade”.

“Estaremos sempre do lado das melhores ideias, das melhores soluções, dos melhores candidatos, das melhores equipas, privilegiando a qualidade e a competência”, vincou.

Porém, assegurou que o PSD não fechará a porta “àqueles que não são do PSD” e abrirá as candidaturas “aos melhores e aos mais dinâmicos”.

Assim, Luís Montenegro pediu ontem aos autarcas social-democratas, “agora que está a chegar o momento decisivo da escolha dos candidatos, da formação das equipas, da decisão do projeto, que não deixem de ter em linha de conta, sempre, em primeiro lugar, o interesse das populações, o interesse coletivo”.

Benfica vence Sporting nos penáltis e conquista Taça da Liga

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Foto: Arlindo Homem

O Benfica conquistou este sábado a Taça da Liga de futebol pela oitava vez, ao vencer na final o Sporting por 7-6 no desempate por grandes penalidades, depois do 1-1 no final do tempo regulamentar.

No Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, os ‘encarnados’ adiantaram-se no marcador com um golo do norueguês Andreas Schjelderup, aos 29 minutos, mas os ‘leões’ chagaram ao empate aos 43, pelo sueco Viktor Gyökeres, de penálti.

No desempate por grandes penalidades, o Benfica não desperdiçou nenhum castigo máximo e o guarda-redes Trubin travou o remate de Francisco Trincão, com as ‘águias’ a reforçarem o recorde com a oitava conquista da prova, enquanto o Sporting continua com quatro cetros.

Reportagem: Imigrantes agradecem apoio dos portugueses em “manifestação surpreendente”

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A presença de milhares de portugueses na manifestação contra a ação policial na rua do Benformoso, Martim Moniz, que visou imigrantes, surpreendeu os dirigentes das comunidades migrantes, que agradecem o apoio.

No passeio, enquanto assistia à passagem da manifestação na avenida Almirante Reis, o nepalês Rami explicava ao filho o que queria dizer o 25 de Abril que era gritado pelos manifestantes.

“É o dia da libertação de Portugal”, explicou à Lusa, salientando que o filho, de quatro anos, só tinha nacionalidade portuguesa.

“Isto é o país dele” e “é importante que ele saiba o que é o 25 de Abril”, salientou o trabalhador de um supermercado numa perpendicular à Almirante Reis, o centro lisboeta da imigração que vem do subcontinente indiano, que a maioria dos portugueses quer ver reduzida, segundo estudos recentes.

O presidente da Casa da Índia, Shiv Kumar Singh, mostrou-se surpreendido com a presença de tantos portugueses na manifestação “Não nos encostem à parede”, organizada na sequência da ação policial no dia 19 de dezembro que visou imigrantes na rua do Benformoso.

“Surpreendeu mas eu tinha confiança que iríamos receber um grande apoio da sociedade portuguesa” e “agora temos de melhorar os serviços de saúde, de habitação e de educação para todos”, para “os portugueses e para os imigrantes”, afirmou.

“Esta manifestação é contra alguma atrocidade policial contra os imigrantes” e “estamos muito gratos pelo apoio dos cidadãos nacionais”, afirmou o dirigente associativo, salientando a “gratidão” de muitos estrangeiros pela abertura da sociedade portuguesa.

Aqui “estão muito mais portugueses presentes que imigrantes”, mas, no final do dia, “estamos todos juntos”, porque “para muitos imigrantes este é o seu país e estão a construir o seu futuro aqui, sem quererem voltar atrás”.

Esse é o caso de Rami, mas também de Janelle, francesa de origem casada com um nigeriano.

De lenço palestiniano na cabeça, Janelle está de férias em Portugal, onde trabalha o marido, mas não quis faltar à manifestação de hoje.

“Onde quer que seja preciso para combater a extrema-direita, se eu puder, estarei lá”, prometeu, afirmando que o mundo “está dividido” porque “isso interessa a alguns essa divisão”.

“Eu sou nepalês e agora tenho um filho português. A minha mulher está grávida de uma menina. De onde é que eu sou?”, resume Rami.

Oito arguidos acusados de fraude fiscal que lesou o Estado em mais de 750 mil euros

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O Ministério Público (MP) acusou oito arguidos num processo de fraude fiscal com a revenda de carros usados comprados na União Europeia que lesou o Estado em mais de 750 mil euros, informou a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP).

Numa nota divulgada na sexta-feira na sua página na internet, a PGRP refere que os oito arguidos (seis pessoas singulares e duas sociedades) estão acusados pela prática dos crimes de associação criminosa e fraude fiscal qualificada.

No despacho de acusação, datado de 25 de novembro de 2024, foi requerida a aplicação de penas acessórias de publicação da sentença condenatória a expensas dos arguidos, de interdição temporária do exercício da profissão de contabilista, e de dissolução da pessoa coletiva.

Segundo o MP, entre fevereiro 2021 e dezembro de 2023, os arguidos dedicaram-se à compra e venda de automóveis usados em países da União Europeia e à sua posterior venda em Portugal, omitindo o pagamento devido em sede de IVA.

O MP detalha que as viaturas usadas eram compradas no mercado comunitário através de empresas criadas em nome de outros indivíduos (testas-de-ferro), com duração temporal limitada, e eram posteriormente vendidas em território nacional, através de anúncios na internet ou da colocação dos automóveis em stands de venda de automóveis à consignação.

A acusação refere que os arguidos “omitiram o pagamento dos impostos devidos vendendo os automóveis indevidamente pelo regime da margem, emitindo faturas com valores de IVA inferiores aos legalmente devidos, ou vendendo os automóveis sem qualquer fatura”.

De acordo com a investigação, durante este período, foram contabilizadas 209 aquisições de automóveis em países da União Europeia no valor de mais de 2,5 milhões de euros e a sua venda em território nacional em valor superior a quatro milhões de euros.

“Em consequência dessa atuação, os arguidos deixaram de entregar ao Estado IVA no valor de 755.183,22 euros”, refere a nota da PGRP.

O MP deduziu ainda um pedido de perda de vantagens da atividade criminosa e pedido de indemnização civil, em representação do Estado, tendo sido decretados arrestos preventivos para acautelar a perda das vantagens criminosas alcançadas pelos arguidos.

Ainda segundo a nota da PGRP, dois dos arguidos, principais mentores da atividade criminosa, estão sujeitos a medidas de coação de proibição de contactos, de se ausentarem do país e de caução.

Ministério Público acusou quatro diretores de organismos da Segurança Social do Porto

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foto: João Polónia / Notícias em Direto

O Ministério Público (MP) acusou quatro diretores de organismos do Centro Distrital da Segurança Social do Porto pela prática de crimes de denegação de justiça e prevaricação, informou a Procuradoria-Geral Regional do Porto.

Numa nota divulgada na sexta-feira na sua página na internet, a PGRP refere que os quatro arguidos têm todos cargos diretivos em organismos do Centro Distrital do Porto do Instituto da Segurança Social.

Os factos remontam ao período entre 2014 e 2016 e estão relacionados com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 33/2014, de 04 de março, que instituiu um novo regime sancionatório aos estabelecimentos de apoio social e clarificou a sujeição das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), com ou sem acordo de cooperação, a este regime sancionatório.

O despacho da acusação, datado de 30 de dezembro de 2024, refere que os arguidos “decidiram obstar à instauração de processos contraordenacionais contra as IPSS abrangidas” por esta legislação.

Nesse sentido, diz o MP, os arguidos “deram ordens expressas aos técnicos/colaboradores seus subordinados, para que não noticiassem as infrações de que tinham conhecimento, através do registo de participações no sistema informático em uso na Segurança Social (SISS- CO)”.

Em consequência da ausência de tal registo, os arguidos conseguiram impedir o prosseguimento como processos de contraordenação das irregularidades detetadas por aqueles funcionários subordinados, adianta a nota da Procuradoria.

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