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Domingo, Julho 12, 2026
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Despedimentos coletivos nas grandes empresas duplicam até novembro

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O número de despedimentos coletivos abrangendo grandes empresas mais do que duplicou até novembro, face ao período homólogo, totalizando os 41, e está em máximos de 2014, segundo os cálculos da Lusa com base nos dados da DGERT.

Este valor compara com os 16 despedimentos coletivos em grandes empresas registados em igual período do ano anterior.

Assim, o número de grandes empresas abrangidas por despedimentos coletivos mais do que duplicou no espaço de um ano, tendo registado uma subida de 156%, de acordo com os cálculos da Lusa com base nos dados da DGERT. É também mais do dobro de todo o ano de 2023 (18).

No total, o número de despedimentos coletivos comunicados pelas empresas ao Ministério do Trabalho subiu 14,7% até novembro, em comparação com o período homólogo, para 444.

Este valor supera o total registado em 2023 (431) e é também um máximo de 2020, período em que alcançou as 698 empresas.

Destes 444 despedimentos coletivos comunicados nos primeiros 11 meses de 2024, 150 eram de microempresas, 196 de pequenas empresas, 57 de médias empresas e de 41 grandes empresas, segundo os últimos dados divulgados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT).

Através da análise dos dados da DGERT, é possível constatar que as microempresas e pequenas empresas continuam a representar o maior número de despedimentos coletivos comunicados ao Ministério do Trabalho.

Não obstante, é possível verificar que os despedimentos coletivos que envolvem grandes empresas estão a aumentar há dois anos seguidos e em máximos de 2014.

Nos primeiros 11 meses deste ano, o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos aumentou 76% até novembro, face a igual período do ano anterior, totalizando os 5.725. Deste total, 5.403 foram efetivamente despedidos.

Na segunda-feira, a coordenadora do Bloco de Esquerda apresentou um “pacote de medidas de emergência” para combater a “vaga silenciosa de despedimentos coletivos” no país e que inclui a reversão de algumas medidas impostas pela ‘troika’.

No final de outubro, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social já tinha apontado que o aumento do número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos é preocupante e assegurou que o Governo estava a “acompanhar” a situação.

Scolari e Fernando Santos convencidos da boa forma de Ronaldo no Mundial2026

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foto: Arlindo Homem

Os ex-selecionadores de futebol de Portugal Luiz Felipe Scolari e Fernando Santos mostraram-se esta segunda-feira convencidos de que Cristiano Ronaldo vai jogar o Mundial2026 e se irá apresentar em bom plano, aos 41 anos de idade.

“Está a fazer um ano muito bom. Estive há pouco tempo na Arábia Saudita e conversei com o Cristiano. Tem desenvolvido tudo o que o leva à condição dele e vai estar em condições para que o Roberto [Martínez] o chame”, sublinhou Luiz Felipe Scolari, em declarações aos jornalistas à margem do jantar que vai encerrar as comemorações dos 110 anos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na Cidade do Futebol, em Oeiras.

Um triunfo português no Mundial2026 “não depende apenas do Cristiano”, apontou o brasileiro, que levou a seleção portuguesa à final do Euro2004, no qual era o anfitrião, e às meias-finais do Mundial2006, numa altura em que não existia Cidade do Futebol e o presidente era Gilberto Madaíl.

“Não digo que seria melhor, uma vez que, no nosso tempo, com algumas dificuldades, era muito bom também. Foram tempos muito bons. Não tinha tudo isto, mas tinha outras coisas que nos impulsionavam e conseguíamos o que hoje Portugal tem”, disse.

Luiz Felipe Scolari revelou que continua a acompanhar a equipa das ‘quinas’ e que ainda canta o hino quando o ouve, algo que Fernando Santos naturalmente também o faz, depois de levar Portugal às conquistas do Euro2016 e da Liga das Nações de 2019.

Atualmente selecionador do Azerbaijão, Santos voltou a dizer que Cristiano Ronaldo “é o melhor jogador do mundo” e, portanto, não duvida da presença do capitão da seleção no Mundial2026.

“Sempre esperei que estivesse a um nível alto até tarde e não tenho dúvida nenhuma de que vai estar no Mundial. Vai dar o seu máximo para conquistar mais um título por Portugal. É o melhor jogador do mundo, ponto final parágrafo”, afirmou o antecessor de Roberto Martínez, que deixou o comando da equipa das ‘quinas’ após o Mundial2022.

Há 25 mortos e 23 desaparecidos em Los Angeles com três grandes fogos por conter

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Quase uma semana depois do início dos incêndios em Los Angeles, há 25 mortos confirmados e 23 desaparecidos e uma situação que permanece volátil, com ameaça de agravamento do vento e três fogos por controlar.

O maior incêndio, em Pacific Palisades, está com um nível de contenção de apenas 14%, sendo o maior e mais destrutivo no condado, onde morreram oito pessoas.

O fogo de Eaton, em Altadena (perto de Pasadena) está 33% contido numa altura em que já estão confirmadas 17 mortes. Em Sylmar, o fogo de Hurst é o que está mais próximo de ser controlado, com a contenção em 95%.

Há pelo menos 2.500 operacionais a combater os fogos em Los Angeles, o que inclui Guarda Nacional e bombeiros vindos do México e Canadá. Depois de alguma acalmia nos ventos de Santa Ana que fizeram deflagrar estes fogos, o condado está novamente sob aviso vermelho durante os próximos dois dias.

“Condições climáticas críticas elevadas para incêndio continuarão até quarta-feira”, avisou o chefe do Corpo de Bombeiros do Condado de Los Angeles, Anthony C. Marrone. “Esses ventos, combinados com baixa humidade, manterão a ameaça de incêndio em todo o Condado de Los Angeles muito alta.”

A chefe do Corpo de Bombeiros da cidade de Los Angeles, Kristin Crowley, garantiu que o departamento está focado em “conter os incêndios, salvar vidas e proteger propriedades”.

O centro de operações de emergência anunciou que a cidade de Los Angeles está a trabalhar com a agência federal FEMA para abrir centros de recuperação de desastre que auxiliem os residentes afetados pelos fogos. Pelo menos 180 mil pessoas tiveram de se evacuar e muitas perderam as casas, estimando-se que 12.000 edifícios tenham ardido nos principais incêndios.

O primeiro centro de recuperação vai abrir na quarta-feira, 15 de janeiro, no parque de investigação da Universidade UCLA.

As estimativas apontam agora para prejuízos na ordem dos 250 mil milhões de dólares, podendo este tornar-se o pior incêndio da história da Califórnia em termos de número de estruturas ardidas e perdas económicas, segundo o meteorologista chefe da AccuWeather, Jonathan Porter.

O líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse que as ajudas federais à Califórnia no rescaldo deste desastre vão depender de certas condições, algo que é incomum no Congresso, que habitualmente aprova ajuda de emergência sem condições aos estados afetados.

Chega propõe destituição da Mesa da AM de Lisboa após chumbo do Tribunal Constitucional

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O partido Chega na Assembleia Municipal de Lisboa propôs esta segunda-feira a destituição da Mesa deste órgão deliberativo do município, na sequência da decisão do Tribunal Constitucional de inviabilizar o referendo sobre o alojamento local na capital.

A proposta de destituição da Mesa da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), sob presidência de Rosário Farmhouse (PS), foi apresentada ontem pelo partido Chega na reunião da conferência de representantes dos grupos municipais, na sequência do chumbo por parte do Tribunal Constitucional (TC) da proposta de referendo local contra o alojamento local (AL) na capital.

Em comunicado, o grupo municipal do Chega justificou a apresentação da proposta de destituição da Mesa da AML, que ainda tem de ser discutida e votada em plenário, com o posicionamento do partido, que, “desde o início, foi contra o conteúdo” da iniciativa popular de referendo local sobre o AL em Lisboa, promovida pelo Movimento Referendo pela Habitação.

No âmbito da deliberação de remeter a iniciativa popular ao TC, a AML foi alertada, “expressamente, para o incumprimento do procedimento administrativo e, portanto, para a patente ilegalidade da proposta, corroborada pela Mesa”, afirmou o Chega.

“Como se veio a concluir pela decisão do TC, o Chega tinha razão e trata-se agora de tirar as consequências políticas relativamente a quem não quis ou não soube cumprir a lei e a Constituição da República Portuguesa”, expôs.

Além do partido Chega, os grupos municipais do PSD e do CDS-PP responsabilizaram a presidente da AML pela decisão do TC, enquanto a Iniciativa Liberal (IL) defendeu mesmo a demissão de Rosário Farmhouse.

PSD, CDS-PP, IL, PPM, Aliança e Chega votaram contra o envio ao TC desta iniciativa popular para um referendo local sobre AL, mas a proposta foi viabilizada, por maioria, em 03 de dezembro, com votos a favor de PS, BE, PEV, PAN, Livre e dois deputados não inscritos (Cidadãos por Lisboa, eleitos pela coligação PS/Livre), e as abstenções de PCP e MPT.

Em causa está a decisão do TC, datada de 03 de janeiro, sobre a proposta de um referendo local sobre o AL em Lisboa, em que determinou “não dar por verificada a legalidade” desta iniciativa popular devido à ausência de “um controlo efetivo das assinaturas” necessárias, à falta de um parecer do presidente da Câmara de Lisboa sobre o assunto e por considerar que as perguntas formuladas, inclusive quanto à proibição de estabelecimentos de alojamento local em imóveis destinados a habitação, “são inequivocamente desconformes com o quadro legal”.

Esclarecendo o seu papel neste caso, a presidente da AML defendeu que a verificação prévia de todas as assinaturas para um referendo sobre o AL na capital impossibilitaria a entrega do processo no TC dentro do prazo legal.

“Para a decisão de entregar todo o processo no Tribunal Constitucional sem pedir a verificação das novas assinaturas concorreu o facto de que, nos termos da lei portuguesa, a verificação das assinaturas dos subscritores da iniciativa popular é facultativa e não obrigatória”, afirmou o gabinete da presidente da AML, Rosário Farmhouse (PS), em resposta à agência Lusa.

De acordo com o Regime Jurídico da Referendo Local (RJRL), as assembleias “podem solicitar” aos serviços competentes da administração pública a verificação administrativa, por amostragem, da autenticidade das assinaturas e da identificação dos subscritores da iniciativa popular.

Pronunciando-se sobre a decisão do TC, a presidente da AML realçou que o acórdão deste órgão constitucional reconhece que “o pedido foi apresentado em tempo e o processo mostra-se regularmente instruído”.

Para Rosário Farmhouse, “este aspeto do tempo não é despiciente”, uma vez que, segundo o RJRL, a deliberação sobre a realização do referendo, que compete à assembleia municipal, “é obrigatoriamente tomada” no prazo de 30 dias, no caso de se tratar de uma iniciativa popular.

Após a decisão inicial do TC, o Movimento Referendo pela Habitação reformulou a proposta, para a submeter novamente a este órgão constitucional.

Fadista Fernanda Maria morre aos 87 anos

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A fadista Fernanda Maria morreu hoje em Lisboa, aos 87 anos, disse à agência Lusa a poetisa Maria de Lourdes de Carvalho, amiga da intérprete de êxitos como “Não Passes com Ela à Minha Rua” ou “Saudade Vai-te Embora”.

Fernanda Maria Carvalheda Silva, de seu nome completo, nasceu em Lisboa, a 06 fevereiro de 1937, e criou “fados que perduram na memória”, senhora de uma voz “límpida e segura”, como afirmou o júri do Prémio Amália, que a distinguiu em 2007 com o Prémio de Carreira.

Solução para trânsito no Grande Porto passará pela circulação de pesados na CREP

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A solução para o trânsito no Grande Porto passará pela circulação de pesados na Circular Regional Externa do Porto (CREP), mas não só, disse hoje aos jornalistas o presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP), Eduardo Vítor Rodrigues.

“De facto, passa por olharmos para a CREP [também denominada A41] como um instrumento de mobilidade, sobretudo dos pesados, e dos pesados de mercadorias, e isso, a ser assim e a consumar-se, vai significar um passo de gigante que é dado com coragem por parte do Governo e do ministro [das Infraestruturas e Habitação] Miguel Pinto Luz”, disse hoje aos jornalistas Eduardo Vítor Rodrigues, na sede da AMP.

Eduardo Vítor Rodrigues falava à margem da cerimónia de assinatura da escritura da Transportes Metropolitanos do Porto (TMP), empresa constituída para gerir o sistema de bilhética Andante e a rede de autocarros Unir.

O também autarca socialista de Vila Nova de Gaia disse que a solução “vai consumar aquilo que há vários anos os autarcas da Área Metropolitana do Porto vêm pedindo”, e, questionado sobre se a solução visava desportajar os pesados na CREP, o autarca admitiu que “não será apenas” isso.

“Nós fomos contactados pelo ministro, temos estado a trabalhar, no fim a decisão é uma decisão do Governo e do ministro, e portanto ir mais longe já me inibo, porque acho que quem tem de apresentar a solução é mesmo o Governo”, indicou.

Porém, o autarca considerou que “a solução é boa” e “sistémica, no sentido de não significar apenas uma medida isolada”.

Questionado sobre se também haverá um ajustamento nas portagens na autoestrada A4 no Grande Porto, o líder da AMP disse que a retirada de portagens “significa sempre um trabalho que é, mais do que de mobilidade, de finanças, porque significa a alteração das regras de concessão”.

“Muitas vezes aquilo que nós podemos ambicionar é complementar isso com portagens virtuais, por exemplo. Mas o Governo tem uma solução estudada. Acho que essa solução vai validar a solução que o presidente [da Câmara do Porto] Rui Moreira e eu próprio temos vindo a anunciar, ou a pedir e solicitar ao Governo”, disse, sem concretizar totalmente qual será o anúncio do executivo.

Em causa está um estudo de 2020 que envolveu a Infraestruturas de Portugal (IP), a secretaria de Estado das Infraestruturas e as autarquias do Porto, Maia e Matosinhos que propunha a relocalização de algumas portagens na A4 e A28, mas que não chegou a avançar.

Segundo o autarca, “ouvir os operadores e as empresas que operam no transporte de mercadorias é muito importante, porque permitiu discutir com eles e fazer-lhes perceber que às vezes produzir mais quilómetros pode não significar ter mais despesa, pode significar tão só poupar em minutos”.

A presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, já tinha afirmado no início deste mês que o ministro das Infraestruturas tem reunido com os autarcas sobre o tema e que em breve deverá apresentar propostas.

Miguel Pinto Luz prometeu, em setembro, uma “solução definitiva” quanto ao tráfego na Via de Cintura Interna (VCI), no Porto, até final do ano passado, após se reunir com os autarcas da área metropolitana.

De acordo com o governante, o tema do trânsito na VCI e nas vias que a alimentam é uma “prioridade total” para o executivo PSD/CDS-PP, apesar de ainda não haver qualquer decisão definitiva tomada.

A 20 de novembro, em declarações ao Porto Canal, Pinto Luz reiterou que haverá uma solução para a VCI até ao final do ano mas que “pode ser, ainda, uma primeira fase da solução final”.

Liga Portugal 2: Felgueiras vence Paços de Ferreira e sobe ao 11° lugar da classificação

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

Numa das partidas que ditou o arranque da Jornada 16 da Liga Portugal 2 Meu Super, o FC Felgueiras recebeu o FC Paços de Ferreira.

A turma de Agostinho Bento vinha de uma categórica vitória em Oliveira de Azeméis e quis, com a superioridade que demonstrou durante toda a partida, voltar a somar 3 pontos.

Aos 19 minutos de jogo chegou o momento decisivo da partida. Vasco Moreira inaugura o marcador no Estádio Dr. Machado de Matos, após assistência de Pedro Rosas.

Num breve resumo às oportunidades criadas por ambos os emblemas, destaque para o golo anulado aos homens da casa, devido a um fora de jogo assinalado a Carlos Eduardo. José Rodrigues necessitou de recorrer ao VAR, que verificou que o avançado brasileiro estava nove centímetros adiantado.

Com esta vitória, o FC Felgueiras subiu ao 11° Lugar e vai a Portimão na próxima jornada. O FC Paços de Ferreira ocupa o 15° posto e vai receber o CD Mafra, num confronto crucial para as contas da manutenção.

No final da partida Vasco Moreira recebeu o prémio de homem do jogo.

texto e foto por Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

PSP registou em 2024 mais oito mortes na estrada do que no ano anterior

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A PSP registou no ano passado 79 mortes em acidentes rodoviários, mais oito do que em 2023, divulgou a força de segurança.

Em 2024, ocorreram na área da intervenção da PSP, os centros urbanos, 58.434 acidentes, mais 801 do que no ano anterior, dos quais resultaram 803 feridos graves (+18) e 18.221 ligeiros (+677). No total, houve no ano passado 19.024 feridos (+695).

Na nota, a PSP aponta a “infração e/ou desrespeito pelas regras e sinais de trânsito” com um dos fatores relevantes “para a ocorrência da maioria dos acidentes de viação”.

No ano passado, a força de segurança contabilizou 8.547 detenções de condutores, 4.604 dos quais por estarem alcoolizados e 3.943 por não terem carta de condução.

Dos 207.330 testes de alcoolemia realizados, 3.818 culminaram em autos de contraordenação por condução sob o efeito do álcool. Destes, “825 dizem respeito a condutores aos quais se aplica taxa reduzida”, por serem motoristas profissionais ou terem carta há menos de três anos.

Entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2024, foram ainda detetados 30.414 veículos em excesso de velocidade, “um dos principais fatores da sinistralidade rodoviária”.

A falta de inspeção periódica obrigatória (19.289 situações) e de seguro de responsabilidade civil (6.294), o uso de telemóvel ao volante (4.920) e a não utilização de cinto de segurança (2.677) e de outros sistemas de retenção (944) foram as restantes infrações mais detetadas.

“No total, foram registadas 199.149 contraordenações, o que equivale a uma média de cerca de 544 infrações por dia”, refere, no comunicado, a PSP.

Em 2025, a força de segurança promete continuar “atenta e vigilante em todas as estradas nacionais”, apelando a todos “que conduzam em segurança e não adotem comportamentos” de risco.

Sismo de 3,4 na escala de Richter registado na ilha açoriana da Terceira

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Um sismo com magnitude 3,4 na escala de Richter e epicentro a cerca de 34 quilómetros a sudoeste da São Sebastião, na ilha Terceira, foi sentido na madrugada de domingo, revelou o CIVISA.

De acordo com o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) o evento foi sentido às 02.01 dos Açores (mais uma hora em Lisboa).

O sismo foi sentido com intensidade máxima III na Escala de Mercalli Modificada na Terra Chã, no concelho de Angra do Heroísmo.

De acordo con a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.

Com uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é sentido dentro de casa e os objetos pendentes baloiçam, sentindo-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, descreve o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na sua página da Internet.

Já com uma intensidade IV, considerada moderada, “os objetos suspensos baloiçam, a vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada de uma bola pesada nas paredes, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem, os vidros e loiças chocam ou tilintam e na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem”, segundo o IPMA.

Autarca do Equador baleado com cinco tiros morre no hospital

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Eber Ponce, presidente da câmara de Arenillas, um município no sul do Equador muito próximo da fronteira com o Peru, morreu depois de ter sido atingido por cinco tiros num ataque por alegados sicários.

O ataque ocorreu no sábado, quando Ponce viajava num veículo, horas depois de ter participado numa atividade de ciclismo na cidade, que pertence à província de El Oro, na costa sul do Equador.

O governador da província de El Oro, onde se situa Arenillas, confirmou a morte de Ponce e exigiu “justiça e ação imediata para travar esta onda de violência”.

“Não podemos permitir que o medo e a insegurança continuem a roubar-nos vidas valiosas. El Oro merece paz e segurança”, disse Clemente Bravo, que participou na prova de ciclismo.

O chefe da polícia local, Christian Vivanco, disse que Ponce estava num carro municipal com um rapaz de 6 anos, que também ficou ferido, e com a mãe do rapaz, quando um homem numa motorizada disparou contra o veículo.

O autarca foi baleado cinco vezes, enquanto o menor foi atingido por um tiro. Ambos foram transferidos para um hospital público em Machala, capital de El Oro, disse Vivanco.

Dos cinco tiros, um deles atingiu o pulmão direito de Ponce, obrigando a uma cirurgia de emergência, disse a diretora de Saúde de Arenillas. Durante a cirurgia, Ponce sofreu uma paragem cardíaca e acabou por morrer, lamentou Juanita Arce.

O atentado ocorreu em plena campanha para as eleições gerais de 09 de fevereiro e horas depois da candidata presidencial socialista Luisa González estar em Machala, cidade que o Presidente e recandidato Daniel Noboa também planeia visitar.

Vicanco disse não saber se Ponce tinha sido ameaçado, mas acrescentou que agentes dos serviços de informação já estão em Arenillas para recolher informações que possam levar à detenção dos responsáveis pelo ataque.

O presidente da Associação de Municípios do Equador, Patricio Maldonado, rejeitou o incidente, na rede social X, e exigiu “justiça, segurança e paz” ao governo de Noboa.

“Não é justo que trabalhar para as nossas cidades se torne um risco para as nossas vidas e as das nossas famílias. Isso magoa-nos e enche-nos de indignação”, disse Maldonado.

No início de 2024, Noboa declarou o estado de emergência e um “conflito armado interno” contra o crime organizado, responsável por um aumento da violência, que fez do Equador o país com a taxa de homicídios mais elevada da América Latina, com 47,2 por 100 mil habitantes em 2023.

A onda de homicídios também já tirou a vida de outros três presidentes de câmara, bem como de diretores de prisões, e Fernando Villavicencio, um antigo jornalista que se manifestou contra a corrupção e que era candidato às presidenciais de 2023.

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