17.4 C
Caldas da Rainha
Sexta-feira, Julho 10, 2026
Início Site Página 161

Espanha/Cheias: Novo protesto em Valência juntou 25 mil pessoas

0
DR

Pelo menos 25 mil pessoas manifestaram-se este sábado no centro de Valência, em Espanha, para pedir a demissão do presidente do governo regional, Carlos Mazón, pela “gestão negligente” na reconstrução da cidade depois das cheias de outubro.

Esta foi a quarta manifestação convocada por mais de 200 organizações cívicas, sociais e sindicais da Comunidade Valenciana, para exigir a saída de Mazón, dando desta vez especial destaque à associação cultural La Nova Muixeranga, em representação do setor cultural afetado pelas intempéries de há três meses.

De acordo com a Delegação do Governo da Comunidade Valenciana, o protesto de ontem contou com pelo menos 25 mil manifestantes.

Na ação reivindicativa de hoje foi ainda feito um minuto de silêncio pelas vítimas e foi lido um manifesto no qual estava escrito “Mazón, demissão, Mazón para a prisão”.

Três meses após as inundações de 29 de outubro no leste de Espanha, em que morreram pelo menos 232 pessoas, há ainda ruas com lodo e só foram dados “os primeiros passos” do “trabalho titânico” de reconstrução.

A plataforma que integra mais de 200 entidades da região de Valência, que convocou a manifestação de hoje, critica a gestão das autoridades públicas no dia do temporal, em que falharam os alertas, e na resposta que se seguiu.

O principal alvo dos protestos continua a ser o governo regional, liderado por Carlos Mazón, do Partido Popular (PP, direita), mas nas manifestações anteriores ouviram-se também críticas ao executivo central, que tem à frente o socialista Pedro Sánchez.

Sánchez reconheceu na semana passada que, neste momento, “o mais importante é agilizar as ajudas” e que há ainda “muito por fazer” na reconstrução das áreas afetadas pelas inundações, “uma corrida de fundo” e “um trabalho titânico” em que “só foram dados os primeiros passos”.

Nas manifestações já realizadas em Valência saíram à rua dezenas de milhar de pessoas: 130 mil em 09 de novembro, 100 mil em 30 de novembro e 80 mil em 29 de dezembro, segundo dados da Delegação do Governo (a entidade que autoriza os protestos e é responsável por acionar um dispositivo de segurança).

Moradores exigem melhoria das vias paralelas ao IP8 em Santiago do Cacém

0
DR

Moradores das freguesias de São Francisco da Serra e Santa Cruz, no concelho de Santiago do Cacém, exigiram que sejam garantidos os acessos às ligações paralelas ao Itinerário Principal (IP)8, que está a ser intervencionado.

Numa ação de sensibilização, que se realizou hoje na zona do Roncão, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, perto de vinte pessoas, entre moradores, proprietários de terrenos e autarcas, alertaram para a degradação daquelas vias, que se agravou com o início das obras.

“A nossa maior preocupação é o futuro da nossa vida no dia-a-dia, não só no decorrer desta obra, mas também depois da obra concluída, uma vez que o projeto não contempla as acessibilidades às nossas casas e as vias paralelas não estão contempladas com qualquer reparação ou alargamento”, disse à agência Lusa Nelson Pereira, um dos promotores da iniciativa.

A obra, a cargo da Infraestruturas de Portugal (IP) e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), “prevê a melhoria das condições de circulação e segurança”, com a duplicação do troço do IP8 para perfil de autoestrada, com cerca de 15 quilómetros, entre o nó de Roncão e Relvas Verdes, no concelho de Santiago do Cacém.

“Não estamos preocupados com a obra, porque percebemos que tem de ser feita e é desejada por todos os habitantes, mas em causa está o que fica no pós obra para nos deslocarmos para as nossas próprias casas”, explicou.

Em causa estão dezenas de pessoas que, todos os dias, utilizam estas vias e que temem “ficar mais isolados e com menos condições” devido a uma obra que “significa mais desenvolvimento” para a região.

“Ficamos com ‘caminhos de cabra’, não são caminhos que sirvam a mobilidade de forma correta e que permitam uma assistência em emergência da forma necessária”, exemplificou o utente.

Em outubro de 2024, os moradores lançaram um abaixo-assinado a exigir melhorias nas vias rurais paralelas àquele itinerário “com a colocação de pavimento duradouro, em alcatrão ou similar” tendo recolhido mais de 600 assinaturas.

A este propósito, também o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, pediu uma reunião “com caráter de urgência” ao secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, mas até ao momento sem resposta.

No entender do autarca, também presente na ação, “estão em causa direitos básicos” relacionados “com a acessibilidade das pessoas às suas habitações”, além das questões “de segurança e de acesso ao socorro”.

“Foi-me relatado um episódio de uma ambulância que teve muitas dificuldades em chegar a casa” de uma utente, lamentou.

Considerando que todo o processo tem sido tratado com “desleixo” por parte das entidades responsáveis, o autarca disse não compreender como é que, “após sucessivos alertas”, a população “continua sem qualquer resposta”.

No decorrer da ação, os moradores decidiram que vão “aguardar pela resposta” do Governo ao pedido de reunião e admitiram avançar com “ações mais extremadas” ou “outras formas de manifestar” as suas preocupações.

A agência Lusa pediu, por escrito, esclarecimentos à Infraestruturas de Portugal, mas até ao momento não obteve resposta.

FC Porto-Sporting da 21.ª jornada da Liga joga-se na sexta-feira 07 de fevereiro

0
foto: Arlindo Homem

O clássico entre FC Porto e Sporting, o desafio grande da 21.ª jornada da Liga de futebol, foi agendado para sexta-feira, 07 de fevereiro, às 20:15, no Estádio do Dragão.

Enquanto os ‘leões’, atuais líderes isolados, com 47 pontos em 19 jornadas, visitam os ‘dragões’, que são terceiros, a seis pontos, o Benfica, atual segundo, também a seis pontos, recebe, no dia seguinte, o Moreirense, às 18:00, no Estádio da Luz.

A ronda principia na Invicta e termina na segunda-feira em Arouca, com a visita do Rio Ave, às 20:15.

Na jornada 22, o Sporting atua em casa, precisamente frente ao Arouca, às 20:30 de sábado (16 de fevereiro), conhecendo já o desfecho do Benfica no recinto do Santa Clara, às 18:00, horas de Lisboa.

O FC Porto joga somente no domingo, deslocando-se ao Algarve para defrontar o Farense, às 18:00.

O Boavista-Estrela da Amadora abre a ronda na sexta-feira, às 20:30, enquanto a mesma encerra na segunda-feira, com o Gil Vicente-Famalicão, às 20:15.

Programa da 21.ª jornada:

  • Sexta-feira, 07 fev:

FC Porto – Sporting, 20:15

  • Sábado, 08 fev:

AVS – Santa Clara, 15:30

Benfica – Moreirense, 18:00

Famalicão – Vitória de Guimarães, 20:30

  • Domingo, 09 fev:

Farense – Nacional, 15:30

Estoril Praia – Boavista, 15:30

Sporting de Braga – Gil Vicente, 18:00

Casa Pia – Estrela da Amadora, 20:30

  • Segunda-feira, 10 fev:

Arouca – Rio Ave, 20:15

Programa da 22.ª jornada:

  • Sexta-feira, 14 fev:

Boavista – Estrela da Amadora, 20:15

  • Sábado, 15 fev:

Nacional – Estoril Praia, 15:30

Moreirense – Casa Pia, 15:30

Santa Clara – Benfica, 17:00 locais (18:00, horas de Lisboa)

Sporting – Arouca, 20:30

  • Domingo, 16 fev:

Rio Ave – AVS, 15:30

Farense – FC Porto, 18:00

Vitória de Guimarães – Sporting de Braga, 20:30

  • Segunda-feira, 17 fev:

Gil Vicente – Famalicão, 20:15

PSD diz que PS deu “cambalhota monumental” com propostas à lei da imigração

0
DR

O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, considerou recentemente que o Partido Socialista deu “uma cambalhota monumental do ponto de vista político” com a apresentação das propostas de alteração à lei da imigração.

“Estamos perante uma cambalhota monumental do ponto de vista político por parte do Partido Socialista”, afirmou o secretário-geral do PSD.

Hugo Soares, que falava aos jornalistas à entrada para um jantar de Reis em São João da Madeira, saudou, no entanto, o PS por “voltar com as suas convicções atrás e alinhar com políticas modernas, de integração e humanistas”.

O secretário-geral do PSD recorreu “a uma célebre frase” para caracterizar as propostas apresentadas pelos socialistas: “boas e novas”.

“Estamos perante um problema hoje é que as novas não me parecem muito boas e as boas não me parecem novas”, afirmou, dizendo também ser preciso saber “se estas medidas são do PS ou apenas de Pedro Nuno Santos”.

Sem avançar que me medidas são “boas ou más”, Hugo Soares afirmou que compete agora à Assembleia da República trabalhar e dialogar com os restantes partidos sobre esta matéria.

“Nos próximos dias teremos oportunidade de as discutir e sobre cada uma delas dizer o que o PSD, em sede própria na Assembleia da República, concorda ou não concorda”, disse.

Uma semana depois da entrevista ao Expresso na qual admitiu que não se fez tudo bem sobre o tema da imigração nos últimos anos em Portugal, e que lhe valeu críticas internas, o líder do PS, Pedro Nuno Santos, apresentou hoje, em conferência de imprensa, as propostas de alteração do partido no âmbito da apreciação parlamentar do decreto de lei do Governo PSD/CDS-PP, que revogou os procedimentos de autorização de residência assentes em manifestações de interesse.

Pedro Nuno Santos classificou as propostas do partido para a imigração como um “contributo positivo de aproximação” e disse esperar que o Governo “faça o mesmo”, considerando que a solução apresentada é “responsável e moderada para um tema difícil, desafiante e complexo”.

Entre as medidas está a criação de um canal adicional para integração no mercado de trabalho, explicando o líder do PS que o objetivo é evitar situações em que cidadãos estrangeiros com visto válido em Portugal tenham de regressar ao país de origem para regularizar a sua situação perante nova oportunidade de emprego.

Os socialistas defendem que devem ser dadas autorizações de residência para exercício de atividade profissional a titulares de algumas categorias de vistos, “desde que preencham os demais requisitos legais”, sendo aplicável a titulares de visto de curta duração para trabalho sazonal e de estada temporária em determinadas situações.

O líder do PS quer ainda uma maior intervenção da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), defendendo que as empresas que queiram recrutar trabalhadores estrangeiros possam organizar os processos de vistos e autorizações de residência diretamente com esta entidade, retirando pressão dos consulados.

O PS propõe que os vistos para procura de trabalho tenham uma data de agendamento no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) nos primeiros 30 dias após a entrada em Portugal, visando facilitar a integração dos migrantes e reduzir as situações de vulnerabilidade.

Pedro Nuno Santos explicou que o PS quer ainda reduzir os prazos de resposta e garantir que os pedidos de reagrupamento familiar podem ser feitos em qualquer altura.

Os socialistas sugerem que sejam reduzidos os prazos de respostas nas situações em que as empresas que querem empregar se disponham a dar acesso a casa, formação profissional e ensino da língua aos imigrantes,

Além da desmaterialização e simplificação de procedimentos, o PS quer ainda reforçar a promoção do ensino da língua portuguesa.

Quase 11.000 acidentes e 34 mortos nas estradas em janeiro

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Quase 11 mil acidentes rodoviários ocorreram nas estradas portuguesas no mês de janeiro que provocaram 34 mortos, um ligeiro aumento face ao mesmo período do ano passado, indicou a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

O relatório da sinistralidade da ANSR dá conta que, entre 01 e 30 de janeiro, se registaram 10.932 acidentes, 34 mortos, 134 feridos graves e 3.073 feridos ligeiros.

Em comparação com o mesmo mês de 2024, registaram-se mais 52 acidentes e mais um morto, enquanto os feridos graves e ligeiros diminuíram, menos 55 e 65 respetivamente.

No primeiro mês do ano ocorreram mais acidentes nas estradas no distrito de Lisboa, num total de 2.033, seguido do Porto (1.896), Aveiro (891) e Braga (854).

Também é no distrito de Lisboa onde se registaram mais vítimas mortais em janeiro (5), enquanto em Aveiro e Braga morreram em cada um dos distritos quatro pessoas devido aos acidentes.

A ANSR indica ainda que os feridos graves ocorrem na maioria dos distritos de Lisboa (27), Santarém (15) e Setúbal (13).

O número de mortos diz respeito às vitimas cujo óbito foi declarado no local do acidente ou a caminho do hospital.

Enfermeiro diretor designado para a Unidade de Saúde Local do Alto Minho coloca lugar à disposição

0
DR

O enfermeiro designado pelo Governo para o novo conselho de administração da Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM) afirmou à SIC Notícias que coloca o lugar à disposição após ser conhecida uma queixa por assédio sexual.

Nas declarações feitas à SIC Notícias após a Lusa ter noticiado que o enfermeiro foi alvo de uma queixa por assédio sexual em contexto laboral, na ULSAM, Luís Garcia disse estar a ser “alvo de uma cabala”, colocando à disposição o lugar de enfermeiro diretor para o qual tinha sido designado na quinta-feira pelo Governo.

A Lusa tentou, sem sucesso, ouvir o enfermeiro Luís Garcia sobre o caso.

Contactado pela Lusa, o recém-nomeado presidente do Conselho de Administração da ULSAM, José Cardoso, disse ter sabido pela comunicação social da queixa de assédio sexual contra o enfermeiro, bem como da decisão deste em colocar o lugar à disposição.

A Lusa noticiou hoje que o enfermeiro diretor designado pelo Governo para o novo conselho de administração da ULSAM está a ser alvo de um inquérito interno por assédio sexual em contexto laboral, segundo confirmou a própria ULSAM.

“Tendo em conta a gravidade das alegações e a responsabilidade da instituição no apuramento dos factos, foi esta quinta-feira instaurado um processo de inquérito interno com caráter de urgência”, adianta a ULSAM, numa resposta escrita enviada a Lusa.

A informação foi dada em resposta a questões da Lusa sobre a queixa de uma médica por assédio sexual alegadamente cometido por Luís Garcia, atualmente enfermeiro no hospital de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, e que na quinta-feira foi designado em Conselho de Ministros para um mandato de três anos como enfermeiro diretor do novo conselho de administração da ULSAM.

“A ULSAM confirma ter recebido uma denúncia sobre o profissional de saúde em questão”, indica a ULSAM na resposta à Lusa.

Foi “nomeado um instrutor externo à instituição para acompanhar o processo”, acrescentou a ULSAM.

A unidade de saúde manifestou-se ainda disponível para prestar “toda a colaboração que as autoridades judiciais entendam necessária no âmbito do processo em curso”.

Também na PSP de Viana do Castelo confirma ter recebido, na quarta-feira, uma queixa por assédio sexual numa unidade de saúde.

Fonte oficial do Comando da PSP de Viana do Castelo disse à Lusa que foi apresentada “uma queixa, de uma mulher contra um homem, por assédio sexual praticado em contexto laboral numa unidade de saúde de Ponte de Lima”.

O Governo aprovou na quinta-feira, em reunião do conselho de ministros, os nomes do novo conselho de administração da ULSAM, que será presidido por José Cardoso, substituindo de João Porfírio Oliveira.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, dos quais cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.

Marcelo tenciona marcar eleições presidenciais para 25 de janeiro de 2026

0
Presidência

O Presidente da República anunciou este sábado que tenciona marcar as eleições presidenciais de 2026 para 25 de janeiro, calhando uma eventual segunda volta em 15 de fevereiro, três semanas depois.

“Eu não posso ter preferência em matéria de candidatos presidenciais. Eu tenho um voto, exercerei o meu voto daqui por menos de um ano, no dia 25 de janeiro”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, em Campo Maior, no distrito de Portalegre.

O chefe de Estado deslocou-se a Campo Maior para as comemorações do 20.º aniversário da Associação Coração Delta, iniciativa que não consta da sua agenda divulgada à comunicação social.

Sobre as presidenciais de 2026, Marcelo Rebelo de Sousa antevê que serão “um momento muito intenso, pelo número de candidatos” e comentou que não se lembra de uma campanha presidencial “que tenha começado tão cedo”.

“Vai ser um tempo de grande debate, de grande reflexão dos portugueses, sobre o mundo, sobre a Europa, sobre Portugal, e com muito tempo para escolher”, acrescentou.

Todas as dez anteriores eleições presidenciais em democracia se realizaram em janeiro, excetuando as duas primeiras após o 25 de Abril de 1974, para as quais a Constituição de 1976 estabelecia prazos especiais, associadas ao início e termo da primeira legislatura.

As primeiras eleições foram em 27 de junho de 1976 e as segundas em 07 de dezembro de 1980.

As terceiras realizaram-se em 26 de janeiro de 1986. Foram as únicas até agora com uma segunda volta, que aconteceu em 16 de fevereiro de 1986.

As seguintes foram em 13 de janeiro de 1991, 14 de janeiro de 1996, 14 de janeiro de 2001, 22 de janeiro de 2006, 23 de janeiro de 2011, 24 de janeiro de 2016 e 24 de janeiro de 2021.

A Lei Eleitoral do Presidente da República estabelece que o chefe de Estado “marcará a data do primeiro sufrágio para a eleição para a Presidência da República com a antecedência mínima de 60 dias”.

Um eventual segundo sufrágio, se nenhum dos candidatos obtiver “mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco”, acontecerá “no vigésimo primeiro dia posterior ao primeiro” entre os dois candidatos mais votados – neste caso, será em 15 de fevereiro.

A lei impõe que tanto o primeiro como o eventual segundo sufrágio se realizem “nos 60 dias anteriores ao termo do mandato do Presidente da República cessante”, período que começa em 08 de janeiro de 2026, sendo a data de fim do mandato 09 de março.

As candidaturas podem ser apresentadas até “trinta dias antes da data prevista para a eleição” – neste caso, até 26 de dezembro – por “cidadãos eleitores portugueses de origem, maiores de 35 anos”, propostas por “um mínimo de 7.500 e um máximo de 15.000 cidadãos eleitores”.

O período oficial de campanha – que nos termos da lei “inicia-se no 14.º dia anterior e finda às 24 horas da antevéspera do dia marcado para a eleição” – será entre 11 e 23 de janeiro.

Havendo uma segunda volta, a campanha decorrerá “desde o dia seguinte ao da afixação do edital” com os resultados do primeiro sufrágio “até às 24 horas da antevéspera” da votação.

Presidenciais: João Soares declara apoio a Seguro que considera ser alvo de ‘bullying’ no PS

0
foto: Município de Óbidos (arquivo)

O antigo ministro e dirigente do PS João Soares declarou no sábado apoio a uma eventual candidatura presidencial de António José Seguro, que considera estar a ser alvo de “uma campanha de ‘bullying’ político” dentro do partido.

Numa mensagem publicada ontem de madrugada na sua página do Facebook, João Soares divulgou uma “declaração pessoal de interesses” sobre as eleições presidenciais de 2026: “Votarei em António José Seguro nas próximas eleições presidenciais. Se, como espero, ele, confirmando o que se afigura como certo a qualquer observador mesmo menos atento, decidir apresentar a sua candidatura”.

Quanto à posição a adotar pelo PS, o antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa entende que “poderá ser bom que os órgãos nacionais do PS possam debater a questão das eleições presidenciais”, desde logo na reunião da Comissão Nacional marcada para dia 08, “ouvindo direta e desejavelmente os eventuais candidatos, claro”.

“Também a Comissão Política Nacional a que pertenço, já agora, para aí poder exprimir a minha posição, que aliás já transmiti pessoalmente ao nosso secretário-geral. Mas, se houver mais de um socialista disposto a candidatar-se, penso que será incorreto e indesejável passar para umas dezenas de militantes decisões que na boa tradição republicana, socialista e laica devem ser do povo português”, acrescenta.

Segundo João Soares, António José Seguro, que foi secretário-geral do PS entre 2011 e 2014, “foi, e continua a ser, objeto de uma campanha de ‘bullying’ político, tentando diminuir e menosprezar por vezes de forma ignóbil as suas qualidades” por parte de “uma nomenklatura de vários quadrantes do PS”.

O antigo ministro da Cultura nomeia Augusto Santos Silva, ex-presidente da Assembleia da República, como “o mais histriónico e visível expoente” dessa campanha contra Seguro, feita “abaixo dos níveis mínimos de civilidade, dignidade e solidariedade” por “uma nomenklatura” que “não tolera que os privilégios políticos de que tem disposto sejam postos em causa”.

Com base nas sondagens, João Soares sustenta que Seguro “é hoje indiscutivelmente o melhor colocado na esquerda, e no centro esquerda, em termos de intenções de voto”, ainda sem ter “dado indicação expressa de que se candidata”.

O seu apoio a Seguro é justificado com “razões de respeito, confiança e amizade”, elogios ao seu “percurso pessoal político e cívico, desde a juventude até agora”, aos “valores do socialismo democrático” e ao modo como exerceu funções políticas e cívicas, no seu entender, com “provas de seriedade inquestionável”.

Membros da oposição interna do BE demitem-se da Comissão Política

0
foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

Os membros da oposição interna do Bloco de Esquerda (BE) Elisa Antunes, Gabriela Mota Vieira, Pedro Soares e Ricardo Salabert demitiram-se este sábado da Comissão Política do partido, que consideram “um órgão esvaziado das suas competências”.

De acordo com uma nota à comunicação social, estas demissões foram ontem apresentadas durante a reunião da Mesa Nacional do BE, órgão máximo do partido entre convenções, que decorre em Lisboa.

Nessa nota, “a recusa na última reunião da Comissão Política de constituição de uma comissão de inquérito para avaliação e apuramento de responsabilidades coletivas e individuais no processo de despedimento de funcionários” é apontada como a “gota de água que fez transbordar o copo”.

Os quatro membros da Comissão Política eleitos pela lista de oposição à direção do BE coordenada por Mariana Mortágua afirmam não querer “continuar a ser membros de um órgão esvaziado das suas competências e que, pela sua maioria, confere total cobertura a métodos, posições e decisões” em relação às quais “se consideram estranhos”.

“Enfrentar a crise que o Bloco atravessa exige coragem e humildade por parte da direção. Assumir erros implica, necessariamente, consequências que devem ser definidas de forma justa e fundamentada”, lê-se no texto.

A Mesa Nacional do BE elege de entre os seus membros uma Comissão Política, tendo em conta a proporcionalidade dos resultados eleitorais das diferentes moções apresentadas à Convenção Nacional, para tarefas de direção, representação e de aplicação das suas deliberações.

Vitória vence AVS e aproxima-se do sexto lugar do Casa Pia

0
O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva da repórter fotográfico Cristina Mendes

O Vitória Sport Clube venceu hoje na receção ao AVS por 2-0, em jogo da 20.ª jornada da I Liga de futebol, aproximando-se do sexto lugar ocupado pelo Casa Pia.

Depois de uma primeira metade sem qualquer golo, os vimaranenses, que interromperam uma série de sete jogos sem vencer, adiantaram-se aos 55 minutos, por Samu, tendo ampliado aos 78, através de Telmo Arcanjo, perante um AVS que tinha vencido na ronda anterior, mas voltou aos desaires.

Com este triunfo, o Vitória (Guimarães) sobe provisoriamente ao sétimo lugar, com 29 pontos, a um do Casa Pia, sexto, enquanto o AVS é para já 15.º, com 18 pontos, um posto acima da zona de descida.

Optimized by Optimole