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Algarve registou em 2024 o maior número de hóspedes de sempre

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O Algarve alcançou o maior número de hóspedes de sempre em 2024, com os estabelecimentos de alojamento turístico a acolher 5,2 milhões de visitantes, revelou a Região de Turismo do Algarve (RTA).

A RTA destaca também que, além do maior número de hóspedes de sempre na região, o aeroporto internacional Gago Coutinho, em Faro, atingiu o “maior registo da sua história”, superando os 9,8 milhões de passageiros em 2024.

“O Turismo do Algarve volta a bater recordes, consolidando a sua posição como principal destino turístico de Portugal. Em 2024, o número de hóspedes nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiu os 5,2 milhões, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 5,1 milhões registados em 2023”, salienta a RTA, em comunicado.

O registo obtido em 2024 representa um “crescimento de 2,6%”, comparativamente com o ano anterior, e “reflete a forte atratividade da região, impulsionada pelo aumento de hóspedes tanto residentes (+1,3%) como não residentes (+3%)”, indica a RTA.

A Região de Turismo algarvia assinala também que, em termos de dormidas, os números preliminares da atividade turística nacional em 2024, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram “um aumento de 1,9% face ao ano anterior, totalizando 20,7 milhões de dormidas”.

“Embora ainda ligeiramente abaixo do recorde pré-pandemia de 20,9 milhões, a região mantém-se como o principal destino turístico nacional, registando o maior número de dormidas no país”, aponta.

A evolução também foi positiva (mais 0,5 pontos percentuais) na ocupação por quarto no alojamento turístico da região, que se situou nos 58,6%, indica.

“Já na estada média, o Algarve manteve-se como a segunda região com maior duração das estadias, com 3,95 noites, apenas atrás da Região Autónoma da Madeira”, observa.

A RTA destaca ainda os mais de 9,8 milhões de passageiros comerciais que passaram pelo aeroporto de Faro em 2024, número que representa “o maior registo da sua história e um crescimento de 2% face a 2023”.

Os mercados turísticos que mais contribuíram para o aumento de passageiros em Faro foram o britânico, com 4,4 milhões de passageiros (mais 0,3%), o alemão, com 1,13 milhões (mais 9,7%), e o irlandês, com 967.000 passageiros (mais 7,9%), precisa.

O Algarve também teve um recorde de 1,46 milhões no número de voltas jogadas nos campos de golfe, em 2024, obtendo “um crescimento de 5%” comparativamente com o ano anterior, realça a RTA, apontando outubro (179.000 voltas), abril (162.000) e março (153.000) como os meses com maior procura para a prática da modalidade na região.

O presidente do Turismo do Algarve, André Gomes, citado no comunicado da RTA, considera que o “Algarve é um dos destinos turísticos mais completos da Europa” e que os recordes alcançados “refletem a confiança dos turistas no destino” e o “impacto positivo” que a atividade tem na economia regional e nacional.

Quase 22.700 funcionários públicos reformaram-se em 2024, número mais alto desde 2014

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imagem ilustrativa: DR

O número e funcionários públicos que se reformou em 2024 ascendeu a 22.681, sendo este o universo mais elevado dos últimos 10 anos, segundo os dados da execução orçamental esta sexta-feira divulgados.

A síntese da execução orçamental relativa ao ano de 2024 indica que a Caixa Geral de Aposentações (CGA) passou a ter 21.701 novos pensionistas por velhice e outros motivos, a que se somam mais 980 por invalidez, totalizando 22.681 e registando uma subida de 12% face ao ano anterior, quando as saídas por velhice e outros motivos ascenderam a 19.230, enquanto as por invalidez foram de 998, num total de 20.228.

Os novos reformados da CGA em 2024 correspondem ao universo mais elevado desde 2014, ano em que saíram da função pública por motivos de reforma 23.300 pessoas.

Os novos reformados da CGA registados em 2023 e 2024 revelam uma subida face os vários anos em que o universo anual médio de saídas rondou as 16 mil – com exceção para os anos de 2016 e 2017 em que as saídas foram inferiores, tendo sido de, respetivamente, 8.727 e 12.298.

A evolução das reformas é uma das consequências do envelhecimento dos trabalhadores da função pública. De acordo com o último Boletim Estatístico do Emprego Público (BOEP), em 30 de junho do ano passado, 66,5% dos postos de trabalho ocupados das administrações públicas correspondiam a trabalhadores com 45 e mais anos.

A mesma informação indicava também que, entre dezembro de 2011 e junho de 2024, a idade média dos trabalhadores da Administração Pública aumentou 4,9 anos (de 43,6 anos de idade em dezembro 2011 para 48,5 anos em junho 2024), havendo carreiras, como a de conservador de registo e oficial de registo e notariado, em que todos os trabalhadores têm mais de 40 anos.

Os dados hoje divulgados pela Direção-Geral do Orçamento (DGO) revelam também que o valor médio das novas pensões atribuídas em 2024 pela CGA foi de 1.706,81 euros, tendo aumentado 4,8% face ao ano anterior.

Entre os fatores que explicam a subida está o facto de as pessoas estarem a reformar-se com carreiras contributivas mais longas, afastando-se das saídas antecipadas devido às fortes penalizações em vigor.

O valor médio reflete também a tipologia de carreiras dos novos reformados.

Tribunal de Beja absolve 18 pessoas julgadas por tráfico de imigrantes no Alentejo

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O Tribunal de Beja absolveu na sexta-feira as 18 pessoas e as duas empresas que estavam a ser julgadas por associação criminosa, tráfico de pessoas e branqueamento de capitais, num processo que envolvia a alegada exploração de imigrantes.

Na sessão de leitura do acórdão, realizada ontem à tarde, a juíza presidente do coletivo indicou não terem ficado provados os factos de que os arguidos vinham pronunciados ao nível criminal.

Segundo o tribunal, o que ficou provado em julgamento foi a violação de regras laborais pelos arguidos, como o facto de não terem pago os montantes previamente acordados a título de salário a trabalhadores imigrantes.

No entanto, ressalvou a juíza, “não se provou o resto”, ou seja, que os arguidos angariaram, enganaram ou maltrataram trabalhadores.

Por isso, foram absolvidos dos crimes de associação criminosa, tráfico de seres humanos e branqueamento de capitais.

A juíza lembrou que havia elementos que indiciavam a prática destes crimes, mas no julgamento tal não foi consubstanciado.

Neste processo, foi apenas condenado a uma pena de multa 1.200 euros (200 dias à razão de seis euros diários), um dos arguidos pelo crime de detenção de arma proibida.

Um outro arguido que também estava acusado de detenção de arma proibida foi absolvido pelo coletivo de juízes, visto que foi considerado que os petardos que alegadamente tinha na sua posse não se enquadram no crime.

Este julgamento, que arrancou em 18 de novembro, envolveu 20 arguidos, dos quais 18 pessoas e duas empresas, pronunciados por diversos crimes devido à alegada exploração de imigrantes em herdades no Alentejo.

Todos os arguidos, a maioria romenos e moldavos, estavam pronunciados por um crime de associação criminosa e, quanto ao tráfico de seres humanos, cinco respondiam por 20 crimes, quatro por oito crimes e oito por sete crimes.

Alguns dos arguidos respondiam ainda por um crime de branqueamento de capitais e dois por detenção de arma proibida.

O caso remonta a 23 de novembro de 2022, quando a Polícia Judiciária (PJ) efetuou uma operação no distrito de Beja em que deteve dezenas de suspeitos “fortemente indiciados” por aqueles crimes, segundo foi então divulgado.

Na altura, a PJ indicou que os suspeitos integravam “uma estrutura criminosa dedicada à exploração do trabalho de cidadãos imigrantes”.

Segundo o Jornal de Notícias (JN), os arguidos deste julgamento fazem parte do processo megaprocesso, com 52 arguidos, originado por aquela “megaoperação da Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ”.

Novos Tempos: Apoiemos as brisas que sopram no Vaticano

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

O Papa Francisco surpreendeu muita gente, no dia 25 de janeiro, por ocasião da festa da Conversão de São Paulo, ao anunciar a disponibilidade da Igreja Católica para aceitar a alteração e definição de uma data consensual para a Páscoa cristã.

O anúncio foi feito, na Basílica Maior de São Paulo Extra-Muros, em Roma, numa celebração de caráter ecuménico, de encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, onde se reuniram diversos líderes e delegações fraternas de Igrejas cristãs.

Sabemos que a data da Páscoa é móvel e segue o critério definido pelo Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C., há 1700 anos. Este concílio definiu que a Páscoa seria celebrada no primeiro domingo de Lua Cheia após o equinócio da Primavera, nunca sendo antes de 21 de março, nem depois de 25 de abril.

Contudo, devido à utilização de dois calendários diferentes pelas Igrejas Cristãs: o calendário juliano (criado por Júlio César em 45 a.C.), seguido pelas Igrejas Orientais Bizantinas ou Ortodoxas; e o calendário gregoriano (criado pelo Papa Gregório XIII, em 1582 d.C.), seguido pela Igreja Católica Romana e Igrejas surgidas após a Reforma Protestante do séc. XVI, a Páscoa é quase sempre celebrada em datas diferentes.

Estes dois calendários têm um desfasamento de 13 dias, um em relação ao outro, fazendo com que os orientais, por vezes, celebrem a Páscoa nos finais de abril e inícios de maio, no calendário gregoriano.

Por feliz coincidência, este ano, a Páscoa será celebrada por todas as Igrejas cristãs, na mesma data, a 20 de abril. Por isso, o Papa Francisco sugeriu que deveria ser a oportunidade de se definir uma data comum, consensual, e que a Igreja Católica aceitaria a vontade da maioria, mesmo sabendo que ela reúne em si mais de 1200 milhões de fiéis em cerca de 2000 milhões de cristãos que existem no mundo.

Penso que seria uma boa oportunidade e um sinal de esperança que todos chegassem a acordo, pois a Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo é a solenidade mais importante do Cristianismo.

Há tempos, o Papa Francisco já tinha aflorado esta ideia de fixar a data da Páscoa, no primeiro domingo de Abril, pois é uma data mais próxima da verdade histórica, uma vez que Jesus de Nazaré morreu na véspera da Pascoa judaica a qual se comemora a 14 de Nisan, mês hebraico que corresponde aos nossos meses de março e abril.

A atitude de grande humildade do Papa Francisco é digna de registo, uma vez que temos de dar sinais de unidade e voltar à tradição sinodal e conciliar de ouvir todos os membros da Igreja. Todos, todos, todos… como diria o Papa, são a Igreja.

A Páscoa é a festa da passagem da escravidão para a liberdade; da morte para a vida; do gelo do inverno para o renascimento primaveril. Saibamos acolher estes ventos do Espírito e apoiemos as brisas que sopram no Vaticano.

Até do ponto de vista civil, haveria uma maior estabilidade na vida social, fixando mais as festas móveis, equilibrando os períodos escolares e pastorais. Tratemos das sementes de esperança para colher frutos de alegria e concórdia.

Sérgio Carvalho

MP investiga suspeitas de falsificação de auto da PSP na morte de Odair Moniz

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Ministério Público (MP) determinou a extração de certidão para investigação autónoma da alegada falsificação do auto de notícia da PSP, no âmbito da morte de Odair Moniz, na Cova da Moura, Amadora, em 21 de outubro de 2024.

A acusação do MP, a que a agência Lusa teve hoje acesso, diz que “no decurso das diligências de investigação realizadas, surgiu a suspeita de que o auto de notícia elaborado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) padece de incongruências e de inexatidões”.

A acusação sublinha que “uma das suspeitas que existe é, desde logo, quanto à autoria” do auto de notícia, “uma vez que o mesmo terá sido elaborado às 14:55 do dia 21 de outubro de 2024” pelo agente da PSP que disparou sobre a vítima.

“Sendo que este nessa data e hora se encontrava a ser sujeito a interrogatório pela Polícia Judiciária, diligência que se iniciou pelas 14:40 e terminou pelas 18:00 do dia 21 de outubro de 2024 e teve lugar na DLVT [Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo] – PJ, em Lisboa”, lê-se na acusação.

Nesse sentido, o MP adianta que, por despacho de 19 de dezembro de 2024, “foi extraída certidão para investigação autónoma destes factos”.

O agente da PSP está acusado do homicídio de Odair Moniz, punível com pena de prisão de oito a 16 anos.

O MP pediu ainda que “o arguido aguarde os ulteriores termos do processo sujeito à medida de coação de suspensão do exercício de profissão de agente da PSP”.

Neste momento, o agente da PSP está de baixa e não existe ainda data para que regresse ao trabalho, tendo sido transferido da esquadra onde estava a trabalhar na ocasião em que Odair Moniz foi morto.

Odair Moniz, cidadão cabo-verdiano de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, foi baleado por um agente da PSP na madrugada de 21 de outubro, no bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, distrito de Lisboa, e morreu pouco depois, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

De acordo com a versão oficial da PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e despistou-se na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria e isenta” para apurar responsabilidades, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

Nessa semana registaram-se tumultos no Zambujal e noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados e vandalizados autocarros, automóveis e caixotes do lixo, somando-se cerca de duas dezenas de detidos e outros tantos suspeitos identificados.

Além do processo judicial, estão a decorrer na Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) e na PSP processos de âmbito disciplinares.

Sporting de Braga afastado da Liga Europa apesar de vencer Lazio

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foto: Tiago Vieira / Notícias Em Direto

O Sporting de Braga despediu-se esta quinta-feira da Liga Europa em futebol, apesar de ter vencido em casa os italianos da Lazio, por 1-0, na oitava e última jornada da fase de liga da competição.

No Estádio Municipal de Braga, o avançado Ricardo Horta apontou, aos seis minutos, o único golo da partida, ‘selando’ o terceiro triunfo dos ‘arsenalistas’ na competição, ao qual se juntam um empate e quatro derrotas, tendo a equipa ‘arsenalista’ falhado o apuramento pra o play-off de acesso aos oitavos por um golo.

O Sporting de Braga fechou a primeira fase da competição, disputada por 36 equipas, na 25.ª posição, com 10 pontos, enquanto a Lazio, que somou a primeira derrota na prova, terminou na primeira posição, com 19.

FC Porto vence Maccabi Telavive e segue para o play-off de acesso aos ‘oitavos’ da Liga Europa

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O FC Porto, na estreia do treinador argentino Martin Anselmi, venceu ontem o Maccabi Telavive, por 1-0, na oitava e última jornada da fase de liga da Liga Europa de futebol, assegurando uma vaga no play-off de acesso aos oitavos de final.

O médio espanhol Nico González marcou o golo da vitória dos ‘dragões’, aos 58 minutos, em Belgrado, ‘casa’ emprestada do Maccabi para os jogos das competições europeias.

O FC Porto encerra a fase de liga da segunda competição europeia de clubes com 11 pontos.

Jaime Antunes deixa vice-presidência do Benfica e administração da SAD

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Jaime Antunes deixou a vice-presidência do Benfica e a administração da SAD ‘encarnada’, informou o clube e a sociedade desportiva benfiquista, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“O Sport Lisboa e Benfica informa que Jaime Antunes apresentou ao presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), José Pereira da Costa, a renúncia ao cargo de vice-presidente do clube. Pessoalmente, esta tarde, informou igualmente o presidente da direção, Rui Costa, invocando razões de ordem pessoal”, lê-se no sítio oficial do clube na Internet, acrescentando que “José Francisco Gandarez assume de imediato a condição de vice-presidente efetivo”.

No mesmo comunicado, o emblema das ‘águias’ “agradece ao vice-presidente Jaime Antunes todo o enorme contributo para o clube ao longo destes anos, com particular relevância no processo de revisão dos Estatutos, o qual se encontra concluído no que à responsabilidade da direção diz respeito, estando agora na MAG para votação final global, bem como nas diferentes iniciativas encetadas na área das infraestruturas, como o projeto de alargamento do Estádio da Luz para os 70 mil lugares”.

“A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informa (…) que Jaime Rodrigues Antunes apresentou, em 30 de janeiro de 2025, renúncia ao cargo de Vogal do Conselho de Administração da Benfica SAD”, lê-se no comunicado da sociedade ‘encarnada’ enviado à CMVM.

O economista, candidato à presidência do Benfica em 2003, então derrotado por Luís Filipe Vieira, acabou por integrar a lista do antigo líder ‘encarnado’ no ato eleitoral de 2020, para o quadriénio 2020-2024, como vice-presidente suplente, tornando-se efetivo em julho de 2021, na sequência da renúncia do empresário, devido ao processo ‘Cartão Vermelho’, que investigou negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

De acordo com a estação televisiva CNN, Jaime Antunes demitiu-se da vice-presidência ‘encarnada’ em carta enviada à direção do clube no início desta semana, alegadamente em desacordo com a gestão do futebol e a política desportiva.

Jaime Antunes é o segundo ‘vice’ eleito em 09 de outubro de 2021 na lista encabeçada pelo atual presidente Rui Costa a deixar a direção, depois de Luís Mendes, que detinha a pasta financeira, em junho do ano passado.

Essa saída levou à efetividade do ‘vice’ Rui do Passo, restando, como suplente na lista de Rui Costa, o a partir de hoje efetivo José Francisco Gandarez, que já integra a administração da SAD desde a remodelação desencadeada pela demissão de Luís Mendes, em setembro último.

Na mesma altura, Fernando Seara também abandonou a presidência da Mesa da Assembleia Geral, durante uma reunião magna sobre a revisão estatutária do clube, que ainda não foi concluída.

Gripe com atividade estável mas mortalidade por todas as causas acima do esperado

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A atividade de gripe mantém uma tendência estável, mas a mortalidade por todas as causas estava acima do esperado na semana de 20 a 26 de janeiro, anunciou o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

O boletim do INSA sobre a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios refere que Portugal regista uma atividade gripal epidémica com tendência estável, continuando a ser observado um aumento da deteção de casos de gripe do tipo A.

Relativamente ao impacto, o INSA indica que se verificou uma “mortalidade por todas causas com valores acima do esperado” e que, na atual época 2024/2025, a Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (hospitais) notificaram 64.394 casos de infeção respiratória e foram identificados 8.619 casos de gripe.

Na semana de 20 a 26 de janeiro, foram identificados 1.225 casos positivos para o vírus da gripe, dos quais 810 do tipo A e 415 do tipo B, adianta ainda o boletim do instituto.

Desde o início da época, foram reportados 60 casos de gripe pelas unidades de cuidados intensivos que colaboram na vigilância e, desse total de casos, 45 tinham doença crónica e 52 tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, mas apenas 12 estavam vacinados.

Em Portugal, o Programa Nacional de Vigilância é composto pela Rede de Médicos-Sentinela (médicos de família), pelos serviços de urgência de obstetrícia, pela Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico do Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios e pelas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Habitualmente, este programa tem início no princípio de outubro, terminando em maio do ano seguinte, e integra as componentes de vigilância clínica e laboratorial.

Como medida preventiva, as autoridades têm insistido na vacinação sazonal, que arrancou em 20 de setembro e que já permitiu vacinar mais de 2,3 milhões de pessoas contra a gripe e mais de 1,5 milhões com a dose de reforço contra a covid-19.

Morreu a cantora Marianne Faithfull, aos 78 anos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A cantora e atriz Marianne Faithfull, 78 anos, morreu esta quinta-feira, em Londres, anunciou o seu porta-voz à comunicação social britânica.

“É com grande tristeza que anuncio a morte da cantora, compositora e atriz Marianne Faithfull”, disse o seu porta-voz, citado pelos canais de televisão BBC e Sky News, acrescentando que a criadora de “Falling From Grace” “morreu em paz na companhia da família”.

Marianne Faithfull, que nasceu na capital britânica em 29 de dezembro de 1946, tornou-se conhecida internacionalmente com a canção “As Tears Go By”, composta por Andrew Loog Oldham, Mick Jagger e Keith Richards.

Faithfull é a criadora de canções como “Broken English”, “Falling From Grace”, “This Little Bird”, “Summer Nights” e “Sister Morphine”.

Estreou-se com um álbum em nome próprio, em 1964, que incluía temas como “Downtown” e “Plaisir D’amour”, imediatamente seguido por “Come my Way” (1965), “North Country Maid” e “Faithfull Forever…”, ambos de 1966.

Em 1967, juntamente com outros artistas, foi convidada por The Beatles para fazer parte do coro de “All You Need is Love”, na primeira transmissão mundial de televisão via satélite. Nesse mesmo ano publica “Loveinamist”. Encerraria a década de 1960 com “The World Of Marianne Faithfull”, em 1969.

Na década de 1970 a compositora viveu em Dublin e editou o álbum “Dreaming my Dreams”, seguindo-se “Faithless” (1978) e “Broken English”, no final da década, que foi aplaudido pela crítica, ao qual se sucederam, nos anos de 1980, “Dangerous Acquaintances” (1981), “A Child’s Adventure” (1983), “Rich Kid Blues” (1985) e “Strange Weather” (1987), outro dos álbuns mais celebrados da cantautora.

Em 1990 publicou “Blazing Away”, e participou no álbum “Relload” (1997), da banda Metallica, onde interpretou o tema “The Memory Remains”.

“Faithfull” (1994), “A Secret Life” (1995), “20th Century Blues” (1996), “A Perfect Stranger – The Island Anthology” (1998), “Vagabond Ways” (1999) marcam a década de 1990, aquela em que arriscou e venceu a abordagem de “Sete Pecados Mortais” (1997), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, com a Orquestra Sinfónica da Rádio de Viena, e o maestro Dennis Russell Davis.

“Kissin’ Time” (2002), “Before The Poison” (2004), “Easy Come, Easy Go” (2008), “Horses And High Heels” (2012), “Give My Love To London” (2014), “No Exit” (2016), “Negative Capability” (2018) e “She Walks In Beauty” (2021) sucederam-se nas duas últimas décadas.

Em 2022, foi publicada a caixa que reuniu os primeiros álbuns de Marianne Faithful, nas editoras Decca e Island: “Songs of Innocence and Experience 1965-1995”, incluindo algumas versões inéditas, como “Sunny Goodge Street”, de Donovan, em 1966, “North Country Maid”, e uma nova versão ao vivo de “Brain Drain”. A compilação sucedeu a “The Montreux Years” (2021) que reuniu, pela primeira vez, alguns das mais celebradas atuações de Marianne Faithfull.

A cantora e compositora celebrou 60 anos de carreira no ano passado, desde a publicação do seu primeiro álbum.

Atuou em Portugal em 1993, no Coliseu do Recreios, em Lisboa, e em 2005, no âmbito do CoolJazz, na Cidadela de Cascais, no qual apresentou temas do álbum “Before the Poison” (2004) no qual gravou originais compostos por PJ Harvey, Nick Cave e Damon Albarn.

Ao longo da carreira musical gravou cerca de 50 discos, entre álbuns e singles, o último de originais, “She Walks in Beauty”, com o compositor e multi-instrumentista Warren Ellis.

Marianne Evelyn Gabriel Faithfull, de seu nome completo, ostentava o título austríaco de baronesa Erisso Von Sacher-Masoch, que herdara de sua mãe, Eva Hermine von Sacher-Masoch, que foi bailarina em Berlim, na década de 1920.

Como atriz atuou em 2012 no Landestheatre, em Linz, na Áustria, retomando os “Sete Pecados Mortais”,de Bertold Brecht e Kurt Weill, numa encenação de Jochen Ulrich. A revista MOJO considerou esta produção mais “um ponto alto da carreira” de Marianne.

Como atriz, Faithfull tinha já participado mais de duas dezenas de filmes, tendo-se estreado em “Made in U.S.A.” (1966), de Jean-Luc Godard.

Ao longo da carreira cinematográfica trabalhou com realizadores como Sam Garbaski, Glenio Bonder, assim como Julien Magnat, em “Rostos na Multidão” (2011), Sofia Coppola, em “Marie Antoinette” (2006), Patrice Chéveau, em “Intimidade” (2001), e Jack Cardiff, em “A rapariga da Motocicleta” (1968).

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